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Testemunha da morte de Tupac diz que não vai cooperar em julgamento: ‘Me deixem fora disso’


O rapper Tupac e seu ex-empresário, ‘Suge’ Knight
g1
Marion “Suge” Knight, testemunha do assassinato do rapper Tupac Shakur em 1996, disse que não vai cooperar com informações durante o julgamento do caso.
O julgamento contra o ex-líder de uma gangue, Duane “Keffe D” Davis, acusado de orquestrar o assassinato do rapper, começa nesta segunda-feira (10) em Las Vegas, 30 anos depois da morte do astro.
Aos 63 anos, ele pode pegar uma pena de prisão perpétua sem direito a redução da pena. O assassinato continua sendo um dos crimes não resolvidos mais famosos dos Estados Unidos.
No dia do crime, “Suge” Knight, então empresário do cantor, dirigia o carro que tinha Tupac como passageiro. Após parar num semáforo, o veículo foi alvejado e ambos foram baleados. O rapper morreu no hospital, seis dias depois.
Agora no g1
Em entrevista para o canal de TV norte-americano “ABC”, o ex-empresário do rapper disse que não vai cooperar.
“Não sou pago para resolver homicídios […] Esse julgamento não tem nada a ver comigo, me deixem fora disso”, disse, justificando que a decisão é por “lealdade” ao músico .
Knight está preso por homicídio. Ele foi condenado a uma pena de 28 anos após um atropelamento em 2015.
A morte de Tupac
Assassinado aos 25 anos, “2pac” era uma figura-chave da famosa rivalidade entre as cenas do hip-hop da costa oeste e da costa leste dos Estados Unidos.
Conhecido por sucessos como “California Love” e “All Eyez on Me”, Shakur – filho de uma integrante do partido de esquerda Panteras Negras – rapidamente se tornou o arquétipo do ‘bad boy’ da Califórnia quando assinou com a Death Row Records, sediada em Los Angeles.
O julgamento promete retomar a guerra de egos entre seu selo, fundado por Marion “Suge” Knight, e a Bad Boy Records, criada na costa leste por Sean “P. Diddy” Combs. Nesta última trabalhava Christopher “The Notorious B.I.G.” Wallace, renomado rapper assassinado seis meses depois da morte de Shakur.
Segundo a acusação, a Death Row Records era protegida pela Mob Piru, uma gangue de Los Angeles da qual Suge era membro.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lucy Davis, atriz do ‘The Office’ original, revela diagnóstico de câncer de mama incurável


Lucy Davis em cena do ‘The Office’ original
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Spotify lançará selo para identificar música criada com IA


Perfil da cantora Tocanna no Spotify.
Reprodução/Spotify
A gigante do streaming Spotify anunciou, nesta terça-feira (11), que lançará em meados de setembro um novo selo, chamado “AI Persona”, para identificar claramente criadores de conteúdo que não são pessoas reais, mas foram gerados por inteligência artificial.
“Os ouvintes nos disseram claramente que não gostam de ver um perfil de artista que parece humano e depois descobrir que a pessoa foi gerada por IA”, afirmou a empresa em comunicado.
A medida é a iniciativa mais recente da companhia sueca para aumentar a transparência sobre como as músicas disponíveis em sua plataforma são produzidas, em meio à crescente preocupação da indústria musical com conteúdos gerados por IA.
Em abril, a empresa lançou o selo “Verificado pelo Spotify”, que indica que um perfil foi analisado e atende aos critérios de autenticidade.
“Além dos perfis de artistas que se declararem como AI Persona, também começaremos a aplicar esses selos aos perfis pertinentes”, informou a empresa.
O Spotify acrescentou que perfis identificados como “AI Persona” não serão incluídos em recomendações editoriais ou personalizadas, a menos que determinado usuário siga um desses criadores fictícios.

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 30 anos, Priscilla proclama a independência com a edição de ‘Eco’, terceiro álbum após a conversão ao pop


Capa do álbum ‘Eco’, de Priscilla
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Cinco anos após Priscilla ter se convertido ao pop com o álbum “Você aprendeu a amar?” (2021), a cantora e compositora paulistana lança o álbum “Eco” às 21h da próxima quinta-feira, 13 de agosto.
O anúncio de “Eco” chegou sem o clichê da nova era, termo usado por nove entre dez textos sobre lançamentos de discos feitos em estúdio com repertório inédito, mas o fato é que o álbum abre ciclo na trajetória fonográfica da artista.
Já desvinculada da gravadora Sony Music, companhia fonográfica multinacional pela qual editou o álbum anterior, “Priscilla” (2024), a artista proclama a independência com a edição de “Eco” – aos 30 anos completados em junho – e alardeia que agora orquestra a gestão da carreira de forma “100 % independente”.
Com dez faixas, o álbum “Eco” abre com um interlúdio, “Esse é o meu eco”, e na sequência apresenta as músicas inéditas “Nosso lugar”, “Não testa”, “Sua demais”, “Obsessão”, “Melhor sozinho”, “Destino”, “Meu santo me guarde”, “Doce com amargo” e “Respirar”.
Cabe lembrar que Priscilla Alcântara – o sobrenome somente foi retirado do nome artístico da cantora em novembro de 2023 – lançou cinco álbuns de estúdio com música cristã entre 2009 e 2018.

Fonte: G1 Entretenimento

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Filme sobre Tribalistas revela a gênese da criação sem refletir sobre o impacto da música do trio no Brasil e no mundo


Arnaldo Antunes (à esquerda), Carlinhos Brown e Marisa Monte compõem em estúdio de Salvador (BA) para o primeiro álbum do trio
Reprodução /Vídeo
♫ CRÍTICA DE DOCUMENTÁRIO MUSICAL
Título: Tribalistas – O baú da hora fértil
Direção: Dora Jobim
Roteiro: Pablo Ribeiro e Christiana Albuquerque
Elenco: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ O filme de Dora Jobim sobre o grupo Tribalistas é bom no que se propõe – desvendar a gênese da criação de músicas que se tornaram standards da canção brasileira do século XXI – e seria ainda melhor se tivesse ido além e também tivesse proposto uma reflexão sobre o impacto no Brasil e no mundo da música do trio formado por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte em 2002.
Contudo, seguindo a ideia da diretora e do próprio grupo, o roteiro de Pablo Ribeiro e Christiana Albuquerque apenas encandeia raras imagens de arquivo que, sim, contam uma história. Já em exibição em festivais do Brasil e do mundo, o documentário “Tribalistas – O baú da hora fértil” tem estreia programada no Canal Curta! para o primeiro semestre de 2027, celebrando os 25 anos do álbum “Tribalistas” , lançado em novembro de 2002.
Como Dora Jobim acompanhou o trio desde os primeiros encontros no estúdio Ilha dos Sapos, em Salvador (BA), em abril de 2001, a cineasta desvenda o momento em que os parceiros deram à luz canções como “Carnavália”, “Já sei namorar”, “Passe em casa” – esta com a adesão de Margareth Menezes na parceria – e “Velha infância”.
O processo posterior de gravação das músicas do primeiro álbum – formatado ao longo de abril de 2002 em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – já foi documentado no DVD “Tribalistas” (2002). O que o documentário “Tribalistas – O baú da hora fértil” descortina são os bastidores das composições dessas músicas. O momento exato da criação.
Cartaz do documentário ‘Tribalistas – O baú da hora fértil’, de Dora Jobim
Divulgação
Através desses registros, o espectador entra dentro do estúdio e sai de lá com a impressão de que, embora o processo de composição do trio tenha sido sempre coletivo e gregário, com um artista potencializando a inspiração do outro, Arnaldo Antunes tendia a cuidar mais do sentido e do acabamento dos versos (até por também ser poeta) enquanto Carlinhos Brown era uma usina de ritmos em ebulição (até por ter sido projetado como percussionista) e enquanto Marisa Monte sobressaía como a principal arquiteta das melodias doces que encantaram o público Brasil e mundo afora porque, sem uma melodia sedutora, até a letra mais refinada tende a cair no esquecimento.
Após mostrar a criação e gravação das músicas nos primeiros 44 minutos, o filme pula para agosto de 2003 e mostra o trio na Feira de São Cristóvão – tradicional reduto nordestino da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – com o álbum já lançado e em contato direto com populares.
Na sequência, há take do show feito pelo trio em setembro de 2003, em Paris, na França. E então, momentos depois, o roteiro pula para 2018, ano da primeira e por ora única turnê dos Tribalistas, feita após a edição do segundo álbum do grupo, lançado em agosto de 2017.
Ao longo de 34 apresentações realizadas entre agosto de 2018 e abril de 2019, o trio arrastou multidões para estádios, arenas e grandes casas de shows do Brasil, Europa, Estados Unidos e de Argentina e Uruguai, países vizinhos do Brasil na América do Sul.
Vistas em sequência, as imagens da turnê impressionam pela adesão popular. É grande a devoção do público estrangeiro ao trio. E é aí que o filme de Dora Jobim podia ter ido um pouco além da proposta documental, refletindo sobre a força e os frutos daqueles momentos de fertilidade criativa no estúdio de Salvador (BA) em abril de 2001.
Carlinhos Brown (à esquerda), Marisa Monte e Arnaldo Antunes em estádio de Salvador, em 2018, horas antes do primeiro show da turnê mundial dos Tribalistas
Reprodução / Vídeo

Fonte: G1 Entretenimento

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Letícia Colin vibra ao ouvir tema de sua personagem em ‘Quem Ama Cuida’ durante show de Rosalía


Letícia Colin vibra ao ouvir tema de sua personagem em ‘Quem Ama Cuida’ em show de Rosalía
“Quién pudiera vivir…” Finalmente, depois de sofrer muito na novela “Quem Ama Cuida”, vieram os refrescos. Na noite desta segunda-feira (10), Letícia Colin foi ao show de Rosalía no Rio de Janeiro e vibrou ao ouvir “Sexo, Violência y Llantas”, música tema de Adriana na novela.
“Fortíssimo”, escreveu a atriz no stories.
A atriz Letícia estava acompanha do marido Michel Melamed, além de Flávia Alessandra, a Fábia de “Quem Ama Cuida” e da cantora Liniker.
Rosalía revive tradição das novelas; relembre músicas que ficaram para sempre na memória do público
Leticia Colin, Flavia Alessandra, Liniker e Michel Melamed no show de Rosalía
Marcelo Sá Barretto / Agnews
Como foi o show
Nesta segunda (10), no Rio de Janeiro, Rosalía mostrou que achou uma solução à altura. O show que a artista trouxe para a Farmasi Arena é dramático, encantador e criativo. É talvez menos estrondoso que o disco – mas não menos impressionante.
Em um palco em formato de cruz, com uma orquestra disposta na ponta, Rosalía surgiu de uma enorme caixa, como uma bailarina de caixinha de música.
Leia a crítica completa
Já entoou sua voz doce e afinadíssima em “Sexo, Violencia y Llantas”, junto do coro do público. Daí para frente, percebeu que estava em casa.
“Que honra que vocês tenham me trazido a essa cidade tocada pelos deuses”, disse em português.
Rosalía e Marina Sena na Farmasi Arena, no Rio
Dora Guerra/g1
Rosalía revive tradição das novelas; relembre músicas que ficaram para sempre na memória d

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Jon Cypher, ator de ‘Masters of the Universe’, aos 94 anos


O ator Jon Cypher morreu aos 94 anos.
Reprodução/MGM Studios
Jon Cypher, ator que atravessou quase cinco décadas de televisão, cinema e teatro e ficou conhecido por papéis em “Masters of the Universe” e na série “Chumbo Grosso”, morreu aos 94 anos. A morte aconteceu na segunda-feira (3), em sua casa, no estado do Oregon, nos Estados Unidos.
Segundo a família, Cypher morreu ao lado da esposa, Carol Rosin, com quem era casado havia 40 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Com uma carreira que começou ainda nos anos 1950, Cypher passou por musicais, dramas policiais, filmes de aventura e produções de fantasia. Também era cantor lírico e chegou a cantar ópera em quatro idiomas.
Para o público ligado à cultura pop, um dos papéis mais lembrados de Cypher foi o de Man-At-Arms em “Masters of the Universe” (1987), primeira adaptação cinematográfica da franquia de brinquedos e desenhos animados que apresentou ao cinema o universo de He-Man, que ganhou nova versão este ano.
No filme, Cypher interpretou o inventor e guerreiro Man-At-Arms, aliado de He-Man, vivido por Dolph Lundgren. O personagem era uma das figuras centrais da luta contra o vilão Esqueleto, interpretado por Frank Langella.
O longa foi lançado no auge da popularidade de “He-Man and the Masters of the Universe”, desenho animado que havia se tornado um fenômeno entre crianças nos anos 1980. Apesar de ter recebido críticas negativas na época, o filme ganhou status de produção cult ao longo dos anos.
A história acompanha He-Man depois que ele e seus aliados deixam Eternia e chegam à Terra, onde precisam enfrentar o Esqueleto e impedir que o vilão conquiste o universo.
Chefe de polícia em ‘Chumbo Grosso’
Cypher também teve um papel de destaque em uma das séries policiais mais importantes da televisão americana.
Em “Chumbo Grosso”, exibida entre 1981 e 1987, ele interpretou o chefe de polícia Fletcher Daniels. O personagem era calculista e politicamente ambicioso e esteve presente nas sete temporadas da produção.
A série acompanhava o cotidiano de uma delegacia de uma cidade americana fictícia e ficou conhecida por combinar histórias policiais com conflitos pessoais e políticos dos personagens.
“Chumbo Grosso” foi considerada uma produção inovadora para a televisão americana e teve forte influência sobre dramas policiais que vieram depois.
Príncipe Encantado ao lado de Julie Andrews
Antes de se tornar um rosto conhecido da televisão, Cypher já havia chamado atenção em uma das primeiras grandes produções musicais feitas para a TV.
Em 1957, ele interpretou o Príncipe Encantado na primeira produção televisiva ao vivo de “Cinderella”, ao lado de Julie Andrews.
A produção ajudou a projetar Cypher nacionalmente nos Estados Unidos e marcou uma fase da carreira em que ele conciliava atuação e canto.
Nascido em 13 de janeiro de 1932, em Nova York, o ator tinha formação em canto lírico. Segundo o “Ashland News”, ele cantava ópera em quatro idiomas e era conhecido por começar a cantar repentinamente durante eventos, levando alegria às pessoas ao redor.
Ao longo da carreira, Cypher também atuou em filmes como “Valdez Is Coming”, de 1971, estrelado por Burt Lancaster. A carreira também incluiu trabalhos no teatro, área em que o ator começou a construir sua trajetória artística antes de alcançar maior reconhecimento na televisão e no cinema.

Fonte: G1 Entretenimento

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Por que o Sudeste recebe mais dinheiro público para fazer cinema do que o restante do país?


Fernanda Torres e Selton Melo falam sobre parceria em ‘Ainda Estou Aqui’
Reprodução/TV Globo
Durante a cerimônia do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, na terça-feira (4), Kleber Mendonça Filho fez um discurso incisivo ao receber o troféu de Melhor Longa-metragem de Ficção por “O Agente Secreto” — que, em situação inédita, foi eleito vencedor empatado nos votos com “Manas”.
Em sua fala, o diretor pernambucano cobrou uma aproximação da Academia Brasileira de Cinema com realizadores de estados distantes do Sudeste.
“Já vim aqui outras vezes com outros filmes e há um ar forte sudestino que a gente precisa dissipar um pouco na Academia”, cobrou Kleber.
A declaração expõe um desbalanço que vai além dos prêmios. Que também está presente na forma como o poder público financia o cinema brasileiro.
Rio e SP puxam concentração regional
Kleber Mendonça Filho durante discurso no Prêmio Grande Otelo, quando defendeu maior aproximação da Academia Brasileira de Cinema com realizadores e produtores de estados fora do Sudeste.
Divulgação
Segundo o Relatório Anual de Gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o Sudeste concentrou 66,29% dos recursos investidos pelo fundo em 2025. O equivalente a R$ 374 milhões.
O desequilíbrio fica ainda mais evidente quando o olhar se estreita para dois estados: ainda segundo o levantamento, Rio de Janeiro e São Paulo, juntos, representam 57,25% desse montante. Mais da metade de toda a verba anual do FSA.
Na outra ponta, Norte, Nordeste e Centro-Oeste receberam apenas 22,63% do valor distribuído pelo fundo. Ou seja: juntas, as três regiões somaram menos de um terço do que foi destinado ao Sudeste sozinho.
E não estamos falando de qualquer fundo. Administrado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), o FSA é uma das principais fontes públicas de financiamento do audiovisual brasileiro.
Veja abaixo a distribuição completa 👇:
Como os recursos do FSA foram distribuídos pelas regiões do Brasil em 2025? Confira os números e entenda onde o dinheiro público chegou.
Arte g1
De onde vem o dinheiro
Agora no g1
O Fundo Setorial do Audiovisual é abastecido principalmente pela Condecine, a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional.
Os recursos vêm de cobranças feitas a empresas que atuam nos setores de telecomunicações e audiovisual, divididas em três modalidades:
Condecine Teles — paga pelas operadoras de telecomunicações. É a principal fonte do fundo.
Condecine Título — recolhida no registro de obras para exibição comercial.
Condecine Remessa — incidente sobre a remessa de lucros ao exterior por obras estrangeiras.
Mas, se o dinheiro é público e existem regras para reduzir as desigualdades regionais, por que os recursos continuam tão concentrados no Sudeste?
Programação do cinema em Cruzeiro do Sul não segue a nacional
Adelcimar Carvalho/G1
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Modelo favorece quem já está estruturado
Set de filmagens do curta-metragem “Do Tanto de telha no Mundo”
arquivo pessoal/Bruno Brasileiro
Três fatores ajudam a explicar como essa concentração se mantém:
🎞️ Histórico de mercado: Linhas de financiamento distribuem recursos com base nos resultados anteriores das empresas. Como as grandes produtoras e distribuidoras do país estão historicamente sediadas no Sudeste, são elas que mais acumulam pontuação nesse critério. Um ciclo que se retroalimenta.
🎬 Capacidade de contrapartida local: Estados com agências audiovisuais estruturadas, como o Rio de Janeiro, que conta com a RioFilme, conseguem firmar parcerias de maior porte com o FSA. Poucos estados têm estrutura semelhante para viabilizar aportes desse tamanho.
🎥 Concentração de empresas aptas: Os recursos, desta forma, tendem a se concentrar onde já existe um número maior de empresas capazes de cumprir os requisitos de contratação e de entrega dos projetos.
‘Roliúde Nordestina’: a pequena cidade da Paraíba que virou queridinha do cinema nacional
Reprodução/TV Globo
Como medir o potencial e o sucesso de um filme?
Para Lia Bahia, doutora pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e estudiosa das disparidades regionais do audiovisual, parte da explicação para o que ela chama de “indústria concentracionista” está na forma como o poder público escolhe quais filmes financiar e mede o retorno desses investimentos.
“Políticas públicas não podem ter métricas de mensuração de um filme iguais às do mercado, que avaliam retorno de cifras das bilheterias. Elas precisam considerar o capital simbólico dos filmes, os debates que eles geram e as críticas feitas em torno deles”, afirma.
Segundo a pesquisadora, a lógica de recursos “reembolsáveis” e “retornáveis” do Fundo Setorial do Audiovisual também contribui para uma produção mais engessada.
Nos recursos reembolsáveis, a produtora recebe o dinheiro como um financiamento e precisa devolvê-lo ao fundo, com juros. Já os recursos retornáveis são vinculados à receita do próprio filme: parte do que a obra arrecadar volta para o fundo.
Para Lia Bahia, essa lógica faz com que realizadores passem a adaptar seus projetos não às próprias criações, mas às exigências dos editais.
As regras que deveriam equilibrar o jogo
O júri do 78º Festival de Cinema de Cannes observa o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho receber o prêmio de Melhor Diretor pelo filme “O Agente Secreto” durante a cerimônia de encerramento da 78ª edição do Festival de Cinema de Cannes, em Cannes, sul da França, em 24 de maio de 2025.
Antonin THUILLIER / AFP
A legislação já prevê, contudo, mecanismos para reduzir a concentração regional. A Lei nº 11.437, criada em 2006, determina que pelo menos 30% dos recursos do FSA sejam destinados a projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O Comitê Gestor do fundo (CGFSA) estabelece ainda uma cota mínima adicional de 10% para a região Sul e para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
Na prática, porém, os dados de 2025 mostram que as regras de regionalização não foram suficientes para evitar a concentração dos recursos no Sudeste.
O g1 procurou a Ancine para saber por que a distribuição permanece tão concentrada, apesar das cotas previstas em lei. A agência não respondeu.
O peso do Sudeste também na Academia
Fotografia analógica de Mila Petrillo do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Mila Petrillo/Reprodução
A crítica sobre disparidades regionais apontada por Kleber Mendonça Filho também aparece na composição da Academia Brasileira de Cinema, entidade responsável pela organização do Prêmio Grande Otelo.
Dos 356 sócios da entidade, 279 estão no Sudeste. Como são eles que votam em todas as categorias da premiação, a concentração regional costuma se refletir também nas escolhas do prêmio.
É o que mostra a pesquisa feita pelo cineasta Bernardo Lessa e divulgada pela página Tanto Cine: 19 dos 27 estados brasileiros nunca ganharam um troféu do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Desses, 12 nunca tiveram sequer uma indicação.
O levantamento aponta ainda que das 2.427 indicações registradas nas 25 edições da premiação, 2.122 foram para obras do Sudeste.
Em resposta ao g1, a Academia Brasileira de Cinema justificou que a concentração regional de seus sócios reflete, “guardadas as devidas proporções”, a distribuição das produtoras ativas no país.
Segundo dados da Ancine citados pela Academia, 66,7% das produtoras registradas estão no Sudeste.

A Academia também destacou iniciativas para ampliar o acesso ao prêmio fora do eixo Sudeste, como a Mostra Prêmio Grande Otelo, que promove sessões gratuitas de filmes indicados por voto popular. E afirma que em 2026, essa mostra levou 16 filmes a cinemas parceiros em 31 cidades de 14 estados, como Alagoas e Pará.
Kleber Mendonça Filho com Gabriel Leone nos bastidores do filme ‘O agente secreto’
Divulgação/Victor Jucá

Fonte: G1 Entretenimento

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Uso de IA é comum em músicas de artistas pop nacionais, afirmam profissionais da indústria; entenda


Entenda como a IA se infiltrou na música atual
De “Sina de Ofélia” ao hit da Copa que listava a escalação do Brasil, várias músicas assumidamente feitas com IA se tornaram hits nos últimos anos. Aliás, a essa altura, nem artistas com rosto e voz fake são exatamente uma novidade.
Mas o uso de IA não se restringe a esses casos e, na verdade, já se infiltrou na música nacional de forma muito mais ampla. Ao g1, profissionais da indústria musical revelaram que, nos últimos anos, há grandes chances de que você tenha ouvido um hit — assinado por um artista real — feito com a ajudinha de IA.
“Vejo acontecer bastante: artistas com uma certa relevância, números e destaque criando coisas com ajuda de IA”, revelou um profissional da indústria ouvido pelo g1.
Abaixo, entenda como a IA se tornou rotina na criação da música atual:
Claro! Aqui está a sua música
Todos os músicos ouvidos pelo g1 afirmaram que há casos de IA sendo usada “em projetos de artistas de todos os tamanhos, dos pequenos aos gigantescos”.
De acordo com eles, é comum o uso de IAs especializadas na criação de músicas, sendo Suno AI a mais popular. Mas segundo um profissional da indústria, até IAs “convencionais”, como o ChatGPT e o Gemini, entram no bolo.
“Eu não cheguei a ver ninguém criar uma letra completa com alguma ferramenta de IA, mas eu já vi bastante alguém pegar uma ideia, um início de uma letra e usar o ChatGPT ou Gemini para terminar a letra. Isso é muito comum mesmo”.
Se na composição ainda é um pouco mais raro, na produção, a tecnologia já se disseminou. “É comum fazer instrumentais usando o Suno e depois ir colocando instrumentos [reais] por cima para dar uma disfarçada, mas a base da música foi criada por IA mesmo”.
“Rola muito de gente que pega um beat sem um violão e pede a IA para gerar o violão e o arranjo da música. Ninguém tocou aquele violão, aquele violão não existe, é gerado por IA. Ou, ao invés de juntar pessoas e gravar um coral, joga a melodia na IA, então fica um coral de IA”, revela um produtor.
Também há casos em que toda a harmonia musical, ou seja, o recheio da música, é feita por IA: “Às vezes tem um beat, uma bateria… e a pessoa não sabe tocar violão. Aí, pede o Suno para criar uma harmonia inteira.”
Plataformas como o Suno AI se popularizaram para criação de músicas
Captura de tela/Suno
Dá até para usar sua própria voz para gerar os vocais. É um artista muito ocupado, que gravou uma parte da música, mas não tem tempo para voltar ao estúdio? A IA pode ajudar.
Foi assim na música “Venenosa” (2024), de Pocah, MC GW e Triz. É o que conta a cantora e compositora Tállia, que já trabalhou com nomes como Anitta, Ludmilla e Iza.
“A gente estava no estúdio fazendo a música com a Pocah. E o refrão ‘vai Maria Fumaça…’ não era aquele refrão, era um outro. Aí a Pocah foi embora e tal, a gente já tinha fechado a música. No dia seguinte, a gente quis refazer o refrão. Eu cantei o refrão, a gente passou na IA com a voz da Pocah e mandou para a Pocah. E ela aprovou, mas já tinha gravado o restante da música, entende? Todo o resto da música estava na voz dela”.
“Acabou que, no final de tudo, a música foi lançada com o refrão na minha voz com a IA da Pocah, porque ela esqueceu que não estava na voz dela e acabou não voltando no estúdio para regravar. Então acabou que o refrão da música não é a Pocah cantando, sou eu com a IA da Pocah em cima (…). E isso foi autorizado por ela”.
Pocah já revelou ter usado IA no refrão de música de 2024
Divulgação/Caio Viegas
Por que usar IA?
A música pop pode até ser complexa, mas não deve parecer: tem que ser algo que fique na cabeça e seja fácil de consumir, cantarolar e por aí vai. Por isso, há algumas “fórmulas” para fazer uma música comercial e chiclete, o que pode ser facilmente reproduzido pela IA.
O produtor Daniel Ganjaman diz que a IA está no mercado da música já há algum tempo, “e certamente será cada dia mais presente, pro bem e pro mal”. E não estamos falando do uso da IA só para a parte técnica (para melhorar uma gravação, por exemplo), mas como ferramenta de criação.
“Dá pra afirmar que o uso de IA já é algo bastante tangível no resultado que chega ao público. Hoje, existem plataformas que entregam tudo extremamente mastigado a partir de um direcionamento muito genérico. Você escolhe o estilo, a tonalidade, o andamento e o elemento que você busca para a sua produção”.
Ferramentas como a IA Suno se popularizaram entre profissionais da música
Suno AI
Faz sentido que o mercado pop tenha incorporado essas tecnologias. A lógica de funcionamento é praticamente industrial: álbuns são idealizados, produzidos, anunciados e finalizados em coisa de meses. Com isso, a IA acaba sendo uma ferramenta útil para agilizar esse processo.
“Na mix [música finalizada, com volumes ajustados], ninguém vai perceber, é mais fácil, mais rápido. E o objetivo é esse: fazer o máximo de coisas no menor tempo possível”, afirma um produtor.
Sobretudo, é uma economia financeira. Ferramentas como o Suno se popularizaram porque é possível criar uma canção em segundos. Por cerca de R$ 40 por mês, além de criar músicas do zero, você pode adicionar vocais ou instrumentais a músicas existentes (sem ter que contratar instrumentistas, por exemplo) e facilitar a composição de letras.
Se quiser ainda mais ajuda, há usuários que disponibilizam (ou vendem) prompts para chegar a um resultado próximo de músicas de artistas famosos.
Usuários divulgam prompts para criar músicas de IA no estilo de artistas famosos
Captura de tela/Medium
Mas afinal, tem problema?
Usar IA não significa, automaticamente, que a obra não envolveu criatividade humana. Ao g1, Tállia contou que usa ferramentas para mapear temas usados por estilo, conferir ortografia em diferentes idiomas e por aí vai.
Mas ela e outros músicos condenam o uso do Suno “porque fere direitos autorais”: como os próprios donos da plataforma já admitiram, a ferramenta é treinada a partir de canções pré-existentes sem autorização. Isso pode acabar gerando músicas que beiram o plágio — no último mês, a sociedade de gestão de direitos musicais alemã (GEMA) venceu um processo contra o Suno por esse exato motivo.
Apesar disso, como “Sina de Ofélia” está aí para provar, o público não parece se importar se a música é de IA. Ganjaman considera que nossa noção de arte e de subjetividade foi “sequestrada pelo mau uso dessas tecnologias”.
Para ele, já existe uma lógica tão mecânica no feitio da música pop que a IA se tornou quase indiscernível. “A própria produção contemporânea da música de mercado busca essa mesma lógica, de reproduzir o que tem melhor resultado nas redes — o famigerado algoritmo”.
Clipe de IA de ‘Sina de Ofélia’ no YouTube
Reprodução/YouTube
Se o público ainda não se importa, deveria. Profissionais ouvidos pelo g1 afirmam que a IA até chega perto de um resultado humano, mas sempre há alguma estranheza: versos estranhos, gírias desatualizadas, instrumentos tortos e harmonias “esquisitas”.
Com o tempo, a tendência é que alguns nomes “banquem” esse híbrido entre ideias humanas e de IA, mas pode ser que o formato se sature; outros, por sua vez, vão fazer questão de deixar claro que nenhuma IA foi envolvida, com “imperfeições” ou “sujeiras”.
De toda forma, ainda é difícil pensar que todos os músicos seriam substituídos pela tecnologia. Afinal, a IA até consegue produzir um hit pop chiclete, facilitar alguns processos e favorecer o lucro. Mas chegar em uma canção atemporal que emociona uma multidão… isso ainda depende de ideias humanas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Com orquestra e artes clássicas, Rosalía transforma disco ambicioso em seu melhor show


Rosalía se apresentou nesta segunda-feira (11) na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro.
Dora Guerra/g1
Quando lançou o disco “Lux”, em novembro de 2025, a catalã Rosalía admitiu que não sabia como transformaria o álbum em show. Não à toa: era um projeto maximalista, caro e ambicioso, oposto ao disco anterior.
Mas nesta segunda (10), no Rio de Janeiro, Rosalía mostrou que achou uma solução à altura. O show que a artista trouxe para a Farmasi Arena é dramático, encantador e criativo. É talvez menos estrondoso que o disco – mas não menos impressionante.
Em um palco em formato de cruz, com uma orquestra disposta na ponta, Rosalía surgiu de uma enorme caixa, como uma bailarina de caixinha de música.
Já entoou sua voz doce e afinadíssima em “Sexo, Violencia y Llantas”, junto do coro do público. Daí para frente, percebeu que estava em casa.
“Que honra que vocês tenham me trazido a essa cidade tocada pelos deuses”, disse em português.
Show que Rosalía trouxe para a Farmasi Arena é dramático, encantador e criativo.
Dora Guerra/g1
Desde o primeiro ato, ficou claro como “Lux” virou um espetáculo tão teatral quanto musical. Dos jogos de câmera aos bailarinos, o show é perfeitamente coreografado, mas não impessoal.
Enquanto o disco trata de fé, o show é, acima de tudo, uma ode à arte. Os dançarinos imitam estátuas vivas, Rosalía posa de obra de arte ao cantar uma versão de “Can’t Take My Eyes Off You” e se veste como uma Vênus de Milo para “La Perla”.
Apesar dos ares eruditos, o show passa longe de ser inacessível. É inegavelmente pop: “Vocês também vieram aqui para mexer essa bunda”, brincou a cantora.
Não faltaram interações com o público nesta noite. Com português (às vezes portunhol) desembolado, Rosalía bateu papo e parou a arena para ouvir histórias de fãs.
E mais notoriamente, rolou o emblemático confessionário, momento do show em que Rosalía ouve confissões de um famoso do local. (Hoje, foi Marina Sena, para quem a catalã rasgou elogios. Marina, por sua vez, desabafou sobre um relacionamento aberto que não deu muito certo).
Rosalía e Marina Sena na Farmasi Arena, no Rio.
Dora Guerra/g1
Coeso e dividido em cinco atos, o show balanceia bem a energia. Há remixes acelerados em “Porcelana” e “Berghain”, momentos emocionantes como na dramática “Mio Cristo Piange Diamanti” e bom humor em “Despechá”.
Que outra artista pop mesclaria canto lírico, techno, mambo e flamenco em um show coeso e repleto de assinatura?
Essa é a graça de Rosalía: quando ela se propõe a fazer algo, não faz meia-boca. Se na “Motomami Tour” ela surpreendeu por um show inovador e ousado, na “Lux Tour”, ela apresenta uma versão evoluída de sua identidade como artista.
E faz o que sabe fazer de melhor – adaptar o clássico à sua linguagem moderna, palatável e sempre de alto nível.
Rosalía passa semana de réveillon no Rio, com direito a passeio na Rocinha

Fonte: G1 Entretenimento