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Em ‘Tudo é Justo’, Sarah Paulson se ‘transforma’ em Kim Kardashian: ‘Nunca estive melhor’

Naomi Watts e Sarah Paulson falam sobre a série ‘Tudo é Justo’
A série “Tudo é Justo”, já disponível na Disney + e com episódios novos toda terça-feira, chama a atenção pelas cenas e situações inusitadas. Uma delas é uma sequência em que a vilã Carrington Lane (Sarah Paulson) aparece com um visual muito parecido com o da protagonista Allura Grant (Kim Kardashian), só para provocar a rival. Em entrevista ao g1, a atriz garante que gostou da ideia. Mas admite que ficou um pouco amedrontada.
“Foi muito divertido. E eu estava um pouco nervosa porque eu não sabia o que a Kim iria achar. Mas ela estava rindo mais do que qualquer pessoa. Eu realmente estava me tornando a Kim. Nunca estive melhor”, declarou a atriz
Naomi Watts, que interpreta a advogada Liberty Ronson, também achou engraçado e disse que a colega poderia, no futuro, usar o figurino das outras personagens em novos episódios. O que a atriz retrucou: “Todos os anos, podemos fazer mais. Eu vou entrar e tirar sarro de vocês, idiotas!”, brincou Paulson.
Em “Tudo é Justo”, série escrita e produzida por Ryan Murphy, criador de sucessos como “Glee” e “American Horror Story”, Paulson interpreta uma advogada que é rival da personagem de Kardashian, além de Liberty Ronson (Naomi Watts), e Emerald Greene (Niecy Nash-Betts), que montaram uma bem-sucedida firma de advocacia em Los Angeles, especializada em ajudar mulheres com problemas com seus maridos e processos de divórcio. Carr, como geralmente é chamada, gosta de infernizar o grupo, em especial a protagonista.
Kim Kardashian e Naomi Watts são as protagonistas da série ‘Tudo é Justo’
Divulgação
Provocativa e picante
Watts também falou sobre o que difere “Tudo é Justo” de outras séries estreladas por advogados, como “Law and Order” ou “Family Law”. Para a atriz, mais conhecida por estrelar filmes como “Cidade dos Sonhos”, de David Lynch, ou o “King Kong” de Peter Jackson, a série é mais provocativa do que as outras do gênero.
“É picante. Temos humor, drama… Temos também um grupo coletivo de mulheres. Esse é o ponto de diferença. É tão raro que você veja tantas mulheres em qualquer programa. Certamente é um grupo de advogadas que lutam por outras mulheres. É isso que a torna muito divertida, suculenta e muito viva”, diz Watts
As atrizes também opinaram sobre por que séries sobre questões judiciais fazem tanto sucesso pelo mundo. Para Sarah Paulson, isso se deve ao fato de que há muitas histórias dentro desse subgênero e que isso ajuda a entreter o público.
“Você pode se distrair, especialmente com ‘Tudo é Justo’ com seus momentos divertidos e a dinâmica maluca entre as mulheres, suas roupas, os locais… Eu acredito que essa série é para ver com muita atenção e não dá tempo de olhar para o celular, por exemplo. Porque tem muita coisa acontecendo e isso é algo maravilhoso”, afirma Paulson.
Watts concordou com a colega, mas ressaltou que há uma “fórmula processual” que também atrai o público, com as expressões jurídicas e que elas conseguiram construí-la na série. Para ela, isso acabou criando algo que é bem atraente. “É algo maior do que a vida”, disse a atriz.
Sarah Paulson e Glenn Close se enfrentam numa cena de ‘Tudo é Justo’
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Outro detalhe que chama a atenção em “Tudo é Justo” está nos embates verbais entre as personagens em especial os que ocorrem entre as personagens de Paulson e Glenn Close, que na série interpreta uma veterana advogada que ajuda a protagonista vivida por Kardashian. Com diálogos cheios de provocações e expressões pesadas, Paulson (que é uma velha conhecida de outros projetos de Ryan Murphy, como “American Horror Story” e “Ratched”), disse que fazer essas cenas foi uma “experiência interessante”.
“Foi humilhante e assustador. Lembro-me da primeira vez que recebi o roteiro pela primeira vez e liguei para o Ryan e disse que não poderia falar aquelas coisas para a Glenn Close. Eu a reverencio e não poderia dizer aquilo. Mas ele me falou que ela teria umas frases de retorno ‘igualmente especiais’. Ela foi tão divertida e engraçada e adorava fazer isso”, declarou Paulson.
Trabalho extra e participações especiais
Além de estrelar “Tudo é Justo”, as protagonistas também atuam como produtoras executivas da série. As duas explicaram como é fazer essa dupla função nesse projeto e elogiaram os incentivos de Ryan Murphy para fazerem mais do que só atuar. Sarah Paulson disse que já teve um trabalho mais intenso nesse cargo em outras produções, mas que ainda assim foi algo que fez sentir empoderada.
“Ryan quer nos empoderar e ter uma voz de verdade na produção. Devemos nos preocupar em compartilhar o que sentimos sobre o material. Isso afeta a equipe e a todos os envolvidos e mostra que estamos lá como pessoas criativas, não apenas como artistas”, diz a atriz.
Sarah Paulson, Kim Kardashian, Naomi Watts e Niecy Nash-Betts durante passagem pelo Rio de Janeiro para divulgar a série ‘Tudo é Justo’
Divulgação
Para Naomi Watts, ser creditada como produtora executiva é um “gesto de generosidade” de Ryan Murphy. Watts, que trabalhou com Murphy na série “Feud”, até brincou dizendo que o crédito é algo extravagante, mas que se sente homenageada por ele. “De alguma forma, isso faz com que sua voz seja importante nessa mistura. É o mundo do Ryan e é ótimo ser incluído na equipe de produtores”, afirmou.
Além do elenco principal com várias carinhas conhecidas dos fãs de séries, “Tudo é Justo” também chama a atenção com as participações especiais de várias atrizes famosas. Artistas como Brooke Shields, Jennifer Jason Leigh e Jessica Simpson, entre outras, aparecem nos episódios, geralmente como clientes do escritório de advocacia onde as tramas acontecem.
Questionadas se têm alguém que elas gostariam de atuar na série, elas revelaram suas escolhas. Para Naomi Watts, seria ótimo se Susan Sarandon topasse aparecer, mas ela acredita que também há muitas outras atrizes que seriam incríveis participações. Já Sarah Paulson disse que adoraria se Goldie Hawn surgisse para gravar com elas. “Eu ficaria muito feliz”, disse a atriz.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jards Macalé será velado nesta terça-feira no Edifício Gustavo Capanema

Jards Macalé, ‘anjo torto’ da MPB, morre no Rio
O músico, cantor e compositor Jards Macalé, que morreu nesta segunda-feira (17) aos 82 anos, será velado nesta terça na Sala Funarte Sidney Miller, no Edifício Gustavo Capanema, no Centro do Rio. O sepultamento ocorrerá logo em seguida, no Cemitério São João Batista.
Autor de sucessos como “Vapor Barato”, Macalé estava internado em um hospital na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio desde o dia 1º, onde tratava de problemas pulmonares.
Nesta segunda, sofreu uma parada cardíaca. A causa da morte, de acordo com a unidade de saúde, foi choque séptico e insuficiência renal.
“Jards Macalé nos deixou hoje. Chegou a acordar de uma cirurgia cantando ‘Meu Nome é Gal’, com toda a energia e bom humor que sempre teve. Cante, cante, cante. É assim que sempre lembraremos do nosso mestre, professor e farol de liberdade. Agradecemos, desde já, o carinho, o amor e a admiração de todos. Em breve informaremos detalhes sobre o funeral. 🖤“Nessa soma de todas as coisas, o que sobra é a arte. Eu não quero mais ser moderno, quero ser eterno.” — Jards Macalé’, diz a nota.
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‘Anjo torto da MPB’
Nascido no Rio em 1943, Jards Anet da Silva começou a carreira nos anos 1960 — quando teve sua primeira composição gravada por Elizeth Cardoso, em 1964.
Macalé rapidamente se destacou pela postura vanguardista e pela recusa a seguir padrões comerciais, o que lhe apresentou ao país como um “anjo torto” da MPB, como citou Mauro Ferreira em seu blog.
O grande impacto inicial veio em 1969, com a performance de “Gotham City” no IV Festival Internacional da Canção.
Em 1972, lançou seu influente álbum de estreia, Jards Macalé, no qual consolidou sua estética híbrida, misturando rock, samba, jazz, blues, baião e canção.
É autor de clássicos como “Hotel das Estrelas”, “Anjo Exterminado”, “Mal Secreto” e “Vapor Barato”, imortalizados também nas vozes de Gal Costa, Maria Bethânia e O Rappa.
“Meu amor, meu amigo… Fará muita falta neste mundo. 🌹”, postou Bethânia em uma rede social.
Mauro Ferreira: relembre reportagem sobre os 80 anos de Macalé
Parceiro de poetas como Waly Salomão (coautor de ‘Vapor Barato”), Vinicius de Moraes, Torquato Neto e José Carlos Capinan, Macalé construiu uma obra marcada pela estranheza, pela experimentação e pela absoluta defesa da liberdade criativa — postura que o aproximou de artistas como Luiz Melodia, igualmente avesso às imposições das gravadoras dos anos 1970 e 1980.
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‘Meu primeiro amigo carioca da música’, diz Caetano
Exilado em Londres ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Jorge Mautner, assinou a direção musical de “Transa”, álbum que se tornaria um dos mais importantes da carreira de Caetano.
“Sem Macalé não haveria Transa. Estou chorando porque ele morreu hoje. Foi meu primeiro amigo carioca da música. Antes de Bethânia imaginar que seria chamada para o Opinião, Alvaro Guimarães, diretor teatral baiano, me trouxe ao Rio para montar e mixar o curta para o qual eu tinha feito a trilha. Fui parar na casa de Macalé. E ele tocou violão. Me encantei. Ele tocou com Beta, lançou composições, chamei-o para Londres e: Transa. Na volta, ele e eu seguimos na música. Que a música siga mantendo a essência desse ipanemense amado. Beijo carinhoso para Rejane”, postou Caetano.
Ao longo da carreira, nunca abriu mão da coerência artística. Explorava gêneros como bossa nova, rock, blues, samba e choro, sempre com sua voz ruminada e um violão singular, moldado por formação erudita.
Além da música, em seus 60 anos de carreira, Macalé também se aventurou em cinema, televisão, teatro e artes plásticas.
No cinema, participou do elenco de “O Amuleto de Ogum” e “Tenda dos Milagres”, ambos dirigidos por Nelson Pereira dos Santos.
Também integrou trilhas sonoras de clássicos como “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”, de Glauber Rocha.
Veja abaixo reportagem sobre documentário sobre Macalé:
Documentário conta a história do grande músico Jards Macalé
É intérprete de seu próprio repertório e de compositores como Ismael Silva e Lupicínio Rodrigues.
Mesmo após décadas de atividade, manteve vigor e relevância: lançou “Besta Fera” em 2019, um dos destaques de sua discografia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lula diz que Jards Macalé transformou arte em luta constante contra autoritarismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nas redes sociais uma homenagem ao músico, cantor e compositor Jards Macalé, que morreu nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, aos 82 anos.
Jards Macalé morre aos 82 anos no Rio
Autor de sucessos como “Vapor Barato”, Jards Macalé foi um dos artistas que se apresentaram na posse de Lula em 2023. Nas redes sociais, o presidente afirmou que a visão de mundo do artista fez com que eles se aproximassem.
“Jards Macalé dizia que o amor é um gesto político. E que em tempos de ódio e de intrigas como os que vivemos recentemente, pouca gente falava do amor, e por isso era tão importante cantá-lo”, escreveu Lula. “Essa visão de mundo me aproximou de Jards: política e amor devem andar juntos. Não podem ser separados. Estive com Jards na luta pela redemocratização. Nos reencontramos várias vezes ao longo dos anos.”
Lula disse ainda que Macalé “fez história como cantor e compositor de algumas das músicas mais brilhantes de nossa MPB. Sempre defendeu a valorização da cultura e transformou seu talento e sua arte em uma luta constante contra o autoritarismo”.
‘Anjo torto da MPB’
Nascido no Rio em 1943, Jards Anet da Silva começou a carreira nos anos 1960 — quando teve sua primeira composição gravada por Elizeth Cardoso, em 1964.
Caetano Veloso (à esquerda) e Jards Macalé em Londres, em 1971, na época em que foi gravado o álbum ‘Transa’ (1972)
Pedro Paulo Koellreutter / Reprodução Facebook Jards Macalé
Macalé rapidamente se destacou pela postura vanguardista e pela recusa a seguir padrões comerciais, o que lhe apresentou ao país como um “anjo torto” da MPB, como citou Mauro Ferreira em seu blog.
O grande impacto inicial veio em 1969, com a performance de “Gotham City” no IV Festival Internacional da Canção.
Em 1972, lançou seu influente álbum de estreia, Jards Macalé, no qual consolidou sua estética híbrida, misturando rock, samba, jazz, blues, baião e canção.
É autor de clássicos como “Hotel das Estrelas”, “Anjo Exterminado”, “Mal Secreto” e “Vapor Barato”, imortalizados também nas vozes de Gal Costa, Maria Bethânia e O Rappa.
Jards Macalé
Aline Müller / Divulgação
“Meu amor, meu amigo… Fará muita falta neste mundo. 🌹”, postou Bethânia em uma rede social.
Parceiro de poetas como Waly Salomão (coautor de ‘Vapor Barato”), Vinicius de Moraes, Torquato Neto e José Carlos Capinan, Macalé construiu uma obra marcada pela estranheza, pela experimentação e pela absoluta defesa da liberdade criativa — postura que o aproximou de artistas como Luiz Melodia, igualmente avesso às imposições das gravadoras dos anos 1970 e 1980.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Moana’: Versão com atores (e Dwayne ‘The Rock’ Johnson em carne e osso) ganha 1º teaser

Assista ao teaser de ‘Moana’
A versão com atores de “Moana” ganhou seu primeiro teaser nesta segunda-feira (17).

Fonte: G1 Entretenimento

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Jards Macalé, o dissidente provocador que brilhou à sombra do mainstream

Capa do álbum ‘Besta fera’, de Jards Macalé
Cafi
♫ OBITUÁRIO
♬ O título da biografia de Jards Macalé, Eu só faço o que quero, escrita por Fred Coelho e lançada em 2019, traduziu o caráter altivo, contestador e independente do artista que parte hoje, aos 82 anos, para a eternidade que almejou ao construir obra que transitou pelas margens do mainstream, na penumbra reservada aos marginalizados, aos malditos, aos gênios transgressores.
Leia mais: Jards Macalé, ‘anjo torto’ da MPB, morre no Rio.
Jards Anet da Silva (3 de março de 1943 – 17 de novembro de 2025) – Macalé para o Brasil que conheceu a obra desse singular cantor, compositor e violonista carioca, Macau para os realmente íntimos – foi a personificação musical do anjo torto do poema de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) mencionado pelo parceiro Torquato Neto na letra da música Let’s play that (1944 – 1972).
Parceiro de poetas efervescentes como Waly Salomão (1943 – 2003), colaborador fundamental de discos e/ou shows de Caetano Veloso (foi o diretor musical do cultuado álbum Transa, gravado em Londres em 1971 e lançado em 1)72, Gal Costa (1945 – 2022) e Maria Bethânia, Jards Macalé foi o dissidente que brilhou nas trevas, à sombra do mainstream.
Sob tal prisma, a imagem produzida pelo fotógrafo Cafi (1959 – 2019) para a capa do álbum Besta fera (2019), último grande título vanguardista da discografia de Macalé, foi a mais completa tradução visual do artista.
Apresentado ao Brasil como compositor em disco de 1964, na voz improvável de Elizeth Cardoso (1920 – 1990), cantora da ala tradicional que gravou Meu mundo é seu (Jards Macalé e Roberto Nascimento) no álbum A meiga Elizete nº 5 (1964), Jards Macalé logo se juntou aos revolucionários tropicalistas que organizaram o movimento do biênio 1967/1968 sem perder a autonomia criativa, a identidade como compositor e sem se prender a uma turma.
O artista iniciou a discografia solo com o EP Só morto / Burning night, editado em 1969, ano em que Macalé assombrou o público do IV Festival Internacional da Canção (FIC) com a apresentação performática de Gothan city (Jards Macalé e José Carlos Capinan, 1969), música que aludia ao estado repressor do Brasil naquele momento conturbado da história política nacional.
Desde então, Macalé nunca entrou pela porta principal da MPB. Nos anos 1970, por conta do alto teor vanguardista dos dois primeiros álbuns, Jards Macalé (1972) e Aprender a nadar (1974), foi logo jogado na vala dos malditos da MPB ao lado de outros dissidentes como Luiz Melodia (1951 – 2017) e Sérgio Sampaio (1947 – 1974).
Macalé lançou um terceiro álbum em 1977, Contrastes, sem virar o jogo mercadológico. Por isso, atravessou a década de 1980 quase sem gravar, fazendo discos temáticos com obras de compositores, casos do lapidar 4 batutas & 1 coringa (1987) e de Ismael Silva – Peçam bis (1988), este dividido com a cantora Dalva Torres (1951 – 2002).
Nos anos 1990, retomou a discografia autoral com os espaçados álbuns Let’s play that (1994) e O Q faço é música (1998), editado por selos indies. Gravado sob direção musical do pianista Cristovão Bastos e do próprio Macalé, criadores dos arranjos das 16 músicas, o álbum O Q faço é música ampliou o cancioneiro autoral do artista sem deixar cair o padrão de qualidade.
Coube ao tempo rei fazer justiça a Macalé. O álbum Jards Macalé (1972), gravado sob direção musical do próprio Macalé, arquiteto de som cheio de eletricidade, formatado com mix de rock, samba, canção, blues, jazz e baião, virou um dos títulos mais cultuados da música brasileira, sendo celebrado pelo artista no cinquentenário em 2022 com shows e reedições em LP. Nessa altura, o já supracitado álbum Besta fera recolocou Macalé na linha de frente da vanguarda brasileira.
Besta fera provocou combustão com a fricção entre a matéria-prima da obra autoral de Macalé e a alquimia sonora da turma paulistana capitaneada por Romulo Fróes (diretor artístico do disco) com Kiko Dinucci e Thomas Harres, produtores musicais do álbum.
Com o fôlego renovado, Macalé gravou álbum com João Donato (1934 – 2024), Síntese do lance (2021), disco mais de Donato do que de Macalé, e abriu o leque autoral no vigoroso Coração bifurcado (2023), último álbum de músicas inéditas do anjo torto da MPB, dono de violão de toque tortuoso.
Além dos álbuns, Macalé deixa canções já entranhadas na memória do Brasil, casos de Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda Machado, 1970), Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) e sobretudo Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971). Músicas associadas a Gal Costa, mas também ao cantor e compositor. Sem falar em Movimento dos barcos (1971), parceria com José Carlos Capinan lançada por Maria Bethânia no show / disco Rosa dos ventos.
Com a morte de Jards Anet da Silva, parte o Jards Macalé, personagem já tornado folclórico pelo tom provocador, figura de temperamento notoriamente forte, um quase malandro que logo se enturmou com Moreira da Silva (1902 – 2000), cuja obra aliás abordou em álbum de 2001, mas que, em essência, foi mesmo um personagem de concretude atestada pela força da obra perene.
Desde 1959, ano em que fundou o duo inicialmente amador Dois no Balanço com Chiquinho Araújo, filho do maestro Severino Araújo (1917 – 2012), Jards Macalé veio para curtir com a cara dos reacionários, para desafinar o coro dos contentes, o que fez com maestria inconteste, deixando a música falar mais alto do que o artista temperamental que, irritado com o descaso de executivos da indústria fonográfica, derrubou bandejas de café em salas de gravadoras, virando a mesa. E foi assim, sem fazer o jogo, que o dissidente se tornou eterno entre luzes e sombras de obra imortal.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jards Macalé morre aos 82 anos; veja a repercussão

Jards Macalé morre aos 82 anos no Rio
Morto nesta segunda-feira (17) após uma parada cardíaca, Jards Macalé está sendo homenageado por vários artistas da música brasileira. O cantor morreu no Rio de Janeiro, aos 82 anos.
“Sem Macalé não haveria ‘Transa’. Estou chorando porque ele morreu hoje. Foi meu primeiro amigo carioca da música. Antes de Bethânia imaginar que seria chamada para o ‘Opinião’, Alvaro Guimarães, diretor teatral baiano, me trouxe ao Rio para montar e mixar o curta para o qual eu tinha feito a trilha”, afirmou Caetano Veloso em um post no Instagram.
“Fui parar na casa de Macalé. E ele tocou violão. Me encantei. Ele tocou com Beta, lançou composições, chamei-o para Londres e: ‘Transa’. Na volta, ele e eu seguimos na música. Que a música siga mantendo a essência desse ipanemense amado. Beijo carinhoso para Rejane”, finalizou Caetano.
Maria Bethânia também postou fotos em que aparece ao lado de Jards. “Meu amor, meu amigo… Fará muita falta neste mundo”, escreveu a cantora.
Jards Macalé
Aline Müller / Divulgação
Jards Macalé reencontra Caetano Veloso na filmagem do documentário ‘London 70’, de Rejane Zilles
Carla Alves / Reprodução Facebook Jards Macalé

Fonte: G1 Entretenimento

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Jards Macalé, ‘anjo torto’ da MPB, morre no Rio

Jards Macalé
Leo Aversa / Divulgação
O músico Jards Macalé morreu nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, aos 82 anos. A morte foi confirmada nas redes sociais do artista.
O artista estava internado em um hospital na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, onde tratava um enfisema pulmonar. Nesta segunda, sofreu uma parada cardíaca.
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“Jards Macalé nos deixou hoje. Chegou a acordar de uma cirurgia cantando ‘Meu Nome é Gal’, com toda a energia e bom humor que sempre teve. Cante, cante, cante. É assim que sempre lembraremos do nosso mestre, professor e farol de liberdade. Agradecemos, desde já, o carinho, o amor e a admiração de todos. Em breve informaremos detalhes sobre o funeral. 🖤“Nessa soma de todas as coisas, o que sobra é a arte. Eu não quero mais ser moderno, quero ser eterno.” — Jards Macalé’, diz a nota.
‘Anjo torto da MPB’
Nascido no Rio em 1943, Jards Anet da Silva começou a carreira nos anos 1960 — quando teve sua primeira composição gravada por Elizeth Cardoso, em 1964. Macalé rapidamente se destacou pela postura vanguardista e pela recusa a seguir padrões comerciais, o que lhe apresentou ao país como um “anjo torto” da MPB, como citou Mauro Ferreira em seu blog.
O grande impacto inicial veio em 1969, com a performance de “Gotham City” no IV Festival Internacional da Canção.
Em 1972, lançou seu influente álbum de estreia, Jards Macalé, no qual consolidou sua estética híbrida, misturando rock, samba, jazz, blues, baião e canção. Desse período vêm clássicos como “Hotel das Estrelas”, “Mal Secreto” e “Vapor Barato”, imortalizados também nas vozes de Gal Costa e Maria Bethânia.
Mauro Ferreira: relembre reportagem sobre os 80 anos de Macalé
Veja abaixo reportagem sobre documentário sobre Macalé:
Documentário conta a história do grande músico Jards Macalé
Parceiro de poetas como Waly Salomão, Torquato Neto e José Carlos Capinan, Macalé construiu uma obra marcada pela estranheza, pela experimentação e pela absoluta defesa da liberdade criativa — postura que o aproximou de artistas como Luiz Melodia, igualmente avesso às imposições das gravadoras dos anos 1970 e 1980.
Ao longo da carreira, nunca abriu mão da coerência artística, explorando gêneros como bossa nova, rock, blues, samba e choro, sempre com sua voz ruminada e um violão singular, moldado por formação erudita.
É intérprete de seu próprio repertório e de compositores como Ismael Silva e Lupicínio Rodrigues.
Mesmo após décadas de atividade, manteve vigor e relevância: lançou “Besta Fera” em 2019, um dos destaques de sua discografia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura tem foto publicada em perfil do Oscar, e fãs pedem que ator seja indicado ao prêmio

Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura comentam campanha para Oscar de ‘O agente secreto’
Responsável pela premiação do Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas publicou em seu perfil no Instagram uma foto do Wagner Moura, nesta segunda-feira (17). Veja a imagem abaixo.
Em apenas 30 minutos, o post já tinha mais de cinco mil comentários — vários deles escritos por fãs brasileiros que pediam sua indicação ao prêmio.
Wagner é um dos atores cotados à indicação de Melhor Ator no Oscar 2026, por “O Agente Secreto”, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Wagener Moura em foto publicada pelo perfil oficial do Oscar no Instagram
Reprodução/Instagram/@cibellelevi
Escolhido como candidato brasileiro a uma indicação ao Oscar de melhor filme internacional, “O agente secreto” é a grande esperança de uma segunda estatueta seguida para o país.
Qual a história de ‘O agente secreto’?
Ambientado nos anos 1970, “O agente secreto” conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
No Festival de Cannes 2025, Moura recebeu o prêmio de melhor ator e Kleber Mendonça Filho, o de melhor direção.
O filme também coleciona elogios de veículos internacionais importantes. O jornal inglês “The Guardian” deu nota máxima ao filme brasileiro, definindo-o como “visual e dramaticamente soberbo”, além de “ambicioso, complexo e elusivo”.
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante a filmagem de ‘O agente secreto’
Laura Castor/Divulgação
A revista americana “Hollywood Reporter” chamou o filme de “magistral”, com um “retorno maravilhoso de Wagner Moura ao cinema brasileiro”. “Ele sempre foi um bom ator, mas Mendonça Filho faz dele uma estrela de cinema”.
Já o site The Playlist escreveu que Wagner Moura “comanda” o “belíssimo drama criminal”, avaliando o filme com nota máxima. Para o site, o longa é uma “obra-prima” de Mendonça Filho, “o esforço mais ambicioso e monumental de uma carreira sem tropeços até agora”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Johnny Hooker grava álbum audiovisual em show em São Paulo que terá Gaby Amarantos, Catto e músicas inéditas

Johnny Hooker (ao centro) recebe Gaby Amarantos (à esquerda) e Catto na gravação do show agendado para 27 de novembro na casa Audio, em São Paulo
Reprodução / Instagram Johnny Hooker
♫ NOTÍCIA
♬ Dez anos após a edição do álbum que lhe deu projeção nacional, Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito! (2015), o cantor e compositor Johnny Hooker grava álbum audiovisual em show agendado para 27 de novembro, na casa Audio, em São Paulo (SP). No registro audiovisual, Hooker terá como convidadas as cantoras Catto e Gaby Amarantos.
Dividido em atos, o roteiro do show abarca os principais sucessos de Hooker, mas extrapola o caráter retrospectivo com bloco de músicas inéditas que antecipam o repertório do próximo álbum de estúdio do cantor, o primeiro desde Ørgia (2022).
A gravação ao vivo será realizada com a estrutura técnica do projeto Te vejo no palco, desdobramento do Prêmio da Música Brasileira.

Fonte: G1 Entretenimento

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Game Awards 2025: veja lista completa de indicados

Orquestra se apresenta durante o The Game Awards 2019, em Los Angeles, na Califórnia
JC Olivera/Getty Images/AFP
O Game Awards 2025 anunciou sua lista completa de indicados nesta segunda-feira (17).
A premiação acontece em 11 de dezembro, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Veja a lista completa abaixo:
Melhor direção de som
‘Battlefield 6’
‘Clair Obscur: Expedition 33’
‘Death Stranding 2: On the beach’
‘Ghost of Yotei’
‘Silent Hill f’
Melhor trilha e música
Christopher Larkin – ‘Hollow Knight: Silksong’
Darren Korb – ‘Hades 2’
Lorien Testard – ‘Clair Obscur: Expedition 33’
Toma Otowa – ‘Ghost of Yotei’
Woodkid & Ludvig Forssell – ‘Death Stranding 2: On the beach’
Melhor direção de arte
‘Clair Obscur: Expedition 33’
‘Death Stranding 2: On the beach’
‘Ghost of Yotei’
‘Hades 2’
‘Hollow Knight: Silksong’
Melhor jogo para dispositivos móveis
‘Destiny rising’
‘Persona 5: The Phantom X’
‘Sonic Rumble’
‘Umamusume: Pretty derby’
‘Wuthering waves’
Melhor jogo em atualização
‘Final Fantasy 14’
‘Fortnite’
‘Helldivers 2’
‘Marvel Rivals’
‘No man’s sky’
Melhor atuação
Ben Starr – ‘Clair Obscur: Expedition 33’
Charlie Cox – ‘Clair Obscur: Expedition 33’
Erika Ishii – ‘Ghost of Yotei’
Jennifer English – ‘Clair Obscur: Expedition 33’
Konatsu Kato – ‘Silent Hill f’
Troy Baker – ‘Indiana Jones and the great circle’

Fonte: G1 Entretenimento