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Chaiany é eliminada do ‘BBB 26’ com 61,07% da média dos votos


Resposta de Chaiany surpreende Tadeu Schmidt em noite de eliminação
Globo
Chaiany foi eliminada no 12º Paredão do BBB 26, com 61,07% da média dos votos para sair, neste domingo (5). Ela disputava a permanência na casa com Marciele e Juliano Floss, que ficaram com 20,37% e 18,56% dos votos, respectivamente.
Natural de Brasília, no Distrito Federal, Chaiany ganhou a vaga no reality após resistir por mais de 120 horas no Quarto Branco. Criada em uma roça no Vale do Paranã, em Goiás, ela entrou no programa com o objetivo de mudar de vida e buscar maior estabilidade financeira para criar a filha, Lara.
Atualmente desempregada, Chaiany começou a trabalhar ainda na infância, aos 10 anos, em atividades rurais. Aos 15 anos, engravidou e deu à luz sua filha, experiência que, segundo ela, marcou sua trajetória pessoal e profissional.
Durante o confinamento, a sister relatou dificuldades enfrentadas ao longo dos anos e afirmou ter desenvolvido sua autoestima com o tempo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Algo Horrível Vai Acontecer’: por que prazer de esperar pelo pior e medo do desconhecido fascinam


‘Algo Horrível Vai Acontecer’: como a série gera ansiedade no espectador
A minissérie “Algo Horrível Vai Acontecer” estreou no mês passado na Netflix e já está entre as mais assistidas da plataforma no Brasil. Dá pra explicar o sucesso da série justamente pelo nome: desde o início, os criadores, a protagonista e os espectadores percebem que algo horrível vai acontecer. Resta descobrir como e o quê.
Na série, acompanhamos Rachel (Camila Morrone), noiva de Nicky (Adam DiMarco). Eles vão à casa dos sogros (um sítio afastado e enorme, claro) para a cerimônia de casamento.
Mas ao conhecer a família dele, ela percebe que tem muitas coisas erradas acontecendo… e passa a ter um mau pressentimento que, como audiência, a gente compartilha com ela.
Série ‘Algo Horrível vai Acontecer’, da Netflix
Divulgação
O grande trunfo da série é esse suspense: a trama balanceia a tensão e a expectativa pelo que vai acontecer, com pequenas “pistas” do que pode ser. Entenda como isso é feito e por que funciona tão bem no terror:
Terror está na expectativa
Há uma frase famosa de Hitchcock: “Não há terror no estrondo, apenas na antecipação dele”. Em vez de apostar nos sustos, o diretor preferia manipular a tensão e explorar o medo do desconhecido, mantendo o espectador em constante estado de alerta.
Afinal, medo é uma coisa muito pessoal: cada um teme uma coisa e, quando o “monstro” do terror é finalmente revelado, talvez não seja tão assustador.
Mas enquanto você tem que imaginar do que se trata, sua cabeça acaba preenchendo as lacunas com os seus próprios pesadelos. Não à toa, muitos de nós temos medo de escuro: o que a gente não vê dá espaço para muitos terrores.
“Acho que muitas vezes o que acontece em um filme de terror que talvez não funcione tão bem para mim, é tipo: ‘Ah, no segundo em que você vê o monstro, você pensa [suspiro] ‘OK. Ele é meio mais fraco do que eu imaginava'”, disse o diretor Jordan Peele, de “Nós” e “Corra”, ao USA Network.
Um exemplo clássico é o filme “A Bruxa de Blair”, um dos filmes de terror mais aclamados de todos os tempos. O espectador nunca chega a saber de fato o que está acontecendo, e é isso que torna o filme tão assustador.
Por isso, muitas vezes é melhor “manipular” o público para que ele saiba que algo terrível vai acontecer, mas não sabe quando. A espera cria uma ansiedade superior à cena da violência em si.
Como a tensão é construída
Desde o primeiro episódio, está claro que… bom, algo terrível vai acontecer. A partir daí, como manter o espectador ansioso e “viciado” até finalmente descobrir o desfecho?
Série ‘Algo Horrível vai Acontecer’, da Netflix
Divulgação
A série usa várias táticas típicas de terror (afinal, clássico é clássico porque funciona) para “esticar” a tensão e brincar com as emoções do público. Muitas, aliás, vêm diretamente da cartilha de grandes “criadores de suspense”, de Hitchcock a Stephen King:
Colocar o público como “voyeur”: os movimentos de câmera emulam o olhar de uma pessoa — em algumas cenas, há até o som de passos e suspiros. Assim, nós sentimos que a protagonista está sempre sendo “vigiada”, o que aumenta a tensão.
Misturar o nojento e o inexplicável: assim como o medo, o nojo também nos repele, causando uma reação parecida, de querer fugir do que pode ser perigoso de alguma forma. Sangue, corpos de animais, vísceras… tudo isso aparece na série para aumentar a sensação de repulsa e de “inexplicável” da trama. Não só não temos medo do que vai acontecer, mas do que vamos ver;
Esconder e revelar: em “Algo Horrível Vai Acontecer”, recebemos pistas (algumas “falsas”) do que pode ser essa coisa terrível, o que vai criando o clima de mistério. Ao longo da trama, algumas coisas são reveladas, outras são escondidas; o suficiente para que o público tente completar com a sua própria imaginação, mas siga curioso com o desfecho;
Alongar a calma e o silêncio: muitas vezes, acompanhamos a protagonista em silêncio, andando pela casa, em cenas mais longas. Essa condução lenta deixa o espectador ansioso, sem saber quando ou como virá o susto — que, às vezes, nem vem.
São truques “batidos”, de certa forma. Mas esse é o bacana do terror: trata-se de um estilo que não precisa inovar muito no formato.
Ao longo do tempo, os filmes e séries mudam na temática, pra falar de medos que a gente tem como sociedade: um casamento, a maternidade, a violência, a tecnologia… Mas as táticas para criar suspense são as mesmas. “Algo Horrível Vai Acontecer” é mais uma prova de que seguem funcionando.

Fonte: G1 Entretenimento

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Parceiro de Dinho Ouro Preto e Marina Lima, Alvin L morre no Rio aos 67 anos


Alvin L (1959 – 2026) morre aos 67 anos, vítima de ataque cardíaco
Leo Aversa / Reprodução Instagram
♫ OBITUÁRIO
♬ Em 1991, Marina Lima lançou o álbum mais coeso da discografia da artista em termos de repertório. Neste disco, intitulado “Marina Lima”, a cantora gravou bela balada cool de autoria de Alvin L, “Não sei dançar”. A gravação foi um dos pontos altos da trajetória musical de Arnaldo José Lima Santos (1º de abril de 1959 – 5 de abril de 2026), o cantor, compositor e guitarrista de origem baiana e vivência carioca conhecido artisticamente como Alvin L no universo pop nacional.
Alvin morreu hoje, domingo de Páscoa, aos 67 anos, completados na quarta-feira passada, no Rio de Janeiro (RJ). Morreu dormindo, vítima de ataque cardíaco. O velório e a cremação do corpo estão marcados para amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no cemitério Memorial do Carmo, a partir das 12h.
Nascido em Salvador (BA), mas registrado no Rio de Janeiro (RJ), onde se tornou nome relevante na cena alternativa roqueira dos anos 1970, 1980 e 1990, Alvin L nunca teve vocação para o estrelato.
Lançou somente um álbum solo, “Alvin”, produzido por Liminha e lançado em 1997 no rastro da bem-sucedida conexão do artista com Marina Lima, de quem Alvin se tornou parceiro a partir da canção “Deve ser assim” (1993), lançada no álbum “O chamado” (1993), no qual Marina gravou outra música de Alvin, “Stromboli”, no embalo do sucesso de “Não sei dançar”. Com Marina, Alvin também assinou músicas como “Na minha mão” (1998), “A não ser você” (2003), “Motim” (2021) e “Kilimanjaro” (2021).
Contudo, além de ter se firmado como compositor, o artista deu contribuição relevante para o pop brasileiro indie como integrante das bandas Vândalos (efêmero grupo de alma punk), Rapazes da Vida Fácil, Brasil Palace e Sex Beatles, com a qual gravou dois álbuns, “Automobilia” (1994) e “Mondo passionale” (1995), este com músicas como “Eu nunca te amei idiota”.
No mainstream do pop brasileiro, Alvin L se tornou parceiro fundamental de Dinho Ouro Preto, contribuindo decisivamente a partir dos anos 2000 para a revitalização da carreira do Capital Inicial, grupo com o qual Alvin colaborava desde os anos 1990.
O sucesso de músicas como “Natasha” e “Eu vou estar” – gravadas pelo Capital no álbum ao vivo “Acústico MTV” (2000), disco no qual o grupo também registrou a canção-hit “Tudo que vai” (de Alvin com Dado Villa-Lobos e Toni Platão) – alavancou parceria que perdurou até o disco mais recente do Capital, o EP “Movimento” (2025), cujo repertório foi pontuado pelas parcerias de Dinho Ouro Preto com aquele Arnaldo que fez nome no pop nacional como Alvin L.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Playlist espacial’: quais as músicas usadas para acordar os astronautas da Artemis II


Playlist para acordar astronautas na Artemis II mistura hits clássicos e atuais
Montagem/g1
Que música seria o seu alarme se você estivesse no espaço? A caminho da Lua, os astronautas da missão Artemis II começam cada dia ao som de uma faixa surpresa, tocada pelo Centro de Controle da Nasa.
FOTO: astronautas da Artemis II enviam imagem inédita da Lua
Nasa divulga imagens dos astronautas da Artemis II observando a Terra; veja
Segundo a agência espacial, o costume de utilizar músicas personalizadas para a “Wakeup calls” (“Ligação de bom dia”, em tradução livre), escolhidas pela própria tripulação, é uma tradição que ocorria ainda na era Apollo.
A seleção para esta missão é bem variada, misturando clássicos e hits recentes de estilos como indie eletrônico, pop, e rock alternativo e R&B.
Veja a lista das canções tocadas até agora na cápsula Orion:
Dia 2: “Sleepyhead”, de Young & Sick/ “Green Light”, de John Legend
Dia 3: : “In a Daydream”, da Freddy Jones Band
Dia 4: “Pink pony club”, da Chappell Roan
Dia 5: “Working Class Heroes (Work)”, de CeeLo Green
“Cada música de despertar, tocada pelo Centro de Controle de Missão no nosso Centro Espacial Johnson, em Houston, é uma maneira divertida de começar o dia com uma boa energia”, afirmou a Nasa nas redes sociais.
Astronautas da Artemis II são acordados com canção de Chappell Roan
Na transmissão ao vivo da missão, no canal da agência no YouTube, no sábado, a música “Pink pony club” não foi tocada até o fim — para a frustração dos astronautas. “Estávamos aguardando ansiosamente pelo refrão”, brincaram.
Neste domingo, a trilha veio acompanhada de uma mensagem especial do astronauta da Apollo 16, Charlie Duke:
“John Young e eu pousamos na Lua em 1972 em um módulo lunar que chamamos de Orion. Fico feliz em ver um tipo diferente de Orion ajudando a levar os humanos de volta à Lua, enquanto os Estados Unidos traçam o caminho para a superfície lunar. Abaixo de vocês, na Lua, há uma foto da minha família. Rezo para que ela lembre a vocês que nós, a América e todo o mundo, estamos torcendo por vocês”, disse.
Este domingo marca o quinto dia da missão. Está previsto para segunda (6) o momento mais aguardado: o sobrevoo lunar.
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Relembre polêmica envolvendo Chappell Roan
Jorginho, do Flamengo, criticou Chappell Roan após confusão com criança
Reprodução/Instagram/Jordan Strauss/Invision/AP
A cantora Chappell Roan se envolveu em uma polêmica após um relato do jogador Jorginho, do Flamengo. Tudo começou na manhã do sábado (21), dia em que a americana se apresentava como a headliner do festival.
Jorginho publicou um relato em seus stories no Instagram, no qual afirmava que um segurança no local tinha reclamado do comportamento de sua filha ao passar pela mesa da cantora no hotel em que ambas estavam hospedadas.
O relato ganhou força nas redes sociais e ganhou repercussão internacional.
Na manhã do domingo (22), Chappell postou dois vídeos, nos quais afirmava que o segurança não fazia parte de sua equipe, que ninguém a incomodou e que “não odeia crianças”. Ela também disse que nem a criança, nem a mãe que a acompanhava, mereciam passar por aquilo. Relembre o caso.

Fonte: G1 Entretenimento

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A história da monobloco, a humilde cadeira branca de plástico que conquistou o mundo e inspirou Bad Bunny


Ricky Martin apareceu sentado em uma cadeira de plástico no show do intervalo de Bad Bunny no último Super Bowl, nos Estados Unidos.
Kevin Mazur/Getty Images for Roc Nation
Você pode não saber o nome dela, mas talvez esteja lendo esta reportagem sentado nela.
Também é possível que tenha alguma recordação associada a elas. Pode ser o churrasco no quintal dos amigos, onde sempre cabe mais um, já que elas ficam empilhadas no canto. Ou a cerveja gelada no bar da praia, com os pés enterrados na areia, suando com o calor pelo contato com o plástico.
A cadeira monobloco — aquela humilde cadeira de plástico, normalmente branca, que você sem dúvida conhece e onde já descansou tantas vezes — é o móvel mais utilizado do mundo, um objeto tão popular que transcendeu todas as fronteiras.
Barata, versátil, leve e resistente às intempéries, a cadeira monobloco é fabricada com uma única peça de plástico, geralmente polipropileno, e se tornou um ícone de projeto industrial que desperta amor e ódio em igual medida.
Bad Bunny faz primeiras apresentações no Brasil, em São Paulo
Os detratores afirmam que sua onipresença a transforma em um símbolo de vulgaridade, de mau gosto, assassina da estética e um exemplo da cultura do descartável, com suas graves consequências para o meio ambiente.
A cadeira de plástico chegou a ser proibida por dez anos nos espaços públicos da Basileia, na Suíça, porque elas prejudicavam, ao menos na visão das autoridades, a estética da cidade.
Já os defensores destacam seu projeto democrático e todas as principais qualidades que levaram ao sucesso: ela pode ser empilhada, pesa pouco, é muito barata e, geralmente, possui um formato ergonômico que a torna muito cômoda.
A monobloco ocupa lugar privilegiado na capa do premiado disco Debí Tirar Más Fotos, do artista porto-riquenho Bad Bunny, o que diz muito sobre esse laço sentimental que une tantas pessoas a esse tipo de cadeira e às lembranças que ela pode trazer.
A cadeira monobloco está por toda parte
Frank Bienewald/LightRocket via Getty Images/BBC
A cadeira é fabricada injetando-se uma resina de plástico líquida em um molde a cerca de 230°C, que é resfriada e endurece em seguida.
“A monobloco é a combinação do desejo tão arraigado entre os designers de criar a cadeira perfeita, fabricada de forma industrial”, diz Paola Antonelli, diretora do Museu de Arte Moderna de Nova York, nos Estados Unidos (MoMA, na sigla em inglês), no vídeo relativo à exposição Pirouette: Turning Points in Design (Pirueta: Pontos de Inflexão no Design, em tradução livre), de 2025.
Como essa cadeira foi inventada
Os designers começaram a fazer experimentos com a fabricação de cadeiras com uma só peça de material na década de 1920. Os primeiros testes utilizaram uma chapa metálica, que era prensada, ou madeira laminada.
Mas foi em 1946 que o desenvolvimento do plástico como material resistente e com enorme versatilidade levou o arquiteto canadense Douglas Colborne Simpson (1916-1967) a criar, em colaboração com o engenheiro James Donahue (1917-1996), um protótipo de cadeira empilhável com uma única peça de plástico.
Esta cadeira pode ser considerada a primeira monobloco da história, mas não saiu do protótipo.
Nos anos que se seguiram, os avanços com materiais conhecidos como termoplásticos permitiram a industrialização do processo.
Para isso, foram empregados pellets ou pequenas bolinhas de material plástico como polipropileno. Ao serem aquecidas, elas se liquefazem e podem ser injetadas em um molde. E a tecnologia também permitia a fabricação desses moldes em cores chamativas.
Produtos vindos desta inovação viraram símbolos do design industrial, como a cadeira Panton, criada entre os anos 1958 e 1967 pelo designer dinamarquês Verner Panton (1926-1998); a cadeira Bofinger, criada entre 1964 e 1967 pelo arquiteto alemão Helmut Bätzner (1928-2010); a Selene (1961-1968), do projetista italiano Vico Magistretti (1920-2006); e a Universale (1965), do também italiano Joe Colombo (1930-1971).
Todos esses modelos hoje são objetos de desejo de colecionadores e amantes do design, principalmente de interiores. Eles podem ser encontrados nos museus e em lugares sofisticados.
Mas como passamos da Panton ou da Bofinger para a humilde cadeira de plástico das praias?
A fabricação dessas peças continuava sendo cara, mesmo de forma industrial. Até que, em 1972, o engenheiro francês Henry Massonet (1922-2005) criou sua Fauteuil 300 (Cadeira 300, em tradução), considerada o arquétipo da cadeira de plástico barata, segundo o museu de design Vitra, localizado na cidade de Weil am Rhein, no sudoeste da Alemanha.
Para aprimorar a eficiência do processo de fabricação, Massonet conseguiu reduzir a duração do ciclo de fabricação para apenas dois minutos e comercializou a cadeira através de sua empresa, a Stamp.
A Fauteuil 300 tinha braços e era muito parecida com a monobloco de hoje. Mas, inicialmente, ela não foi muito popular, já que teve o azar de surgir junto com a primeira grande crise do petróleo, em 1973.
“Os móveis de plástico haviam sido um presságio do futuro, mas, naquela época, eram considerados cada vez piores”, diz sua descrição no Vitra. “Isso como resultado não apenas do aumento do preço da matéria-prima, mas também de uma nova consciência ambiental.”
Branca ou colorida, a cadeira monobloco é onipresente nas praias, como nesta imagem da praia do Francês, localizada em Alagoas
Getty Images/BBC
Mas Massonet nunca patenteou sua invenção, segundo Paola Antonelli, que é diretora do departamento de arquitetura e design do MoMA, em Nova York. Isso permitiu que muitas empresas copiassem seu processo de fabricação e seu modelo, que foi alterado várias vezes.
Na década de 1980, o grupo francês Grosfillex conseguiu fabricar sua cadeira de jardim de resina a um custo tão baixo que pôde lançá-la no mercado a preços muito competitivos, multiplicando exponencialmente sua popularidade e transformando a monobloco em um produto de massa.
Durabilidade
Em muitos lugares, a quebra de uma perna não significa que a cadeira será jogada fora
Getty Images/Via BBC
Dê uma olhada nos seus álbuns de fotos, como fez Bad Bunny. Essa cadeira certamente aparece em mais de uma imagem, seja na sua casa, seja nas suas viagens mais exóticas.
Você a encontra, por exemplo, na medina de Rabat, no Marrocos; em uma reunião política em Marselha, na França; em um restaurante nas ruas de Pequim, na China; revestida de tecido em uma festa de casamento em Buenos Aires, na Argentina; ou nas ruas de alguma pequena cidade mediterrânea, onde as vizinhas a levam à tarde para passear e conversar ao ar livre e ver o tempo e a vida passarem.
E não há só cadeiras brancas. Elas são fabricadas em muitas cores, com designs diferentes, com e sem braços, de diversas qualidades.
Mais de uma vez, os pés dos modelos mais econômicos foram quebrados ao receberem alguém mais pesado ou que gosta de se balançar. Mas outras duram décadas.
Calcula-se que a fabricação da cadeira monobloco custe cerca de US$ 3 (cerca de R$ 16) e, em muitos lugares, ela chega a ser vendida por apenas US$ 10 (cerca de R$ 52), o que faz dela um objeto onipresente.
Mas US$ 10 não valem o mesmo em Acra (Gana) e em Berlim (Alemanha). Por isso, em algumas sociedades ricas, ela é um objeto que é jogado fora quando estraga. Mas, em muitos outros lugares, é consertada e adaptada às necessidades dos usuários.
Cadeiras brancas de plástico costuradas com arame ou presas com talas são comuns em bairros mais humildes e nas zonas rurais de muitos países. Por isso, a cadeira monobloco encarna um paradoxo, segundo Antonelli, do MoMA.
“Em alguns países, ela é produzida em massa e descartada rapidamente, enquanto, em outros, é valorizada e reparada, o que reflete diferentes percepções do seu valor.”
Para ela, “sua natureza multifacética simboliza a complexa cultura do consumo no mundo de hoje”.
Para o teórico social Ethan Zuckerman, o design de alguns objetos “atingiu tamanho grau de perfeição que eles não precisam ser adaptados para ter sucesso, seja na África, seja nos bairros residenciais dos Estados Unidos”.
Zuckerman foi diretor do centro de meios de comunicação cívicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, conhecido como MIT, na sigla em inglês.
Seu estudo, intitulado Those White Plastic Chairs – The Monobloc and the Context-Free Object (Aquelas Cadeiras Brancas de Plástico — A Monobloco e o Objeto Livre de Contexto, em tradução livre) traz uma advertência para os críticos de objetos como esta cadeira tão popular.
Para ele, “desprezá-los é um risco: os objetos como a monobloco alcançaram uma fama mundial com que poucos seres humanos sequer sonharam”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Zeca Veloso se expande no show ‘Boas novas’ entre falsetes, canções autorais, tema de desenho animado e sambas de Noel Rosa, Tim Maia e Tom Jobim


Zeca Veloso estreia o show ‘Boas novas’ no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), na abertura do Queremos! Festival!
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Boas novas
Artista: Zeca Veloso
Data e local: 4 de abril de 2026 no Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Para um artista a quem se atribui certa timidez, até que Zeca Veloso esteve bem solto na estreia do show “Boas novas” na abertura da sétima edição do Queremos! Festival! na noite de ontem, 4 de abril.
Diante de plateia que incluía convidados que (também) estavam ali para afagar a família Veloso, o cantor, compositor e músico carioca fez gestos que, se não chegaram a configurar uma teatralidade na cena, deram charme e dinâmica à apresentação que lotou o Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ).
Entre o tira-e-bota da jaqueta (e dos óculos) e movimentações pelo palco, Zeca criou até bordão – “Pode ir, Lucão”, deixa para o guitarrista e diretor musical Lucca Noacco começar a tocar o arranjo de cada música – e reiterou o talento (mais evidenciado no canto e na composição do que no toque do violão e do piano) ao seguir roteiro que entremeou músicas do recém-lançado primeiro álbum do artista, “Boas novas” (2025), com composições de lavras alheias.
Filho de Caetano Veloso, Zeca celebrou a dinastia logo no número inicial ao cantar música do pai, “Peter Gast” (1983), com o falsete que há nove anos encantou o público do coletivo show “Ofertório” (2017) quando o cantor solava a canção autoral “Todo homem” (2017).
A junção de Zeca com o pai e com os irmãos Moreno Veloso e Tom Veloso no show do clã foi o estopim para o início de carreira solo que ganhou impulso a partir de dezembro de 2023, quando Zeca começou a se apresentar em casas de pequeno porte do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), testando ao vivo o repertório autoral do álbum gestado desde 2018 e enfim lançado em novembro de 2025.
Marco na trajetória do artista, o show de abertura do Queremos! Festival! foi o primeiro feito por Zeca com uma big banda formada por músicos do naipe de Antonio Dal Bó (teclados), Diogo Gomes (trompete), Giordano Gasperin (baixo) e Thomas Arres (bateria), além do supracitado guitarrista Lucca Noacco.
Zeca Veloso se mostra mais solto na cena do show ‘Boas novas’ com gestos e movimentações pelo palco
Mauro Ferreira / g1
Sem essa banda, Zeca Veloso não teria conseguido reproduzir no palco o suingue de músicas autorais como a baiana “Salvador” – composição que já se insinua com o hit entre os ouvintes do álbum “Boas novas”– e a carioca “Máquina do Rio”, pop-funk-samba criado para evocar a pulsação dos arranjos do mago Lincoln Olivetti (1954 – 2015).
No show, “Máquina do Rio” entrou em ação com o rap de Xamã, convidado (não anunciado) da apresentação. Também sem aviso prévio, Dora Morelenbaum apareceu (brevemente) no palco do Teatro Carlos Gomes para reproduzir em cena o feat no disco de Zeca na música “A carta”.
Tal como no álbum “Boas novas”, a balada bilíngue “Carolina” (Zeca Veloso, Sylvio Fraga e Tadeu Bijos, 2025) sobressaiu no roteiro pela aura sacra do arranjo e pelo canto com alma de Zeca Veloso. Contudo, o cantor soube ir muito além do disco ao montar o roteiro do show.
Sambas de Noel Rosa (1910 – 1937), Paulo Vanzolini (1924 – 2013), Tim Maia (1942 – 1998) e Tom Jobim (1927 – 1994) apareceram no roteiro. De Noel, o cantor reviveu “Não tem tradução” (1933) logo após cantar a balada “Desenho de animação” em sagaz diálogo temático entre as duas músicas separadas por quase um século, mas unidas pelas letras que versam sobre cinema, línguas e paixões dubladas.
De Antonio Carlos Jobim, a escolha foi pela música mais conhecida da parceria de Tom com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), “Garota de Ipanema” (1962), samba cheio de bossa carioca, linkado no roteiro com o balanço de “Máquina do Rio” e cantado por Zeca com alguns versos em inglês.
O samba foi recorrente em roteiro que abarcou o samba-soul de Tim Maia – “Réu confesso” (1973), com arranjo evocativo do balanço da banda Vitória Régia, mas divisão própria no canto de Zeca – e o samba-superação de Paulo Vanzolini “Volta por cima” (1962), escolha inusitada para um artista que ainda aprende a exteriorizar o canto em cena.
Curiosamente, o samba da lavra própria de Zeca, “O sal desse chão” (2025), composto com Xande de Pilares, ainda tem que ser mais azeitado em cena para bisar no show o tom majestoso do registro fonográfico do álbum “Boas novas”. Da mesma forma, o canto de “O sopro do fole” (2021) – obra-prima do cancioneiro autoral de Zeca – se ressentiu da comparação com a dimensão inalcançável do canto de Maria Bethânia na gravação original da música, feita pela intérprete para o álbum “Noturno” (2021).
Em contrapartida, a canção “Colors of the wind” (Alan Menken e Stephen Schwartz) – tema da trilha sonora do longa de animação “Pocahontas” (1995), apresentado na voz da cantora e atriz norte-americana Judy Kuhn – caiu bem na voz de Zeca Veloso, intérprete expressivo de temas que pedem um canto mais emotivo, com a alma que uns têm e outros não têm. Detalhe: “Colors of the wind” precedeu a canção “Desenho de animação” no roteiro, em outro link sagaz.
Entre tema espiritual (“Aleluia”) e o canto (meio improvisado) ao piano da balada “Amor, meu grande amor” (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979), herança do roteiro do primeiro show solo do artista em dezembro de 2023, o cantor se expandiu na cena sedutora do show “Boas novas”, a ponto de, no arremate do bis, ter convocado a plateia para subir ao palco para reviver com ele a música “Salvador”.
Zeca Veloso está mais solto em cena, mas é pelo canto em falsete que mais prende a atenção da plateia.
Zeca Veloso canta no show ‘Boas novas’ a canção ‘Colors of the wind’, música-tema do desenho ‘Pocahontas’ (1995)
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
♪ Eis o roteiro seguido em 4 de abril de 2026 por Zeca Veloso na estreia do show “Boas novas” na abertura do Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ):
1. “Peter Gast” (Caetano Veloso, 1983)
2. “Boas novas” (Tom Veloso e Zeca Veloso, 2025)
3. “Salvador” (Zeca Veloso 2025)
4. “Volta por cima” (Paulo Vanzolini, 1962)
5. “A carta” (Zeca Veloso, 2025) – com Dora Morelenbaum
6. “Talvez menor” (Zeca Veloso, 2025)
7. “Carolina” (Zeca Veloso, Sylvio Fraga e Tadeu Bijos, 2025)
8. “Máquina do Rio” (Zeca Veloso, 2025) – com Xamã
9. “Garota de Ipanema” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962)
10. “Colors of the wind” (Alan Menken e Stephen Schwartz, 1995)
11. “Desenho de animação” (Zeca Veloso, 2025)
12. “Não tem tradução” (Noel Rosa, 1933)
13. “O sopro do fole” (Zeca Veloso, 2021)
14. “Todo homem” (Zeca Veloso, 2017)
15. “Aleluia”
16. “Réu confesso” (Tim Maia, 1973)
17. “O sal desse chão” (Zeca Veloso e Xande de Pilares, 2017)
Bis:
18. “Amor, meu grande amor” (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979)
19. “Salvador” (Zeca Veloso 2025) – com a plateia no palco
P.S.: A canção “Tua voz” (Zeca Veloso, 2025) estava prevista para ser cantada no bis, mas não foi efetivamente apresentada no roteiro na estreia do show “Boas novas”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Violonista Gabriele Leite une simpatia, virtuosismo e sentimento em show que abriu (bem) o festival Queremos! no Rio


A violonista Gabriele Leite toca temas de Chiquinha Gonzaga, Dilermando Reis, Garoto e Villa-Lobos em show no Rio de Janeiro
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
♫ OPINIÃO
♬ Instrumentista paulista formada em violão clássico e radicada em Nova York (EUA) desde 2021, Gabriele Leite já deixou de ser uma promessa para se confirmar um dos maiores talentos do violão brasileiro, se tornando a mais nova descendente de linhagem nobre de ases que inclui virtuoses como Garoto (1915 – 1955), Dilermando Reis (1916 – 1977), Baden Powell (1937 – 2000), Raphael Rabello (1962 – 1995), João Camarero, Yamandu Costa e, no time feminino, Rosinha de Valença (1941 – 2004) e Badi Assad.
De passagem pelo Brasil neste mês de abril de 2026 para temporada de shows pelo país, a violonista de 28 anos – nascida em fevereiro de 1998 em Cerquilho (SP), cidade do interior do estado de São Paulo – extasiou a plateia que assistiu na noite de ontem, 4 de abril, ao show da instrumentista na abertura da sétima edição do Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ).
Conjugando técnica, sentimento e simpatia nas muitas vezes em que se dirigiu ao público, Gabriele Leite seguiu roteiro que encadeou 12 temas de compositores que transitam entre as músicas erudita e popular. A rigor, a violonista paulista foi escalada para abrir o show do cantor Zeca Veloso no festival, se tornando de fato a primeira atração do Queremos! 2026 e extasiando plateia que, em grande parte, somente tinha ouvido falar de Gabriele Leite.
Munida do violão virtuoso, Gabriele Leite captura a atenção da plateia do Teatro Carlos Gomes, na abertura do festival carioca Queremos!
Mauro Ferreira / g1
Sentada na beira do palco do Teatro Carlos Gomes à frente das cortinas fechadas e com pouca iluminação, a violonista irradiou luz desde que abriu a apresentação com dois temas da pianista e compositora paulistana Lina Pires de Campos (1918 – 2003), “Prelúdio nº 2” e “Ponteio e Toccatina”, ambos gravados por Gabriele no segundo álbum da artista, “Gunûncho” (2025), disco no qual a instrumentista enfatiza a produção autoral feminina. A propósito, Gabriele Leite lembrou no show que o território do violão clássico é historicamente masculino.
Em roteiro que abriu espaço para dois temas de Chiquinha Gonzaga, (1847 – 1935), de cuja obra a violonista tocou o maxixe “Corta-jaca” (1895) e a melancólica modinha “Lua branca” (1912), também houve lugar para peças gravadas por Gabriele Leite no primeiro álbum da instrumentista, “Territórios” (2023).
Foram os casos de “Ritmata”, tema do compositor Edino Krieger (1928 – 2022), e de “Melodia sentimental” (1958), uma das composições mais conhecidas da obra maestra de Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959). Gabriele encaixou “Melodia sentimental” em suíte que abarcou outros dois temas de Villa, “Estudo nº 11” (1953) e “Mazurka-choro”, parte da “Suíte popular brasileira”, composta em 1908 e publicada originalmente em 1928.
Entre o lirismo e o suingue, com mix preciso de técnica e emoção (sem melodrama), Gabriele Leite encarou o intrincado coco “Bate-coxa” (Marco Pereira, 1995), caiu no suingue do samba “Lamentos do morro” (Garoto, 1950) e celebrou a obra do antecessor Dilermando Reis, de quem tocou o choro “Dr. Sabe tudo” (1949) e “Se ela perguntar” (1952).
Ao fim da apresentação, Gabriele Leite foi aplaudida de pé, com entusiasmo aparentemente sincero, por um público que estava ali para ver a estreia do show de lançamento do álbum “Boas novas”, de Zeca Veloso, mas que se encantara com a performance da instrumentista.
Já longe de ser uma promessa no universo da música clássica, a rigor quase sempre amalgamado com a música popular, Gabriele Leite é um talento assombroso do violão brasileiro.
Gabriele Leite se apresenta no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), antes do show do cantor Zeca Veloso
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!

Fonte: G1 Entretenimento

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Astronauta da Artemis II elogia o filme espacial ‘Devoradores de Estrelas’: ‘Exemplo extraordinário’


Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação
O novo filme espacial “Devoradores de Estrelas”, estrelado por Ryan Gosling, está recebendo críticas muito positivas.
O astronauta canadense Jeremy Hansen disse neste sábado (4) que ele e sua família assistiram ao filme antes do lançamento para o sobrevoo lunar. Ele disse que foi “um verdadeiro prazer” ver o longa enquanto se preparava para sua missão.
Gosling, também canadense, enviou votos de boa sorte aos quatro astronautas antes do lançamento na quarta-feira.
“A arte imita a ciência e vice-versa”, disse Hansen durante um evento televisionado ao vivo organizado pela Agência Espacial Canadense. “Achei muito inspirador — alguém que vai lá e faz o que foi feito para salvar a humanidade. É um exemplo extraordinário que todos podemos seguir.”
Hansen é o primeiro cidadão não americano a ir à Lua.

Fonte: G1 Entretenimento

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Canção de Chappell Roan é usada para despertar astronautas da Artemis II; veja VÍDEO


Astronautas da Artemis II são acordados com canção de Chappell Roan
Os astronautas da missão Artemis II foram acordados neste sábado (4) ao som de “Pink Pony Club”, de Chappell Roan. A música é um dos maiores sucessos da artista, que esteve no Brasil em março para o Lollapalooza, em uma passagem polêmica.
A transmissão ao vivo da missão, no canal da Nasa no YouTube, mostrou que a música não foi tocada na íntegra, para frustração da tripulação: “Estávamos aguardando ansiosamente pelo refrão”, brincaram.
Relembre polêmica envolvendo Chappell
Jorginho, do Flamengo, criticou Chappell Roan após confusão com criança
Reprodução/Instagram/Jordan Strauss/Invision/AP
A cantora Chappell Roan se envolveu em uma polêmica após um relato do jogador Joginho, do Flamengo. Tudo começou na manhã do sábado (21), dia em que a americana se apresentava como a headliner do festival.
Jorginho publicou um relato em seus stories no Instagram, no qual afirmava que um segurança no local tinha reclamado do comportamento de sua filha ao passar pela mesa da cantora no hotel em que ambas estavam hospedadas.
O relato ganhou força nas redes sociais e ganhou repercussão internacional.
Na manhã do domingo (22), Chappell postou dois vídeos, nos quais afirmava que o segurança não fazia parte de sua equipe, que ninguém a incomodou e que “não odeia crianças”. Ela também disse que nem a criança, nem a mãe que a acompanhava, mereciam passar por aquilo. Relembre o caso.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Cañas acerta as contas com a mãe, Dona Carmen, em canção confessional de letra escrita ‘com o coração na mão’


Capa do single ‘Mãe’, de Ana Cañas
Murilo Amâncio
♫ NOTÍCIA
♬ Dona Carmen, mãe de Ana Cañas, completou 74 anos na última terça-feira, 31 de março. O presente recebido da filha veio em forma de canção, intitulada “Mãe” e eternizada em single lançado ontem, 3 de abril.
Composta e gravada com produção musical da própria Ana Cañas, que canta e toca um dos dois violões do single formatado entre os estúdios Space Blues e Da Pá Virada, “Mãe” coroa o acerto de contas da artista com a mulher que lhe deu a vida.
Por conta do que Cañas caracteriza como “intensos desentendimentos”, a cantora, compositora e instrumentista paulistana ficou dez anos sem falar com a mãe.
“Eu me afastei para poder me encontrar, para podermos nos perdoar, para poder voltar. mas foi sozinha que me encontrei, encontrei a música e também pude compreender melhor a miríade do feminino”, relata Ana Cañas em texto publicado juntamente com a edição do clipe da canção, oferecida pela artista à mãe como presente de aniversário. “Uma canção que levei a vida toda para escrever”, poetiza Cañas, reconciliada com a mãe já há alguns anos.
Aparentemente escrita sem preocupações formais ou rigores estilísticos, “com o coração na mão”, como revela um dos versos, a letra de “Mãe” soa como jorro confessional e espontâneo dos sentimentos da compositora, que, em tom poético, avisa que o single está em “todas as plataformas do coração, da vida, do tempo e do não-tempo – porque amor de mãe transcende tudo”.
♪ Eis a letra de “Mãe”, canção de Ana Cañas em homenagem ao 74º aniversário de Dona Carmen, gravada pela artista com os músicos Adriano Grineberg (piano) e Fabá Jimenez (violão e baixo):
“Mãe
Eu só quero
Te agradecer
Por tudo que você
Me fez entender
Eu sei que a vida é tão grande
Mas no seu colo
Eu ainda estou
E nada do que sou
Não tem você
Nem o seu calor
Escrevo essa canção
Com o coração na mão
Porque nem sempre
A gente se entendeu
Mas o tempo é lição
Seu abraço uma oração
E hoje a gente
Tá junto demais
E eu agradeço por você
Estar tão perto
Quando estive longe
E eu entendo, é assim
E o seu amor Vive tão dentro de mim
Mãe, mãe, mãe, mãe
Te amo
Pra sempre
Mãe, mãe, mãe, mãe
Mulher que me conhece
E me entende
Mãe, mãe, mãe, mãe
Te amo
Pra sempre
Mãe, mãe, mãe, mãe
Mulher que me fez
E que transcende”

Fonte: G1 Entretenimento