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‘Sonho dela era ser dançarina famosa’, diz namorado de adolescente morta a tiros após dançar perto de homem


Esmeralda Domingos da Silva morreu após ser baleada em uma distribuidora de Palmas
Arquivo Pessoal/ Esmeralda Domingos da Silva
Determinada, alegre e com o sonho de se tornar uma dançarina famosa. É assim que o namorado de Esmeralda Domingos da Silva, que não quis se identificar, descreve a jovem que morreu aos 17 anos. Ela foi baleada enquanto dançava próximo a um homem em uma distribuidora, em Palmas.
“Esmeralda era uma mulher cheia de sonhos. Ela sempre falava que um dia iria conseguir realizar todos eles, e eu acreditava nela, porque ela tinha determinação nas coisas que queria, por onde passava, fazia amizades e eu sou a prova disso. Era uma pessoa boa e o sonho maior dela era ser dançarina famosa”, contou o namorado.
O crime aconteceu no dia 28 de janeiro de 2026, no setor Jardim Aureny IV, na região sul da capital. Na época, testemunhas disseram à polícia que ela estava na distribuidora, quando um casal se sentou perto dela. Depois de um desentendimento, a mulher sacou uma arma e atirou contra a jovem, que morreu no local.
Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes em razão da vítima estar dançando no local próximo ao homem.
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A dor da perda fez com que o namorado pedisse justiça. “Ela nunca teve maldade com ninguém. Ao contrário, sempre levava alegria às pessoas, principalmente as crianças. Esperamos que a justiça seja feita e que a responsável não fique impune”.
Os suspeitos do crime foram presos no início de março. A mulher foi identificada pelas iniciais J.S.C., de 27 anos, e o homem como T.G.P., de 20 anos. O g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre a conclusão do inquérito, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Amor pela mãe
De acordo com o namorado, Esmeralda trabalhou como babá para ter uma renda financeira e poder ser independente, além de cuidar da mãe.
“Ela queria ser independente e sempre falava para a mãe dela que iria trabalhar para comprar uma casa para morar e cuidar da mãe dela, que tem problemas mentais”, disse o rapaz.
Segundo relato da tia, que não quis se identificar, a jovem havia passado o seu último dia de vida com a família. Ela preparou o almoço e disse que estava com planos de morar sozinha e cuidar da mãe. “Estava diferente naquele dia. Fez as unhas da mãe dela e prometeu que ia mudar. Disse que ia cuidar da mãe dela várias vezes”, disse a tia.
Entenda o assassinato
Casal é preso por morte de adolescente em Palmas
Segundo a investigação da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes. A suspeita se irritou ao ver Esmeralda dançando próximo ao companheiro, fez o disparo e depois fugiu do local.
O casal suspeito do assassinato da adolescente foi preso em flagrante no dia 2 de março por um assalto em Santana do Araguaia, no Pará. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a prisão foi realizada em território tocantinense.
Após a prisão, a mulher de 27 anos e o homem de 20 anos foram transferidos para Palmas. As prisões preventivas foram formalizadas após os dois suspeitos serem notificados das ordens judiciais. Os nomes dos presos não foram divulgados.
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Fonte: G1 Tocantins

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Corpo de homem é encontrado em lago durante fiscalização da qualidade da água, em Araguaína


Corpo é encontrado às margens do Rio Lontra
O corpo de um homem foi encontrado boiando no Lago Azul, em Araguaína, na região norte do Tocantins, na manhã desta quarta-feira (25). O cadáver foi localizado por fiscais de saneamento enquanto a equipe realizava testes semanais de monitoramento da qualidade da água no local.
Segundo informações obtidas pela TV Anhanguera, a perícia realizou uma análise prévia e constatou que o corpo apresentava sinais de que estava no lago havia pelo menos três dias.
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, devido ao estado avançado de decomposição, ainda não é possível identificar a causa da morte. Não foram encontrados documentos com a vítima nem nas imediações do Setor Itatiaia, onde o corpo foi localizado.
De acordo com as autoridades, a identificação da vítima é dificultada pelo fato de não haver registros recentes de pessoas desaparecidas em Araguaína.
Corpo estava em estado avançado de decomposição e ainda não foi identificado
Reprodução/Tv Anhnaguera
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O Núcleo de Medicina Legal (IML) foi acionado e recolheu o corpo, que foi levado para a sede do órgão. O cadáver passará por exames de necropsia para apurar as causas da morte e por um processo papiloscópico (coleta de digitais) para tentar a identificação oficial.
O caso foi registrado na 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil e será investigado pela Polícia Civil do Tocantins.
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Fonte: G1 Tocantins

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Vice-governador Laurez Moreira oficializa pré-candidatura ao Palácio Araguaia


Laurez Moreira oficializa pré-candidatura ao governo do Tocantins
Divulgação assessoria
A pré-candidatura do vice-governador Laurez Moreira (PSD) ao Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos foi oficializada nesta quarta-feira (25), durante evento realizado em Palmas, com a presença do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Durante o encontro, Kassab destacou a confiança no nome de Laurez para a disputa pelo governo do Tocantins. “Esse sonho vai ser realizado. Você vai ser governador”, afirmou.
O mandato como vice se encerra em 31 de dezembro deste ano. Durante os primeiros anos de gestão, Laurez chegou a assumir o governo em ausências do governador Wanderlei Barbiosa (Republcianos) — a última vez ocorreu em 2023. Posteriormente, o governador propôs uma emenda à Constituição Estadual para permanecer no cargo mesmo durante viagens, medida que foi aprovada em 2024.
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Em 2025, o governador Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo por 180 dias, sob suspeita de desvio de recursos públicos em contratos para a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Nesse período, o vice-governador Laurez Moreira assumiu o comando do estado e promoveu uma série de mudanças, entre elas a substituição de parte do secretariado.
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No entanto, após cerca de três meses, uma liminar do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconduziu Wanderlei ao cargo. Posteriormente, a decisão foi referendada pela 2ª Turma da Corte.
Já em um episódio mais recente, envolvendo a relação administrativa entre os dois, Laurez anunciou a transferência do próprio gabinete para um prédio comercial em Palmas. Segundo a assessoria, atualmente ele divide o espaço com a Secretaria de Igualdade Racial, fora do Palácio Araguaia.
A mudança havia sido determinada anteriormente por Wanderlei Barbosa, que justificou que o espaço no Palácio estava sendo “mal utilizado”.
Esse cenário político antecede a oficialização da pré-candidatura de Laurez Moreira ao governo do Tocantins, anunciada nesta quarta-feira, em evento com lideranças locais, entre elas o senador Irajá Abreu (PSD).
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Carreira de Laurez Moreira na política
Natural de Dueré e formado em direito, Laurez iniciou a trajetória política como vereador, chegando à presidência da Câmara Municipal. Em seguida, foi eleito três vezes deputado estadual e atuou como deputado federal entre 2007 e 2011. Também ocupou a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo.
Em 2012, foi eleito prefeito de Gurupi, na região sul do estado, sendo reeleito em 2016 e permanecendo no cargo até 2020. Já em 2022, foi eleito vice-governador ao lado de Wanderlei Barbosa (Republicanos).
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Fonte: G1 Tocantins

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PC diz que foragido por fraude de R$ 55 milhões no agro fez procedimento estético e divulga cartaz de procurado


Esquema de fraudes no agro é investigado; contador do grupo está foragido
A Polícia Civil divulgou dois cartazes de procurado de Paulo Cesar Maciel dos Santos. Ele é considerado foragido por suposto envolvimento com a organização criminosa investigada por fraude de R$ 55 milhões no setor do agronegócio, envolvendo impostos estaduais. Segundo a polícia, ele passou por procedimentos estéticos recentes.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele é investigado pelos crimes de falsidade ideológica, contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Ele possui um mandado de prisão em aberto.
O advogado de Paulo Cesar informou à reportagem da TV Anhanguera que não teve acesso aos autos do processo.
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Paulo Cesar foi um dos alvos da Operação El Dourado, realizada na manhã desta terça-feira (24). Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva em Unaí (MG), contra o principal responsável pelo esquema. Também foram cumpridas duas prisões por porte ilegal de arma de fogo e seis ordens de busca e apreensão, sendo duas em Unaí e quatro em Palmas.
O g1 também questionou o Conselho Regional de Contabilidade do Tocantins (CRC-TO) sobre o caso, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.
Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode entrar em contato pelo Disque 197 ou por meio do WhatsApp (63) 3218-1069. O anonimato é garantido.
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Segundo a polícia, Paulo Cesar Maciel dos Santos passou por procedimentos estéticos recentes
SSP/ Divulgação
Como funcionava o esquema
Segundo a polícia, o esquema era composto por empresas de fachada. Os integrantes simulavam negociações com grãos como soja e milho por meio de notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. Em apenas seis meses, uma das principais empresas declarou uma movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos.
As empresas operavam com estruturas que não eram declaradas. A sede funcionava em um espaço de 24 metros quadrados e tinha apenas uma mesa, uma cadeira e um notebook, sem qualquer indício de atividade real no setor agropecuário.
Ex-funcionárias disseram em depoimentos que eram contratadas para manter o local aberto e dar aparência de legalidade. Elas eram orientadas a instalar softwares de acesso remoto. Dessa forma, os líderes da organização poderiam controlar os computadores a partir de outras localidades, simulando operações no Tocantins.
Além disso, o grupo usava pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica como “laranjas”. Elas eram inseridas como sócias em empresas constituídas como sociedades limitadas unipessoais, ou seja, as quais permitem apenas um sócio. O capital social declarado dessas empresas era de até R$ 10 milhões, integralizado de forma fictícia.
Quando a Secretaria da Fazenda detectava irregularidades e bloqueava a inscrição estadual de uma empresa, o grupo ativava uma nova para dar continuidade às ilegalidades.
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Fonte: G1 Tocantins

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PC diz que ex-nora encomendou morte de casal de pastores no TO para fazer o ex ‘sentir a mesma dor’


Ex-nora é presa em SC suspeita de envolvimento na morte de casal de pastores no Tocantins
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou o duplo homicídio qualificado do casal de pastores Dorvalino das Dores da Silva e Francilene de Souza Reis e Silva. Segundo a polícia, o crime foi articulado pela ex-nora que não aceitava o término e queria fazer o ex-marido “sentir a mesma dor”.
Dorvalino e Francilene foram assassinados no dia 17 de junho de 2025, no assentamento Pericatu, zona rural de Pium. Eles foram encontrados com marcas de tiros na cabeça, dentro da casa onde moravam.
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Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), crime foi premeditado, minuciosamente planejado, com divisão de funções entre os envolvidos, reconhecimento prévio do local e tentativa de ocultação por meio da criação de álibi, além de ter sido motivado por vingança. Seis pessoas foram indiciadas.
A principal articuladora do crime é a ex-companheira do filho das vítimas, que teve apenas as iniciais, J.A.M., divulgadas pela polícia. Ela está presa desde junho de 2025. O g1 não conseguiu contato com sua defesa.
Inconformada com o término do relacionamento, ela passou a ameaçar o ex-marido e familiares. Conforme a polícia, a mulher criou perfis falsos nas redes sociais para dificultar sua identificação e fazer parecer que as ameaças eram feitas por pessoas que não existiam.
Nas ameaças, a mulher afirmou que iria “fazer ele sentir a mesma dor” e que mataria “seu bem mais precioso”, fazendo referência aos pais da vítima.
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Reprodução/Youtube/Dorvalino e Francilene
Crime planejado
As investigações revelaram que J.A.M. estruturou toda a ação criminosa. Ela saiu de Santa Catarina e se deslocou até o Tocantins, onde realizou o reconhecimento prévio do local do crime, acompanhada do executor. Eles, inclusive, teriam utilizado uma rota alternativa para evitar suspeitas.
Também foi responsável por providenciar a arma de fogo, organizar a logística da execução e realizar pagamentos aos envolvidos, por meio de transferências bancárias identificadas durante a investigação.
O executor, identificado pela polícia apenas pelas iniciais R.B.B.F., é o atual companheiro da mandante. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
A investigação apontou que, no dia do crime, a mulher se deslocou para outro estado para criar um álibi, enquanto R.B.B.F. foi transportado até as proximidades da casa das vítimas. Ao chegar, desceu da motocicleta, entrou na casa e fez três disparos. Depois, retornou ao ponto de apoio e fugiu do local.
Outro indiciado é M.B.S., que atuou diretamente no suporte à execução, sendo responsável pelo transporte do executor. Ele também intermediou o contato para compra da arma de fogo e recebeu dinheiro antes e depois da execução. Em depoimento, confirmou ter ouvido os disparos no momento do crime. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
A mandante do crime, o executor e o homem que pilotou a motocicleta foram presos preventivamente e seguem detidos. Eles responderão por homicídio qualificado.
Outros três foram indiciados
Também foram indiciados outros três homens: G.R.S.; C.C.R. e D.B.F., que são apontados como responsáveis pela negociação e fornecimento da arma de fogo, contribuindo de forma direta para a concretização do crime. Os três devem responder por comércio ilegal de arma de fogo, em liberdade.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.
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Fonte: G1 Tocantins

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Motociclista morre após acidente com ônibus na entrada de ponte na BR-235, em Pedro Afonso


Acidente aconteceu na entrada de ponte em Pedro Afonso
Valtersonresenha/ Reprodução Instagram
Júlio Ribeiro Miranda, de 73 anos, morreu após um grave acidente envolvendo um ônibus e uma motocicleta na BR-235, no município de Pedro Afonso, região central do estado. A colisão aconteceu na altura do km 163,3 da rodovia, na entrada de uma ponte.
O acidente ocorreu por volta das 18h48 desta terça-feira (24). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os veículos envolvidos foram um ônibus azul e uma motocicleta preta, onde estava Júlio Ribeiro.
O condutor da moto não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto e morreu ainda no local.
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O trecho urbano da BR-235 vem sendo alvo de reclamações de moradores, que cobram instalação de sinalização e redutores de velocidade. O g1 pediu posicionamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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O acidente mobilizou equipes da Polícia Militar (PM), que controlaram o trânsito até a chegada da PRF, além da perícia técnica e do Instituto Médico Legal (IML), que realizaram os procedimentos no local.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) informou que o corpo do idoso foi removido do local pelo Núcleo de Medicina Legal de Colinas do Tocantins, e os exames necroscópicos foram realizados pelo núcleo de Paraíso do Tocantins. Após os exames, o corpo foi liberado aos familiares.
As circunstâncias e causas do acidente agora serão investigadas pela 50ª Delegacia de Polícia de Pedro Afonso.
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Fonte: G1 Tocantins

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Estado é condenado a indenizar filho de paciente que morreu após ser intubado por falsa médica no TO


Euzébio Correia da Silva morreu aos 86 anos no Hospital Regional de Guaraí
Divulgação
O Estado do Tocantins foi condenado a pagar R$ 20 mil de indezinação a um dos filhos de Euzébio Correia da Silva, que morreu após ser intubado por uma falsa médica. Segundo a decisão, o Estado não demonstrou ter adotado cautelas para comprovar que a “médica” tinha condições para atuar na área.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que, até o momento, não foi oficialmente notificada sobre a decisão, mas, quando for, o caso será analisado pelas áreas competentes para verificação das providências cabíveis (veja nota completa abaixo). O g1 não conseguiu contato com a defesa da falsa médica.
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PRIMEIRA CONDENAÇÃO: Justiça condena Estado a pagar R$ 100 mil a filhos de idoso que morreu após ser intubado por falsa médica em hospital público
Euzébio Correia tinha 86 anos quando morreu devido a uma taquicardia ventricular, em maio de 2021. Na época, ele havia sido diagnosticado com Covid-19 e estava internado no Hospital Regional de Guaraí, quando foi atendido pela falsa médica que realizou uma intubação orotraqueal.
Durante o preparo para o procedimento, ele teria feito um acesso venoso onde o sangue do paciente estava coagulado, levando à coagulação do cateter, que precisou ser retirado. O idoso teve uma taquicardia e morreu.
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A decisão foi despachada pelo juiz Océlio Nobre da Silva, da 1ª Vara Cível de Guaraí, nesta terça-feira (24). No documento, ele afirma que o Estado não contestou a contratação da médica e que não houve cautela para comprovar que a mulher tinha o certificado de conclusão do curso de medicina e inscrição no Conselho Regional de Medicina.
“Apesar de não ser exigível à parte autora demonstrar a culpa do ente público, a imperícia médica está evidente no processo, eis que a pessoa que atendeu e realizou procedimentos delicados no paciente não tinha habilitação para fazê-lo. A referida “médica” realizou diversos procedimentos invasivos, sem possuir qualificação profissional para tanto, resultando, das manobras aplicadas no paciente, a sua morte”, afirmou o juiz na decisão.
Em janeiro de 2025, a Justiça havia condenado o Estado a indenizar outros cinco filhos de Euzébio Correia da Silva. Na decisão, o juiz Océlio Nobre determinou que o Estado pagasse R$ 100 mil aos familiares.
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Desconfiança dos colegas
A falta de conhecimento da falsa médica já levantava suspeitas entre os colegas de trabalho no Hospital Regional de Guaraí. Em julho de 2021, os supervisores da unidade foram informados e a direção descobriu na época que ela apresentou um documento falso que indicava que ela era formada em medicina no estado de Goiás.
Quando a direção registrou boletim de ocorrência, a polícia informou que a mulher já é investigada pelo mesmo crime em outros municípios. Na época, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) disse que a mulher chegou a atender alguns pacientes na unidade e que haveria uma verificação nos prontuários.
A família só descobriu que o idoso estava sendo atendido por uma falsa médica após o nome dela sair em uma reportagem, citando que ela atuava ilegalmente. Por isso, os irmãos entraram na Justiça pedindo a reparação pela situação que o pai passou.
Íntegra da nota da SES
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, até o presente momento, não foi oficialmente intimada acerca da decisão judicial mencionada. Esclarece ainda que, tão logo haja a devida notificação, o caso será analisado pelas áreas competentes para verificação das providências cabíveis.
A SES destaca que os fatos também serão apurados na esfera administrativa, com o objetivo de identificar eventuais responsabilidades.
Por fim, a Pasta ressalta que adotará todas as medidas legais pertinentes, inclusive quanto à apuração de responsabilidades de terceiros envolvidos no caso.
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Fonte: G1 Tocantins

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Suspeitos de fraudar provas da PM do Tocantins são eliminados de concurso


Delegado dá detalhes sobre operação contra fraude no concurso público da PMTO
Cinco candidatos suspeitos de fraudar as provas do concurso da Polícia Militar do Tocantins foram eliminados da seleção pela comissão organizadora. Os editais com as eliminações foram publicados no Diário Oficial do Estado.
O esquema de fraude envolvendo a primeira fase do concurso da PM, realizada em junho de 2025, está sendo investigado em uma operação da Polícia Civil. No dia 18 de março deste ano foram cumpridos oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão.
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A suspeita é de que candidatos teriam pago até R$ 50 mil para que outras pessoas fizessem as provas em seus lugares. A polícia conseguiu identificar as fraudes por meio de análise das digitais e assinaturas dos candidatos inscritos e das pessoas que realizaram as provas.
A Polícia Militar do Tocantins informou que “as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo” (veja a nota abaixo). O delegado responsável pela investigação afirmou que não houve contaminação do concurso ou vazamento de prova e questões.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirmou que as suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame (veja nota abaixo).
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Candidatos eliminados
Documentos apreendidos com suspeito durante operação
SSP-TO/Divulgação
Os editais com as eliminações foram publicados nesta segunda-feira (23). Um dos candidatos concorreu ao cargo de cadete e os demais disputavam as vagas para o quadro de soldados.
Os nomes foram publicados no Diário Oficial. O g1 não conseguiu contato com os candidatos eliminados até a última atualização desta reportagem.
Segundo a publicação assinada pelo presidente da comissão do concurso, as eliminações levam em consideração a existência de elementos concretos e idôneos que indicam a “prática de fraude por candidatos no âmbito do presente concurso público, consistente na utilização de documentos falsos e na adulteração de dados identificadores com o objetivo de obtenção de vantagem indevida”.
O concurso teve mais de 34 mil inscrições. Foram ofertadas 600 vagas para soldados e 60 para aspirantes a oficiais. Os salários dos cargos variam de R$ 2.881,53 a R$ 10.842,13. A seleção ainda está em andamento e não houve convocações.
Entenda a investigação
Conforme a Polícia Civil, as investigações são referentes à primeira fase do concurso da PM, realizada em 15 de junho de 2025. Nessa etapa, segundo investigações, o esquema utilizava “pilotos”, pessoas contratadas para realizar as provas no lugar dos candidatos originais.
Cinco candidatos são suspeitos de contratar os serviços do grupo criminoso. Outros três homens, sendo um agente socioeducativo no Distrito Federal, um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA) e um ex-policial militar da Paraíba, são apontados como integrantes do suposto esquema.
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal informou que acompanha a situação com rigor e que o caso já foi encaminhado para a Controladoria Setorial da Sejus. “Caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal” (veja nota completa abaixo).
A Polícia Rodoviária Federal do Pará disse que prestou apoio durante a operação, acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público (veja nota completa abaixo).
Íntegra na da nota da Polícia Militar do Tocantins
A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame.
A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes.
A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público.
A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo.
A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.
O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.
Íntegra da nota da FGV
A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PMTO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos.
As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.
Íntegra da nota da Sejus do Distrito Federal
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (SEJUS-DF) informa que acompanha com rigor a situação envolvendo o suposto envolvimento de um agente socioeducativo em uma operação policial deflagrada no estado do Tocantins.
Ressaltamos que o caso já foi encaminhado preventivamente à Controladoria Setorial da SEJUS para a apuração dos fatos. A Secretaria reitera seu compromisso com a ética e a transparência pública, assegurando que, caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal.
Íntegra da nota da PRF do Pará
A Polícia Rodoviária Federal no Pará (SPRF/PA) informa que deu apoio, na última quarta-feira (18), à Operação Última Etapa, da Polícia Civil de Tocantins (PCTO), que investiga supostas fraudes em concurso público da Polícia Militar (PMTO).
No Pará, a participação da PRF ocorreu em apoio ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas (TO). Entre os investigados pela operação está um policial rodoviário federal que trabalha no Pará.
A PRF acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público.

Fonte: G1 Tocantins

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Jovem que morreu após cair de moto estava indo para casa comer lasanha com a família, diz irmã


Motorista suspeito de atropelar jovem em Gurupi é solto
O corpo de Hugo Silva Ferreira foi enterrado em Gurupi, no sul do estado. O jovem morreu após se envolver em um acidente de trânsito, deixando a família devastada. Edna Taniele Ribeiro conta que o irmão tinha se encontrado com amigos e estava voltando para casa para comer uma lasanha com a família.
“Sempre foi um menino sonhador, sempre foi um menino trabalhador. Esse dia, ele só tinha saído com os amigos, ele tava de volta pra casa porque ele tinha falado que ia vir comer uma lasanha que a tia tinha feito. Ele tava vindo pra casa”, disse Edna.
Aos 19 anos, Hugo tinha acabado de concluir o ensino médio e trabalhava como instalador de placas solares.
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O acidente aconteceu perto da meia-noite de domingo (22) na extensão da Avenida Goiás, que dá acesso ao distrito industrial. Hugo caiu de moto e, supostamente, foi atropelado por uma caminhonete, segundo relato de testemunhas à Polícia Militar.
Hugo caiu de moto e é atropelado
Reprodução/Rede social
A caminhonete era conduzida por um homem de 50 anos, que apresentava sinais de embriaguez e foi preso, mas acabou sendo solto após passar por audiência de custódia e pagar fiança.
De acordo com a Polícia Militar, o motorista fugiu sem prestar socorro, mas foi localizado pelos militares pouco depois. Ele foi levado para a unidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde o teste do bafômetro constatou a embriaguez.
Em depoimento, ele admitiu que havia bebido em uma chácara antes de dirigir, mas negou ter atropelado o jovem.
“Muita irresponsabilidade uma pessoa encher a cara e sair, e uma pessoa que ouve todo dia que não pode dirigir alcoolizado. Nós pedimos justiça pelo meu irmão, porque ele era inocente, porque ele estava apenas vindo embora pra casa e acabou acontecendo esse ocorrido”.
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Mãe e irmã de Hugo pedem justiça pela morte
Reprodução/TV Anhanguera
Motorista foi solto pela Justiça
O motorista foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool.
A defesa dele informou à TV Anhanguera que nos autos do processo consta que o motociclista caiu sozinho por causa de um buraco na via. A defesa diz ainda que testemunhas confirmam essa versão e que foi o próprio motorista da caminhonete quem chamou o socorro. O advogado completou dizendo que a defesa será apresentada nos autos para demonstrar a inocência do acusado.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) disse que o caso segue sob investigação e que a versão do motorista também vai ser investigada pela Polícia Civil.
Buracos na pista
O perigo na via não está apenas no ponto onde Hugo caiu. Em vários trechos da Avenida Goiás, os buracos tomam conta do asfalto nos dois sentidos. Com a chuva, a lama esconde as armadilhas e aumenta o risco para quem precisa passar pelo local todos os dias.
A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) informou que em 2024, realizou obras no trecho na extensão da Avenida Goiás, na zona rural de Gurupi, no sentido Cooperfrigu e acesso ao Parque Industrial.
Após a finalização e entrega da obra, a responsabilidade pela manutenção, conservação e sinalização da via passou a ser da Prefeitura de Gurupi. A Ageto reforça que caso seja solicitado pelo Município, poderão ser realizadas manutenções no local.
A Prefeitura de Gurupi foi procurada, não respondeu até a última atualização desta reportagem.
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Fonte: G1 Tocantins

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Áudios revelam extorsão contra homem que acessou site de acompanhantes: ‘Vou na sua casa’


Grupo extorquia clientes de acompanhantes com ameaças em troca de silêncio no TO
A Polícia Civil do Tocantins desarticulou um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes por meio de sites de acompanhantes, com base em Minas Gerais. Áudios exclusivos da extorsão, obtidos pela TV Anhanguera, mostram diálogos agressivos com ameaças às vítimas (leia abaixo).
A operação, batizada de Vitrine Oculta, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros (MG), onde ficava a base da associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, as vítimas eram homens interessados em sexo no Tocantins, que entravam em contato com garotas por meio desses sites (assista vídeo acima).
Os nomes dos investigados não foram divulgados; por isso, o g1 não conseguiu contato com as defesas.
Segundo inquérito da Delegacia de Investigações Criminais de Palmas (DEIC), os clientes agendavam encontros nos locais indicados, geralmente em hotéis de Palmas, mas, ao chegar, a pessoa contratada não estava. Ao mesmo tempo, o agenciador das meninas passava a cobrar valores como se o serviço tivesse ocorrido.
Sob o pretexto de “taxas de cancelamento”, os criminosos exigiam pagamentos imediatos via Pix e afirmavam possuir dados bancários e pessoais das vítimas para intimidá-las. Áudios obtidos pela polícia revelam a agressividade das ameaças.
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“Ei, mano, você já me estressou demais aqui, já esperei demais. Para você me mandar trezentos reais, você está louco? Se não, vou ter que descer na sua casa e pegar tudo de valor que tem aí até dar o valor, entendeu?”, diz um dos suspeitos.
Polícia Civil do Tocantins realiza operação contra esquema de extorsão em Montes Claros (MG)
Divulgação/PCTO
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Com medo de represálias contra a própria vida e a família, uma das vítimas, em Palmas, chegou a realizar várias transferências que somaram R$ 2,5 mil. No Tocantins, seis pessoas já registraram denúncias, mas a polícia acredita que o número de vítimas seja muito maior.
“Muitas pessoas não registram o boletim de ocorrência por receio de ter a vida privada exposta”, explicou a polícia. Além das buscas, a Vara de Garantias de Palmas autorizou a quebra do sigilo de dados dos celulares apreendidos.
Como funcionava o esquema
A organização criminosa possuía uma divisão clara de funções para atrair e extorquir os clientes:
Captação: uma envolvida utilizava perfis falsos em sites para iniciar o contato;
Ameaças: um suspeito com antecedentes criminais era responsável por enviar os áudios e mensagens agressivas;
Recebimento: outra integrante gerenciava as contas bancárias que recebiam os valores das extorsões.
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Fonte: G1 Tocantins