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Com orquestra e artes clássicas, Rosalía transforma disco ambicioso em seu melhor show


Rosalía se apresentou nesta segunda-feira (11) na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro.
Dora Guerra/g1
Quando lançou o disco “Lux”, em novembro de 2025, a catalã Rosalía admitiu que não sabia como transformaria o álbum em show. Não à toa: era um projeto maximalista, caro e ambicioso, oposto ao disco anterior.
Mas nesta segunda (10), no Rio de Janeiro, Rosalía mostrou que achou uma solução à altura. O show que a artista trouxe para a Farmasi Arena é dramático, encantador e criativo. É talvez menos estrondoso que o disco – mas não menos impressionante.
Em um palco em formato de cruz, com uma orquestra disposta na ponta, Rosalía surgiu de uma enorme caixa, como uma bailarina de caixinha de música.
Já entoou sua voz doce e afinadíssima em “Sexo, Violencia y Llantas”, junto do coro do público. Daí para frente, percebeu que estava em casa.
“Que honra que vocês tenham me trazido a essa cidade tocada pelos deuses”, disse em português.
Show que Rosalía trouxe para a Farmasi Arena é dramático, encantador e criativo.
Dora Guerra/g1
Desde o primeiro ato, ficou claro como “Lux” virou um espetáculo tão teatral quanto musical. Dos jogos de câmera aos bailarinos, o show é perfeitamente coreografado, mas não impessoal.
Enquanto o disco trata de fé, o show é, acima de tudo, uma ode à arte. Os dançarinos imitam estátuas vivas, Rosalía posa de obra de arte ao cantar uma versão de “Can’t Take My Eyes Off You” e se veste como uma Vênus de Milo para “La Perla”.
Apesar dos ares eruditos, o show passa longe de ser inacessível. É inegavelmente pop: “Vocês também vieram aqui para mexer essa bunda”, brincou a cantora.
Não faltaram interações com o público nesta noite. Com português (às vezes portunhol) desembolado, Rosalía bateu papo e parou a arena para ouvir histórias de fãs.
E mais notoriamente, rolou o emblemático confessionário, momento do show em que Rosalía ouve confissões de um famoso do local. (Hoje, foi Marina Sena, para quem a catalã rasgou elogios. Marina, por sua vez, desabafou sobre um relacionamento aberto que não deu muito certo).
Rosalía e Marina Sena na Farmasi Arena, no Rio.
Dora Guerra/g1
Coeso e dividido em cinco atos, o show balanceia bem a energia. Há remixes acelerados em “Porcelana” e “Berghain”, momentos emocionantes como na dramática “Mio Cristo Piange Diamanti” e bom humor em “Despechá”.
Que outra artista pop mesclaria canto lírico, techno, mambo e flamenco em um show coeso e repleto de assinatura?
Essa é a graça de Rosalía: quando ela se propõe a fazer algo, não faz meia-boca. Se na “Motomami Tour” ela surpreendeu por um show inovador e ousado, na “Lux Tour”, ela apresenta uma versão evoluída de sua identidade como artista.
E faz o que sabe fazer de melhor – adaptar o clássico à sua linguagem moderna, palatável e sempre de alto nível.
Rosalía passa semana de réveillon no Rio, com direito a passeio na Rocinha

Fonte: G1 Entretenimento

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Mariana Volker lança ‘Feitiço’ com Rachel Reis em álbum que também tem Maria Gadú e ‘Desassossego’


Mariana Volker (à direita) faz feat com Rachel Reis na música-título do terceiro álbum de Volker, ‘Feitiço’, no mundo a partir de 18 de agosto
Isabella Moriconi / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Terceiro álbum de Mariana Volker, “Feitiço” chega ao mercado fonográfico digital em 18 de agosto, com a participação de Rachel Reis na música-título “Feitiço”. Trata-se do primeiro feat das cantoras, mas da segunda colaboração entre as artistas, já que Mariana e Rachel assinaram juntas a música “Furacão”, presente no segundo álbum de Rachel Reis, “Divina casca” (2025).
Além da participação da cantora baiana na faixa-título “Feitiço”, Mariana Volker também faz feat com Maria Gadú no álbum, precisamente na música “Não quero te perder”, de autoria de Giuliano Eriston, em gravação lançada como segundo single do álbum em novembro de 2025.
Outras músicas do álbum “Feitiço” são “É segredo” (2025) e “Desassossego” (2026), duas parcerias de Mariana Volker com Carol Mathias também já previamente apresentadas em singles com prévias do terceiro álbum de Mariana, o primeiro desde “Impossível dizer que não senti” (2022).
Capa de ‘Feitiço’, single com a gravação que junta Mariana Volker e Rachel Reis
Isabella Moriconi / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Xamã anuncia cancelamento de turnê: ‘Era um sonho’


Xamã se apresenta no Rock in Rio 2024
Stephanie Rodrigues/g1
O rapper Xamã anunciou nesta segunda-feira (10) o cancelamento da turnê “Xamã 2026”.
Em comunicado publicado nas redes sociais, a equipe do cantor não deu detalhes sobre o motivo do da decisão e afirmou que todos os ingressos serão reembolsados.
“Era um sonho realizar esse projeto e compartilhamos a frustração de não poder realizá-lo, mas, diante da necessidade da produção, a decisão tornou-se necessária.”
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Ainda de acordo com a nota divulgada por Xamã, o processo de reembolso foi iniciado nesta segunda-feira e será finalizado em até sete dias úteis.
A turnê “Xamã 2026” começou com um show no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. Ao todo, a previsão era de mais de 30 shows em 25 cidades brasileiras.
O rapper é um dos nomes confirmados no Rock in Rio 2026. Ele se apresentará no Espaço Favela, no dia 6 de setembro.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Quem é o grupo de rap indígena que fez Anitta chorar no palco durante show


Bro MC’s representam os povos Kaiowá e Guarani ao lado de Anitta
Anitta se emocionou durante a apresentação do Brô MC’s, primeiro grupo de rap indígena do Brasil, no segundo show da turnê “EQUILIBRIVM II”, neste domingo (9). Os sul-mato-grossenses cantaram “OKE”, faixa do novo álbum da cantora em parceria com a rapper indígena Katú Mirim.
A apresentação ocorreu no Dia Internacional dos Povos Indígenas e foi comemorada por Anitta nas redes sociais. A cantora disse estar muito feliz por receber o grupo na turnê.
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Após a apresentação, o Brô MC’s publicou um vídeo em que Anitta comenta a participação do grupo. A cantora disse ter se emocionado com a energia dos artistas no palco. Veja o vídeo acima.
Rave indígena
A participação do Brô MC’s no novo trabalho de Anitta também foi celebrada pelos fãs.
Nas redes sociais, fãs consideraram “OKE” uma das melhores músicas do álbum e disseram acreditar que a faixa pode ajudar Anitta a conquistar o primeiro Grammy de sua carreira. Se isso acontecer, os artistas de Mato Grosso do Sul também poderão entrar para a história da premiação.
No X, antigo Twitter, fãs elogiaram a música e disseram que pagariam milhões para participar de uma “rave indígena”. Veja alguns dos comentários abaixo.
Comentários feitos nas redes sociais sobre a faixa “OKE”.
Reprodução/Redes sociais
Sobre o grupo
O Brô MC’s é formado por Kelvin Mbaretê, Bruno Veron, Clemersom Batista e Charlie Peixoto. Naturais de Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, os integrantes são indígenas da etnia Guarani Kaiowá e fazem parte das comunidades Jaguapiru e Bororó.
Com 17 anos de carreira em 2026, o grupo ficou conhecido por misturar português e guarani nas letras e levar a cultura e a realidade dos povos indígenas para os shows.
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Em 2022, o Brô MC’s se apresentou pela primeira vez no Rock in Rio, ao lado do cantor Xamã.
Em 2023, o grupo foi tema de uma das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Em 2024, o Brô MC’s se apresentou no Grammy Museum, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Em 2025, o grupo se uniu ao DJ Alok e lançou um álbum que mistura o guarani e o português.
Faixa “OKE”, faz parte do álbum “EQUILIBRIVM II” da Anitta, em parceria com Brô Mc’s e a rapper indígena Katú Mirim.
Reprodução/Redes sociais
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Fonte: G1 Entretenimento

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Black Pantera faz feats com Duquesa e com Derrick Green, vocalista da banda Sepultura, no álbum ‘Continental’


O trio Black Pantera canta a música ‘Obsoleto’ com o vocalista da banda Sepultura, Derrick Green
Hugo Brito / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Além da já notória presença de Sandra Sá na música “Quando canto”, a banda mineira Black Pantera faz feats com a rapper Duquesa e com Derrick Green – cantor norte-americano que assumiu em 1998 o posto de vocalista do grupo mineiro Sepultura, conterrâneo do trio de thrash metal e hardcore punk – no quinto álbum de estúdio, “Continental”, programado para 21 de agosto.
A presença de Derrick Green na música “Obsoleto” é especialmente emblemática diante da visibilidade planetária alcançada pela banda Sepultura – fator que pode impulsionar a ascendente trajetória internacional do grupo Black Pantera, iniciada em 2016, há dez anos, com apresentação de Chaene da Gama (baixo e voz), Charles Gama (voz e guitarra) e Rodrigo Pancho (bateria e percussão) em edição francesa do festival Afropunk, em Paris.
Se Derrick Green pôs a voz gutural em “Obsoleto”, Duquesa participa de “Serotonina”, música em que é citada nominalmente na letra ao lado de artistas como Negra Li, escrita antes do convite para a rapper fazer feat com o Black Pantera no álbum “Continental”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira e outros famosos colombianos prestam solidariedade após terremoto no país


Prédio desaba em Pereira, na Colômbia, durante terremoto de magnitude 7,4
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e causou destruição em diversas cidades do país. Alguns famosos colombianos usaram suas redes sociais para prestar solidariedade às vítimas das áreas atingidas.
Leia também: Terremoto atinge a Colômbia e causa destruição em várias cidades
O epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, no oeste colombiano, a uma profundidade de 110 km, segundo a agência geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá e a 150 km de Medellín e de Cáli.
Shakira
Shakira presta solidariedade ao povo colombiano
Reprodução
“Colômbia querida, meu coração está com todos os que hoje sentiram esse terremoto e com as famílias que estão passando momentos de angústia. Em momentos assim, os colombianos sabemos nos unir e nos sustentar uns aos outros. Toda a minha força e o meu amor para a minha terra. Vamos nos abraçar forte e ficar atentos às indicações para podermos ajudar assim que possível”.
Maluma e J Balvim prestam solidariedade ao povo colombiano
reprodução
Maluma
“Que dor tudo o que está acontecendo na Colômbia. Um abraço de alma a todos os familiares das vítimas e saibam que estamos à disposição para ajudar. Mais adiante, compartilharemos formas de ajuda para as pessoas que mais precisam. Força, Colômbia! Agora, mais do que nunca, precisamos dessa força e dessa união.”
J Balvin
“Muita força diante desta situação provocada pelo terremoto na Colômbia. Força para todo o povo colombiano e para as famílias que estão sendo afetadas. Vamos nos mobilizar para ajudar nessa situação.”
Nicky Jam
“Colômbia, acabei de ver o que está acontecendo e estou sem palavras. Meu coração está com vocês, com cada família. A Colômbia sempre me deu amor, e hoje é minha vez de retribuir. Força, irmãos, vocês não estão sozinhos”.
Carlos Vives
Carlos Vives presta solidariedade ao povo colombiano após o terremoto
Reprodução
“Toda a nossa solidariedade a quem hoje vive momentos de angústia após o forte terremoto em nosso país. Rezamos pela segurança das famílias colombianas, pelos feridos e pelas comunidades afetadas. É hora de nos unirmos, cuidarmos uns dos outros e nos apoiarmos mutuamente. Colômbia, permaneça forte e unida. #UnidosPelaColômbia”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Vandal faz valer a identidade baiana ao cruzar rap, pagodão e samba-reggae na sinfonia afro do álbum ‘Vanguardah’


Pioneiro do grime e do drill no hip hop do Brasil, o rapper Vandal lança o álbum ‘Vanguardah’ na quinta-feira, 13 de agosto
Pedro Soares / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Nascido Luis Sidnei Barbosa Correia na cidade de Salvador (BA), o rapper Vandal faz valer a identidade soteropolitana ao cruzar rap com samba-reggae e com pagodão baiano na sinfonia afro do álbum “Vanguardah”. Gravado por Vandal sob direção musical de Russo Passapusso, um dos pilares da banda BaianaSystem, o álbum “Vanguardah” tem lançamento programado para quinta-feira, 13 de agosto, Dia de Santa Dulce dos Pobres no calendário religioso da Bahia.
Um dos pioneiros do grime e do drill no universo do hip hop brasileiro por conta da mixtape que o projetou há onze anos, “Tipolazvegazh” (2015), Vandal cresceu ouvindo pagodão antes de aderir ao rap. Através das dez músicas do álbum “Vanguardah”, o rapper tem a intenção de moldar um retrato contemporâneo da Bahia a partir das próprias vivências, em movimento de expansão sonora da discografia.
Artistas como DJ KL Jay, Giovanni Cidreira, Hiran, Josyara e Liz Reis, além de Russo Passapusso, impulsionam o movimento de Vandal, fazendo colaborações no álbum “Vanguardah”, formatado com produção musical de Tiago Simões, Calibre MC e Seko Bass sob direção artística de Phodismo e do próprio Vandal.
Ancestralidade, memória e religiosidade são alguns temas que atravessam repertório autoral composto por músicas como “Ah verdadeh dah cidadeh”, “Avemariah” (cantada por Vandal com a cantora Liz Reis), “Saveirozh”, “Pontoh deh revoltah” (faixa com samples e riscos do DJ KL Jay), “Supereh” (feat do rapper com Hiran), “Requiémh parah umh sonhoh” (composta e gravada por Vandal com Josyara) e “Anjoh bomh dah Bahiah”, tema gravado no disco com produção musical do maestro Ubiratan Marques, parceiro e convidado de Vandal na composição.
Como percebido pelas grafias estilizadas das músicas do álbum “Vanguardah”, Vandal tem o hábito de adicionar um h ao fim de cada palavra.
Capa do álbum ‘Vanguardah’, do rapper Vandal
Pedro Soares / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Atriz indiana é beijada à força por fã durante evento


Atriz indiana é beijada à força por fã durante evento
Reprodução/X
A atriz indiana Nikita Rawal participava do evento Bright OTT & Style Awards neste sábado (08), em um hotel de Mumbai, na Índia, quando viveu um momento constrangedor. Segundo informações do jornal “El Heraldo de México”, ela posava para os paparazzi quando uma fã se aproximou e a beijou à força.
No vídeo que viralizou nas redes sociais, a atriz chega a tentar se desvencilhar da mulher e aparece visivelmente constrangida após a abordagem.
De acordo com o jornal, os seguranças imediatamente afastaram a fã para impedi-la de se aproximar da atriz novamente. Abalada, a atriz não conteve as lágrimas e foi amparada por integrantes de sua equipe.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Quase 30 anos depois, o assassinato do rapper Tupac Shakur finalmente chega a julgamento; relembre caso


Duane Davis (à esquerda) foi indiciado pela morte de Tupac Shakur (à direita)
Reuters/Foto de arquivo
O julgamento contra o ex-líder de uma gangue acusado de orquestrar o assassinato do rapper Tupac Shakur começa nesta segunda-feira (10) em Las Vegas, 30 anos depois da morte do astro do hip-hop californiano.
É pouco provável que os argumentos expliquem quem atirou contra Shakur na noite de 7 de setembro de 1996, quando ele estava em Las Vegas para assistir a uma luta de boxe de Mike Tyson.
Mas o Ministério Público espera demonstrar que Duane “Keffe D” Davis, ex-líder dos South Side Compton Crips, mandou executar o assassinato e forneceu a arma do crime.
Aos 63 anos, ele pode pegar uma pena de prisão perpétua sem direito a redução da pena. O assassinato continua sendo um dos crimes não resolvidos mais famosos dos Estados Unidos.
Assassinado aos 25 anos, “2pac” era uma figura-chave da famosa rivalidade entre as cenas do hip-hop da costa oeste e da costa leste dos Estados Unidos.
Conhecido por sucessos como “California Love” e “All Eyez on Me”, Shakur – filho de uma integrante do partido de esquerda Panteras Negras – rapidamente se tornou o arquétipo do ‘bad boy’ da Califórnia quando assinou com a Death Row Records, sediada em Los Angeles.
O julgamento promete retomar a guerra de egos entre seu selo, fundado por Marion “Suge” Knight, e a Bad Boy Records, criada na costa leste por Sean “P. Diddy” Combs. Nesta última trabalhava Christopher “The Notorious B.I.G.” Wallace, renomado rapper assassinado seis meses depois da morte de Shakur.
Segundo a acusação, a Death Row Records era protegida pela Mob Piru, uma gangue de Los Angeles da qual Suge era membro.
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A Bad Boy Records, por sua vez, havia contratado para sua proteção a organização rival South Side Compton Crips, liderada por Duane Davis.
Após a luta de Mike Tyson no cassino MGM Grand, Suge e Tupac espancaram o sobrinho de Davis, Orlando “Baby Lane” Anderson, porque ele havia arrancado um medalhão do pescoço de um dos funcionários da Death Row.
Segundo a acusação, o chefe da gangue então teria organizado uma vingança.
Memórias comprometedoras
Diante da falta de provas, a investigação ficou estagnada por décadas, antes de ser retomada após a publicação das memórias de Duane Davis em 2019. Nelas, ele conta que estava no banco dianteiro do Cadillac branco de onde foram disparados os tiros que mataram Tupac.
Ele também explica que passou uma pistola para o banco de trás, sem nunca dizer quem atirou. Todos os ocupantes do veículo morreram desde então.
Declarações comprometedoras e coerentes com entrevistas anteriores concedidas à imprensa se voltaram contra ele e levaram à sua prisão em setembro de 2023. Mas o ex-líder da gangue agora nega estas confissões e se declara inocente.
“Sou inocente. Nunca matei ninguém. Eles não têm nenhuma prova contra mim”, afirmou em março de 2025 à ABC News, em uma entrevista da prisão.
O julgamento começará com a seleção do júri, que deve durar uma semana.

Fonte: G1 Entretenimento

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Teresa Cristina marca posição no bloco de sambas do primeiro álbum autoral da discografia, ‘Tudo que eu tenho’


Teresa Cristina lança na sexta-feira, 14 de agosto, o primeiro álbum com repertório inteiramente autoral na discografia iniciada em 2002
Nana Moraes / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Tudo que eu tenho
Artista: Teresa Cristina
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Sou batuqueira, sim / Sou brasileira, sim / Meu estandarte é negro, é tupiniquim / Sou batuqueira, sim / Sou brasileira, sim / E no meu bloco ele não toca tamborim”, avisa Teresa Cristina, marcando posição nos versos do refrão de “Meu bloco”, parceria da compositora carioca com Raul Di Caprio.
“Meu bloco” é um dos dez sambas que compõem o repertório inédito do primeiro álbum inteiramente autoral de Teresa Cristina, “Tudo que eu tenho”, no mundo digital a partir da próxima sexta-feira, 14 de agosto.
Cantora revelada como intérprete em 1998 no circuito de bares da Lapa, o então revitalizado bairro boêmio do Centro do Rio de Janeiro (RJ), cidade do samba, Teresa Cristina é cria do subúrbio carioca, celeiro dos pagodes realizados nos quintais, terreiros e quadras.
A geografia carioca está entranhada na alma de “Tudo que eu tenho”, álbum gravado com produção musical e arranjos de Pretinho da Serrinha. Contudo, é a alma da própria Teresa Cristina que rege o samba de “Tudo que eu tenho”, álbum altivo de uma mulher que sabe o quer, inclusive na hora de dialogar com o produtor do próprio disco.
Portando um estandarte negro e feminino ao longo do álbum, Teresa se impõe como compositora em mercado que tentou abafar a produção autoral da artista, cuja discografia recente ficou centrada em songbooks de compositores como Cartola (1908 – 1980), Noel Rosa (1910 – 1937) e Zeca Pagodinho. Basta dizer que o último álbum em que a cantora tinha dado voz a músicas de lavra própria, “Melhor assim”, foi lançado em 2010, há longos 16 anos.
“Me solte em qualquer rua, eu canto / Impeça o meu cantar, eu grito / […] / Ganhei a rua, fui ouvir a voz do povo / E olha eu aqui de novo”, celebra a compositora bamba no samba-título “Tudo que eu tenho”, brado sereno de resistência tanto pessoal quanto política.
Em essência, o álbum “Tudo que eu tenho” simboliza a tomada de posição da artista na esfera da vida privada e também em âmbito social, político. “Tudo que eu tenho” é samba de terreiro com um toque rural que soa mais realçado em “Nostalgia”, samba que flerta com o universo do calango.
Como já sinalizara o single que anunciou o álbum em 19 de junho, com a gravação do samba “Quando a onda passar” (Teresa Cristina, Mosquito e Xande de Pilares), Teresa Cristina segue padrões do samba no repertório de “Tudo que eu tenho”, segura da própria inspiração, sem inventar moda e sem querer impressionar.
Talvez por sempre ter carregado no canto uma melancolia que dá sentido à sentença do poeta de que “o samba é a tristeza que balança”, Teresa Cristina logo tenha se imposto em cena como fiel tradutora das emoções de bambas como Paulinho da Viola, cujo cancioneiro abordou no primeiro álbum, lançado em 2002.
O balanço de “Notícia boa” – parceria da artista com o compositor e violonista baiano Cezar Mendes – embala essa melancolia na onda sedutora de versos resignados como “Deixo a maré levar / Que a onda vai trazer / Uma notícia boa / O que não deve ser / Não pode acontecer / É ilusão à toa / À toa / À toa” em gravação arranjada por Itamar Assiere.
A resignação também é senhora no samba “Pode acontecer”, parceria de Teresa com Marisa Monte que desliza macio em um salão no sopro do trombone de Antonio Neves. Samba buliçoso da lavra solitária de Teresa Cristina, “Taturana” evolui leve como a borboleta no ar mencionada em verso da letra, com arranjo que evoca gravações de discos de Zeca Pagodinho e do grupo Fundo de Quintal.
Parceria da compositora com Moacyr Luz, “Yabá” é samba doce que acarinha a entidade feminina afro-brasileira – senhora da natureza e da cura das dores humanas – no arranjo assinado por Paulão Sete Cordas. Ainda dentro do universo das religiões de afro-brasileira, “Bato pa ó” (Teresa Cristina, Mingo Silva e Bruno Barreto) é samba batuqueiro que adentra as matas para saudar caboclos e orixás.
No arremate do álbum, “Canto para Ogum” aponta a lança aguçada de um samba de toque africano para saudar o orixá nominado no título dessa composição. Esse samba já vinha sendo apresentado por Teresa Cristina em shows, nos últimos anos, ao longo do demorado período de maturação de álbum que se fazia necessário para expandir a obra dessa compositora que veste bem os próprios sambas com a voz que tem.
Capa do álbum ‘Tudo que eu tenho’, de Teresa Cristina
Nana Moraes / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento