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Gaguim que diz que apoia pré-candidatura de Carlesse, mas impõe 2 exigências

O deputado federal Carlos Gaguim (Podemos) declarou apoio à pré-candidatura a governador do presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS). Gaguim participou da confraternização que Carlesse realizou em sua fazenda, em Ananás, no Bico do Pagagaio, no sábado, 30. O evento marcou o encerramento das visitas do presidente da AL pela região.

Gaguim, contudo, impôs duas condições a Carlesse. A primeira é que o candidato a vice-governador saía do Bico do Papagaio e, a segunda, que a região tenha dois ou três secretários numa possível gestão.

Além de Gaguim, nove deputados estaduais participaram da confraternização.

Na quinta-feira, 28, a prefeita de Riachinho, Diva Ribeiro de Melo (PR), já havia feito o “lançamento” da pré-candidatura de Carlesse. “O nosso Estado está precisando de sangue novo, e nada mais nada menos do que ele”, afirmou.

Fonte: PortalCT

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Marlon Reis critica abandono de projetos de infraestrutura e fala em “romper tradição da oligarquia” no Estado

Pré-candidato ao governo do Tocantins pelo Rede Sustentabilidade, o advogado Marlon Reis segue cumprindo agenda pelo interior do Estado. No Bico do Papagaio no final de semana, o agora político comentou sobre a falta de indústria na região e criticou o abandono de projetos como o sistema de irrigação de Sampaio e do Ecoporto de Praia Norte. Conhecido por ser um dos idealizadores da Lei Ficha Limpa, o ex-juiz culpou a “oligarquia” e disse que “caciques” não querem o desenvolvimento do Estado por esta garantir a “independência” da população.

Marlon Reis esteve na sexta-feira, 29, em Augustinópolis, onde palestrou para estudantes e educadores da Faculdade do Bico do Papagaio (Fabic). “A indústria gera independência do cidadão e os poderosos e os caciques políticos não querem. Eles só falam e não fazem de propósito porque querem que o povo fique cada vez mais dependente do Estado”, argumentou. O pré-candidato lamentou a falta de investimento na região. “É impressionante. Aqui no Bico do Papagaio, por exemplo, carece de uma empresa, de uma indústria, para trazer o desenvolvimento e a renda aos cidadãos”, acrescentou.

O pré-candidato ainda citou o Ecoporto de Praia Norte e o Projeto de Irrigação Sampaio como “exemplos práticos” de desperdício de dinheiro público. “Estive no Ecoporto de Praia Norte. Primeiro que lá não se deixa entrar ninguém. Está fechado e com uma placa de ‘proibido a entrada’. Absurdo! Já no [projeto] Sampaio a situação é outra calamidade. Um local que poderia, além de atender os agricultores, deveria ter uma agroindústria para que a produção fosse beneficiada, agregando renda aos produtos tocantinenses. Mas o que vemos lá é abandono”, comentou.

“É difícil entender o motivo de projetos grandiosos e importantíssimos começam a ser feitos, param e não são finalizados. É inadmissível”, anotou Marlon Reis, que defende o investimento em tecnologia e planejamento como solução. “É preciso investir em educação, tecnologia e dar condições para que as empresas e as indústrias venham. A educação é fundamental. Por exemplo, temos a Unitins, que precisa cumprir seu papel de indutora da tecnologia no Estado, levando a todas as partes do Tocantins condições para formação de novos profissionais e mecanismos de aprendizado”, disse.

Marlon Reis reforça que o estudo prévio e organização são essenciais para o correto uso do erário. “E o investimento tecnológico, em logística e infraestrutura são primordiais. É preciso um projeto eficaz com estudo de viabilidade, um planejamento sério com começo, meio e fim para que as empresas venham, tenham condições de atuar e ficar. Isso é uma gestão eficaz, que evita desperdício de dinheiro público e gera resultados”, defendeu.

O pré-candidato também realizou uma reunião com moradores do povoado Bela Vista, na noite de sábado, dia 30, em São Miguel do Tocantins. O tom do evento foi de crítica aos políticos do Estado. “A nossa estratégia de conquista de apoio para este movimento é diferente da que a política tradicional usa. Eles usam a maneira vertical, de cima para baixo. Já a nossa busca é feita de forma horizontal, ou seja, de lado a lado, o que é algo revolucionário no Estado do Tocantins”, afirmou.

Marlon Reis cita o baixo número de gestores escolhidos diretamente pelos eleitores para criticar o que chamou de “política tradicional”. “Vamos romper a tradição da oligarquia de um Estado que em praticamente 30 anos de vida só teve três governadores eleitos pelo povo. Outros foram eleitos indiretamente. Diante disso, estamos percorrendo o Estado para que as pessoas conheçam nossas propostas, programas e projetos para o Tocantins”, disse.

Segundo o próprio advogado, o objetivo da pré-candidatura é ocupar o espaço deixado em razão da descrença da desgastada classe política tradicional no país. “Há uma lacuna imensa a ser ocupada. Ouço pelo Tocantins que nas últimas eleições as pessoas, infelizmente, diziam que tinham que escolher o menos pior e não alguém em quem pudessem confiar em virtude das suas ideias e da sua biografia”, concluiu.(Com informações da assessoria)

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Professores recebem centavos de salário após Amastha cortar ponto de grevistas

A ameaça do prefeito Carlos Amastha quanto ao corte de ponto dos professores grevistas foi concretizada. Na sexta-feira (29), a prefeitura de Palmas efetuou o pagamento aos servidores da educação e o jornal Primeira Página obteve acesso à vários desses contracheques, que variam entre 0,31 centavos a R$ 29,00 de salário mensal.

A medida adotada pelo prefeito Carlos Amastha vem mesmo com a recomendação do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública em não cortar o ponto dos professores, mas a prefeitura insistiu na posição informando que “não há como pagar por quem não trabalhou”.

Em nota divulgada para a imprensa local, a prefeitura destacou que “não cortar os pontos dos faltosos, seria um desrespeito aos mais de 14 milhões de sofríveis desempregados do país, à honra de mais de 11.000 servidores públicos municipais, à dignidade dos demais servidores da educação que ordeiramente cumpriram suas jornadas de trabalho e principalmente à decência de 300.000 palmenses que esperam a moralidade, a ética e a honestidade da coisa pública”.

Como a ameaça de corte de ponto já vinha sendo passada desde o início da greve, os professores começaram a mobilizar uma campanha de doação de alimentos ainda na semana do dia 18, quando vários pontos de coleta da Capital começaram a receber alimentos, como a Assembleia Legislativa, Câmara Municipal, escolas da Capital e a sede do Sindicato dos professores.

Reposição
De um lado, o Executivo Municipal afirma que as aulas não serão repostas, uma vez que a prefeitura conseguiu manter o funcionamento das escolas durante o período de paralisações. Órgãos como o Ministério Público Estadual contestam essa afirmação, bem como diversos pais de alunos, que chegaram a realizar encontros na capital ao longo da greve para discutir o assunto.

A greve dos profissionais da educação começou no dia 05 de setembro, e seguiu até o ultimo dia 26, na terça-feira, quando em assembleia geral da categoria, foi decidido por votação a suspensão da greve por tempo indeterminado. Em nota oficial, o SINTET (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins) afirmou que irá continuar buscando diálogo com os
gestores.

O jornal Primeira Página acionou a prefeitura de Palmas para comentar a questão, mas até o fechamento da edição não houve retorno par parte da assessoria de imprensa.

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Sem antecedentes criminais, atirador de Las Vegas matou 58 com ‘chuva de tiros’ 33

Stephen Paddock, autor dos disparos que matou 58 pessoas e deixou mais de 500 feridos em um festival de música country em Las Vegas na noite de domingo (1) não tinha antecedentes criminais e, segundo a polícia local, vínculos com organizações terroristas foram descartados a princípio.

A polícia chegou a chamar o atirador de “uma pessoa perturbada com a intenção de causar baixas em massa”. O ataque é considerado o maior tiroteio em massa da história dos Estados Unidos.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, foram encontrados “mais de dez fuzis” no quarto onde Paddock estava hospedado desde o dia 28 de setembro, localizado no 32º andar do Mandalay Bay Hotel. Foi do quarto que o atirador fez os disparos e se suicidou, após o ataque.

O atirador abriu fogo contra uma multidão de cerca de 40 mil pessoas que assistiam ao festival de música country Route 91 Harvest Festival às 22h locais (2h de Brasília). Em vídeos feitos no momento do ataque é possível ouvir rajadas como uma “chuva de tiros” sobre a plateia.

Apesar de o Estado Islâmico ter reivindicado a responsabilidade pelo atentado, afirmando que Paddock teria se convertido ao islã “alguns meses atrás”. Até o momento, o FBI informou não haver indícios de nenhuma conexão com terrorismo internacional.

A polícia caracterizou sua ação como a de um “lobo solitário”. O atirador não tinha antecedentes criminais, sendo uma multa de trânsito em Las Vegas a única infração registrada em seu nome. No entanto, ele foi descrito por Lombardo como “uma pessoa perturbada com a intenção de causar baixas em massa”.

Pura maldade

Em discurso realizado na manhã desta segunda-feira, o presidente Donald Trump chamou o ato de “pura maldade“. “Um atirador assassinou brutalmente 50 pessoas e feriu centenas. Foi um ato de pura maldade”, disse Trump, que afirmou que o FBI e o departamento de Segurança Interna já se uniram à polícia de Las Vegas na investigação do ataque.

Morador de Mesquite, cidade de 17.400 habitantes do Estado de Nevada, Paddock era um caçador licenciado, tinha 64 anos e vivia em uma vila de aposentados. Ele possuía licença para pilotar aviões pequenos e possuía duas aeronaves, segundo a NBC. Ele também gostava de frequentar cassinos e comer burritos, de acordo com seu irmão, Eric Paddock.

Acredita-se que Marilou Danley vivia com ele. Ela foi apontada como sua namorada por Eric Paddock.

Ao WOFL-Channel 35, o irmão se disse “estupefato” com o crime. “Não podemos entender o que aconteceu”, afirmou. À CBS,  Paddock também afirmou que o irmão atirador não possuía nenhuma afiliação religiosa e afiliação política.

A participação de Danley no crime foi descartada pelos investigadores que apuram o caso –de acordo com o xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, ela foi localizada fora dos EUA nesta segunda-feira.

De acordo com o jornal britânico Telegraph, Paddock morava na na vila de aposentados desde junho de 2016, tendo vivido anteriormente em Reno e Henderson, em Nevada, em Melbourne, na Flórida, e em diversas cidades da Califórnia.

Na manhã desta segunda-feira, armas e munições também foram encontradas na casa de Paddock, em Mesquite. A polícia, no entanto, afirmou que “nada de incomum” foi constatado no local –o porte de armas é permitido nos EUA.

De acordo com a polícia, o atirador teria se suicidado após o atentado.

O maior tiroteio em massa da história dos EUA

O número superior a 50 mortos posiciona o atentado como maior tiroteio em massa da história dos Estados Unidos, ultrapassando as 49 vítimas mortas no atentado a uma boate de Orlando no ano passado.

Cerca de 40 mil pessoas assistiam ao festival de música country, chamado Route 91 Harvest Festival. No momento dos tiros, às 22h locais (2h de Brasília), o cantor Jason Aldean se apresentava. Horas depois, Aldean informou que ninguém de sua equipe saiu ferido.

Testemunhas afirmaram que os tiros duraram mais de dez minutos, enquanto as pessoas corriam para se proteger.

O Ministério das Relações Exteriores e o Consulado do Brasil em Los Angeles informaram que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

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Operação da PF mira filhos de Romero Jucá por suposto desvio de 32 milhões dos cofres públicos

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação que tem como alvos dois filhos e duas enteadas do líder do Governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá. Nove mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva buscam indícios para desvendar uma organização criminosa suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público.

As investigações apontam a um suposto desvio de 32 milhões de reais dos cofres públicos com a venda superfaturada da Fazenda Recreio, em Boa Vista, que foi comprada pela Caixa Econômica Federal em 2013. Segundo o diário O Globo, tanto o filho do peemedebista, o ex-deputado Rodrigo Holanda Jucá, como as duas ex-enteadas Ana Paula Surita Macedo e Luciana Surita Macedo, filhas da ex-mulher de Jucá e prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), estão registrados como proprietários da fazenda. Após a compra, o local foi destinado à construção do empreendimento Vila Jardim, do programa Minha Casa Minha Vida.

A casa de Rodrigo, em uma área nobre de Boa Vista, foi vasculhada pelos agentes. O ex-deputado já é investigado na Operação Lava Jato. Segundo denúncia da Procuradoria Geral da República contra Romero Jucá, o delator Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, teria negociado e pago propina de 150.000 reais por meio de doação oficial a Rodrigo, quando foi candidato a vice-governador de Roraima em 2014. Melo Filho, também denunciado, esclareceu em sua delação que o pagamento foi para atender Jucá e não por interesse da empresa na candidatura do filho.

Os agentes também estiveram na casa da prefeita de Boa Vista, que não é alvo da operação. Na fazenda mora Luciana Surita, ex-enteada de Jucá, cujo marido foi preso em flagrante por posse ilícita de um fuzil de caça 7,62 e uma pistola 45, além de munições. Marina, filha do senador, e a ex-enteada Ana Paula foram levadas para depor coercitivamente na superintendência da PF em Brasília. Também são alvos de condução e buscas, segundo divulgou a Folha, Hamilton José Pereira, Elmo Teodoro Ribeiro e Francisco José de Moura Filho, ligados à CMT Engenharia.

Romero Jucá, sem relação direta com esta última operação, mas protagonista de numerosos escândalos, alertou os jornalistas que ninguém iria intimidá-lo. Pouco depois lançou uma nota na qual qualifica a operação de mais um “espalhafatoso capítulo” em relação aos acontecimentos dos últimos anos. “Como pai de família carrego uma justa indignação com os métodos e a falta de razoabilidade. Como senador da República, que respeita o equilíbrio entre os poderes e o sagrado direito de defesa, me obrigo a, novamente, alertar sobre os excessos e midiatização”, disse. “Recebo essa agressão a mim e a minha família como uma retaliação de uma juíza federal, que, por abuso de autoridade, já responde a processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Tornarei público todos os documentos que demonstrarão a inépcia da operação de hoje”, ameaçou.

A operação foi batizada de Anel de Giges, uma legenda contida em A República, de Platão. O anel permite ao seu proprietário ser invisível e garantir sua impunidade apesar dos seus crimes, o que leva ao filósofo a se questionar se os homens são bons por escolha própria ou porque temem ser descobertos e punidos.

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STF adia conclusão de julgamento sobre aplicação da Ficha Limpa antes de 2010

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quinta-feira (28) a conclusão do julgamento sobre a aplicação da regra da Lei da Ficha Limpa a políticos condenados por abuso de poder político e econômico na campanha antes de 2010, quando a lei passou a vigorar.

No momento em que a presidente do STF, Cármen Lúcia, encerrou a sessão desta quinta, o placar estava 5 a 3 pela aplicação da lei antes de 2010. Faltam os votos dos ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

O julgamento será retomado na próxima quarta-feira (4). A decisão depende da maioria de 6 votos entre os 11 ministros e deverá ser aplicada por todos os tribunais do país.

Os ministros votaram na análise de uma ação que discute por qual prazo deve ficar inelegível um político condenado antes da vigência da lei.

A Ficha Limpa, de 2010, determina que a condenação impede o político de se candidatar por oito anos; a lei anterior prevê prazo de apenas três anos.

O julgamento começou em 2015, com dois votos contrários à aplicação do prazo de oito anos da Ficha Limpa para condenações anteriores a 2010.

Naquela época, os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram pela inelegibilidade por três anos, sob o argumento de que a Ficha Limpa não podia retroagir.

Na ação, um candidato a vereador de Nova Soure (BA) nas eleições de 2012 recorreu contra decisão da Justiça Eleitoral que rejeitou seu registro de candidatura com base na Ficha Limpa.

Ele foi condenado por abuso de poder econômico e compra de votos em 2004 e cumpriu o prazo de três anos de inegibilidade.

Em 2008, o candidato concorreu novamente ao cargo, foi eleito e exerceu o mandato, mas em 2012, teve a candidatura negada com base no novo prazo de oito anos de inelegibilidade da Ficha Limpa.

A defesa do político argumenta que o novo prazo da Lei da Ficha Limpa só se aplica a partir da vigência da lei e não pode retroagir.

Os votos dos ministros

Veja como argumentaram os ministros, por ordem de votação:

  • Ricardo Lewandowski – Quando votou na ação, em 2015, o relator, Ricardo Lewandowski, ressaltou que, antes da Ficha Limpa, nas condenações por abuso de poder político ou econômico em campanha, a lei eleitoral já definia que a inelegibilidade era uma sanção, cujo prazo era de três anos. “A aplicação do novo regime jurídico de inelegibilidade encontra um óbice insuperável de estatura maior, qual seja, o direito constitucional de preservação da coisa julgada, em face de lei superveniente”, disse Lewandowski à época.
  • Gilmar Mendes – Ao votar em 2015, Gilmar Mendes também disse que era preciso fazer uma ressalva na aplicação da lei, para não alcançar condenações anteriores. “Como vem a ideia de aplicação de uma penalidade, sanção ou restrição de direito, a segurança jurídica recomendaria que houvesse essa ressalva”, disse à época. “Uma coisa é mudar os prazos de inegibilidade. Agora, outra é a questão que se tem uma sentença que diz que a inelegibilidade é de tantos anos”, afirmou Mendes nesta quinta.
  • Luiz Fux – Na retomada do julgamento nesta quinta, o ministro Luiz Fux abriu a divergência. Ele foi favorável à aplicação do prazo de oito anos também para políticos condenados antes de 2010. Assim, aqueles condenados antes da sanção da lei naquele ano, numa das hipóteses de inegibilidade, também ficariam impedidos de concorrer na disputa de 2018. Para o ministro, o prazo de inelegibilidade não é uma punição para o político condenado, mas uma “condição de moralidade”.
  • Alexandre de Moraes – Depois de Fux, o ministro Alexandre de Moraes votou contra a aplicação a casos anteriores. Disse que isso significaria retroagir uma punição e comprometeria a segurança jurídica. “Afeta diretamente a segurança jurídica e é um desrespeito à coisa julgada”, afirmou.
  • Edson Fachin – O ministro votou pela aplicação da lei a casos anteriores. Disse que a própria Constituição prevê a análise da vida pregressa no momento de a Justiça Eleitoral aprovar uma candidatura. “Trata-se de fato do passado que se projeta para o presente. Preencher condições para se admitir candidatura não é sanção. Quem se candidata a um cargo, a um emprego, precisa preencher o conjunto dos requisitos. Como a Constituição se refere à vida pregressa, isso significa que fatos anteriores ao momento da inscrição da candidatura podem ser levados em conta. Se o passado não condena, pelo menos não se apaga”, afirmou.
  • Luís Roberto Barroso – O ministro também votou pela aplicação da Ficha Limpa a condenações anteriores. “Essa lei precisa ser interpretada de forma consentânea com essa percepção de que é preciso mudar a realidade tal como ela vem sendo exercida no Brasil. Lei que quer criar tempo em que não seja normal nomear dirigentes de estatais para desviar dinheiro para políticos e seus partidos”, afirmou.
  • Rosa Weber – A ministra também seguiu Fux, argumentando que o político deve preencher os requisitos da lei em vigor na época do registro de candidatura. “O foco é a coletividade, buscando-se a soberania popular, e a concretização do estado democrático de direito. Presentes essas balizas, eu tenho que a aplicação das inelegibilidades, que hoje se encontram fatos pretéritos, não se configura direito adquirido ou coisa julgado”, afirmou.
  • Dias Toffoli – Em seu voto, Dias Toffoli também votou por aplicar a Ficha Limpa em condenações anteriores. “O momento de aferição da inelegibilidade é no registro da candidatura. Então pouco importa o que foi lá atrás, não se está apontando coisa julgada”, disse.

Fonte G1

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Colheita do capim dourado fica comprometida após queimadas no Jalapão

A colheita do capim dourado, na região do Jalapão, está comprometida por causa de incêndios que atingem o Tocantins. Setembro é considerado o pior mês da história do Tocantins em número de queimadas.

A colheita do capim dourado só acontece uma vez por ano, no fim de setembro. As peças produzidas pelas mãos das artesãs são revendidas no Brasil inteiro e até em outros países.

“Esse é o pão na mesa do pobre aqui dessas comunidades. Desde que existiu o capim dourado, que todos sobrevivem disso”, desabafa a artesã Aldina Dias Batista dos Santos.

No Brasil já são mais de 196.385 focos de queimada. O Tocantins tem o setembro mais quente da história. Em palmas não chove há 137. Na capital, 8 em cada 10 queimadas são na zona urbana. Na tarde dessa quinta-feira (28) será enterrado em Carmolândia o corpo de um vaqueiro que morreu depois de ter sido atingido pelas chamas durante um combate a incêndio.

A situação se espalha pelo interior. Nesta quarta-feira (27), 18 carros apreendidos no pátio de uma delegacia em Gurupi, foram destruídos por uma queimada que começou num lote vazio. Em um dos destinos mais cobiçados do país, os incêndios também ameaçam uma tradição que começou no século passado.

“A pessoa que inicia o incêndio, coloca [fogo] em horários tardios, quando a fiscalização ou guarda parque saiu daquele local. Porém, a gente trabalha por outro lado que é a conscientização da população”, diz o diretor de biodiversidade do Naturatins, Gilberto Souza.

O Tocantins tem 551 bombeiros, divididos em nove cidades. O efetivo não é suficiente para atender todas as chamadas dos 139 municípios. “Quando um município daqui a 50 quilômetros tem um incêndio e nos solicitam, fica difícil nós atendermos ao mesmo tempo nossas ocorrências”, diz o sub. comandante do Corpo de Bombeiros, o major João Neto.

“A quantidade de ocorrência está muito grande e a gente não está conseguindo atender todas”, afirma o major dos Bombeiro, Erisvaldo Alves.

“A pessoa que inicia o incêndio, coloca [fogo] em horários tardios, quando a fiscalização ou guarda parque saiu daquele local. Porém, a gente trabalha por outro lado que é a conscientização da população”, diz o diretor de biodiversidade do Naturatins, Gilberto Souza.

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Fonte G1

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Polícia encontra 270 quilos de dinamite em caminhonete na TO-050

A Polícia Militar encontrou 270 quilos de dinamite na tarde desta quinta-feira (28) durante uma blitz na TO-050 entre Arraias e a divisa do Tocantins com o Goiás, no extremo sul do estado. A PM informou que os explosivos estavam na carroceria de uma camionete e que o motorista, um homem de 37 anos, informou que estava levando o produto para um garimpo ilegal.

O suspeito foi levado para a delegacia da cidade para prestar depoimento. O garimpo que supostamente receberia os explosivos fica em Conceição do Tocantins, também na região sul do estado. A caminhonete com os explosivos foi levada para o pátio da delegacia da cidade e vai passar por perícia. A rodovia chegou a ser interditada durante a apreensão, mas foi liberada no final da tarde.

Fiscalização

Há cerca de 10 dias o Exército realizou uma operação em todo o país para fiscalizar o transporte de explosivos. No Tocantins foram mobilizados 25 agentes e os trabalhos ficaram concentrados na BR-153, que é a rodovia mais movimentada do estado. O objetivo é evitar que os explosivos sejam desviados para fins ilegais, como garimpos irregulares ou quadrilhas de assalto à banco.

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Forças Armadas vão deixar a Rocinha nesta sexta, diz Jungmann

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou nesta quinta-feira (28) que as Forças Armadas vão deixar a favela da Rocinha nesta sexta (29) após uma semana de cerco. “Neste momento, a Rocinha está estabilizada”, afirmou em entrevista ao RJTV, da TV Globo.

“Neste momento, já não se faz necessária a presença desses quase 1 mil homens que lá se encontram. Nós temos muitas comunidades aonde atuar”, afirmou o ministro. As Forças Armadas reforçam a segurança no Estado desde o fim de julho.

Mais cedo o porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), no Rio, coronel Roberto Itamar, já havia informado que a decisão sobre a saída estava sendo avaliada junto a outros órgãos de segurança, uma vez que a situação da favela já é considerada “normalizada”. No começo da tarde desta quinta-feira, no entanto, dois jovens de 16 anos foram capturados e torturados por traficantes que suspeitaram que eles faziam parte de um grupo rival.

Nesta quinta (28), todas as escolas da região da Rocinha reabriram. Na quarta-feira (27), quase todas as escolas da Rocinha haviam voltado a funcionar –apenas duas permaneceram fechadas. A comunidade também não tem registrado tiroteios nos últimos dias.

Operação

Em busca de Rogério 157, os Batalhões de Ações com Cães (BACs), de Operações Especiais e de Choque da Polícia Militar vasculham as comunidades do Parque União e Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio.

No Parque União, o Batalhão de Choque apreendeu uma pistola, um radiotransmissor, materiais para embalar drogas e deteve um suspeito. Depois de um confronto com criminosos, policiais localizaram uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas. Na Nova Holanda, policiais do BAC, com a ajuda de cães farejadores, apreenderam meia tonelada de drogas e dois fuzis.

Fonte UOL

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Relator de denúncia contra Temer é descendente de José Bonifácio e recebeu R$ 8 mi em emendas

“Sr. Presidente, voto ‘sim’, a favor das instituições e do progresso do Brasil”, declarou em plenário o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) no último 2 de agosto, ao rejeitar a primeira denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva.

Menos de dois meses depois, Andrada será novamente confrontado com uma peça contra Temer. Desta vez, entretanto, o deputado foi incumbido da tarefa de relatar a seus pares um parecer sobre a segunda denúncia em desfavor do peemedebista por organização criminosa e obstrução de Justiça na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara dos Deputados.

Como relator do caso, que também inclui os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), ele será responsável por elaborar um relatório a favor ou contra a peça do ex-procurador-geral Rodrigo Janot. A apresentação do documento acontecerá após as falas de membros da comissão e dos advogados dos acusados.

Deputado mais velho em atividade na Câmara, Andrada tem 87 anos e está no 10º mandato consecutivo na Casa, depois de ser eleito para o posto pela primeira vez em 1979. Descendente de José Bonifácio de Andrada, Patriarca da Independência e tutor do imperador Dom Pedro II, o parlamentar representa a quinta geração de um clã que começou a trajetória parlamentar em 1821, ainda nas Cortes Portuguesas, em Lisboa, segundo reportagem do Congresso em Foco.

Nas primeiras eleições diretas pós-ditadura, em 1989, vencidas por Fernando Collor de Mello, Bonifácio de Andrada compôs a chapa do PDS (hoje PP) como vice de Paulo Maluf na disputa pela Presidência. Maluf é amigo de Temer e tem defendido que o presidente é inocente de todas as acusações feitas.

Andrada iniciou sua vida política como vereador de Barbacena (MG), aos 22 anos. Antes de ser tornar deputado federal pela primeira vez, em 1979, ainda filiado ao Arena, o parlamentar foi deputado estadual da Assembleia Legislativa de Minas Gerais por quatro ocasiões, entre 1959 e 1975.

Entre 1987 e 1988, o agora relator da denúncia contra Temer na CCJ participou, assim como o presidente, da Assembleia Constituinte que originou a atual Constituição brasileira. Ele defendia a implementação do parlamentarismo, mas foi derrotado.

Em 2015, ele se elegeu para seu 10º mandato consecutivo na Câmara após receber 83.628 votos dos mineiros.

Em uma das raras manifestações no plenário da Casa –em 2017, apenas sete foram registradas no sistema da Câmara–, Andrada fez longo discurso defendendo que o STF (Supremo Tribunal Federal) cometeu ato inconstitucional ao decretar a prisão do deputado federal Celso Jacob (PMDB-RJ), em julho desse ano.

“Hoje é o deputado Celso Jacob. Amanhã poderá ser qualquer outro dos nossos colegas que no momento esteja na mesma situação, dentro da vida jurídica e judicial do país”, declarou.

R$ 8 mi em emendas

De acordo com levantamento da ONG Contas Abertas, Andrada conseguiu o empenho de R$ 8.019.780 em emendas impositivas em junho e julho deste ano. O período coincide com as datas de tramitação da primeira denúncia contra Temer na Câmara. A época foi também a de maior autorização de empenhos de emendas para os parlamentares.

O Planalto sempre negou que exista conexão entre a liberação com a busca de apoio pela rejeição da denúncia.