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Foo Fighters anuncia dois shows no Brasil em 2027


Foo Fighters se apresenta no The Town
Luiz Gabriel Franco/g1
O Foo Fighters anunciou nesta sexta-feira (14) a realização de dois shows no Brasil em 2027.
Os americanos liderados por Dave Grohl se apresentam na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), no dia 18 de fevereiro. Depois, vão para o MorumBIS, em São Paulo (SP), no dia 20 do mesmo mês.
Os shows contam com participações brasileiras da cantora Karen Dió e da banda Deb and the Mentals.
A venda geral de ingressos tem início às 10h da quinta (20). Os preços variam entre R$ 280 e R$ 1.250.
Clientes do banco Santander começam a ter acesso à pré-venda a partir das 10h da próxima terça (18).
O Foo Fighters ainda vem ao Brasil antes, como atração do Rock in Rio, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 4 de setembro.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Ludmilla canta balada inédita de Lucas Silveira em single com tema de série


Ludmilla lança single com gravação de ‘Pode ser’, música inédita da trilha sonora da segunda temporada da série ‘Amor da minha vida’
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♫ NOTÍCIA
♬ Prevista para estrear em 9 de outubro, a segunda temporada da série “Amor da minha vida” virá com gravações inéditas na trilha sonora original. Um desses registros inéditos foi feito por Ludmilla, artista convidada a gravar a canção “Pode ser”, composta por Lucas Silveira (líder e mentor da banda Fresno) em parceria com Matheus Souza.
A música será ouvida já no primeiro episódio da segunda temporada da série, mas a gravação de Ludmilla já está em rotação nos aplicativos de áudio em single lançado na noite de ontem, quinta-feira, 13 de agosto.
A produção musical do single “Pode ser” é assinada por ARPX com Lucas Marcier, Fabiano Krieger e Rogério da Costa Jr. – trio que toca na gravação ao lado do tecladista Rodrigo Tavares. “Pode ser” é uma balada convencional formatada com toque de eletrônica.

Fonte: G1 Entretenimento

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Kikito, troféu do Festival de Gramado, quase entrou em disputa judicial por ser ‘parecido demais’ com estatueta do Oscar; entenda


Começa 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado
A 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado tem abertura oficial nesta sexta-feira (14), na Serra Gaúcha. O evento, que segue até 22 de agosto, reúne mostras competitivas, homenagens e a entrega do Kikito, o troféu mais conhecido da premiação.
Criado em 1966 pela artesã gramadense Elisabeth Rosenfeld, o Kikito foi inicialmente feito em chumbo e usado para presentear amigos da criadora. A estatueta só ganhou notoriedade a partir de 1972, quando passou a ser entregue na primeira Feira Nacional de Artesanato de Gramado.
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No ano seguinte, em 1973, o troféu chegou ao Festival de Cinema de Gramado. Naquele ano, também ocorreu a primeira edição do evento, que nasceu da mostra cinematográfica realizada dentro da Festa das Hortênsias.
A estatueta quase entrou em disputa com o Oscar nos anos 1980. Quando a Prefeitura de Gramado tentou registrar o Kikito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Academia de Hollywood teria considerado o troféu muito parecido com a estatueta do Oscar.
A Prefeitura de Gramado apresentou uma manifestação de oposição, defendendo a história e a importância cultural do Kikito. Em 1988, o INPI decidiu que a estatueta tinha identidade própria.
A escultura representa um sol sorrindo. Segundo o histórico do projeto que declarou o Kikito patrimônio cultural de Gramado, a ideia da artesã era levar alegria a amigos, funcionários e moradores da cidade.
🔎 Ao longo das décadas, o Kikito foi produzido em diferentes materiais, como chumbo, madeira e cristal. Atualmente, a estatueta tem base em madeira, é fundida em bronze, mede 33 centímetros e pesa 3,5 quilos.
Não há relatos sobre a origem da palavra Kikito nem sobre o motivo pelo qual Elisabeth batizou a peça dessa forma, mas, com o tempo, a estatueta ganhou o codinome ‘o Deus do bom humor’.
Inicialmente, a hortênsia em ouro havia sido escolhida como prêmio máximo, mas o Kikito ganhou espaço depois que o então secretário de Turismo de Gramado, Romeu Dutra, apresentou a estatueta ao presidente do Instituto Nacional de Cinema (INC), Ricardo Caravo Albin.
54ª edição do evento
Neste ano, seis longas de ficção disputam o Kikito na principal mostra competitiva do festival: “Chorão: Só os Loucos Sabem”, “Feito Pipa”, “Justino – Nos Bastidores do Reino”, “Leite em Pó”, “Nosso Segredo” e “Pele de Rinoceronte”.
A abertura oficial ocorre às 15h desta sexta. Às 17h, está prevista a abertura do tapete vermelho. Às 18h, será exibido fora de competição o filme “Antártida”, de Bruno Safadi, estrelado por Andrea Beltrão, Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Antonio Calloni, Lázaro Ramos e João Vitor Silva.
Entre os homenageados desta edição estão:
Andrea Beltrão, que receberá o Troféu Oscarito;
Marcos Caruso, agraciado com o Troféu Cidade de Gramado;
Renata Almeida Magalhães, vencedora do Troféu Eduardo Abelin;
Selton Mello e Maria Fernanda Cândido, que receberão o Kikito de Cristal. Pela primeira vez, a honraria será entregue a dois artistas na mesma edição.
Já a sessão de encerramento contará com “La Perra”, coprodução entre Chile e Brasil dirigida por Dominga Sotomayor. O longa, que estreou em Cannes, tem Selton Mello no elenco e na produção executiva. A trama acompanha uma mulher solitária que resgata uma cachorra filhote e passa a confrontar traumas e episódios de seu passado.
A programação também inclui a pré-estreia da série “Emergência 53”, criada por Claudio Torres, Márcio Maranhão e Andrucha Waddington. O primeiro episódio será exibido em 17 de agosto no Palácio dos Festivais. Com dez episódios, a produção acompanha médicos, enfermeiros e motoristas de uma unidade móvel de urgência que tentam salvar pacientes enquanto enfrentam dramas pessoais e profissionais.
O elenco inclui Yara de Novaes, Emílio Dantas, Valentina Herszage, Ana Hikari e Raquel Villar, além de participações especiais de Fernanda Montenegro, Julia Lemmertz e Antonio Grassi.
Troféu Kikito
Diego Vara/ Pressphoto
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Fonte: G1 Entretenimento

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Mônica Salmaso, senhora cantora, interpreta Elizeth Cardoso com o rigor e a classe de… Elizeth Cardoso


Mônica Salmaso lança o álbum ‘Senhora das canções – Um tributo a Elizeth’ nesta sexta-feira, 14 de agosto, com 16 música do show homônimo
Divulgação
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Admiro cantores que se aventuram por repertórios já consagrados por outros cantores, sobretudo quando o intérprete original das canções é alguém do calibre de Elizeth Cardoso (16 de julho de 1920 – 7 de maio de 1990), uma das maiores cantoras da música brasileira em todos os tempos.
Tem que ter coragem porque Elizeth foi referência de afinação, emissão vocal, classe e rigor estilístico na canção brasileira. Acontece que quem canta o repertório dessa imortal cantora carioca em “Senhora das canções – Um tributo a Elizeth” – álbum disponível nos aplicativos de áudio a partir de hoje, 14 de agosto, e já com edição prevista em CD pela gravadora Biscoito Fino – é outra senhora cantora, Mônica Salmaso, dona da mesma classe e do mesmo rigor da Divina, epíteto pelo qual Elizeth Cardoso era conhecida.
Em cena desde 1989 e atualmente com 55 anos, essa sabiá paulistana já é, também ela, uma das maiores cantoras do Brasil em todos os tempos. Uma cantora do quilate de uma Nana Caymmi (1941 – 2025), por exemplo, e cabe lembrar que Nana adorava o canto de Salmaso.
Tivesse surgido nos anos 1960 ou 1970, décadas do apogeu da música rotulada como MPB, Salmaso teria sido elevada ao mesmo patamar das grandes cantoras da época no que diz respeito ao reconhecimento popular e ao prestígio. Ainda assim, analisando a carreira da artista em perspectiva, acho que Mônica Salmaso chegou bem longe para uma cantora que lançou o primeiro álbum em 1995, época em que a MPB já tinha sido posta para escanteio no mercado.
É que Salmaso é uma das mais completas traduções do que se entende em 2026 por uma cantora de MPB. Inexistem flertes com o universo pop na discografia da cantora.
Salmaso é das tradições. Das melhores tradições da música brasileira. Uma cantora que dá voz a Guinga com maestria, que divide o palco com Chico Buarque sem ficar à sombra do cantor – proeza que somente Maria Bethânia tinha conseguido em 1975 – e que parece cantar com facilidade até as músicas mais difíceis do repertório de Elizeth, caso de “Carta de poeta” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1970), uma das 16 músicas do álbum gravado em estúdio por Salmaso com os músicos Aquiles Moraes (trompete e flugelhorn), Luciana Rabello (cavaquinho), Magno Júlio (percussão), Marcus Thadeu (percussão), Mauricio Carrilho (violão de sete cordas), Paulo Aragão (violão) e Teco Cardoso (flauta e saxofone).
Não farei a crítica do álbum porque ele é (fiel) registro de estúdio do show “Senhora das canções – Uma homenagem a Elizeth Cardoso” (2020), já resenhado na coluna quando ele foi (re)apresentado em maio de 2025 no projeto “Terças no Ipanema”, no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ).
Ainda assim, fiz questão de escrever este texto em primeira pessoa sobre a cantora para marcar a edição do disco porque o lançamento de um álbum de Mônica Salmaso é sempre um acontecimento na música brasileira – ao menos no universo paralelo em que Elizeth Cardoso é reverenciada e no qual uma cantora como Salmaso é aplaudida com a mesma intensidade.
E acho que cabe aqui uma saudação à gravadora Biscoito Fino, casa fonográfica da MPB. Não sei se Mônica Salmaso teria conseguido construir discografia tão farta fora dessa companhia na qual debutou há 22 anos com a edição de “Iaiá” (2004), álbum definidor na trajetória da cantora que ampliou as conquistas do antecessor “Voadeira” (1999).
O álbum “Senhora das canções – Um tributo a Elizeth” simboliza mais um voo seguro de Mônica Salmaso pela alma lírica da canção brasileira sem prazo de validade.
Capa do álbum ‘Senhora das canções – Um tributo a Elizeth’, de Mônica Salmaso
Arte gráfica de Ruth Freihof

Fonte: G1 Entretenimento

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Um jovem pode não conhecer ‘Bichos Escrotos’ dos Titãs? Cover de Anitta gerou debate na internet


Assista ao trailer de ‘Corrida dos bichos’
Sentadinhos na cadeira do réu do tribunal da internet nesta semana estão as baratas e os ratos de “Bichos Escrotos”, da banda de rock brasileira Titãs. Não os bichanos da letra em si, mas a importância que a música, lançada em junho de 1986 como uma crítica à hipocrisia da sociedade, deveria ter para os jovens da tão geração Z.
Depois que a versão lançada por Anitta para a trilha de “Corrida dos Bichos”, filme do Prime Video, se transformou em um grande meme (veja vídeo abaixo), centenas de perfis passaram a apontar, de forma equivocada, que a música seria um lançamento original da cantora carioca. A maioria dessas publicações foi feita por jovens.
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Os próprios Titãs não pareceram estar preocupados com o fato de que parte da geração que ouviu Anitta não conhecia a música original. Ao contrário: eles comemoram que ela voltou a circular.
Mas, encabeçando um verdadeiro motim contra os “farmadores de aura” (e em nome da educação e da cultura brasileira!), não faltou gente para dizer coisas como “vão estudar!”, “como assim vocês não conhecem a história do próprio país?” ou ainda recorrendo à cansada expressão: “Esta geração está perdida”. Se está eu não sei, mas sei que tem coisa demais para conhecer em tão pouco tempo.
Uma interação no X sintetiza a treta:
Internauta conta que não sabia que “Bichos Escrotos” era uma música dos Titãs.
Redes sociais.
Outro internauta afirma que sabia que “Bichos Escrotos” era dos Titãs, mas não conhecia a versão apresentada por Anitta.
Redes sociais.
Mas o que parecia estar mesmo tirando a paz de tanta gente era o desconhecimento dos jovens sobre uma música que fariam parte de uma lista de canções que são “bá-si-cas” para se conhecer. A maioria dessas publicações foi feita por pessoas mais velhas.
De quem é a curadoria?
Vamos partir desse ponto. Todos nós concordamos que engatar um bom livro, se emocionar com uma música, rir com uma peça, chorar com um filme… tudo isso é importantíssimo para a formação de um indivíduo, sua construção subjetiva, bagagem, repertório. O básico.
Ótimo. E o que entra no “kit de sobrevivência” do mundo cultural?
Quais são os álbuns básicos para se conhecer a música brasileira? Quais artistas foram mais importantes do rock dos anos 80 e 90? E da axé music? Da história do brega? E do sertanejo? Todos os estilos merecem esse tipo de discussão.
Ratos e baratas dançarinos viram protagonistas de um dos memes que ajudaram a colocar “Bichos Escrotos”, dos Titãs, de volta no centro das redes.
Reprodução/X/Acervo Meus documentos
E, se a gente quiser emaranhar esse fio, caberia questionar: se é absurdo não conhecer uma faixa lançada pelos Titãs há 40 anos, nunca ter ouvido “O Show Tem que Continuar”, lançada na mesma época pelo Fundo de Quintal também é absurdo, certo? E não fazer ideia de quem sejam Amado Batista e Agnaldo Timóteo?
A regra é: tem que saber quem são todos os “grandes nomes nacionais” e seus repertórios. Mas quem são esses nomes? É preciso saber TODO o repertório? Ok, tudo está disponível no streaming, o acesso nunca foi tão fácil. Mas é natural que um jovem conheça “Sonífera Ilha”, um clássico de formaturas e casamentos, e não conheça canções da fase mais pesada e provocativa de uma banda.
Leia também:
‘Faltava barulho na música brasileira’, dizem Titãs sobre ‘Cabeça dinossauro’
A inegável importância dos Titãs
Dito tudo isso, é inegável a importância dos Titãs para o rock, para a música brasileira, para os anos 80, para hoje, para sempre. “Bichos Escrotos” foi lançada no álbum “Cabeça Dinossauro”, de 1986. Só esse disco, sozinho, vendeu mais de 700 mil cópias. A discografia já passa da casa dos seis milhões.
Ainda mais importante que esses números, há o choque. O estranhamento que versos como “Ratos! Entrem nos sapatos do cidadão civilizado” causava lá atrás é semelhante ao desta nova geração. Melhor conhecer esses versos afiados agora do que não conhecer.
Primeira formação do Titãs: no alto (a partir da esq.): Sergio Britto, Branco Mello, Ciro Pessoa, Marcelo Fromer, Tony Bellotto; abaixo: André Jung, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Nando Reis
Reprodução/Facebook/Paulo Miklos
Oncinha, zebrinha, coelhinho..
Uma pista de como ela continua tão atual: “Bichos Escrotos” aparece como desfecho de “A Pauta é uma Arma de Combate” (Arquipélago Editorial), livro publicado pela jornalista Fabiana Moraes em 2022, 36 anos após o lançamento da faixa.
Mais especificamente, este trecho: “Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, vão se foder”.
Sérgio Britto canta no show dos Titãs no Rock in Rio 2017
Fábio Tito/G1
Tanto na versão original da música quanto no uso que a jornalista pernambucana faz dela no livro, a crítica é a mesma. É dirigida a toda uma geração polida, “limpinha”, careta, que joga no lixo tudo aquilo que considera feio demais.
Professora de Comunicação que dá aula para alunos em início da graduação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fabiana define toda essa discussão como um “falso problema”.
“Conheci Bob Dylan e Johnny Cash através do U2. Um monte de gente descobriu David Bowie através de uma regravação do Nirvana. Clara Nunes acabou de ter ‘Feira de Mangaio’ (1979) regravada por Marina Sena. As coisas vão e voltam. É ótimo, assim atrai novos ouvidos”.
Após toda essa polêmica, a nova versão de Anitta já vai acumulando mais de 70 mil reproduções só no Spotify. O tuíte do fã que descobriu, nesta semana, que a faixa era do grupo de rock já se aproxima das 600 mil visualizações (o do print lá em cima).
Seja pelo meme das baratinhas dançarinas, pelo filme ou pela versão de Anitta, a única certeza que fica é que muita gente conheceu ainda mais da obra dos Titãs nos últimos dias. Outras tantas ainda vão, se eu tiver sorte, com este texto.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Eu sou marrom’: conheça Milo J, cantor que discute racismo na Argentina e estará no Rock in Rio


Milo J no clipe “Bajo De La Piel”
Reprodução/YouTube
Milo J, um dos grandes nomes da música argentina, vem ao Brasil para participar do Rock in Rio trazendo na bagagem um discurso que discute o racismo em seu país e a importância dos povos originários.
Nos últimos anos, principalmente por conta de episódios racistas envolvendo torcedores argentinos em competições de futebol, o questionamento sobre a ideia de uma Argentina branca se tornou mais frequente.
E Milo J levou essa questão para a música.
Agora no g1
Em entrevista à “Billboard Argentina”, ao detalhar a estética presente no seu álbum, “La Vida Era Más Corta”, o rapper de 19 anos explicou por que a cor marrom é tão presente.
“Eu sou marrom, o disco é marrom, a cor secundária da Argentina é marrom, a América Latina é marrom.”
🟤 Na Argentina, o termo marrom era usado para se referir a pessoas com traços indígenas de forma depreciativa. Nos últimos anos, o seu uso foi ressignificado e vem sendo adotado como forma de orgulho.
As origens de Milo J
Atualmente uma estrela nacional, Camilo Joaquín Villarruel iniciou a carreira fazendo rap freestyle e participando de batalhas de rima nas ruas de Buenos Aires.
Em 2023, ele lançou seu primeiro grande trabalho: a participação no “BZRP Music Sessions”, do produtor Bizarrap. Antes, o projeto já havia recebido nomes como Shakira e Peso Pluma.
Seu trabalho mistura trap com elementos da música tradicional argentina, como a chacarera e o folclore.
“Embora o trap argentino seja incrível, sinto que é um gênero de outro lugar, e é hora de cada um encontrar seu próprio caminho. Felizmente, isso está acontecendo, e acho incrível”, disse ele, em entrevista ao jornal “Clarín”.
Sucesso nacional e conexão com futebol
Em entrevistas, Milo J já afirmou que não teve aulas de canto e que se tornou um autodidata.
Tendo estourado aos 14 anos, ele declarou que as redes sociais foram fundamentais para expandir seu sucesso para além da Argentina. Em abril deste ano, ele participou do projeto “Tiny Desk”, da emissora norte-americana NPR.
No entanto, é no seu país natal que ele se consolida como o principal nome da cena local.
No Prêmio Gardel deste ano, principal premiação musical do país, Milo J venceu em diversas categorias, incluindo melhor álbum e melhor música.
Apesar disso, ao ser questionado sobre qual foi sua principal conquista, ele fez referência ao estádio do seu time de coração, o Estádio Nuevo Francisco Urbano, casa do Deportivo Morón:
“[Minha maior conquista foi] ter podido comemorar meu aniversário em outubro de 2023 no Estádio Nuevo Francisco Urbano. Foi meu primeiro show em um estádio, com mais de 30 mil pessoas.”
Milo J se apresenta no Rock in Rio no dia 12 de setembro, no Palco Supernova. Ele também fará show na Audio, em São Paulo, no dia 13 de setembro.

Fonte: G1 Entretenimento

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Terapia de graça, roda de cura energética e menos álcool: como é a nova turnê de Anitta


Por dentro da ‘Equilibrvm Tour’, a nova turnê de Anitta
O público acostumado a “sair na vassoura” do open bar dos “Ensaios” de Anitta pode ter estranhado bastante a proposta da nova turnê da cantora.
Pensada para oferecer aos fãs um gostinho da nova rotina “zen” da artista, a experiência da “Equilibrivm Tour” foi resumida assim por ela:
“Uma forma de apresentar para o público que vai ao show um pouquinho das práticas que me fizeram chegar a esse lugar de equilíbrio”, disse em entrevistas.
Vila Equilibrivm na nova turnê de Anitta
Reprodução/Instagram
Pois bem. Já na estrada, a turnê desembarcou nos dias 8 e 9 de agosto no Villa-Lobos, um parque a céu aberto na Zona Oeste de São Paulo, para um fim de semana de shows praticamente esgotados.
Por lá, uma espécie de “vila de bem-estar” foi montada no espaço do evento, com sessões gratuitas de terapia, rodas de “cura energética” e, pelo menos antes da apresentação começar, restrição à venda de bebidas alcoólicas.
O g1 chegou ao local três horas antes da apresentação do sábado (8) e conta abaixo como foi a experiência. Confira abaixo com fotos:
Terapia de graça, mas nem tão privada assim
Logo de cara, quem chegava à “Vila Equilibrivm” (como foi batizado o espaço que reúne cerca de 15 atividades de autocuidado e práticas espirituais) se deparava com uma área destinada a sessões gratuitas de terapia, com duração de 15 minutos cada.
Sentados em pufes, profissionais atendiam “individualmente” quem quisesse compartilhar alguma “dúvida, queixa ou angústia”. Alguns deles manuseavam cartas durante a conversa.
Sessões de terapia gratuita durante a Equilibrivm Tour, em São Paulo.
Felipe Fernandes/g1
Sessões de terapia gratutias durante a Equilibrivm Tour, em São Paulo.
Felipe Fernandes/g1
Em um banner instalado no local, a atividade era anunciada como uma “sessão de análise pessoal” em que um “campo energético” se formaria entre atendente e atendido, fazendo surgir respostas capazes de “clarear os caminhos que devem ser seguidos”.
A proposta era apresentada como algo “privado”. Na prática, porém, era possível ver e ouvir tudo o que acontecia durante as sessões.
A ativação tinha como patrocinador o Instituto Altis Lisboa, instituição que oferece formações e pós-graduações em saúde mental e psicanálise. Segundo o site da instituição, todos os cursos têm certificação do MEC e são baseados em princípios da neurociência e da psicologia.
Banner explicava a proposta da “Análise Pessoal”, apresentada como uma sessão de terapia de 15 minutos na Vila Equilibrivm.
Felipe Fernandes/g1
Leia também:
Anitta reage à polêmica sobre fãs vestidos de orixás em shows: ‘Se não estiver desrespeitando ninguém, tudo bem’
Meditação guiada pela guru de Anitta
Bem ao lado, uma grande tenda com um pequeno palco concentrava outra parte da programação. Por ali passou Max Tovar, que se apresenta como terapeuta integrativa.
A xamã já era conhecida dos fãs de Anitta desde 2023, quando recebeu a cantora para um retiro espiritual em um sítio em Minas Gerais, como mostrou a reportagem do g1 “Xamã que recebeu Anitta em retiro deixou cantora sem sexo por quase 1 ano”.
Max Tovar conduziu uma “vivência” na Vila Equilibrivm, em São Paulo.
Felipe Fernandes/g1
Lá, os fãs puderam participar de uma hora de “vivência” conduzida pela guru da artista, com direito a meditações guiadas, exercícios de respiração e dinâmicas em grupo. Segundo a descrição da atividade, a experiência é baseada nas metodologias “cosmologia energética” e “mapa gestacional”.
Segundo explica a própria Max Tovar no site de seu instituto, a “cosmologia energética” é um conjunto de conhecimentos que busca identificar “influências vibracionais” dos astros sobre a “formação energética” do ser humano.
Já o “mapa gestacional” seria, também na definição dela, uma ferramenta para identificar “padrões de comportamento” e supostas heranças energéticas recebidas dos pais durante a gestação.
Além das áreas montadas para a programação, a Vila também se espalhava pelas áreas verdes do próprio parque. Por ali, o público podia fazer mapa astral, participar de “rodas de cura”, experiências com cristais e terapias do som, com instrumentos musicais.
“Vivência” conduzida por Max Tovar reuniu meditação guiada, respiração consciente, rodas de conversa e dinâmicas em grupo.
Felipe Fernandes/g1
Sem álcool nas primeiras horas
Uma das primeiras “polêmicas” em torno da nova turnê surgiu por causa do consumo de álcool dentro do evento. Mas, diferentemente do que algumas notícias chegaram a indicar, a bebida alcoólica é, sim, permitida… só que com restrições.
Até agora, nos shows realizados em Porto Alegre (1º) e em São Paulo, a “Vila Equilibrivm” abriu algumas horas antes das apresentações e encerrou as atividades antes do início do show.
No período destinado para as programações, não houve venda de bebidas alcoólicas no evento. Depois, o bar foi liberado.
“Sound healing”, ou terapia sonora, era uma das experiências oferecidas na Vila Equilibrivm.
Felipe Fernandes/g1
Esse formato de turnê, pensada como “experiência de autocuidado e bem-estar”, porém, não é novidade. E muito menos exclusividade de Anitta, como mostrou a reportagem do g1 “Por que artistas estão apostando no feat entre música e bem-estar”.
E a ideia parece encontrar terreno fértil nestes tempos tão acelerados e tão adoecidos. Parar, se enxergar para além do feed, buscar autoconhecimento… tudo isso parece estar cada vez mais na ordem do dia.
E como é o novo show?
Anitta durante apresentação da “Equilibrivm Tour”, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
Fred Othero
Com cerca de 1h50 de duração, a apresentação é dividida em atos, separados por trocas de figurino, e acompanha a proposta dos álbuns “Equilibrivm” e “Equilibrivm II”.
Logo na abertura, Anitta surge descalça, entoa mantras e apresenta músicas como “Ouro” e “Ternura”, estabelecendo o clima mais sereno e espiritual da nova fase. O repertório também conta com uma versão de “É d’Oxum” e um cover de “Andar com fé”, de Gilberto Gil.
Anitta durante apresentação da “Equilibrivm Tour”, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
Fred Othero
A apresentação vai crescendo aos poucos. No terceiro ato, abandona de vez o tom contemplativo e recupera a Anitta pop e dançante, com coreografias intensas e músicas como “Você já sabe”, “Choka choka”, “Oke” e “Sal Grosso”.
Anitta durante show da ‘Equilibrvm Tour’ em SP
Fred Othero/Divulgação
Ao todo, são cerca de 30 músicas que mesclam bem faixas dos dois álbuns novos, homenagens a grandes nomes da música brasileira, como Gilberto Gil, Maria Bethânia e Alceu Valença e muitas referências a orixás como Ogum e Omolú (também chamado de Obaluaê).
O resultado é um show pensado para fazer a transição da meditação à festa, do sagrado ao profano. O melhor: tudo isso sem abandonar completamente as diferentes Anittas que o público já conhece.
A “Equilibrivm Tour” ainda passa por Fortaleza (15), Niterói (22) e Salvador (29) neste mês de agosto.
👉 Leia a crítica completa do show: Anitta entoa mantra, saúda Ogum e rebola de costas no show da turnê ‘Equilibrivm’ em SP.
Anitta durante show da ‘Equilibrvm Tour’ em SP
Fred Othero/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Jota.Pê vislumbra o terceiro álbum solo com o single autoral ‘Até outro dia amor’


Jota.Pê lança ‘Até um dia amor’, primeiro single solo após o álbum ‘Se o meu peito fosse o mundo’
Meneson Conceição / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Single lançado por Jota.Pê na noite de hoje, quinta-feira, 13 de agosto, “Até outro dia amor” não é a primeira amostra oficial do terceiro álbum solo desse cantor, compositor e músico paulista que ascendeu no universo pop brasileiro ao longo dos últimos dois anos com a edição do álbum “Se o meu peito fosse o mundo” (2024) e com a união com João Gomes e Mestrinho no projeto “Dominguinho” (2025).
No entanto, o single “Até outro dia amor” aponta, sim, um caminho possível para o próximo álbum do artista, obra ainda em progresso. Música inédita de autoria de Jota.Pê, “Até outro dia amor” se aproxima da praia do reggae na cadência da gravação feita com produção musical de Felipe Vassão, um dos dois produtores do álbum anterior do cantor (o outro foi Rodrigo Lemos).
Editado via slap, selo que editou o álbum “Se o meu peito fosse o mundo”, o single “Até outro dia amor” é o primeiro lançamento fonográfico da discografia solo de Jota.Pê após esse merecido ciclo de consagração.
O clipe da música entrará em rotação às 12h de amanhã, sexta-feira, 14 de agosto, no canal oficial do artista no YouTube.
Capa do single ‘Até outro dia amor’, de Jota.Pê
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Simaria anuncia a gravação de álbum solo audiovisual em setembro, em São Paulo, após dar pistas da volta à cena


Simaria faz registro audiovisual de show solo em 12 de setembro em apresentação na casa Vibra São Paulo
Storino Junior / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Eram certas as pistas dadas por Simaria de que voltaria à cena neste segundo semestre de 2026… Quatro anos após a dissolução da dupla Simone & Simaria, oficialmente extinta em agosto de 2022 mas já efetivamente separada meses alguns antes, a cantora anuncia o início da carreira solo com a gravação de álbum audiovisual em show agendado para 12 de setembro na casa Vibra São Paulo, na cidade de São Paulo (SP).
O anúncio da retomada da carreira foi feito hoje, 13 de agosto, um dia antes da abertura das vendas dos ingressos para o show solo de Simaria, programadas para começarem às 12h de amanhã, sexta-feira, 14 de agosto.
“A pausa nunca foi o fim da minha história. Foi só o tempo que eu precisei para voltar bem! E meu reencontro com a música tem data e lugar para acontecer”, avisa Simaria, que investe na carreira solo três anos após a irmã, Simone Mendes, esta já consolidada como uma das principais cantoras do universo sertanejo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Justiça dos EUA decide que processo de abuso contra Michael Jackson será resolvido em arbitragem privada


Michael Jackson durante apresentação em Singapura em 1993
STR / AFP
A Justiça dos Estados Unidos decidiu que o processo de abuso infantil envolvendo o cantor Michael Jackson e os irmãos Cascio não será julgado em público por um júri, mas por meio de uma arbitragem privada.
Em abril deste ano, na semana de estreia de “Michael”, cinebiografia do Rei do Pop, uma família próxima do cantor entrou com um processo acusando-o de abuso sexual.
A denúncia feita pela família Cascio, que se descrevia como “a segunda família” do Rei do Pop, marca uma reviravolta drástica. Eles defenderam publicamente a inocência do artista por mais de 25 anos, incluindo entrevistas televisivas em que os irmãos (à época, crianças) negavam qualquer interação imprópria com o cantor.
Agora no g1
Porém, segundo a revista “Rolling Stone”, um juiz federal decidiu que o caso será analisado longe do olhar do público.
O magistrado norte-americano atendeu a um pedido do espólio de Michael Jackson, alegando que, em 2019, havia sido assinado um acordo de confidencialidade com os irmãos.
Ainda de acordo com a “Rolling Stone”, a defesa dos Cascio recorreu a uma legislação de 2021, conhecida como “Lei do Fim da Arbitragem Forçada para Casos de Assédio e Abuso Sexual”, para tentar anular o documento. No entanto, a Justiça dos EUA afirmou que a lei não pode retroagir.
Acusações contra Michael Jackson
As acusações detalham um comportamento predatório severo, alegando que Jackson drogava e estuprava as vítimas, com abusos iniciados aos sete ou oito anos de idade.
Segundo o documento, o cantor utilizava “lavagem cerebral”, presentes luxuosos e códigos específicos para a prática dos abusos, além de fornecer álcool e drogas pesadas aos menores.
A família afirma que o documentário “Leaving Neverland” (2019) foi fundamental para “desprogramá-los” e ajudá-los a processar os traumas vividos, que teriam sido facilitados e ocultados por funcionários e assessores do artista.
Em resposta, o advogado do espólio, Marty Singer, classificou a movimentação como uma “tentativa desesperada de extorsão”, alegando que a família busca centenas de milhões de dólares e está utilizando táticas oportunistas após décadas de apoio ao cantor.

Fonte: G1 Entretenimento