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Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos em SP; veja FOTOS da carreira


O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Veja FOTOS da carreira do escritor:
Benedito Ruy Barbosa construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro
João Miguel Junior/TV Globo
Benedito Ruy Barbosa tem como legado tramas icônicas como Meu Pedacinho de Chão (1971), Pantanal (1990), O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999).
Cícero Rodrigues/Globo
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931
TV Globo/acervo
Estreia de Benedito Ruy Barbosa na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi.
TV Globo/acervo
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo
Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Junior/TV Globo
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo

Fonte: G1 Entretenimento

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Benedito Ruy Barbosa relembra briga com censura na ditadura: ‘Me deixou indignado’


Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos
O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” – como o próprio determina.
Em “Meu Pedacinho de Chão”, o autor precisou discutir com a censura do regime em uma das cenas pensadas por ele.
Em entrevista ao Memória Globo, Benedito explicou a situação envolvendo um dos personagens da trama.
“Ele era um maestro que tocava violão e cantava umas músicas caipiras em um cenário que era uma venda de beira de estrada. Depois, o caboclo cantava o hino na escola, com a bandeira do Brasil colocada sobre a mesa”, disse.
“O que aconteceu? A censura cortou a cena porque disse que o hino nacional não podia ser cantado em um ambiente daquele. Isso me deixou indignado. Briguei com a censura e consegui liberar as cenas.”
LEIA TAMBÉM: ‘Sinhá Moça’, ‘Rei do Gado’, ‘Terra Nostra’: relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa
Trajetória
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
Autor Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Júnior/TV Globo
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Benedito Ruy Barbosa
Reprodução/TV Globo
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”.
Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A novela trouxe um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo.
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Sinhá Moça’, ‘Rei do Gado’, ‘Terra Nostra’: relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa


Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos
O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Conhecido por verdadeiras sagas, o dramaturgo construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural – com interesse especial na imigração italiana – e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” – como o próprio determina.
O g1 separou 10 novelas para você conhecer melhor a obra de Benedito Ruy Barbosa:
Paraíso
Exibida entre 1982 e 1983, a trama girou em torno da paixão entre o peão José Eleutério (Kadu Moliterno), o “Filho do Diabo”, e Maria Rita (Cristina Mullins), a “Santinha”. Eles vivem no interior em meio a lendas locais, boatos de milagres e fortes disputas políticas entre os seus pais.
Santinha e Zé Eleutério vivem um conturbado romance cheio de idas e vindas. Após ela quase se casar com outro devido a uma promessa religiosa , ela abandona o noivo no altar para terminar nos braços de seu verdadeiro amor.
Cabocla
Destaque nos anos 1970, a novela se passa nos anos 1920, destacando a história de Luís Jerônimo (Fábio Jr.), que deixa o Rio de Janeiro para tratar uma pneumonia e acaba conhecendo e se apaixonando pela cabocla Zuca (Gloria Pires).
A história também destaca a forte disputa pelo poder político regional entre os influentes coronéis Boanerges (Cláudio Corrêa e Castro) e Justino (Gilberto Martinho).
Pantanal
Sucesso que ganhou releitura na TV Globo em 2022, a primeira versão foi transmitida na extinta Rede Manchete.
A história retrata o pecuarista José Leôncio (Cláudio Marzo) tentando se reaproximar do filho urbano, Jove (Marcos Winter), que volta ao Pantanal após anos. O rapaz, que é vegano, choca o pai rústico e se apaixona por Juma Marruá (Cristiana Oliveira), jovem arredia que carrega a lenda de se transformar em onça.
Renascer
Outra novela de Benedito Ruy Barbosa que fez sucesso nos anos 1990 e ganhou releitura em 2024.
Nela, o coronel do cacau José Inocêncio (Antônio Fagundes) rejeita o filho caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), culpando-o pela morte da mãe no parto. O abismo entre eles cresce quando o pai se apaixona e se casa com Mariana (Adriana Esteves), namorada e antigo amor de João Pedro.
O Rei do Gado
Antonio Fagundes em cena de ‘O Rei do Gado’
Cida Souza/TV Globo
Envolta na histórica rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazi, a obra traz um marcante debate social sobre a reforma agrária através dos sem-terra.
O pano de fundo é a paixão entre o pecuarista Bruno Mezenga (Antônio Fagundes) e a boia-fria Luana (Patricia Pillar). Ela perdeu a memória em um acidente e nem imagina que pertence à linhagem da família rival.
Terra Nostra
Ana Paula Arósio em cena de ‘Terra Nostra’
Jorge Baumann/TV Globo
No fim do século XIX, os jovens italianos Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula Arósio) se apaixonaram a bordo de um navio rumo ao Brasil.
Ao desembarcarem para trabalhar no café, eles se perdem e enfrentam uma jornada cheia de mentiras para se reunirem.
Esperança
Mais uma novela com personagens de origem italiana, “Esperança” retrata os anos 1930, sob o impacto da Grande Depressão.
Na obra, o jovem italiano Toni (Reynaldo Gianecchini) imigra sozinho para o Brasil em busca de uma vida melhor, após o pai rico de sua amada, Maria (Priscila Fantin), proibir o romance. Grávida, ela acaba forçada a casar com outro.
A história do autor que mais retratou o mundo rural nas novelas
Sinhá Moça
Lucélia Santos, Marcos Paulo e Sérgio Viotti em “Sinhá Moça”
Acervo
No clássico da teledramaturgia exibido pela primeira em 1986 e ambientando no período escravocrata do Brasil, Sinhá Moça (Lucélia Santos) retorna ao interior paulista e passa a confrontar o pai escravocrata, o Barão de Araruna (Rubens de Falco).
Defensora da liberdade, ela se apaixona pelo abolicionista Rodolfo (Marcos Paulo), sem saber que ele liberta escravos secretamente à noite.
Velho Chico
Lucy Alves e Domingos Montagner em cena de “Velho Chico”
Globo/Estevam Avellar
Veiculada em 2016 e última novela do autor, a trama foca na disputa por terras e poder entre famílias nos anos 1960.
Maria Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner) vivem um amor proibido que resulta na gravidez dela, mas o filho, Miguel, é criado por outro homem após mentiras.
LEIA TAMBÉM: Benedito Ruy Barbosa relembra briga com censura na ditadura: ‘Me deixou indignado’
Trajetória
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
Autor Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Júnior/TV Globo
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Benedito Ruy Barbosa
Reprodução/TV Globo
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”.
Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A novela trouxe um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo.
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas icônicas; relembre trajetória

Fonte: G1 Entretenimento

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Pabllo Vittar põe na pista três músicas inéditas do sétimo álbum de estúdio, ambientado em atmosfera eletrônica


Pabllo Vittar programa o lançamento do sétimo álbum de estúdio para este segundo semestre de 2026
Reprodução / X Pabllo Vittar
♫ NOTÍCIA
♬ Produzido desde o ano passado e previsto para ser lançado neste segundo semestre, o sétimo álbum de estúdio de Pabllo Vittar está ambientado em atmosfera eletrônica, com o habitual toque de brasilidade da cantora. Já o repertório será dominado por músicas escritas em inglês e espanhol.
A artista tem aproveitado a corrente turnê como DJ por cidades dos Estados Unidos, “Club Vittar”, para apresentar em primeira mão algumas músicas do álbum. Três composições do repertório inédito do álbum – presumivelmente intituladas “Rockstar”, “Friends with” e “Bad good” – já entraram no flexível set de Pabllo em “Club Vittar”.
Embora o foco deste sétimo álbum seja direcionado em parte para o exterior, Vittar segue atenta à carreira no Brasil e já promove a edição de 2026 da já tradicional turnê “Halloween da Pabllo” com seis apresentações agendadas por capitais do país ao longo de outubro, além de uma apresentação em Santiago, no Chile, agendada para 11 de outubro. Será a primeira apresentação internacional do “Halloween da Pabllo”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ece İrtem, atriz de 35 anos de ‘Coração de Mãe’, morreu de ataque cardíaco, aponta relatório preliminar


A atriz turca Ece İrtem
Reprodução/Instagram
Um relatório preliminar apontou que a atriz turca Ece İrtem, de 35 anos, morreu em decorrência de um ataque cardíaco.
Estrela das novelas turcas, İrtem é conhecida no Brasil por interpretar Hande na novela “Coração de Mãe”, exibida na Record TV. Ela também participou de “Yasak Elma”, produção turca de sucesso internacional.
A atriz foi encontrada morta dentro de casa em Istambul no dia 15 de junho.
Familiares e a equipe jurídica da atriz questionavam as autoridades turcas sobre a causa da morte.
Agora no g1
Segundo a imprensa local, Nuriye İrtem, mãe de Ece, indicou que sua filha abusava de álcool e tomava uma alta dosagem de antidepressivos.
Outra dúvida ligada à morte da artista está relacionada a uma mordida de macaco durante uma viagem à Tailândia.
O advogado dela apontou que foram encontrados ferimentos no braço esquerdo da atriz e pediu uma investigação para a hipótese de sepse, uma infecção generalizada que pode ser causada por mordida do animal.
Mesmo com relatório preliminar das autoridades locais, o caso não está concluído. A família da atriz aguarda uma perícia definitiva.
A imprensa local diz que o resultado final não tem previsão para ser divulgado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tim Bernardes e Zé Ibarra desafiam a lei dos algoritmos com apostas a longo prazo na força dos respectivos álbuns


Zé Ibarra mantém há um ano o foco no segundo álbum solo, ‘Afim’, lançado em junho de 2025
Reprodução / Facebook Zé Ibarra
♫ ANÁLISE
♬ Há uma lei em vigor na indústria fonográfica, sobretudo nas gravadoras multinacionais, que determina que artistas têm que estar sempre apresentando conteúdos novos – sejam singles, EPs ou registros ao vivo de shows – com intervalos cada vez menores entre um lançamento e outro. O objetivo é alimentar sempre o algoritmo em torno daquele artista.
Essa lógica ignora que lançamentos fonográficos irrelevantes e/ou redundantes acabam diluindo a força da obra e da discografia desse artista.
Há dois artistas da cena indie brasileira que desafiaram essa regra e, em vez de ficarem inventando moda, apostaram a longo prazo nos álbuns. E colhem os frutos desse investimento focado. Trata-se de Tim Bernardes e de Zé Ibarra. Ambos são cantores, compositores e músicos que vêm se fortalecendo no universo pop, inclusive ampliando os respectivos públicos, sem a necessidade de inventar lançamento a toda hora.
Tim Bernardes lançou o segundo álbum solo em junho de 2022, “Mil coisas invisíveis”, e desde então apresentou somente um single, “Praga / Prudência”, em abril de 2025, investindo no show do álbum em turnê que somente agora se aproxima do fim, quatro anos após a edição de “Mil coisas invisíveis”. E com o detalhe de que a procura por shows de Tim tem sido cada vez mais intensa.
Ou seja, há um público que não se alimenta de algoritmo, que busca artistas com obras mais consistentes. E outro desses artistas é Zé Ibarra, que tem investido no segundo álbum solo, “Afim”, lançado em junho de 2025. Desde que o álbum foi lançado, o artista tem feitos shows cada vez mais concorridos no Brasil e também na Europa.
Zé Ibarra até se rendeu aos álbuns audiovisuais, tendo captado o show “Afim” há um mês em apresentação feita em 11 de junho no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do artista carioca. A questão é que Zé jamais tirou o foco do álbum, mesmo tendo lançado em março um single ao vivo, “Afeto”, com abordagem de música de Mayra Andrade.
Tanto Zé Ibarra quanto Tim Bernardes parecem entender que o ciclo de um álbum é longo e exige dedicação exclusiva para que o trabalho dê frutos. O resultado é que ambos consolidaram os respectivos álbuns como títulos marcantes da discografia brasileira do século XXI.
“Mil coisas invisíveis” e “Afim” são álbuns que não ficaram velhos ou esquecidos dois ou três meses após os respectivos lançamentos, como geralmente acontece, pois tem muita gente que ainda se recusa a ser moldada pelo algoritmo.
Tim Bernardes vem dedicando os últimos quatro anos à promoção do segundo álbum solo, ‘Mil coisas invisíveis’, lançado em 2022
Marco Lafer & Isabela Vdd / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Toquinho chega aos 80 anos como um craque do violão e como um assumido hipocondríaco que cola até dente


Toquinho repassa a vida entrevista para o documentário que estreia na quinta-feira, 9 de julho
Reprodução / Vídeo
♫ ANÁLISE
♬ Quando alguém menciona o nome de Toquinho, a primeira coisa que vem à mente geralmente é a canção “Aquarela” (1983) – standard do repertório infantil que seduz crianças e adultos de todas as idades pela singeleza aliciante – e, em um segundo momento, as músicas da parceria desenvolvida pelo artista com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), geralmente na cadência de sambas leves e sedutores , ao longo dos anos 1970, década em que a dupla Toquinho & Vinicius marcou época com sucessos como “A tonga da mironga do kabuletê” (1970), “Regra três” (1971) e “Tarde em Itapuã” (1971).
Contudo, Antonio Pecci Filho – artista paulistano nascido em 6 de julho de 1946, há exatos 80 anos – é também violonista excepcional. Um violonista que desde cedo se revelou um prodígio do instrumento, assombrando violonistas e professores como Paulinho Nogueira (1929 – 2003) pela técnica intuitiva que Toquinho depuraria posteriormente em anos de estudo com Nogueira e com outros mestres do violão, como Isaías Sávio (1900 – 1977) Leo Peracchi (1911 – 1993).
É essa faceta – a do violonista excepcional, dono de toque cuja precisão rítmica concilia uma pegada popular com o rigor técnico dos eruditos – que fica evidenciada no documentário “Toquinho – Encontros e um violão”, dirigido por Erica Bernardini e programado para entrar em circuito na próxima quinta-feira, 9 de julho, na semana dos 80 anos de Toquinho, o mais novo octogenário da música brasileira.
Com estrutura linear, o roteiro do filme é conduzido por entrevista em que Toquinho rememora os momentos mais importantes da vida e obra, entre depoimentos de nomes como o contemporâneo Ivan Lins, o guitarrista Andreas Kisser, a cantora italiana Ornella Vanoni (1934 – 2025) – com quem Toquinho & Vinicius de Moras gravaram álbum na Itália em meados dos anos 1970 – e o jornalista Pedro Bial.
A fraternidade que rege a relação de Toquinho com o irmão João Carlos Pecci – intensificada quando João ficou paraplégico em decorrência de acidente sofrido na juventude – também é posta em foco no filme em que Toquinho confirma e justifica a fama de hipocondríaco.
Sim, Toquinho é aquele que anda com malas de remédios nas viagens. O artista porta um arsenal médico tão completo que, em certa ocasião, quando estava em turnê, conseguiu pôr no devido lugar o dente quebrado de um músico com cola norte-americana usada somente por dentistas.
Toquinho completa oito décadas de vida em 2026, ano em que também celebra os 60 anos do lançamento do primeiro álbum solo, “A bossa de Toquinho”, disco produzido por Manoel Barenbain e lançado em 1966 com repertório centrado em músicas de compositores associados à Bossa Nova.
O primeiro sucesso, “Que maravilha”, veio em 1969 em parceria com Jorge Ben Jor, para espanto do amigo e parceiro (no posterior o“Samba de Orly”) Chico Buarque, com quem Toquinho somente brigou por causa de futebol, como o próprio Toquinho conta, divertido, no filme de Érica Bernardini, justa ode a esse craque do violão que hoje se torna octogenário.
Cartaz do filme ‘Toquinho – Encontros e um violão’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Jamal, do ‘passinho’, estreia como cantor e chega ao Fortnite: ‘Vivendo uma nova fase’


Criador do ‘Passinho do Jamal’ entra em nova fase e tenta monetizar viral
Divulgação
Criador do Passinho do Jamal, o recifense Romero Júnior de 25 anos deu início a uma nova fase da carreira.
Ele lançou sua primeira música como cantor e fechou um acordo para incluir a dança no Fortnite, em uma tentativa de transformar a repercussão nas redes em novas fontes de renda.
A guinada na carreira acontece em meio aos debates sobre reconhecimento e autoria da dança (saiba mais no fim da matéria).
👨🏾‍🎤 Dançarino virou cantor
Até então conhecido apenas pelas coreografias, Romero agora quer ser reconhecido também como cantor.
A estreia aconteceu com “Quadrilha do Jamal”, lançada no início de junho em parceria com MC Harpa e o produtor JS Mão de Ouro, conhecido por trabalhos com artistas como Pedro Sampaio, Pabllo Vittar e Xand Avião.
Passinho do Jamal foi criado no Recife e viralizou nas redes sociais
Reprodução/Instagram
“Jamal está vivendo uma nova fase na carreira. Ele está tendo mais reconhecimento globalmente do que nunca com jogadores de Cabo Verde e de Marrocos fazendo o passinho dele na Copa”, afirma o produtor.
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Para MC Harpa, faltava uma música que representasse oficialmente o sucesso da coreografia, marcada pela alternância das mãos em movimentos que sobem e descem em direção ao peito.
“A gente achava que era necessário fazer uma música oficial cantada pelo criador do Passinho do Jamal. Não tinha antes. As pessoas faziam a dancinha ao som de qualquer brega funk”, diz o cantor.
JS acredita que a faixa abre uma nova possibilidade de renda para Romero.
“Agora vai virar mais um meio de conseguir fazer dinheiro com o nome e com o talento dele. O que era para ele ter feito desde o início.”
Romero integra a famosa Tropa do Jamal, formada por É o Chapa, Gatinho BGD e É o Gato Doido.
À frente da estratégia para a nova fase da carreira do grupo, JS Mão de Ouro afirma que outros lançamentos já estão sendo preparados.
Criador do ‘passinho do Jamal’ desabafa sobre falta de visibilidade: ‘Sofro preconceito’
Passinho do Jamal: conheça dança que viralizou e conquistou Ivete Sangalo, João Gomes e outros famosos
🕺Passinho invade o Fortnite
Outra aposta para ampliar a presença do Passinho do Jamal foi a chegada da coreografia ao Fortnite, um dos jogos mais populares do mundo.
De acordo com o produtor Manoel Mattos, que trabalha com Jamal, a Epic Games procurou a equipe para viabilizar o acordo, concluído após cerca de três meses de negociações..
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💬 Reconhecimento x apagamento
A nova fase da carreira de Romero coincide com o momento em que seu nome voltou ao centro dos debates durante a Copa do Mundo.
Na ocasião, veículos internacionais identificaram, de forma equivocada, o influenciador brasileiro Arthur Reis como criador do Passinho do Jamal após ele aparecer ao lado do streamer americano Speed.
Ivete Sangalo, Adriane Galisteu e João Gomes dançam o passinho do Jamal
Reprodução/Redes Sociais
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais.
Um dos posts mais compartilhados foi publicado pela criadora de conteúdo e ativista Flora Rodrigues, que questionou por que o verdadeiro autor da dança permanecia sem reconhecimento internacional mesmo após o sucesso global do passinho.
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Para JS Mão de Ouro, no entanto, esse “hype” que o passinho está recebendo ainda pode ser convertido em oportunidades profissionais duradouras.
“Não acho que ele perdeu completamente a oportunidade de monetizar. Ele está aproveitando esse momento de sucesso do jeito dele. É um cara esperto, mas que precisa ter pessoas ao lado dando direcionamento”, conclui.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Assim se passaram dez anos’…


Capas de discos com dez anos nos títulos
Reprodução / Montagem g1
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ “Assim se passaram dez anos…”. Recorro ao verso inicial do bolero “Dez anos” (Rafael Hernández) – popularizado no Brasil em 1951 pela cantora Emilinha Borba (1923 – 2005) na versão em português de Lourival Faissal (1922 – 1979) – para iniciar esse texto de agradecimento pelo aniversário de dez anos do Blog do Mauro Ferreira.
Foi em 6 de julho de 2016 que o colunista e crítico musical do g1 estreou neste espaço do maior portal de notícias do Brasil para falar sobre música brasileira com textos de caráter jornalístico.
De lá para cá, foram aproximadamente 10.400 publicações entre críticas (sobretudo de discos e shows, mas também de musicais de teatros, livros e documentários sobre música brasileira) e notícias sobre singles, EPs e álbuns, além de eventuais crônicas. Fico feliz de ver que, ao longo dessa década, a coluna se tornou uma referência no jornalismo musical para artistas, profissionais da indústria fonográfica e ouvintes de música.
Nesse tempo, o CD praticamente deixou de existir como mídia física no mundo do disco. A música passou a ser quase que totalmente consumida de forma digital, com o ressuscitado LP se tornando um objeto de colecionador, um mimo para quem pode pagar (caro) para apreciar a arte gráfica das capas, encartes e vinis fabricados nas mais diversas cores.
E o que permanece inalterado desde que o samba é samba é o prazer de ouvir música, seja no LP, no CD ou no aplicativo de áudio. O encanto de descobrir uma bela canção, de acompanhar a narrativa de um álbum conceitual – sim, os álbuns ainda resistem, embora os singles reinem soberanos numa era digital em que tudo acontece ao mesmo tempo agora – e de ir a um show continuam o mesmo. Está tudo aceso em mim, tudo plugado, como dizem os versos da canção de Adriana Calcanhotto lançada há 30 anos na voz de Maria Bethânia.
Com milhares de músicas sendo despejadas no mundo a cada semana, a função de uma coluna como o Blog do Mauro Ferreira é funcionar como uma curadoria, falando de artistas já consagrados que interessam aos leitores, mas também apontando nomes em ascensão que merecem atenção.
Enfim, sigo feliz nesse ofício que exerço com amor e paixão. E aproveito a oportunidade proporcionada por esse décimo aniversário para agradecer a diretoria do g1 pela cessão e manutenção do espaço e aos colegas de Pop & Arte – editoria que abriga o Blog do Mauro Ferreira – pela afinada parceria nesses dez anos felizes. E, por fim, expresso minha gratidão a cada leitor, rotineiro ou ocasional. Obrigado a todos!
No mais, vida que segue, pois os dez anos já passaram e o show nunca pode parar…

Fonte: G1 Entretenimento