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Prefeitura quer que Sintet pague multa de R$ 140 mil por descumprir decisão que declarou greve ilegal

O impasse entre a Prefeitura de Palmas e servidores da Educação parece longe de chegar ao fim. No final da noite desta quarta-feira, 20, às 22h41, a Prefeitura de Palmas protocolou uma petição no Tribunal de Justiça do Tocantins cobrando multa no valor de R$ 140 mil do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet-TO). Com a solicitação, o Executivo quer o cumprimento da decisão que declarou a greve da rede municipal de ensino ilegal. Conforme o TJ, se os manifestantes não retornassem ao trabalho, a entidade sofreria penalidades.

O pedido foi feito logo após a categoria anunciar que vai continuar com a paralisação e a ocupação da Câmara Municipal. Além disso, os trabalhadores decidiram iniciar uma greve de fome, por tempo indeterminado. Sete servidores participam desse protesto para tentar pressionar ainda mais a gestão, que está irredutível em relação a negociação do corte de pontos devido a ilegalidade declarada pela Justiça.

– Confira a íntegra da petição

Outros pedidos
Além do pedido de cumprimento da decisão, o Paço solicita ao Judiciário o pagamento de honorários para os procuradores e a majoração do valor fixado da multa diária que é de R$ 10 mil por dia, até o limite de R$ 150 mil; para o patamar de R$ 50 mil reais, com modificação do limite máximo.

Para chegar ao valor de R$ 140 mil a prefeitura considerou 14 dias, sendo o termo inicial do descumprimento em 7 de setembro, data em que o Sintet foi intimado. O termo final do descumprimento foi estabelecido em 20 de setembro, data em que foi protocolada a petição. O Paço pontua, contudo, que não há “prejuízo da fluência da multa caso o descumprimento persista”.

Caso o Sintet não faça o pagamento do débito no prazo legal, a prefeitura pede a realização de penhora de ativos financeiros nas contas de titularidade da entidade, via sistema Bacenjud, no montante de R$ 140 mil, acrescido de multa e dos honorários advocatícios no valor de 10% do débito.

Motivação política
Na petição, a prefeitura alega que além do descumprimento da ordem judicial, manifestações do Sintet na mídia, demonstram a “distorção da finalidade do movimento paredista, em que resta claro o teor da motivação de ordem político-partidária”.

Em relação ao cumprimento da obrigação de suspensão da realização da greve, o Paço pede a imposição de multa por “litigância de má-fé”, bem como a remessa de cópia, dos autos aos órgãos competentes para a apuração de crime de desobediência.

Entenda
Desde o dia 5 deste mês a categoria deu início a greve reivindicando o pagamento da data-base, progressões, eleições para a diretoria das escolas, retroativos e cumprimento do Plano de Carreira dos professores. Demandas que foram negociadas em acordo na greve de 2015, mas que segundo os sindicatos, não teriam sido cumpridas.

Apesar da greve ter sido declarada ilegal, após alguns dias de manifestações os profissionais da Educação decidiram ocupar a Câmara de Vereadores para pressionar ainda mais a administração municipal. A categoria recebeu apoio de alguns parlamentares e desde o dia 13 estão 24 horas na Casa de Leis por meio de revezamento. O Sintet ainda tenta, através de recursos ao Judiciário, reverter as decisões desfavoráveis.

Em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira, 19, o prefeito Carlos Amastha (PSB) foi incisivo ao afirmar que vai descontar o salário dos servidores desde o primeiro dia de paralisação e que não vai negociar o corte de pontos, que já está sendo feito. “Nós estamos falando de gente que estão faltando ao trabalho, porque greve não é. Essa greve não existe porque foi declarada ilegal. Quem não trabalhou não vai receber por não trabalhar”, declarou Amastha.

A categoria permanece na Câmara de Vereadores, porém, a Justiça determinou também nesta terça-feira a desocupação da Casa. Os servidores da rede municipal de Educação de Palmas devem deixar de praticar quaisquer atos atentatórios à posse, dentro da Câmara Municipal de Palmas, como ocupações ilícitas, bloqueio de entrada do prédio, armação de barracas, instalação de colchões, instrumentos musicais, caixas e alimentos estranhos ao exercício da atividade e à composição da estrutura do órgão. É o que determina liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, Roniclay Alves de Morais, na tarde desta terça-feira, 19.

Entretanto, a liminar não proíbe manifestantes de exercer “suposto direito de greve à frente do órgão, ou transitarem nele, desde que seus atos não atentem à posse, nem obstaculizem o exercício normal das atividades daquele Órgão”. Com isso, os manifestantes decidiram tirar os equipamentos e barracas, mas permanecer no local.

O professor Danilo de Melo, que é o secretário municipal de Educação, chegou a sentar com representantes da categoria nesta semana pedindo o retorno dos servidores ao trabalho. Ele também mostrou o cronograma de pagamento dos benefícios e disse que será feita a eleição dos diretores.

Entretanto, as propostas da prefeitura e o posicionamento do prefeito não agradaram o funcionalismo e em assembleia na terça-feira, além da continuidade do movimento, foi deliberado que, se até às 18 horas desta quarta-feira, 20, não houvesse diálogo entre o Sintet e o prefeito Carlos Amastha, alguns trabalhadores fariam greve de fome em frente à Casa de Leis. Como o prefeito não atendeu o pedido do sindicato, sete servidores decidiram iniciar o protesto.

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Após anúncio do corte de pontos, Sintet fala em “desgastar” pré-candidatura de Amastha “até derrota nas urnas”

Durante a assembleia dos trabalhadores da rede municipal de ensino de Palmas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet-TO), José Roque, disparou críticas contra a atual gestão e falou em “desgastar” a possível pré-candidatura do prefeito Carlos Amastha (PSB) a governador em 2018 “até levar a derrota dele nas urnas”.

“Que a companheirada de todas as áreas da Educação já bote suas ‘barbas de molho’ para o próximo pleito de governador que vem pela frente, pois ele é uma das candidaturas. Haveremos de travar o desgaste dele até levar a derrota dele nas urnas”, afirmou o presidente do Sintet.

Carlos Amastha, por sua vez, vem acusando o sindicato de usar o movimento da Educação de forma “política e violenta”.

Os servidores estão inconformados com a postura do pessebista, em relação ao movimento grevista. Nesta terça-feira, 19, os profissionais se reuniram e decidiram continuar a paralisação, mesmo após a declaração do chefe do Executivo à imprensa de que os salários serão descontados e de que não haverá negociação.

Truculência e inércia
Em entrevista ao CT, além de chamar de “truculenta” a postura do Executivo, José Roque disse que a Justiça tocantinense é “inerte” e “injusta”. Segundo ele, os servidores vão até as “últimas consequências” nesse movimento. “Embora a truculência por parte da gestão e a inércia da Justiça desse Estado, contra os trabalhadores, contra a comunidade de modo geral, nós temos disposição para continuar a greve. Vamos para o enfrentamento até as últimas consequências”, avisou.

Sobre o corte dos pontos dos servidores, o sindicalista disse que vai “recorrer a instâncias superiores”. Já em relação ao viés político abordado durante discurso na assembleia dos servidores, José Roque confirmou que vai provocar o “desgaste” do prefeito, “porque ele não respeita a sociedade, não respeita o ser humano. Ele é um animal”, disparou inconformado. “Não levando para eleições de governador, mas há outros espaços políticos que ele pretende conquistar”, explicou o líder sindical.

De acordo com o Sintet, cerca de 1.800 servidores estão paralisados. A Prefeitura de Palmas fala em 1.000, ou seja, 35% da categoria. A entidade informou ainda que vai continuar com manifestações e protestos nas ruas da Capital e pediu para que os pais não levem seus filhos às unidades escolares. “Se o aluno sofrer algum atentado a responsabilidade não é dos trabalhadores, pode ser do prefeito, única e exclusivamente do prefeito”, finalizou José Roque.

Greve de fome
Em assembleia realizada na noite desta terça-feira, 19, em frente à Câmara Municipal de Palmas, além da continuidade do movimento, foi deliberado que, se até às 18 horas desta quarta-feira, 20, não houver diálogo entre o Sintet e o prefeito Carlos Amastha (PSB), cinco trabalhadores farão greve de fome a partir desse horário, em frente à Câmara Municipal.

Após tentativa de uma nova reunião com a gestão municipal na tarde desta terça, o Sintet protocolou ofício onde foi solicitada audiência com o chefe do Executivo, com objetivo de buscar um novo acordo, uma vez que a pauta apresentada pelo secretário de Educação, Danilo de Melo, não atende aos anseios da categoria.

Nesta quarta-feira, 20 completa 8 dias de ocupação da Câmara de Vereadores. A categoria permanece no local, porém, a Justiça determinou nesta terça-feira a desocupação da Casa. A decisão se deu em Ação de Reintegração e Manutenção de Posse ajuizada pela Câmara Municipal.

Os servidores da rede municipal de Educação de Palmas devem deixar de praticar quaisquer atos atentatórios à posse, dentro da Câmara Municipal de Palmas, como ocupações ilícitas, bloqueio de entrada do prédio, armação de barracas, instalação de colchões, instrumentos musicais, caixas e alimentos estranhos ao exercício da atividade e à composição da estrutura do órgão. É o que determina liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, Roniclay Alves de Morais, na tarde desta terça-feira, 19.

Entretanto, a liminar não proíbe manifestantes de exercer “suposto direito de greve à frente do órgão, ou transitarem nele, desde que seus atos não atentem à posse, nem obstaculizem o exercício normal das atividades daquele Órgão”

Ao CT, o Sintet informou que ainda não foi notificado da decisão, mas que os vereadores “cederam” os gabinetes para eles passarem as noites. “Nós vamos permanecer no local porque temos 11 gabinetes abertos para nós nos acomodarmos”, disse o presidente estadual do Sintet, José Roque.

Sem negociação
Em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira, 19, o prefeito foi incisivo ao afirmar que vai descontar o salário dos servidores desde o primeiro dia de paralisação e que não vai negociar o corte de pontos, que já está sendo feito.

“Nós estamos falando de gente que estão faltando ao trabalho, porque greve não é. Essa greve não existe porque foi declarada ilegal. Quem não trabalhou não vai receber por não trabalhar”, declarou Amastha. “Ninguém vai negociar absolutamente nada de uma greve que foi declarada ilegal. Não existe negociação para acabar com essa greve, ninguém está negociando um ato ilegal”, asseverou o prefeito.

Amastha afirmou ainda que era a primeira e última vez que se referia a greve. Segundo ele quem está “cuidando” desse impasse é o professor Danilo de Melo, que é o secretário municipal de Educação.

Entenda
Desde o dia 5 deste mês a categoria deu início a greve reivindicando o pagamento da data-base, progressões, eleições para a diretoria das escolas, retroativos e cumprimento do Plano de Carreira dos professores. Demandas que foram negociadas em acordo na greve de 2015, mas que segundo os sindicatos, não teriam sido cumpridas.

Apesar da greve ter sido declarada ilegal, após alguns dias de manifestações os profissionais da Educação decidiram ocupar a Câmara de Vereadores para pressionar ainda mais a administração municipal. A categoria recebeu apoio de alguns parlamentares e desde o dia 13 estão 24 horas na Casa de Leis por meio de revezamento. O Sintet ainda tenta, através de recursos ao Judiciário, reverter as decisões desfavoráveis.

Fonte: Portal CT

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Após 130 dias secos, previsão meteorológica aponta para chuvas no Tocantins

A expectativa de chuva para os próximos dias na capital tem animado palmenses. No entanto, mesmo com uma alta na umidade do ar, o período chuvoso na capital mesmo só é esperado para a primeira quinzena de outubro. De acordo com o meteorologista José Luiz Cabral, há maior expectativa de precipitação para a região oeste do estado, no entorno de Caseara, pegando a fronteira do sudeste do Pará e parte do Mato Grosso.

“As áreas de instabilidade estão sendo formadas nesses locais nesta manhã” de quarta-feira, 20, segundo Cabral. O meteorologista explica que se espera que as chuvas retornem ao centro do Tocantins, atingindo Palmas, apenas na segunda quinzena do mês de outubro, que é quando se estabelece o período chuvoso. “É comum no mês de setembro o índice de baixa umidade relativa do ar ainda, entretanto, este mês representa também um período de transição. É onde essa massa de ar quente seca enfraquece e permite a entrada de umidade”, diz.

Segundo o meteorologista, a atmosfera já começou a apresentar sinais de que a transição está acontecendo. “Ontem teve muita nebulosidade e é um bom sinal de que a massa de ar quente está enfraquecendo e vai começar a entrar umidade. Paulatinamente as chuvas vão acontecer”, garante.

Para o profissional, essa nebulosidade com a entrada de umidade é o que explica a expectativa dos tocantinenses para as chuvas. “São 130 dias sem chuvas e é normal que a população queria a ocorrência para amenizar o calor de 40º que estamos passando, mas vamos ser cautelosos”, pede.

As condições meteorológicas no geral, segundo Cabral, não estão sendo favoráveis para precipitação em todas as regiões do Estado nesta semana ainda.

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Polícia Federal realiza operação ‘Olho de Tandera’ no Pará, Amapá e Tocantins

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20), a operação “Olho de Tandera”, que investiga os crimes de gestão temerária, gestão fraudulenta, apropriação indébita especial financeira, instituição financeira irregular, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, ocorridos em municípios do nordeste paraense, na ilha do Marajó, e em municípios localizados no Amapá e Tocantins.

Foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão e 13 conduções coercitivas, quando a pessoa é levada para depor, pela 4ª Vara Criminal Federal de Belém. Ao todo, cerca de 65 policiais federais cumprem os mandados nos estados envolvidos nas fraudes.

De acordo com a PF, as investigações começaram com as suspeitas levantadas por Regimes Próprios de Previdência de municípios localizados no arquipélago do Marajó. Foram identificadas que gestões anteriores transferiram mais da metade dos recursos dos Institutos de Previdência para um grupo de empresas privadas de forma irregular.

O esquema fraudulento envolvia instituições financeiras de fachada, que funcionavam sem autorização para atuar com a gestão de recursos de terceiros, bem como no mercado de capitais, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 24 milhões aos cofres municipais.

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Professores em greve são notificados para desocupar prédio da Câmara de Vereadores

O sindicato que representa os professores da rede municipal de Palmas foi notificado na manhã desta quarta-feira (20) para desocupar o prédio da Câmara de Vereadores num prazo de 24 horas. A decisão que determina a saída dos profissionais é do juiz da 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, Roniclay Alves de Morais. Os profissionais armaram barracas e estão acampados no local desde a última quarta-feira (13).

Na liminar, o juiz ainda determina que os professores deixem de praticar atos, como o bloqueio da entrada do prédio, a armação de barracas e colchões, o uso de instrumentos musicais e o consumo de alimentos dentro da Câmara.

O pedido de reintegração de posse foi feito pelos vereadores da capital alegando que as atividades estão sendo prejudicadas devido a ocupação.

Na decisão, o juiz diz que o servidor público tem assegurado o direito constitucional do exercício de greve, mas observa que esse direito “não pode extrapolar os limites da razoabilidade, invadindo e impossibilitando o normal funcionamento da Casa Legislativa Municipal pelos professores e representantes do Sindicato”.

A greve começou no dia 5 deste mês. Uma outra decisão judicial declarou a paralisação abusiva. Os profissionais reivindicam o cumprimento da data-base, retroativos, progressões, titularidades e Plano de Cargo, Carreira e Remuneração em dia.

O sindicato disse que os professores fizeram uma assembleia na noite desta terça-feira e decidiram pela continuidade da greve. Informou ainda que a categoria protocolou ofício pedindo uma audiência com o prefeito Carlos Amastha, na tentativa de buscar uma nova proposta e que se não houver diálogo, alguns trabalhadores farão greve de fome.

Atualmente, o sindicato da categoria afirma que 50 das 72 unidades da rede municipal estão sem aulas e 22 funcionando de forma parcial. A Secretaria Municipal de Educação, porém, contesta esse número e diz que apenas duas escolas estão totalmente paradas.

A prefeitura afirma que vai convocar servidores das demais secretarias para atuar na educação. “A partir de sexta-feira, 100% das escolas estarão funcionando normalmente, pois faremos a contratação de mais de 500 profissionais para as unidades escolares”, disse Amastha.

Fonte: G1 Tocantins

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Brigadistas desistem de combater incêndios e deixam parque nacional após 70% da reserva ser devastada

Brigadistas desistiram de combater o fogo e deixaram o Parque Nacional do Araguaia, na região sudoeste do Tocantins, nesta quarta-feira (20), após 70% da reserva ser devastada pelos incêndios. O chefe do parque Raoni Japiassu Merisse estima que cerca 400 mil hectares foram queimados, o que equivale a quase três vezes a cidade de São Paulo.

A área total do parque é de 560 mil hectáres equivale ao tamanho de Teresina (PI) e faz parte da Ilha do Bananal. Há mais de um mês equipes tentam combater as queimadas no local. Três delas acontecem na Mata do Mamão, maior área verde do parque.

Segundo Merisse, as equipes desisitiram de tentar combater o fogo porque perceberam que não seria possível apagar os diversos incêndios que persistem no local.

“Esse ano pela primeira vez, foi possível cumprir o planejamento da etapa de prevenção, com manejo de combustível e queimas prescritas. A gente mesmo fez queimas controladas no entorno da principal área de mata do parque para que o fogo não entrasse na área, só um pequeno trecho da mata que a gente não conseguiu protege, que foi justamente onde houve o primeiro incêndio mais grave e esse incêndio vinha sendo combatido desde o dia 15 de agosto. Durante o combate a esse incêndio, surgiram outros seis em áreas de campo, que a gente não se preocupou porque a prioridade são as áreas de mata. Posteriormente surgiram mais três incêndios dentro da área de mata, na Mata do Mamão. Aí a gente viu que o nosso trabalho não ia ter eficácia nenhuma, por isso optamos por retirar a brigada hoje.”

De acordo com o chefe, os incêndios estão em uma área onde não há acesso por terra, só por helicóptero, o que diminui muito a efetividade do combate.

“Além disso, o IBAMA precisou deslocar o helicóptero para o incêndio em Palmas, na Serra do Lajeado, na sexta-feira (15). Diante dessa situação de vários incêndios, baixa eficácia do combate, disponibilidade parcial da aeronave, a gente achou melhor cancelar o combate e chamar os envolvidos, Funai e Ministério Público para discutir toda a situação porque da forma que está é inviável.”

Sobre as medidas de combate aos incêndios no Tocantins anunciadas pelos governos Federal e Estadual, o chefe do parque acredita serem válidas, mas talvez um pouco tardias.

“É uma característica das instituições que trabalham com fogo a mobilizar recursos e esforços quando já é tarde demais. A gente não consegue isso no período de fazer a prevenção, conversar com as pessoas que estão usando as áreas, fazer as queimas prescritas, preparar todo o sistema de acionamento. Eu acho que é bem vinda essa preocupação, esse recurso, mas a gente precisa desse cuidado no início dessa ação seca”, opina.

Os custos que devem ser assumidos pelo Ibama são de abastecimento das aeronaves e de pagamentos de diárias, passagens e equipamentos para os brigadistas. O próprio instituto é responsável pela gestão dos recursos. O Governo Estadual disse que estuda uma série de ações para antecipar o trabalho de combate em 2018.

Fonte: G1 Tocantins

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Amastha desconsidera greve, fala em servidores faltosos e avisa que salários serão descontados

Em entrevista coletiva à imprensa no final da manhã desta terça-feira, 19, o prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) se pronunciou sobre a movimento paredista dos servidores municipais da Educação. De acordo com o chefe do Executivo, como a greve foi declarada ilegal pela Justiça, os salários dos profissionais que estão trabalhando serão descontados e não há possibilidade de negociação dos cortes dos pontos que já estão sendo feitos desde o primeiro dia da paralisação.

“Nós estamos falando de gente que estão faltando ao trabalho, porque greve não é, essa greve não existe porque foi declarada ilegal. Quem não trabalhou não vai receber por não trabalhar”, declarou Amastha. “Ninguém vai negociar absolutamente nada de uma greve que foi declarada ilegal. Não existe negociação para acabar com essa greve, ninguém está negociando um ato ilegal”, asseverou o prefeito.

Ao iniciar a coletiva, Amastha afirmou que é a primeira e última vez que se refere a greve. Segundo ele quem está “cuidando” desse impasse é o professor Danilo de Melo, que é o secretário municipal de Educação.

Durante a entrevista, o prefeito ressaltou diversas vezes que não há motivos para a categoria estar paralisada. “É tão claro que não existe motivos, que a Justiça durante três vezes declarou a ilegalidade do movimento. Então, a gente precisa respeitar. O que a Justiça determina não se discute, se cumpre”, aconselhou o pessebista.

Conforme o gestor, os “supostos” pretextos que levaram os profissionais da Educação a deflagrar a paralisação, por tempo indeterminado, como o pagamento da revisão geral anual, retroativos, pagamento de progressões e eleições de diretores; não são convincentes porque, segundo ele, a gestão está dando cumprimento a todas essas demandas. “Isso não é motivo para greve porque tudo está sendo executado”, frisou Amastha.

Data-base escalonada
Amastha argumenta que, mesmo de forma escalonada, o pagamento da data-base (revisão geral anual) está sendo implementado na folha do servidor. “Desde 1º de agosto 64% do funcionalismo está recebendo sua data-base e todos irão receber até 31 de dezembro deste ano”, garante o prefeito.

O pessebista lembrou que foi divulgado na mídia e a categoria também foi informada que o restante dos servidores receberia o benefício após o mutirão de negociações fiscais (Refis), que foi encerrado na sexta-feira, 15, e injetou uma receita extra nos cofres da prefeitura.

“Nós nunca falamos que [a data-base] não seria paga, nós falamos como seria paga, porque dependendo do fluxo de caixa nós teremos o escalonamento ou decisões mais rígidas a serem tomadas”, explicou o gestor. “Se o valor que entrou no mutirão não for suficiente para cumprir o compromisso de todos estarem recebendo até 31 de dezembro, a gente vai exonerar comissionados”, afirmou, acrescentando que nesta sexta-feira, 19 haverá uma resposta definitiva sobre essa questão.

Em relação aos retroativos da revisão salarial, Carlos Amastha informou que está estabelecido o compromisso desse pagamento ser feito até o final do mês de abril de 2018. “Podendo ser antecipado, dependendo do orçamento”, avisou.

Progressões e PCCR
Outro ponto de reivindicação dos grevistas, os passivos das progressões salariais, o prefeito afirma que estão sendo quitados, em parcelas, desde agosto. “Já estamos pagando. Outra parcela vai ser paga agora e todas serão pagas, conforme a gente tinha se comprometido”.

Sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), Amastha reconheceu a necessidade da reorganização das carreiras dos servidores. “A professora Valéria ontem já apresentou o resultado do trabalho de discussão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Isso é algo que nós temos que fazer, mas não é algo que justifique uma greve porque é de interesse da prefeitura e de todos os palmenses”, disse.

Eleições dos Diretores
Durante a coletiva, o chefe do Executivo palmense também comentou sobre a eleição para escolha dos diretores das unidades escolares, que compõe a pauta de reivindicação da categoria.

Segundo o prefeito, foi lançado um edital há algum tempo, mas não foi levado adiante porque não houve consenso. Ele afirma que o documento será novamente lançado, mas não será nos padrões impostos pelos sindicatos. “Será nos moldes que atenda o interesse da nossa educação”, avisou.

“A proporcionalidade é uma coisa que não vamos discutir. Eles gostariam que o voto do funcionário valesse sete e do pai de família valesse três e da gestão não valesse nada. Não vai ser desse jeito. Vai ser igualitário e vai ter uma lista tríplice e o prefeito que vai escolher”, asseverou Amastha.

Motivo da greve
Para o prefeito, o motivo da greve está relacionado a devolução da contribuição sindical aos servidores. Ele conta que quase R$ 800 mil reais voltaram para os bolsos dos servidores porque o pagamento do subsídio aos sindicatos, conforme nova legislação, agora é opcional. “A devolução foi feita num dia, no outro dia eles deflagraram a greve”, lembrou.

O prefeito Amastha ainda afirmou que houve má-fé por parte do sindicato em orientar os grevistas a não comparecerem ao local de trabalho. “Se a greve foi declarada ilegal, volte para o trabalho e bata o ponto. São quinhentos pais de famílias que foram usados politicamente e serão penalizados pelo corte de ponto por falta ao trabalho”, alertou.

Retorno das aulas
Após comentar sobre as demandas dos servidores, o prefeito Carlos Amastha fez um apelo aos pais dos alunos da rede municipal para que levem os filhos às unidades de ensino. “Estamos integralmente de portas abertas para receber seu filho”, destacou.

Presente na coletiva, o secretário de Educação, Danilo Melo, apresentou algumas medidas para evitar prejuízos à comunidade escolar durante a ausência dos profissionais que participam do movimento, dentre elas a contratação de funcionários e remanejamento de servidores.

Outra medida anunciada pelo prefeito foi a convocação de servidores das demais pastas do município para atuar na Educação durante o período da paralisação. Também serão disponibilizados os secretários executivos para dar apoio nas unidades escolares e requisitados todos os profissionais da Educação que estão à disposição em outros órgãos. Além disso, a Semed dará expediente especial nas unidades educacionais.

Reposição de conteúdo
Segundo o secretário de Educação, 35% da categoria, o que corresponde cerca de mil servidores estão participando do movimento paredista, entre professores e administrativos. Algumas unidades escolares, segundo ele, nem chegaram a paralisar as atividades. A estimativa dos sindicatos que organizam a greve, por outro lado, contabiliza a adesão de mais de 2 mil servidores e de 51 unidades.

De acordo com Danilo, a partir desta quarta-feira, 20, as unidades terão condições de atender todas as crianças. O gestor explicou que não serão feitas reposições dos conteúdos perdidos nos sábados, feriados ou no período de férias. “Isso nunca funcionou”, disse. “Nós iremos redirecionar o currículo para cumprir o que é definido como o mínimo curricular comum, as disciplinas básicas, readequando a oferta das aulas e dos servidores. Não haverá prejuízo do ponto de vista pedagógico”, informou o secretário.

Reuniões com sindicatos
Nesta segunda-feira, 18, e na manhã desta terça os representantes dos sindicatos se reuniram com o secretário. Amastha explicou que a negociação com a categoria está sendo feita no sentido de mostrar as medidas que estão sendo tomadas e pedir aos servidores que retornem ao trabalho. “Não estamos negociando greve ela é ilegal”, repetiu o líder pessebista.

Assembleia da categoria
Após o pronunciamento do Executivo, a Diretoria Regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet-TO) convocou a rede municipal de educação para nova assembleia que será realizada nesta terça-feira, às 18 horas, na Câmara Municipal de Palmas.

Mais cedo, ao CT, o presidente regional do Sintet, Fernando Pereira, afirmou que mesmo com a abertura do diálogo, o movimento paredista continua. “Não vamos recuar enquanto o prefeito Carlos Amastha não cumprir a lei. O fora da lei aqui é a gestão Amastha, não é o Sintet”, asseverou o sindicalista, ao mencionar a decisão judicial que declarou ilegal a paralisação.

Entenda
Desde o dia 5 deste mês a categoria deu início a greve reivindicando o pagamento da data-base, progressões, eleições para a diretoria das escolas, retroativos e cumprimento do Plano de Carreira dos professores. Demandas que foram negociadas em acordo na greve de 2015, mas que segundo os sindicatos, não teriam sido cumpridas.

Apesar da greve ter sido declarada ilegal, após alguns dias de manifestações os profissionais da Educação decidiram ocupar a Câmara de Vereadores de forma pacífica para pressionar ainda mais a administração municipal. A categoria recebeu apoio dos vereadores e desde o dia 13 estão 24 horas na Casa de Leis por meio de revezamento. O Sintet ainda tenta, por meio de recursos, reverter as decisões desfavoráveis.

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MPE quer que Governo chame mais 404 aprovados na Defesa Social e reitera razões no TJ

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE-TO) protocolou, nesta segunda-feira, 18, no Tribunal de Justiça do Estado, contrarrazões recursais para que o Governo do Tocantins chame mais 404 aprovados no concurso da Defesa Social e dê fim aos contratos temporários que ocupam as vagas sem concurso público no Sistema Penitenciário e Socioeducativo do Estado. O pedido vem após o Estado recorrer da Ação Civil Pública ajuizada em 13 de abril de 2016, realizada pelo MPE e acatado pela juíza Silvana Maria Parfieniuk.

De acordo o documento, assinado pelo o promotor Miguel Batista de Siqueira Filho, o MPE pede que a decisão anterior seja mantida e que a Justiça não acolha o recurso que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) apresentou sobre a Ação Civil Pública . Nela, o órgão continua a querer o desligamento de todos os servidores contratados mediante contratos temporários, de forma gradativa e observadas as cautelas legais. E que Estado convoque para a segunda etapa, que consiste no curso de formação profissional, os candidatos aprovados na primeira etapa do referido concurso público. Mais de 1.300 pessoas foram aprovadas no concurso para provimento de vagas do Sistema Penitenciário e Socioeducativo.

Em nota enviada ao Portal T1 Notícias, na tarde desta terça-feira, a PGE disse que o Estado cumpre os prazos para prestação das informações solicitadas pela Justiça.

Renovação do Contrato e nomeações

A Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) prorrogou, no dia 30 de janeiro, por 12 meses o contrato de servidores para trabalhar nas 41 unidades penitenciárias e prisionais e nas oito unidades socioeducativos do Tocantins, apesar dos 1.300 aprovados no concurso.

A partir de 30 de agosto, deste ano, 409 candidatos aprovados no certame foram nomeados pelo Estado. Sendo 69 aprovados para os cargos de Analista Socioeducador; contemplando profissionais do Serviço Social, Terapia Ocupacional, Direito, Enfermagem, Medicina Clínica, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Pedagogia e Psicologia, além de 50 aprovados para o cargo de Assistente Socioeducativo, 290 para Técnico Socioeducador, dos quais 65 são mulheres e 225 homens.

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Marcelo Miranda apresenta potencial do Estado ao Ministério da Agricultura japonês

O governador Marcelo Miranda, acompanhado de sua comitiva, esteve na embaixada brasileira no Japão onde apresentou o potencial produtivo do Estado e o processo histórico da parceria e investimentos do Japão no Tocantins. Marcelo Miranda e equipe destacaram a força tocantinense para a agricultura e também a necessidade de se buscar investimentos na indústria, fortalecendo a economia do Estado. A comitiva tocantinense tem encontros agendados em empresas das áreas de armazenamento de grãos, de infraestrutura e maquinários, além do Ministério da Agricultura japonês.

Durante o seminário de divulgação do Tocantins, ocorrido na embaixada brasileira em Tókio, capital japonesa, o governador e a comitiva foram recebidos pelo embaixador do Brasil no Japão, André Corrêa do Lago. Para o governador, este é um momento importante em que a comitiva tocantinense busca atrair investidores para o Estado. “A história do Tocantins se confunde com a dos nossos irmãos japoneses. Desde o início da criação do Estado, nós tivemos as melhores parcerias com os japoneses. Eu posso citar a Jica [Agência de Cooperação Internacional do Japão], a Toyota, enfim, várias instituições japonesas que nos deram condições para que o Estado do Tocantins pudesse se desenvolver. Formou-se uma colônia japonesa no Estado e nós somos muito gratos aos japoneses, porque nos deram oportunidade para iniciar uma transformação no Tocantins, por meio de projetos que realmente davam retorno ao crescimento do Estado”, afirmou.

Segundo o embaixador André Corrêa do Lago, o Japão teve um papel essencial no desenvolvimento brasileiro nos anos 70, 80 e 90 e está, agora, retornando ao Brasil, em um novo cenário de potencialidade de crescimento econômico. “Em um ano, os dados do Brasil mudaram de maneira impressionante. E os japoneses têm sentido isso muito claramente, eles fizeram alguns investimentos no Brasil em alguns anos recentes que não tiveram os resultados que eles esperavam. Portanto, para eles, ver na dimensão federal um controle da economia com resultados muito claros e no nível dos estados uma disposição do Governo local de assegurar que o investidor tenha as melhores oportunidades possíveis, esse é o conjunto ideal e, portanto, é um momento muito bom para a visita do governador”, afirmou, acrescentando que o Tocantins tem tudo que o Japão espera encontrar no Brasil, que são oportunidades, qualidade e um imenso potencial de crescimento.

Agricultura

Marcelo Miranda ressaltou que o potencial produtivo e as terras altamente agricultáveis do Estado o colocam na qualidade de potencial fornecedor mundial de alimentos. “Tivemos a oportunidade de ver crescer um grande projeto: o Prodecer 3, na região central do Estado, em Pedro Afonso, margeando o Rio Tocantins. Um projeto que transformou aquela região em um celeiro muito forte na produção de grãos. Hoje, temos uma produção muito forte de soja, milho, arroz, enfim, o Prodecer deu uma nova ênfase ao crescimento socioeconômico da região. Por isso, hoje, o Tocantins está preparado para abastecer o mundo, como um grande celeiro alimentar”, frisou.

Industrialização

Dentre os objetivos da missão tocantinense em solo nipônico estão o incentivo à chegada de indústrias para os polos tocantinenses. De acordo com o governador Marcelo Miranda, o Estado carece de investimentos que visem impulsionar a geração de renda, surgimento de novos postos de trabalho e o fortalecimento da economia do Estado por meio de investimentos do capital estrangeiro. Marcelo ressaltou que o Estado possui incentivos fiscais em contrapartida à chegada de investidores internacionais. “Temos vários incentivos fiscais e queremos sentar com as empresas e ver o que eles precisam, para saber se podemos contemplá-los. Sempre digo para quem nos visita: venham, conheçam nossa estrutura, conheçam nosso Estado de maneira muito clara, porque não temos apenas a região central. Nós temos várias regiões propícias para receber as empresas”, afirmou.

Infraestrutura

Marcelo Miranda enalteceu a boa localização geográfica do Tocantins aliada aos investimentos em infraestrutura ferroviária, fluvial e de aviação, que podem viabilizar o escoamento da produção tocantinense para o mercado asiático. “Agora, o Tocantins chega a um momento onde estamos procurando atrair novos investimentos e investidores, para que possamos, com a infraestrutura que temos com a Ferrovia Norte-Sul, as rodovias e no futuro a hidrovia, ter condições para que as empresas que vão se instalar possam escoar a produção. Queremos fortalecer nossa agroindústria, para exportar aos grandes centros mundiais”, enfatizou.

Comitiva

Integram a comitiva do governador Marcelo Miranda a Tóquio o senador Vicentinho Alves; a deputada federal Dulce Miranda; o chefe do Escritório de Representação em Brasília, Renato de Assunção; o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandre de Castro; o secretário de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, Clemente Barros; a subsecretária de Estado da Comunicação Social, Ivonete Motta; além do ajudante de Ordens do Gabinete do Governador, Humberto Parrião e do fotógrafo do Gabinete, Pedro Barbosa.

Viajam como convidados, sem ônus para o Estado, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto), Oswaldo Stival Jr e o assessor José Roberto Fernandes; o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Eduardo de Carvalho; além dos representantes da Nippon Koei Lac, Massayuki Honjo e Roberto Kurokawa.

 

Fonte: T1 Notícias

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Fachin recusa pedido da defesa de Temer para devolver 2ª denúncia à PGR Comente

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), recusou nesta terça-feira (19) um pedido apresentado pela defesa de Michel Temer (PMDB) para que a segunda denúncia apresentada contra o presidente pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fosse devolvida à PGR.

A defesa de Temer havia alegado que a denúncia, pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça, trata de casos anteriores ao mandato do peemedebista. Conforme prevê a Constituição, um presidente só pode ser julgado por suspeita de crimes cometidos durante seu mandato.

Os advogados do presidente, porém, pediram que a denúncia fosse devolvida “antes do julgamento da questão de ordem” que trata, no STF, da validade das provas de delação premiada dos executivos da JBS.

Fachin justificou que o julgamento já começou, na quarta-feira passada (13), e terá sequência nesta quarta (20). Por isso o pedido não poderá ser acatado.

“O julgamento da QO (questão de ordem) referida ao final do pedido já se iniciou; basta ver, para tanto, o que consta da pauta-calendário do próximo dia 20 do [mês] corrente”, explica Fachin no despacho.

“Relembre-se, aliás, que já houve inclusive sustentação oral pelo ilustre patrono do Requerente. A matéria, pois, diversamente do que consta do pedido final, já está sob julgamento do Tribunal Pleno. Portanto, nada a deferir”, conclui o ministro.

No julgamento iniciado na quarta-feira passada, os nove ministros que estavam na sessão decidiram, por unanimidade, negar o afastamento de Rodrigo Janot das investigações contra Michel Temer, contrariando pedido feito pela defesa do presidente.

O julgamento será retomado nesta quarta, quando os ministros vão deliberar se as provas apresentadas pelos delatores da JBS ainda valem, já que o ex-PGR pediu que o acordo de dois dos executivos, Joesley Batista e Ricardo Saud, seja rescindido por omissão de informações de possíveis crimes no ato da assinatura da colaboração. O ministro Edson Fachin decidiu que só encaminhará a segunda denúncia de Janot contra Temer à Câmara dos Deputados após o final desse julgamento.

A denúncia

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no dia 14 de setembro ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), desta vez pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça. A denúncia tem como bases principais as delações premiadas de executivos da JBS e do corretor de valores Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB.

Além de Temer, também são acusados de organização criminosa os ex-deputados Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Loures e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, todos do PMDB. Eles teriam recebido R$ 587 milhões em propinas. Ainda foram denunciados os executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, esses por obstrução de justiça.

Ao todo, a denúncia apresentada conta com 245 páginas divididas em capítulos. Um deles contém uma síntese das imputações, enquanto outro detalha como a suposta corrupção aconteceu em diversos órgãos do governo.

Segundo a denúncia, os sete integrantes do PMDB praticaram atos ilícitos em troca de propina dentro de vários órgãos públicos, entre eles Petrobras, Furnas, Caixa Econômica e Câmara dos Deputados. Temer é apontado na denúncia como líder da organização criminosa desde maio de 2016.

Para a Procuradoria, Temer também cometeu o crime de obstrução de justiça ao dar aval para que o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, comprasse o silêncio de Lucio Funaro. Ricardo Saud, executivo do grupo, ficaria encarregado de pagar valores à irmã do operador, Roberta Funaro.