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Maduro diz que governadores eleitos que não se subordinarem à Assembleia Constituinte não podem assumir seus cargos

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (19) que aqueles que foram eleitos como governadores nas últimas eleições regionais, mas não se subordinarem à Assembléia Nacional Constituinte (ANC), não assumirão os cargos.

“Quem não jurar e se subordinar à Assembleia Nacional Constituinte, não pode assumir seu cargo. Chamem como quiserem, é uma decisão da Assembléia Constituinte plenipotenciária. Ou respeitam ou respeitam. É simples assim”, disse.

Nas eleições realizadas após vários meses de protestos contra o governo, o chavismo venceu em 18 dos 23 estados e a oposição, em 5.

Nesta quarta, a Assembleia Constituinte, integrada exclusivamente por membros da situação, aceitou o juramento dos chavistas que se elegeram, mas os cinco opositores que venceram as eleições em outros estados se negaram a participar do ato.

Os resultados da eleição foram anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, acusado de atuar em favor do governo, e não foram reconhecidos pela coalizão opositora MUD. Também foram questionados pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Nesta terça, os 12 países da América que integram o chamado “Grupo de Lima” exigiram a realização urgente de uma “auditoria independente” de todo o processo eleitoral venezuelano.

Nesta quinta, Maduro também disse que alguns dos governadores eleitos da oposição estavam relacionados aos protestos de abril e julho no país, em que pelo menos 120 pessoas morreram, e ameaçou com sua destituição e prisão se usassem seu novo cargo para incentivar atos violento.

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Milícias antijihadistas reconquistam Raqqa, ‘capital’ do Estado Islâmico na Síria

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma coalizão antijihadista liderada por milícias curdas e apoiada pelos Estados Unidos, anunciaram que assumiram o controle de boa parte da cidade de Raqqa, um reduto dos jihadistas no nordeste da Síria. “Ocupamos 100% da cidade de Raqqa, mas nossos homens estão realizando as últimas operações de limpeza de remoção de minas e localizando possíveis terroristas escondidos”, disse por telefone Talal Silo, porta-voz das FDS.

Depois de quatro meses de difíceis combates, a coalizão conseguiu retirar o autodenominado Estado Islâmico (EI) daquela que era sua capital “de fato” na Síria desde 2014. As negociações tripartidas entre os líderes tribais da cidade, as FDS e um grupo de cerca de 400 jihadistas que ainda permaneciam na cidade possibilitaram um acordo de rendição. E isso para evitar novas mortes entre os estimados 4.000 civis que o EI mantinha como escudos humanos.

As FDS conseguiram retomar o hospital da cidade na manhã desta terça-feira, enquanto o EI lançava seus últimos ataques no estádio, último ponto da cidade que tinha sob seu poder. “Cerca de 32 terroristas morreram, e o restante se rendeu no estádio”, diz Silo, sem detalhar o número daqueles que se entregaram. Os jihadistas resistiram ao cerco imposto nos últimos 20 dias em um território de dois quilômetros quadrados.

“Foram dias intensos de negociações com o EI, porque, chegando a este ponto, muitos civis poderiam morrer”, afirmou, de Raqqa, em uma mensagem de Whastapp, o miliciano curdo Raman S., das Unidades de Defesa do Povo (YPG). “Embora existam muitos feridos, acabar com eles teria nos arrastado a uma longa guerra nas ruas devido tanto à trilha de explosivos que deixaram como à eficácia de seus franco-atiradores”, diz. Na segunda-feira, percorreram as redes sociais imagens chocantes de uma centena de civis que, desesperados e entre lágrimas, haviam conseguido escapar do EI.

Desde 6 de junho, início da fase final da Operação Ira do Eufrates, destinada a expulsar o EI da cidade, 1.873 civis foram mortos, segundo estimativa dos ativistas da chamada Raqqa está Sendo Silenciosamente Massacrada– que conta uma dúzia de informantes nas zonas de combate. Outros 250.000 residentes foram forçados a abandonar suas casas rumo a áreas mais seguras no norte e no noroeste do país devido a combates e bombardeios intensos, de acordo com dados da ONU. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos estima que 80% da cidade foi destruída sob a troca de tiros de artilharia e ataques de combatentes da coalizão internacional.

Com esta derrota, o EI perde toda a presença ao norte do Eufrates depois de ter sido expulso esta semana pelo Exército regular sírio de seu reduto em Al Mayadin, uma cidade localizada no sudeste do país e região onde serviços de inteligência internacional acreditam que parte da cúpula do EI e seu líder Abu Bakr al-Baghdadi estejam escondidos. Foi a mediação dos idosos de Raqqa, preocupados com a sorte dos civis, que forçou uma saída negociada. Pelo menos 275 jihadistas sírios e seus familiares foram deslocados para um paradeiro desconhecido durante o fim de semana.

A coalizão internacional demonstrou insatisfação com o acordo, opondo-se, em particular, a qualquer saída dos jihadistas estrangeiros. “Não apoiamos nenhum acordo que permita que os terroristas do EI escapem de Raqqa sem enfrentar a justiça para reaparecer mais tarde em outro lugar”, disse o general de brigada Jonathan Braga, chefe de operações da coalizão.

Estima-se que pelo menos 5.500 combatentes ocidentais, incluindo cerca de 200 espanhóis, se juntaram às fileiras do EI desde 2014. Localizá-los é um dos objetivos de mais de mil combatentes das forças especiais francesas, britânicas e americanas enviadas ao norte da Síria. “Estão determinados a acabar com todos os jihadistas estrangeiros antes que voltem a atacar em seus países de origem”, afirma Abu Samra, pseudônimo de um combatente insurgente instalado no norte do país. Ele também afirma que, nas últimas semanas, várias famílias de jihadistas estrangeiros foram retiradas de Raqqa através da Turquia.

À medida que o suposto califado do EI colapsa vertiginosamente na Síria, a frente no leste do país fica dividida pela linha que marca o Eufrates. Ao norte estão as FDS com o apoio da aviação da coalizão. Ao sul, estão as tropas regulares da Síria e seus aliados sob a proteção dos caças russos nos esforços para expulsar o EI do deserto e de Deir Ezzor. À medida que o Governo de Damasco acumula vitórias e a frente insurgente perde terreno e coesão, teme-se que os dois blocos, liderados pelos EUA e pela Rússia, respectivamente, se choquem no Eufrates.

Fonte: El Pais

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Coreia do Norte diz na ONU que guerra nuclear pode começar ‘a qualquer momento’

O embaixador adjunto da Coreia do Norte nas Nações Unidas, Kim In Ryong, disse nesta segunda-feira (16) que a situação na Península Coreana atingiu um ponto em que “uma guerra nuclear pode começar a qualquer momento”.

Kim afirmou ao comitê de desarmamento da Assembleia Geral da ONU que a Coreia do Norte é o único país do mundo que foi submetido a “uma ameaça nuclear tão extrema e direta” dos Estados Unidos desde a década de 1970, e argumentou, ainda, que o país tem o direito de possuir armas nucleares para defesa própria.

Ele apontou a realização de exercícios militares anuais em larga escala usando “ativos nucleares” e disse que o mais perigoso é o que chamou de um plano americano para uma “operação secreta destinada a remover nossa liderança suprema”.

Neste ano, disse Kim, a Coreia do Norte completou sua “força nuclear do Estado e, por isso, tornou-se potência nuclear plena que possui meios de ataque de diferentes alcances, incluindo a bomba atômica, a bomba H e os foguetes balísticos intercontinentais”.

“Todo o continente americano está dentro do nosso alcance de disparo, e se os Estados Unidos se atreverem a invadir nosso território sagrado uma polegada sequer, não escaparão de punição severa em qualquer parte do globo”, advertiu.

O discurso de Kim acontece após ameaças crescentes entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, além de sanções da ONU cada vez mais duras.

Sanções

O presidente russo, Vladimir Putin, disse na segunda-feira que seu país está restringindo laços econômicos, científicos e outras relações com a Coreia do Norte, de acordo com as sanções da ONU. A União Europeia anunciou novas sanções contra Pyongyang pelo desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse no domingo que os esforços diplomáticos destinados a resolver a crise norte-coreana “continuarão até a primeira bomba cair”. Seu compromisso com a diplomacia veio apesar dos tuítes do presidente Donald Trump dizendo que seu enviado-chefe para o tema estava “desperdiçando seu tempo” tentando negociar com o líder norte-coreano Kim Jong-Un, a quem ele se refere como “homenzinho do foguete”.

O embaixador adjunto da Coreia do Norte na ONU classificou o arsenal nuclear e de mísseis de seu país como “um ativo estratégico precioso que não pode ser revertido ou trocado por nada”.

“A menos que a política hostil e a ameaça nuclear dos Estados Unidos sejam completamente erradicadas, nunca colocaremos nossas armas nucleares e foguetes balísticos na mesa de negociação, sob nenhuma circunstância”, disse Kim.

Ele disse ao comitê de desarmamento que a República Popular Democrática da Coreia – nome oficial da Coreia do Norte – esperava um mundo sem armas nucleares.

Em vez disso, Kim disse que todos os estados nucleares estão acelerando a modernização de suas armas e “revivendo uma corrida armamentista nuclear que lembra a era da Guerra Fria”. Ele observou que os Estados que detêm armas nucleares, incluindo os Estados Unidos, boicotaram negociações para o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, aprovado em julho por 122 países das Nações Unidas.

“A Coreia do Norte apoia consistentemente a eliminação total das armas nucleares e os esforços para a desnuclearização do mundo inteiro”, afirmou. Mas, enquanto os Estados Unidos rejeitarem o tratado e “constantemente ameaçarem e chantagearem a Coreia do Norte com armas nucleares, não estamos em posição de aderir ao tratado”.

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Catalunha declara independência, mas suspende efeitos para buscar diálogo

O presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, declarou a região independente, mas logo em seguida pediu ao Parlamento que suspenda o processo para iniciar um diálogo em busca de um acordo com a Espanha.

“Assumo o mandato do povo para que a Catalunha se converta em um estado independente em forma de república. Mas peço que o Parlamento suspenda os efeitos da declaração por umas semanas para entrar em uma etapa de diálogo”, disse o líder catalão.

“Depois dos resultados [do referendo] de 1º de outubro, a Catalunha ganhou o respeito de ser um Estado independente. As urnas dizem “sim” para a independência e este é o caminho que estou disposto a transitar.”

Segundo Puigdemont, “há muitas propostas de mediação, algumas das quais seriam difíceis de imaginar até pouco tempo atrás”.

Durante a fala, o presidente regional da Catalunha fez um histórico sobre a importância da região e atacou o governo espanhol pela violência policial no dia da votação do referendo.

Puidgemont atrasou seu discurso em uma hora. A sessão foi adiada para “contatos para a mediação internacional”, de acordo com o governo catalão. Logo depois, ele se reuniu com representantes das forças independentistas, a coalizão ‘Junts pel Sí'(‘Juntos pelo Sim’, em português, de republicanos de esquerda e nacionalistas de centro-direita) e a ‘Candidatura d’Unitat Popular’, (CUP, ‘Candidatura de Unidade Popular’, em português, um partido antissistema).
Apelo pelo diálogo

O governo da Espanha pediu na terça-feira para que Puigdemont refletisse sobre sua declaração. “Quero pedir ao senhor Puigdemont para que não faça nada irreversível, que não empreenda nenhum caminho que não tenha volta, que não faça nenhuma declaração unilateral de independência, que volte à legalidade, que volte ao diálogo no Parlamento da Catalunha”, disse o porta-voz do governo espanhol, Íñigo Mendez de Vigo.

Nos últimos dias, os pedidos para que o catalão abandonasse a declaração unilateral de independência aumentaram, tanto no âmbito político como no empresarial.

Em Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apelou a Puidgemont para que respeitasse a ordem constitucional. Afirmando que “são tempos extraordinários para a Catalunha e toda a Espanha”, Tusk pediu a Puidgemont que “não anuncie uma decisão que torne o diálogo impossível”, referindo-se à necessidade de conversações entre Madri e Barcelona.

O referendo, considerado ilegal pela Justiça espanhola, deu vitória ao “sim” pela independência, com 90% dos votos. Porém, o comparecimento foi de apenas 43%. Depois do resultado, Puigdemont disse que os catalães conquistaram o direito de ter um Estado independente em forma de república.

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Plano global quer reduzir mortes por cólera no mundo em 90% até 2030

Uma nova estratégia para reduzir as mortes globais por cólera em 90% até 2030 será lançada nesta quarta-feira (4) pela Força-Tarefa Global sobre Controle do Cólera (Gtfcc, na sigla em inglês). A rede inclui mais de 50 agências internacionais e da ONU, instituições acadêmicas e ONGs que atuam em países atingidos pela doença. A informação é da ONU News.

Segundo estimativas, o cólera mata cerca de 95 mil pessoas e afeta mais 2,9 milhões a cada ano em todo o mundo. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma ação urgente é necessária para proteger comunidades, evitar a transmissão e controlar surtos.

O novo plano global reconhece que a doença se espalha em locais endêmicos onde ocorrem anualmente “surtos previsíveis”.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, declarou que a agência tem “orgulho” de fazer parte da nova iniciativa para acabar com as mortes por cólera. Segundo ele, a doença tem maior impacto entre as pessoas mais pobres e vulneráveis, o que é “inaceitável”. Ele defendeu que este plano global é “a melhor forma disponível” para pôr um fim a este problema.

Mortes evitáveis

Segundo a OMS, o plano global busca “alinhar recursos, partilhar experiências e fortalecer parcerias entre países afetados, doadores e agências internacionais. Ghebreyesus destacou que todas as mortes por cólera são “evitáveis, usando as ferramentas disponíveis atualmente”, como a vacina oral e melhor acesso à água limpa e serviços de saneamento e higiene como estabelece a iniciativa.

De acordo com a OMS, implementando o plano, até 20 países poderiam eliminar o cólera até 2030.
A agência ressaltou que avanços no fornecimento de serviços de água e higiene tornaram a Europa e a América do Norte livres da doença por décadas.

Embora esses serviços sejam reconhecidos como um direito humano básico pelas Nações Unidas, atualmente mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso seguro à água e estão em risco potencial de cólera. Sistemas de saúde fracos e dificuldade de detecção precoce também contribuem para a rápida propagação de surtos.

Conflitos

Segundo a OMS, a doença tem impacto desproporcional em comunidades atingidas por conflitos e guerras, seja pela falta de infraestrutura, seja pelos serviços de saúde fracos e pela desnutrição. O Iêmen, por exemplo, vive atualmente o pior surto de cólera do mundo. De acordo com a Agência da ONU para Migrações, desde outubro de 2016, 750 mil pessoas foram atingidas pelo cólera, com mais de 5 mil infectadas por dia. Mais de 2 mil pessoas já morreram.

A OMS ressaltou que proteger essas comunidades antes de surtos da doença é significativamente mais econômico do que responder continuamente a surtos.

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Homem vence luta com cobra gigante na Indonésia

Uma píton gigante, com 7,8 metros de comprimento, foi morta após atacar um homem na Indonésia. As imagens foram registradas pela polícia de Batang Gansal, na ilha de Sumatra, e divulgadas nesta quarta-feira (4).

De acordo com a agência AFP, os moradores mataram a cobra após o feito do “lutador” e exibiram a cabeça. O cadáver do réptil foi cortado, frito e depois comido pela comunidade.

Cobra ficou mostrada por moradores da região (Foto: Batang Gansal Police/AFP)

Ainda segundo a agência, o animal quase cortou o braço do homem. O caso ocorreu no último sábado, 30 de setembro.

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Rei da Espanha acusa Catalunha de deslealdade e de quebrar a unidade do país

Dois dias após o referendo pela independência da Catalunha, o rei Felipe VI fez, nesta terça-feira, um pronunciamento nas redes de televisão espanholas no qual acusou a Generalitat (Governo local catalão) de agir fora da legalidade e da democracia e de tentar “quebrar a unidade da Espanha”. Segundo o rei espanhol, as autoridades catalãs tomaram decisões que “violaram sistematicamente as regras, provando uma deslealdade inadmissível aos poderes do Estado, os quais representam na Catalunha. Ameaçaram a harmonia e a convivência na sociedade catalã”, afirmou.

O pronunciamento foi feito em meio a uma greve geral apoiada pelo governo catalão. Menos da metade das empresas da região funcionam nesta terça-feira em protesto contra a violência policial durante o pleito no último domingo. Quase todas as escolas fecharam por falta de estudantes, 75% dos trabalhadores da saúde pública não foram trabalhar, os portos de Barcelona e Tarragona estão paralisados e há problemas nas estradas, com congestionamentos quilométricos. O presidente da Generalitat (governo regional catalão), Carles Puigdemont, pediu à população que não fosse “levada por provocações” e que realizasse um “protesto cívico”. Enquanto isso, a pressão se estende para a polícia e a Guarda Civil em muitos pontos na Catalunha e milhares de pessoas tomaram as ruas.

De acordo com o sindicato patronal de pequenas e médias empresas, o Pimec, a adesão também foi muito grande entre os comerciários. Cerca de 85% das lojas da cidade amanheceram com as portas fechadas. Muitas lojas e bares de bairros de Barcelona, como Sant Antoni, Eixample e Sants, estão fechados. Também se juntaram à paralisação cadeias de supermercados como o Bon Preu e Condis e até mesmo escritórios de entidades financeiras. Piquetes informativos percorreram ruas pedindo aos comércios abertos que fechassem. No Passeio de Gràcia, onde as grandes lojas decidiram abrir, estabelecimentos como a Uniqlo e a Zara foram obrigados a fechar. De fato, clientes da empresa Inditex precisaram sair pela porta dos fundos, na rua Casp, após a loja aderir ao fechamento.

Outros piquetes se concentraram, por exemplo, diante de estabelecimentos da rede de supermercados Mercadona no bairro do Poblenou de Barcelona e Reus (Tarragona). O estabelecimento da rua Nàpols, no bairro do Eixample, precisou fechar as portas. Um porta-voz do Mercadona afirmou que a empresa não está vivenciando mais episódios de piquetes do que em qualquer outra greve geral e afirmou que quase todos os seus mais de 200 estabelecimentos continuam abertos. A empresa lembrou que acertou na segunda-feira uma paralisação de duas horas com seus funcionários após se tornar público o comunicado dos sindicatos CC OO e UGT e os sindicatos patronais Pimec e Cecot apoiando a chamada “paralisação de país”. Os funcionários combinaram parar entre 14h e 16h para criticar a ação policial de domingo sem que, de acordo com essas fontes, em nenhum caso isso repercuta em suas folhas de pagamento.

O comércio de bairro se uniu majoritariamente à paralisação convocada. No bairro de Sant Antoni, a movimentada rua Urgell amanheceu como se fosse domingo. Nessa rua, a cafeteria da rede Bracafé colocou um cartaz informando que na terça-feira estaria fechada o dia todo. Esse aviso também estava nas janelas de charcutarias, redes de supermercados, produtos eletrônicos e agências bancárias do banco Sabadell. No bairro do Eixample Esquerre, a situação era parecida. “Tancat per dignitat” [“fechado por dignidade”], justificava um cartaz no bar Gelida, na esquina entre Urgell e Diputació. Nessa área farmácias abriram com serviços mínimos e também fecharam academias, bares e lojas de todos os tipos.

No bairro de Sants, a metade dos comércios começou o dia com as portas fechadas. Um piquete informativo descia pela rua Sants e, pacificamente, lhes informava sobre a greve. Muitos deles fechavam então os estabelecimentos, mas depois alguns reabriram. Um grupo de grevistas entrou depois na loja do McDonald´s da estação de Sants.

Confusão na Educação

Praticamente todas as escolas catalãs fecharam suas portas nesta terça-feira pela falta de alunos, que não foram aos colégios seguindo a convocatória de “paralisação de país” apoiada pelo Governo catalão, que na segunda-feira autorizou as escolas a fecharem se os alunos não fossem. O secretário geral do sindicato de docentes Ustec-STEs, Ramon Font, explicou à agência EFE que a organização convocou uma greve geral prévia no setor educacional e a previsão era de que o acompanhamento seria superior a 80%.

Na tarde de segunda-feira, o Departamento de Educação enviou uma carta às escolas em que dava liberdade aos colégios de participarem da greve geral do setor e da paralisação geral. A carta afirmava que em ambos os casos os serviços mínimos estariam garantidos, explicou Font.

No caso de participarem da greve geral, os serviços mínimos decretados consistiam em um membro da diretoria no ensino médio e um membro da diretoria no primário mais um docente para cada seis unidades, explicou Font, que informou que muitas escolas “consideraram abusivos os serviços mínimos decretados pela Educação”.

Por outro lado, no caso de um colégio decidir participar da “paralisação de país”, esse tem a obrigação de atender às famílias que comparecerem, afirmou Font, e se “não forem à escola, ela poderá fechar”. Ramon Font chamou a convocatória de paralisação como “fechamento patronal” e disse que se trata de uma figura “insólita e inédita”.

O sindicalista criticou que o fato de “participar da convocatória de paralisação e da greve geral causou muita confusão no setor” e considera que “hoje a paralisação no ensino será praticamente total”.

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Justiça ordena a prisão preventiva do vice-presidente do Equador pelo caso Odebrecht

O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, enfrentou na segunda-feira o abismo jurídico e político por sua ligação no caso Odebrecht por suposta associação ilícita. E se deparou com o pior dos cenários. O juiz da Corte Nacional, Miguel Jurado, ordenou a captura imediata do vice-presidente e determinou prisão preventiva acatando o pedido da Promotoria. O Ministério Público solicitou uma nova audiência para endurecer as medidas cautelares contra ele e contra seu tio para evitar o risco de fuga pela proximidade do julgamento. De manhã, o promotor geral do Estado, Carlo Baca Mancheno, pediu prisão preventiva já que até agora só existia a proibição de saída do país.

De tarde, após suspender a audiência, o juiz aceitou. “Sem provas e com indícios forjados. Só lhes resta o linchamento. Recorrerei a instâncias nacionais e internacionais para me defender”, se queixou Glas pelo Twitter, mas afirmou que acataria “sob protesto esse infame abuso” contra ele. Já de noite, Glas se entregou à polícia. Despistou a imprensa postada diante de sua casa organizando duas comitivas para sair de seu bairro sem ser visto. Segundo confirmação da ministra da Justiça, Rosana Alvarado, o vice-presidente irá à prisão 4 de Quito. Para viajar de Guayaquil, pegou um avião das Forças Armadas.

Além de ter sua liberdade de circulação em jogo, os deputados de seu partido, Aliança PAIS, precisavam decidir se pediam sua renúncia como vice-presidente da República, uma saída que Glas sempre recusou. Mas o bloco do PAIS que iria se pronunciar após o conhecimento da decisão judicial adiou seu comunicado para terça-feira.

Com a prisão preventiva, foi solicitado que as contas de Glas sejam congeladas e a proibição da alienação de seus bens. E também foi ordenado que seu tio, Ricardo Rivera, seja colocado em prisão preventiva por violar a prisão domiciliar imposta no começo de junho por ter 68 anos. Ele é acusado de receber pelo menos 13 milhões de dólares (41 milhões de reais) em subornos da Odebrecht em troca de aproveitar seu parentesco com o vice-presidente para fazer com que a construtora brasileira conseguisse contratos públicos de grande envergadura.

O vice-presidente Glas, acostumado nas últimas semanas a defender sua inocência em incontáveis entrevistas e atos públicos, permaneceu o dia todo fechado em sua casa de Guayaquil. Somente seu advogado compareceu à audiência em Quito. Sua Assessoria de Imprensa não divulgou a agenda do dia e ele se limitou de manhã a afirmar às autoridades que estaria localizável para quando fosse tomada uma decisão sobre as medidas cautelares: “Não se preocupem, não precisam me procurar, estou onde sempre estive. Não vou fugir. Os inocentes nunca fogem”.

Diante de sua casa, em um bairro de acesso restrito, se postavam uma dezena de veículos de segurança que impediam a aproximação do local. Também através das redes sociais, Glas pediu ao promotor que exiba as provas que tem contra ele e acusou o presidente Lenín Moreno de influenciar no processo judicial. “Quais provas mais querem de que esse processo não é jurídico, mas político? Presidente Moreno, parece que seus subalternos não o escutaram. O senhor diz que não interferirá em outras funções do Estado, mas faltou explicar aos seus colaboradores que eles também não podem fazê-lo”, publicou em um comunicado.

A Promotoria, que finalizou o processo de instrução e busca de provas no domingo, disse ao juiz que um pen drive, enviado pelos Estados Unidos, continha informação crucial para o caso já que informava sobre as conexões entre o vice-presidente e seu tio. Através de códigos, disse o promotor, eram relacionados pagamentos, apelidos, obras e beneficiários. Sua decisão de endurecer as medidas cautelares veio após a acusação particular apresentada na semana passada pelo advogado do Estado, o procurador geral, Diego García Carrión, após escutar o depoimento do principal cooperante brasileiro: o gerente da Odebrecht no Equador, José Conceição Santos Filho.

Três dias antes do final da instrução, o ‘delator 1’ deu sua versão em São Paulo por videoconferência e disse que Glas e seu tio Rivera eram como “irmãos siameses, se alimentam e respiram do próprio corpo, não há nenhuma diferença”. Mas o vice-presidente sempre sustentou que só se encontrava com seu parente uma ou duas vezes por ano em reuniões familiares.

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Atirador de Las Vegas instalou câmeras dentro e fora do quarto do hotel, diz polícia

A polícia de Las Vegas confirmou nesta terça-feira (3) que o atirador que promoveu o pior ataque com armas de fogo nos EUA abriu fogo durante 9 minutos, até ser contido. Ele também instalou câmeras dentro e fora do quarto, supostamente para acompanhar a chegada da polícia. A polícia, entretanto, não confirma se foram ou não encontradas imagens.

Oficialmente, ainda não há qualquer pista da motivação de Stephen Paddock, 64, para atacar o público de um festival de música country em Las Vegas na noite de domingo. O que se sabe é que o ataque foi extensivamente premeditado. Mais sete armas e um grande arsenal de munição foram encontrados pela polícia em uma segunda residência –além das 42 já recuperadas no quarto do hotel e da casa em que ele morava atualmente.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, o ataque foi “obviamente premeditado”. “O atirador avaliou tudo o que fez, o que é problemático”, disse. O chefe da polícia ainda confirmou que Paddock pediu serviço de quarto durante sua estada no hotel, entre 28 de setembro e 1º de outubro.

Ele disse ainda que autoridades já estão em contato com a namorada do suspeito –ela não é considerada suspeita, mas “de interesse” da investigação. Diferentemente do informado na véspera, quando Lombardo afirmou que ela estaria no Japão, o policial disse que ela efetivamente está nas Filipinas.

O xerife foi perguntado sobre a informação dada pela rede de televisão “NBC” sobre uma transferência de US$ 100 mil feita por Paddock na semana passada para uma conta nas Filipinas, país onde Danley nasceu e onde está atualmente. “Não vamos comentar isso por enquanto, mas atualizaremos essa informação em breve. A investigação não acabou com a morte de Paddock”, afirmou.

Segundo o xerife, o primeiro a tentar enfrentar o atirador foi um segurança do hotel. Ele chegou a recuar até que a equipe da Swat chegasse ao local. Agora, parte dos trabalhos da investigação envolve assistir aos registros das 67 câmeras que os policiais que participaram da operação portavam no momento da ocorrência, de imagens de segurança do hotel e outros dados.

Lombardo afirmou que, dos 59 mortos, apenas três vítimas não foram identificadas. Ele disse ainda que a capacidade das equipes para receber doações chegou ao limite –agradecendo os esforços e pedindo a compreensão de todos.

“Esta pessoa se radicalizou sem que tivéssemos conhecimento disso? Estamos tentando responder essa pergunta”, reconheceu Lombardo, referindo-se ao atirador. (Com agências internacionais)

Fonte Uol

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Sem antecedentes criminais, atirador de Las Vegas matou 58 com ‘chuva de tiros’ 33

Stephen Paddock, autor dos disparos que matou 58 pessoas e deixou mais de 500 feridos em um festival de música country em Las Vegas na noite de domingo (1) não tinha antecedentes criminais e, segundo a polícia local, vínculos com organizações terroristas foram descartados a princípio.

A polícia chegou a chamar o atirador de “uma pessoa perturbada com a intenção de causar baixas em massa”. O ataque é considerado o maior tiroteio em massa da história dos Estados Unidos.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, foram encontrados “mais de dez fuzis” no quarto onde Paddock estava hospedado desde o dia 28 de setembro, localizado no 32º andar do Mandalay Bay Hotel. Foi do quarto que o atirador fez os disparos e se suicidou, após o ataque.

O atirador abriu fogo contra uma multidão de cerca de 40 mil pessoas que assistiam ao festival de música country Route 91 Harvest Festival às 22h locais (2h de Brasília). Em vídeos feitos no momento do ataque é possível ouvir rajadas como uma “chuva de tiros” sobre a plateia.

Apesar de o Estado Islâmico ter reivindicado a responsabilidade pelo atentado, afirmando que Paddock teria se convertido ao islã “alguns meses atrás”. Até o momento, o FBI informou não haver indícios de nenhuma conexão com terrorismo internacional.

A polícia caracterizou sua ação como a de um “lobo solitário”. O atirador não tinha antecedentes criminais, sendo uma multa de trânsito em Las Vegas a única infração registrada em seu nome. No entanto, ele foi descrito por Lombardo como “uma pessoa perturbada com a intenção de causar baixas em massa”.

Pura maldade

Em discurso realizado na manhã desta segunda-feira, o presidente Donald Trump chamou o ato de “pura maldade“. “Um atirador assassinou brutalmente 50 pessoas e feriu centenas. Foi um ato de pura maldade”, disse Trump, que afirmou que o FBI e o departamento de Segurança Interna já se uniram à polícia de Las Vegas na investigação do ataque.

Morador de Mesquite, cidade de 17.400 habitantes do Estado de Nevada, Paddock era um caçador licenciado, tinha 64 anos e vivia em uma vila de aposentados. Ele possuía licença para pilotar aviões pequenos e possuía duas aeronaves, segundo a NBC. Ele também gostava de frequentar cassinos e comer burritos, de acordo com seu irmão, Eric Paddock.

Acredita-se que Marilou Danley vivia com ele. Ela foi apontada como sua namorada por Eric Paddock.

Ao WOFL-Channel 35, o irmão se disse “estupefato” com o crime. “Não podemos entender o que aconteceu”, afirmou. À CBS,  Paddock também afirmou que o irmão atirador não possuía nenhuma afiliação religiosa e afiliação política.

A participação de Danley no crime foi descartada pelos investigadores que apuram o caso –de acordo com o xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, ela foi localizada fora dos EUA nesta segunda-feira.

De acordo com o jornal britânico Telegraph, Paddock morava na na vila de aposentados desde junho de 2016, tendo vivido anteriormente em Reno e Henderson, em Nevada, em Melbourne, na Flórida, e em diversas cidades da Califórnia.

Na manhã desta segunda-feira, armas e munições também foram encontradas na casa de Paddock, em Mesquite. A polícia, no entanto, afirmou que “nada de incomum” foi constatado no local –o porte de armas é permitido nos EUA.

De acordo com a polícia, o atirador teria se suicidado após o atentado.

O maior tiroteio em massa da história dos EUA

O número superior a 50 mortos posiciona o atentado como maior tiroteio em massa da história dos Estados Unidos, ultrapassando as 49 vítimas mortas no atentado a uma boate de Orlando no ano passado.

Cerca de 40 mil pessoas assistiam ao festival de música country, chamado Route 91 Harvest Festival. No momento dos tiros, às 22h locais (2h de Brasília), o cantor Jason Aldean se apresentava. Horas depois, Aldean informou que ninguém de sua equipe saiu ferido.

Testemunhas afirmaram que os tiros duraram mais de dez minutos, enquanto as pessoas corriam para se proteger.

O Ministério das Relações Exteriores e o Consulado do Brasil em Los Angeles informaram que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.