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Professora cuida da filha de estudante em sala e gesto repercute na web: ‘Ensinar vai muito além do conteúdo’


Professora cuida da filha de estudante em sala e gesto repercute na web
Um vídeo da professora Luana Patrícia Garcia, de 25 anos, viralizou após ela aparecer segurando a filha de uma estudante no colo para que a jovem pudesse assistir à aula. Luana dá aula em um curso técnico de enfermagem em Augustinópolis, região do Bico do Papagaio. Para a professora, a atitude faz parte de um processo educacional que envolve empatia e humanidade.
“Ensinar, para mim, não é só transmitir conteúdo. É enxergar o aluno como ser humano, com histórias, dores, desafios… e muitas vezes, com batalhas silenciosas que ninguém vê”, disse ao g1.
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O momento aconteceu em uma aula realizada no último sábado (28). No vídeo, Luana aparece com a criança no colo enquanto dá aula. Depois, a menina segue aos cuidados da professora, que brinca com alguns objetos da mesa.
“No dia anterior à aula, minha aluna avisou no grupo que não teria com quem deixar sua filha. Ela mora sozinha, longe da família, sem rede de apoio. E quem é mãe sabe o peso que isso tem. Diante disso, não houve dúvida: eu, a coordenação e a instituição acolhemos. Dissemos: ‘traga sua filha, você não vai perder sua aula por isso’. E ela veio”, contou.
Luana Patrícia Garcia com a filha de uma estudante no colo em sala
Luana Patrícia Garcia/Arquivo pessoal
Para a estudante Giovana Sousa, de 21 anos, a ajuda da professora foi importante para que ela não fosse prejudicada nos estudos. “Esse cuidado fez toda a diferença pra gente, principalmente nesse momento. Só tenho a agradecer pela atenção e dedicação dela. Fiquei muito grata pelo apoio da professora Luana com a minha filha”.
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Luana é enfermeira, doula, sexóloga e leciona há um ano e quatro meses em uma escola técnica. A professora contou ao g1 que se sensibilizou com a situação, pois vivenciou algo parecido quando estudava. Por ter sido mãe aos 14 e 17 anos, entende que todo apoio é fundamental para que as mães não abandonem os estudos.
“E tem algo ainda mais forte nisso tudo: eu já estive exatamente no lugar dela. Fui mãe na adolescência. Já precisei levar minha filha bebê para a escola. E se eu cheguei até aqui hoje, foi porque alguém, lá atrás, também me acolheu, também me estendeu a mão. Então, naquele momento, não era só uma professora ajudando uma aluna. É uma história sendo retribuída”.
A professora acredita que ter um filho não é o fim de nada e que, se depender dela, seus estudantes sempre terão suporte.
“Nenhuma mulher vai desistir por falta de apoio. Porque às vezes, tudo que a gente precisa é de alguém dizendo: ‘pode vir, a gente dá um jeito'”.
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Fonte: G1 Tocantins

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Criminosos que executaram homem a tiros em Palmas se passaram por policiais, diz PM


Carro da Polícia Militar do Tocantins
PM-TO/Divulgação
Os criminosos que mataram Fernando Ramos de Jesus Vieira, de 40 anos, invadiram a casa da vítima portando armas de fogo e se identificando como policiais. Eles fugiram do local e não foram localizados.
O crime aconteceu na noite desta segunda-feira (30), no setor Lago Norte, em Palmas. Fernando não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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A PM informou que foi chamada ao local por volta das 19h10. Equipes de Força Tática do 1º Batalhão confirmaram a presença da vítima baleada dentro da casa.
Testemunhas relataram que seis indivíduos encapuzados, utilizando duas motocicletas, invadiram o imóvel portando armas de fogo. Eles se identificaram falsamente como policiais, efetuaram diversos disparos contra a vítima e depois fugiram.
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) compareceu ao endereço e constatou a morte. A área foi imediatamente isolada para a preservação da cena do crime.
Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram os procedimentos periciais e investigativos cabíveis. Após os trabalhos técnicos, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
A 1ª Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas investiga as circunstâncias do crime. A PM informou que também faz diligências em busca de informações que auxiliem na identificação e localização dos autores.
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Fonte: G1 Tocantins

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Grupo invade casa e mata homem a tiros em Palmas, diz polícia


Viaturas da Polícia Civil do Tocantins
Reprodução/SSP-TO
Um homem de 40 anos morreu após ter a casa invadida por homens armados na noite desta segunda-feira (30), no Setor Lago Norte, em Palmas. A vítima foi identificada como Fernando Ramos de Jesus Vieira.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o grupo entrou na casa e atirou contra o morador. Fernando não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A 1ª Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas investiga as circunstâncias do crime. O g1 solicitou detalhes da ocorrência para a Polícia Militar, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
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A perícia esteve na casa e realizou os procedimentos necessários. Em seguida, uma equipe do Núcleo de Medicina Legal de Palmas levou o corpo para a sede do órgão, onde será feita a necropsia para determinar a causa da morte. Após os exames, o corpo será liberado para os familiares para velório e sepultamento.
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Fonte: G1 Tocantins

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Desparecimento e corpo em lote baldio: veja a cronologia do feminicídio da merendeira de Araguaína


Marido é suspeito de matar Rozália Gonçalves por ciúmes após pedido de término
A merendeira Rozália Gonçalves Pereira foi assassinada a facadas em janeiro de 2026, em Araguaína, na região norte do Tocantins. O caso foi descoberto depois que o corpo dela foi encontrado em um terreno baldio.
O marido, Raimundo Gomes da Silva, foi indiciado pelo crime e está foragido desde então. A situação tem causado medo à filha da vítima.
Investigações da Polícia Civil apontaram que Rozália buscava a separação, mas o homem, que trabalhava como vigilante, não aceitava. Ele supostamente armou uma emboscada para a vítima, convidando-a para um encontro por meio de um perfil falso, e matou ela com vários golpes de faca.
Veja na reportagem a cronologia do caso que levou ao feminicídio da merendeira.
Desaparecimento – 1º de janeiro
Corpo de Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos, foi encontrado em Araguaína
Divulgação/Instagram Araguaína 24h
Rozália Gonçalves desapareceu no dia 1º de janeiro de 2026. Na época, familiares da vítima disseram que ela havia marcado um encontro com uma pessoa que havia conhecido pelas redes sociais.
Segundo as investigações, o marido da vítima suspeitava que estava sendo traído e utilizou um perfil falso nas redes sociais para marcar o encontro. A polícia informou que, no dia 1º, o vigilante saiu de casa com uma faca e, quando chegou ao local marcado, matou a merendeira.
Raimundo abandonou os cinco filhos em casa, sendo que quatro são crianças, e fugiu para o estado do Maranhão.
Corpo encontrado em decomposição – 5 de janeiro
Polícia Militar foi chamada para atender ocorrência em Araguaína
Reprodução TV Anhanguera/Portal Alta Tensão TO
A merendeira foi encontrada em um terreno no Setor Lago Sul, em Araguaína, depois que um morador chamou a polícia após sentir mau cheiro e ver urubus sobrevoando o local. O corpo estava em estado avançado de decomposição e tinha perfurações na região do tórax.
Na época, o local foi periciado e as investigações deram início na 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Araguaína.
Fernanda Gonçalves, filha da merendeira, conversou com o g1 em janeiro. Ela contou que se encontrou com a mãe no Natal de 2025, sendo essa a última vez que as duas se viram pessoalmente. No dia em que o corpo de Rozália foi encontrado, Fernanda tentou ligar para o celular da mãe várias vezes.
“No dia em que ela morreu, eu liguei para ela várias vezes, ninguém atendeu. Minha mãe não tinha inimigos, sempre foi assim, qualquer jeito para ela estava bom. Eu acho estranho porque ela morreu dia 1º, mas o celular continuava ativo”, disse.
Marido indiciado por feminicídio – 13 de março
O suspeito é considerado foragido pela justiça
Divulgação/SSP
O marido foi indiciado pelo crime após mais de três meses. O inquérito apontou que o assassinato aconteceu após o marido não aceitar o término do relacionamento e marcar um falso encontro com Rozália por aplicativo.
A polícia publicou um cartaz de procurado de Raimundo Gomes e pediu para que qualquer informação sobre o paradeiro dele seja repassada pelo disque-denúncia no 197 ou pelo WhatsApp da 2ª DHPP: (63) 3901-7485. A denúncia pode ser feita de forma anônima.
Filha da vítima com medo
Com o suspeito foragido, a filha da vítima diz ter medo de Raimundo tentar fazer algo com ela. “Eu tenho medo porque ele está foragido até hoje. Tenho medo de ele vir atrás de mim, porque ele nunca gostou de mim. E, sinceramente, cadeia é pouco para ele”, desabafou Fernanda Gonçalves.
Fernanda Gonçalves e a mãe Rozália Gonçalves
Fernanda Gonçalves/Arquivo pessoal
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Fonte: G1 Tocantins

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Governador do TO anuncia concurso da Polícia Civil com 452 vagas e salários de até R$ 21 mil


O governador fez o anúncio em suas redes sociais na noite desta segunda-feira (30)
Reprodução/Instagram de Wanderlei Barbosa
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (30), por meio das redes sociais, a autorização para a realização do concurso público da Polícia Civil do Tocantins. O certame contará com 452 vagas, com salários de até R$ 21.901,70 (veja detalhes abaixo).
O anúncio foi feito ao lado do secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, e do secretário da Administração (Secad), Paulo César Benfica.
Segundo o governador, o edital deve ser publicado ainda nesta semana. “Atenção, atenção, concurseiros e concurseiras de todo o Brasil, especialmente do Tocantins. Mais um concurso será preparado agora”, afirmou no vídeo divulgado nas redes sociais.
O secretário de Segurança Pública detalhou as áreas contempladas no edital. “Os cargos são de oficial investigador de polícia, perito oficial e delegado de polícia”, explicou Bruno Azevedo.
O último concurso da corporação foi realizado em 2014. O novo certame visa recompor o efetivo para ampliar a capacidade de investigação no estado.
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Os salários iniciais para cada cargo serão: delegado de polícia: R$ 21.901,70; perito oficial: R$ 17.694,68; e oficial investigador de polícia: R$ 7.917,97.
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Histórico de promessas
O anúncio desta segunda-feira ocorre após um longo histórico de prazos descumpridos. Em 2024, o governador Wanderlei Barbosa chegou a anunciar 381 vagas e prometeu que as provas seriam aplicadas até março de 2025, o que não se concretizou.
Além disso, a realização de concursos para as polícias Civil e Penal foi incluída como prioridade na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2026.
A pressão por um novo concurso aumentou após o Ministério Público do Tocantins (MPTO) apontar que o estado enfrenta um déficit de 1.272 servidores na Polícia Civil. O órgão classificou a situação como um “colapso investigativo”, destacando que delegacias em municípios como Abreulândia e Marianópolis chegaram a ser fechadas por falta de policiais.
Em decisões judiciais recentes, o Estado foi obrigado a apresentar relatórios sobre a situação da corporação e a projeção de aposentadorias, reforçando que a realização do certame é medida urgente para garantir a segurança pública no Tocantins.
O g1 procurou o Estado para se posicionar sobre a situação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem morre após ter cabeça esmagada em acidente na BR-153, no Tocantins


O acidente aconteceu no perímetro urbano da rodovia
Reprodução/Redes sociais
Um homem de 72 anos teve a cabeça esmagada após ser atropelado por uma carreta, nesta segunda-feira (30), na BR-153, no perímetro urbano de Araguaína, no norte do Tocantins.
Nas imagens às quais o g1 teve acesso, é possível ver o homem debaixo do veículo, com parte da cabeça esmagada.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para isolar a área e controlar o trânsito, que apresentou lentidão no trecho durante o atendimento da ocorrência.
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A perícia técnica também esteve no local. O corpo do homem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína e será liberado após a realização dos exames de necropsia.
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Fonte: G1 Tocantins

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‘Mal com a situação’, diz brigadista que ministrou curso a mecânico desaparecido em fazenda


Veja momentos antes do desparecimento de mecânico em fazenda
O mecânico agrícola Adenir Rodrigues da Conceição, de 42 anos, segue desaparecido. Ele sumiu no dia 14 deste mês, enquanto trabalhava na fazenda Luana, em Cariri do Tocantins. Segundo o agente da Defesa Civil e brigadista, João Carlos Lopes, que ministrou um curso de brigadista a Adenir, o treinamento pode estar ajudando-o a enfrentar as dificuldades da mata.
“Me sinto muito mal com essa situação, pois considero cada brigadista como filho ou filha. Um brigadista treinado é como um comissário de bordo de aeronave comercial: sabemos o que fazer em casos de sobrevivência em selva. Eu treino nossa equipe até o limite do ser humano, para que possam se sobressair ao impossível”, explicou o brigadista.
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João Carlos Lopes contou que Adenir desapareceu após um desentendimento com um dos irmãos, dias antes. Ele chegou a ir trabalhar na fazenda, mas deixou o local ao ver o empregador em uma ligação. “Ele teria surtado, imaginando que a ligação era para o irmão”, explicou João Carlos.
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Adenir Rodrigues, o ‘Demi’, sumiu em Cariri do Tocantins
Reprodução/Rede Social
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Na ocasião, Adenir foi visto descendo em direção a um córrego próximo à casa-sede da propriedade onde trabalhava.
Nesta segunda-feira (30), completaram 17 dias desde o desaparecimento do mecânico. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), um boletim de ocorrência foi registrado, e a 85ª Delegacia de Polícia de Cariri do Tocantins investiga o caso.
As buscas oficiais foram suspensas após oito dias, mas familiares e moradores da região continuam procurando por Adenir em grupos menores.
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem morre após sofrer choque elétrico no interior do Tocantins


A equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada logo após o acidente ocorrido
Reprodução/Olines de Paraíso
Um homem morreu após sofrer uma descarga elétrica em Paraíso do Tocantins, na região central do estado, nesta segunda-feira (30). Até a última atualização desta reportagem, a identidade da vítima não havia sido divulgada.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada para atender uma ocorrência, mas, ao chegar ao local, os militares constataram que a vítima já não apresentava sinais vitais.
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Após a constatação da morte, a perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para realizar os procedimentos no local. O corpo será liberado aos familiares após a realização dos exames de necropsia.
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As circunstâncias em que a descarga elétrica ocorreu ainda estão sendo apuradas.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mãe e filha realizam sonho e dividem sala de aula em curso de Medicina no Tocantins


Fonoaudióloga Adriana Dias e a filha Breatriz Dias (esquerda) foram aprovadas em medicina ao mesmo tempo
Arquivo Pessoal/Adriana Dias
Mãe e filha foram aprovadas para a mesma turma de Medicina em Araguaína, no norte do Tocantins. Adriana Coelho de Almeida Dias, de 46 anos, e Beatriz Almeida Dias, de 18, vão cursar juntas a graduação em uma faculdade particular da cidade.
Adriana atua como fonoaudióloga há mais de 20 anos. Ela adiou o sonho da medicina para priorizar a criação das filhas, mas manteve o hábito de estudar junto com elas durante o período escolar.
“Sempre acompanhei a vida escolar delas e dizia: ‘Vou fazer o vestibular um dia e vou passar, porque estou estudando junto com vocês'”, recorda.
Ambas foram aprovadas na primeira turma de Medicina da Faculdade de Ciências do Tocantins (Facit), em agosto de 2025, e iniciaram as aulas em setembro do mesmo ano.
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Na época, Beatriz, que ainda cursava o Ensino Médio, utilizou a nota do Enem e precisou recorrer à Justiça para conseguir se matricular. “Foi o resultado que ela sempre sonhou. E cursar aqui na nossa cidade, fazendo faculdade em casa, também é um privilégio”, destacou Adriana.
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Do sonho adiado à aprovação conjunta
Adriana confessa que a coincidência gerou um frio na barriga na filha durante o processo seletivo. “A Beatriz ficou nervosa. Ela pensava: ‘Meu Deus, se minha mãe passar e eu não, como vai ser?'”. No fim, as duas celebraram a conquista juntas, sem precisar sair da cidade natal.
Embora estejam em momentos diferentes da vida, mãe e filha convergem no propósito profissional. Beatriz encara a Medicina como um exercício de escuta ativa e empatia. “Quero que o paciente recorra ao meu consultório em busca de acolhimento, não apenas de um tratamento”, afirma a estudante.
Para Adriana, a nova graduação é a chance de expandir sua capacidade de servir. “Sinto que, com a medicina, vou poder fazer algo além do que já faço na fonoaudiologia”.
Enquanto Beatriz planeja descobrir sua especialização ao longo do curso, Adriana olha para trás com a certeza de que a espera valeu a pena. “Se eu pudesse falar com a Adriana do passado, diria: ‘Continue. Sua hora vai chegar'”, finaliza.
Mãe e filha comemoram aprovação em medicina, em Araguaína
Arquivo Pessoal/Adriana Dias
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Fonte: G1 Tocantins

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Falsa médica: veja o que se sabe sobre a morte de paciente em Guaraí e o que falta esclarecer


Euzébio Correia da Silva morreu aos 86 anos no Hospital Regional de Guaraí
Reprodução/TV Anhanguera
As investigações a respeito da morte de Euzébio Correia da Silva, de 86 anos, seguem abertas após quase cinco anos. Ele foi atendido por uma falsa médica em 2021 durante a pandemia de Covid-19, em Guaraí, na região norte do Tocantins.
O governo estadual recebeu duas condenações da Justiça do Tocantins determinando indenizações para os filhos da vítima. Segundo a última decisão, o Estado falhou ao não comprovar que adotou medidas para verificar a habilitação profissional de quem realizou procedimentos médicos no paciente.
O g1 não conseguiu contato com a defesa da falsa médica, que não é ré nesse processo.
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Qual foi o valor da indenização?
O Estado foi condenado a pagar R$ 20 mil a um dos filhos da vítima. Em janeiro de 2025, a Justiça já havia determinado o pagamento de R$ 100 mil a outros cinco filhos de Euzébio Correia da Silva.
A família só descobriu que o idoso estava sendo atendido por uma falsa médica após o nome dela sair em uma reportagem, citando que ela atuava ilegalmente. Por isso, os irmãos entraram na Justiça pedindo a reparação pela situação que o pai passou.
Por que o Estado foi condenado?
A Justiça entendeu que o governo não demonstrou ter verificado se a profissional tinha formação em medicina e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), permitindo que uma pessoa sem habilitação realizasse procedimentos invasivos.
Quem é a falsa médica?
Segundo a direção do hospital, a mulher, que não teve o nome divulgado, apresentou um documento falso que indicava que ela era formada em medicina no estado de Goiás. Quando a direção registrou boletim de ocorrência, a polícia informou que a mulher é investigada pelo mesmo crime em outros municípios.
O que aconteceu durante o atendimento?
Euzébio foi diagnosticado com Covid-19 e estava internado no Hospital Regional de Guaraí quando recebeu atendimento da falsa médica.
De acordo com o processo, a falsa médica realizou uma intubação orotraqueal e tentou fazer um acesso venoso que apresentou coagulação. Após o procedimento, o paciente sofreu uma taquicardia ventricular e morreu.
O que a Justiça considerou na decisão?
O juiz Océlio Nobre da Silva destacou que houve imperícia, já que a pessoa responsável pelo atendimento não possuía diploma em medicina nem inscrição no CRM. Para a Justiça, a falta de qualificação profissional contribuiu diretamente para a morte do paciente.
“Apesar de não ser exigível à parte autora demonstrar a culpa do ente público, a imperícia médica está evidente no processo, eis que a pessoa que atendeu e realizou procedimentos delicados no paciente não tinha habilitação para fazê-lo. A referida ‘médica’ realizou diversos procedimentos invasivos, sem possuir qualificação profissional para tanto, resultando, das manobras aplicadas no paciente, a sua morte”, afirmou o juiz Océlio Nobre da Silva, da 1ª Vara Cível de Guaraí.
O inquérito policial foi concluído?
Não. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o inquérito está em fase final de apuração e é conduzido pela 47ª Delegacia de Polícia de Guaraí. O procedimento corre sob sigilo.
O que diz a Secretaria de Saúde?
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que ainda não foi oficialmente notificada da decisão judicial. A pasta afirmou que, após a notificação, o caso será analisado para adoção das providências legais e administrativas cabíveis.
Íntegra da nota da SES
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, até o presente momento, não foi oficialmente intimada acerca da decisão judicial mencionada. Esclarece ainda que, tão logo haja a devida notificação, o caso será analisado pelas áreas competentes para verificação das providências cabíveis.
A SES destaca que os fatos também serão apurados na esfera administrativa, com o objetivo de identificar eventuais responsabilidades. Por fim, a Pasta ressalta que adotará todas as medidas legais pertinentes, inclusive quanto à apuração de responsabilidades de terceiros envolvidos no caso.
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Fonte: G1 Tocantins