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Fiscalização apreendeu 66.740 metros de redes e aplicou R$ 95 mil em multas durante a piracema


Balanço da operação integrada foi divulgado nesta quarta-feira (9), em Palmas. Apetrechos de pesca apreendidos foram destruídos e redes enviadas para reciclagem. Itens apreendidos na Piracema foram destruídos
Naturatins/Divulgação
Durante o período da Piracema, entre 2021 e 20211, foram apreendidos 66.740 metros de redes de pesca nos rios e lagos do estado. A fiscalização foi feita pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) em parceria com diversas instituições. Os autos de infração e multas aplicados somam mais de R$ 95 mil.
Nos quatro meses de proibição também foram apreendidos 564 kg de pescados, apetrechos de pesca, armas e animais silvestres abatidos. O balanço da Piracema foi divulgado nesta quarta-feira (9), em Palmas.
Os materiais apreendidos foram destruídos no pátio do Naturatins após a apresentação dos dados. As redes apreendidas foram encaminhadas para o processo de reciclagem, onde serão transformadas em itens como sacolas e vassouras.
“Consideramos o balanço positivo tendo em vista que nesta temporada as operações foram intensificadas e simultâneas em todo o Estado”, avaliou o presidente do Naturatins, Renato Jayme.
A fiscalização integrada contou com apoio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão da Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRED), Marinha do Brasil (Capitania Fluvial Araguaia-Tocantins), Instituto Brasileiros de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério Público Estadual (MPE), Delegacia Especializada de Repressão à Crimes Contra o Meio Ambiente e Conflitos Agrários (Demag), Fundação Municipal do Meio Ambiente de Palmas, Guarda Metropolitana Ambiental de Palmas, Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Adapec) e Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
Fim da piracema
O período da piracema terminou no último dia 28 de fevereiro. Durante quatro meses foi proibida a pesca em todas as suas modalidades nos cursos hídricos existentes no estado. Também foi proibido o transporte, comercialização e beneficiamento de pescado.
Agora volta a ser permitida a pesca de até cinco quilos de peixe para consumo no local. Para emitir a licença de pesca o cidadão deve fazer um cadastro e solicitar o documento pelo portal do Naturatins, além de pagar uma taxa. O órgão criou um passo a passo para facilitar a emissão.
Apesar do fim da piracema, continua valendo a portaria que estabeleceu a cota zero para transporte de pescado. O texto foi publicado no dia 27 de março de 2019 pelo prazo de três anos, ou seja, até o fim de março de 2022. O governo ainda não informou se vai prorrogar a medida.
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Fonte: G1 Tocantins

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Padrasto suspeito de estuprar enteadas por oito anos é indiciado pela Polícia Civil em Xambioá

Abusos teriam começado com a irmã mais velha, mas quando ela saiu de casa o homem passou a abusar da enteada mais nova. Pedido de prisão foi negado e ele está em liberdade. A Polícia Civil concluiu a investigação sobre um homem de 49 anos suspeito de estuprar duas enteadas por oito anos. Os abusos ocorreram entre 2012 e 2020 em um assentamento na zona rural de Xambioá, no norte do estado, e só foram descobertos porque uma tia notou mudanças de comportamento em uma das sobrinhas.
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A investigação apontou que os abusos começaram primeiro com a irmã mais velha, quando ela tinha 12 anos. A vítima, que hoje tem 21 anos, teria sofrido estupros até os 18 anos, quando foi embora de casa por não suportar mais os abusos.
Depois disso o homem teria começado a abusar da irmã mais nova, que atualmente tem 17 anos. Os fatos só foram descobertos em 2020 quando ocorreu uma reunião familiar e uma das tias notou o comportamento diferente de uma das vítimas e procurou a polícia para denunciar a suspeita.
Os abusos aconteciam em uma casa no assentamento Caçador, na zona rural da cidade, onde o suspeito convivia com a esposa e as enteadas. O caso foi investigado pela 22ª Delegacia em Xambioá, que concluiu o inquérito policial nesta semana e indiciou o padrasto por crime de estupro de vulnerável.
A Polícia Civil informou que, durante depoimento, a irmã mais velha afirmou: “Eu não quero ter nenhum tipo de contato com o indiciado, pois ainda estou tentando apagar a caricatura dele da minha cabeça”.
Durante a investigação a polícia chegou a solicitar a prisão preventiva do investigado, mas o pedido foi negado pela Justiça e ele segue em liberdade. Com o fim do inquérito o caso foi enviado para o judiciário.
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Fonte: G1 Tocantins

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Criminosos fazem tentativa de assalto em agência bancária de Pedro Afonso

Os ladrões tentaram fazer reféns, mas não conseguiram entrar no prédio e acabaram fugindo. Não houve feridos. Criminosos tentaram invadir uma agência bancária na cidade de Pedro Afonso, a 180 km de Palmas, na tarde desta quarta-feira (9). Segundo a Polícia Civil eram aproximadamente quatro homens que renderam clientes e funcionários para tentar entrar no prédio e roubar. Ninguém ficou ferido e todos os reféns já foram liberados.
O caso foi em uma agência da cooperativa de crédito Sicredi que fica na Avenida Mestre Bento, no setor Aeroporto. A administração da instituição disse que mecanismos de segurança do prédio impediram a entrada dos criminosos. A intensa movimentação de forças policiais também teria assustado o grupo, que fugiu sem levar nada.
Não houve confronto no local. Buscas ainda estão sendo realizadas na região para tentar capturar os criminosos.
Em nota o Sicredi disse que não houve nenhum dano financeiro e pessoal. Afirmou que está à disposição da Polícia para contribuir com a elucidação do caso e esclareceu aos moradores que a agência ficará fechada nesta quarta-feira (9), recomendando o acesso aos canais digitais (site e aplicativo).
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Fonte: G1 Tocantins

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Imagens de satélite mostram aumento da devastação na terra indígena onde PF fez operação contra desmatamento


Delegado do caso informou que houve grande aumento na área afetada em anos recentes. Alguns dos indígenas teriam sido aliciados para o esquema criminoso. Imagens de satélite registraram o aumento do desmatamento na terra indígena
Reprodução
Imagens de satélite obtidas pela Polícia Federal durante a investigação sobre um esquema de desmatamento ilegal no território indígena Xerente, em Tocantínia revelam o tamanho da devastação causada pela quadrilha. As fotos são da área chamada de ‘Mata Grande’. É possível perceber que entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021 a cobertura vegetal praticamente desapareceu.
O inquérito indica que a madeira retirada do local foi revendida dentro do Tocantins e utilizada principalmente na construção de cercas para fazendas. A informação é do delegado da Polícia Federal Nilson Vieira dos Santos, que é um dos responsáveis pela operação.
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“O que nós observamos é que na maior parte elas são utilizadas para a construção de cercas nas propriedades rurais. Principalmente as madeiras mais nobres, elas são muito resistentes. Eles fazem beneficiamento, colocam como estacas e na maioria é para esta destinação”, explicou.
Em entrevista durante a manhã ele já tinha relatado o aumento no ritmo da exploração ilegal no local. “De 2019 para cá tem acelerado muito, 2019 – 2020. Tem uma mata específica, Mata Grande, ela foi muito dizimada. Atualmente nós identificamos intensificado o desmatamento na mata do Janipapo”, diz ele.
Equipes estiveram nas aldeias em Tocantinía durante a operação
Divulgação/Polícia Federal
A investigação começou após uma série de flagrantes e apreensões de órgãos ambientais na região. Nesta manhã, as equipes da PF cumpriram um mandado de prisão e 11 ordens de busca e apreensão. A Polícia Militar foi chamada para prestar apoio na ação.
A operação foi autorizada pelo juiz João Paulo Abe, da 4ª vara da Justiça Federal do Tocantins. O g1 e a TV Anhanguera tiveram acesso à decisão. O documento afirma que a PF viu indícios de extração em larga escala de madeira com alto valor comercial.
O alvo do mandado de prisão é suspeito de chefiar o esquema e aliciar os indígenas. Endereços ligados a alguns dos indígenas também devem ser alvo de buscas, por suspeita de que eles teriam colaborado com os crimes. Segundo o delegado Nilson Vieira, o número de indígenas que teriam participação é considerado pequeno diante da quantidade de moradores.
A etnia Xerente é a que tem a maior população entre os povos indígenas do Tocantins. São mais de três mil moradores em cerca de 90 aldeias.
A operação foi chamada de ‘Krikahâ’, palavra que significa Tocantínia em Akwẽ-Xerénte, idioma nativo do povo indígena Xerente.
Operação contra desmatamento ilegal em terras indígenas no Tocantins
Divulgação/Polícia Federal
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Fonte: G1 Tocantins

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Calendário da vacinação contra febre aftosa é alterado para evitar risco de desabastecimento


Segundo a Adapec, determinação foi do Ministério da Agricultora e Pecuária. Com a mudança, animais mais jovens passarão a receber a vacina primeiro. Gado será vacinado contra febre aftosa
Delfino Miranda/Governo do Tocantins
A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) informou que o calendário de vacinação contra a febre aftosa para 2022 foi alterado no Tocantins. A medida foi determinada após um comunicado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento alertar para a possibilidade de desabastecimento das vacinas. A orientação foi para que o calendário fosse invertido.
A primeira etapa da vacinação está mantida para o mês de maio, mas ela será destinada apenas aos bovídeos com até 24 meses de idade. Já em novembro, haverá a liberação para a vacinação de todos os animais, independente da faixa etária.
Nos anos anteriores a campanha iniciava com o rebanho geral e em novembro era destinada especificamente aos bovídeos mais jovens. O objetivo desta mudança é garantir que o estoque seja suficiente para todos os produtores neste primeiro momento até a demanda por vacinas ser equacionada.
O Tocantins conta com mais de 10 milhões de animais que precisam receber os imunizantes. A campanha deste ano é particularmente importante porque pode ser a última no estado. A retirada da obrigatoriedade da vacinação está prevista para 2023, após ser adiada duas vezes.
Segundo a Adapec a medida pode garantir a oferta de vacinas, já que o número de animais com até 24 meses é praticamente 50% de todo o rebanho. Na última etapa da campanha anterior foi necessário ampliar o calendário no Tocantins por falta de vacinas em alguns municípios.
Quanto à movimentação do rebanho durante as etapas de vacinação, não há mudanças, ou seja, propriedades que estão em dia com a etapa de vacinação em curso poderão movimentar normalmente seus animais.
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Fonte: G1 Tocantins

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Tocantins tem mais cinco mortes por Covid e número de diagnósticos passa de 300 mil


Estado soma 4.120 óbitos desde o início da pandemia. Atualmente 15.726 pessoas estão com o vírus ativo e 72 pacientes estão hospitalizados. Vacinação contra a Covid em Palmas
Raiza Milhomem/Prefeitura de Palmas
O Tocantins contabilizou 277 novos casos de Covid-19 nesta quarta-feira (9). Conforme o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), mais cinco pessoas morreram por causa da doença. Desde o início da pandemia foram registrados 4.120 óbitos. Com a atualização o número de diagnósticos chegou a 300.114.
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As mortes registradas nesta quarta (9) aconteceram em fevereiro e março deste ano. Os pacientes que não resistiram são:
Homem, de 71 anos, morador de Araguaína. Comorbidades: doenças cardíacas crônicas. Óbito dia 24/02/2022 no Instituto Sinai.
Mulher, de 80 anos, moradora de Araguaína. Comorbidade: não relatada. Óbito dia 22/02/2022 no Instituto Sinai.
Homem, de 97 anos, morador de Wanderlândia. Comorbidade: doença pulmonar obstrutiva crônica. Óbito dia 02/03/2022 no Instituto Sinai.
Mulher, de 87 anos, moradora de Alvorada. Comorbidade: não relatada. Óbito dia 25/02/2022 no Hospital de Pequeno Porte de Alvorada.
Homem, de 86 anos, morador de Pindorama. Comorbidade: não relatada. Óbito dia 27/02/2022 no Hospital Regional de Porto Nacional
Novos diagnósticos
Neste boletim, Gurupi foi a cidade que mais registrou novos casos de Covid, com 55 diagnósticos. Arraias apresentou 36 casos e Araguaína, 24.
Já Palmas teve 17 confirmações e segue sendo a cidade mais afetada pela doença no estado.
Todos os 139 municípios do Tocantins têm casos confirmados da doença. Veja abaixo as 10 cidades mais afetadas pela pandemia. A lista completa pode ser conferida no site sobre coronavírus da Secretaria Estadual de Saúde.
Do total de casos, 280.268 pacientes se recuperaram e 15.726 ainda estão com o vírus ativo. Ao todo, 72 pessoas estão hospitalizadas por causa da doença, sendo que 29 fazem tratamento em leitos de UTI públicos e 15 em unidades de terapia intensiva privadas. Os outros pacientes estão em leitos clínicos.
No Tocantins não há pacientes aguardando vagas de leitos clínicos ou de UTI Covid. Acompanhe a situação em tempo real aqui.
Vacinação contra o coronavírus
De acordo os dados do Vacinômetro, página que monitora a imunização no Tocantins, o estado já recebeu 3.103.615 doses de vacinas do Ministério da Saúde, sendo que 2.841.997 doses foram distribuídas aos municípios e 2.340.114 foram aplicadas.
São 1.119.271 referentes a aplicação de primeira dose, 903.468 da segunda dose da vacina e 44.752 da dose única. Além disso, 272.623 pessoas receberam a dose de reforço. A página com as informações foi atualizada na manhã desta quarta (9).
Ocupação de leitos de UTI nos hospitais
Hospital Regional de Augustinópolis – 30% de ocupação
Hospital Regional de Gurupi – 25% de ocupação
Veja como está a ocupação dos leitos particulares contratados pelo estado
Hospital Dom Orione em Araguaína – 33% de ocupação
Instituto de Terapia Intensiva do Tocantins – 0% de ocupação
Intensicare Palmas – 20% de ocupação
Instituto Sinai Palmas – 39% de ocupação
Hospital Palmas Medical – 20% de ocupação
Instituto Sinai Araguaína – 20% de ocupação
Os dados de estatística hospitalar foram atualizados nesta quarta (9). As informações podem ser conferidas aqui.
Cidades mais afetadas pela pandemia
Palmas – 73.596 casos e 721 mortes
Araguaína – 45.923 casos e 594 mortes
Gurupi – 19.814 casos e 286 mortes
Porto Nacional – 13.730 casos e 217 mortes
Paraíso do Tocantins – 11.682 casos e 205 mortes
Colinas do Tocantins – 9.463 casos e 163 mortes
Guaraí – 3.879 casos e 83 mortes
Araguatins – 3.186 casos e 76 mortes
Formoso do Araguaia – 4.418 casos e 72 mortes
Miranorte – 3.666 casos e 61 mortes
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Fonte: G1 Tocantins

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Madeira de desmatamento em terra indígena foi usada para construção de cercas em fazendas, diz PF


O delegado Nilson Vieira dos Santos informou que o ritmo da devastação acelerou entre 2019 e 2020. Delegado da PF fala sobre operação contra desmatamento no território Xerente
A madeira extraída em desmatamento ilegal no território indígena Xerente, em Tocantínia, foi revendida dentro do Tocantins e utilizada principalmente na construção de cercas para fazendas. A informação é do delegado da Polícia Federal Nilson Vieira dos Santos, que é um dos responsáveis pela operação.
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“O que nós observamos é que na maior parte elas são utilizadas para a construção de cercas nas propriedades rurais. Principalmente as madeiras mais nobres, elas são muito resistentes. Eles fazem beneficiamento, colocam como estacas e na maioria é para esta destinação”, explicou.
Ele relatou ainda um forte aumento no ritmo da devastação recentemente. “De 2019 para cá tem acelerado muito, 2029 – 2020. Tem uma mata específica, Mata Grande, ela foi muito dizimada. Atualmente nós identificamos intensificado o desmatamento na mata do Janipapo”, diz ele.
Equipes estiveram nas aldeias em Tocantinía durante a operação
Divulgação/Polícia Federal
A investigação começou após uma série de flagrantes e apreensões de órgãos ambientais na região. Nesta manhã, as equipes da PF cumpriram um mandado de prisão e 11 ordens de busca e apreensão. A Polícia Militar foi chamada para prestar apoio na ação.
A operação foi autorizada pelo juiz João Paulo Abe, da 4ª vara da Justiça Federal do Tocantins. O g1 e a TV Anhanguera tiveram acesso à decisão. O documento afirma que a PF viu indícios de extração em larga escala de madeira com alto valor comercial.
O alvo do mandado de prisão é suspeito de chefiar o esquema e aliciar os indígenas. Endereços ligados a alguns dos indígenas também devem ser alvo de buscas, por suspeita de que eles teriam colaborado com os crimes. Segundo o delegado Nilson Vieira, o número de indígenas que teriam participação é considerado pequeno diante da quantidade de moradores.
A etnia Xerente é a que tem a maior população entre os povos indígenas do Tocantins. São mais de três mil moradores em cerca de 90 aldeias.
A operação foi chamada de ‘Krikahâ’, palavra que significa Tocantínia em Akwẽ-Xerénte, idioma nativo do povo indígena Xerente.
Operação contra desmatamento ilegal em terras indígenas no Tocantins
Divulgação/Polícia Federal
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem é condenado a quase 20 anos de prisão por matar ex-namorada esfaqueada no meio da rua em Palmas


Justiça concluiu que o crime foi premeditado e que o réu, Vanderson Martins da Silva, atraiu a vítima com a promessa de entregar dinheiro para ela comprar comida para a filha dos dois. Mulher morreu na calçada de quadra em Palmas
Kaliton Mota/TV Anhanguera
Vanderson Martins da Silva, de 20 anos, foi condenado a 19 anos e três meses de prisão pelo assassinato da ex-namorada, Ana Beatriz Mendes da Silva, em Palmas. O crime foi na manhã do dia 6 de março de 2021, na Arno 73 (antiga 607 Norte). A vítima tinha 20 anos na época e foi esfaqueada no meio da rua.
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O g1 não conseguiu localizar a defesa de Vanderson Martins da Silva. Diante do tribunal, ele alegou que agiu sob ‘violenta emoção’ após ser provocado pela vítima. O argumento não foi aceito pelo Tribunal do Júri.
Para a Justiça, o crime foi premeditado. Conforme consta na sentença “o acusado foi ao encontro da vítima já na posse de uma faca e um facão, atraindo-a ao local com a justificativa de que iria lhe entregar quantia em dinheiro para compra de alimentos para o filho do casal, evidenciando que agira de forma premeditada”, disse o juiz Cledson Jose Dias Nunes.
O homem, que já estava preso preventivamente, vai responder pelo crime de feminicídio. Ele foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e praticado contra a mulher em razão da condição de sexo feminino.
O crime
Ana Beatriz Mendes da Silva foi assassinada perto da casa onde morava em plena luz do dia. Na época parentes disseram à equipe de reportagem da TV Anhanguera que o ex-namorado da vítima era agressivo e tomava remédios controlados.
Um morador da quadra, que preferiu não se identificar, ouviu quando a jovem gritou pedindo socorro. “Quando saí para fora, já deparei com ele em cima dela. Depois ele se sentou no chão e ficou ao lado do corpo”, disse.
O suspeito foi preso em flagrante.
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Fonte: G1 Tocantins

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Concessionária assume gestão do Aeroporto de Palmas por 30 anos


CCR Aeroportos arrematou o Bloco Central, que tem o terminal de Palmas e outros cinco, durante leilão no ano passado. Contrato de concessão prevê investimentos de R$ 180 milhões no aeroporto da capital ao longo da concessão. Aeroporto de Palmas passou para a gestão da CCR Aeroportos
Procon/Divulgação
A CCR Aeroportos, concessionária que arrematou o contrato do Aeroporto de Palmas para os próximos 30 anos, assumiu nesta quarta-feira (9) a gestão do terminal. Esta é a última etapa da transição entre a administração da estatal Infraero e a da empresa privada. O leilão deste contrato foi realizado no ano passado em um bloco que tinha ainda outros cinco terminais.
Além do ‘Bloco Central’, em que estava o aeroporto da capital, o grupo arrematou ainda outros dois blocos, totalizando 15 aeroportos em todo o país que ficarão sob a administração da concessionária. Em nove deles a gestão passa para o controle da CCR também nesta quarta-feira e nos demais a transição vai acontecer entre os dias 24 e 31 de março.
Para o aeroporto de Palmas, o contrato prevê que a concessionária faça investimentos de R$ 180 milhões ao longo dos 30 anos. Quando o documento foi assinado, o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, anunciou que seriam construídas pontes de embarque e também um ‘recinto alfandegado’ para movimentação, armazenagem e despacho de mercadorias importadas ou exportadas.
A CCR Aeroportos ainda não divulgou os prazos destas obras específicas. Informou que neste primeiro momento “atuará na requalificação da infraestrutura, na sinalização, pintura, aplicação de nova identidade visual, higiene e limpeza”. O planejamento dos próximos investimentos está sendo colocado em um cronograma que é acompanhado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Além do aeroporto de Palmas, a CCR assume nesta quarta os aeroportos de:
Londrina e Bacacheri (PR)
Bagé, Pelotas e Uruguaiana (RS)
Joinville (SC)
Imperatriz (MA)
Petrolina (PE)
Palmas (TO)
No dia 24, passa a operar os aeroportos de:
Goiânia (GO)
São Luís (MA)
Teresina (PI)
Em 31 de março, assume:
Curitiba e Foz do Iguaçu (PR)
Navegantes (SC)
Até o fim do primeiro semestre, a empresa assume ainda o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, concedido pelo Governo de Minas Gerais.
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Fonte: G1 Tocantins

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Fim das restrições: o que falta para que Covid vire uma endemia no Brasil?


A exemplo do que ocorre no exterior, algumas cidades e estados do país revogaram o uso obrigatório de máscaras e algumas outras medidas que marcaram os últimos dois anos. Especialistas pedem cautela e entendem que é preciso aguardar um pouco mais antes de declarar de vez o fim da pandemia. Profissional de saúde coleta amostra nasal para teste de Covid-19 em uma escola no Rio de Janeiro, no Brasil, em 7 de janeiro de 2022
Bruna Prado/AP
Assim como anunciado em locais como Dinamarca, França e Reino Unido, várias cidades e estados brasileiros começaram recentemente a relaxar todas as medidas restritivas contra a Covid-19.
Em alguns municípios, como no Rio de Janeiro, o uso de máscaras não é mais obrigatório em locais abertos ou fechados desde o dia 8 de março.
Medidas semelhantes foram implementadas recentemente em estados como Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Maranhão, além do Distrito Federal.
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Em outros locais, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, o governo estadual delegou às prefeituras a decisão de manter ou não o uso desse equipamento de proteção.
A ideia dos gestores é substituir aos poucos as obrigações da lei por recomendações e orientações.
SÃO PAULO: vai retirar obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre; regras para escolas serão decididas na quarta
PERNAMBUCO: não tem previsão para retirar obrigatoriedade de máscaras, diz governo
CEARÁ: não tem previsão para discutir flexibilização do uso de máscaras, diz Secretaria da Saúde
ACRE: governo diz que máscara não é mais obrigatória, mas recomenda uso em locais fechados
Em postagens feitas nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro também declarou que “o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estuda rebaixar para endemia a atual situação da Covid-19 no Brasil”.
Essas modificações nas políticas públicas acontecem na esteira da onda da variante ômicron, que provocou um recorde de novos casos da doença nas primeiras semanas de 2022 no Brasil, mas arrefeceu e está em queda livre desde a segunda quinzena de fevereiro.
Com 22 mil óbitos, Brasil registra em fevereiro maior número de mortes por Covid desde agosto, apontam secretarias de Saúde
Entenda a seguir o atual estágio da pandemia no Brasil, como os especialistas interpretam esse momento e se as medidas que começam a ser tomadas fazem sentido ou não.
Tsunami de infecções
Detectada pela primeira vez em novembro de 2021, a variante ômicron carrega uma série de mutações que deixaram o vírus ainda mais infeccioso.
O resultado disso foi observado na prática: em vários países, o número de novos casos superou de longe todos os recordes observados até então.
O Brasil, por exemplo, registrou uma média móvel de 189,5 mil infecções no dia 3 de fevereiro de 2022, de acordo com o painel sobre Covid-19 do Conselho Nacional de Secretários da Saúde, o Conass.
Até então, o limite máximo que esse número havia alcançado era 77,3 mil, em 23 de junho de 2021.
Ou seja: a onda da ômicron levou a um pico de casos 2,4 vezes maior em comparação com o recorde anterior.
A média móvel de casos de Covid no Brasil bateu o recorde no início de fevereiro de 2022
Conass (via BBC)
O epidemiologista Pedro Hallal, professor da Universidade Federal de Pelotas, destaca que essa linhagem cumpriu à risca todas as projeções que foram feitas sobre ela logo no início.
“Quando a ômicron apareceu, surgiram informações de que ela teria uma capacidade de transmissão absurda, conseguiria infectar vacinados, levaria de forma geral a quadros menos agressivos e provocaria uma onda rápida, que subiria e diminuiria em poucas semanas”, lista.
“E foi exatamente isso o que vimos nesses meses”, completa.
Felizmente, quando observamos a mortalidade, o tamanho do estrago da ômicron foi significativamente menor. A média móvel de mortes bateu em 951 no dia 11 de fevereiro de 2022 — em 12 de abril do ano passado, o país chegou a registrar uma média de 3.124 óbitos.
A média móvel de mortes por Covid não subiu na mesma proporção na atual onda da ômicron
Conass (via BBC)
Fato é que, passada a pior fase da onda da variante ômicron, os números voltaram a despencar.
Assim como observado em outras partes do mundo, a detecção de novos casos de Covid está em queda desde o início de fevereiro: a média móvel do Brasil passou de 189,5 mil em 3/2 para 40,2 mil em 7/3.
Mas será que essa melhora nas estatísticas já é suficiente para relaxar de vez e decretar o fim da pandemia?
‘Um tiro no pé’
Embora reconheçam que estamos numa situação relativamente melhor, os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil entendem que ainda é cedo demais para considerar a Covid-19 como uma doença endêmica no país.
“Endemia significa que determinada enfermidade está presente numa região de forma permanente, com números constantes por vários anos”, explica o cientista de dados Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
O pesquisador entende que, entre as subidas e as quedas das curvas da atual pandemia, ainda não chegamos num platô por um tempo prolongado, que indique um nível de transmissão mais estável do coronavírus no longo prazo.
É isso o que acontece com outras enfermidades que são consideradas endêmicas, como a dengue, a tuberculose e aids.
“Essas medidas que estão sendo anunciadas no Brasil e no resto do mundo, portanto, estão alinhadas primeiramente a uma retomada econômica, mas não seguem necessariamente a saúde pública”, avalia Alves.
“São tentativas de mostrar à população que as coisas melhoraram o suficiente para voltar à normalidade. E isso pode se transformar num tiro no pé”, critica.
O professor lembra de outras ocasiões nos últimos dois anos em que as previsões otimistas sobre os rumos da pandemia se mostraram absolutamente equivocadas.
“Falou-se, por exemplo, que atingiríamos a imunidade de rebanho só com a infecção natural pelo coronavírus. E, mesmo com a vacinação, ainda não chegamos nem perto desse cenário”, diz.
Para o advogado e professor Carlos Lula, presidente do Conass, o relaxamento total das medidas é, no mínimo, precipitado.
“Assim como tivemos a corrida para ver quem conseguia vacinar antes, temos agora uma disputa para quem vai decretar primeiro o fim da pandemia, com o objetivo de colher os frutos políticos disso”, entende.
“E, por mais que exista muita vontade política por trás desses anúncios, quem deve pautar essa decisão é a Organização Mundial da Saúde (OMS). É ela que determina quando a pandemia vai terminar, assim como aconteceu em outros episódios do passado”, complementa Lula, que também é secretário de Saúde do Maranhão.
OMS muda posicionamento e passa a recomendar dose de reforço de vacina contra a Covid-19
Já Hallal entende que é preciso modular as medidas de acordo com cada momento — entre obrigar e liberar o uso de máscaras há uma série de políticas públicas que podem ser adotadas a depender do local, das características individuais, do número de vacinas aplicadas…
“Pode ser que, em ambientes abertos, não seja mais necessário usar máscara. Agora, num local fechado com pessoas não vacinadas ou mais vulneráveis, talvez seja uma lei que ainda precise vigorar por um tempo”, explica.
“O que não dá pra entender é a falta de critérios dos responsáveis pelas políticas públicas no Brasil. Em outubro de 2021, antes de a ômicron aparecer, tínhamos uma média diária de 200 óbitos e havia obrigação de usar máscaras até em ambientes abertos. Agora estamos com 400 a 500 mortes por dia e eles querem tirar esse equipamento de proteção”, continua o epidemiologista.
“O caminho é esse: conforme os números melhoram, aliviaremos as restrições e não será mais obrigatório usar máscara. Só precisamos ter cuidado com as precipitações”, completa.
Mas, se ainda não chegamos lá, o que é preciso acontecer para que a Covid vire realmente uma endemia?
O fim da crise sanitária
Por ora, não existe uma definição exata entre as instituições ou os especialistas de quais são os requisitos mínimos para que a Covid deixe de ser considerada uma pandemia.
Numa série de postagens no Twitter, o médico sanitarista Nésio Fernandes, que é secretário de Saúde do Espírito Santo e vice-presidente do Conass, propôs alguns critérios para determinar essa transição.
Na visão dele, precisaríamos ter pelo menos 90 a 120 dias com baixa incidência de novos casos de Covid, sem o surgimento de novas variantes de preocupação, uma cobertura vacinal acima de 90% com o esquema completo, um controle na taxa de óbitos, a incorporação de medicamentos ao sistema público de saúde, a manutenção da capacidade de assistência em saúde dos estados e um consenso internacional com organismos multilaterais (como a OMS).
“Lutamos pelo fim da pandemia e ela acabará, não temos dúvidas. [No momento certo], será reconhecido o comportamento endêmico real e viveremos a nossa normalidade pós-pandêmica”, escreveu.
Se considerarmos o cenário atual da pandemia, o Brasil parece estar na direção desta nova realidade, mas o país ainda não alcançou a maioria desses requisitos listados por Fernandes.
A incidência de novos casos da doença, por exemplo, está em descenso, mas não se estabilizou por um tempo prolongado, como três ou quatro meses, para ser considerada baixa ou estável.
Nenhum medicamento aprovado contra a Covid-19, como os anticorpos monoclonais e os antivirais, foi incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos deles já estão amplamente disponíveis em outras partes do mundo.
Para completar, embora a taxa de vacinação do Brasil no geral seja boa, existem alguns estados com números bem preocupantes, apontam os especialistas.
“Tocantins, Amazonas, Maranhão e Acre têm menos de 60% da população vacinada com duas doses. Em Roraima e no Amapá, essa porcentagem ainda não chegou aos 50%”, calcula Alves.
“E isso sem contar que apenas 31% dos brasileiros tomaram a terceira dose, o que é um número bem baixo”, chama a atenção.
A endemia não é o fim
Um outro aspecto que os especialistas fazem questão de esclarecer é que, mesmo quando a Covid-19 se tornar uma endemia, isso não significará que estaremos 100% livres da doença.
“O que muda num cenário endêmico é a postura do sistema de saúde e dos cidadãos. Do ponto de vista individual, é possível relaxar um pouco, pois falamos de doenças com uma incidência menor e para as quais existem formas de prevenção e tratamento”, explica o sanitarista Christovam Barcellos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O que muda na prática se Covid virar endemia?
Do ponto de vista prático, pode ser que o uso de máscaras continue a ser recomendado em alguns lugares, como no transporte público e nos hospitais. Nessa mesma linha, hábitos como lavar as mãos constantemente e ficar em casa quando aparecerem sintomas típicos de infecção respiratória se incorporarão à rotina de todos.
No sentido oposto, o cuidado maior de alguns grupos vulneráveis, como idosos e imunossuprimidos, tende a ser maior nesse novo cenário. E medidas muito rígidas, como o lockdown e o fechamento total de estabelecimentos e escolas deixam de fazer qualquer sentido.
“Já o sistema de saúde incorpora aquela doença na sua rotina e possui as ferramentas necessárias para lidar caso a caso”, diferencia o especialista, que também é membro do Observatório Covid-19 da Fiocruz.
“Ou seja: não há nenhum relaxamento para o sistema de saúde quando a Covid virar uma endemia. Precisaremos, na verdade, de mais recursos para absorver essa demanda e cuidar das pessoas”, completa.
Hallal concorda. “Doenças que estão nesse estágio também demandam controle constante das autoridades.”
“Não é porque entraremos numa endemia que não vamos nos preocupar nunca mais com a Covid”, finaliza o epidemiologista.

Fonte: G1 Tocantins