Categorias
ENTRETERIMENTO

Amiga de mulher que acusa Russell Brand de estupro diz que ator foi ‘muito violento’

O ator e comediante britânico Russell Brand chega ao Tribunal da Coroa de Southwark durante a segunda semana de seu julgamento por acusações de estupro e agressão sexual envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009, acusações que ele nega, em Londres, Grã-Bretanha, 22 de outubro de 2026.
REUTERS/Jack Taylor
Aviso: esta reportagem contém relatos de supostos crimes sexuais e de má conduta
Nesta quinta-feira (22), nono dia de julgamento de Russell Brand, o Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, ouviu testemunhas que depuseram em apoio à denunciante, que alega ter sido estuprada pelo ator após conhecê-lo em um show de comédia em 2009.
O ator e comediante Russell Brand é julgado por crimes sexuais contra 6 mulheres entre 1999 e 2009. Ele nega as acusações de estupro, agressão e importunação sexual.
Leia também: Julgamento de Russell Brand: veja os principais depoimentos das mulheres que acusam o ator
De acordo com o Deadline, o tribunal ouviu nove testemunhas, que relataram conversas mantidas com uma das denunciantes nos dias, semanas e meses após o suposto incidente em 2009.
Russell Brand volta a ser acusado de estupro e violência sexual
Uma das testemunhas relatou que o ator enviou um carro para buscar a amiga e levá-la à casa de Brand. Ela contou que a denunciante disse que o ator “foi muito violento” e que a forçou a fazer sexo anal, apesar da amiga ter dito não “várias vezes”. “Ela me disse que estava com muita dor” e que “não conseguia se sentar”.
Outro amigo da mesma denunciante também prestou depoimento ao tribunal. A testemunha disse que sua amiga havia comentado que o pior momento tinha sido depois do ato, e “ela disse que Brand lhe contou que ela tinha se sujado e que precisava limpar a bagunça”. “Ela disse que ele era bastante frio e estava ansioso para se livrar dela.”

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Atriz Judi Dench afirma que piora da visão a impede de continuar atuando

Judi Dench na cerimônia do Oscar em 2022
Mike Blake/Reuters
A atriz britânica Judi Dench disse que sua visão se deteriorou a ponto de ela não conseguir mais atuar no palco ou em filmes.
Dench, de 91 anos, sofre de degeneração macular há mais de uma década. Em 2025, a atriz chegou a comentar que a doença a impedia de reconhecer amigos.
“Não posso mais subir ao palco, não posso mais fazer peças, não posso mais fazer filmes, não consigo mais ler”, disse ela à Rádio BBC nesta quinta-feira.
“Então, você tem que se adaptar a tudo isso, aceitar a situação e simplesmente seguir em frente, sem pensar muito nisso.”
Ela afirmou que não consegue mais reconhecer rostos, o que significa que muitas vezes quase abraça estranhos, confundindo-os com pessoas que conhece.
Dench tem uma carreira de sete décadas no teatro, no cinema e na televisão, tendo recebido aclamação da crítica, incluindo um Oscar, um Tony e sete prêmios Olivier. Ela interpretou a personagem “M” em oito filmes de James Bond.
Ela interpretou muitos dos principais papéis de Shakespeare, incluindo Julieta, Lady Macbeth e Cleópatra, e falou sobre seu amor pela poesia do dramaturgo.
“Sou apaixonada pelos sonetos, simplesmente os adoro”, disse ela.
“A maneira como ele resumiu de forma tão simples o que qualquer um de nós sente em relação a, bem, qualquer coisa”, acrescentou ela.
Refletindo sobre sua carreira, Dench disse que assumiu riscos ao escolher papéis, acrescentando que atuar sempre foi uma experiência assustadora.
“Para mim, é sempre assustador, mas isso faz parte”, declarou. “É parte do que esse medo gera: uma energia que você pode aproveitar, usar essa energia.”
“É sempre um ‘trabalho em andamento’, sempre.”
Atriz britânica Judi Dench completa 85 anos

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Zélia Duncan oferece ‘Pan y leche’ em single no rastro do êxito da música de Maurício Pereira no show ‘Agudo grave’

Zélia Duncan lança o single ‘Pan y leche’ amanhã, sexta-feira, 23 de outubro, em gravação produzida e arranjada por Maria Beraldo
Reprodução /Vídeo
♫ NOTÍCIA
♬ Enquanto ensaiava o show “Agudo grave” sob direção musical de Maria Beraldo, produtora do álbum também intitulado “Agudo grave” (2026) e lançado em maio, Zélia Duncan teve a ideia de gravar “Pan y leche” (1995), canção composta por Maurício Pereira e lançada na voz do autor há 31 anos em gravação feita para o álbum “Na tradição” (1995).
Com letra em português, mas alguns versos em espanhol, a canção “Pan y leche” não faz parte do repertório do álbum “Agudo grave”, mas entrou no roteiro do show por sugestão de Maria Beraldo, feita diante da intenção de Zélia de incluir no espetáculo uma música que dialogasse com o momento social do Brasil.
Cantada já perto do fim do show, a música “Pan y leche” se tornou um dos números mais aplaudidos das apresentações de “Agudo grave” em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ).
No rastro dessa ótima receptividade da música de Maurício Pereira na releitura da cantora, Zélia Duncan lança amanhã, sexta-feira, 23 de outubro, o single com a gravação de “Pan y leche”, feita em estúdio com produção musical, arranjo e o sopro do clarone de Maria Beraldo.
Além de Beraldo, a cantora dá voz a “Pan y leche” com os toques dos músicos Amanda Camargo (piano e vocais), Biel Basile (bateria), Ciro Belluci (flauta e vocais) e Fábio Sá (baixo e vocais). Tó Brandileone assina a engenharia de som do single mixado por Ricardo Mosca e masterizado por Carlos Freitas.
O single “Pan y leche” chega ao mercado fonográfico digital em edição do selo Duncan Discos. Já o clipe homônimo tem direção de Elisa Mendes e Pedro Colombo.
Capa do single ‘Pan y leche’, de Zélia Duncan
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Julgamento de Russell Brand: veja os principais depoimentos das mulheres que acusam o ator

O ator e comediante britânico Russell Brand chega ao Tribunal da Coroa de Southwark, onde será julgado por acusações de estupro e agressão sexual contra seis mulheres, acusações que ele nega, em Londres, Grã-Bretanha, em 12 de outubro de 2026.
REUTERS/Hannah McKay
Aviso: esta reportagem contém relatos de supostos crimes sexuais e de má conduta
Russell Brand está sendo julgado no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, por acusações de crimes sexuais envolvendo seis mulheres. O ator e comediante responde a três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de importunação sexual, relacionadas a episódios que teriam ocorrido entre 1999 e 2009.
Nos primeiros dias, o júri ouviu depoimentos das mulheres que denunciaram Brand, gravados pela polícia. Os promotores do caso afirmaram que Brand era um predador sexual.
“Ele era implacável, calculista, manipulador e, segundo a acusação, era um predador sexual”, disse Karmy-Jones, uma das promotoras do caso. “Seu desejo, seu forte desejo por algum tipo de contato sexual, era indiscriminado e voraz”, completou.
Russell Brand volta a ser acusado de estupro e violência sexual
Os supostos crimes ocorreram ao longo de uma década, à medida que ele passava de apresentações como comediante stand-up a apresentador de TV, ator e astro de cinema de Hollywood, segundo Karmy-Jones.
Brand nega todas as acusações e ainda apresentará sua defesa no tribunal. “É claro que estou preocupado, mas tenho esperança de que esse processo leve a bons resultados para todos os envolvidos”, disse. Em alguns dias do julgamento, Russel estava acompanhado de sua mulher, Laura Brand. A previsão é que o julgamento termine em dezembro.
O ator e comediante britânico Russell Brand chega ao Tribunal da Coroa de Southwark com sua esposa, Laura Brand, durante a segunda semana de seu julgamento por acusações de estupro e agressão sexual envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009, acusações que ele nega, em Londres, Grã-Bretanha, 19 de outubro de 2026.
REUTERS/Toby Melville
O g1 destaca algumas declarações das vítimas:
Fotos de Brand seminu
Uma das denunciantes afirma ter sido estuprada pelo ator em um quarto de hotel, em 1999, após ele pedir que ela o fotografasse seminu. Segundo seu relato, ele a obrigou a tirar fotos dele, momento em que ela começou a sentir medo. Em seguida, Brand a teria empurrado na cama e tirado as roupas dela.
Ela contou ainda que tentou afastá-lo, mas não conseguiu e, então, ficou como se estivesse “fora de si”. “Mas sei que disse não”, declarou à polícia. Depois, segundo a mulher, o ator agiu como se nada tivesse acontecido.
A mulher relatou que trancou a porta e colocou uma cadeira diante dela, com medo de que Brand voltasse. Ela também contou que passou horas se lavando, sentindo-se “suja” e culpando a si mesma pelo ocorrido.
Arrastada para o banheiro
Outra mulher afirmou ter sido arrastada por Russell para dentro de uma cabine de banheiro no local onde trabalhava. Segundo ela, os dois haviam trocado “brincadeiras” sobre a camiseta que ele vestia, mas a atitude do ator mudou após ela acompanhá-lo até o local.
Ela disse que o ator se tornou “um maníaco de olhos arregalados tentando me puxar”. A mulher contou que, apesar de Russell apertar seu braço com força, ela conseguiu se soltar.
“Ele me segurou pelo braço e começou a me puxar, dizendo: ‘vamos, entre comigo'”, afirmou. “Ele começou quase a implorar: ‘vamos, vamos, entre'”. Segundo ela, todo o incidente durou cerca de 20 segundos.
O advogado de Russell, Ian Winter, argumentou que ela mudou o depoimento depois de assistir ao documentário sobre as acusações contra o ator. “Foi um incidente muito breve e de pouca gravidade, em que ele tentou levá-la ao banheiro, você se recusou e ele deixou o assunto de lado”, sugeriu ele.
Tratou ‘como um animal’
Uma das mulheres contou em depoimento que o ator a tratou “como um animal”. Ela afirmou que conheceu Brand em um de seus shows de comédia no Hammersmith Apollo em 2009. Ela disse que, na época, tinha um namorado, mas foi até o camarim de Brand, onde os dois tiveram contato sexual pela primeira vez.
A mulher afirmou que, no encontro seguinte, ocorrido na casa do comediante, houve uma relação sexual sem consentimento. Segundo seu relato, ela havia concordado apenas com determinado tipo de relação sexual. Brand teria pedido ainda que ela tomasse banho e escovasse os dentes antes de eles terem relações.
Ela contou que, seis meses depois, recebeu mensagens do ator. Na gravação ouvida pelo júri, a mulher explicou que não respondeu imediatamente porque estava chateada, mas depois escreveu: “Acho que você já passou dos limites, você me tratou como um animal”. Ela contou ainda que Brand respondeu logo em seguida. “Ele disse: ‘Desculpe’.”

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Quem é o dançarino de passinho que vai representar o Brasil na final mundial do Red Bull Dance Your Style

André Oliveira DB, dançarino de passinho que vai representar o Brasil na final do Red Bull Dance Your Style na Suíça
Reprodução/Instagram
André Oliveira DB já está na Suíça, onde vai representar o Brasil, pela segunda vez, na final mundial do Red Bull Dance Your Style.
Com 27 anos, o dançarino, coreógrafo e educador, que nasceu e cresceu no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, é um dos maiores representantes do Passinho.
A dança, que começou nos bailes funks cariocas e mistura diversos estilos, como o break, a capoeira, o frevo e até o ballet clássico, foi declarada patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro, em 2024.
Em 2023, André venceu o Red Bull Dance Your Style no Brasil e representou o país na final mundial do evento na Alemanha.
Em maio, ele se tornou bicampeão da etapa nacional. O concurso reúne 16 dançarinos em batalhas nas quais o público presente escolhe quem se saiu melhor. Os participantes improvisam os passos dentro de seus gêneros de dança em cima de músicas que são anunciadas apenas no momento da batalha.
Na final nacional, que aconteceu em maio, em Campinas (SP), por exemplo, uma das faixas escolhidas para André foi “Beat It”, de Michael Jackson. O dançarino roubou a cena fazendo suas tradicionais pontas de pé (imitando os passos de bailarinas de ponta, mas sem as sapatilhas), além de demonstrar seu conhecido estilo que mistura o passinho com o afro e o vogue.
“Significa muita coisa ir para a Final Mundial, principalmente por estar representando minha dança e o Brasil. Tenho muita gente como referência aqui e vou poder representá-los lá. Estou treinando diariamente, trazendo minha experiência, vivência e essência. E vou levar o gingado brasileiro para a Suíça, principalmente o passinho e o funk”, afirmou André antes da final.
Initial plugin text
André começou a dançar na sala de casa na Vila Cruzeiro e gravava sua performance com um celular pendurado na porta de casa.
“A dança está comigo desde que eu nasci, não sei quando comecei a dançar o passinho”, afirmou ele no documentário “Passinho Foda – O corre por trás da dança”. O filme, que foi indicado ao Emmy Internacional, mostra a trajetória de André até a final do evento de 2023, além de contar a história do passinho.
Com espírito competitivo, o dançarino já participou de diversas batalhas. Na primeira, ficou em terceiro lugar e ganhou R$ 300 pela participação. Hoje, também trabalha como coreógrafo na Europa e no Brasil.
“Meus movimentos são basicamente todos executados através das pernas. Faço movimento de ponta de pé, no balé, utilizam uma sapatilha de ponta, mas ele faz descalço. É contato com o chão e com a ancestralidade”, conta André, ao falar sobre sua forma de dança.
André Oliveira DB com Mariah carey no Rock in Rio 2024
Reprodução/Instagram
“É comum me machucar dançando passinho. Já treinava no asfalto. Então nunca tive um local tão adaptado pra treinar. O dedo machuca. Se não sangrar, não é passinho. Tem que sangrar”, contou André, que sofre com uma lesão no joelho por repetição nos treinos.
No início, a mãe de André não gostava que ele dançasse. “Eu tinha medo. Se você ia ficar na rua, se misturar com as coisas que não deve”, revelou ela no documentário.
Em sua trajetória, além das batalhas e workshops, André também já participou de clipes e subiu ao palco de festivais e estrelas nacionais e internacionais, como Mariah Carey, no Rock in Rio 2024.
“O Passinho abriu muitas portas pra mim. Ele te tira de um lugar que a sociedade te vê mal olhado. Devo tudo ao passinho.”
A final mundial do Red Bull Dance Your Style acontece em 24 de outubro, na Suíça.
André Oliveira DB com a mãe
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Cara-de-Barro’ leva vilão do Batman ao cinema com bom terror e cenas fortes; g1 já viu

“Cara-de-Barro”, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22), se diferencia de outras produções baseadas nos quadrinhos da DC Comics. O principal motivo é que o filme é o primeiro longa de terror do DCU, universo que James Gunn vem desenvolvendo desde o lançamento de “Comando das Criaturas” e “Superman”, em 2025.
O filme não é, exatamente, a primeira produção ambientada no universo do Batman no DCU que os fãs esperavam ver nos cinemas. Ainda mais protagonizada por um dos vilões do Cavaleiro das Trevas nos quadrinhos e na animação, que não é tão popular quanto o Coringa ou o Pinguim.
Mas, felizmente, o longa consegue o seu objetivo de ser uma boa obra de terror, com momentos de tensão bem construídos e cenas que podem chocar os mais sensíveis.
Assista ao trailer do filme “Cara-de-Barro”
A trama é centrada em Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator de Gotham City que está em ascensão em Hollywood. Sua vida de sonho é virada do avesso após se envolver com mulher do bandido Markos Szabo (David Dencik). Ele é atacado pela quadrilha do gângster, que destrói seu rosto.
Para piorar, ele sofre um golpe financeiro, perde todo o seu dinheiro e é abandonado por todos. Desesperado em recuperar sua vida, Matt aceita participar de um experimento criado pela Dra. Caitlyn Corr (Naomi Ackie) para reconstituir seu rosto. O procedimento é um sucesso no início, mas estranhos efeitos colaterais não demoram a aparecer em Matt, que deformam não só seu corpo como também sua mente.
Cada vez mais transtornado, ele resolve se vingar de todos os que lhe causaram mal e usa suas novas capacidades de imitar qualquer pessoa. Só que seu desejo de vingança vai torná-lo, aos poucos, cada vez mais instável e perigoso.

Matt Hagen (Tom Rhys Harries) sofre estranhas transformações no filme ‘Cara-de-Barro’
Divulgação
Metamorfose na lama
“Cara-de-Barro”, embora seja uma espécie de subversão ao filme de super-herói, não chega a ter o peso ou a dramaticidade de um “Coringa”, por exemplo. O longa está mais preocupado em funcionar como um filme de terror ambientado na cidade natal do Batman e consegue fazer isso muito bem.
O principal mérito vem do roteiro, escrito por Mike Flanagan (de filmes como “Doutor Sono” ou “A vida de Chuck”) e Hossein Amini. Inspirados em dois episódios de “Batman: A Série Animada”, que contam a origem do protagonista, os roteiristas criam uma boa história de ascensão e queda do personagem, que fica cada vez mais vilanesco. Isso funciona porque, ao contrário de “Coringa”, o filme evita transformar o protagonista em alguém digno de compaixão.
Mas fica notório que eles também se basearam em outras produções do gênero, como “A Mosca” e “A Substância”, além de “Darkman: Vingança sem rosto”, que Sam Raimi realizou antes de ficar famoso com os filmes do Homem-Aranha com Tobey Maguire. Embora não seja totalmente original, as referências não comprometem o roteiro.
Matt Hagen (Tom Rhys Harries) passa por estranhas mudanças em ‘Cara-de-Barro’
Divulgação
A direção de James Watkins, de “Não fale o mal”, também se destaca por criar um bom clima de suspense e terror, sem apelar para sustos fáceis. Especialmente por evidenciar o caráter ambíguo que Matt desenvolve à medida que sua mente começa a se deteriorar.
Além disso, o diretor se mostra bastante hábil para montar sequências complicadas num mesmo ambiente. O principal destaque vai para uma cena que acontece numa boate, em que Matt precisa se disfarçar de várias pessoas para se aproximar dos bandidos. O resultado ficou bem divertido e eficaz.
Mas “Cara-de-Barro” tem como principal trunfo a excelência de seus efeitos visuais e de maquiagem. As cenas que mostram Matt deformando o rosto e o seu corpo foram muito bem realizadas. Há momentos que beiram o grotesco e podem causar certa repulsa a quem não curte muito esse tipo de terror, mais conhecido como “Body Horror”. Porém, ainda assim, não chegam ao nível que os já citados “A Mosca” ou “A Substância” alcançaram no passado.
Matt Hagen (Tom Rhys Harries) num momento de glória em ‘Cara-de-Barro’
Divulgação
Nasce uma estrela de barro
“Cara-de-Barro” não conta com um elenco recheado de rostos conhecidos. Mas, pelo menos, os atores escalados estão muito bem em seus papéis e isso ajuda na imersão da história.
Principalmente o quase anônimo Tom Rhys Harries, no papel principal. O ator galês, que não participou de muitos filmes de destaque mundial em sua carreira, segura bem a responsabilidade de protagonizar uma grande produção do DC Studios. Ele transmite bem a fragilidade, o inconformismo e, no terço final, a insanidade de Matt Hagen e consegue ser uma figura magnética durante o filme inteiro.
Além de Harries, vale destacar a boa atuação de Naomi Ackie, de “Mickey 17”, como a cientista ambiciosa e, ao mesmo tempo, preocupada com o que seus experimentos podem causar a seus pacientes. Ela faz com que a parceria entre Caitlyn, sua personagem, e Matt funcione muito bem e que os dois tenham química em cena.
Matt Hagen (Tom Rhys Harries) conta com a ajuda de Caitlyn (Naomi Ackie) no filme ‘Cara-de-Barro’
Divulgação
Max Minghella, que interpreta o policial John Borelli, noivo de Caitlyn, está funcional, mas não tem grandes destaques. Já o vilão vivido por David Dencik é correto, mas nada memorável. Pelo menos não é um antagonista ruim quanto o de “Supergirl”.
Mesmo sem grandes referências a personagens clássicos da mitologia do Batman, “Cara-de-Barro” consegue entreter tanto os fãs dos quadrinhos quanto os apreciadores de filmes de terror e suspense. É um dos filmes que melhor funciona nesse universo que James Gunn está construindo. Porém, as conexões com o futuro do DCU poderiam ser desenvolvidas de forma mais orgânica.
De qualquer forma, o longa deixa uma curiosidade para saber como o vilão de várias faces vai aparecer nas próximas produções do DCU. Quem sabe enfrentando o Batman em seu filme solo. O público, certamente, não deve reclamar.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Com Olivia Wilde dominatrix, ‘I Want Your Sex’ manda a geração Z transar mais e melhor; g1 já viu

Cooper Hoffman e Olivia Wilde em ‘I Want Your Sex’ (2026)
Divulgação
O diretor Gregg Araki, do movimento New Queer Cinema (“novo cinema queer”), sempre pautou boa parte do seu trabalho em torno do sexo: traumas, experimentações, a seriedade e o ridículo das relações sexuais (e como, às vezes, os dois andam lado a lado).
Com décadas de carreira, ele ainda tem mais a dizer. Araki volta ao tema no filme “I Want Your Sex”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (22), com um olhar atualizado: desta vez, o diretor e roteirista quer falar sobre o sexo que a geração Z faz ou, muitas vezes, deixa de fazer.
Choque (sexual) de gerações
Em “I Want Your Sex”, o jovem Elliott (Cooper Hoffman) se torna assistente de Erika Tracy (Olivia Wilde), uma artista ousada, mais de dez anos mais velha que ele.
Ele tem um namoro sem paixão com Minerva (Charli XCX, sim, a cantora e agora atriz) e sua libido é direcionada para a chefe — rapidamente, Erika e Elliott passam a viver intensas experiências sexuais; ela dominante, ele, submisso.
Vale destacar a escolha de personagens de Olivia Wilde neste ótimo ano de carreira. A mesma atriz que interpretou, com excelência, uma mulher frígida em um casamento falido (“O Convite”) é aqui uma dominatrix bastante convincente.
No papel de Erika, Wilde alterna entre uma postura dominadora, frestas de emoção e um ótimo timing cômico para frases absurdas. Não sabemos tanto sobre Erika, mas a atriz mostra o suficiente do papel para manter o público entretido.
Olivia Wilde em ‘I Want Your Sex’, de Gregg Araki
Divulgação
Já Hoffman fica responsável por mostrar a confusa relação entre jovens e a sexualidade nos tempos atuais. O filme argumenta que a geração Z (principalmente a parte hétero) é reprimida por suas próprias preocupações, e precisa transar mais (e melhor).
Afinal, para que o sexo aconteça, algumas regras precisam ser quebradas — e quem estimula Elliott a fazer isso é justamente uma mulher mais velha, que questiona os limites do que é permitido na cama.
Como o próprio nome já diz, este é um filme com um bocado de sexo. Mas não é exatamente sensual: na verdade, trata a relação sexual como um encontro muitas vezes desajustado e inevitavelmente vulnerável, ainda que sempre transgressor de alguma forma.
Enquanto filmes eróticos costumam ser escuros e misteriosos, tudo aqui é bem colorido e pop, uma estética comum nas obras mais ácidas de Araki. Por isso, a história nunca deixa de ser leve e até estapafúrdia, mesmo quando entra em um ponto mais “dramático”.
Quase lá
Para o bem e para o mal, “I Want Your Sex” foi claramente escrito por roteiristas mais velhos do que a geração que quer analisar. Por um lado, isso permite que o filme faça a sua crítica (construtiva, digamos) à gen Z. Mas por outro, o roteiro nem sempre entende seus personagens, e alguns diálogos expõem uma visão um pouco caricata sobre os jovens.
A condução da trama também é meio “freestyle”, sobretudo na reta final. Parece que o filme sabe as questões que quer levantar, não necessariamente onde quer chegar com elas, ou como resolvê-las.
Na escala dos filmes de Gregg Araki, ele está levemente com o pé no freio na maluquice, mas o suficiente para impressionar qualquer espectador desacostumado.
Charli XCX e Cooper Hoffman em ‘I Want Your Sex’ (2026)
Divulgação
Mas nada disso impede o filme de ser uma divertida viagem. Até porque o tom pop, despretensioso e exagerado consegue tirar sarro de todos os envolvidos: quando o assunto é sexo, nem a pessoa mais bem-resolvida consegue escapar totalmente do ridículo.
Não é um filme para se levar a sério demais, mas deixa seu recado. Há momentos chocantes, muitos engraçados e também suficientes para provocar boas discussões sobre sexo. Em meio a um mar de reboots e filmes megacomerciais, “I Want Your Sex” é uma história original e irreverente — o que é sempre bem-vindo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Ferrugem grava ao vivo, em show no Rio, álbum com o repertório de Alcione

Ferrugem vai cantar músicas como ‘Além da cama’ (2001) na gravação do álbum ‘Legado – Ferrugem canta Alcione’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Voz do pagode do século XXI, Ferrugem vai gravar ao vivo o álbum em que aborda o repertório de Alcione, cantora projetada como sambista em 1975.
A gravação do álbum audiovisual “Legado – Ferrugem canta Alcione” está programada para a próxima quarta-feira, 28 de outubro, em show que será apresentado pelo artista carioca somente para convidados em teatro da Barra da Tijuca, bairro da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
A gravação terá a participação da própria Alcione. Com cerca de 15 composições, o roteiro do show prevê músicas como “Além da cama” (Michael Sullivan e Carlos Colla, 2001), “Faz uma loucura por mim” (Chico Roque e Paulo Sérgio Valle, 2001) e “Você me vira a cabeça (Me tira do sério)” (Chico Roque e Paulo Sérgio Valle, 2001), entre outros sucessos da cantora.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Ney Matogrosso passa por cirurgia e ficará longe dos palcos: ‘Nada grave’

Ney Matogrosso na Praça da Apoteose, cartão-postal do Carnaval carioca, no take inicial do filme ‘Ney por trás das máscaras’, de Esmir Filho
Divulgação
O cantor Ney Matogrosso anunciou nesta quarta-feira (21) que passou por uma cirurgia e precisará ficar longe dos palcos por um mês.
*Reportagem em atualização

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Grelo completa o álbum ‘Breguíssimo’ com quatro músicas inéditas

Grelo promove a edição integral do álbum ‘Breguíssimo’ com a faixa ‘Baby, cadê você?’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Dois anos após ter ganhado projeção nacional com o estouro das músicas “Só fé” e “De graça ou pagando”, Grelo continua fiel ao universo do brega e do arrocha.
O cantor e compositor goiano – nascido Gabriel Ângelo Furtado de Oliveira em 14 de setembro de 1997, em Anápolis (GO) – lança a edição integral do álbum “Breguíssimo” às 21h de amanhã, quinta-feira, 22 de outubro.
Na prática, isso significa que Grelo completa o álbum com quatro músicas inéditas que se somam às outras cinco músicas – “O rosto e o resto”, “Mesma tranqueira”, “Cuidado”, “Roupa no cabide” e “Domingo” – lançadas em 13 de agosto em EP apresentado como o primeiro volume do álbum “Breguíssimo”.
O lote de novidades do álbum “Breguíssimo” é composto pelas músicas inéditas “Baby, cadê você?”, “De lá eu vim, pra lá eu volto”, “Deus me livre” e “Intervalos”, sendo que a faixa escolhida para promover o álbum nessa segunda etapa é “Baby, cadê você?”, composição de autoria creditada ao próprio Grelo em parceria com Vinni Miranda, Thales Lessa, Junior Gomes e Gui Prado.
Na cronologia de álbuns da discografia de Grelo, “Breguíssimo” sucede “Ao vivo em Salvador” (2025).
Capa do álbum ‘Breguíssimo’, de Grelo
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento