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Policial militar fica ferido após carro bater de frente com caminhão na TO-050


Batida aconteceu entre Porto Nacional e Silvanópolis, na região central do estado. Vítima ficou presa às ferragens e precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Carro do militar ficou completamente destruído
Bombeiros/Divugalção
Um policial militar ficou ferido após uma batida entre um carro de passeio e um caminhão na noite desta terça-feira (2) na TO-050, entre Porto Nacional e Silvanópolis, na região central do estado. O homem ficou preso às ferragens e precisou se resgatado pelo Corpo de Bombeiros.
O carro do militar bateu de frente com o caminhão e ficou destruído. O acidente aconteceu a 35 quilômetros de Porto Nacional. Não há informação sobre as causas do acidente.
Caminhão bateu de frente com carro na TO-050
Bombeiros/Divulgação
Os socorristas da 5ª Companhia de Bombeiros Militar de Porto Nacional chegaram ao local e encontraram a vítima presa às ferragens, queixando-se de dores no pé esquerdo. Ele também teve uma fratura no rosto, no antebraço e joelho esquerdo.
Os bombeiros tiveram que extrair a porta do carro e rebater o painel para resgatar o policial. Após os primeiros-socorros, a equipe levou a vítima para um hospital em Porto Nacional.
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Fonte: G1 Tocantins

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Palmas terá pontos de vacinação contra Covid e gripe no Parque do Povo, zona rural e feiras durante a semana


Objetivo é levar as doses até a população que ainda não está imunizada. Ação começa nesta quarta-feira (3), com oferta de vacinas no Centro de Convenções Parque do Povo, onde é realizado o mutirão de negociações fiscais. Prefeitura disponibiliza pontos de vacinação contra a Covid e a gripe em Palmas
Divulgação/Prefeitura de Palmas
Os moradores de Palmas contarão com vários pontos de imunização contra a Covid-19 e a gripe durante essa semana. A ação faz parte do projeto Mais Saúde e tem o objetivo de levar as doses até a população que ainda não está imunizada. A programação inicia nesta quarta-feira (3), das 13h às 19h, no Centro de Convenções Parque do Povo, onde ocorre o Mutirão de Negociação Fiscal.
As ações seguem na quinta-feira (4), das 8h às 17h, no assentamento São João, onde os moradores têm como referência a Unidade de Saúde da Família (USF) do setor Morada do Sol. No mesmo dia, a oferta de doses estará disponível das 13h às 19h, na unidade do Resolve Palmas, localizada na avenida JK.
Na sexta-feira (5), a equipe de saúde retorna ao Mutirão de Negociação Fiscal, das 13h às 19h.
No sábado (6), a vacinação será levada para a Feira da 307 Norte, de meio-dia às 20h e para a Avenida Tocantins, no horário de 8h ao meio-dia e na Unidade de Saúde Taquari, das 8h às 17h.
A programação da semana termina no domingo (7) com mais uma rodada de vacinação na Feira do Jardim Aureny I, das 8h ao meio-dia.
A vacinação está disponível para a população acima de 12 anos, com e sem comorbidade, bem como a dose de reforço para idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde e imunossuprimidos.
A Área Técnica da Vigilância em Saúde reforça que os idosos e profissionais da saúde devem observar o intervalo de seis meses 180 dias da aplicação da segunda dose e os imunossuprimidos, de 28 dias. Importante informar que o adiantamento de 21 dias é referente à segunda dose e que o reforço segue o mesmo intervalo.
Já a vacina contra a gripe está disponível para a população acima de seis meses de idade. As doses da vacinação de rotina estão definidas na caderneta da criança e do adolescente.
Para vacinar nas ações do Mais Saúde não é necessário agendamento prévio. Basta comparecer aos locais com documentos pessoais, cartão do SUS e cartão de vacina.
Vacina nas Unidades de Saúde
Quem for procurar as Unidades de Saúde da Família para se vacinar durante essa semana deve ficar atento à escala de horários estabelecida pela prefeitura. O objetivo da medida, conforme explicou a prefeitura, é ofertar a imunização contra o coronavírus e contra outras doenças em horários diferentes. A ideia é evitar que pessoas buscando um tipo de vacina fiquem nas mesmas filas que quem procura pelos outros.
Veja a lista dos horários em cada unidade de saúde
A diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Marêssa Castro, explicou que no horário da vacinação Covid-19 não haverá aplicação das doses de rotina. No contra turno, em que as doses de rotina serão aplicadas, não será possível se imunizar contra a Covid.
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Fonte: G1 Tocantins

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Universidades públicas oferecem mais de 2,2 mil vagas em cursos de graduação no Tocantins


Oportunidades estão distribuídas entre a Unitins, UFT e IFTO. No caso do Instituto Federal também há 1.780 vagas em cursos técnicos. Estudantes fazendo simulado do Enem
Marcio Vieiro/Governo do Tocantins
Mais de 2,2 mil vagas em cursos de graduação estão sendo oferecidas pelas universidades públicas do Tocantins. As oportunidades estão distribuídas entre campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e Instituto Federal de Educação (IFTO). As inscrições terminam nas próximas semanas e as provas estão previstas para dezembro.
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Confira as informações de cada vestibular:
900 vagas na UFT
A UFT oferece 900 vagas para o primeiro semestre do próximo ano. Ao todo são 50 cursos distribuídos nas sete cidades tocantinenses que possuem campus da instituição. As inscrições seguem até o dia 8 de novembro e serão feitas na internet, no site da Copese. A taxa ficou em R$ 140.
Confira o edital
As provas serão realizadas presencialmente em Araguaína, Arraias, Gurupi, Miracema, Palmas, Porto Nacional e Tocantinópolis. Os candidatos ao curso de Medicina precisam, obrigatoriamente, fazer os exames em Palmas ou Araguaína.
Segundo o cronograma inicial, a lista com os locais de prova deve sair no dia 30 de novembro e a aplicação será no dia 12 de dezembro, em etapa única, com dois turnos possíveis. A previsão de divulgação do resultado é para o dia 1º de fevereiro de 2022, as aulas iniciam em março.
680 vagas na Unitins
A Unitins ofertou 680 vagas em 17 cursos de graduação. As oportunidades são nos cinco campus da instituição no estado, sendo 40 vagas para cada curso. As inscrições terminam em 11 de novembro e a taxa custa R$120.
Confira o edital
A prova objetiva e a redação serão aplicadas no dia 19 de dezembro nas cidades de Araguatins, Augustinópolis, Dianópolis, Palmas e Paraíso do Tocantins, onde a Unitins tem campus. Exclusivamente para o curso de medicina, também haverá aplicação da avaliação em Araguaína, além de Palmas e Augustinópolis.
IFTO
O Instituto Federal de Educação do Tocantins (IFTO) oferta 2.479 vagas, sendo 1.780 para cursos técnicos e 699 oportunidades para graduação. As inscrições seguem até 21 de novembro. A taxa de inscrição é de R$ 20 para cursos de graduação e R$ 15 para os técnicos.
Confira o edital
As vagas estão divididas entre os campus de Araguaína, Araguatins, Colinas do Tocantins, Dianópolis, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, além Lagoa da Confusão e Pedro Afonso.
Segundo o edital, os candidatos para os cursos técnicos serão selecionados através da análise de notas do histórico escolar. No caso das vagas para graduação, a seleção será por meio da análise de notas junto com uma prova de redação – prevista para 5 de dezembro.
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Fonte: G1 Tocantins

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Desaparecimentos de pessoas preocupam famílias e autoridades no TO: ‘Uma ferida aberta’


Só neste ano foram registrados 316 desaparecimentos de pessoas no Tocantins. Ministério Público acompanha coletas de DNA realizadas por parentes das vítimas e pede celeridade nas investigações e resoluções dos casos. Veja relato tocantinenses que tentam localizar algum familiar. “Tenho medo que ela esteja com alguém e sofrendo, passando fome e frio”. – Foi o que disse Suzana Ferreira, mãe da pequena Saphira Ferreira Lima, de 10 anos. Ela é uma das centenas de tocantinenses que sofrem com algum parente desaparecido. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), só neste ano foram registrados 316 desaparecimento de pessoas no Tocantins. Muitas vítimas são encontradas, mas o estado soma casos antigos que continuam sem solução.
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Os casos de todo o estado são acompanhados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A Promotora de Justiça Isabelle Figueiredo, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid) descreveu as situações como “uma ferida aberta”. Ela explicou que o órgão apoia as investigações, acompanha as coletas de DNA e cruzamento de dados e ainda oferece apoio às famílias das vítimas. Veja todas as informações abaixo
O g1 conversou com parentes de pessoas que desapareceram. Conforme os relatos, a angústia e o desespero de familiares que procuram por vítimas aumentaram ainda mais durante o isolamento social na pandemia.
Mães contam que além da tristeza profunda, a situação fez com que elas desenvolvessem problemas físicos. Algumas mulheres não conseguem mais trabalhar e vivem, a cada segundo, esperando respostas que elas temem nunca chegar.
Mãe de Saphira sofre há mais de quatro meses com o desaparecimento da filha
Reprodução/TV Anhanguera
O caso Saphira intriga a família e forças de segurança há cinco meses. A menina foi vista pela última vez no dia 30 de maio quando brincava na frente da casa onde mora com a família no setor Morada do Sol I, região sul de Palmas.
A última pista é de que a criança teria sido levada por um homem de bicicleta. Chorando e sem respostas, a mãe Suzana Ferreira diz que não consegue parar de pensar na filha e no que pode ter acontecido.
Caso Saphira: O que se sabe sobre o desaparecimento da menina de 10 anos
Não estou bem. Só durmo na base de remédio, estou deprimida. É muito triste. Eu não esqueço dela em nenhum segundo. Lembro na hora de comer, de dormir. Queria muito que Deus me ajudasse. Tem horas que a gente imagina coisas boas e depois coisas ruins
No fim de setembro deste ano uma blusa de Saphira apareceu no quintal da casa da família. A peça de roupa foi recolhida e levada para a realização da perícia. Na época o Corpo de Bombeiros esteve na casa na novamente e fez buscas na região, mas a menina não foi localizada. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso continua sendo investigado e que não há novas pistas.
A mulher, que coleciona lembranças e hoje abraça as duas únicas bonecas de Saphira, conta que o mais difícil é não ter nenhuma resposta do caso.
Saphira Ferreira Lima, de 10 anos, foi vista pelo última vez no dia 30 de maio de 2021
Arquivo Pessoal
Sem notícias e preocupada, ela está desenvolvendo problemas de saúde e diz que não consegue mais trabalhar. “Não sei o que é alegria. Eu não sorrio mais para nada na vida. Só fico deitada à beira de uma depressão”.
Apesar do sofrimento, Suzana tem esperança de reencontrar a filha. No dia 24 de dezembro Saphira vai completar 11 anos e a dona de casa quer comemorar o aniversário ao lado da menina.
“Eu queria muito estar com ela, ia ficar muito feliz. Meu maior sonho é ter minha filha de volta. Toda a família está sofrendo. São cinco meses sem a minha filha”, disse a mãe.
Três anos de angústia
A dona de casa Ana Lúcia da Silva Macedo vive o mesmo drama há mais de três anos. O filho dela, Carlos Eduardo da Silva Macedo, desapareceu em Palmas no dia 3 de outubro de 2018 quando tinha 18 anos. Ela diz que não saber do paradeiro do filho por todo esse tempo é como ter uma cicatriz que não se fecha.
A pior coisa é colocar um filho no mundo, fazer de tudo por ele, e ele sumir assim
Carlos Eduardo da Silva Macedo desapareceu aos 18 anos em outubro de 2018
Arquivo pessoal
Ana conta que na época morava no setor Taquari, no sul da capital. Ela lembra que o filho saiu de casa depois de lavar algumas roupas, e não voltou mais. “Ele botou as roupas no arame, tomou banho, jantou e saiu. Foi a última vez que vi ele. Disseram que ele bebeu muito nessa noite, ficou para lá e algumas pessoas me falaram que depois viram ele andando atordoado pela rua, todo machucado e sujo”, disse a mãe.
Na época em que o filho sumiu, Ana Lúcia fez boletim de ocorrência. Na tentativa de encontrar o jovem, vizinhos e amigos fizeram mutirões. Mesmo com tanto tempo do desaparecimento, a mulher segue sem pistas.
Para a dona de casa só resta esperar, como tem feito nos últimos três anos.
“Eu era o pai e a mãe dele. Dava muito conselho e ele era muito obediente. Ele era muito bom dentro de casa e estava estudando. Os colegas até hoje perguntam por ele. Meu sonho é encontrar meu filho com vida. Ou ter pelo menos uma resposta sobre isso. É triste demais. Um sofrimento que não passa, não tem fim. Não tem um dia sequer que eu não pense no meu primogênito”, disse.
O g1 questionou a SSP sobre as investigações a respeito do sumiço do jovem, mas a pasta não se manifestou.
Desaparecimento após a missa
Uma família de Miranorte, cidade da região central do Tocantins, vive angustiada com o desaparecimento de Vilmar Divino Barbosa Lima. O homem de 60 anos não é visto desde o último dia 3 de junho deste ano.
O irmão da vítima, Sebastião Barbosa de Lima, é diácono em uma igreja católica e lembra do último momento em que esteve com Vilmar.
“Naquele dia ele jantou na minha casa e foi à igreja. Estava tendo um festejo e ele participou da missa. Ele estava lá no fundo, na última cadeira. E fui lá, dei a eucaristia e ele comeu. Quando terminou a celebração ele foi embora e depois disso não tivemos mais contato”, disse o irmão.
Vilmar Divino Barbosa Lima desapareceu em Miranorte
Reprodução
O diácono conta que, como de costume, no dia seguinte esperava o irmão para o café da manhã, mas ele não apareceu. “Eu estava trabalhando e minha esposa disse: ‘o Vilmar não veio hoje’. Nessa hora já soube que alguma coisa estava errada. Fomos na casa dele e estava tudo fechado, sem ninguém. Depois já comecei a perguntar nas casas dos vizinhos se alguém tinha visto e comecei a dizer para todo mundo que meu irmão estava perdido”.
Conforme Sebastião, três pessoas disseram ter visto Vilmar caminhando durante a madrugada do dia 4 de junho às margens da BR-226, na entrada da cidade. Por vários dias o homem procurou o irmão em rodovias de Paraíso do Tocantins, Palmas, Gurupi, Araguaína, Dois Irmãos e do distrito de Luzimangues, mas não encontrou nenhuma pista. Um boletim de ocorrência foi registrado na época do desaparecimento.
Sebastião conta que Vilmar estava com problemas psicológicos e de esquecimento e tinha começado a fazer acompanhamento com neurologista e psicólogo. Ele sumiu antes de fazer exames que apontavam o diagnóstico.
O diácono e os outros três irmãos tentam se acostumar com a dor e esperam que a história tenha um final feliz.
Sonhamos em encontrá-lo. A esperança nunca morre. Nunca chegou notícia triste e esperamos que chegue uma notícia boa. Vamos esperar nem que seja a vida toda. Estamos diante de um desafio, de um mistério. É muito triste imaginar que vai anoitecer e amanhecer e eu não vou saber onde está o meu irmão. Tudo que eu quero é encontrá-lo vivo para cuidar dele ou encontrar morto para dar um enterro digno
Onde está Laura Vitória?
Laura Vitória está desaparecida desde 2016
Reprodução/TV Anhanguera
A menina Laura Vitória Oliveira da Rocha desapareceu há mais de cinco anos. Ela sumiu em janeiro de 2016, quando tinha apenas 9 anos, após sair de casa para ir até um supermercado na região sul de Palmas. As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram quando a garota entrou no local. Ela ficou por alguns minutos e depois saiu com uma sacola na mão. Depois, a menina não foi mais vista.
Na época Laura Vitória morava com a avó Gilsandra Oliveira. Apesar do tempo que passou, o mistério continua e a família não para de sofrer. “Não tenho vontade de sair de casa de jeito nenhum. É ruim entrar no quarto e ver as coisas dela. Dá uma dor, uma saudade”, disse a avó.
Desaparecimento de Laura Vitória
O caso já passou por três delegacias e nunca foi solucionado. Um suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado por falta de provas. Um ex-namorado de Sione Pereira de Oliveira, mãe biológica de Laura, também chegou a ser ouvido, mas também foi liberado. A mãe da menina foi assassinada em uma distribuidora de bebidas na região sul de Palmas, em 2017.
A Secretaria de Segurança Pública informou que 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP – Palmas) é a unidade policial responsável pelas investigações sobre o caso.
A polícia disse que já foi instaurado “inquérito policial e realizadas diversas diligências desde o dia do registro do desaparecimento, as quais não podem ser explicitadas no sentido de não atrapalhar as investigações em curso”. Disse ainda que “todos os esforços estão sendo envidados para que o caso seja em breve solucionado com o objetivo de pôr fim a angústia dos familiares da criança”.
Estatística
O Ministério da Justiça estima que haja aproximadamente 67 mil pessoas desaparecidas atualmente. O número pode ser ainda maior porque nem todos os casos são registrados.
Conforme os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em um painel de monitoramento da incidência criminal no Tocantins, só neste ano foram realizados 316 boletins de ocorrência relacionados a desaparecimento de pessoas foram registrados em todo o estado.
O número leva em consideração todos os registros feitos em delegacias do estado, inclusive os casos em que as vítimas são localizadas em poucas horas. Um exemplo são pessoas que viajaram sem informar os familiares, mas entraram em contato horas depois. A SSP foi questionada pelo g1 sobre a quantidade de pessoas encontradas vivas ou mortas neste ano, mas não quis divulgar os dados.
316 desaparecimentos foram registrados até o dia 30 de outubro de 2021
Dados SSP/Portal Estatísticas Criminais
A quantidade de registros deste ano é superior à soma de todos os casos de 2020, quando foram feitos 248 registros de desaparecimentos.
A situação é preocupante já que os números só crescem. Conforme o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2019 um total de 229 pessoas desapareceram no Tocantins e somente 16 foram encontradas. Em 2018 as taxas são ainda piores: foram 267 desaparecidos e apenas cinco localizações.
Perfil das vítimas
Desaparecimentos no Tocantins são investigados pela polícia
Montagem/g1
Estudos de órgãos de fiscalização e forças de segurança apontam que algumas situações críticas são mais comuns dentro de alguns grupos. A promotora de Justiça Isabelle Figueiredo, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid), explica que as particularidades devem ser levadas em consideração.
“Com idosos normalmente esses desaparecimentos estão associados a problemas neurológicos, problemas mentais, e isso dificulta bastante. Essas pessoas saem e em razão da velhice não conseguem mais voltar e a família perde o contato”, disse a promotora.
Também há casos de pessoas que são usuárias de entorpecentes. “O vício em álcool, o vício em drogas acaba afastando essas pessoas do seu convívio familiar. Muitas vezes elas não conseguem voltar porque perdem parte da capacidade de raciocínio e de memória”.
Quando as vítimas são crianças também são analisados pontos específicos. “Além dessa incapacidade de autodeterminação, muitas vezes ela se afasta e não consegue voltar, não identifica mais aquele local. Tem as fugas de casa e às vezes não conseguem o retorno”, informou.
“Em via de regra essas crianças são localizadas, mas mesmo assim alguns casos a gente não consegue localizar e a gente fica buscando todas as alternativas possíveis”, explicou a promotora.
Investigações
No Tocantins os desaparecimentos são investigados pela Polícia Civil e os casos são encaminhados para a Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (Polinter). Não é necessário esperar 24 horas para registrar uma ocorrência de desaparecimento.
Em Palmas os familiares das vítimas podem procurar a Polinter por meio do telefone e WhatsApp (63) 3218-1848 ou de forma presencial. No interior do estado as denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia.
Para auxiliar as famílias e forças de segurança que investigam e tentam solucionar as situações, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) acompanha os casos de perto por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) e do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Pessoas Desaparecidas (Sinalid).
A promotora de Justiça Isabelle Figueiredo explica que o sistema permite que informações de diversos órgãos sejam cruzados.
Promotora Isabelle Figueiredo explica como o MPTO acompanha desaparecimentos no estado
“O sistema reúne informações de diversos órgãos sobre pessoas desaparecidas e encontradas. Catalogamos tudo isso dentro desse sistema de forma que as informações prestadas pela Polícia Civil, pelos hospitais, pela Polícia Militar, pelo IML e toda a rede que faz parte dessa identificação possa contribuir e prestar essas informações dentro do sistema”.
O sistema é nacional e possibilita a localização de pessoas em diferentes estados de forma simultânea. “Todos os ministérios públicos no Brasil adotam esse sistema para facilitar a circulação desses dados. Então uma pessoa que desaparece no Tocantins, se houver dados de que ela foi encontrada em Pernambuco, esses dados são interligados e o sistema faz esse cruzamento”, disse a promotora.
Coleta de DNA
Coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas pode auxiliar na localização
Divulgação/Ministério Público do Tocantins
O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou, em junho deste ano, a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ideia inicial era realizar um mutirão em quatro dias, mas o governo federal decidiu tornar a ação permanente. O objetivo é que mais familiares possam contribuir com a coleta voluntária em um Instituto Médico Legal (IML).
Veja como funciona o rastreio de pessoas desaparecidas através do teste de DNA
A coleta do material genético permite o cruzamento de dados com as de pessoas encontradas. Dois familiares em primeiro grau da pessoa desaparecida podem doar. A ordem de preferência é a seguinte: pai e mãe; filhos; irmãos. O procedimento dura em média cinco minutos, com método indolor. Uma esponja é passada na bochecha da pessoa para pegar a célula da mucosa.
O trabalho é feito de forma conjunta com os estados e os testes são gratuitos. Há postos de coleta espalhados por todo o Brasil. Veja aqui os locais de atendimento no Tocantins
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, “o recurso vem sendo usado com sucesso na localização de pessoas desaparecidas, ou não identificadas, tanto no Brasil como no exterior desde o início da campanha”. Até o fim de outubro deste ano mais de  5,1 mil pessoas já cadastraram material genético no programa, que analisa dados de todos os estados.
Após quatro meses de mutirão, a campanha nacional possibilitou, até agora, a identificação de mais de 40 restos mortais e a confirmação de uma pessoa viva em Pernambuco. O homem que era procurado pela família há 30 anos foi encontrado no centro de Arcoverde. Conhecido como Francisco, ele, na verdade se chama Cícero Marques da Silva, de 58 anos.
No Tocantins as coletas são acompanhadas pelo Ministério Público. A promotora de Justiça Isabelle Figueiredo informou que o trabalho é extremamente importante e qualquer pessoa pode fazer essa coleta em um IML depois do registro em uma delegacia.
A família também pode colaborar entregando itens de uso pessoal do desaparecido, como escova de dente, roupa que ainda não foi usada, pente e até pontas de cigarros.
Para auxiliar nas buscas, famílias podem levar objetos usados por desaparecidos em IMLS
Divulgação/Ministério Público do Tocantins
Suporte para a família
Após um desaparecimento ser registrado em uma delegacia, as famílias podem procurar ajuda em órgãos público como o Conselho Tutelar, o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) – Glória de Ivone, quando o desaparecido é menor de idade, ou o MPTO.
“O Ministério Público acompanha essas famílias, embora a maioria acaba não procurando essa rede de apoio. Isso é compreensível de uma certa forma porque o sofrimento dessas famílias é muito próprio, é muito delas. Elas não se sentem em condição, de início, de abrir esse espaço. Elas estão com uma dor muito grande. A dor do desaparecimento é uma dor tão, ou maior, que a dor da morte. É uma ferida aberta. Você não sabe nunca se aquilo vai cicatrizar. É uma dor latente”, disse a promotora de Justiça Isabelle.
Ela explica que quem necessitar de acolhimento pode entrar em contato com a ouvidoria do MPTO pelo número 127. Além de suporte, através do órgão a família pode ser orientada sobre quais passos seguir para auxiliar na localização do parente desaparecido, como a coleta de DNA.
O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid) também pode dar maiores esclarecimentos e orientar na busca de atendimento psicológico e assistência social. Veja aqui os telefones para contato com o MPTO em Palmas e no interior do estado.
Mônica Brito, representante do Cedeca, diz que buscas precisam ser melhor estruturadas
O Cedeca acolhe famílias tocantinenses que têm menores desaparecidos. Para Mônica Brito, secretária executiva do órgão, o desaparecimento dessas vítimas “é uma das mais graves violações aos direitos humanos”.
Mônica informou que por não terem respostas e se sentirem desamparadas, muitas vezes as famílias fazem as buscas por conta própria. Ela citou casos antigos, registrados em Palmas, que ainda não foram solucionados. “Hoje no estado do Tocantins a realidade é muito nefasta com relação aos desaparecimentos de crianças e adolescentes. São dados absurdos. O Cedeca acompanha, desde 2016, o caso da Laura Vitória, sem nenhum tipo de resolução, sem conclusão da investigação policial. E agora estamos acompanhando o caso da Shapira”.
Famílias que precisam de atendimento psicológico também podem buscar ajuda em unidades de saúde. Os postinhos municipais devem fazer uma triagem e, de acordo com a necessidade, encaminham os pacientes para atendimento com psicólogo ou psiquiatra.
Em Palmas a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) informou que em caso de necessidade de atendimento relacionado à saúde mental o morador deve ir a uma Unidade de Saúde da Família (USF) de referência para depois ser encaminhado ao especialista adequado.
Em casos mais graves, na rede municipal o paciente também pode procurar o Centro de Atendimento Psicossocial II (Caps II) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
O que diz a Secretaria de Segurança Pública
A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins foi procurada várias vezes para comentar o baixo índice de pessoas localizadas, mas não quis se posicionar. Também foi questionada sobre os casos citados na reportagem, mas se limitou a dizer que “todos estão sendo investigados e que mais informações sobre os mesmos serão divulgadas em tempo oportuno”.
O g1 tentou ouvir um representante da Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos ou da Polícia Científica, mas a SSP não quis dar entrevista, apesar de inúmeras tentativas.
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Fonte: G1 Tocantins

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Palmas cria escala de horários para vacinação em postinhos; veja como fica cada unidade


Objetivo é evitar que moradores que querem se imunizar contra a Covid fiquem na fila no mesmo horário dos que estão procurando outros tipos de vacina. Vacinação está sendo feita em 25 unidades de saúde de Palmas
Raíza Milhomem/Prefeitura de Palmas
A partir desta quarta-feira (3) os postos de saúde de Palmas terão uma escala de horários para vacinação contra a Covid-19. O objetivo da medida, conforme explicou a prefeitura, é ofertar a imunização contra o coronavírus e contra outras doenças em horários diferentes. A ideia é evitar que pessoas buscando um tipo de vacina fiquem nas mesmas filas que quem procura pelos outros.
A capital também manterá a campanha nacional de multivacinação de atualização da caderneta da criança e do adolescente. Ao todo, a medida afeta 25 Unidades de Saúde da Família. (Veja os horários para vacinação da Covid em cada um ao fim da reportagem)
A diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Marêssa Castro, explicou que no horário da vacinação Covid-19 não haverá aplicação das doses de rotina. No contra turno, em que as doses de rotina serão aplicadas, não será possível se imunizar contra a Covid.
Nesta quarta-feira, doses da Pfizer estarão disponíveis em todas as unidades. O imunizante da Coronavac estará sendo aplicado na USF da 1.304 Sul. A vacina da Astrazeneca está temporariamente indisponível. A Semus disse que aguarda o envio de nova remessa. A previsão é de recebimento é para a quinta-feira (4), mas ainda não possível dizer quando o lote será disponibilizado aos municípios.
Para vacinação contra Covid, o agendamento é na plataforma Vacina Já. A exceção é para os idosos e imunossuprimidos que podem procurar as unidades sem necessidade de agendar a tomada da dose.
Para as vacinas do esquema de rotina, incluindo a Influenza (contra a gripe), não é necessário agendamento. Basta a pessoa comparecer na unidade e apresentar seus documentos pessoais, cartão do SUS e cartão de vacina.
A vacinação contra Covid está disponível para a população acima de 12 anos, com e sem comorbidade, bem como a dose de reforço para idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde e imunossuprimidos.
A vacina da Influenza, por sua vez, está disponível para a população acima de seis meses de idade. As doses da vacinação de rotina estão definidas na caderneta da criança e do adolescente.
Documentação
Para vacinar-se é preciso levar documentos pessoais, cartão do SUS, cartão de vacinação e laudos quando exigidos. Para menores de 18 anos é necessário estar acompanhado de um responsável e apresentar a autorização por escrito. Para a segunda dose, basta a autorização.
Veja como fica cada unidade
Vacinação contra a Covid – 19 – das 8h às 12h
USF 405 Norte
USF 403 Norte
USF 108 Sul
USF 207 Sul
USF 1.206 Sul
USF Bela Vista
USF José Hermes
USF Novo Horizonte
USF José Lúcio
USF Santa Fé
Vacinação contra a Covid-19 – das 13h às 17h
USF 406 Norte
USF 603 Norte
USF 210 Sul
USF 403 Sul
USF 712 Sul
USF 806 Sul
USF 1.103 Sul
USF 1.304 Sul
USF Alto Bonito
USF Aureny II
USF Laurídes Milhomem
USF Morada do Sol
USF Santa Bárbara
USF Taquari
Vacinação contra a Covid-19 – das 13h às 20h
USF 1.004 Sul
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Fonte: G1 Tocantins

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Suspeito de tentar matar mulher e enteado leva tiro ao avançar contra policiais com faca e acaba preso


Quando os policiais chegaram ao local da ocorrência o homem estava ateando fogo em colchões e roupas. Caso foi em Palmeiras do Tocantins
Prefeitura de Palmeiras do Tocantins/Divulgação
Um homem de 28 anos, suspeito de tentar matar a mulher e o enteado, acabou baleado ao avançar contra policiais militares quando recebeu voz de prisão em Palmeiras do Tocantins, no norte do estado. Segundo a PM, a esposa do suspeito conseguiu pedir ajuda em meio à confusão e quando os agentes chegaram na casa da família o suspeito estava transtornado, incendiando colchões e roupas.
A mulher explicou que o homem chegou em casa muito agressivo e que ela acreditava que ele estivesse sob efeito de drogas. Ele teria começado um discussão, quebrado móveis e agredido a companheira com socos, chutes e até um cabo de enxada. No momento em que ele pegou uma faca, o filho da vítima interviu e passou a também ser agredido. Foi quando a mulher conseguiu fugir e pedir socorro.
Os policiais chegaram quando o suspeito ateava fogo nos objetos da casa e tentaram prendê-lo, mas o homem tentou fugir por um matagal. Ao se ver cercado, ele teria avançado contra os militares com a faca e por isso foi atingido por um tiro na perna.
O suspeito foi socorrido, levado para uma Unidade de Pronto Atendimento e recebeu alta hospitalar pouco tempo depois. O caso foi nesta segunda-feira (1º). Logo em seguida, o homem foi levado para a delegacia de Tocantinópolis e autuado por tentativa de feminicídio, contra a esposa, e também pelas agressões ao enteado e aos policiais.
A faca que estava com ele foi apreendida. Dentro da casa, a polícia encontrou um pé de maconha que estava em um vaso, supostamente pelo agressor. A planta também foi apreendida.
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Fonte: G1 Tocantins

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Ex-governador Siqueira Campos recebe alta após passar a noite em observação por causa de mal-estar


Exames realizados por ele tiveram resultados normais, segundo informou a assessoria da família. O ex-governador tem 93 anos. Siqueira Campos é ex-governador do Tocantins
Divulgação/ATN
O ex-governador do Tocantins, José Wilson Siqueira Campos, recebeu alta no início da tarde desta terça-feira (2) do hospital particular de Palmas em que estava de observação desde a noite desta segunda-feira (1º). Ele foi ao local após sentir um mal-estar. Siqueira Campos tem 93 anos de idade.
A assessoria de imprensa da família informou que os exames realizados pelo ex-governador tiveram resultados considerados normais. A causa do mal-estar não foi informada. Na noite de segunda-feira, a informação era de ele estava ‘lúcido e bem’ e que tinha ido ao local apenas para verificar a situação.
Após a alta hospitalar, Siqueira Campos retornou para a casa dele em Palmas. Atualmente, o político é o suplente do senador Eduardo Gomes.
Recentemente, no último aniversário, ele foi homenageado em uma live transmitida nas redes sociais. Siqueira foi o primeiro governador do Tocantins, quando o estado foi criado em 1988 e já comandou o Poder Executivo estadual por quatro mandatos ao todo.
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Fonte: G1 Tocantins

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Justiça retira tornozeleira de acusado de encomendar tentativa de assassinato contra ex-prefeito


Na época, Letim Leitão era o vice-prefeito de Novo Acordo; ele nega a autoria do crime. Decisão determina que ele está proibido de visitar a cidade onde o crime aconteceu. Ex-vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho, no dia em que foi preso
Reprodução/TV Anhanguera
A Justiça autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica que monitorava os movimentos do ex-vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho, conhecido como Letim Leitão. Ele usava o equipamento desde setembro de 2019, quando foi para a prisão domiciliar aguardar julgamento. Leitão é acusado de encomendar a tentativa de assassinato contra o então prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar, o Dotozim, em janeiro de 2019.
Tento em entrevistas como ao ser ouvido na primeira fase das audiências judiciais, Letim Leitão sempre negou ter relação com o crime. Ele sustenta que tinha uma boa relação com o prefeito até a data em que tudo aconteceu. O g1 não conseguiu localizar a defesa dele para comentar a decisão.
Letim Leitão durante depoimento para juíza em Novo Acordo
Reprodução/TV Anhanguera
A determinação partiu da juíza Aline Marinho Bailão Iglesias, da 1ª Escrivania Criminal de Novo Acordo. Ela atendeu a um pedido da defesa de Leitão que alegava que ele vinha cumprindo todas as medidas cautelares, mas que o uso da tornozeleira estava atrapalhando o réu a se deslocar para trabalhar.
Iglesias autorizou as viagens de trabalho e também visitas a parentes que vivem na zona rural de Rio Sono. Ela impôs algumas condições, entre elas a de que Letim Leitão não pode se aproximar da vítima ou da cidade onde o crime aconteceu. Ele também deve comparecer mentalmente em juízo e ficar recolhido em casa no período noturno, entre 20h e 6h, e também em feriados e finais de semana.
Vice é suspeito de encomendar atentado a prefeito de Novo Acordo
Reprodução/TV Anhanguera
A decisão é do último dia 18 de outubro. Na mesma data, foi negado um novo pedido de liberdade para Gustavo Araújo da Silva, atirador confesso que executou o crime. A Defensoria Pública do Tocantins, que representa Gustavo nesta ação, alegou excesso de prazo para o julgamento e constrangimento ilegal. A juíza entendeu que não há como revogar a prisão porque ela foi determinada para assegurar a ordem pública.
Ao longo do processo, Gustavo Araújo mudou a própria versão dos fatos. No primeiro depoimento à polícia, na época da prisão, disse ter sido enganado por um empresário que teria pago pela morte do prefeito dizendo que o alvo seria um estuprador. Depois, durante o julgamento, afirmou ter atirado porque pretendia realizar um assalto e a vítima reagiu.
Prefeito foi levado ao HGP após ser baleado na cabeça
Reprodução/TV Anhanguera
As defesas de todos os réus têm tentado manobras para anular a decisão de levar todos eles a júri popular. Em junho deste ano, um pedido para uma nova audiência de instrução foi negado pelos desembargadores da 4ª turma julgadora da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Tocantins. Ainda não há data marcada para o julgamento do caso.
O crime
O então vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho, foi preso em flagrante como suspeito de encomendar o atentado contra o prefeito, Elson Lino de Aguiar. O atentando foi no dia 9 de janeiro de 2019. A vítima levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas sobreviveu.
A Polícia Civil concluiu as investigações e disse que o crime estava planejado para acontecer antes do Natal de 2018, mas a ação não deu certo. A motivação teria a ver com desentendimentos a respeito da divisão de propinas na cidade. Os dois políticos sempre negaram a participação em qualquer esquema de corrupção.
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Fonte: G1 Tocantins

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Vacina AstraZeneca deixa de ser aplicada em Palmas por falta de doses


Prefeitura informou que aguarda o recebimento de nova remessa do imunizante para retomar a aplicação. Vacina Astrazeneca está indisponível em Palmas
Raiza Milhomem/Prefeitura de Palmas/Divulgação
A vacina AstraZeneca não está sendo aplicada nas unidades de saúde de Palmas por falta de doses. A Prefeitura confirmou, nesta terça-feira (2), que o imunizante “está temporariamente indisponível”. O problema atrasa a vacinação de moradores.
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A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que aguarda o recebimento de nova remessa enviada pelo Ministério da Saúde ao Estado do Tocantins.
As doses da Pfizer e CoronaVac continuam sendo aplicadas em Unidades de Saúde da Família. Na capital podem ser vacinados os moradores que tenham a partir de 12 anos. A dose de reforço está disponível para idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde e imunossuprimidos, que são aquelas pessoas com problemas no sistema imunológico.
O agendamento pode ser na página Vacina Já, no site da prefeitura.
O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde e com o Ministério da Saúde e aguarda respostas sobre o problema.
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Fonte: G1 Tocantins

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PM que atirou contra médico em Imperatriz é transferido para presídio militar em São Luís


Soldado Adonias Sadda foi indiciado pela morte do médico Bruno Calaça, em julho. Adonias Sadda, soldado da Polícia Militar, é o principal suspeito de ter efetuado o disparo contra o médico.
Divulgação/Arquivo pessoal
O soldado da Polícia Militar, Adonias Sadda, foi transferido para um presídio militar dentro do Comando Geral da PM, em São Luís. Até então, o policial estava preso no quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar, em Imperatriz, no sudoeste do Maranhão.
Adonias foi indiciado pelo assassinato do médico Bruno Calaça no último dia 26 de julho, dentro de uma boate também Imperatriz, após imagens de câmera de segurança flagrarem o momento em que ele atira a queima roupa contra o médico, durante uma discussão.
Além da morte de Bruno, Adonias Sadda responde a um processo onde é acusado de atropelar e matar Hiego Santos, de quatro anos, em Imperatriz. O caso aconteceu há seis anos e continua em tramitação na justiça.
“Eu acredito que agora com essa outra situação que aconteceu sobre esse caso, do Bruno, eu acredito que agora vá para frente. Porque até então, a gente mesmo, só estava na expectativa”, desabafou Alayne Santos, mãe da criança.
Caso Bruno Calaça: PM Adonias é transferido para São Luís
Esta também não é a primeira vez também que Adonias Sadda responde por processos internos de investigação da PM do Maranhão. Há cinco anos, ele foi absolvido de um caso de abuso de autoridade, após ter sido acusado de dar um soco em uma advogada durante uma abordagem policial.
Segundo a denúncia, Adonias Sadda deu um forte soco na vítima que era passageira de um veículo que estaria fazendo manobras perigosas. À TV Mirante, a vítima que não quis se identificar, afirmou que se apresentou à polícia e que o PM foi truculento e, após questionar a apreensão do veículo, foi agredida.
“Ele foi muito grosso, muito ignorante. Eu falei ‘você vai me agredir’, quando eu cheguei perto dele falando isso, ele me agrediu. Ele me deu um soco no lado esquerdo do rosto, na mandíbula, e imediatamente eu comecei a chorar e fiquei nervosa”, disse a mulher.
Polícia procura empresário envolvido na morte de médico em Imperatriz
Prisões
Além de Adonias Sadda, também responde pela morte de Bruno Calaça, o bacharel em Direito, Ricardo Barbalho. Nas imagens que registraram a ação, ele aparece junto com o PM e uma terceira pessoa, o empresário Waldez Cardoso, conversando antes dos três partirem para cima de Bruno. O empresário teve a prisão preventiva decretada pela justiça, mas segue foragido.
Ricardo Barbalho e Waldex Cardoso são suspeitos de envolvimento com a morte do médico Bruno Calaça no Maranhão
Reprodução
Investigações
Em dois depoimentos à polícia, Adonias Sadda afirmou que o tiro disparado contra o médico foi acidental. Entretanto, o laudo do exame do corpo de delito feito no soldado desmentiu a versão apresentada pelo PM.
O exame foi realizado no dia 30 de julho, logo após o soldado da PM ter prestado um novo depoimento. O soldado disse ter sido atingido por um chute de Bruno Calaça, antes do disparo.
Bruno Calaça, de 24 anos, foi baleado durante uma festa em Imperatriz na madrugada desta segunda-feira (26)
Arquivo pessoal
De acordo com a Polícia Civil, o laudo mostra que não há compatibilidade entre a lesão apresentada pela PM e o relato prestado por ele. Segundo a Delegacia de Homicídios, a versão foi confrontada com trechos do depoimento e cenas da câmera de segurança que registrou o crime.
Família pede justiça
O irmão da vítima, Willian Calaça, prestou depoimento na audiência de sindicância que investiga o caso. Ele estava do lado de Bruno Calaça quando ele foi morto e espera por justiça.
“É uma situação muito complicada, eu nunca esperei ter que passar por isso na minha vida, perder meu irmão do jeito que aconteceu. Como é que a pessoa chega para se justificar, já com a arma na mão? Será se ela não estava com a intenção de fazer algo?”, disse Willian.
Momento em que o médico Bruno Calaça, de 24 anos, é baleado em festa no Maranhão.
Divulgação
Mãe recebe diploma
O médico Bruno Calaça Barbosa tinha 24 anos e se formou dez dias antes de ser morto. A mãe da vítima, Arielle Calaça, recebeu o diploma do filho na semana passada. A cerimônia foi marcada por muita dor e emoção.
Médico morto a tiros durante festa no MA tinha se formado há poucos dias no TO: ‘Estava tão feliz”
Mãe de Bruno Calaça recebe diploma do filho no Tocantins (MA)
Divulgação
“A gente fica mais confiante na justiça e que vai haver justiça. Mas, mesmo tendo justiça, meu filho não vai estar de volta. Porque eles mataram meu filho por um motivo fútil, não tinha necessidade de matar meu filho, não tinha necessidade de nada daquilo. Um policial daquele não tinha condições de trabalhar na corporação da polícia”, desabafou a mãe.

Fonte: G1 Tocantins