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Processo e tentativa de golpe: entenda caso de motorista que busca recompensa após devolver R$ 131 milhões


Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano espera há 1 ano por indenização
Um erro bancário em 2023 resultou no depósito de R$ 131 milhões a conta de Antônio Pereira do Nascimento, um motorista de turismo que vive em Palmas. Ao perceber a quantia milionária, que permaneceu disponível por cerca de sete horas, ele procurou a instituição financeira imediatamente e realizou a devolução total e voluntária do dinheiro.
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Antes desse erro, o saldo na conta de Antônio era de R$ 227. Em 2024, o motorista entrou com uma ação judicial pedindo uma recompensa e indenização por danos morais. O caso ainda aguarda julgamento na Justiça do Tocantins.
“Trabalho para comer e não peguei nada, devolvi o dinheiro para eles [o banco], e eles não me deram nada. Eu considero o banco como desonesto. A vezes penso: ‘Se eu soubesse que isso ia dar tanto pepino, eu ia era gastar esse dinheiro mesmo.’ Mas eu não gosto de pegar nada dos outros”, afirmou.
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Antônio Pereira ficou milionário por sete horas
Reprodução/TV Anhanguera
Batalha judicial e pedidos de indenização
A ação de Antônio contra o Banco Bradesco tramita na 6ª Vara Cível de Palmas, baseia-se nos seguintes pontos:
Direito de Recompensa: Fundamentado no Código Civil para quem restitui algo achado, a defesa pede 10% do valor devolvido, o que totaliza aproximadamente R$ 13,1 milhões.
Danos Morais: O motorista solicita R$ 150 mil de indenização, alegando ter sofrido pressão psicológica, abalo emocional e exposição indevida após o episódio.
O banco informou que não comenta processos em andamento.
Consequências e impactos na vida do motorista
Apesar da atitude honesta, Antônio relata que o episódio trouxe frustrações e prejuízos:
Cobranças indevidas: O banco classificou a conta do motorista como ‘VIP’ devido ao saldo temporário, o que aumentou automaticamente as tarifas bancárias de R$ 36 para R$ 70 sem sua autorização.
Hostilidade social: Antônio relata que passou a ser alvo de comentários maldosos e ofensivos, sendo chamado de “besta” por diversas pessoas por não ter ficado com o dinheiro.
Pressão psicológica: O motorista também afirma não ter recebido agradecimento formal do banco e sofrido pressão psicológica para devolver o valor.
Tentativa de golpe do “Falso Advogado”
A exposição do caso atraiu criminosos, e Antônio quase foi vítima de uma fraude. Um estelionatário utilizou dados reais do processo judicial e fotos do verdadeiro advogado do motorista para tentar cobrar uma “taxa” fictícia de liberação dos valores da causa. O motorista desconfiou da abordagem quando lhe pediram dinheiro, pois seu advogado não cobrou taxas antecipadas.
Situação atual e planos
O processo judicial está em fase avançada e, em março de 2026, a Justiça decidiu pela dispensa do depoimento de testemunhas, indicando um julgamento antecipado.
A defesa de Antônio apresentou recursos pedindo esclarecimentos sobre essa decisão, que seguem em análise.
Caso receba a recompensa, Antônio, que continua trabalhando intensamente para sustentar sua família, pretende realizar objetivos modestos: reformar sua casa e comprar uma van nova para continuar exercendo sua profissão.
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Fonte: G1 Tocantins

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Investigados por contrato de R$ 139 milhões na terceirização das UPAs viram réus


Dhieine Caminski; Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido
Colagem/Divulgação
A Justiça do Tocantins recebeu denúncia contra os três principais investigados por supostas irregularidades no contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento de Palmas (UPAs). Com a decisão, Andreis Vicente da Costa, Claudia Fernanda Candido da Silva e Dhieine Caminski passam oficialmente à condição de réus em ação penal.
A decisão foi assinada pelo juiz Marcio Soares da Cunha, da 3ª Vara Criminal de Palmas, nesta sexta-feira (26). Em outras determinações publicadas na mesma data, o magistrado optou por manter a prisão preventiva dos três investigados. Eles respondem por indícios de peculato, corrupção e associação criminosa, entre outros crimes.
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O contrato de terceirização das UPAs com Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba tem o valor de R$ 139 milhões por um ano. A parceria virou alvo de investigação da Polícia Civil e acabou sendo suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado.
A defesa de Claudia Fernanda informou que ainda não teve acesso à decisão que aceitou a denúncia. Sobre a manutenção da prisão dela, afirmou é “lamentável” e vai recorrer.
O advogado de Dhieine Caminski foi questionado sobre o recebimento da denúncia, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em relação à prisão, afirmou nesta sexta-feira que recebeu com surpresa e irá recorrer às instâncias superiores.
A defesa de Andrei Vicente foi procurada pela TV Anhanguera e pelo g1, mas não respondeu aos pedidos.
Agora no g1
O juiz entendeu que a denúncia feita pelo Ministério Público preenche todos os requisitos legais, apresentando uma descrição detalhada dos fatos e indícios suficientes de autoria e materialidade para dar início ao processo penal.
Na decisão, o juiz ressaltou que as provas devem ser produzidas pelas partes ao longo do processo. Ele também determinou que os autos passem a tramitar sob segredo de Justiça.
Prisões mantidas
O juiz da 3ª Vara Criminal entendeu que as prisões devem ser mantidas para garantir a ordem pública e evitar interferências no processo.
Foi destacado o alto valor envolvido no esquema e o risco de os suspeitos usarem influência política para atrapalhar as investigações, mesmo após terem sido exonerados dos cargos.
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Dhieine Caminski; Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido
Colagem/Divulgação
A Justiça detalhou o papel de cada investigado no suposto esquema:
Dhieine Caminski: A ex-secretária é acusada de monitorar e tentar moldar depoimentos de funcionários para beneficiar sua defesa. Segundo a Justiça, mesmo fora do cargo, ela ainda exerce influência sobre servidores, o que coloca em risco a produção de provas. Mensagens eletrônicas no processo reforçam a suspeita de tentativa de interferência no trabalho policial.
Andreis Vicente da Costa: O ex-superintendente é apontado como peça-chave na criação de documentos técnicos para justificar a falta de licitação. Conforme a decisão, ele recebeu propina, como o uso de um carro de luxo (BMW) e viagens pagas pela empresária Cláudia Fernanda. O juiz destacou que o superfaturamento no contrato passa de R$ 46 milhões por ano.
Cláudia Fernanda Cândido da Silva: Apontada como lobista, a empresária teria pago benefícios a servidores para garantir o contrato. A Justiça ressaltou que ela alugou a BMW usada por Andreis um dia antes da dispensa de licitação ser oficializada. O fato de ela ter ficado foragida por cinco dias no início da operação também foi usado como motivo para mantê-la presa.
Contrato suspenso pelo TCE
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o contrato após identificar indícios de irregularidades e por não ver vantagem econômica para a cidade. O órgão deu 60 dias para que a Prefeitura de Palmas reassuma a gestão das UPAs, garantindo que o atendimento aos moradores não seja interrompido.
A Prefeitura de Palmas informou que o modelo de gestão não é alvo de discussão e que o funcionamento das UPAs permanece ocorrendo normalmente. O município ainda informou que adotará as medidas necessárias para cumprimento da decisão do TCE (veja nota completa abaixo).
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que está analisando a decisão cautelar do TCE-TO, afirmou que mantém os atendimentos nas UPAs de Palmas e comunicou a Secretaria de Saúde sobre pendências de repasses, avaliando medidas para resguardar seus direitos (Veja nota completa abaixo).
Investigação policial
O inquérito da Polícia Civil foi concluído no dia 20 de junho. Ao todo, dez pessoas foram indiciadas. Elas respondem por crimes como desvio de dinheiro público, corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A investigação aponta que os repasses mensais de R$ 11,5 milhões eram muito maiores do que os custos reais das UPAs, causando prejuízo aos cofres públicos.
Prefeitura de Palmas tem 60 dias para reassumir gestão das unidades
Djavan Barbosa
Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas adotará as medidas necessárias para cumprimento da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE)
Vale ressaltar que o modelo de gestão não é alvo de discussão, de modo que o funcionamento das UPAS e unidades de saúde e postos corujinhas permanece ocorrendo normalmente, sem nenhuma interrupção.
A Prefeitura reafirma seu compromisso em prestar serviços de saúde dignos para a população palmense.
Íntegra da nota da Santa Casa
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informa que tomou conhecimento, por meio da imprensa, da decisão do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, estabelecida em medida cautelar, e está analisando seu teor junto ao corpo jurídico da instituição. A Santa Casa respeita as instâncias de controle e reforça que sua prioridade é garantir a continuidade e a segurança do atendimento à população nas UPAs Norte e Sul de Palmas, que seguem em funcionamento.
A instituição esclarece que, antes da medida cautelar e dos fatos recentemente noticiados, já havia formalizado junto à SEMUS manifestação administrativa sobre o Termo de Colaboração nº 001/2026/SEMUS, em razão de pendências relacionadas aos repasses devidos pelo Município. A instituição segue avaliando as medidas cabíveis para resguardar seus direitos institucionais, mantendo postura colaborativa com o Município, os órgãos de controle e a sociedade.
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Fonte: G1 Tocantins

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Quem é a influenciadora suspeita de movimentar R$ 3,5 milhões com jogos ilegais no TO


Influenciadora investigada por jogos ilegais é alvo de buscas e tem bens bloqueados
Elizabeth Melo, de 30 anos, é a influenciadora digital que ostenta um estilo de vida luxuoso e se tornou o centro de uma investigação da Polícia Civil do Tocantins por lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Viagens para destinos paradisíacos como as Ilhas Maldivas e Dubai, um apartamento pago em dinheiro vivo e uma frota de veículos são indícios que chamaram a atenção da investigação.
A Operação Sorte Falseada foi deflagrada pela Polícia Civil na última sexta-feira (26), com o objetivo de desarticular um esquema de exploração de jogos de azar e lavagem de capitais.
Com mais de 65 mil seguidores nas redes sociais, “Beth Melo”, como é conhecida, é suspeita de movimentar mais de R$ 3,5 milhões em apenas um ano. Fortuna considerada totalmente incompatível com sua renda declarada, que variava entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais.
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Segundo as investigações, Beth frequentava roteiros pela Europa e Oriente Médio, incluindo Paris, Londres e Las Vegas, além de destinos no Caribe, como Curaçao. Esses deslocamentos foram tecnicamente classificados no relatório como “sinais exteriores de riqueza”.
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Influenciadora investigada por jogos ilegais é alvo de buscas e tem bens bloqueados
Beth publicou foto com localização em um cassino de Londres, na Inglaterra
Reprodução/Instagram de Elizabeth de Melo
No Tocantins, o patrimônio identificado inclui um apartamento em Palmas, avaliado em R$ 300 mil e quitado integralmente em espécie, além duas caminhonetes e um SUV, todos apreendidos ou bloqueados pela Justiça.
Além da ostentação, a investigação aponta um comportamento agressivo no ambiente digital. Elizabeth é investigada por proferir ameaças diretas em seus vídeos contra seguidores que demonstravam a intenção de denunciar as plataformas ilegais.
Para burlar os órgãos de controle do Banco Central, como o Coaf, ela utilizava a técnica de “smurfing”, realizando saques fracionados em valores inferiores a R$ 50 mil, tentando evitar os alertas automáticos de movimentação suspeita.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, após a operação, Elizabeth Melo negou irregularidades. Ela afirmou que o patrimônio está no nome dela, que não usa “laranjas” e que não há condenação contra ela, já que o caso ainda é investigado. A influenciadora disse estar tranquila e afirmou ter colaborado com os policiais durante as buscas, tratando o caso como um procedimento de rotina.
A investigação
A Polícia Civil abriu o inquérito em março de 2024, após denúncias anônimas sobre a divulgação de plataformas de apostas. A investigação também apura a realização de sorteios de prêmios, como celulares e dinheiro, sem autorização do Ministério da Fazenda.
Segundo a investigação, Elizabeth recebia diversos repasses via Pix de empresas que intermedeiam pagamentos para o setor de apostas. Além disso, foi registrada a intenção de receber R$ 500 mil da China para serem usados em plataformas ilegais.
A Justiça bloqueou até R$ 3,4 milhões em contas da influenciadora e de suas empresas. A decisão tenta garantir o pagamento de futuros danos ao Estado e interromper os crimes. O perfil oficial de Elizabeth no Instagram foi suspenso, mas o conteúdo foi preservado para servir como prova.
A operação, coordenada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora em Gurupi e Palmas. Durante as buscas, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, incluindo notas de dólar, cartões bancários e objetos pessoais de alto valor.
Apesar da renda declarada de até R$ 5 mil, Elizabeth Melo tinha vários registros de viagens internacionais
Reprodução/Instagram de Elizabeth de Melo
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Fonte: G1 Tocantins

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Prefeitura de Palmas tem mais de R$ 41 milhões em débitos de FGTS, aponta auditoria


Prédio da Prefeitura de Palmas
Lia Mara/Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas tem mais de R$ 41,8 milhões em débitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), apontados em auditoria da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades nas contratações de pessoal e possível crime de sonegação de contribuição previdenciária.
A dívida seria o resultado de duas notificações de débitos, conforme o MPTO. A primeira, no valor de R$ 32,9 milhões, é referente ao período de março de 2020 a fevereiro de 2024. A segunda, de R$ 8,9 milhões, se refere ao período de março a dezembro de 2024.
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De acordo com o órgão, há indícios de que o município possa ter descumprido a regra constitucional que exige concurso público como forma de ingresso no serviço público. O caso levou à abertura de um procedimento para investigar o uso de contratos temporários pela Prefeitura de Palmas.
A investigação está em fase inicial e a apuração é feita pela 9ª Promotoria de Justiça de Palmas. O g1 procurou a Prefeitura de Palmas, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Agora no g1
MP mira contratações temporárias
Conforme consta na portaria de Procedimento Preparatório, o município chegou a ter 6.734 servidores efetivos e mais de 4 mil temporários em 2023, além de manter 1.678 contratos temporários em levantamento mais recente.
O documento afirma que, em junho de 2023, o município tinha 6.734 servidores efetivos e 4.269 temporários. Esse número subiu para 4.548 no mês seguinte, o que levou o MP a considerar possível irregularidade administrativa.
Para o órgão, o volume de contratações temporárias pode caracterizar irregularidade administrativa e descumprimento do artigo 37 da Constituição.
Suspeita de sonegação
Além das possíveis irregularidades administrativas, o Ministério Público aponta que o caso pode ter desdobramentos na esfera criminal. O documento menciona a hipótese de crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no Código Penal.
O Ministério Público determinou que seja feito um levantamento de todas as investigações já existentes sobre possíveis irregularidades nas contratações temporárias realizadas pela Prefeitura de Palmas, tanto na própria promotoria quanto em outros órgãos.
Também decidiu enviar o caso ao Ministério Público Federal para avaliar a possibilidade de crime de sonegação de contribuição previdenciária, e pediu informações ao Ministério do Trabalho sobre os débitos de FGTS para verificar se esses valores já foram encaminhados para cobrança na dívida ativa da União.
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Fonte: G1 Tocantins

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Talismã abre visitação ao público em sítio arqueológico com itens do período pré-colonial


Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento em Talismã
Divulgação/Prefeitura de Talismã
Na busca pela preservação da história e proteção cultural, o município de Talismã oficializou a abertura ao público do Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento. A área foi reconhecida como patrimônio arqueológico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e remonta à presença de uma aldeia indígena dos Avá-Canoeiro com itens do período pré-colonial.
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O sítio possui 957,18 hectares e 18,57 km de perímetro e, sob a cautela do Iphan, possui cercas de proteção delimitando a área. O local conta com restrições ao desenvolvimento de atividades econômicas, o que, consequentemente, favorece a sua preservação.
Entre os artefatos descobertos no sítio arqueológico de Talismã, há vestígios de cerâmica da tradição Aratu/Uru, uma mão de pilão lítica e pedras lascadas usadas como ferramentas.
Os itens poderiam comprovar a presença dos Avá-Canoeiro na região até o violento embate na Ilha do Tropeço, em 1740, com tropas coloniais, de acordo com a Prefeitura de Talismã. Após a identificação em acompanhamento técnico realizado pelo Iphan, o município publicou um decreto que reconhece formalmente a relevância cultural da área e estabelece instrumentos de proteção.
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O patrimônio cultural é uma homenagem ao patriarca da propriedade em que o sítio está localizado. A descoberta aconteceu em 2025, depois da morte do senhor Furtunato Pinto do Nascimento. Foi ele quem difundiu a existência dos vestígios ligados ao período pré-colonial, segundo o secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, João Carlos.
A abertura oficial para visitação do público busca ampliar ações de educação patrimonial, pesquisa científica e turismo cultural. As visitas podem ser realizadas mediante agendamento com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Defesa Civil ou Instituto Anjos da Selva.
O superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, conta que a abertura oficial do sítio “fortalece a preservação da memória, da história e das referências culturais da região”.
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Divulgação/Prefeitura de Talismã
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Fonte: G1 Tocantins

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Justiça nega liberdade e mantém prisão de investigados por contrato de R$ 139 milhões nas UPAs


Polícia Civil suspeita de vazamento em operação das UPAs
O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins manteve presos os três principais alvos da Operação Falsa Emergência, que investiga fraudes em um contrato de R$ 139 milhões para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. Tiveram os pedidos de liberdade negados a ex-secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, o ex-superintendente Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva. A decisão foi informada nesta sexta-feira (26), pelo TJTO.
As decisões são da 3ª Vara Criminal de Palmas. O juiz entendeu que as prisões devem ser mantidas para garantir a ordem pública e evitar interferências no processo. O magistrado destacou nos autos, que o alto valor envolvido no esquema e o risco de os suspeitos usarem influência política para atrapalhar as investigações, mesmo após terem sido exonerados dos cargos.
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A investigação começou após suspeitas de que o contrato com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, assinado sem licitação em março de 2026, foi “fabricado” com documentos de datas retroativas. Servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) afirmaram à Polícia Civil que sofreram pressão para assinar pareceres favoráveis à terceirização, mesmo sem analisar o plano de trabalho da entidade.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, os investigados tornaram-se réus no processo. A decisão confirma que o magistrado aceitou formalmente as acusações apresentadas pelo Ministério Público, entendendo que existem indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes para que a ação penal prossiga.
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Dhieine Caminski; Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido
Colagem/Divulgação
A Justiça detalhou o papel de cada investigado no suposto esquema:
Dhieine Caminski: A ex-secretária é acusada de monitorar e tentar moldar depoimentos de funcionários para beneficiar sua defesa. Segundo a Justiça, mesmo fora do cargo, ela ainda exerce influência sobre servidores, o que coloca em risco a produção de provas. Mensagens eletrônicas no processo reforçam a suspeita de tentativa de interferência no trabalho policial.
Andreis Vicente da Costa: O ex-superintendente é apontado como peça-chave na criação de documentos técnicos para justificar a falta de licitação. Conforme a decisão, ele recebeu propina, como o uso de um carro de luxo (BMW) e viagens pagas pela empresária Cláudia Fernanda. O juiz destacou que o superfaturamento no contrato passa de R$ 46 milhões por ano.
Cláudia Fernanda Cândido da Silva: Apontada como lobista, a empresária teria pago benefícios a servidores para garantir o contrato. A Justiça ressaltou que ela alugou a BMW usada por Andreis um dia antes da dispensa de licitação ser oficializada. O fato de ela ter ficado foragida por cinco dias no início da operação também foi usado como motivo para mantê-la presa.
O contrato prevê o gerenciamento, a operacionalização e a execução de serviços de saúde, com repasses mensais de R$ 11,5 milhões totalizando mais de R$ 139 milhões por ano.
A Prefeitura de Palmas informou que o modelo de gestão não é alvo de discussão e que o funcionamento das UPAs permanece ocorrendo normalmente. O município ainda informou que adotará as medidas necessárias para cumprimento da decisão do TCE (veja nota completa abaixo).
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que está analisando a decisão cautelar do TCE-TO, afirmou que mantém os atendimentos nas UPAs de Palmas e comunicou a Secretaria de Saúde sobre pendências de repasses, avaliando medidas para resguardar seus direitos (Veja nota completa abaixo).
Transição na gestão e investigação
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) mantém o contrato suspenso por não ver vantagem econômica para a cidade. O órgão deu 60 dias para que a Prefeitura de Palmas reassuma a gestão das UPAs, garantindo que o atendimento aos moradores não seja interrompido.
Ao todo, dez pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil. Elas respondem por crimes como desvio de dinheiro público, corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação aponta que os repasses mensais de R$ 11,5 milhões eram muito maiores do que os custos reais das UPAs, causando prejuízo aos cofres públicos.
O processo segue em segredo de Justiça. Como parte do procedimento, o tribunal determinou a citação de diversos responsáveis, incluindo Dhieine Caminski, e Renato de Oliveira, para que apresentem defesa no prazo de 15 dias úteis.
Prefeitura de Palmas tem 60 dias para reassumir gestão das unidades
Djavan Barbosa
Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas adotará as medidas necessárias para cumprimento da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE)
Vale ressaltar que o modelo de gestão não é alvo de discussão, de modo que o funcionamento das UPAS e unidades de saúde e postos corujinhas permanece ocorrendo normalmente, sem nenhuma interrupção.
A Prefeitura reafirma seu compromisso em prestar serviços de saúde dignos para a população palmense.
Íntegra da nota da Santa Casa
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informa que tomou conhecimento, por meio da imprensa, da decisão do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, estabelecida em medida cautelar, e está analisando seu teor junto ao corpo jurídico da instituição. A Santa Casa respeita as instâncias de controle e reforça que sua prioridade é garantir a continuidade e a segurança do atendimento à população nas UPAs Norte e Sul de Palmas, que seguem em funcionamento.
A instituição esclarece que, antes da medida cautelar e dos fatos recentemente noticiados, já havia formalizado junto à SEMUS manifestação administrativa sobre o Termo de Colaboração nº 001/2026/SEMUS, em razão de pendências relacionadas aos repasses devidos pelo Município. A instituição segue avaliando as medidas cabíveis para resguardar seus direitos institucionais, mantendo postura colaborativa com o Município, os órgãos de controle e a sociedade.

Fonte: G1 Tocantins

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Jogos Ilegais: viagens internacionais de influenciadora para Maldivas e Dubai chamaram atenção da polícia


Influenciadora investigada por jogos ilegais é alvo de buscas e tem bens bloqueados
As viagens de luxo para destinos como Dubai, Paris, Londres, Las Vegas, Ilhas Maldivas e Curaçao foram pontos-chave para que a Polícia Civil identificasse a ostentação de Elizabeth Melo, investigada por lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. O estilo de vida luxuoso, compartilhado com seus mais de 65 mil seguidores, é totalmente incompatível com a renda declarada pela influenciadora, que variava entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais.
A Operação Sorte Falseada foi deflagrada nesta sexta-feira (26), após denúncias de que a influenciadora digital Elizabeth Melo utilizava seu alcance nas redes sociais para promover o “jogo do tigrinho” e realizar sorteios de prêmios, como celulares e dinheiro, sem autorização do Ministério da Fazenda. Além da exploração de jogos de azar, a Polícia Civil apura crimes de lavagem de dinheiro e ameaças que a investigada teria feito contra pessoas que pretendiam denunciar as plataformas.
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Em sua defesa, Elizabeth Melo utilizou uma conta reserva no Instagram para negar as irregularidades, afirmando que não possui “laranjas” e que todo o seu patrimônio está registrado em seu nome. Ela ressaltou que a investigação ainda está em curso e que não houve condenação.
“É uma investigação, não sou condenada. [Os policiais] estiveram aqui, me trataram super bem, foram super educados comigo […] As minhas coisas sempre foram [registradas] no meu nome. Eu não tenho laranja, não tenho rabo preso com ninguém, não ocultei patrimônio. Então não tenho o que temer”, afirmou a influenciadora.
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Dinheiro, documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos em operação
Hiago Muniz/Governo do Tocantins
De acordo com o relatório da Operação Sorte Falseada, além das viagens há a aquisição de bens de alto valor. Elizabeth comprou um apartamento em Palmas avaliado em R$ 300 mil, realizando o pagamento integralmente em espécie (dinheiro vivo). Além disso, a investigação listou a posse de veículos de alto valor, incluindo um SUV e duas caminhonetes ano 2024, já apreendidas.
A engenharia financeira utilizada para sustentar esse padrão de vida envolvia a criação de empresas de fachada, como a BM Marketing Digital e o Ateliê 7 Cabanas. Segundo a polícia, essas empresas não possuíam atividade comercial real, mas recebiam vultosas quantias de processadoras de pagamento ligadas a cassinos online internacionais.
Smurfing e ameaça
Outro ponto destacado no relatório policial é a prática de “smurfing”. Elizabeth realizava saques fracionados, sempre em valores inferiores a R$ 50 mil, em uma tentativa de burlar os alertas automáticos de órgãos de controle do Banco Central, como o Coaf. Entre março de 2023 e março de 2024, essa movimentação fragmentada somou mais de R$ 3,5 milhões.
Além dos crimes financeiros, a influenciadora é investigada por proferir ameaças diretas em seus vídeos contra seguidores que demonstravam a intenção de denunciar as plataformas de apostas ilegais, conhecidas como “jogo do tigrinho”. A Polícia Civil solicitou a suspensão cautelar de suas redes sociais e o bloqueio de até R$ 3,4 milhões em ativos financeiros para garantir a reparação ao Estado.
Durante o cumprimento dos mandados de busca em Gurupi, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, incluindo notas de dólar, além de cartões bancários e objetos pessoais. A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros que podem chegar a R$ 3,4 milhões, além do sequestro de imóveis e veículos de luxo para garantir a futura reparação dos danos ao Estado.
A ação faz parte de uma mobilização nacional de combate ao crime organizado coordenada pelo Ministério da Justiça. No Tocantins, o caso é conduzido pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), que obteve autorização para suspender os perfis de Elizabeth nas redes sociais e investigar dispositivos eletrônicos em busca de novas provas.
Influenciadora Beth Melo é investigada pela Polícia Civil
Reprodução/Instagram de Beth Melo
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Fonte: G1 Tocantins

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Ponto facultativo: veja o que vai funcionar em Palmas durante o jogo da Seleção Brasileira


Órgãos públicos decretam ponto facultativo no dia do jogo Brasil x Japão
A Seleção Brasileira terminou a fase de grupos na liderança do Grupo C da Copa do Mundo e enfrenta o Japão na segunda fase do Mundial, na segunda-feira (29), às 14h. Com o time verde e amarelo avançando para mais uma partida, órgãos públicos do Tocantins terão o expediente suspenso ou horário alterado. Shoppings e agências bancárias também devem ter horário alternativo.
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Servidores do Tribunal de Justiça, Ministério Público e Assembleia Legislativa do Tocantins não terão expediente na data do jogo.
O judiciário informou que casos urgentes serão atendidos por equipes de plantão. O Ministério Público destacou que permanece o cumprimento de prazos judiciais, audiências e atendimento ao público previamente agendados para a data, além do funcionamento dos serviços de urgência.
O horário de funcionamento das Sedes da Procuradoria-Geral de Justiça e das Promotorias de Justiça no interior permanece de 9h às 12h e das 14h às 18h.
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Alteração no expediente foi definida para partida Brasil x Japão
Reprodução/TV Anhanguera
A Justiça Federal não irá prestar atendimento ao público na segunda, e os prazos processuais com início ou término previsto para a mesma data do jogo foram prorrogados para o primeiro dia útil seguinte.
Servidores estaduais e municipais terão uma redução no expediente na data do jogo. Em ambos os casos, o horário de funcionamento vai ser das 8h às 12h. O atendimento nos órgãos volta ao normal na terça-feira (30).
Segundo a Prefeitura de Palmas, a medida não vai comprometer a prestação dos serviços públicos essenciais e os que funcionam em regime de plantão, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além dos serviços de limpeza urbana, infraestrutura, iluminação pública, transporte coletivo, fiscalização, segurança, defesa civil e conselhos tutelares.
Shoppings
Capim Dourado
Lojas e quiosques vão fechar 13h30, 30 minutos antes da partida, e reabrir às 16h30 ou imediatamente após o termino do jogo, considerando eventual prorrogação e disputa dos pênaltis.
A praça de alimentação funcionará normalmente, das 10h às 22h, e contará com a transmissão da partida no telão, proporcionando maior fluxo de clientes e oportunidades de vendas durante o período.
Bancos
O Sindicato dos Bancários do Tocantins divulgou orientações sobre o funcionamento das agências bancárias durante os jogos da Seleção. Durante a partida, marcada para iniciar às 14h, o atendimento nas agências do estado será das 9h às 12h.
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Fonte: G1 Tocantins

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Influenciadora investigada por jogos ilegais movimentou R$ 3,5 milhões em um ano e declarava renda de até R$ 5 mil


Influenciadora investigada por jogos ilegais é alvo de buscas e tem bens bloqueados
Investigações da Polícia Civil apontaram que a influenciadora Elizabeth Melo, suspeita de lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar, chegou a movimentar R$ 3.572.813,41 em suas contas bancárias, entre 2023 e 2024. O valor foi considerado incompatível com a renda de R$ 1,9 mil a R$ 5 mil, declarada pela investigada, segundo a investigação.
A influenciadora foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (26), durante a Operação Sorte Falseada, realizada em Gurupi. Além das movimentações, a polícia também identificou que a suspeita comprou um imóvel de R$ 300 mil, em Palmas, pagando em espécie.
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Conforme as investigações, a influenciadora recebeu diversas transações por meio de PIX oriundas de intermediadoras de pagamento relacionadas ao setor de apostas. Para a polícia, ela usou técnicas de fracionamento, como o saque de valores abaixo de R$ 50 mil, para dificultar o rastreamento.
Também foi identificada que uma das empresas ligadas à influenciadora registrou a intenção de recebimento de R$ 500 mil provenientes da China, que seriam lançados em plataformas de apostas.
Nas redes sociais, Elizabeth disse que é investigada e afirmou que não fez nada ilegal. O vídeo foi publicado em uma conta reserva no Instagram. A polícia havia pedido a suspensão do perfil da suspeita, com preservação do conteúdo.
“É uma investigação, não sou condenada. [Os policiais] estiveram aqui, me trataram super bem, foram super educados comigo […] As minhas coisas sempre foram [registradas] no meu nome. Eu não tenho laranja, não tenho rabo preso com ninguém, não ocultei patrimônio. Então não tenho o que temer”, afirmou a influenciadora.
Influenciadora Beth Melo é investigada pela Polícia Civil
Reprodução/Instagram de Beth Melo
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Operação Sorte Falseada
As investigações iniciaram em março de 2024, após denúncias anônimas sobre divulgação de jogos de azar nas redes sociais, conhecidos popularmente como “tigrinho”. Segundo a polícia, durante a apuração, foram identificados conteúdos da influenciadora fazendo ameaças contra pessoas que diziam ter intenção de denunciar a plataforma de apostas.
Na operação, os policiais fizeram o bloqueio de um apartamento localizado em Palmas, avaliado em aproximadamente R$ 300 mil, de uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e de uma motocicleta elétrica. Durante o cumprimento do mandado, também foram apreendidos cerca de R$ 8 mil em espécie, nove notas de dólar em moeda estrangeira, cartões bancários e objetos pessoais da suspeita.
A ação integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado – Divisas, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. No Tocantins houve a atuação da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas) e apoio da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi.
Investigada tem bens sequestrados e veículos bloqueados em operação da Polícia Civil
Hiago Muniz/Governo do Tocantins
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Fonte: G1 Tocantins

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Investigação da Polícia Civil aponta uso de pessoa em situação de rua em fraude fiscal de R$ 26 milhões


Operação investiga esquema milionário de sonegação fiscal no Tocantins
Rozeane Feitosa/Governo do Tocantins
Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema sofisticado de sonegação fiscal e lavagem de capitais que utilizava até pessoas em situação de vulnerabilidade para ocultar os verdadeiros beneficiários de fraudes milionárias. A chamada Operação Vital, realizada nesta sexta-feira (26), desarticulou o grupo que causou um prejuízo de R$ 26.438.802,59 aos cofres públicos.
A ação foi realizada pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT), com cumprimento de sete ordens de busca e apreensão em Palmas e Gurupi. Na capital, um dos investigados foi preso em flagrante após ser encontrado com uma arma irregular.
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Segundo a investigação, o esquema contava com a participação direta de contadores. Um dos profissionais investigados é Paulo César Maciel dos Santos, que é alvo da Operação El Dourado por fraudes no agronegócio e é considerado foragido da Justiça.
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Paulo César. Os demais investigados não tiveram os nomes informados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).
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O uso de “laranjas” e empresas de fachada
Para blindar os verdadeiros líderes do esquema, a organização criminosa registrava empresas de fachada em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”. Entre os sócios identificados pela investigação, destaca-se um homem com antecedentes por furto e roubo que atualmente vive em situação de rua.
Outro envolvido figurava formalmente como dono de uma distribuidora com capital social de R$ 500 mil. Conforme a polícia, ele exerce a profissão de motorista de caminhão e tem um padrão de vida totalmente incompatível com a posse de tal empresa.
Como funcionava o esquema
A investigação apontou que as empresas tinham sede formal em Gurupi, mas não possuíam estrutura operacional para movimentar as mercadorias que adquiriam. O grupo realizava compras interestaduais de grande volume de bebidas alcoólicas e energéticos.
No entanto, a carga era desviada para Palmas antes mesmo de chegar ao destino declarado, com o objetivo de burlar a fiscalização.
Além do desvio físico, as empresas deixavam deliberadamente de transmitir o documento de Escrituração Fiscal Digital, omitindo o controle da arrecadação do ICMS. A maior parte dessas mercadorias era direcionada a uma empresa na capital, apontada como a principal beneficiária da fraude.
Os nomes das empresas não foram informados pela polícia.
Gestão e participação de contadores
A investigação ainda apurou que as empresas, na verdade, eram administradas por um indivíduo com procurações públicas. Ele seria o responsável pela emissão de documentos fiscais falsos, junto com a participação de contadores.
Durante as buscas, nesta sexta-feira, foram apreendidos computadores, celulares e documentos contábeis. O inquérito policial segue em andamento para aprofundar a investigação sobre a sucessão societária atípica das empresas envolvidas.
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Fonte: G1 Tocantins