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Vendas de livro acusado de usar IA aumentam na França

Autor canadense Thélyson Orélien
JOEL SAGET / AFP
As vendas do romance do autor canadense Thélyson Orélien, acusado de tê-lo escrito com inteligência artificial, continuam subindo na França desde que a controvérsia eclodiu na semana passada, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1º).
“C’était ça ou mourir” (“Era isso ou morrer”, em tradução livre) vendeu 18.254 exemplares de seu formato físico entre 21 e 27 de setembro, em comparação com 12.506 na semana anterior, segundo a lista de best-sellers da NielsenIQ BookData/Livres Hebdo.
Prêmio literário francês retira livro de competição por suspeitas de uso de IA
O livro ocupa o primeiro lugar na categoria de romances, à frente dos lançamentos mais recentes de dois autores franceses de sucesso, Agnès Martin-Lugand e Marc Levy.
Um exemplar do livro “C’était ça ou mourir”, um romance do autor Thelyson Orélien
REUTERS/Sarah Meyssonnier
“C’était ça ou mourir”, que narra a jornada de um migrante entre o Haiti e o Canadá, é uma das sensações literárias da temporada na França, com cerca de 65.000 exemplares vendidos desde seu lançamento em meados de agosto.
No entanto, Orélien, de 38 anos, está no centro de uma controvérsia desde que uma conta anônima no X o acusou de ter escrito o livro “quase inteiramente” com inteligência artificial.
Agora no g1
Desde então, surgiram acusações de plágio referentes a textos publicados há mais de uma década no Canadá.
A renomada Academia Goncourt, que concede o prêmio literário mais renomado da França, o retirou da lista de candidatos deste ano.
O escritor, que também tem nacionalidade haitiana, sempre negou as acusações e disse à AFP que estava “disposto a se pronunciar quando as coisas se acalmassem”.
A controvérsia abalou o mundo literário francês e levanta questões em todo o mundo sobre como essa nova tecnologia afetará a indústria editorial.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Mayday: Desastres Aéreos’: conheça o programa que ajudou passageiro a evitar queda de avião

‘Mayday: Desastres Aéreos’
Reprodução
Um passageiro considerado herói a bordo de um voo da FlyDubai na quarta-feira (30) teria atribuído o mérito a uma série documental canadense por ensiná-lo a assumir o controle da aeronave e evitar uma queda catastrófica.
Segundo seu próprio relato, o israelense Yaniv Hayun afirmou que puxou os comandos para cima e conseguiu interromper a queda brusca do avião porque acompanhava “Mayday: Desastres Aéreos”.
O programa é uma série produzida pela Cineflix Productions que, ao longo de 26 temporadas, dramatizou acidentes aéreos reais, quase acidentes, sequestros e atentados a bomba envolvendo aeronaves.
Netanyahu se encontra com homem que ajudou a impedir atentado com avião
As reconstituições da série utilizam gravações das caixas-pretas da cabine, relatórios de acidentes e relatos de testemunhas para garantir precisão.
Segundo a sinopse dos produtores, o programa oferece uma visão dos bastidores dos acidentes de aviação mais catastróficos do mundo, revelando pistas que podem ajudar a evitar que tragédias semelhantes aconteçam novamente.
Entenda o caso
O ataque a faca do copiloto do voo da FlyDubai contra o piloto quase terminou em tragédia na quarta-feira (30). O avião perdeu o controle e despencou mais de 4 mil metros em cerca de 30 segundos e só não caiu, matando os 180 passageiros, devido à ação de quatro pessoas.
Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a aeronave chegou a “entrar em parafuso e começar a mergulhar”. O piloto estava ferido e coberto de sangue, mas ainda conseguiu abrir a porta da cabine de comando. Passageiros então entraram no cockpit e um deles ajudou a conter o copiloto e impedir a queda.

Fonte: G1 Entretenimento

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Shows de Kanye West são cancelados na Rússia; imprensa cita ordem de autoridades

Como Kanye West gerou caos jurídico num dos maiores festivais de rap do Brasil
Os dois shows que o rapper americano Kanye West faria em São Petersburgo, na Rússia, nos dias 10 e 11 de outubro, foram cancelados.
A empresa responsável pela organização, Say Agency, confirmou o cancelamento nesta quarta-feira (30) e informou que os compradores poderão solicitar o reembolso.
As apresentações estavam previstas para ocorrer em meio à reação internacional às declarações antissemitas do artista, que já levaram ao cancelamento ou à proibição de shows em diferentes locais da Europa.
Site oficial dos shows de Kanye West em São Petersburgo ainda exibe informações sobre as apresentações, apesar do cancelamento.
Reprodução
A possibilidade de Kanye se apresentar na Rússia havia gerado repercussão no país. Ele seria um dos principais artistas internacionais a fazer shows no território russo desde o início da ofensiva contra a Ucrânia, em 2022. Desde então, diversos artistas estrangeiros deixaram de se apresentar no país.
Ingressos chegaram a ser vendidos
Kanye West
Reprodução/Twitter/kanyewest
As datas das apresentações foram anunciadas em agosto e, segundo informações divulgadas na época, dezenas de milhares de ingressos chegaram a ser vendidos.
Semanas depois, porém, a Arena Gazprom, em São Petersburgo, afirmou que nenhum contrato havia sido assinado com os organizadores e que o evento não poderia ser realizado no local.
A imprensa russa informou que o cancelamento teria partido de autoridades do país. De acordo com os relatos, os organizadores começaram a vender ingressos enquanto buscavam obter as autorizações necessárias para a realização dos shows. A decisão pelo cancelamento teria sido tomada após “um telefonema de Moscou”.
Reação na Rússia
O anúncio das apresentações havia provocado reações diferentes entre autoridades e políticos russos, como mostrou a reportagem do g1 “Após declarações nazistas, shows de Kanye West na Rússia geram polêmica e questionamentos a Putin”.
Site de marca de Kanye West vende camisa com suástica, após anúncio no Super Bowl
Reprodução
Alguns receberam a chegada de Kanye como uma espécie de vitória contra o que classificaram como “histeria contra a Rússia”. Outros, porém, fizeram críticas à presença do rapper no país.
Kanye West, de 49 anos, já associou algumas de suas declarações polêmicas a episódios de mania relacionados ao transtorno bipolar. O rapper também já foi alvo de críticas e de medidas restritivas em diferentes países por declarações antissemitas.
*Com informações da France Press e da AFP.

Fonte: G1 Entretenimento

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Prêmio para Alaíde Costa em dezembro dá continuidade à reparação histórica saboreada pela artista nos últimos anos

Alaíde Costa é a homenageada da 10ª edição do Women’s Music Event Awards, premiação musical que laureia somente mulheres
Murilo Alvesso / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Aos 90 anos, Alaíde Costa vive desde 2022 um tempo de consagração, tardia, mas sobretudo justa e merecida. A escolha da cantora carioca como grande homenageada da 10ª edição do Women’s Music Event Awards – evento programado para acontecer em 15 de dezembro, em São Paulo (SP) – reforça essa contínua onda de reparação histórica e faz uma celebração necessária em torno de uma artista de voz por vezes abafada (mas jamais calada) pela indústria fonográfica.
A homenagem é especialmente relevante porque o WME Awards é a única premiação brasileira criada com o intuito de laurear somente o trabalho de mulheres na música do Brasil.
Quando a premiação ocorrer, Alaíde já estará com 91 anos, pois a cantora nasceu em 8 de dezembro de 1935. E, desses 91 anos, mais de 70 foram dedicados à música.
Aliás, como a cantora lançou o primeiro single em 1956, a premiação também comemora os 60 anos de carreira fonográfica que ganhou novo impulso nos correntes anos 2020, década em que a artista tem lançado um disco por ano.
É preciso ressaltar que Alaíde Costa cruzou a linha dos 90 anos em plena atividade. A cantora até poderia estar vivendo do passado coerente e honrado, mas Alaíde está em movimento.
Enquanto apronta álbum com o pianista André Mehmari para 2027, a artista aguarda o lançamento, em novembro, de outro álbum, “Meu vício na dor de amar demais” , este com músicas inéditas, como o samba-canção “A falta que não me faz”, presente de Adriana Calcanhotto para a cantora.
Até por isso esse prêmio é importante, pois coroa uma trajetória incessante, sempre pautada pela arte, jamais pelo mercado. De 1956, ano do single inicial, até este ano de 2026, ocupado com a gravação de dois álbuns, o canto de Alaíde Costa permaneceu imaculado, indomado, imune às pressões da indústria do disco e às músicas de baixo quilate melódico e poético.
Desafiando o império masculino dessa indústria, Alaíde Costa jamais baixou a cabeça e sempre gravou somente o que quis e como quis. Merece todos os prêmios por isso e por muito mais!

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Galinha Pintadinha: O filme’ marca estreia da ‘diva pop’ animada no cinema em aniversário de 20 anos

Demorou, mas a personagem galinácea azul inevitável para qualquer pai de filhos pequenos nas últimas duas décadas no Brasil finalmente chega aos cinemas. “Galinha Pintadinha: O filme” estreia nesta quinta-feira (1º) como o lançamento da “diva pop” animada em uma produção com equipe (quase) “100% brasileira”.
A personagem nacional, criada por Juliano Prado e Marcos Luporini, há 20 anos domina o YouTube, produtos licenciados de higiene a material escolar, peças teatrais e festas de aniversário, mas dá o passo mais ambicioso de sua trajetória.
Com cerca de cinco anos desde a concepção, o longa metragem de animação coloca a ave azulada em uma aventura para resgatar seu ovo, que foi trocado por uma cegonha atrapalhada com o filhote de um gavião ameaçador.
Assista ao trailer de ‘Galinha Pintadinha: O filme’
Para colocar o projeto de pé, a dupla — que assumiu também as vezes de diretores, roteiristas e produtores — mobilizou um time de cerca de 400 profissionais.
A estreia nos cinemas coincide ainda com a inauguração de uma área temática inspirada no universo da personagem no parque Beto Carrero World — um “acidente feliz” após anos de conversas paralelas que acabaram desembocando quase ao mesmo tempo.
Em conversa com o g1, Prado, de 55 anos, e Luporini, de 56, detalharam os desafios técnicos de renderizar “pelinho por pelinho”, relembraram a gravação das primeiras canções em 2002 e comentaram como administra uma estrutura enxuta diante de um fenômeno que há muito tempo virou “diva pop”.
Leia abaixo a entrevista, editada para clareza:
Juliano Prado e Marcos Luporini, os criadores da Galinha Pintadinha
Divulgação
g1 – Por que levou cerca de 20 anos para a Galinha Pintadinha virar um longa-metragem no cinema?
Juliano Prado – Fazer cinema é um bicho bem difícil, complicado mesmo. Primeiro você precisa aprender a fazer, e a gente ficou uma boa parte desse tempo estudando (risos). A gente fazia conteúdos menores, como clipes e séries. O sonho de fazer um filme sempre existiu, mas deixamos essa vontade amadurecer bem antes de tomar a decisão. Quando começamos, queríamos justamente fazer algo com linguagem de cinema mesmo, não só uma extensão, meio oportunista, do nosso conteúdo.
g1 – Como nasceu a ideia do roteiro e o processo para tirá-lo do papel?
Marcos Luporini – Todo personagem que quer sobreviver por muito tempo precisa se renovar. Quando decidimos fazer o filme, a primeira coisa foi buscar uma boa história. Fizemos mesas de criação com diferentes artistas até chegar na ideia da troca dos ovos. Ela abre espaço para temas muito bonitos, como diversidade, superação, aceitação e maternidade. Quem tem filho sabe que sempre existe uma quebra de expectativa. Quando batemos nessa história, clicou e seguimos nela.
Juliano Prado – Foi uma batalha criativa por um lado e empresarial por outro. A Bromélia sempre teve esse caldeirão caseiro de produção. No filme, tivemos a Hype produzindo a animação, mas as vozes, a criação e as ilustrações de conceito ficaram com a gente. Eu e o Marcos nos concentramos no roteiro e no storyboard/animatic. Foram cerca de dois anos só nessa etapa de história e decupagem antes do processo industrial de modelagem e textura. Foi um projeto com cerca de 400 pessoas.
Marcos Luporini – E buscamos valorizar muito os artistas locais. Muitas vozes foram feitas por pessoas aqui de Campinas, inclusive a cantora Vera Fuzaro, que já estava no nosso primeiro DVD. Tentamos manter a raiz do projeto para não sair voando por aí e esquecer quem a gente foi.
g1 – O filme estreia praticamente na mesma semana em que o Beto Carrero inaugura uma área temática da marca. Foi planejado para coincidir com os 20 anos?
Marcos Luporini – Sabíamos que ia chegar tudo mais ou menos junto, mas é difícil cravar data, em cinema, atrasos acontecem. Essa área temática no Beto Carrero, baseada no filme, também vinha sendo conversada há anos. Se tivéssemos contratado a NASA para planejar, talvez não tivesse dado tão certo.
Juliano Prado – Começamos a conversar sobre as duas coisas há uns cinco anos. Foram dois projetos bem complexos que calharam de cair na mesma semana, porque foi dando muita coisa errada no caminho. Meio escrever certo por linhas tortas.
Fazer um filme é uma maratona; ficamos sem férias todo esse tempo. A gente até viajava, mas sempre com o laptop, porque a equipe depende diariamente de aprovações de direção, desde a cor de um vidro até o enquadramento de luz.
Cena de ‘Galinha Pintadinha: O filme’
Divulgação
g1 – O estilo visual chama atenção pela computação gráfica dialogar fortemente com a textura e o ritmo do stop motion. Como chegaram a essa escolha técnica?
Marcos Luporini – Uma das coisas que sempre falei foi: “Vamos tomar cuidado para não bater de frente com a Pixar. Não vamos querer sair no braço com a Pixar” (risos). Escolhemos um estilo que dialoga com o stop motion. Você vê que não é, mas tem aquela pegadinha gostosa que prende o olhar. Queríamos uma estética muito fofa para equilibrar uma camada dramática um pouco mais profunda.
Tem lá a aventura, tem essa história da troca dos ovos, que é que é pras crianças menores seguirem, né? Tem o medinho, tem a emoçãozinha, tal, tem a aventurinha, tudo certinho ali no lugar, mas tem essa essa camada mais dramática, numa estética bem fofinha
Juliano Prado – Tecnicamente, usamos o conceito de animar “em dois”, ou “on twos”. O filme roda a 24 quadros por segundo para cenários, efeitos e câmera, mas a animação dos personagens é feita a 12 quadros. Isso dá um espaço para a mente preencher o movimento e aproxima do stop motion. As escolhas de enquadramento também evitaram aquela estética de câmera frenética de videogame. E a textura foi uma batalha à parte.
Aquilo lá a gente passou por 1.001 texturas, parecia uma esponja, parecia não sei o que lá, até chegar no pelinho, né? Quando chegamos, foi um pesadelo pras máquinas fazerem. Pelinho por pelinho. Para você ter uma ideia, havia frames que demoravam quatro horas para serem renderizados.
Então foi uma coisa que, assim, foi realmente a grande dificuldade técnica do projeto, que chegou a atrasar mesmo o cronograma no final. Foi o grande desafio técnico do negócio. Por uma opção estética, no fim.
Marcos Luporini – Mas deixa eu falar uma coisa. Engraçado esse negócio. Você fala: “Ah, o filme é bonito, né? Esteticamente ele é bonito”. Mas parece que você vem de uma guerra para entregar uma flor no final, sabe?
Assim, é uma quebradeira, é uma briga, é um esforço, é uma dificuldade. Você passa pela lama, atravessa o campo de batalha, para entregar a flor mais bonita que você conseguir. É uma brutalidade aqui no fim para tentar entregar leveza (risos).
g1 – Olhando para trás, as motivações de quando a marca começou continuam as mesmas? Como a chegada dos filhos impactou isso?
Marcos Luporini – É difícil dizer exatamente quando o projeto começou. As músicas do primeiro DVD foram gravadas lá em 2002. Eu só fui ter filho 18 anos depois. Então, quando fiz as primeiras, não fez parte da minha motivação. Quando compus e escolhi aquelas canções, fiz pensando na minha própria criança interior (risos).
Juliano Prado – Eu já tinha filhas pequenas na época. Mas a motivação nossa era muito: “Vamos brincar de fazer desenho animado, vai ficar bonitinho”.
Marcos Luporini – Lembro que, quando levei as músicas para mostrar ao Juliano, a filha dele ouviu e perguntou se era um presente para ela. Ali a gente já sentiu que estava no caminho certo.
g1 – Vocês já tinham cerca de 15 anos de estrada fazendo clipes e historietas com esses personagens quando começaram a desenvolver o filme. O quanto essa bagagem ajudou a moldar as decisões?
Juliano Prado – Ajudou principalmente na relação entre os personagens. Alguns já existiam na série “Galinha Pintadinha Mini” e nas peças de teatro. O clipe musical não desenvolve muito certas personas, mas o teatro sim. O Doutor Peru, por exemplo, é um personagem que foi basicamente desenvolvido no palco: a voz, o jeito dele ser um médico que não percebe o óbvio. Isso veio do ao vivo. Mas uma história desse tamanho e com essa profundidade, a gente nunca tinha trabalhado.
A experiência também ensinou que não dava para colocar todo mundo. Os clipes têm aranha, muitos animais. Precisávamos escolher uma linha e focamos nos galináceos, nas aves, criando uma história de origem que se passa antes de tudo o que acontece nos clipes. E teve o desafio de fazer a Galinha falar. Até então, a personalidade dela tinha um limite bem rígido. Com o longa, decidimos expandir essa fronteira.
Cena de ‘Galinha Pintadinha: O filme’
Divulgação
g1 – A Galinha virou um ecossistema gigante: tem parque, shows, brinquedos, roupas, canal de vídeo. Quão envolvidos vocês dois ainda conseguem estar nisso tudo?
Marcos Luporini – Nós estamos até o pescoço (risos). É claro que, conforme a coisa ganha complexidade, você precisa entender que a sua mão não vai tocar em tudo. Mas a gente se envolve muito e tudo passa por aprovação. Para você ter uma ideia, na área temática do Beto Carrero tem muita coisa de áudio que eu mesmo sentei e fiz. Pensei na trilha, achei que ficaria bonito e falei: “Deixa que eu mesmo faço”. Fui lá, compus a música, criei os efeitos (risos). Chega a esse nível.
A Galinha é uma verdadeira professora, porque cada área tem suas regras. No licenciamento, caderno tem uma agenda, higiene pessoal tem outra, brinquedo tem outra. Tem ovo de galinha. Cada segmento tem sua feira de negócios, seus prazos de entrega e particularidades. Teatro funciona de um jeito, cinema de outro, série de outro.
A gente tem uma equipe interna enxuta e conta com muitos parceiros, cada um no seu quadrado, mas continuamos com a mão na massa. Tem dia em que o Juliano está fechando uma edição e eu estou masterizando áudio no desespero, porque temos que entregar no mesmo dia. É uma empresa com uma dinâmica bastante horizontal.
g1 – A Bromélia sempre foi descrita como uma empresa enxuta. Qual é o tamanho da estrutura hoje para dar conta de tantas frentes?
Marcos Luporini – São umas 3 mil pessoas, mais ou menos (risos). Brincadeira. Não é nada perto disso.
Juliano Prado – Olha, nosso núcleo duro tem cerca de 20 e poucas pessoas. Temos o departamento de ao vivo para cuidar dos shows, a área de produção, o marketing e redes sociais, além do administrativo e jurídico. Eu e o Marcos encabeçamos a criação dos produtos e lançamentos. Começamos no YouTube vendendo DVDs e fomos crescendo livres, multitelas. A Galinha virou uma espécie de diva pop, que gera meme, estampa bolo e tem uma carreira de lançamentos musicais como se fosse uma artista de verdade.
Marcos Luporini – E temos muitos parceiros externos. O licenciamento, por exemplo, é tocado com uma agência parceira porque cada segmento tem uma feira, um calendário e particularidades próprias. Essa estrutura em rede é o que nos permite continuar funcionando.
Cena de ‘Galinha Pintadinha: O filme’
Divulgação
g1 – Ao longo desses anos, vocês enfrentaram disputas de direitos autorais e tiveram problemas com pirataria e cópias. Como está essa relação hoje?
Marcos Luporini – No começo, com o espanhol, tivemos alguns claims no YouTube de pessoas tentando reivindicar músicas que adaptamos do domínio público. Chegou a acontecer até com música própria minha, o que foi resolvido diretamente pela nossa editora. Sobre cópias e peças não autorizadas, isso é mais forte quando a marca é a novidade absoluta do momento. Hoje, a Galinha é uma marca consolidada.
Juliano Prado – Existe o artesanato, a pessoa que faz um boneco de crochê ou pinta a parede de uma escola, e isso é um uso afetivo que a gente acha até bonito ter. O problema é quando vira produção industrial não autorizada, como os contêineres de produtos e DVDs piratas que enfrentamos no passado. Aí é preciso agir para proteger os parceiros licenciados que fazem o trabalho correto.
g1 – Em quantos países a Galinha Pintadinha está presente hoje? Vocês têm dimensão do alcance internacional da marca?
Juliano Prado – Como a distribuição é muito forte pelo YouTube, é até difícil precisar sem um relatório detalhado na mão, mas o alcance é global. Além do Brasil, a nossa audiência mais pesada é em espanhol, na América Latina. O mercado latino nos Estados Unidos também é muito forte, e temos presença em vários países da Europa. Já tivemos licenças de TV na Ásia, como na Coreia do Sul, além de contratos na Rússia, Índia e Oriente Médio. Às vezes o negócio entra só via canal do YouTube, às vezes como licenciamento de série ou das músicas. O conteúdo em inglês também performa muito bem e acaba espalhado por diversos territórios. A gente teve esse trabalho de traduzir o repertório para sete línguas no início — alemão, japonês, italiano —, e hoje já tem bem mais porque os próprios parceiros locais vão adaptando.
Marcos Luporini – Essa parte territorial tem coisas muito curiosas. Por exemplo: o italiano performa super bem na Suíça, algo que eu mesmo não imaginava. Mas você nota claramente a força da cultura latina. A Galinha funciona cem vezes melhor na Itália do que na Alemanha, por exemplo. Ela acaba sendo uma professora até de autoconhecimento. Hoje, quando viajo, entendo com muita clareza que sou uma pessoa latina. Sei onde vou me sentir mais à vontade e onde preciso ter mais cuidado com a comunicação, porque certas culturas simplesmente não batem com a mesma facilidade.
Cena de ‘Galinha Pintadinha: O filme’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Digger’, com Tom Cruise, acerta na crítica sobre fim do mundo mesmo com sátiras sem graça; g1 já viu

Tom Cruise em ‘Digger’
Divulgação
O filme “Digger”, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Alejandro González Iñárritu, vai bem ao mostrar que o fim do mundo tá chegando mas não consegue acertar o tom ao fazer sátiras.
No longa, que estreia nesta quinta-feira (1º), Tom Cruise interpreta Digger Rockwell, um magnata norte-americano do ramo do petróleo que é informado por seu diretor de segurança ambiental, o cientista Dr. Ganesh (Riz Ahmed), de que sua sede de dinheiro pode causar uma catástrofe ambiental sem precedentes.
🚨 Antes de seguir, um disclaimer: o longa tem um plot muito importante para a história. Para não estragar a experiência de quem vai ver o filme pela primeira vez, não vou entrar em detalhes sobre a trama.
Agora no g1
O diretor Iñárritu, que já venceu o Oscar com “Birdman”, tenta mostrar um bilionário caipira cercado de bajuladores e que só se importa com sua gata moribunda de mais de 30 anos. A forçação de barra com a realidade acaba ficando distante do que a sátira pode ter de melhor: o humor fino.
Um presidente à beira da morte por conta de um câncer anal e representantes das Forças Armadas norte-americanas querendo “explodir tudo a todo momento” deixam o diretor mais próximo de David Zucker, de “Corra que a Polícia Vem Aí!”, algo na linha do besteirol com crítica social.
No entanto, quando tenta se levar mais a sério, o longa vai muito bem. Em certo momento, Digger e seu funcionário precisam dar explicações a uma espécie de parlamento europeu sobre os problemas ambientais causados pela empresa de petróleo.
Após instigar o Dr. Ganesh a falar toda a verdade (que seu patrão só pensa em dinheiro, mesmo que isso custe a saúde do planeta Terra), Digger faz um monólogo carregado de verdades brutais: no fim das contas, as autoridades não estão muito interessadas em resolver o problema que vai acabar com tudo. E é muito mais fácil culpar um bilionário excêntrico (Elon Musk?) enquanto seguimos sugando até a última gota dos nossos recursos naturais.
E esse monólogo nos leva à atuação de Tom Cruise, um dos grandes pontos altos do filme. Na última década, você ouviu falar dele fazendo filme de aventura, ação ou coisa que o valha. E ele vai muito bem nesse estilo. Mas, em “Digger”, ele mostra que pode muito mais mesmo (não é à toa que ele é considerado um ator geracional).
O ator vai muito bem no seu papel e consegue criar uma conexão com profundidade. Depois de um prêmio “pelo conjunto da obra”, quem sabe vem uma estatueta pra valer. Vale lembrar que foi Iñárritu quem “conduziu” Leonardo DiCaprio à sua primeira estatueta de Melhor Ator em “O Regresso”. Dá pra sonhar.
Tom Cruise no filme ‘Digger’
Divulgação
Ah, e sobre atuação, Riz Ahmed e Jesse Plemons (outro que aparece num monólogo excelente) também vão muito bem.
O segundo ponto alto do filme, que também acaba afetando a atuação de Cruise, é a caracterização. Na comédia “Trovão Tropical”, de 2008, ou até mesmo em “Rock of Ages”, ele passa por processos de mudança no visual, mas nada se compara a “Digger”, em que tem que fazer um homem gordo e idoso. Ao longo do filme, a execução da ideia ficou excelente.
O filme todo, de maneira geral, é muito bonito e já está sendo cotado para algumas categorias técnicas no Oscar.
Agora, voltando para a direção de Iñárritu…
O diretor Alejandro González Iñárritu e o ator Tom Cruise no lançamento de ‘Digger’
Hannah McKay/Reuters
Bom, é um filme que se propõe a fazer algumas críticas sociais que estão em voga. A impressão é que ele até consegue, e de maneira que você não precisa pensar tanto assim em camadas. Tem um pouco disso, um pouco daquilo e beleza. Você entende.
O longa passa um pouco a impressão de massaroca, de tentar falar sobre mais de uma coisa em pouco tempo, com um formato até interessante. Talvez isso acabe gerando um incômodo, um ruído de fluidez mesmo.
No fim das contas, a atuação de Tom Cruise e cia. e a fotografia fazem com que o filme seja interessante, com um tema central que está em alta e não te deixa incólume. Nada de cérebro lisinho como um peito de frango nessa aqui.

Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Lazzo Matumbi expõe a influência da África em single de álbum audiovisual em que canta compositores da Bahia

Lazzo Matumbi lança amanhã, sexta-feira, 2 de outubro, o primeiro single do álbum ao vivo ‘Matumbi canta a Bahia’, gravado em 24 de julho em show em Salvador (BA)
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♫ NOTÍCIA
♬ Lazzo Matumbi começa a divulgar neste mês de outubro o álbum que gravou ao vivo em 24 de julho em show apresentado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), sob direção musical do maestro Ubiratan Marques.
Diretor artístico do show “Matumbi canta a Bahia”, Manno Góes é também o produtor musical e o parceiro do cantor e compositor baiano na música “Matumbi”, escolhida para abrir os trabalhos promocionais da gravação audiovisual. O single “Matumbi” será lançado amanhã, sexta-feira, 2 de outubro, com o registro dessa música que enfatiza a influência da África na cultura da Bahia.
No show “Matumbi canta a Bahia”, Lazzo celebra 45 anos de carreira solo – iniciada em 1981 com a edição de single com as músicas autorais “Salve a Jamaica (Homenagem a Bob Marley)” e “Guarajuba” – com direito a feats com BNegão, banda BaianaSystem, Coro MultiVox (sob a regência do maestro Ângelo Rafael Palma da Fonseca), a cantora Rachel Reis e o rapper Ravi Lobo.
Vocalista do grupo afro Ilê Aiyê de 1978 a 1980, período em que ficou conhecido como Lazinho do Ilê e como Lazinho Diamante Negro, Lazzo Matumbi é reconhecido no universo musical afro-baiano como uma voz ativista, importante na propagação de gêneros como samba-reggae e reggae.
Ao longo do roteiro do show “Matumbi canta a Bahia”, o cantor aborda sucessos autorais – como os reggaes “Alegria da cidade” (1988) e “14 de maio” (2021), ambos compostos por Lazzo em parceria com o poeta e compositor Jorge Portugal (1956 – 2020) – e dá voz a músicas alheias como “Brasil pandeiro” (Assis Valente, 1941), “São Salvador” (Dorival Caymmi, 1960), “Sim / Não” (Caetano Veloso, 1981), “É d’Oxum” (Gerônimo Santana e Vevé Calazans, 1985) e “Negrume da noite” (Paulinho do Reco e Cuiuba, 1989), entre outras composições.
Capa do single ‘Matumbi’, de Lazzo Matumbi
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Festival do Rio 2026 começa com sensação de Cannes e mais de 300 filmes; g1 lista destaques

O Festival do Rio 2026 começa nesta quinta-feira (1º) com mais de 300 filmes na programação, produções premiadas em festivais internacionais, premières mundiais e sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade.
A abertura será com o espanhol “A Bola Preta”, de Javier Calvo e Javier Ambrossi, com Penélope Cruz e Glenn Close no elenco. O longa, premiado em Cannes, representa a Espanha na disputa por uma vaga no Oscar 2027.
Entre os destaques da edição está também a primeira exibição mundial de “100 Dias”, novo filme de Carlos Saldanha, inspirado no livro de Amyr Klink sobre sua travessia do Atlântico Sul.
O festival vai até 11 de outubro. O g1 selecionou alguns dos principais filmes da programação e mostra quando e onde assisti-los.
Veja abaixo alguns destaques da programação:
‘A Bola Preta’
Filme de abertura do festival, o longa espanhol de Javier Calvo e Javier Ambrossi acompanha três homens cujas vidas se cruzam em diferentes momentos da história da Espanha. Penélope Cruz e Glenn Close estão no elenco.
O filme causou sensação no Festival de Cannes, onde ganhou o prêmio de Melhor Direção, e foi escolhido para representar a Espanha na disputa por uma vaga no Oscar de Melhor Filme Internacional.
Sessões: 1/10, 19h30 (Cine Odeon – fechada para convidados); 4/10, 18h45 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 6); 5/10 , 18h45 (Cine Odeon)
‘Feito Pipa’
Assista ao trailer de “Feito Pipa”
Dirigido por Allan Deberton, o filme acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino que sonha em se tornar jogador de futebol. Criado pela avó, que o incentiva a ser quem quiser, ele vê sua vida mudar com a chegada do pai, com quem mantém uma relação conturbada.
O longa ganhou dois prêmios no Festival de Berlim e cinco Kikitos no Festival de Gramado, incluindo o de Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos. “Feito Pipa” foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027.
Sessões: 6/10, 21h15 (Centro Cultural FGV); 8/10, 16h30 (Kinoplex São Luiz 2); 9/10 16h15 (Estação Claro Gávea 3)
Leia também:
‘Feito Pipa’ é o filme escolhido para representar o Brasil em disputa por vaga no Oscar 2027
Lázaro Ramos celebra escolha de ‘Feito Pipa’ para representar o Brasil em disputa por vaga no Oscar 2027
‘A grande estreia’
Dirigido por Jesse Eisenberg, de “A Verdadeira Dor”, o filme traz Julianne Moore como uma dona de casa que entra para uma companhia de teatro amador. Mesmo escalada para um papel pequeno, ela entra em conflito com o diretor da peça, interpretado por Paul Giamatti.
Sessões: 6/10, 19h30 (Cine Odeon); 8/10, 14h00 (Kinoplex São Luiz 2), 10/10 21h45 (Estação Claro Gávea 5)
‘100 dias’
Filme “100 Dias”, que conta a travessia feita pelo navegador
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Novo longa de Carlos Saldanha, diretor conhecido por animações como “A Era do Gelo” e “Rio”, o filme retrata os desafios enfrentados por Amyr Klink em sua travessia do Atlântico Sul em um pequeno barco.
“100 Dias” terá sua primeira exibição mundial no Festival do Rio e será o encerramento da Première Brasil.
Sessão: 10/10, 19h00 (Cine Odeon)
‘Contos Paralelos’
Isabelle Huppert e Adam Bessa numa cena de ‘Contos Paralelos’
Divulgação
Exibido na mostra competitiva do Festival de Cannes 2026, o filme é dirigido por Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars, que vem ao Rio para a exibição do longa. A trama gira em torno de uma escritora e sua relação com seu assistente, que a faz misturar realidade e ficção.
Sessões: 2/10, 19h00 (Cine Odeon); 3/10, 18h30 (Cine Odeon); 4/10, 21h15 (Kinoplex São Luiz 2)
‘Rose’
Premiado com o Urso de Prata de Melhor Atriz em Berlim para Sandra Hüller, o filme de Markus Schleinzer mostra a história de um misterioso soldado que chega a um vilarejo na Alemanha do início do século 17.
Sessões: 1/10, 17h (Estação Claro Gávea 5); 4/10, 21h15 (Reserva Cultural Niterói 1); 8/10, 14h15 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 6); 11/10, 19h (Kinoplex São Luiz 2)
‘Rainha ao Mar’
Drama de Lance Hammer, que volta a dirigir um filme depois de 18 anos, estrelado por Juliette Binoche, que ganhou dois Ursos de Prata no Festival de Berlim 2026, e conta com a fotografia do brasileiro Adolpho Veloso, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.
Sessões: 4/10, 14h15 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 6); 5/10, 21h15 (Reserva Cultural Niterói 1); 7/10, 16h15 (Estação Claro Gávea 3)
‘Cavalo Selvagem Nove’
John Malkovich e Sam Rockwell estrelam a comédia ‘Cavalo Selvagem Nove’
Divulgação
Novo filme do diretor Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”), traz a história de dois agentes secretos que vão para uma missão na Ilha de Páscoa em 1973, mas as coisas não saem como o esperado. A atuação de John Malkovich, como um dos agentes, é um dos principais destaques.
Sessões: 8/10, 19h30 (Cine Odeon); 10/10, 16h (Estação Net Botafogo 1); 12/10, 19h15 (Estação Net Gávea 5)
‘Zona Zero’
Filme de Yeon Sang-ho, o mesmo de ‘Invasão Zumbi’ (2016), mostra um grupo de pessoas que precisa sobreviver dentro de um prédio isolado em Seul tomado por um vírus cujos infectados desenvolvem uma espécie de inteligência coletiva.
Sessões: 9/10, 13h45 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 3); 10/10, 23h30 (Estação Claro Rio 5); 14/10, 21h00 (Estação Claro Rio 4)
‘Covarde’
Novo filme de Lukas Dhont, diretor de “Close”. O drama mostra uma história de amor que é mantida em segredo entre um soldado e o líder de um grupo de teatro durante a I Guerra Mundial.
Sessões: 4/10, 21h45 (Cine Odeon – CCLSR); 9/10, 14h15 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 6); 11/10, 17h00 (Estação Claro Gávea 5)
Kirsten Dunst numa cena do documentário ‘Making Marie Antoinette’, de Eleanor Coppola
Divulgação
‘Making Marie Antoinette’
A cineasta Eleanor Coppola, esposa de Francis e mãe de Sofia, acompanhou a filha nas filmagens de “Maria Antonieta” (2006) em Versalhes e registrou quase 80 horas de imagens. Depois de sua morte, Sofia finalizou o documentário.
Sessões: 7/10, 21h00 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 2); 9/10, 14h00 (Estação Claro Gávea 2); 14/10, 18h45 (Estação Claro Rio 4).
‘O degelo’
Filme de Manuela Martelli, mostra a história de uma menina que tenta entender o que aconteceu com uma adolescente que desapareceu numa estação de esqui nos Andes, em 1992. Representante do Chile que vai tentar uma das vagas de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027.
Sessões: 3/10, 21h30 (Kinoplex São Luiz 2); 6/10, 18h30 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 2); 8/10, 16h45 (Estação Claro Gávea 2)
“Josephine — Fragmentos de um Crime”
Filme de Beth de Araújo, americana de descendência brasileira, conta a história de Josephine, uma menina de 8 anos, que testemunha sem querer um crime brutal.
Sessões: 9/10, 19h15 (Cine Odeon); 10/10, às 21h15 (Reserva Cultural Niterói 1); 11/10, às 21h45 (Estação Claro Gávea 5)
Première Brasil
Veja destaques da Première Brasil:
“Vicentina Pede Desculpas” (Gabriel Martins), novo filme do diretor de “Marte Um” conta a história de uma mulher que procura famílias de vítimas de um acidente de ônibus causado pelo seu filho Sessões: 9/10, às 21h45 (Estação Claro Gávea 4 e 5); 10/10, às 16h00 (Cine Odeon) e 21h30 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 1)
“Justino – Nos Bastidores do Reino” (José Eduardo Belmonte), mostra a história de um homem que encontra numa igreja a chance de sair da pobreza e mudar de vida. Sessões: 8/10, às 21h45 (Cine Odeon); 9/10, às 19h00 (Reserva Cultural Niterói 1)
“O Sertão das Nossas Memórias”, de Lucia Murat: acompanha a viagem de três ex-militantes , na faixa dos 80 anos, que vão do Rio de Janeiro ao sertão da Bahia, relembrando os últimos momentos do capitão Carlos Lamarca. Sessões: 2/10, 19h15 (Estação Claro Gávea 4 e 5); 3/10, às 13h30 (Cine Odeon); 4/10, às 18h45 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 5); 10/10, 16h40 (Reserva Cultural Niterói 1).
“Funk” (Aly Muritiba e Sabothati), filme estrelado por Duda Santos, que interpreta uma jovem funkeira que chama a atenção de um famoso produtor musical e tem problemas com sua mãe. Sessões: 3/10, às 21h45 (Estação Claro Gávea 4 e 5); 4/10, às 16h30 (Cine Odeon); 5/10, às 21h15 (Cinesystem Belas Artes Botafogo 5)
“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, de Brenda Lígia, Edu Felistoque e Everton Amorim: é uma animação que se passa no século XVIII e mostra um africano que teria inventado a fotografia antes dos europeus. Sessões: 9/10, às 18h45 (Centro Cultural FGV); 10/10, às 16h00 (Centro Cultural FGV)
Programação gratuita e debates
A grande novidade do Festival do Rio em 2026 é a inclusão da a Fundação Getulio Vargas (FGV) no circuito da mostra, que vai oferecer programação gratuita. Entre os dias 3 e 11 de outubro, o espaço recebe 19 filmes, vários deles em première mundial, sessões de gala, títulos do Cinema Circulação, debates e atividades acadêmicas.
Além disso, haverá sessões de cinema ao ar livre na Esplanada da instituição (confira aqui os destaques).
Além da Fundação, os cinemas CineCarioca Penha, CineCarioca Nova Brasília, Areninha Carioca Renato Russo, Parque Realengo Susana Naspolini, Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) e Estação Claro Rio 2 vão oferecer sessões gratuitas de filmes como “Homem com H”, “Manas”, “Kasa Branca” e o clássico “Xica da Silva”.
Nesses locais, basta chegar com 30 minutos de antecedência e retirar a entrada diretamente na bilheteria (confira a programação).
O projeto Première Brasil Debates promove encontros com cineastas no Cine Odeon, com ingressos gratuitos e a preços populares (veja a programação).
O Festival vai se encerrar com a exibição de “Club Kid”, estreia de Jordan Firstman na direção de longas-metragens, no dia 11 de outubro, às 21h45 no Odeon. No longa, o protagonista interpretado pelo próprio Firstman, é um promoter que curte as baladas de Nova York até ter sua vida mudada ao saber que tem um filho de 10 anos.
Festival do Rio 2026
📅Quando? De quinta (1) a 11 de outubro 📍Onde? 25 espaços culturais no Rio de Janeiro 💰 Quanto? A partir de R$ 16 (meia) 🎬Programação completa
RioMarket 2026
Braço de negócios do Festival do Rio, o RioMarket 2026 vai até 10 de outubro no Armazém da Utopia, no Cais do Porto.
Em parceria com o TikTok, o evento terá discussões sobre a relação entre plataformas, fãs e criadores. Entre elas está o encontro “A indústria no TikTok: Onde os Fãs Viram Parte da História”, com Yanaê Saldanha.
A programação também aborda temas como TV 3.0, FAST Channels, inteligência artificial e microdramas e seus impactos na criação e na circulação de conteúdo.
Entre os convidados estão o ator Rodrigo Santoro e o diretor Marcelo Gomes, de “Cinema, Aspirinas e Urubus”, que participam de uma conversa sobre suas trajetórias e o audiovisual contemporâneo.
O cineasta iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme Internacional e diretor de “Contos Paralelos”, também participa de um encontro com o público.
O RioMarket conta ainda com atividades de formação, encontros profissionais e iniciativas voltadas ao intercâmbio e à geração de negócios na indústria audiovisual. Mais informações no site do evento.

Fonte: G1 Entretenimento

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Macklemore esgota ingressos para shows pró-Palestina após expulsão da turnê de Ed Sheeran

Macklemore canta durante show no Lollapalooza 2019
Fábio Tito/G1
O rapper americano Macklemore anunciou, nesta quarta-feira (30), que sua turnê, “Free Palestine Tour”, está com ingressos esgotados.
A ideia dos shows surgiu após ele ser expulso dos shows de Ed Sheeran por declarações em apoio aos palestinos.
Sua exclusão como atração de abertura da “Loop Tour”, do astro pop britânico, depois de gritar “Palestina Livre!” durante um show em Nova Jersey provocou uma forte polêmica nos Estados Unidos e no exterior.
Em reação, Macklemore anunciou que fará três shows no fim de outubro em Londres, Paris e Dublin. Ele também planeja outros shows nos EUA e disse que todo o lucro será destinado a associações pró-Palestina.
“Sinceramente, estou impressionado. Nós planejamos esses shows rapidamente e em comunidade, acreditando que os músicos podem ser solidários com a Palestina, usar o palco para angariar fundos e mostrar como poderia ser uma ação coletiva. Quando aqueles que estão no poder tentam silenciar nossos pedidos por libertação, a arte sempre será uma forma de resistência”, escreveu no post.
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Entenda o que aconteceu
Agora no g1
Macklemore foi afastado da turnê na semana passada, após a pressão de proprietários de estádios americanos devido a seus comentários.
A decisão suscitou uma série de críticas a Ed Sheeran, um dos cantores mais ouvidos de sua geração, que até então despertava amplo consenso.
Leia também: Ed Sheeran diz que situação em Gaza é ‘catastrófica’ em 1º show desde polêmica com atração de abertura
Durante um show na Filadélfia no último fim de semana, o compositor britânico reconheceu “erros” e declarou que a situação em Gaza era “injustificável”.
Outros artistas deixaram a turnê de Sheeran em solidariedade a Macklemore, entre eles Finneas, irmão e colaborador da premiada artista Billie Eilish.
*Com informações da France Presse.
Ed Sheeran se apresentou com Macklemore no Festival de Música iHeartRadio de 2014 em Las Vegas, nos Estados Unidos
Getty Images/Via BBC

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 Ouviu #334 – Bruno Gouveia e ‘o melhor momento’ do ‘Biquini Cavadão’ em 41 anos de história

Bruno Gouveia, do Biquini Cavadão, esteve no g1 Ouviu em 31 de agosto e relembrou o início da banda, falou sobre a turnê comemorativa de 40 anos, citou o processo de liberação da melodia da música “Tédio” para a criação de “Adultério”, funk de Mr. Catra.
“Foi uma discussão muito grande”, ele recorda. “Mas não sou eu que tenho que censurar. Não é o tipo de música que eu ouça ou goste, mas eu ia fazer papel de palhaço [se negasse]”.
Ao ouvir a versão, eles gostaram da ideia de começar a canção com o riff. A introdução tinha Catra acompanhado do teclado e o Biquini passou a tocar aquelas frases melódicas com a guitarra. Antes, aquela melodia só ganhava destaque no meio de “Tédio”.
Bruno Gouveia, vocalista do Biquini Cavadão, se emociona ao lembrar morte do filho
Bruno falou também da turnê comemorativa da banda, que ao longo de seus 41 anos lançou hits como “Zé Ninguém”, “Vento Ventania”, “Janaína”, “Timidez”, “Tédio” e “Impossível”.
“Esse é o melhor momento da nossa história. Já tivemos o holofote em cima da gente, mais presença na casa das pessoas, mas hoje, a gente faz 100 shows por ano em todo o país”, contabilizou.
“Esse é o melhor momento da nossa história”, diz Bruno Gouveia, do Biquini
Bruno ainda falou sobre a importância de Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, para a banda. “Ele era um embaixador do rock, porque sabia que uma andorinha só não faz verão”.
“Eram caras completamente branquelos, não iam pra praia nunca. Eu estava achando o nome muito esquisito”, brincou sobre o nome “Biquini Cavadão”, que foi sugestão de Vianna. Era tão esquisito quanto o outro nome sugerido por Herbert: Hipopótamos de Kart.
Para Bruno, a banda deu certo em um clima de “despretensão”. “A gente estava no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas. Eu icei a vela do barco e me levou para onde eu não podia imaginar”. Ele diz que não vê problema se o público for aos shows esperando os clássicos. “Como você vai abrir mão do seu legado para tocar músicas novas?”
“A menina de 15 anos que ouve Biquini pela primeira vez e ouve ‘Timidez’, não sabe que foi a música com que o pai conheceu a mãe. A gente nunca abraçou neologismos, gírias, o que dá uma contemporaneidade para as músicas”, comentou.
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Bruno Gouveia, do Biquini, no g1 ouviu
g1/Rayane Macedo
Bruno Gouveia, do Biquini
g1

Fonte: G1 Entretenimento