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‘La Cuarta Estrella’: música que embala Argentina na Copa cita trauma de Maradona e Malvinas


Jogadores comemoram vitória da argentina com música que embala torcida
Reuters e Reprodução/Instagram
A Argentina conquistou uma vitória emocionante por 3 a 2 contra o Egito nesta terça-feira (7), se classificando para as quartas de final da Copa do Mundo 2026.
No vestiário, os jogadores argentinos comemoram com uma canção que vem embalando os torcedores nas arquibancadas.
Trata-se de “La Cuarta Estrella”, música que usa a melodia de um clássico da cumbia local: “No Me Arrepiento de Este Amor”, da cantora Gilda.
O videoclipe oficial do hit argentino da Copa acumula cerca de três milhões de visualizações no YouTube (veja letra completa no final deste texto).
A letra fala da trajetória da seleção sulamericana ao longo das Copas e de como os jogadores farão de tudo para vencer o quarto título para Lionel Messi.
Ao jornal “La Nación”, o influenciador digital e autor da letra, Pablo Quintana, explicou que escolheu a melodia da canção de Gilda pois, por se tratar de um sucesso local, geraria uma identificação instantânea.
“Tentei representar o sentimento popular da Argentina, dos torcedores, das famílias e, principalmente, das crianças, porque elas são o público mais entusiasmado, as que mais cantam.”
A música foi feita antes do Mundial e o compositor diz que conseguiu autorizações com a família de Gilda e sua gravadora, Leader.
Acompanhando a Copa nos EUA, Quintana encontrou por lá Ignacio Ovando, zagueiro que acompanhou a Argentina nos amistosos de preparação para o mundial e confirmou que a música já era destaque no vestiário mesmo antes do início da competição.
“Quando nos encontramos, ele [Ignacio] me disse: ‘Sua música é fantástica, cantávamos todos os dias'”, explicou.
Referências da letra
Pablo Quintana, autor de ‘La Cuarta Estrella’
Reprodução/Instagram
A canção começa falando do amor pela seleção e relembrando o terceiro título da Copa do Mundo conquistado pela Argentina em 2022, no Catar, com Messi como destaque.
Na sequência, a composição volta 32 anos na história para relembrar a Copa de 1994, também disputada nos EUA.
Naquele ano, o camisa 10 Diego Maradona foi suspenso da competição – que terminaria com a Argentina eliminada e o Brasil campeão.
“E 32 anos depois, ‘La Scaloneta’ se vingará. A taça que foi roubada do número dez. Aquela que eles não nos deixaram levantar”
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Por fim, a música fala sobre orgulho de ser argentino e de que o título será para as Ilhas Malvinas (em eterna disputa com os ingleses), para Diego [Maradona] e para a última Copa de Leo [Messi].
“Argentina, quero ver vocês se tornarem bicampeões”, termina a letra, fazendo referência à possibilidade de dois títulos em sequência.
A canção do tri
Em 2022, o hit do terceiro título argentino foi “Muchachos”. Febre que embalou também a festa do título, “Muchachos” tem como compositor Fernando Romero
A letra provoca o Brasil por causa da Copa América de 2021, mas lembra as próprias derrotas no futebol e até na Guerra das Malvinas. O amor a Maradona é tanto que se estende aos pais, Dom Diego e Tota.
A música original é da banda La Mosca Tsé-Tsé. Ela foi lançada em 2003 com o título “Muchachos, esta noche me emborracho”.
Veja a letra completa de “La Cuarta Estrella”:
Sou torcedor da seleção
Eu apoio com todo o coração
Ganhamos a terceira com Lionel
Queremos ser campeões novamente
E 32 anos depois
La Scaloneta se vingará
A taça que foi roubada do número 10
Aquela que eles não nos deixaram levantar
Quero ver a quarta estrela
Para brilhar na camisa
Sou argentino do berço ao túmulo
Para as Ilhas Malvinas
Para Diego
Para o último de Leo
Argentina, quero ver vocês se tornarem bicampeões

Fonte: G1 Entretenimento

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Com a voz de Dominguinhos em uma das nove faixas, o trio de forró Manacá da Serra lança o álbum autoral ‘Déjà vu’


Dominguinhos (1941 – 2013) participa postumamente do segundo álbum do trio mineiro de forró Manacá da Serra
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Referencial no universo musical nordestino, a voz do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Dominguinhos (1941 – 2013) reverbera de forma discreta em gravação de “Menino Angola”, uma das nove faixas do segundo álbum do trio de forró Manacá da Serra, “Déjà vu”.
O álbum “Déjà vu” chega amanhã, 8 de julho, aos aplicativos de áudio. Na música “Menino Angola”, parceria do sanfoneiro Theo Lustosa – integrante do trio mineiro formado em Belo Horizonte (MG) – com Paulinho Motta, a voz de Dominguinhos é ouvida bem ao fundo, como uma quase imperceptível segunda voz, a partir do terceiro minuto da gravação.
A participação soa essencialmente afetiva e resulta de um registro feito por Dominguinhos há 22 anos. Em 2004, Dominguinhos registrou a música “Menino Angola”, mas a gravação foi arquivada e, depois, dada como perdida – até ser encontrada em 2019, 15 anos após o registro.
O achado permitiu um dueto virtual de Dominguinhos com Zeca Baleiro apresentado há cinco anos em “Serranias” (2021), álbum de Theo Lustosa, músico que integra o trio Manacá da Serra com Barbara Barcellos (voz e triângulo) e Dil Brasil (zabumba).
Além de Dominguinhos, o grupo conta no álbum “Déjà vu” com a participação da Banda de Pau e Corda, presente na gravação da música “Coisa de Maria, coisa de José”, outra parceria de Theo Lustosa e Paulinho Motta.
A dupla de compositores também assina as músicas “Lilith”, “Quando vem” e “Déjà vu desejo” no álbum gravado entre Belo Horizonte (MG) e Sorocaba (SP) com produção musical de Gustavo Marques.
Capa do álbum ‘Déjà vu’, do grupo Manacá da Serra
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Trilhas das novelas de Benedito Ruy Barbosa incluem músicas marcantes que ainda ecoam na memória popular


Zé Ramalho teve a música ‘Admirável gado novo’ amplificada na trilha da novela ‘O rei do gado’ (1996) na gravação original de 1979
Leo Aversa / Divulgação
♫ MEMÓRIA
♬ É difícil dissociar as cenas do núcleo dos sem-terra da novela “O rei do gado” (1996) da música “Admirável gado novo”. A composição de Zé Ramalho sonorizava a trama desse núcleo na gravação original feita pelo artista paraibano em 1979, potencializando a emoção da novela de Benedito Ruy Barbosa (17 de abril de 1931 – 7 de julho de 2026), escritor paulista falecido hoje, aos 95 anos, na cidade de São Paulo (SP).
“Minha música viajou por vários países e ainda hoje é lembrada pelas emocionantes cenas com o núcleo dos sem-terra retratados na novela”, relata Zé Ramalho ao repercutir a morte do novelista em rede social.
De fato, as trilha sonoras das novelas de Benedito Ruy Barbosa – sobretudo as das sagas épicas como “O rei do gado”, exibida há 30 anos – ainda ecoam na memória popular por terem sido marcantes como as tramas do novelista.
Puxando pelo fio da memória, vem à mente a gravação de “Mágoas de caboclo” (J. Cascata e Leonel Azevedo, 1936) pelo cantor Nelson Gonçalves (1919 – 1998), amplificada na abertura da novela “Cabocla” (1979), sucesso da fase em que Benedito ainda escrevia, para a faixa das 18h da Globo, novelas adaptadas de romances brasileiros.
Lançada há 90 anos na voz de Orlando Silva (1915 – 1978), “Mágoas de caboclo” permanece mais associada ao vozeirão grave de Nelson Gonçalves do que a Orlando Silva por conta da novela de 1979. Ainda na trilha de “Cabocla”, a canção “Amora” (1979), ouvida na voz do autor Renato Teixeira, marcou o início da parceria do compositor paulista – fino estilista da canção folk brasileira – com as tramas em que Benedito Ruy Barbosa pôs o Brasil rural na tela da televisão.
Outra canção de Renato Teixeira, “Tocando em frente” tocou na voz de Maria Bethânia na versão original de “Pantanal” (1990), novela que ganhou antológica trilha sonora, com músicas de beleza inebriante como “Estrela natureza” (da dupla Sá & Guarabyra) e com canções igualmente belas criadas pelo compositor e violonista mineiro Marcus Viana.
Ambas da lavra de Viana, a canção “Amor selvagem” e o tema de abertura intitulado “Pantanal” – gravado pelo grupo Sagrado Coração da Terra – contribuíram para a magia da trama pantaneira de 1990, refeita em 2022 com o mesmo tema de abertura, só que então ouvido na voz recorrente de Maria Bethânia.
Aliás e a propósito, uma das gravações mais arrebatadoras da carreira de Bethânia, a de “Mortal loucura” (José Miguel Wisnik com versos do poeta Gregório de Matos, 2005), foi produzida há dez anos por Marcio Arantes para a trilha sonora de “Velho Chico” (2016), última novela inédita da obra imortal de Benedito Ruy Barbosa.
Já a trilha sonora de “Renascer” – tanto a da versão original de 1993, quanto a do remake de 2024 – foi iluminada pela música “Lua soberana”, composição de Ivan Lins, também autor do tema de abertura da versão original da novela, “Confins”.
No geral, as trilhas sonoras das novelas de Benedito Ruy Barbosa muita vezes traduziram a alma arrebatada do escritor, como exemplifica a seleção musical italiana de “Terra nostra” (1999). É por isso que muitas músicas dessas trilhas soam inesquecíveis e ainda reverberam como as novelas desse escritor que radiografou com paixão e precisão as entranhas profundas do Brasil rural.
Maria Bethânia gravou a música ‘Mortal loucura’ para a trilha sonora da novela ‘Velho Chico’ (2016)
Guilherme Nabhan / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Famosos e esposas de jogadores argentinos comemoram resultado


Depois de virar o jogo contra o Egito, a seleção da argentina conseguiu a classificação para quartas de final nesta terça-feira (07).
A influenciadora Carolina Calvagni, esposa do zagueiro Nicolás Tagliafico, postou nos stories o clima no estádio em Atlanta, assim como Agus, casada com Lautaro Martínez. A rapper Nicki Nicole publicou uma imagem assistindo ao jogo e comemorando a virada da seleção argentina.
Carolina Calvagni – Esposa do zagueiro Nicolás Tagliafico
Reprodução/redes sociais
Nicki Nicole comemora resultado da Argentina
Reprodução/Instagram
Agus casada com Lautaro Martínez
Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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Leilane Neubarth anuncia saída do jornalismo diário


Leilane Neubarth anuncia saída do jornalismo diário
Reprodução/GloboNews
Leilane Neubarth anunciou a sua saída do jornalismo diário. A jornalista falou ao vivo na GloboNews nesta terça (7).
“Só aqui na GloboNews são quase 17 anos, mais da metade da história desse canal. Tenho um orgulho imenso de fazer parte do time da GloboNews. Mas antes disso, a gente sabe que nós já tínhamos uma trajetória longa juntos na TV Globo. Eu entrei com 19 anos, uma jovem estagiária que virou repórter e depois apresentadora. Foram algumas gerações de brasileiros, né? Muita gente que me viu crescer, que cresceu comigo, me acompanhou em diversas fases”.
Com mais de 47 anos de carreira, a jornalista começou na Globo como estagiária, em 1979. Em sua trajetória, passou pelo “Jornal da Globo”, “Fantástico”, “Bom dia Brasil”, o “Jornal da GloboNews”, entre outros programas. Mais recentemente, apresentava o “Conexão GloboNews”.
Leilane participou de coberturas de eventos como eleições presidenciais, Olimpíadas e outros grandes acontecimentos históricos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Príncipe Harry e Elton John perdem processo contra tabloide britânico


O príncipe britânico Harry comparece a tribunal no Reino Unido, em 9 de abril de 2025.
Reuters/Isabel Infantes
O príncipe Harry e o cantor Elton John perderam o processo por violação de privacidade movido contra o proprietário do jornal Daily Mail, segundo a sentença divulgada nesta terça-feira (7) pelo Tribunal Superior de Londres.
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Após um julgamento de 11 semanas no início do ano, o tribunal determinou em seu veredicto que os “demandantes não conseguiram comprovar as acusações apresentadas. Portanto, as ações ficam indeferidas”.
Durante o julgamento, o filho mais novo do rei Charles III, junto com outras celebridades como Elton John e a atriz Elizabeth Hurley, acusaram a Associated Newspapers Limited (ANL), empresa responsável pela publicação do Daily Mail e do Mail on Sunday, de obter informações ilegais.
Os demandantes denunciaram que os tabloides recorreram a detetives particulares para interceptar mensagens de voz, escutar conversas telefônicas ou até mentir na elaboração de artigos publicados entre 1993 e 2018.
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A decisão representa “uma vitória esmagadora para o Daily Mail e seus jornalistas, assim como para a liberdade de imprensa em geral”, celebrou o grupo ANL em um comunicado. “É uma magnífica reabilitação do jornalismo do Daily Mail”, acrescentou.
A sentença coincide com uma viagem de Harry, de 41 anos, ao Reino Unido. Há alguns anos ele vive na Califórnia com sua esposa, Meghan, e seus dois filhos, Archie e Lilibet.
O processo judicial contra o jornal é o último iniciado pelo duque de Sussex – seu título oficial -, que há vários anos trava uma batalha judicial contra a poderosa imprensa sensacionalista britânica.
O príncipe considera os paparazzi responsáveis pela morte de sua mãe, Diana, em Paris, em 1997.
Ao comparecer ao Tribunal Superior em janeiro, Harry acusou a imprensa sensacionalista de ter tornado “absolutamente infernal” a vida de sua esposa Meghan.
Tanto ele quanto os outros seis demandantes pediam uma indenização “substancial” ao proprietário do Daily Mail e do Mail on Sunday.
Por sua vez, a ANL sustentou que seus jornalistas atuaram dentro da legalidade e que se basearam em fontes legítimas para redigir os artigos.
Em sua batalha judicial contra os tabloides, o príncipe obteve em dezembro de 2023 uma sentença favorável que condenou a empresa editora do Daily Mirror. Posteriormente, em janeiro de 2025, chegou a um acordo financeiro, cujo valor não foi divulgado, com o proprietário de The Sun.
Elton John em Londres, em 27 de março de 2023
Henry Nicholls/Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Além das novelas: Benedito Ruy Barbosa também escreveu primeira biografia de Pelé


Morre o dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos
Famoso pelas clássicas telenovelas como “Pantanal” e “Terra Nostra”, Benedito Ruy Barbosa tinha um talento que ultrapassava a teledramaturgia. Autor, que faleceu nesta terça-feira (7), escreveu a primeira biografia de Pelé.
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➡️Benedito morreu na capital paulista devido a complicações de insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
“Eu Sou Pelé”, lançado em 1961, narra a vida do Rei do futebol em primeira pessoa. O livro retrata a infância de Edson Arantes do Nascimento, mostrando o período em que ele sonhava em se tornar aviador e trabalhava como engraxate para ajudar a família.
Antes de se dedicar às novelas, Benedito foi repórter esportivo e acompanhou o início da carreira do Rei do Futebol. Em 1961, a convite da editora Francisco Alves, escreveu “Eu sou Pelé”, quando o jogador tinha apenas 20 anos e já era campeão do mundo.
Há seis anos, em entrevista ao ge, Benedito relembrou o convite para escrever a obra.
“O dono da livraria Francisco Alves me chamou para conversar. Cheguei lá, ‘olha, Ruy, precisamos escrever um livro sobre jogador de futebol. Já tivemos Leônidas, Jair da Rosa Pinto… mas queremos um livro sobre Pelé’. Eu falei: ‘Pelé está jogando agora, é um garoto’. ‘Mas já é campeão do mundo, na Europa chamam rei Pelé. Nós temos que fazer’. Eu falei ‘a gente tem que esperar, eu não vou escrever'”, lembrou.
Inicialmente resistente à ideia de escrever uma biografia de um jogador tão jovem, Benedito acabou mudando de opinião após conversar com o próprio Pelé durante viagens de trem pelo país.
No final, os dois escreveram o livro juntos, com os relatos de Pelé e a escrita e organização de Benedito. E, assim, o livro foi publicado como uma autobiografia.
Dessa parceria nasceu a obra que reúne lembranças da infância do craque, desde a vida humilde entre Três Corações (MG) e Bauru (SP) até a chegada ao Santos e o início da carreira que o transformaria em ídolo mundial.
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‘Sinhá Moça’, ‘Rei do Gado’, ‘Terra Nostra’: relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa
Veja repercussão da morte do autor
Lenda da TV
Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Junior/TV Globo
Conhecido por verdadeiras sagas, o dramaturgo construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural, com interesse especial na imigração italiana, e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos”, como o próprio determina.
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Tony Ramos se emociona ao falar de Benedito Ruy Barbosa
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”.
Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A novela trouxe um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo.
Antes de se tornar um dos maiores autores de novelas do país, Benedito Ruy Barbosa foi jornalista esportivo e escreveu Eu Sou Pelé, lançado em 1961.
Montagem/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Paula Barbosa, neta de Benedito Ruy Barbosa, lamenta morte do avô: ‘Amo você além dessa vida’


Paula Barbosa, neta de Benedito Ruy Barbosa, lamenta morte do avô
Reprodução/Instagram
Paula Barbosa, neta de Benedito Ruy Barbosa, lamentou a morte do avô nas redes sociais. O autor e dramaturgo morreu nesta terça-feira (7), aos 95 anos, devido a complicações de insuficiência renal crônica.
“Você foi gigante, mas isso todos sabem. E o que só eu sei é o avô incrível que eu tive. Tenho tantas lembranças inesquecíveis. Tantas histórias que vivi ao seu lado que conto pros bisnetos e eles morrem de rir. Pra sempre em nossos corações. Obrigada por tudo. Amo você além dessa vida”, escreveu a atriz.
Paula estrelou novelas do avô, como “Paraíso” e “Meu Pedacinho de Chão”. Seu trabalho mais recente na TV foi em 2022, quando interpretou Zefa, da versão de “Pantanal” adaptada por seu primo, Bruno Luperi, em 2022.
“Meu avô foi a pessoa a quem tive que mostrar mais serviço. Ele era o primeiro a falar: ‘Você escolheu isso. Não pense que, porque sou autor, você está garantida'”, afirmou Paula em entrevista ao gshow na época da exibição da trama.
As novelas e histórias que marcaram a carreira de Benedito Ruy Barbosa

Fonte: G1 Entretenimento

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Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos; veja repercussão


Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo
Famosos usaram as redes sociais para lamentar a morte de Benedito Ruy Barbosa. O dramaturgo e escritor, autor de novelas como “Pantanal” e “Terra Nostra”, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista devido a complicações de insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Regiane Alves, atriz
“E hoje perdemos o grande Benedito Ruy Barbosa, autor que retratou o nosso Brasil como ninguém. Obrigada pela Belinha e pelas as amizades que vieram através desse trabalho tão especial que foi Cabocla.”
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Maria Bethânia, cantora
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“Nosso adeus a Benedito Ruy Barbosa! Autor de belas obras, Benedito Ruy Barbosa foi um dos fundadores da teledramaturgia brasileira. E o Brasil de Ruy Barbosa era o Brasil rural, com a sua poesia e estética bucólicas, a graça dos “causos” dos caipiras, mas também com as lutas do campo.”
“A voz de Bethânia embalou as trilhas sonoras de muitas de suas novelas como Pantanal (1990), Renascer (1993), Sinhá Moça (2006), Velho Chico (2016) e o tema de abertura do remake de Pantanal (2022).”
Tony Ramos, em entrevista à GloboNews
“Não fui surpreendido. Já estava, lamentavelmente, esperando essa notícia. Edimara já estava nos prevenindo há cerca de três dias que nosso grande Benedito, nosso Pelé, estava indo embora.”
“A perda do Benedito, sem dúvida, é a perda de um brasileiro espiando sua gente, mas com ótimas intenções. Com maravilhosas intenções. Era um homem muito criativo, dava vasão a sua imaginação, ao seu sonho, àquele menino do interior e ao publicitário que ele foi.”
“A gente conversou muito sobre como olhar o país sem panfletagem, entendo a alma brasileira, as dores brasileiras, e claro, as grandes alegrias dos brasileiros que se reinventa na dor, no seu cotidiano. Isso tudo estava na obra dele.”
Tony Ramos se emociona ao falar de Benedito Ruy Barbosa

Fonte: G1 Entretenimento

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Benedito Ruy Barbosa: dramaturgo conhecido por verdadeiras sagas, tem tramas icônicas como legado


‘Terra Nostra’, ‘Sinhá Moça’: as novelas marcantes de Benedito Ruy Barbosa
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo. O autor e dramaturgo morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista devido a complicações de insuficiência renal crônica.
Conhecido por verdadeiras sagas, Benedito construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural – com interesse especial na imigração italiana – e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” – como o próprio determina.
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Junior/TV Globo
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio.
Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”. Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Sua última novela foi “Velho Chico”, em 2016, a qual escreveu com a ajuda de Luperi e da filha, Edmara Barbosa.
Ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino, a trama apresentou um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
Com a morte do protagonista Domingos Montagner na reta final das gravações, o criador e supervisor da obra teve o desafio de decidir como terminar a história sem o ator e, ao mesmo tempo, homenageá-lo com a conclusão do personagem.
Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos

Fonte: G1 Entretenimento