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Secretária de saúde de Palmas é presa pela Polícia Civil


Secretária de Saúde é presa durante investigação sobre a terceirização das UPAs de Palmas
A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil. A TV Anhanguera apurou que a prisão tem relação com a investigação sobre a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
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Um servidor público da secretaria também foi preso. Uma empresária considerada lobista, que teria atuado no contrato de terceirização é procurada. Os nomes não foram informados.
O g1 solicitou posicionamento sobre as prisões para a Prefeitura de Palmas, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa da secretária não foi localizada.
A terceirização das UPAs Norte e Sul de Palmas começou em março de 2026. Na ocasião, a Prefeitura anunciou um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O contrato chegou a ser suspenso pela Justiça do Tocantins, mas foi liberado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A TV Anhanguera solicitou posicionamento da Santa Casa, mas não houve retorno.
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Dhieine Caminski é secretária de Saúde de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
A Secretaria de Saúde de Palmas está no centro de uma polêmica envolvendo a terceirização das UPAs. No fim de maio, dez mandados de busca e apreensão contra servidores públicos foram cumpridos durante a operação Falsa Emergência.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre a operação, mas ainda não respondeu.
Entenda a investigação
A investigação da Polícia Civil sobre a tercerização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas envolve indícios de direcionamento da contratação, produção de documentos com datas suspeitas e possível falsidade ideológica dentro do processo administrativo.
Nesta terça-feira (9), o Ministério Público do Tocantis pediu a anulação do contrato. Provas colhidas pela Polícia Civil e apresentadas à Justiça pelo MPTO indicam que a contratação da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba ocorreu em “reuniões a portas fechadas”.
Os documentos correram secretamente até mesmo dentro da própria Semus e que servidores da pasta foram pressionados a assinar pareceres favoráveis sem terem acesso ao processo administrativo e ao plano de trabalho.
O resultado, segundo o MPTO, teria sido um trâmite direcionado à contratação da Santa Casa, que evitou a publicidade dos atos, a fiscalização externa e a participação de outros interessados.
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Fonte: G1 Tocantins

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Após meses de monitoramento, onça-pintada é registrada por projeto no TO; VÍDEO


Registro raro de onça na Ilha do Bananal
Uma onça-pintada foi registrada pelo projeto “Tucãtins Silvestre” na região da Ilha do Bananal. O flagrante mostra o maior felino das Américas caminhando em seu habitat natural. Iniciado em setembro de 2025, o monitoramento resultou no registro do animal na madrugada de 28 de abril, após meses de acompanhamento dos pesquisadores.
Segundo os responsáveis pelo projeto, o registro ocorreu por volta da 1h da manhã, horário compatível com os hábitos noturnos da espécie. As imagens mostram o animal percorrendo a área monitorada enquanto patrulhava o território.
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Registro reforça importância da conservação
A onça-pintada (Panthera onca) é considerada uma espécie fundamental para o equilíbrio ambiental. Como predadora de topo da cadeia alimentar, ela ajuda a controlar populações de outras espécies e contribui para a saúde dos ecossistemas.
Além da preservação da vida silvestre, a presença da espécie também está relacionada à conservação de recursos naturais importantes, como a qualidade da água, do solo e da biodiversidade.
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Onça-pintada ajuda a manter a saúde dos ecossistemas
Reprodução/Tucãntins Silvestre
Espécie enfrenta ameaças
Apesar de sua importância ecológica, a onça-pintada enfrenta uma série de desafios. Entre as principais ameaças estão a perda de habitat causada pelo avanço da fronteira agrícola, além do desmatamento e das queimadas
No Cerrado, grande parte da vegetação original foi suprimida ao longo das últimas décadas. Na Amazônia, onde está concentrada a maior população contínua da espécie no planeta, o desmatamento continua pressionando as áreas ocupadas pelos animais.
Classificada como vulnerável à extinção no Brasil, a onça-pintada é considerada um dos principais símbolos da biodiversidade nacional.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins

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Mãe tenta salvar filho de atropelamento e é atingida por motocicleta no TO; VÍDEO


Mulher é atropelada por moto ao salvar filho de ser atingido em Gurupi
Uma mulher de 32 anos ficou ferida após ser atropelada por uma motocicleta no setor Campo Bello, em Gurupi, na região sul do estado. Segundo a Polícia Militar (PM), o acidente aconteceu no momento em que ela tentava salvar o filho, que atravessou a rua correndo sem notar o veículo vindo em sua direção. O acidente foi registrado nesta segunda-feira (8).
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da batida. No vídeo, é possível ver a criança atravessando a via. A motocicleta surge em direção ao menino e, rapidamente, a mãe, que estava do outro lado da rua, corre para tentar resgatá-lo.
Antes de alcançar a criança, ela foi atingida e caiu. O motociclista também caiu logo à frente. A criança não foi atingida e não sofreu ferimentos.
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De acordo com a nota da Polícia Militar (PM), o motociclista, de 21 anos, contou que tentou desviar da criança, mas a mãe tentou ajudar e acabou entrando na trajetória do veículo.
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Imagens mostram momento em que ela corre para a pista
Reprodução/Tv Anhnaguera
A mulher foi levada ao Hospital Regional de Gurupi para atendimento especializado. Devido ao estado de saúde, ela não pôde prestar depoimento no local. Segundo informações apuradas pela TV Anhanguera, a mulher teria fraturado o joelho e, possivelmente, sofrido uma fratura exposta. O motociclista foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
A perícia técnica esteve no local e o caso será investigado pela Polícia Civil. A motocicleta estava com a documentação regular e foi liberada para um colega do condutor.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mulher é condenada por racismo após ofender vendedora em comércio


Mulher é condenada por injúria racial em Araguaçu após ofensa online
Uma mulher foi condenada pela Justiça do Tocantins a dois anos e nove meses de prisão por injúria racial contra uma vendedora de roupas. A decisão, proferida pela 1ª Escrivania Criminal de Araguaçu, também determinou o pagamento de R$ 5 mil à vítima por danos morais. O crime aconteceu em fevereiro de 2023, após um desentendimento relacionado a pagamentos em um comércio de Araguaçu, na região sul do estado.
De acordo com o processo, a condenada, Eliete de Sousa Santos, enviou mensagens por meio de um aplicativo de mensagens, ofendendo a vendedora com diversos termos agressivos, incluindo a expressão racista “nega nojenta”. Além disso, a decisão apontou que a acusada utilizou as redes sociais para dar continuidade às ofensas, publicando insultos de cunho racista.
Apesar da condenação em regime aberto, o juiz Fabiano Gonçalves Marques substituiu a pena de prisão por duas medidas alternativas: prestação de serviços à comunidade e o pagamento de um salário mínimo. A ré também foi condenada ao pagamento de multa. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
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O g1 entrou em contato com a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), responsável pela defesa de Eliete, para solicitar um posicionamento sobre a condenação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Divulgação/TJTO
Na sentença, o magistrado destacou que a injúria racial é equiparada ao crime de racismo, sendo imprescritível e inafiançável. O juiz afirmou que discussões comerciais ou o “calor do momento” não justificam ofensas que busquem rebaixar uma pessoa em razão de sua cor ou raça.
“O Estado tem o dever de punir condutas que busquem rebaixar indivíduos à condição de subumanidade”, afirmou o magistrado na decisão.
As provas do crime incluíram capturas de tela (prints) das mensagens enviadas pela acusada e depoimentos colhidos durante a audiência.
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Fonte: G1 Tocantins

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TO suspende temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan


Imunizante contra a dengue do Butantan é suspenso após efeitos adversos
O Tocantins suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, o Butantan-DV. A medida segue uma orientação direta do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A suspensão foi informada pela Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) nesta terça-feira (9).
Segundo o governo federal, a medida foi adotada após o registro de duas mortes suspeitas. Conforme o Ministério da Saúde, foram aplicadas 500 mil doses até 30 de maio. Nesse universo, houve 42 casos de reações adversas severas, com sinais compatíveis com dengue grave.
No Tocantins, 12.266 doses da vacina já foram aplicadas na população contemplada pela estratégia de imunização. Segundo a SES-TO, foram notificados alguns casos de reações adversas leves após a aplicação, que já eram previstos pelo sistema de vigilância em saúde e apresentam características descritas para o imunizante. Esses registros seguem sob avaliação do ministério.
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De acordo com o médico infectologista no Tocantins, Rafael Nogueira, a medida é preventiva e faz parte dos protocolos normais de segurança.
“Toda vacina ou medicação passa por estudos para liberação, mas existe a farmacovigilância. Os órgãos responsáveis precisam estar atentos aos efeitos colaterais e às repercussões quando a vacina está sendo aplicada à população em geral”, explicou, em entrevista à TV Anhanguera.
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Dose da Butantan DV, vacina contra a dengue do Instituto Butantan.
Reprodução/EPTV
Rafael explicou que a interrupção serve para investigar se esses casos têm relação direta com o imunizante. Ele afirmou que a vacina do Butantan representa um avanço por ser a primeira fabricada no Brasil e que demonstrou alta proteção nos estudos clínicos. “Ela teve mais de 76% de eficácia na prevenção contra os tipos de dengue e 100% de eficácia contra mortes”, explicou o médico.
A suspensão atinge exclusivamente a vacina do Instituto Butantan. Imunizantes como a Qdenga (do laboratório japonês Takeda) continuam sendo aplicados normalmente nas redes pública e privada.
Orientações
Para quem recebeu a dose da Butantan-DV e apresentou qualquer sintoma, a recomendação é procurar a unidade onde foi imunizado. Segundo o médico, reações como vermelhidão, dor no local da aplicação, febre ou calafrios podem ser consideradas leves e esperadas.
“Vacinas sozinhas não fazem nada; nós precisamos que a nossa imunidade faça a nossa proteção. Ela funciona como uma isca para ensinar o organismo a trabalhar a nosso favor”, detalhou o infectologista.
No entanto, ele reforça que qualquer reação, mesmo as mais simples, deve ser comunicada à Unidade Básica de Saúde (UBS) para monitoramento.
A SES-TO informou que permanece acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde e adotará as próximas medidas estabelecidas pelo órgão federal. (Veja a nota na íntegra mais abaixo).
Veja na Íntegra da nota da SES
A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) informa que segue as orientações e diretrizes do Ministério da Saúde referentes à suspensão cautelar da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.
No Tocantins, já foram aplicadas 12.266 doses da vacina na população contemplada pela estratégia de imunização.
A SES-TO esclarece ainda que foram notificados alguns casos adversos leves após a aplicação da vacina, conforme previsto no sistema de vigilância em saúde. Os registros apresentam características já descritas para o imunizante e seguem sob avaliação do Ministério da Saúde.
A Pasta permanece acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde e adotará todas as medidas que vierem a ser estabelecidas pelo órgão.
Íntegra da nota do Instituto Butantan
“O Instituto Butantan informa que, seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacinação contra a dengue será, de maneira preventiva, temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal.
No momento, profissionais de saúde estavam sendo vacinados. A orientação ocorre em razão de alguns casos de reação adversa detectados, três deles com sinal de gravidade, em um universo de aproximadamente 500 mil vacinados, que podem ou não estar relacionados à vacinação. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.
O Instituto Butantan mantém seu compromisso e rigor absolutos com a ciência e a saúde da população e irá seguir trabalhando para apoiar o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando o trabalho de farmacovigilância dos vacinados. Cabe ressaltar que a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.
O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS. O Instituto Butantan reafirma seu compromisso de entregar produtos seguros e eficazes para enfrentamento de problemas de saúde pública brasileira pelo SUS”.
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Fonte: G1 Tocantins

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Como funcionava a fraude em crédito rural que levou a bloqueio de R$ 141,7 milhões no TO


PF bloqueia mais de R$140 mi em operação que investiga fraudes de financiamentos rurais
O grupo investigado por fraudes em financiamentos rurais no Tocantins teria supervalorizado bens para serem usados como garantia nos empréstimos. Um dos suspeitos é um ex-funcionário do banco, que supostamente tinha a função de inserir informações falsas nos sistemas e enquadrar clientes como produtores rurais.
Na manhã desta terça-feira (9), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra oito pessoas investigadas na Operação Terra Falsa. Conforme a Polícia Federal, também foram bloqueados mais de R$ 141,7 milhões e US$ 400 mil, que equivalem a R$ 2.067.560, segundo cotação do dia 8 de junho de 2026.
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O Banco Itaú foi procurado, mas não se posicionou até a última atualização desta reportagem.
A Polícia Federal pediu a prisão preventiva de parte dos investigados, mas a 4ª Vara Federal Criminal de Palmas decidiu, neste momento, apenas pelas ordens de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens.
Os investigados não tiveram os nomes divulgados e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações da PF, um ex-funcionário do banco, responsável pelo setor de agronegócio, é apontado como o principal articulador.
Ele utilizava seu acesso privilegiado para inserir informações falsas nos sistemas do banco, permitindo que pessoas sem qualquer histórico ou capacidade econômica se passassem por produtores rurais. Essa “ruralização artificial”, segundo a investigação, permitia que o grupo tivesse acesso a linhas de crédito rural.
“Veja que não são apenas dados incorretos de cadastro, mas elementos que estão na essencia da avaliação do crédito concedido, levando o agente à má avaliação do risco da operação”, diz a decisão.
O esquema contava ainda com captadores de clientes que buscavam interessados e se apresentavam como facilitadores de “contatos privilegiados” no banco, condicionando a obtenção de recursos ao pagamento de comissão.
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Mandados de busca foram cumpridos nos endereços de investigados
PF/Divulgação
A valorização artificial de imóveis
O ponto central da estratégia para aumentar os lucros ilícitos era a manipulação do valor de propriedades rurais. O grupo adquiria imóveis e, em prazos extremamente curtos, promovia uma grande valorização desses bens nos registros e avaliações.
Para a polícia, essa valorização era artificial e buscava dar os imóveis como garantia para financiamentos que, em tese, não seriam pagos.
Há registros de bens que sofreram valorizações superiores a 2.600% para servirem como garantia a novos empréstimos de alto valor. As investigações apontaram dois casos como exemplo:
Um imóvel comprado por cerca de R$ 565 mil foi oferecido como garantia de hipoteca, pouco tempo depois, avaliado em mais de R$ 3,6 milhões.
Em outra operação, uma propriedade que custou R$ 221 mil foi avaliada em R$ 2,5 milhões apenas onze meses após a compra.
A suspeita da Polícia Federal e do Ministério Público Federal é de que esses créditos eram contratados com o objetivo prévio de inadimplemento, ou seja, os valores eram liberados e nunca devolvidos ao banco, enquanto a instituição ficava com garantias que não correspondiam ao valor real de mercado.
Para garantir o ressarcimento dos danos, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de imóveis, veículos e até rebanhos de animais em nome dos investigados. Além disso, a Justiça autorizou o acesso a dados de aparelhos eletrônicos e computadores apreendidos para aprofundar a investigação sobre o fluxo financeiro do grupo.
Carros de luxo são apreendidos durante operação da PF em Palmas
Divulgação/Polícia Federal do Tocantins
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Fonte: G1 Tocantins

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Jovem é encontrado caído ao lado de moto e morre antes de dar entrada em hospital


Corpo de homem encontrado caído ao lado de moto em Araguatins é identificado
Breno Sousa Araújo, de 28 anos, morreu em Araguatins, no Bico do Papagaio, momentos após ser encontrado caído ao lado de sua moto. A suspeita da polícia é de que ele tenha sofrido um acidente de trânsito. O jovem ainda foi levado ao hospital, mas morreu antes de dar entrada na unidade.
A Polícia Militar informou que foi chamada para averiguar a situação após um homem de 28 anos ser levado para o Hospital Municipal de Araguatins. Funcionários da unidade contaram à PM que o jovem foi socorrido pelos Bombeiros, mas morreu no momento em que estava sendo desembarcado da viatura, antes mesmo de ser admitido no hospital.
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Testemunhas contaram à PM que o jovem foi encontrado caído em via pública, ao lado de sua motocicleta. O acidente teria acontecido na Avenida Castelo Branco.
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Acidente aconteceu na Avenida Castelo Branco, em Araguatins
Reprodução/Araguatins2.0
A equipe policial foi até o endereço apontado como o do acidente, mas não encontrou marcas visíveis na pista que pudessem indicar a dinâmica do ocorrido. Não foi possível realizar a perícia no local.
Ainda segundo a PM, a motocicleta foi liberada para a família da vítima, que também foi orientada a registrar o caso na delegacia.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o Núcleo de Medicina Legal de Araguatins recolheu o corpo na manhã desta segunda-feira (9), que passará por exames necroscópicos e, posteriormente, será liberado para a família.
A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias do acidente.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins

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Família que morreu em acidente na TO-110 retornava viagem para visitar parentes


Acidente na TO-110 deixa quatro mortos
Divulgação/Bombeiros
Dinoel Cordeiro da Silva, Lucilene Souza Barros Cordeiro, Maycon Douglas de Souza e Ana Karoline Queiroz Alves passaram o final de semana na casa de um parente em Dianópolis. Na volta para casa, em Taguatinga, o carro em que a família estava bateu em outro veículo que trafegava no sentido contrário.
O filho de Maycon e Ana Karoline, de 2 anos, ficou ferido e foi levado para o hospital. Segundo parentes, a criança teve fraturas nas pernas e passou por cirurgia. Logo depois, foi transferida para o Hospital Geral de Palmas.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que a criança foi acolhida no Hospital Geral de Palmas na segunda-feira (8) e que continua recebendo assistência médica compatível com seu quadro clínico.
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Ana Karoline Queiroz Alves, Maycon Douglas de Souza, Lucilene Souza Barros Cordeiro e Dinoel Cordeiro da Silva
Reprodução/Instagram Maycon Douglas/Instagram Lucilene Souza
O acidente aconteceu no último domingo (7). Por causa do impacto, um dos veículos ficou sobre a pista e bloqueou parcialmente a rodovia. O outro carro foi arremessado para fora da estrada. Duas pessoas morreram no local e outras duas durante o caminho para o hospital.
Motoristas que passavam pelo local socorreram as vítimas do outro veículo e as levaram para o Hospital Municipal de Taguatinga. O caso é investigado pela 103ª Delegacia de Polícia de Taguatinga.
Quem eram as vítimas que morreram?
Lucilene Souza era servidora pública da Prefeitura de Taguatinga e casada com Dinoel Cordeiro. Os dois eram pais de Maycon Douglas, de 24 anos.
O jovem era casado com Ana Karoline, de 20 anos, e eram pais de um menino de 2 anos. Os jovens iam completar um ano de casados no final de junho.
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Fonte: G1 Tocantins

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Cantora gospel que morreu no TO vendeu coxinha e fez bazar para gravar primeiro CD: ‘Ela sonhou grande’, diz irmã


Dupla evangélica Ana Clézia e Laudicéia
Divulgação/Andrey Rodrigues
As irmãs e cantoras Ana Clézia e Laudicéia Gomes chegaram a vender coxinha e galinhada, montaram um bazar e uma barraca de guaraná da Amazônia para custear a produção e o lançamento do primeiro CD com músicas autorais. A dupla conquistou o público evangélico palmense, e a morte de Ana Clézia causou comoção na comunidade.
A irmã mais velha morreu aos 38 anos, após passar sete dias internada em Palmas. Ela entrou em coma no dia em que deu entrada no hospital. Ana fazia tratamento para o fígado há 15 anos e também convivia com outras doenças crônicas. Os médicos recomendaram um transplante, mas ela não chegou a realizar o procedimento.
“Ela sempre sonhou alto, tinha uma visão de águia. […] Sempre cantando, no lugar que chegasse, podia dar um violão, “bater” qualquer instrumento que ela já cantava. Ela viveu o mesmo tempo que uma pessoa transplantada vive, e ela foi feliz. Minha irmã foi feliz”, diz Laudicéia.
A irmã conta que Ana era brincalhona e divertida, e que gostava de colocar apelido nos amigos e na família. “A doença, ao longo do tempo, foi tirando isso dela. Ela já não queria mais sair de casa. Mas até ali, em 2025, ela brincava muito”, relata.
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As cantoras rodaram 14 estados do Brasil cantando para públicos evangélicos, participaram de congressos internacionais realizados em Portugal e Itália, e chegaram a cantar no Paraguai no início do ministério musical.
“A gente rompeu muito nesse norte aqui, andando de van, de carro emprestado, tudo para fazer a obra do Senhor. Cantamos em todas as regiões do Brasil. E ela era esse carro forte na minha vida”, conta.
A última agenda oficial da dupla ocorreu em 22 de novembro de 2025. As irmãs já vinham reduzindo as apresentações públicas, por conta, do estado de saúde de Ana.
Vida guiada pela música
As artistas Ana Clézia e Laudicéia conquistaram o público evangélico palmense e consolidaram a carreira com o lançamento de três CDs.
Ao longo dos anos, elas ficaram conhecidas como adoradoras e mantiveram presença constante em igrejas e eventos religiosos nos estados do Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão e Pará.
O repertório da dupla reúne canções como “Deus É Com Você”, “Ele Virá”, “Lindo Céu” e “Não Tem Lógica”. Além dos álbuns físicos, Ana Clézia também investiu no ambiente digital, onde disponibilizava singles e videoclipes em plataformas de streaming.
Dupla evangélica Ana Clézia (à esq.) e Laudicéia (à dir.)
Reprodução/Instagram de Ana Clézia e Laudicéia
Saúde debilitada
Ana recebeu o diagnóstico de doença crônica aos 14 anos de idade. De acordo com Laudicéia, a irmã tinha artrite reumatoide, lúpus, colite e retocolite ulcerativa.
A última internação aconteceu por conta de uma pedra nos rins, no dia 5 de junho. Ela foi levada para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Palmas.
“Deram uma medicação para passar a dor e ela não acordou mais. Três dias depois, ela foi intubada. Ficaram esperando ela acordar daquela encefalopatia normal que ela sempre dava e tentaram fazer hemodiálise no último dia para ver se ela retornava”, explica.
No dia 15 de abril, Ana mostrou aos seguidores alguns momentos de seu tratamento. Nas imagens, ela aparece visivelmente debilitada e com hematomas nas pernas. “Estou viva e vamos pra guerra porque o nosso general é Cristo e Ele nos garante vitória”, escreveu a cantora.
Antes da morte na sexta-feira (5), o estado de saúde de Ana Clézia era considerado grave, segundo boletim médico divulgado na quinta-feira (4). A equipe médica tentou fazer hemodiálise, mas precisou interromper a intervenção devido à instabilidade clínica.
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Fonte: G1 Tocantins

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O que se sabe sobre caso de luzes piscando filmadas em serra no TO


Morador registra luzes em serra e internautas levantam hipóteses no interior do TO
Um fenômeno visual registrado no fim de maio em uma serra na zona rural de Xambioá, segue sem explicação e deixa internautas curiosos. O vídeo, feito pelo programador Anderson Oliveira, mostra luzes fortes e intermitentes que piscam em meio à escuridão.
Desde a divulgação das imagens, o caso foi acompanhado por um pesquisador de fenômenos anômalos e pela prefeitura da cidade. Enquanto a Força Aérea Brasileira (FAB) monitora o espaço aéreo, especialistas sugerem métodos científicos para identificar a origem das luzes, que até o momento permanecem sem um esclarecimento definitivo.
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Confira o que se sabe sobre as luzes piscando vistas na serra em Xambioá:
Quando e onde as luzes foram filmadas?
As imagens foram registradas na noite de 28 de maio de 2026. O fenômeno ocorreu em uma serra localizada na zona rural de Xambioá, região norte do Tocantins. O autor do vídeo, o programador Anderson Oliveira, realizou a gravação da sacada de sua casa, na zona urbana, com frente para a área de mata.
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Luzes foram registradas em vídeo em uma serra na cidade de Xambioá
Reprodução/Instagram de Anderson Oliveira
O que as imagens mostram?
O vídeo exibe pontos luminosos intensos que piscam de forma intermitente. Segundo o pesquisador Rony Vernet, que analisou o material, o padrão é considerado “interessante” por apresentar pontos quase alinhados que alternam cor e intensidade, o que inicialmente afasta explicações comuns como lanternas de acampamento ou faróis de veículos.
Algum objeto foi detectado por radares?
Não. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), informou que nenhum objeto foi identificado por radares ou reportado por aeroportos sob a jurisdição do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV) na data do ocorrido. O controle do espaço aéreo na região seguiu sem registros anômalos.
Foram encontrados vestígios no local?
O autor da filmagem visitou a serra após a repercussão do caso em busca de provas concretas, mas relatou não ter encontrado vestígios físicos, como marcas no solo ou objetos, que expliquem o que foi gravado. Ele também mencionou ter tido dúvidas sobre o local exato da incidência devido à distância.
Qual a hipótese de pesquisadores sobre o fenômeno?
O pesquisador Rony Vernet afirma que o Tocantins possui um histórico de fenômenos anômalos em locais isolados. Ele descarta, em análise preliminar, causas simples, mas ressalta que a qualidade das câmeras de celular em ambientes noturnos gera muito “ruído”, o que pode distorcer o tamanho real das luzes no foco automático.
O que os órgãos públicos locais fizeram?
Logo após a divulgação, o prefeito de Xambioá, Mayck Câmara, informou que enviaria uma equipe técnica ao local para apurar a situação. O g1 solicitou um posicionamento, porém, até a última atualização desta reportagem, não houve retorno oficial sobre os resultados da visita ou conclusões alcançadas pela administração municipal.
Quais seriam os próximos passos para uma investigação técnica?
Segundo especialistas, uma investigação rigorosa exigiria a coleta de amostras do solo para análise química e o uso de magnetômetros para medir possíveis alterações nos campos magnéticos. Além disso, recomenda-se o uso de câmeras com foco manual e ajuste de ISO para evitar distorções ópticas em registros futuros.
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Fonte: G1 Tocantins