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VÍDEO: Avião congolês escapa por pouco de míssil de Ruanda

Autoridades ruandesas disseram que caça havia invadido espaço aéreo do país, o que foi negado pela República Democrática do Congo. Avião congolês escapa por pouco de míssil de Ruanda
As forças de Ruanda dispararam na terça-feira (24) contra um caça a jato da República Democrática do Congo (RDC). O momento em que o míssil quase atingiu a aeronave foi registrado e compartilhado por testemunhas na cidade fronteiriça de Goma, na RDC.
“Quando esta bomba explodiu seus destroços caíram em vários lugares. Eu vi os que caíram no terreno da Ceni (comissão eleitoral do Congo) e quem passava viu alguns dos destroços e pegou”, afirmou Habamungu Prince, que viu o incidente.
As autoridades ruandesas disseram que o caça havia invadido o espaço aéreo do país, o que foi negado pela RDC. O governo congolês afirmou que a atitude de Ruanda foi um ato de guerra.
“É por aqui que os aviões sempre passam. Não acho que [o caça] tenha cruzado o espaço aéreo de Ruanda. Tenho certeza de que ainda estava no nosso espaço aéreo porque passou por lá, onde todos os nossos aviões passam todos os dias”, comentou Prince.
RDC, especialistas das Nações Unidas e potências ocidentais acusam Ruanda de apoiar os radicais do grupo M23 que tomou várias cidades e aldeias no leste do Congo após combates em 2022. Os ruandeses negaram qualquer envolvimento.

Fonte: G1 Mundo

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Meta vai liberar acesso de Trump ao Facebook e ao Instagram


Ex-presidente havia perdido acesso às redes sociais após invasão do ao Congresso dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, fala em um comício para apoiar os candidatos republicanos antes das eleições de meio de mandato
Gaelen Morse/REUTERS
A Meta anunciou nesta quarta-feira (25) que irá “encerrar a suspensão” das contas no Facebook e Instagram do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, dois anos após seu banimento, que se seguiu à invasão do Congresso norte-americano, em 6 de janeiro de 2021.
A empresa afirma que adotou “novas barreiras para impedir quebras de regra reincidentes”. “O público precisa ouvir o que os políticos estão dizendo para tomar decisões”, disse Nick Clegg, chefe de assuntos internacionais da Meta.
Trump já afirmou que pretende se candidatar novamente ao cargo de presidente dos EUA em 2024. Atualmente, Facebook e Instagram são veículos de mídia social importantes para a divulgação política e arrecadação de recursos.
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Em novembro de 2022, Trump retomou seu acesso ao Twitter, uma de suas redes sociais preferidas. Poucas semanas depois disso, o ex-presidente declarou que estava conversando com a Meta sobre seu retorno às demais plataformas.
“Caso o senhor Trump publique mais conteúdo com violações, o conteúdo será removido e ele será suspenso pelo período de um mês até dois anos, a depender da severidade da violação”, acrescetou Clegg.
A decisão de banir Trump de suas redes foi marcante para a Meta, que é hoje a maior empresa de mídias sociais do mundo. Antes da suspensão do ex-presidente norte-americano, nenhum outro chefe de Estado em exercício havia perdido acesso às plataformas por violação das regras de conteúdo.
A Meta revogou o acesso de Trump ao Facebook e Instagram por tempo indefinido depois de ter removido duas postagens que o ex-presidente fez durante o ataque ao Capitólio. Em uma das publicações, Trump compartilhou um vídeo em que reiterava as falsas alegações de fraude eleitoral na eleição de 2020, que deu vitória ao seu adversário, o democrata Joe Biden.

Fonte: G1 Mundo

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Por que a Alemanha hesitou tanto em enviar tanques à Ucrânia


Relutância se deve principalmente a temores de envolvimento na guerra e de provocação da Rússia, já que legislação prevê aval de Berlim para reexportação dos blindados fabricados no país. Tanque Leopard 2 dispara durante exercício militar na Letônia em 29 de setembro de 2022
REUTERS/Ints Kalnins
Depois de semanas de hesitação, o governo da Alemanha cedeu à pressão crescente de aliados e também de parte da população ao anunciar oficialmente nesta quarta-feira (25/01) o fornecimento à Ucrânia de 14 tanques de guerra do tipo Leopard 2A6, fabricados no país e disponíveis no arsenal da Bundeswehr (Forças Armadas alemãs). Berlim também permitirá que outros países possuidores desses blindados enviem o equipamento a Kiev.
Com os tanques de combate alemães, considerados os melhores do mundo em sua categoria, a Ucrânia espera aumentar a eficácia de sua defesa contra as tropas invasoras da Rússia, além de furar os bloqueios russos no leste do país, especialmente no corredor do Donbass, e assim reconquistar territórios ocupados por Moscou em 11 meses de conflito.
Tanques podem fazer Ucrânia sair da defensiva e ir para a ofensiva
Num possível sinal do fim de um imbróglio que durou semanas, Berlim já havia encorajado nesta terça-feira seus aliados a começar treinamentos com tropas ucranianas para usar os blindados.
A decisão desencadeou anúncios de outros países sobre o envio de tanques. Segundo o jornal americano The New York Times, os Estados Unidos deverão enviar entre 30 e 50 tanques de combate Abrams à Ucrânia, revertendo uma decisão anterior.
Pressão internacional sobre a Alemanha
Numa mudança de postura , diversos países ocidentais prometeram enviar mais ajuda militar e equipamento pesado ao país nas últimas semanas.
A relutância em fornecer armas pesadas à Ucrânia se deve a temores de envolvimento na guerra ou de provocar a Rússia, que é uma potência nuclear.
Estados Unidos vão enviar 31 tanques Abrams para a Ucrânia
O pioneiro da virada foi o Reino Unido, primeiro país a enviar armas letais à Ucrânia. O governo britânico se tornou na última semana o primeiro a anunciar que fornecerá tanques de combate de fabricação ocidental a Kiev – os blindados Challenger 2 –, além de novos sistemas de artilharia.
Segundo o semanário Der Spiegel, a França vê o papel da Alemanha como crucial para acelerar de forma decisiva a ajuda ocidental para a Ucrânia. Já os países bálticos (Estônia, Lituânia e Letônia) se enxergam como os maiores porta-vozes da Ucrânia na Europa. Por não possuírem blindados próprios, pressionam pelo envio de equipamentos ocidentais à Ucrânia. Para o ministro do Exterior da Estônia, Urmas Reinsalu, “tanques e outros armamentos pesados alterariam significativamente o cenário no campo de batalha”.
Mapa mostra presença russa no território ucraniano em janeiro de 2023
DW
A Ucrânia e diversos de seus aliados – com destaque para a Polônia – vinham pedindo a liberação do fornecimento dos tanques Leopard por Berlim, ou que o próprio governo do chanceler federal Olaf Scholz decidisse mandar os tanques para o front. Na semana passada, porém, uma reunião de 54 países do Grupo de Contato para a Ucrânia na base militar americana de Ramstein não trouxe uma decisão sobre o fornecimento dos tanques Leopard 2.
O entrave para outros países se deve às leis de exportação vigentes na Alemanha vinculam países que tenham equipamento militar fabricado no país a uma autorização de uso desses armamentos, como é o caso dos blindados Leopard 2. Vários países ocidentais veem na Alemanha a responsabilidade de liderança na Europa – e defendem a ideia de uma coligação internacional de fornecedores dos Leopard 2.
A própria Ucrânia, no entanto, precisaria de 80 a 90 blindados para lançar uma contraofensiva em bloco contra as tropas russas, segundo o Conselho Europeu de Relações Internacionais. O mesmo órgão diz que 13 países europeus possuem, juntos, 2 mil tanques Leopard em diferentes versões.
Dinamarca, Letônia, Estônia e Polônia já vinham manifestando o desejo de enviar os tanques a Kiev há várias semanas. O governo em Varsóvia, por exemplo, chegou a afirmar que não esperaria autorização de Berlim, e oficializou um pedido junto ao governo alemão nesta semana para enviar 14 tanques do modelo Leopard 2A4 para a Ucrânia, colocando ainda mais pressão sobre Berlim.
Por que houve tanta hesitação da Alemanha?
Fornecer armas para zonas de guerra ainda é um tema sensível para a Alemanha, que defende o princípio de não exportar equipamento bélico para áreas de conflito.
O chanceler federal Olaf Scholz também vinha destacando três princípios orientadores de seu governo para justificar a postura hesitante: primeiro, a Ucrânia precisa receber o máximo de apoio possível; segundo, é preciso impedir um conflito direto entre a aliança militar Otan e a Rússia; e, terceiro, uma ação unilateral de qualquer país aliado da Ucrânia deve ser evitada.
Conheça os tanques de batalha modernos que Alemanha e EUA enviarão para a Ucrânia
Internamente, um aspecto que influencia as tomadas de decisão do chanceler alemão é o jogo de poder no interior de sua legenda, além do eleitorado.
Historicamente, a ala mais à esquerda do Partido Social-Democrata (SPD) de Scholz sempre representou uma parcela dos eleitores inclinada ao pacifismo. Antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022, manter boas relações com Moscou era um direcionamento considerado necessário para manter a paz na Europa. Portanto, apesar de querer uma nova direção, Scholz não pode implementar repentinamente uma linha política que vai contra o núcleo histórico da sigla, segundo analistas.
O instituto de pesquisas Infratest Dimap também mostrou em levantamento na semana passada que os eleitores alemães se dividem sobre o envio de tanques à Ucrânia. As respostas mostram que 46% dos entrevistados são favoráveis ao envio – e que 43% se opõem.
Concorrência da indústria americana
Olaf Scholz também vinha sendo criticado por “se esconder” atrás dos Estados Unidos no contexto da ajuda à Ucrânia, uma afirmação contestada pela cúpula do SPD.
Mas, segundo análise publicada esta semana no jornal Neue Zürcher Zeitung (NZZ), o dilema de Scholz não foi apenas geopolítico. Impedindo o envio de tanques à Ucrânia, o chanceler federal alemão teria prejudicado os interesses diplomáticos de Berlim, já que Kiev poderia perder mais terreno.
Por outro lado, dando luz verde ao envio dos tanques, os interesses econômicos da Alemanha poderiam sair perdendo. A indústria bélica alemã teria ficado bastante preocupada com o aspecto econômico, já que os americanos estariam apenas esperando para poderem oferecer material substituto para os Leopard.
A guerra na Ucrânia daria, assim, aos Estados Unidos oportunidade de se estabelecerem no mercado armamentista europeu com tanques, depois de já terem conquistado uma fatia com helicópteros, jatos de combate e mísseis. Ou seja: concorrência para a Alemanha, que também terá de procurar material para substituir os já poucos tanques Leopard que possui no próprio Exército, após cortes seguidos no orçamento da Bundeswehr nos últimos governos.
Quando os tanques poderão ser entregues?
Apesar de ser considerado o melhor tanque de combate do mundo, o Leopard fabricado pelas empresas Krauss-Maffei Wegmann e Rheinmetall também é o mais caro – a versão 2A7 custa entre 7 e 8 milhões de euros.
Com a redução do orçamento da Bundeswehr no passado recente, a indústria armamentista parou de receber encomendas e cortou despesas, fazendo com que tanques como o Leopard 2 passassem a ser produzidos em escala reduzida, encarecendo a produção e aumentando o tempo de entrega para até dois anos.
Mesmo assim, a empresa Rheinmetall declarou nesta quarta que poderá fornecer 139 blindados Leopard, de modelo 1 e 2, para a Ucrânia. Um porta-voz do conglomerado afirmou que 22 veículos 2A4 poderiam ser preparados e enviados a Kiev – disponibilizar os veículos, segundo ele, demoraria até um ano (entre finais de 2023 e início de 2024). Porém, há 29 tanques desse modelo no arsenal da Bundeswehr e que, se Berlim quiser, poderiam ser enviados até abril ou maio, se o prazo não puder ser adiantado já para março.
Há 88 tanques do modelo Leopard 1 que também poderiam ser colocados à disposição.
A diferença que os Leopard podem fazer
Tanques são um elemento central nos combates terrestres. Sem eles, é improvável que a Ucrânia consiga recuperar território ocupado pelos russos.
Especialistas afirmam que, em número significativo, os veículos de combate Leopard 2 podem elevar substancialmente a capacidade ucraniana de repelir as forças russas.
O Leopard 2 pesa mais de 60 toneladas, tem um canhão de 120 milímetros e pode atingir um alvo a até cinco quilômetros de distância. O motor a diesel é comparativamente econômico e, portanto, mais adequado para a Ucrânia em tempos de escassez do que, por exemplo, os tanques americanos Abrams, que consomem muito mais combustível.
Com um total superior a 2 mil tanques Leopard 2 disponíveis na Europa, cada país poderia fornecer uma parte do seu arsenal. Assim, a Ucrânia evitaria receber tanques de tipos diferentes, tornando mais fáceis a manutenção e o treinamento de soldados.

Fonte: G1 Mundo

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O que é o protocolo No Callem, aplicado no caso Daniel Alves


Conjunto de ações para que espaços públicos de lazer previnam agressões sexuais e saibam como agir quando elas ocorrem foi criado pela cidade de Barcelona em 2018. Entenda prisão preventiva de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
O protocolo No Callem foi criado pelo governo de Barcelona em 2018 para combater agressões sexuais e violência machista em espaços de lazer da cidade, como discotecas e bares.
Cerca de 40 locais da capital catalã aderiram ao protocolo, que foi reativado no fim de 2022 depois de um período de paralisação das atividades privadas de lazer devido à pandemia de covid-19.
Os locais aderentes ao protocolo recebem treinamento e acompanhamento e devem aplicar medidas específicas para combater a violência machista.
“Quando sofremos uma agressão, nossa cidade não deve nos julgar, mas nos acompanhar e defender”, afirmou a prefeita de Barcelona, Ada Colau, depois da prisão preventiva do jogador brasileiro de futebol Daniel Alves, acusado de estupro.
Segundo especialistas, a boate Sutton, onde teria ocorrido o caso, aplicou rigorosamente o protocolo No Callem.
Barcelona não é um caso isolado. Há um protocolo semelhante em toda a Catalunha, e também em cidades como Madri e Pamplona.
Os responsáveis pela criação do protocolo No Callem afirmam que ele inovou ao envolver o setor privado de lazer na luta contra a violência de gênero. Em 2019, uma pesquisa mostrou que, na Catalunha, uma em cada dez agressões sexuais ocorre em bares e casas noturnas.
Logotipo do protocolo No Callem, da cidade de Barcelona
Reprodução
Um ponto central do protocolo é deslocar a atenção para as vítimas do abuso ou da agressão sexual. A prioridade das ações deve estar nelas, e não no agressor.
O protocolo dá um papel de destaque aos funcionários dos estabelecimentos, que devem ser capacitados para saber como prevenir e identificar a violência sexista e como agir em casos de agressão ou assédio sexual.
Outro diferencial é o acompanhamento da equipe por pessoal especializado em violência sexual, que pode oferecer orientações aos responsáveis e funcionários para garantir a correta aplicação das medidas de prevenção e de como lidar com um caso.
Cinco princípios
O protocolo No Callem se orienta por cinco princípios:
O primeiro é que a atenção prioritária deve ser dada à pessoa atacada. Em caso de agressão, ela deve receber a devida atenção. Em casos graves, ela não pode ser deixada sozinha, a não ser que queira.
O segundo princípio orientador é o respeito às decisões da pessoa agredida. Ela deve receber as informações e conselhos corretos, e ela deve tomar a decisão final, mesmo que esta pareça incompreensível para os demais.
Terceiro princípio: o foco não deve estar num processo criminal. Estes são complexos, difíceis também para quem foi agredido e muitas vezes terminam de uma forma não satisfatória para quem sofreu uma agressão. Isso pode gerar frustração, e por isso é importante informar e levar em conta que existem outras formas de tratar a situação e dar importância ao processo de recuperação da pessoa agredida.
O quarto princípio é a atitude de rejeição ao agressor. Deve-se evitar sinais de cumplicidade com ele, mesmo que seja apenas para reduzir o clima de tensão. É importante mostrar que há uma clara rejeição à agressão e envolver o entorno do agressor nessa rejeição.
O quinto e último princípio é o da informação rigorosa. Tanto a privacidade da pessoa agredida como a presunção de inocência da pessoa acusada devem ser respeitadas. Por isso, é aconselhável não repassar informações oriundas de fontes não confiáveis ou espalhar boatos.
O que deve ser feito
A partir desses cinco princípios, o protocolo é estruturado em três eixos: as ações de prevenção, as instruções para identificar um caso, e as instruções sobre como lidar com um caso de agressão ou abuso sexual.
Como prevenção, o protocolo prevê que não sejam usados critérios sexistas ou discriminatórios para ingresso num espaço de lazer, por exemplo cobrar valores de ingressos diferentes para homens e mulheres ou dar entrada gratuita ou vale-bebida para mulheres.
Os proprietários também não devem atentar para a aparência das mulheres na hora de decidir quem pode ou não entrar, nem aplicar códigos diferenciados de vestimentas para homens e mulheres.
O estabelecimento deve comunicar aos frequentadores que aplica o protocolo, e uma atenção especial deve ser dada às áreas escuras – em discotecas, por exemplo.
Ações promocionais não devem fomentar a desigualdade de gênero ou mostrar desrespeito por pessoas em razão de gênero ou diversidade sexual, por exemplo na forma de cartazes que promovam códigos de vestimenta distintos ou que apresentem mulheres como objetos sexuais.
O protocolo ainda destaca, entre as ações de identificação, a importância de o local ter uma pessoa com formação mínima para identificar as diferentes formas de agressão e assédio sexual.
Da mesma forma, o local deve dispor de pessoal capacitado para dar atenção às vítimas e para coordenar a ação envolvendo o caso.
O protocolo ainda lembra que, em caso de flagrante, o agressor, segundo a lei local, pode ser detido por qualquer pessoa, e que o responsável pela segurança do local tem a obrigação de detê-lo.
Já a pessoa agredida deve ser levada a uma sala onde possa ser atendida, nos casos de agressão sexual, estupro ou abuso sexual grave. Nos demais casos não há necessidade de um espaço específico, mas este deve ser reservado e garantir tranquilidade e isolamento.

Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Norte confina moradores de Pyongyang por causa de “males respiratórios”


É o primeiro na cidade desde que o governo declarou vitória sobre a Covid-19, em agosto do ano passado. Norte-coreanos visitam local onde estão estátuas dos ditadores Kim Il Sung (pai, falecido) e Kim Jong Il (filho, atual líder) durante o feriado do Ano-Novo Lunar, em Pyongyang (22/01/23).
AP – Jon Chol Jin
A Coreia do Norte ordenou um confinamento de cinco dias em Pyongyang, a capital do país, por “males respiratórios”, informou a imprensa nesta quarta-feira (25). É o primeiro na cidade desde que o governo declarou vitória sobre a Covid-19, em agosto do ano passado.
Os moradores de Pyongyang receberam ordens para ficar em casa de quarta a domingo e devem passar por várias verificações diárias de temperatura, informou o site de notícias NK News, com sede em Seul, citando um aviso do governo do Norte.
O aviso não menciona a Covid-19, mas indica que entre os males que se espalham pela capital está a gripe comum.
A ordem do governo foi emitida um dia depois que o NK News informou que os moradores da maior cidade norte-coreana pareciam estar estocando alimentos em antecipação ao confinamento.
Não ficou claro se outras partes do país enfrentaram medidas semelhantes e a imprensa estatal não anunciou tais ações.
A península coreana enfrenta, atualmente, uma onda de frio, com temperaturas de -22 ºC em Pyongyang.
A Coreia do Norte manteve um bloqueio rígido desde o início da pandemia, embora permita algum comércio com a China. Reconheceu seu primeiro surto de Covid-19 em abril do ano passado, mas proclamou vitória sobre o coronavírus logo depois, o que chamou de “milagre”.
No entanto, especialistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) questionam as estatísticas da Coreia do Norte sobre a Covid-19. O país tem um dos piores sistemas de saúde do mundo, com hospitais mal equipados, poucas unidades de terapia intensiva e falta de medicamentos para o coronavírus.

Fonte: G1 Mundo

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A vida em Bakhmut, na linha de frente da guerra na Ucrânia


Dos 73 mil habitantes da cidade, cerca de oito mil ainda sobrevivem entre ruínas do que restou do lugar, dependentes da ajuda de voluntários e militares. Um soldado ucraniano passa por casas destruídas pelo bombardeio russo em Bakhmut, região de Donetsk, Ucrânia, quinta-feira, 10 de novembro de 2022.
AP Photo/LIBKOS
A cada poucos minutos, projéteis rasgam o ar e explodem em algum lugar próximo. As vias de Bakhmut estão desertas. Apenas Yevgeny Tkachev e outros voluntários da organização de ajuda social Proliska estão nas ruas para levar alimentos e itens de higiene aos moradores.
A parte ocidental da cidade localizada na região do Donbass está praticamente irreconhecível. De muitas casas, restam apenas pilhas de tijolos. Os prédios estão repletos de perfurações. Restos de placas publicitárias e semáforos danificados pairam sobre ruas e calçadas, onde jazem carros capotados e queimados. A maioria das vidraças está quebrada, as aberturas das janelas parcamente cobertas. Portas danificadas abrem e fecham com o vento.
Bakhmut: ajuda humanitária sob balas
“Claro que é perigoso. Mas o que podemos fazer? As pessoas precisam de ajuda porque as lojas aqui não abrem mais e nem todo mundo tem dinheiro”, diz Yevgeny, enquanto sai do carro. Ele para num pátio cercado por vários edifícios residenciais.
Muitas janelas estão quebradas. Um homem tenta cobrir um dos vãos com papel alumínio. Em seguida, explosões ecoam nas proximidades. O homem se abaixa para se proteger, mas poucos segundos depois ele está de volta à sua missão de cobrir a janela danificada.
Algumas pessoas se aproximam do carro dos voluntários. Com gritos de “ajuda humanitária, ajuda humanitária!”, Yevgeny tenta avisar e atrair outros residentes daquelas residências. Assim como a moradora Nina, todos estão com suas carteiras de identidade em mãos, pois precisam preencher um formulário com dados pessoais e assiná-lo quando recebem ajuda.
De repente, outro projétil sobrevoa rente aos telhados e explode não muito longe. Mas as pessoas sequer se agacham – preenchem os formulários como se nada tivesse acontecido. Apenas um homem se mostra surpreso por ter sido algum som novo.
“Já estamos acostumados com os diversos assobios das balas e explosões”, explica Nina.
Apesar do perigo, voluntários circulam por Bakhmut entregando alimentos e itens de higiene aos moradores remanescentes
Oleksandra Indukhova/DW
Sem eletricidade, sem água, sem gás
O entorno de Bakhmut é palco de uma desgastante batalha entre agressores russos e forças ucranianas. A linha de frente está cada vez mais próxima da cidade. Há vários meses não há eletricidade, água potável ou gás em Bakhmut. Os habitantes usam velas para economizar a energia armazenada em baterias e carregadores portáteis.
Nina relata que os cerca de 100 moradores de sua vizinhança receberam geradores a diesel de militares ucranianos e voluntários. Mas estes geradores são ligados ocasionalmente para carregar muitos telefones celulares ao mesmo tempo ou para ligar uma máquina de lavar roupas.
“Para economizar combustível para os geradores, a maioria das pessoas lava a roupa à mão, como faziam nossos avós”, explica Nina.
O posto de gasolina mais próximo fica na cidade vizinha de Chasiv Yar, a cerca de 12 quilômetros de distância. “Nós vamos de carro, que também precisa de gasolina. Essa é uma das razões pelas quais economizamos energia.”
Os remanescentes em Bakhmut também recebem água potável dos militares ucranianos ou de ajudantes de organizações humanitárias. Ou eles próprios procuram por fontes pluviais nos pátios de casas particulares. Eles cozinham em grelhas caseiras na rua ou em fogões de ferro fundido.
Homens cortam lenha em frente de dois edifícios. Um deles – Dmytro, de 35 anos – leva a madeira cortada para um apartamento onde vive um familiar doente.
“Temos fogão no apartamento e o esquentamos com lenha. Dá para colocar uma panela ou frigideira em cima e cozinhar os alimentos”, conta.
Do pátio é possível ver várias janelas com canos, dos quais saem fumaça.
Soldados ucranianos fazem a vistoria de um edifício em Bakhmut danificado por projéteis e bombardeios
Mykola Synelnykov/REUTERS
A vida em Bakhmut – cotidiano no porão
Por causa de idosos doentes ou que não podem ou não querem ser realocados, famílias inteiras permanecem em Bakhmut.
Um homem se aproxima com sua filha. A adolescente evita o contato com os jornalistas e esconde o rosto. “Não podemos deixar nossa avó doente sozinha em Bakhmut”, diz o pai. A garota é a única criança que a reportagem vê por estas bandas. De meados do ano passado até setembro, quase todas as crianças de Bakhmut deixaram a cidade.
No primeiro semestre de 2022, quando a linha de frente se aproximava da cidade, muitos moradores de Bakhmut limparam seus porões e os decoraram com móveis, alguns dos quais eles mesmos construíram. Destes porões, praticamente não há conexões de comunicação.
Nina mostra o seu porão. Um corredor escuro leva aos “quartos”. Uma vez lá, Nina acende sua lanterna. Prateleiras com chás e cereais revestem as paredes de concreto. As seis camas estão ordeiramente arrumadas. A temperatura está agradável porque no canto tem um fogão, no qual está fervendo água. As mulheres presentes oferecem chá.
Não há ventilação no porão. As pessoas costumam ir até a porta de entrada para tomar um pouco de ar fresco. Também por isso, tentam acender menos velas. Durante o dia, as pessoas costumam ficar principalmente em seus apartamentos. Mas como o bombardeio persiste à noite, eles geralmente vão dormir em seus “bunkers”, como Nina os chama.
“Mas este porão não pode nos proteger de um foguete”, diz.
Nina e seu marido tomam um chá no porão mobiliado e onde buscam refúgio na maioria das noites
Oleksandra Indukhova/DW
“Os moradores de Bakhmut há muito sabem o que a guerra significa”
As pessoas estão cientes de que vivem perigosamente. Ao mesmo tempo, porém, enfatizam que não estão prontas para “rendição ou evacuação”.
“Os moradores de Bakhmut há muito sabem o que significam guerra e bombardeio”, diz Mykyta.
“As pessoas aqui não estão lá muito chocadas com essa guerra.”
O jovem recorda que os combates no Donbass começaram muito antes da maciça invasão russa da Ucrânia, que ocorreu em 24 de fevereiro de 2022. Desde 2014, corriqueiramente algo é “atingido na cidade”.
Mykyta explica que não poderia deixar seus pais. Eles são apegados demais a sua residência para concordar com uma fuga. Ele diz que somente pode torcer para que “as forças armadas da Ucrânia expulsem o inimigo para fora da cidade”.
Nina também não perdeu as esperanças. Suas filhas fugiram “para a Europa”, mas ela quer ficar em Bakhmut com o marido – por enquanto.
“Vou ficar aqui enquanto o Exército ucraniano estiver aqui”, enfatiza.
Mas o casal concorda que os civis devem ser realocados se a situação piorar. Segundo eles, não se deve ficar no caminho dos militares ucranianos quando o inimigo estiver se protegendo escondido atrás de edifícios residenciais.

Fonte: G1 Mundo

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Leopard 2 e M1 Abrams: conheça os tanques de batalha modernos que Alemanha e EUA enviarão para a Ucrânia


Com esses novos veículos, a Ucrânia poderá assumir uma estratégia mais ofensiva, dizem especialistas. Tanques Leopard 2 (esquerda), da Alemanha, e M1 Abrams (direita), dos Estados Unidos durante treinamentos da Otan na Lituânia, em 2022 e 2021 respectivamente
Ints Kalnins/Reuters
O Leopard 2, da Alemanha, e o M1 Abrams, dos Estados Unidos, fazem parte de uma categoria de blindados conhecida como tanque de batalha principal. Os dois modelos possuem características muito parecidas, veja no quadro abaixo:
Para o especialista em defesa do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, Yohann Michel, a disponibilização desses tanques mais modernos para as tropas ucranianas pode virar o jogo, fazendo a Ucrânia sair de uma posição de defesa, para assumir uma estratégia mais ofensiva contra a Rússia.
O tempo de treinamento e a logística para a entrega desses novos veículos são dois fatores que pesam a favor do Leopard 2.
O diretor do museu Panzer na Alemanha, Ralf Raths, acredita que os operadores de tanque ucranianos mais experientes poderiam aprender a usar o Leopard 2 com um treinamento mais enxuto, apenas com o essencial.
A operação do M1 Abrams é mais complexa e o treinamento pode levar meses apenas para aprender o básico. Os Estados Unidos disseram que o envio de seus tanques é uma estratégia de defesa de longo prazo, não um recurso para ser usado imediatamente na guerra.
O combustível também é outra questão a ser considerada. O Leopard 2 é abastecido com diesel comum, já o M1 Abrams usa principalmente combustível de aviação, que é menos acessível.
O calibre do canhão principal dos dois veículos seguem o padrão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de 120 mm. Isso significa que é mais fácil para outros países ajudarem a Ucrânia com munição. Os tanques usados atualmente pelas tropas ucranianas usam munição de 125 mm.
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Estados Unidos vão enviar 31 tanques Abrams para a Ucrânia
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EUA anunciam enviam de 31 tanques de guerra para a Ucrânia
Veja abaixo mais imagens do M1 Abrams e Leopard 2:
O tanque Abrams M1A2 é visto em operação durante um exercício militar liderado pelos EUA na Geórgia em 18 de maio de 2016
REUTERS/David Mdzinarishvili
Tanque M1A1 Abrams do Exército dos EUA dispara durante o exercício militar da Otan na Letônia em 26 de março de 2021
Ints Kalnins/Reuters
Tanques M1 Abrams e outros veículos blindados são vistos em pátio ferroviário em foto de 2 de julho de 2019
REUTERS/Leah Millis
Tanque de batalha Leopard 2 durante treinamento em Munster, na Alemanha, em 28 de setembro de 2011
Michael Sohn/AP
Tanque de batalha Leopard 2 durante treinamento em Munster, na Alemanha em 25 de setembro de 2023
Philipp Schulze/dpa via AP
Tanque Leopard 2 dispara durante exercício militar na Letônia em 29 de setembro de 2022
REUTERS/Ints Kalnins

Fonte: G1 Mundo

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Daniel Alves divide cela com brasileiro em módulo para agressores sexuais em prisão na Espanha

Detido desde a semana passada, o atleta é acusado de estupro e agressão sexual por uma jovem espanhola. Caso Daniel Alves: novos trechos de depoimentos de testemunhas são revelados
O jogador Daniel Alves divide cela com outro brasileiro no Centro Penitenciário de Brians 2, a 40km de Barcelona, na Espanha, onde está preso. Detido desde a semana passada, o atleta é acusado de estupro e agressão sexual por uma jovem espanhola.
O jornal “El Periódico”, da Catalunha, revelou que o companheiro de cela de Alves se chama Coutinho e está preso por um crime semelhante ao que o jogador é acusado. A cela dos dois fica em um módulo de Brians 2 designado aos detentos acusados de agressão sexual.
Alves foi transferido de prisão na segunda-feira (23) para evitar risco à integridade física do jogador. Segundo a Secretaria de Justiça do governo da Catalunha, não houve nenhuma ameaça, e a transferência é preventiva.
Brians 2, que fica no mesmo complexo onde o brasileiro já estava desde sexta-feira (20), tem menos presidiários, a maioria já condenada — Daniel Alves cumpre prisão preventiva enquanto aguarda o processo.
O presídio de Brians 1, onde o brasileiro estava anteriormente, tem mais presidiários, e as celas são maiores – portanto, compartilhadas com mais pessoas. Já o presídio de Brians 2 tem celas menores, com cerca de seis metros quadrados, e podem ser individuais ou duplas.
Daniel Alves é transferido de prisão na Espanha

Fonte: G1 Mundo

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Americanas pede recuperação judicial nos EUA

Empresa quer proteger ativos nos EUA após pedido de recuperação judicial já feito no Brasil. A Americanas apresentou nesta quarta-feira (25) pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, processo conhecido como “Chapter 15”, de acordo com documento judicial.
O movimento busca estender para os ativos nos EUA os efeitos protetivos do processo de recuperação judicial anunciado na semana passada e já aprovado no Brasil.
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Veja a cronologia do caso, das ‘inconsistências contábeis’ à recuperação judicial
Tudo sobre a crise na Americanas
Em 19 de janeiro, a gigante do varejo brasileiro entrou com um pedido de recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A requisição, feita em caráter de urgência, serve para manter a solvência da empresa apenas oito dias depois da descoberta de um rombo contábil de R$ 20 bilhões em seus balanços corporativos.
Na mesma data, a companhia comunicou que mantém apenas R$ 800 milhões em caixa, o que torna a operação insustentável. A título de comparação, o valor é significativamente menor do que os R$ 8,6 bilhões reportados no terceiro trimestre de 2022.
Americanas pede recuperação judicial; entenda como funciona
Crise
A ‘crise’ nas Americanas começou no dia 11 de janeiro, quando a empresa divulgou um fato relevante informando que havia identificado “inconsistências em lançamentos contábeis” nos balanços corporativos, em um valor que chegaria a R$ 20 bilhões.
Em outras palavras, a Americanas percebeu que o valor bilionário — que é referente aos primeiros nove meses de 2022 e anos anteriores — não havia sido registrado de forma apropriada.
Além disso, o texto informou que o presidente da companhia, Sergio Rial, deixou o cargo apenas 9 dias depois de assumir. O diretor financeiro da empresa, André Covre, também renunciou — ele havia tomado posse junto a Rial.
Credores
Nesta quarta-feira a Americanas entregou à Justiça sua lista de credores, com débitos totais de R$ 41.235.899.286,62, e 7.967 nomes. Entre os que têm valores a receber, estão bancos, fabricantes de brinquedos, editoras de livros e até a auditora dos balanços da própria empresa.

Fonte: G1 Mundo

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