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Servidor que cursava medicina é alvo de ação do MP por suspeita de receber sem trabalhar no Tocantins


Município de Pequizeiro no TO
Divulgação/Prefeitura de Pequizeiro
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou ação por ato de improbidade administrativa contra servidor contratado pela Prefeitura de Pequizeiro, por suposto pagamento de salários sem a efetiva prestação do serviço público. O MPTO cobra na Justiça a devolução de R$ 61,8 mil.
O prefeito Jocélio Nobre da Silva (União) e o secretário municipal de administração também são alvos da ação. O g1 pediu posicionamento à Prefeitura de Pequizeiro e ao prefeito, mas não houve resposta até a última atualização.
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Segundo o MPTO, foram encontradas incompatibilidades. O servidor foi contratado em julho de 2024 para uma jornada de 40 horas semanais em um cargo de médico-veterinário em Pequizeiro, mas cursava medicina em período integral com atividades presenciais em Palmas, a 251km de distância.
Durante a apuração, a 2ª Promotoria de Justiça de Colmeia fez requisição e a faculdade confirmou matrícula regular e atividades presenciais do estudante desde janeiro de 2023. O nome do servidor não foi informado.
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Ainda conforme o MPTO, a prefeitura informou que havia “flexibilização” da jornada e comunicou o desligamento do servidor, sem apresentar toda a documentação solicitada.
O cargo de médico-veterinário atribuía funções como fiscalização de alimentos de origem animal, controle de animais errantes, combate a zoonoses e inspeção de estabelecimentos. Para a promotoria, os documentos foram insuficientes para comprovar a prestação dessas funções.
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Pedido à Justiça
O MPTO pediu a condenação do suposto servidor fantasma, do prefeito e do secretário municipal de Pequizeiro ao ressarcimento de R$61.889,68, valor correspondente aos pagamentos apontados como indevidos, corrigidos até abril de 2026.
Além disso, cobrou a indenização por danos morais coletivos de R$30 mil de todos os envolvidos, prevista na Lei de Improbidade Administrativa.
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Fonte: G1 Tocantins

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Falso advogado monitorava investigações e fazia ‘espionagem’ para o narcotráfico, aponta decisão


Falso advogado é preso em Palmas
O homem que foi preso nesta sexta-feira (24) por usar o registro profissional de um advogado morto teria utilizado o acesso ao sistema da Justiça do Tocantins para monitorar investigações e mandados de prisão em tempo real, servindo como uma “janela de espionagem” para o narcotráfico. A prisão foi feita pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO).
Conforme a decisão que determinou a prisão, emitida pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas, o suspeito teve acesso a investigações sigilosas, pedidos de quebra de sigilo e mandados judiciais expedidos contra integrantes de uma organização criminosa.
O Tribunal de Justiça foi questionado pela TV Anhanguera e pelo g1 sobre os acessos indevidos do falso advogado, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
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Para a polícia, a infiltração que favorecia a fuga e a continuidade das atividades ilícitas. O nome do suspeito não foi divulgado e o g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
PF prende falso advogado que usava sistema de Justiça para beneficiar narcotráfico
Reprodução/Polícia Federal do Tocantins
A Operação Prerrogativa de Fachada cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. O perfil usado pelo investigado no sistema eletrônico de Justiça foi bloqueado.
Segundo a PF, o suspeito era peça-chave no tráfico interestadual de cocaína, e já foi preso anteriormente por tráfico, associação ao tráfico, falsidade ideológica e porte ilegal de arma de fogo.
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Policiais são presos suspeitos de fazer cobranças para agiota no Tocantins
O g1 solicitou um posicionamento à Ordem dos Advogados do Brasil do Pará, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
O homem irá responder pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato. As penas dos crimes somadas podem chegar a 65 anos de prisão.
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Fonte: G1 Tocantins

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Grupo com PMs e servidor público fez ‘terror psicológico’ durante cobranças para agiota, diz PC


Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de agiotagem
Dois policiais militares e um funcionário do sistema prisional são suspeitos de agir com truculência contra uma idosa de 65 anos e o filho dela, de 45 anos, ao fazer cobranças de dívidas para um agiota. Segundo investigação da Polícia Civil (PC), as vítimas sofreram terror psicológico.
Na manhã desta sexta-feira (24), a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva dos dois policiais militares, do funcionário do sistema prisional e do suspeito apontado como agiota. O grupo é investigado por associação criminosa armada voltada à cobrança ilegal de dívidas, com a prática de crimes como usura pecuniária e extorsão qualificada.
A defesa dos quatro suspeitos informou que vai se manifestar após ter acesso aos autos. “Como se trata de processo de investigação sigilosa, qualquer comentário acerca dos fatos que ensejaram as prisões é prematuro nesse momento processual”, informou o advogado Vinícius Moreira.
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A Polícia Militar disse que abriu procedimentos administrativos para apurar as denúncias e reforçou que mantém tolerância zero com desvios de conduta. Segundo a corporação, os dois policiais militares citados foram afastados das funções e tiveram o armamento recolhido por determinação da Justiça (leia nota na íntegra abaixo).
A Seciju afirmou, em nota, que não compactua com qualquer desvio de conduta e que já formalizou o pedido de extinção imediata do contrato de prestação de serviço do envolvido (leia nota na íntegra abaixo).
Ameaças em mercado da família
Agentes da Polícia Civil durante buscas em endereço de investigado
PC-TO/Divulgação
Conforme a investigação policial, a mulher relatou que os três homens chegaram armados ao mercado que o filho tinha na região sul de Palmas em fevereiro de 2026. Em determinado momento, um dos policiais militares levantou a roupa para mostrar a arma de fogo na cintura, na tentativa de intimidar a vítima.
Depois, os agentes teriam permanecido posicionados estrategicamente na porta do do mercado, com as mãos sobre o armamento, proferindo insultos e xingamentos direcionados ao filho da mulher.
Entre ameaças, foram proferidas falas como “ou nós toma esse açogue ou as coisas vão ficar pior”, e que o problema seria resolvido “de um jeito ou de outro”. Conforme o relatório policial, a vítima entrou em pânico.
Durante a investigação, os investigadores também tiveram acesso a diversos diálogos cedidos pelas vítimas. Para a polícia, o grupo utilizou terror psicológico para amedrontar as vítimas ao mencionar a existência de um “grupo de cobrança de fora” que teria “recebido a conta”.
No dia 2 de março de 2026, o grupo retornou ao mercado das vítimas em Palmas para cobrar a dívida novamente, ocasião em que a mãe e o filho empresário se viram obrigados a encerrar as atividades comerciais da família e a se mudarem.
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Mecânico agrícola que ficou 20 dias na mata sem comer diz que vai precisar de procedimento no esôfago
Operação Nêmesis, da Polícia Civil, cumpre mandados em Guaraí (TO)
Divulgação/PCTO
Divida virou ‘bola de neve’
Segundo a Polícia Civil, a dívida teve início em Guaraí, na região centro-norte do estado, onde o empresário contraiu empréstimo com um dos investigados, um homem de 52 anos. Com a cobrança de juros mensais elevados, que chegaram a R$ 4 mil, o valor aumentou e se tornou impossível de quitar.
O grupo cobrava duas dívidas sendo uma de R$104 mil, e outra de mais de R$126 mil. A primeira, segundo a vítima, havia sido quitada no ano de 2024, mas o agiota seguiu fazendo cobranças.
De acordo com a investigação, conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, o grupo composto por quatro homens usava o prestígio dos cargos públicos e armamento de serviço para realizar cobranças de dívidas em nome de um agiota da cidade.
A Polícia Civil apurou que um dos investigados chegou a simular o registro de uma ocorrência para pressionar o pagamento. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações seguem em andamento para identificação de outros possíveis envolvidos.
Íntegra da nota da PM
A Polícia Militar do Tocantins informa que, na manhã desta quinta-feira (24), acompanhou o cumprimento de mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas, no município de Guaraí, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Civil.
A Corporação esclarece que os dois policiais militares mencionados foram submetidos às medidas cautelares estabelecidas pela Justiça, incluindo o afastamento das funções públicas e o recolhimento de armamento institucional.
A Polícia Militar do Tocantins informa que, paralelamente ao processo judicial, instaurou procedimentos administrativos para apuração das denúncias no âmbito disciplinar da Corporação.
A Polícia Militar do Tocantins tem tolerância zero com qualquer tipo de desvio de conduta e atua com rigor na preservação da disciplina, da ética e da hierarquia militares, sempre com foco na preservação da segurança e do bem estar da população, que fazem da PMTO uma das instituições mais respeitadas e confiáveis do Tocantins.
Íntegra da nota da Seciju
A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informa que tomou conhecimento da operação realizada nesta sexta-feira (24), em Guaraí, pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC), que resultou no cumprimento de ordens judiciais envolvendo um servidor que atuava na Unidade Penal de Guaraí.
Sobre o caso, a Seciju esclarece que o referido profissional era contratado temporário para o exercício de funções administrativas. Diante da gravidade dos fatos relatados e da decisão judicial, a Secretaria informa que já formalizou o pedido de extinção imediata do contrato de prestação de serviço do envolvido.
A Seciju reitera que não compactua com qualquer desvio de conduta, ato ilícito ou utilização indevida da estrutura estatal por parte de seus servidores ou colaboradores. A pasta preza pela ética, pela legalidade e pelo estrito cumprimento do dever público.
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Fonte: G1 Tocantins

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Investigação policial sobre possível estupro na frente de viatura segue sem conclusão há dois meses


Estupro foi regitrado na frente de viatura e base de segurança
Reprodução/TV Anhanguera
Passados mais de dois meses desde que um suposto estupro foi registrado em frente à base de segurança da Guarda na Praia da Graciosa, em Palmas, o caso segue sem conclusão. A Polícia Civil afirmou que investiga o ocorrido como estupro de vulnerável. O inquérito não foi concluído.
A situação foi registrada no dia 15 de fevereiro de 2026, quando uma mulher, que apresenta sinais de embriaguez, supostamente foi abusada por um homem que se deitou atrás dela. Toda a situação ocorreu na frente de uma viatura e da base da Guarda Metropolitana de Palmas.
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Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver a vítima tentando afastar o suspeito. Um dos vídeos teria sido gravado dentro da base de segurança e três guardas chegaram a ser afastados, mas um deles votou ao serviço.
O suspeito se apresentou na delegacia um dia após o ocorrido. Ele responde ao caso em liberdade. O nome dele não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa. A mulher também foi identificada e prestou depoimento.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que por se tratar de investigação em andamento relacionada a crime de violência sexual, o procedimento tramita em segredo de justiça. A pasta não informou qual é o prazo para conclusão da investigação.
As investigações estão sendo conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM – Palmas). Após a conclusão, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
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Na época em que o caso foi registrado, três guardas metropolitanos foram afastados. Segundo a Prefeitura de Palmas, uma sindicância sobre o caso foi concluída e, com base no relatório final e na decisão constante nos autos, um dos servidores foi liberado para retornar às atividades.
Na quarta-feira (22), foi instaurada uma nova sindicância, de natureza punitiva, para apuração de supostas infrações disciplinares atribuídas aos outros dois servidores. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
O prazo para conclusão da sindicância disciplinar punitiva é de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Nessa etapa, será apurada de forma individual a conduta dos envolvidos, garantindo o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas informa que a sindicância investigativa conduzida pela Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) sobre o caso em questão foi concluída dentro do prazo estabelecido.
Com base no relatório final e na decisão constante nos autos, um dos servidores anteriormente afastados foi liberado para retorno às atividades. Nesta quarta-feira, 22, foi instaurada, por meio da Portaria nº 010/2026 – CGMP, sindicância de natureza punitiva para apuração de supostas infrações disciplinares atribuídas aos demais servidores.
A apuração segue o devido processo legal, garantindo a ampla defesa, com prazo de até 30 dias, prorrogável por igual período.
A gestão municipal reforça que a atuação da GMP observa os princípios da legalidade e da responsabilidade na apuração dos fatos.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mecânico agrícola que ficou 20 dias na mata sem comer diz que vai precisar de procedimento no esôfago


Vídeo mostra buscas por mecânico que passou 20 dias desaparecido em mata no TO
Após ficar 20 dias desaparecido e ser encontrado em estado debilitado, o mecânico agrícola Adenir Rodrigues da Conceição passa por um processo de recuperação. Em entrevista ao g1, ele contou que precisará colocar um balão no esôfago devido a um estreitamento no órgão.
“É um balãozinho que eles dizem que coloca no esôfago. Aí ele dá uma relaxada de novo. Eu tive um estreitamento. Não foi feito ainda esse tratamento porque não está tendo vaga em Palmas. E eu precisava urgente desse tratamento, porque ainda não estou me sentindo bem. Eles falaram que de 10 a 15 dias, que ia demorar um pouco e poderia durar até um mês para o exame ficar pronto. Foi feita uma biópsia e tem que ficar pronta para depois agendar o retorno”, explicou.
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Mecânico de máquinas está desaparecido
Arquivo Pessoal
O mecânico trabalhava em uma fazenda em Cariri do Tocantins quando saiu em direção a um córrego e não foi mais visto. Uma força-tarefa realizou buscas na região durante oito dias, mas, por falta de pistas, encerrou as atividades. Familiares e voluntários continuaram as buscas por conta própria.
Adenir desapareceu no dia 14 de março de 2026 e foi encontrado por um caminhoneiro no dia 3 de abril. Durante a maior parte deste período, ele não se alimentou e passou os dias apenas bebendo água. Por ser ex-brigadista, acabou usando técnicas de sobrevivência, como folhas nos pés, para caminhar sobre o solo pedregoso.
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Desaparecimento e sobrevivência
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Adenir sumiu na mata depois de passar por uma crise psicológica. Imagens registradas por uma câmera de segurança na manhã do dia 14 de março mostraram o mecânico fazendo uma revisão na plataforma de uma colheitadeira, em preparação para o início da colheita.
“Eu tive um surto. É complicada a situação. Eu cheguei ao ponto de desistir. Cheguei ao ponto de falar assim: ‘Eu vou arrumar um lugar para deitar, vou arrumar um lugar para deitar e esperar a morte’. Mas parece que Deus conversava comigo e falava: ‘Não, você vai conseguir’. Aí eu bebia a água e me fortalecia”, contou o mecânico.
Equipes fazem buscas por mecânico agrícola em região de mata
João Carlos Lopes/Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Talismã
Adenir conta que estava com a sensação de estar sendo perseguido e, por isso, não queria ser encontrado. O mecânico andava dentro da água para não deixar rastro. “Era o que dificultava as buscas do pessoal que estava à minha procura”.
Durante as buscas, o mecânico chegou a ser avistado por drones. A ação contou com serviços do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e cães farejadores por oito dias, mas foi suspensa devido às chuvas e à falta de pistas.
No dia 2 de abril, Adenir percebeu que a saúde estava em situação crítica e decidiu pedir ajuda.
“Eu vi que estava bem debilitado, já estava fraco, então eu cheguei no ponto de falar: ‘Eu tenho que pedir ajuda, tenho que pedir ajuda porque eu não vou muito longe, não’. Aí foi onde eu tive a coragem de parar o carreteiro”, contou.
Mecânico desapareceu e sobreviveu em mata por 20 dias no Tocantins
Arte g1
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Fonte: G1 Tocantins

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Saiba quem é o baterista que passou a ensaiar no mato após vizinho chamar a polícia por barulho


Jovem viraliza ao tocar bateria em área de mata para não incomodar vizinhos
O baterista Junilson Mascarenhas, de 27 anos, encontrou na música mais do que uma profissão ou um passatempo. Ele usa a bateria como ferramenta terapêutica para controlar crises de ansiedade e dar sentido à própria rotina. Diagnosticado com autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Junilson afirma que tocar é a principal forma de se acalmar.
O músico chamou a atenção nas redes sociais após aparecer em um vídeo ensaiando no mato, local escolhido para ensaiar e evitar problemas com a vizinhança por causa do barulho do instrumento.
“A única forma de me acalmar e parar um pouco com essa questão das crises que eu tenho, é tocando bateria. É minha terapia”, explicou.
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A relação com a música começou cedo. Aos 12 anos, ele passou a acompanhar o grupo de música de uma igreja em Palmas. Sem condições financeiras para comprar um instrumento, aprendeu os primeiros ritmos de forma autodidata, observando outros músicos durante os cultos.
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O primeiro instrumento profissional só foi conquistado em 2019, após ele “ralar bastante” no emprego em um supermercado.
Além de atividade terapêutica, a música se tornou fonte de renda, embora instável. Atualmente desempregado, ele enfrenta dificuldades para se inserir no mercado de trabalho e sobrevive fazendo bicos como baterista em bares e restaurantes de Palmas.
Junilson ensaiando em área de mato no Tocantins
Arquivo Pessoal/Jay Batera
Queixa por perturbação do sossego
Após se casar e mudar para Porto Nacional, na região central do Tocantins, Junilson passou a enfrentar problemas com a vizinhança por causa do barulho do instrumento. Em 2025, um vizinho registrou uma ocorrência por perturbação do sossego.
Segundo o músico, a polícia chegou à porta da casa sem que houvesse tentativa prévia de diálogo ou pedido para reduzir o volume do som.
“Para a gente, foi uma surpresa a polícia chegar na porta da nossa casa cinco horas da tarde. Foi uma coisa assim, ninguém veio bater no nosso portão antes e falar: ‘olha, tá incomodando o barulho da bateria, será que podia abaixar um pouquinho ou poderia tocar outra hora?’. Ninguém nunca veio falar com a gente”, contou.
Para evitar novos conflitos e problemas jurídicos, ele passou a ensaiar em áreas de mata e conta com o apoio da esposa, que o acompanha sempre que pode.
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Fonte: G1 Tocantins

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Ferpam 30 Anos: A trajetória da marca que foi construída junto com o Tocantins


A história da Ferpam, que completa três décadas em 2026, evoluiu e foi construída passo a passo junto com a capital, Palmas. Fundada em 1996, a empresa estabeleceu suas raízes no mesmo ritmo em que a cidade ganhava suas formas, baseando sua trajetória em relações de longo prazo. Para entender esse percurso, é preciso percorrer o caminho de quem idealizou o projeto, de quem ajudou a abrir as primeiras portas e de quem, décadas depois, continua frequentando o balcão da loja.
Ferpam
Agência A casa de Idéias
Foco na solução e no crescimento
Para o fundador Ivan Ricardo, a Ferpam nasceu de um objetivo traçado ainda na juventude. A mudança de Goiânia para o Tocantins ocorreu em 1994, quando Ivan atuava como representante da Casa do Parafuso. Essa experiência inicial foi o prelúdio para a abertura da loja física dois anos depois e a posterior consolidação da sociedade com o grupo.
“A Ferpam começou como um sonho. Viemos para cá em 1994, fazendo vendas externas, e em 1996 montamos a loja aqui na Teotônio Segurado. Começamos com apenas dois funcionários e o sonho foi crescendo. Hoje somos 270 colaboradores e temos mais de 30 mil itens”, destaca Ivan.
Loja Ferpam – Palmas-TO
acervo pessoal
Para ele, a essência do negócio permanece conectada ao compromisso de resolver os desafios de quem constrói o estado. Em vez de focar apenas em produtos, a trajetória da empresa foi pautada na busca constante por soluções para o cliente e para o trabalho. “Nosso trabalho é crescer junto com a sociedade, com o estado e com Palmas”, afirma o empresário.
Essa estrutura descrita por Ivan foi erguida com a ajuda de pessoas que acreditaram na empresa desde os primeiros dias. Inácio Silveira, o primeiro funcionário contratado, recorda que sua entrada foi decidida em uma conversa direta, baseada na confiança.
“Passei meu currículo verbal e ele disse que ia precisar de mim. Fui o primeiro funcionário e o primeiro amigo dele aqui em Palmas. Com a paciência do Ivan, eu me encaixei direitinho e tenho muito orgulho de ter feito parte desse crescimento”, recorda Inácio.
Proprietário Sr. Ivan Ricardo Naves Inácio
Acervo pessoal.
Essa mesma identificação com o projeto foi o que atraiu a atual gestora geral, Elaine Tranqueira. Sua ligação com a Ferpam começou antes mesmo de sua contratação, em novembro de 1997, quando ainda observava a obra do prédio enquanto era estudante: “Eu passava em frente à Ferpam, que ainda estava em construção. Não sei por que, mas olhava para lá com um olhar diferente. Era como se eu me sentisse lá dentro, como se fosse viver algo naquele prédio”, afirma Elaine. Para ela, a trajetória de quase três décadas reflete um aprendizado contínuo: “Aqui a gente cuida e cresce como família”.
O olhar de quem constrói o dia a dia
Na outra ponta dessa história estão os profissionais que transformaram a Ferpam em sua principal parceira de trabalho. O mecânico José Francisco, o “Índio”, cliente há mais de 26 anos, destaca a evolução que acompanhou de perto: “Já faz uns 15 anos que sou vizinho aqui. Desejo muito sucesso, pois é uma empresa que sempre contribuiu muito para nós na parte mecânica”.
O serralheiro Raimundo Nonato também recorda a evolução tecnológica no atendimento, desde os tempos em que a capital ainda era um canteiro de obras: “Sou cliente desde o início, quando as fichas de compra ainda eram feitas à caneta. Já faz mais de 25 anos e hoje vejo como a loja se expandiu por toda a região”.
Um legado de 30 anos
Ao longo de 30 anos, a empresa se consolidou como a parceira estratégica que entende e resolve os desafios de quem produz. Mais do que fornecer máquinas ou ferramentas, a Ferpam tornou-se o suporte de confiança para o trabalhador, reafirmando que, onde tem trabalho, tem Ferpam.
No decorrer dessa história de evolução, a Ferpam se tornou ainda mais inovadora e expandiu sua atuação para atender demandas específicas do mercado. Além da sede e do e-commerce que atende todo o Brasil, o grupo conta com a unidade Borrachas Confiança em Palmas, especializada em Borrachas e Irrigação. A presença no estado é reforçada pela Ferpam Borrachas, com lojas estrategicamente localizadas em Araguaína e Gurupi, consolidando o compromisso de ser a ferramenta definitiva para a solução dos problemas dos clientes.

Fonte: G1 Tocantins

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PF prende suspeito de usar registro de advogado morto para ajudar traficantes no Tocantins


PF prende falso advogado que usava sistema de Justiça para beneficiar narcotráfico
Reprodução/Polícia Federal do Tocantins
Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (24) em Palmas, suspeito de se infiltrar e usar o sistema de Justiça para operar a logística do narcotráfico. Segundo a Polícia Federal, ele utilizava a inscrição da OAB de um advogado do Pará que faleceu em maio de 2015.
O nome do investigado não foi divulgado, por isso o g1 não teve contato com a defesa dele. A reportagem solicitou um posicionamento à Ordem dos Advogados do Brasil no Pará, mas não teve resposta até a última atualização da matéria.
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A operação Prerrogativa Fechada cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. O suspeito foi apontado como peça-chave no tráfico interestadual de cocaína. Na ação, também foi bloqueado o perfil falso de advogado no sistema eletrônico de Justiça.
O investigado irá responder pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato. As penas dos crimes somadas chegar a 65 anos de prisão.
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Fonte: G1 Tocantins

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Policiais são presos suspeitos de fazer cobranças para agiota no Tocantins


Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de agiotagem
A Polícia Civil cumpre mandados judiciais nesta sexta-feira (24) contra um grupo suspeito de associação criminosa e agiotagem em Guaraí, no norte do Tocantins. Entre os alvos estão dois policiais militares e um policial penal, que, segundo a investigação, usavam a estrutura do Estado e armamento oficial para intimidar vítimas durante a cobrança de dívidas.
Conforme apurado pela TV Anhanguera, a Operação Nêmesis cumpre 13 ordens judiciais, expedidas pelo juiz de garantias Milton Lamenha, que determinou a prisão preventiva de dois policiais militares, um policial penal e um homem apontado como agiota.
Também são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de suspensão de funções públicas. Policiais civis realizam buscas nos armários funcionais dos PMs no quartel da Polícia Militar de Guaraí.
O g1 questionou a Polícia Militar e a Secretaria da Cidadania e Justiça sobre a operação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Operação cumpre mandados contra suspeitos de agiotagem em Guaraí
Reprodução/TV Anhanguera
Além das prisões, o magistrado determinou a suspensão das funções públicas dos agentes por 60 dias e o recolhimento das armas.
De acordo com a investigação, conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, o grupo usava o prestígio dos cargos públicos e armamento de serviço para realizar cobranças de dívidas em nome de um agiota da cidade.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações seguem em andamento para identificação de possíveis outros envolvidos.
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Fonte: G1 Tocantins

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Entenda o aparecimento recorrente de sucuris em cidade no interior do TO


Sucuri de quase 4 metros é retirada de telhado de casa no TO
O número de sucuris resgatadas em Augustinópolis, no norte do Tocantins, tem chamado a atenção de moradores e autoridades. Segundo a equipe de bombeiros civis da região (CANUC-TO), de janeiro até este mês, pelo menos 11 sucuris foram capturadas na cidade, além de uma jiboia e três jacarés.
O aumento das aparições ocorre principalmente durante o período chuvoso e está ligado a fatores ambientais, segundo especialistas.
O caso mais recente aconteceu na quarta-feira (22), quando uma sucuri de cerca de 2,2 metros foi resgatada por bombeiros civis após ser encontrada em área urbana. O animal foi capturado à noite e solto em habitat natural, a cerca de 5 a 7 quilômetros da cidade.
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Segundo o bombeiro civil Renato Agustinho, da equipe CANUC-TO, ninguém ficou ferido durante a ocorrência. “A gente pediu para o morador não deixar ninguém perturbar, estressar o animal, manter a segurança no local e fizemos a soltura em área de mata com córrego e vegetação”, explicou.
O g1 tentou contato com a Prefeitura e com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Augustinópolis para saber quais medidas estão sendo adotadas diante do aumento de animais silvestres na cidade, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.
Aparições frequentes
Além do último caso, a equipe contabiliza uma sequência de resgates recentes na cidade. Ao todo, foram capturadas 11 sucuris somente neste ano, o que tem gerado preocupação entre moradores.
Renato também destacou o aumento no número de jacarés, o que estaria relacionado à presença de áreas alagadas na região, que favorecem a circulação dos animais em busca de espaço.
Clima e reprodução explicam fenômeno
De acordo com o biólogo Lucas Elias Oliveira Borges, o aumento da presença de sucuris em áreas urbanas não significa invasão, mas sim reflexo das condições ambientais.
Segundo ele, o período chuvoso amplia os ambientes com água, facilitando a movimentação dessas cobras, que são semi-aquáticas.
“O volume dos rios aumenta e oferece mais locais para abrigo e alimento. Além disso, em períodos quentes e úmidos, elas podem percorrer grandes distâncias em busca de parceiros”, explicou.
Apesar disso, o especialista ressalta que as sucuris não costumam permanecer por muito tempo em áreas urbanas.
As sucuris desempenham papel importante no equilíbrio ecológico. Elas ajudam a controlar populações de animais como capivaras, aves e pequenos mamíferos. Segundo o biólogo, a presença dessas cobras pode indicar boa qualidade ambiental, funcionando como bioindicadoras.
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Arte g1
Risco de ataques é baixo
Apesar do tamanho, as sucuris não são peçonhentas e raramente atacam humanos. Os casos de ataque, segundo o especialista, geralmente ocorrem quando o animal se sente ameaçado.
Ainda assim, há alerta para crianças e animais domésticos próximos a áreas alagadas, onde o risco de encontro com o animal pode ser maior.
“Não é um animal agressivo por natureza, mas também não é inofensivo, por ser grande e forte”, destacou.
Mesmo após a soltura, existe a possibilidade de as sucuris voltarem para áreas próximas da cidade, principalmente se houver água e alimento disponíveis. Por isso, a orientação é evitar qualquer aproximação e acionar equipes especializadas em caso de avistamento.
Especialistas orientam que moradores não tentem capturar ou matar os animais. A recomendação é manter distância, evitar áreas alagadas e acionar o Corpo de Bombeiros ou órgãos ambientais, como o Naturatins.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins