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IBGE escolhe Lajeado para fazer teste preparatório do Censo 2022


Equipes começarão a visitar domicílios da zona urbana e rural do município, nesta quinta-feira (4). Objetivo é verificar os sistemas de coleta, os equipamentos, a abordagem ao informante e os protocolos de prevenção à Covid-19. Cidade de Lajeado é escolhida para sediar teste do Censo 2022
Reprodução/TV Anhanguera
O IBGE começa, nesta quinta- feira (4), a visitar todas as casas localizadas na zona urbana e rural de Lajeado, região central do Tocantins, para o teste do Censo 2022. O município foi escolhido por ser de fácil acesso e por ficar perto da capital tocantinense.
Durante o teste, 12 recenseadores farão a coleta de dados nos domicílios. Além dos questionários e da abordagem ao informante, os testes vão avaliar, os sistemas de coleta, os equipamentos utilizados, como os Dispositivos Móveis de Coleta (DMC), a abordagem ao informante e os sistemas de captação, transmissão e acompanhamento das informações coletadas.
Para garantir a segurança, os moradores podem verificar a identidade de todos os entrevistadores através desse site ou do telefone 08007218181.
As equipes do IBGE trabalham uniformizadas, com boné, colete e bolsa azuis com a logomarca do Instituto. No colete, há também o crachá de identificação, contendo a foto e os números de matrícula e identidade do entrevistador. Eles vão utilizar o dispositivo, semelhante a um smartphone, para coleta das informações.
Os testes preparatórios para o Censo serão feitos durante todo o mês de novembro e parte do mês de dezembro, em todo o país. A intenção é verificar também os protocolos de prevenção à Covid-19 que serão usados na operação censitária.
Foram escolhidos bairros, distritos, municípios ou comunidades nas 27 unidades estaduais e Distrito Federal, que serão percorridas por cerca de 250 recenseadores.
Os testes incluem todas as etapas do Censo, desde o treinamento dos recenseadores, montagem do posto de coleta, pesquisa do entorno, modelo misto de coleta e a mobilização dos moradores.
Serão aplicados o questionário básico (26 perguntas) e o da amostra (77 perguntas) para verificação das perguntas. Como ocorre nas demais pesquisas do IBGE, as informações prestadas pelos moradores aos recenseadores são confidenciais e o sigilo é garantido.
O IBGE disse que as equipes do IBGE seguirão todos os protocolos contra a Covid-19, como o uso de máscara e a higienização das mãos e dos equipamentos com álcool em gel.
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Fonte: G1 Tocantins

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Motociclista morre após batida em cruzamento na Teotônio Segurado


No cruzamento onde o acidente aconteceu não há semáforo. Corpo e moto ficaram no meio do cruzamento. Motociclista morreu após acidente em cruzamento
Reprodução/Redes Sociais
Uma pessoa morreu após uma batida envolvendo um caminhão-baú e uma moto em um cruzamento da Avenida Teotônio Segurado, na região central de Palmas, próximo de uma universidade. A colisão aconteceu no fim da manhã desta quinta-feira (4).
No cruzamento onde o acidente aconteceu não há semáforo. O corpo e a moto ficaram no meio do cruzamento, enquanto o capacete da vítima foi arremessado a alguns metros de distância. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ainda foi chamado, mas apenas constatou a morte.
Ainda não há informação sobre a identidade da vítima.
O trânsito no local precisou ser interrompido até a realização da perícia e retirada do corpo. A alternativa para os motoristas é seguir pelas Avenidas NS-01 e NS-02
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Fonte: G1 Tocantins

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Duas pessoas morrem por Covid e estado registra 182 novos casos da doença


Tocantins soma 229.051 diagnósticos de coronavírus e 3.884 óbitos desde o início da pandemia. Leitos de UTI no Tocantins
Esequias Araújo/Governo do Tocantins
Tocantins contabilizou 182 novos casos da Covid-19 e mais uma morte no boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (4). Conforme os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), 56 confirmações são das últimas 24h. Estado soma 229.051 diagnósticos do novo coronavírus e 3.884 óbitos desde o início da pandemia.
Média móvel: veja em quais estados as mortes estão subindo, em estabilidade ou em queda
Veja como está a pandemia em cada uma das cidades brasileiras
Os pacientes que não resistiram ao vírus tinham 67 e 81 anos. As vítimas são:
Homem, 67 anos, morador de Palmas. Comorbidades: diabetes, hipertensão e insuficiência renal crônica. Óbito em 20/06/21 no Hospital Palmas Medical.
Mulher, 81 anos, moradora de Guaraí. Comorbidades: doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão. Óbito em 22/09/21 no Hospital Regional de Araguaína.
Novos diagnósticos
Gurupi (20), Araguaína (15) e Palmas (14) foram as cidades que mais registraram casos nesta quinta-feira (4).
A capital segue como a mais afetada pela doença com 53.535 casos positivos e 674 mortes. Araguaína fica em segundo com 37.654 confirmações e 541 óbitos.
Todos os 139 municípios do Tocantins têm casos confirmados da doença. Veja abaixo as 10 cidades mais afetadas pela pandemia. A lista completa pode ser conferida no site sobre coronavírus da Secretaria Estadual de Saúde.
Segundo a SES, do total de casos, 224.344 pacientes se recuperaram e 823 ainda estão com o vírus ativo. Ao todo, 64 pessoas estão hospitalizadas por causa da doença, sendo que 28 fazem tratamento em leitos de UTI públicos e 8 em unidades de terapia intensiva privadas. Os outros pacientes estão em leitos clínicos.
Conforme o site do Integra Saúde, nenhum paciente está aguardando por vaga em leito clínico ou leito de UTI. A última atualização foi feita nesta quinta-feira (3). Veja os dados aqui.
Vacinação contra a Covid-19
Os dados do vacinômetro, portal que monitora a imunização no Tocantins, mostram que o estado recebeu 2.370.855 doses de vacinas do Ministério da Saúde, sendo que 2.250.290 foram distribuídas aos municípios e 1.760.658 aplicadas.
São 1.026.201 referentes a aplicação de primeira dose, 660.243 da segunda dose da vacina e 32.688 da dose única. Os dados foram atualizados nesta quinta-feira (4).
Ocupação de leitos de UTI nos hospitais
Hospital Estadual de Combate à Covid-19 – 40% de ocupação
Hospital Geral de Palmas (UTI Covid) – 7% de ocupação
Hospital Geral de Gurupi – 15% de ocupação
Hospital Regional de Augustinópolis – 50% de ocupação
Hospital Regional de Porto Nacional – 0% de ocupação
Hospital Regional de Araguaína – 29% de ocupação
Hospital Regional de Gurupi – 8% de ocupação
Veja como está a ocupação dos leitos particulares contratados pelo estado:
Hospital Dom Orione em Araguaína – 25% de ocupação
Hospital Palmas Medical – 0%
Instituto de Terapia Intensiva do Tocantins – 0%
Intensicare IOP – 0%
Instituto Sinai Araguaína – 25% de ocupação
Os dados de estatística hospitalar foram atualizados nesta quinta-feira (4) e podem ser conferidos no portal Integra Saúde.
Cidades mais afetadas pela pandemia
Palmas – 53.535 casos e 674 mortes
Araguaína – 37.654 casos e 541 mortes
Gurupi – 15.255 casos e 279 mortes
Porto Nacional – 10.217 casos e 212 mortes
Paraíso do Tocantins – 8.363 casos e 186 mortes
Colinas do Tocantins – 7.983 casos e 158 mortes
Guaraí – 3.426 casos e 80 mortes
Formoso do Araguaia – 3.415 casos e 67 mortes
Miranorte – 2.603 casos e 59 mortes
Araguatins – 2.599 casos e 71 mortes
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Fonte: G1 Tocantins

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Enem 2021: Confira a correção das questões do simulado diagnóstico do ‘Maior Aulão do Tocantins’


Questões vão ajudar estudantes a identificarem os pontos a serem melhorados na reta final da preparação. Aulão será transmitido nos dias 6 e 7 de novembro, das 8h às 13h. Professores corrigem simulado do Maior Aulão do Tocantins
Reprodução/TV Anhanguera
O “Maior Aulão do Tocantins” divulga nesta quinta-feira (4) as correções do simulado diagnóstico preparado para os participantes. O material ajuda a identificar os principais pontos a serem melhorados pelo estudante nessa reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O aulão será transmitido pelo g1 nos dias 6 e 7 de novembro, das 8h às 13h. Confira os vídeos em que os professores fazem a correção das questões.
Inscreva-se para receber simulados e apostila do ‘Maior Aulão do Tocantins’
O “Maior Aulão do Tocantins” realizado desde 2018 pela TV Anhanguera em parceira com a PUC Goiás e apoio do Colégio Teo e PUC TV.
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Professora Maria Beatriz corrige simulado de português – parte 1
‘Maior Aulão do Tocantins’: professora Maria Beatriz corrige simulado de português
Professora Maria Beatriz corrige simulado de português – parte 2
‘Maior Aulão de Tocantins’: professora Maria Beatriz corrige simulado de português
Professor Ítalo corrige simulado de física – parte 1
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Ítalo corrige simulado de diagnóstico de física
Professor Léo corrige simulado de física – parte 2
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Léo corrige simulado de diagnóstico de física
Professor Brenner corrige simulado de geografia – parte 1
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Brenner corrige simulado de diagnóstico de geografia
Professor Djalma corrige simulado de geografia – parte 2
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Djalma corrige simulado de diagnóstico de geografia
Professor Ceagá corrige simulado de matemática – parte 1
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Ceagá corrige simulado de diagnóstico de matemática
Professor Diniz corrige simulado de matemática – parte 2
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Diniz corrige simulado de diagnóstico de matemática
Professor Caius corrige simulado de história – parte 1
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Caius corrige simulado de diagnóstico de história
Professor Moa corrige simulado de história – parte 2
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Moa corrige simulado de diagnóstico de história
Professor Saulo corrige simulado de química – parte 1
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Saulo corrige simulado de diagnóstico de química
Professor Tasso corrige simulado de química – parte 2
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Velho Tasso corrige simulado de diagnóstico de química
Professor Túlio corrige simulado de filosofia
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Túlio corrige simulado de diagnóstico de filosofia
Professora Ludmilla corrige simulado de biologia – parte 1
‘Maior Aulão de Tocantins’: professora Ludmilla corrige simulado de diagnóstico de biologia
Professor Macena corrige simulado de biologia – parte 2
‘Maior Aulão de Tocantins’: professor Macena corrige simulado de diagnóstico de biologia
Cronograma
6/11 – O Maior Aulão de Goiás – linguagens, ciências humanas e redação
7/11 – O Maior Aulão de Goiás – matemática, biologia, física e química. No dia também será disponibilizado o e-book do evento, com 40 páginas abordando cinco conteúdos de cada matéria
8/11 – Simulado de ciências humanas e linguagens
9/11 – Simulado de ciências da natureza e matemática
10/11 – Videoaula de correção do simulado de ciências humanas e linguagens
11/11 – Videoaula de correção do simulado de natureza e matemática
21/11 – Primeiro dia de prova do Enem
28/11 – Segundo dia de prova do Enem
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Fonte: G1 Tocantins

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Municípios do TO oferecem 20 vagas de emprego para médicos, odontólogos e nutricionista


Só no município de Porto Nacional há seis vagas disponíveis para médicos. Oportunidade vai até o dia 20 deste mês ou até que os cargos sejam preenchidos. Cidades do Tocantins oferecem vagas para profissionais da saúde
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Municípios do interior do Tocantins estão disponibilizando 20 vagas de emprego para profissionais de saúde. As oportunidades são para graduados em medicina, odontologia, farmácia, nutrição e terapia ocupacional. (Veja a lista abaixo)
As vagas foram divulgadas pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (COSEMS-TO) nesta quarta-feira (4) e seguem disponíveis até o dia 20 deste mês ou até serem preenchidas.
Ao todo, 12 cidades estão em busca de profissionais. Porto Nacional pretende contratar seis médicos.
Para saber mais informações, o interessado pode verificar o contato dos secretários ou secretárias municipais na tabela abaixo.
Vagas para profissionais da saúde no Tocantins
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem que recebeu porções de droga para cometer assassinato é condenado a mais de nove anos de prisão

Vítima foi atacada com vários golpes de faca, mas foi socorrida e sobreviveu. O condenado é considerado de alta periculosidade; ele poderá recorrer, mas continuará preso. O Tribunal do Júri condenou Joel Rodrigues Barbosa, de 36 anos, a mais de nove anos de prisão por tentativa de homicídio em Paraíso do Tocantins, na região central do estado. Conforme as investigações, ele teria sido contratado para cometer o crime e foi pago com algumas porções de drogas.
O assassinato aconteceu em setembro de 2020. A vítima foi atacada com vários golpes de faca e ficou seis dias hospitalizada, mas conseguiu se recuperar. O segundo envolvido na morte chegou a ser identificado, mas morreu e teve a pena extinta.
A investigação foi realizada pela 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado, (DEIC), de Paraíso do Tocantins. O réu chegou a ser preso em flagrante logo após o crime, mas teve a liberdade provisória decretada no dia seguinte. Joel Rodrigues voltou a ser preso em outubro do mesmo ano após nova decisão da Justiça.
Durante o júri popular realizado nesta quarta-feira (3) o conselho de sentença considerou o réu culpado por tentativa de homicídio qualificado. A pena foi fixada em nove anos e seis meses de prisão.
Após o julgamento, o condenado foi levado de volta à Unidade Penal do Presídio Barra da Grota, em Araguaína. De acordo com a polícia, ele tem uma extensa ficha criminal e considerado de alta periculosidade.
Joel Rodrigues ainda pode recorrer da sentença, mas deverá permanecer preso. O g1 ainda tenta contato com algum advogado dele.
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Fonte: G1 Tocantins

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PF cumpre mandados em 4 estados contra quadrilha que movimentou mais de R$ 1 bilhão com lavagem de dinheiro


Movimentações financeiras tinham origem no tráfico de drogas e ocorreram entre 2017 e 2021. Alvos da operação ‘Narcos Gold’ são do Pará, Goiás, Tocantins e São Paulo. Movimentações financeiras ocorreram entre 2017 e 2021
Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (4) a operação “Narcos Gold” nos estados do Pará, Goiás, Tocantins e São Paulo, contra um grupo criminoso que movimentou com tráfico de drogas mais de um bilhão de reais.
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De acordo com a PF, a 1ª Vara Criminal da Justiça da Comarca de Santarém, no oeste do Pará, expediu 12 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão nos quatro estados, além de determinar o sequestro de 12 aeronaves, bloqueio de valores em contas bancárias e indisponibilidade de diversos outros bens móveis e imóveis.
Durante a operação ‘Narcos Gold’ foram apreendidas joias
Polícia Federal/Divulgação
As investigações apontaram que o grupo atuava na região oeste do Pará há pelo menos três anos. As pessoas físicas e jurídicas investigadas, estabelecidas em vários estados, movimentaram mais de um bilhão de reais no período de 2017 ao início de 2021.
A investigação revelou que o transporte das drogas era realizado por meio de aviões que partiam de outros estados até o oeste do Pará. Nesta região era feita a distribuição dos entorpecentes para outras unidades da federação.
Operação ‘Narcos Gold’ teve alvos nos estados do Pará, São Paulo, Tocantins e Goiás
Polícia Federal/Divulgação
Ainda conforme a PF, foi verificado ainda que o grupo utilizava garimpos de ouro como base para pousos e decolagens no transporte de drogas e, também, como fachada para lavagem de dinheiro.
Uma das hipóteses criminais investigadas é a de que os investigados utilizavam Notas Fiscais de transações fictícias com ouro para justificar o patrimônio milionário.
Foram expedidos pela Justiça 12 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão, além de sequestro de bens e imovéis
Polícia Federal/Divulgação
Os crimes investigados no Inquérito Policial correspondente são de tráfico de drogas e associação para o tráfico, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.
A operação envolveu mais de 130 policiais federais, com destaque para a atuação de do Comando de Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), do Comando de Aviação da Polícia Federal (CAOP) e teve o apoio logístico do Exército Brasileiro.
VÍDEOS: Mais vistos do G1 Santarém e Região

Fonte: G1 Tocantins

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Luta pela sobrevivência e os desafios na educação: veja como vivem os venezuelanos no TO após dois anos de imigração


Cerca de 40 famílias que decidiram fixar moradia em Palmas dividem espaço em local cedido pela prefeitura. Após dois anos longe das escolas, crianças finalmente começaram a estudar graças a iniciativa do Ministério Público Estadual. Professor venezuelano mostra local em que famílias vivem em Palmas
Originários de um país em colapso, venezuelanos indígenas da etnia Warao decidiram imigrar para o Brasil em busca de sobrevivência, comida, emprego e qualidade de vida. Dezenas deles fixaram moradia em duas cidades do Tocantins: Palmas e Araguaína. Passados quase dois anos da entrada no novo país, o g1 relata como vivem as famílias, as condições de moradia e o acesso a direitos básicos, como educação e emprego.
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Cerca de 40 venezuelanos decidiram viver em Palmas. Eles estão abrigados no Centro Comunitário, localizado no setor Santo Amaro, região norte da cidade, um local cedido pela prefeitura. As famílias dormem em colchões ou redes, dividem uma cozinha pequena, além de banheiros, com apenas um chuveiro e um vaso sanitário. (Veja vídeo acima)
Muitos deles estão no Brasil há cerca de dois anos. Oito pessoas chegaram à capital no mês de setembro após passarem uma temporada em Manaus. Sem quartos para abrigá-los, eles tiveram que se acomodar no pátio. Colchões e pertences foram colocados em um canto, que molha em caso de chuvas fortes.
O período chuvoso no Tocantins começa oficialmente na segunda quinzena do mês de outubro. Desde então, há registros de fortes chuvas em todas as regiões.
Professor Giovanni Wilfredo e a filha estão há dois anos no Brasil
Edson Reis/G1
Vestido com a camiseta da seleção brasileira, o professor venezuelano Giovanni Wilfredo, de 33 anos, mostra as acomodações em um vídeo feito pela equipe de reportagem do g1. “Essa é a cozinha, tem duas geladeiras, dois fogões. As 11 famílias preparam seu alimento aqui. Essa geladeira foi uma doação do pastor da igreja Base, e a outra doada pela prefeitura. Como você está olhando, não temos muita coisa, dá para algo”, diz ele, enquanto mostra os poucos alimentos armazenados.
As duas geladeiras funcionam. Mas são velhas e não têm mais as grades para guardar os alimentos.
No centro comunitário há dois banheiros, um para homens, o outro para mulheres. Cada um, tem apenas um vaso sanitário e um chuveiro. As 11 famílias se revezam como podem.
Giovanni também mostra o quarto onde dorme com a mulher e a filha de três anos. No espaço, há colchões, ventiladores, brinquedos e uma pia de roupas amontoadas.
É difícil, graças a Deus temos um teto, mas morar assim é desumano. Não somos brasileiros, somos venezuelanos, temos que aceitar. Não temos que exigir muita coisa”.
Venezuelanos se dividem em quarto no Centro Comunitário, em Palmas
Edson Reis/G1
Mais de 40 venezuelanos estão vivendo no Centro Comunitário, em Palmas
Edson Reis/G1
Ele percorre a unidade e mostra o local onde uma família está dormindo por falta de quartos suficientes. “É difícil, quando cai chuva com vento todos se molham. Tem que pegar as suas coisas, mudar para lá [outro ambiente]. Nós saímos da Venezuela procurando melhoria, mas não estamos conseguindo”.
O professor mostra ainda outro cômodo que virou o quarto de três famílias. São adultos, crianças e um bebê dividindo espaço, dormindo em redes e colchões doados pela comunidade. No espaço, há roupas no chão e alimentos não perecíveis.
Giovanni tenta conseguir dinheiro para voltar para a Venezuela. Ele alega que sente muita falta dos pais e de outra filha, de 8 anos, que ficou no país. E reclama também de não ter conseguido validar o título de professor no Brasil.
“Sou professor, professor de crianças. Eu tenho esse sonho. Já tenho quase três anos aqui no Brasil, e não tenho conseguido validar o meu título. Por isso já tomei essa decisão [de retornar para a Venezuela], voltar e ficar lá com a minha família, meu pai e minha mãe, com minha vó e minha filha. Por isso estou procurando uma ajuda da prefeitura, Funai (Fundação Nacional do Índio). Ou outra pessoa que queira me ajudar com minha passagem. São sete passagens, sete pessoas que querem voltar para Venezuela, pelo menos até Manaus. Quero voltar porque é melhor para a minha filha estudar lá. Lá tem escola, tenho fé em Deus que a Venezuela vai melhorar. Minha filha tem como conseguir alguma coisa porque ela vai ter estudo”.
Ele e mais sete pessoas querem fazer o caminho inverso e retornar ao país de origem. O professor explica que o objetivo é embarcar em um ônibus que estará em Manaus na primeira semana deste mês de novembro.
“Vai vir um ônibus do estado de Delta Amacuro até a fronteira do Brasil para buscar pessoas para voltar para a Venezuela. Só são sete passagens. De Palmas a Belém, são R$ 200. De Belém até Manaus, são R$ 250 para cada pessoa”, afirma ele.
O professor e outras 16 pessoas conseguiram emprego temporário em uma empresa de processamento de sementes, em Palmas. O salário é R$ 1,2 mil. Parte do dinheiro é enviada para as famílias que ficaram no país venezuelano. A outra parte é usada para comprar alimentos. O aluguel e as contas de água e energia são de responsabilidade da prefeitura.
Segundo a Prefeitura de Palmas, desde de 18 de novembro de 2019 vem realizando ações de suporte, em várias áreas de atendimento dos serviços públicos municipais, tais como assistência social, saúde e educação.
Conforme a prefeitura, atualmente são 12 famílias, sendo 47 pessoas abrigadas no centro comunitário da região norte, mas o número pode sofrer variações de uma semana para outra.
As famílias recebem cestas básicas, marmitex, produtos de limpeza, higiene, gás de cozinha, serviços de manutenção e o acompanhamento de uma equipe socioassistencial, finaliza o município.
Correndo da miséria
Refugiados venezuelanos após chegarem a Palmas em dezembro de 2020
Reprodução/TV Anhanguera
Era julho de 2019 quando Giovanni, a mulher e a filha saíram do estado Delta Amacuro em direção a Manaus. O salário que recebia trabalhando como professor na Venezuela não era suficiente para comprar comida. O país já estava enfrentando uma crise sem precedentes.
Sou formado em Educação. No ano de 2006, quando recebi meu primeiro salário lembro que comprei geladeira, televisão, roupa e ainda sobrou dinheiro. A moeda foi desvalorizando em 2011, quando a crise começou. Em 2015 o dinheiro não dava para nada. Atualmente, é como se o salário mínimo estivesse custando de R$ 25 a R$ 30 no Brasil. O quilo do arroz é R$ 15 e o do frango é R$ 50. Quando eu vivia lá, eu recebia de manhã e à tarde não tinha mais dinheiro”.
Em 2015, iniciou-se a emigração de venezuelanos rumo a outros países. Em 2019, Giovanni disse que “não aguentou mais”. A família foi para Manaus e ficou até novembro daquele ano. No mês seguinte, ele voltou para a Venezuela levando roupas, fraldas, comida e outros produtos que eles conseguiram no Brasil.
Em janeiro, retornou novamente para Manaus, onde ficou até agosto do ano passado. Depois disso, Giovanni e a família embarcaram em um ônibus passando por vários estados até chegar no Maranhão, onde ficaram por cerca de um mês. Em seguida, decidiram se mudar para Palmas. Na época, outras famílias também chegaram.
Ao desembarcarem na capital tocantinense, venezuelanos alugaram quartos de um hotel, pagando R$ 120 por dia. “Na época, procuramos casa, mas os donos de kitnet e casas falavam que não tínhamos trabalho fixo e não podíamos fazer o contrato”.
A diária era paga com o dinheiro que eles conseguiam arrecadar nos semáforos e nas avenidas da cidade. “Era difícil pedir porque eu tinha vergonha de pedir dinheiro”.
Em novembro de 2020, o pastor de uma igreja evangélica se dispôs a alugar uma casa para os refugiados, que dividiam dois quartos e dois banheiros. Eles ficaram até março deste ano. No mês de junho, a prefeitura cedeu o Centro Comunitário. No início, eram sete famílias, hoje são 11.
Colchões no pátio
Família que chegou no mês de setembro dorme em colchões no pátio do Centro Comunitário
Edson Reis/G1
Em quatro colchões, oito pessoas passam a noite no pátio do Centro Comunitário. A família da enfermeira Ermínia Ratti, de 56 anos, chegou a Palmas em oito de setembro. Em um cantinho do Centro Comunitário, ela guarda pertences em uma sacola, além dos artesanatos que faz para vender.
A enfermeira lembra que antes da crise econômica na Venezuela, ela morava na cidade de Tucupita, tinha uma casa equipada, trabalhava na comunidade indígena.
Apesar de sermos indígenas não vivíamos dessa maneira na Venezuela. Vivíamos em uma casa limpa. Estou pensando em buscar aluguel”.
O filho e a nora dela conseguiram trabalho na capital. A esperança é de construir uma vida melhor no Brasil.
“Queremos ficar no Brasil. Queremos ajuda do governo para que a nossa vida melhore. Um local maior para que cada família tenha uma sala adequada, que consigamos um trabalho fixo. Se temos trabalho fixo, casa boa, não vamos sair na rua para pedir nada. Faço colares, artesanato, também quero vender em uma feira”.
Ermínia Ratti trabalhava como enfermeira na Venezuela; em Palmas fabrica artesanato para vender
Edson Reis/G1
Dois anos sem ir à escola
Famílias saíram da Venezuela carregando malas, as crianças e esperança de uma vida melhor. Durante dois anos percorrendo partes do país, meninos e meninas em idade escolar ficaram sem frequentar escolas.
Jesús Manuel Tovar, de 40 anos, trabalhava como jardineiro em uma escola na Venezuela. Deixou o país em crise juntamente com os quatro filhos, de 8, 10, 14 e 19 anos. O mais velho já é pai, o bebê nasceu no Brasil.
Jesús Manuel Tovar com os quatro filhos e o neto, nascido no Brasil
Edson Reis/G1
Os outros três menores de idade ficaram sem estudar por cerca de dois anos, mas a vontade do pai era de ver todos estudando. Jesús também conseguiu trabalho em Palmas, mas pretende voltar a Venezuela daqui a algum tempo. “Ainda não me acostumamos com a cultura daqui, é diferente. Precisamos de uma casa para morar”, diz ele.
A jovem Irannis Del Carmen Beria, de 24 anos, também luta por qualidade de vida. Sozinha, ela cuida de três filhos, de 2, 3 e 8 anos. No ano passado chegou ao Brasil. “Passei por Manaus, fiquei quatro meses, mas estávamos em abrigo. Meu filho não comia bem. Era muita gente em local só”, conta ela.
Irannis Del Carmen Beria, de 24 anos, imigrou com os três filhos para o Brasil
Edson Reis/G1
Ainda em 2020, pegou os filhos e saiu rumo a São Luís. Depois, a família veio parar na capital tocantinense. O sonho é que os filhos estudem e tenham um futuro melhor.
Eu quero dar um futuro para meu filho. O mais velho vai começar a estudar. Quero que meu filho tenha educação, que estude. Nesse tempo quero que a Venezuela se recupere para voltarmos. Sinto falta porque lá tem minha família, meus pais, meu irmão”.
Enfim, na escola
Uma notícia cheia de esperança veio à tona, semanas após o g1 visitar o Centro Comunitário para registrar o dia a dia dos venezuelanos. Após cerca de dois anos longe da escola, crianças venezuelanas tiveram o 1º dia de aula, na última segunda-feira, dia 25 de outubro, na escola Municipal de Tempo Integral (ETI) Padre Josimo Tavares.
O projeto para o retorno das crianças e jovens à escola foi iniciado através do Ministério Público Estadual (MPE), em uma força-tarefa com outras entidades federais, estaduais e municipais. Segundo o promotor de Justiça Sidney Fiori, coordenador do Caop da Infância, Juventude e Educação, o papel do órgão foi atuar em prol das garantias dos direitos mais básicos das crianças e adolescentes, que ficavam nos semáforos junto com os pais para pedir doações.
“Isso estava incomodando e nós resolvemos acionar essa rede para tentar entender o que cada um estava fazendo. Como se trata de indígenas, o Ministério Público Federal é que, em tese, tem atribuição para lidar com o caso. Entrei em contato com o Dr. Álvaro Manzano e em seguida, entramos em contato com a Defensoria Pública da União e descobrimos que a defensoria já tinha ajuizado ação para garantir os direitos relacionados à saúde e assistência social. Ficou faltando a questão da educação”.
O MPE então trabalhou na criação de uma força-tarefa para garantir um direito fundamental básico, a educação dos pequenos indígenas venezuelanos.
“Eu quis entrar com bastante força na questão da educação. A partir deste momento nós constituímos um comitê, integrado, claro pelas secretarias estaduais de educação do município e estado, para tentar entender deles qual seria a melhor forma de atender essas crianças. E o que a gente queria de prioridade é que as escolas fossem de tempo integral, exatamente para as crianças não ficarem mais no semáforo nem pela manhã nem à tarde. E em tese, os pais estariam mais livres para procurarem emprego, e para eles saírem desta situação também de miséria”, explicou Sidney Fiori.
O promotor argumenta que foram feitas duas reuniões, nas quais ficou decido que as secretarias colocariam profissionais para estudar aspectos relacionados à etnia e língua. Após uma análise, eles apontaram a escola Pe. Josimo Tavares como a melhor opção.
Segundo Fiori, os venezuelanos foram ouvidos nas reuniões e depois foram entrevistados. A educação procurou visitar os locais onde eles vivem, e todos concordaram com o projeto proposto.
“Eles ficaram entusiasmados com a estrutura da escola [Pe. Josimo Tavares]. E eles concordaram que era muito melhor os filhos na escola, do que ficar no semáforo. Então ficou combinado, que [professores] seriam selecionado da etnia deles – alguns vieram para cá, e alguns são engenheiros, são pessoas qualificadas. Então, nós tentamos verificar lá quais teriam melhores condições técnicas para serem professores das crianças. Me parece que as secretarias conseguiram inicialmente quatro profissionais para serem esses professores, não apenas para passar a parte técnica, mas quando as crianças visualizarem pessoas de sua etnia ficariam mais confortáveis emocionalmente. E tem a questão da língua, afinal, as crianças não sabem falar a língua portuguesa”, concluiu o promotor.
Promotor Sidney Fiori fala do papel do MPE na educação dos venezuelanos no TO
Conforme a Prefeitura de Palmas, a Secretaria Municipal da Educação (Semed), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes do Tocantins (Seduc), contratou três monitores auxiliares da própria comunidade Warao para auxiliar no processo educacional dos garotos, respeitando assim, as tradições e a cultura da etnia.
“Para ajudar no processo de adaptação dessas crianças, a princípio nós iremos trabalhar com eles numa sala separada, com os monitores contratados atuando junto com os professores de língua Portuguesa e Espanhola e tão logo estejam adaptadas serão inseridas nas turmas regulares”, afirmou superintendente de Avaliação e Desempenho Educacional da Semed, Anice Moura.
As crianças já têm acesso ao transporte escolar. A Semed ficou responsável por disponibilizar um kit contendo material pedagógico, estojo escolar e um kit de material higiênico com máscaras e álcool em gel, além do uniforme escolar.
Crianças venezuelas ficaram sem ir para a escola após imigração ao Brasil
Edson Reis/G1
A luta pela vida dos refugiados em Araguaína
A exemplo de Palmas, algumas famílias refugiadas da Venezuela se instalaram em Araguaína, região norte do Tocantins. Ainda em 2019, uma cena passou a chamar atenção de quem passava pelas ruas da cidade. Eram venezuelanos com cartazes nas mãos clamando por ajuda: “Preciso de um trabalho ou uma ajuda de você para sustentar minha família. Muito obrigada e Deus abençoe”.
A frase estava em uma placa segurada pelo venezuelano José Gonzales. Em junho de 2019, dez refugiados, incluindo quatro crianças, estavam no município em busca de oportunidade. Morando em casa alugada, as famílias contaram com o trabalho conjunto de voluntários religiosos, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública. Os venezuelanos receberam assistência e principalmente a liberação da carteira de trabalho.
Vivendo há um mês no TO, venezuelanos lutam para conseguir emprego e sustentar família
Um ano depois, em junho de 2020, em meio à pandemia da Covid-19, a Justiça deu um prazo de 72 horas para a Prefeitura de Araguaína apresentar informações da quantidade de famílias vivendo na cidade – o documento exigia que fosse informada a situação socioeconômica e a condição de saúde das famílias.
Justiça determina que famílias venezuelanas sejam realocadas para um espaço mais seguro em Araguaína
Reprodução
Justiça estabelece prazo para Prefeitura informar situação de venezuelanos que vivem em Araguaína
Por outro lado, a prefeitura informou ao g1 à época, que as famílias recebiam assistência, como auxílios de cestas básicas e kit natalidade para mulheres grávidas. Além do Aluguel Social – benefício concedido de acordo com critérios estabelecidos em lei. O município garantiu cumprir as determinações da Justiça.
Em março deste ano, mais um episódio nada confortável na vida de algumas famílias, em Araguaína. Oito famílias – 38 pessoas sendo 15 crianças, foram despejadas de uma casa alugada.
O aluguel era pago com doações e o trabalho realizado pelas ruas da cidade. Porém, o proprietário pediu o imóvel pela falta de pagamento. Sem documentação, eles não conseguiam trabalho e enfrentavam dificuldades financeiras. As famílias foram levadas para uma associação no setor Tiúba.
Sem documentação, indígenas venezuelanos não conseguem trabalho e são despejados de casa em Araguaína
Indígenas venezuelanos estão vivendo de doações
Reprodução/TV Anhanguera
Em maio deste ano, a Justiça deu um novo prazo para melhoria de vida das famílias refugiadas. Desta vez, a exigência foi direcionada ao governo do Estado no sentido de incluir famílias no Programa Aluguel Social, que tem o objetivo de custear o aluguel de imóveis em caráter de emergência para famílias que precisam. O prazo estabelecido foi de 72h.
Justiça determina inclusão de venezuelanos em programa social; 60 pessoas vivem em casa improvisada em Araguaína
A decisão buscava beneficiar 60 venezuelanos da etnia Warao que viviam em uma casa improvisada, em Araguaína.
Em agosto, uma luz no fim do túnel na busca pela sobrevivência e de dias melhores: as famílias passaram a receber carteira de solicitação de reconhecimento de refugiado – por meio do certificado eles conseguiram emitir documentos pessoais como a carteira de trabalho.
“Quero morar aqui no Brasil porque é melhor que lá na Venezuela”, disse o venezuelano Eudan Cardona, à época para a reportagem da TV Anhanguera.
Venezuelanos abrigados em Araguaína recebem identificação de refugiados e podem emitir carteira de trabalho
Apesar de toda luta, em setembro, várias famílias foram encontradas vivendo em uma “espécie de acampamento”, e em pequenas casas, em Araguaína. O local não oferecia nenhuma estrutura para as famílias. Cera de 100 pessoas estavam morando em um espaço pequeno, com problemas de saneamento básico.
Araguaína tem 10 dias para providenciar moradia adequada a venezuelanos refugiados
Em meio à situação, a Prefeitura de Araguaína recebeu o prazo de dez dias para destinar uma moradia adequada a venezuelanos indígenas da etnia Warao que vivem na cidade. A decisão foi tomada pela Justiça Federal, durante uma audiência realizada entre Defensoria Pública e Ministério Público Federal.
Na época, a prefeitura informou que contribuía com alimentação e prestava atendimentos sociais e de saúde. Em relação ao Aluguel Social, o município afirmou que a responsabilidade era do governo do Estado, mas diante da necessidade das famílias, a prefeitura iria apresentar propostas para solucionar o problema de moradia, no prazo de 10 dias.
O governo foi procurado em setembro para se posicionar sobre este caso, mas não se manifestou.
No início de outubro, a Defensoria Pública do Tocantins obteve na Justiça uma decisão para que a Prefeitura de Araguaína fosse obrigada a contratar alguns refugiados venezuelanos. A medida se aplica aos chefes de 13 famílias, que fugiram do país para o Brasil por causa da crise humanitária.
Justiça determina que Prefeitura de Araguaína contrate venezuelanos refugiados na cidade
Em contrapartida, o município não precisaria mais pagar o aluguel das famílias. Seguindo o prazo estabelecido, o g1 procurou a Prefeitura de Araguaína para saber como está a situação das famílias após quase 25 dias depois.
Segundo a Prefeitura de Araguaína, foram contratados seis dos oito responsáveis das famílias venezuelanas na etnia Warao, que moram no município.
Os venezuelanos estão atuando na função de serviços gerais, seguindo acordo com órgãos da Justiça, e devem atuar na manutenção de parques e praças municipais.
A prefeitura informou ainda que a contratação dos outros dois segue em trâmite devido pendências na documentação, que vêm sendo solucionadas.
Dados
Segundo o último levantamento da Secretaria da Assistência Social, no início de outubro, as oito famílias da etnia Warao residentes em Araguaína somam 36 pessoas refugiadas, divididas entre 16 adultos, sendo um idoso e 20 crianças e adolescentes. Desse total, 20 são do sexo masculino e 16 do feminino.
Enquanto entes federativos e órgãos de controle buscam garantias de direito, eles seguem com a esperança de uma vida com mais qualidade. A maioria quer continuar se desenvolver no novo país.
Em comum, os estrangeiros que chegam ao estado mostram que a fuga de um país em colapso não é só uma travessia por comida. É também uma luta por um futuro melhor.
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Fonte: G1 Tocantins

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Novembro terá concursos juninos com formato virtual em Palmas e Araguaína; confira a programação


O Arraiá da Capital será entre os dias 10 e 14 de novembro. Já em Araguaína, o Festival São João do Cerrado será nos dias 27 e 28 de novembro. Quadrilhas serão representadas por rainhas e casais
Reprodução/Júnior Suzuki
Pelo segundo ano consecutivo, o mês de novembro será marcado por comemorações juninas fora de época no Tocantins. As duas maiores cidades do estado anunciaram eventos envolvendo as quadrilhas, já que as agremiações não puderam realizar as festas no período normal por causa da pandemia de Covid-19.
Nos dois casos, os eventos serão virtuais. Em Palmas já foram anunciados inclusive os valores das premiações. Confira a programação:
Arraiá da Capital
O Arraiá da Capital 2021 vai ser realizado entre 10 a 14 de novembro. Assim como ocorreu em 2020, o evento será transmitido pela internet e não terá apresentais dos grupos juninos completos ou a presença do público. Casais e rainhas irão representar as quadrilhas nas quatro categorias.
Melhor Rainha do Arraiá da Capital (10 de novembro)
Melhor Casal de Noivos (11 de novembro)
Melhor Casal de Reis (12 de novembro)
Melhor Casal Cangaço (13 de novembro)
O último dia será dedicado às premiações e exibição de vídeos dos vencedores. Nas três categorias de casais, há prêmios em dinheiro para os três primeiros colocados, de R$ 5 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil para cada integrante. No caso das rainhas, apenas a vencedora leva o prêmio em dinheiro, de R$ 5 mil.
As apresentações vão respeitar os grupos já existentes antes da migração para o formato virtual: especial, de acesso e comunidade.
Casais vão representar quadrilhas juninas no Arraiá da Capital 2021
Júnior Suzuki/Prefeitura de Palmas
Festival São João do Cerrado
Em Araguaína, a prefeitura anunciou a realização do Festival São João do Cerrado como parte da programação do aniversário da cidade. As datas previstas para as apresentações são os dias 27 e 28 de novembro. A transmissão será a partir do Ginásio do Centro Esportivo Pedro Quaresma, na Via Lago.
Seis quadrilhas devem participar concorrendo a prêmios e troféus nas seis categorias do evento. No regulamento, publicado no dia 27 de setembro no Diário Oficial do Município, está prevista uma ajuda de custo para todas as quadrilhas participantes, mas nenhuma premiação em dinheiro para os vencedores.
Melhor Casal de Reis
Melhor casal de Noivos
Melhor Casal Cangaço
Rainha do Arraiá do Cerrado
Rainha da Diversidade
Rainha Mirim
Nas quatro primeiras categorias, a participação das agremiações é obrigatória e nas outras duas é espontânea.
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Fonte: G1 Tocantins

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Festa de Jabuticaba terá visitas a pomares e feira com produtos à base da fruta a partir de sexta (5)


Festa da Colheita da Jabuticaba é realizada tradicionalmente em Taquaruçu até o dia 14 de novembro. Moradores abrem pomares para receber público na Festa da Colheita da Jabuticaba em Taquaruçu
Divulgação
A tradicional Festa da Colheita da Jabuticaba de Taquaruçu, distrito de Palmas, começa na próxima sexta-feira (5). O público terá a oportunidade de visitar os pomares para provar a fruta diretamente do pé. Também poderá experimentar as bebidas e comidas criadas a partir da juabuticaba.
Essa é a terceira edição do evento. A partir de sexta-feira, moradores de Taquaruçu abrem os pomares para visitação. Durante o passeio, o público poderá comer as frutas e conhecer pés que têm mais de 50 anos.
Como em todos os anos a visitação devera ser agendada com antecedência e diretamente com os proprietários dos pomares. Veja os números:
Eliane dos Santos – 99113-1387
Maura Batista – 99277-2379;
Maria Ilza Farias da Silva – 98489-0599
Fábio Queiroz Nogueira – 99275-3517
Meire – 99211-1848
Durante a festa, restaurantes e pousadas que compõem a Rota Gastronômica também venderão pratos e bebidas produzidos a partir da fruta.
“Estamos muito animados para receber a todos que quiserem visitar nossos pomares e provar as delícias que são feitas com a fruta da jabuticaba. Alguns pomares ainda possuem a fruta no pé e o visitante poderá degustar a jabuticaba fresquinha no pé”, afirmou a idealizadora do festival Lucyene Nascimento Miranda.
Visitantes poderão experimentar produtos feitos a partir da jabuticaba
Divulgação
Programação Festa da Colheita da Jabuticaba
05 a 15/11 – Abertura para visitação dos pomares;
12 a 14/11 – Realização da Feira de Jabuticaba das 17h as 22h e da Feita de Jardim Encantando, das 9h às 22h;
05 a 14/11 – Acontecerá a Rota Gastronômica – o público poderá comprar pratos e bebidas vendidos nos restaurantes
Segundo a organização, a Festa da Colheita seguirá todos os protocolos de segurança estabelecidos contra a Covid-19.
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Fonte: G1 Tocantins