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Após retorno bem-sucedido, BTS inicia turnê mundial com passagem pela América Latina


A boy band de K‑pop BTS se apresenta no palco durante um show de retorno na Praça Gwanghwamun, em 21 de março de 2026, em Seul, na Coreia do Sul.
Kim Min‑Hee/Pool via REUTERS
As estrelas do k-pop BTS iniciam nesta quinta-feira (9) uma turnê global com paradas na América Latina, impulsionadas pelo sucesso de seu novo álbum e por um grande show de retorno em Seul.
Com 85 apresentações em 34 cidades, analistas estimam que a turnê pode superar em receitas a recente “Eras Tour” de Taylor Swift. O grupo passará pela Ásia, América do Norte, Europa e América Latina, com shows na Cidade do México, Bogotá, Lima, Santiago, Buenos Aires e São Paulo, além de Madri.
“Queremos nos encontrar com o público de todo o mundo o quanto antes e experimentar a cultura e o ambiente dos shows em cada região”, disse Jin, integrante da banda.
O início ocorre nos dias 9, 11 e 12 de abril no estádio da cidade sul-coreana de Goyang, onde nasceu o líder RM. São esperados cerca de 40 mil espectadores por noite, totalizando 120 mil.
A cidade, a cerca de 15 km ao norte de Seul, decorou locais emblemáticos como o Parque do Lago Ilsan com iluminação roxa, cor associada ao BTS. Apesar da chuva, fãs aguardavam do lado de fora do estádio.
O grupo voltou a se apresentar com todos os integrantes em março, após quase quatro anos de pausa para o serviço militar obrigatório. O show de retorno na praça Gwanghwamun reuniu cerca de 100.000 fãs, segundo a gravadora, e sua transmissão na Netflix alcançou 18,4 milhões de espectadores.
Show do BTS reúne mais de 100 mil pessoas em Seul
BTS lança álbum e prepara show transmitido ao vivo em retorno após hiato
Fãs do BTS chegam ao estádio onde a boy band de K-pop BTS se apresentará em Goyang, no dia 9 de abril de 2026.
JUNG YEON-JE / AFP
‘Um novo capítulo’
O álbum “ARIRANG”, lançado na véspera do show, reflete a identidade coreana da banda e remete a uma canção folclórica associada à nostalgia e à separação.
Com o disco, o grupo buscou ir além de temas ligados à juventude para refletir “mais profundamente” sobre si mesmo, afirmou à AFP Kim Jeong-seob, autor do livro em coreano “O universo do BTS” (em tradução livre).
Segundo ele, a turnê marca um “novo capítulo” e pode incorporar temas globais como guerras e conflitos.
K-cultura e sua influência
Em um setor competitivo, muitos grupos encerram a carreira após o serviço militar, mas o BTS manteve seu sucesso. Tornou-se o primeiro do gênero a liderar a Billboard 200 por duas semanas seguidas com o novo álbum.
As músicas também alcançaram o topo de rankings do Spotify, incluindo a lista diária global. “Isso é extremamente importante para o futuro da K-cultura”, afirmou o sociólogo americano Sam Richards.
O sucesso contínuo do grupo também se apoia na força do ARMY, uma das comunidades de fãs mais organizadas do mundo.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Freida McFadden, autora de ‘A empregada’, revela sua verdadeira identidade: ‘Cansada de ter que manter isso em segredo’


Freida McFadden, autora de ‘A empregada’, revela sua verdadeira identidade
Facebook/Reprodução
Freida McFadden, autora do best-seller “A Empregada”, revelou sua verdadeira identidade. Em entrevista ao USA Today, ela contou que se chama Sara Cohen e que, além de escritora, atua como médica.
“Cheguei a um ponto da minha carreira em que estou cansada de ter que manter isso em segredo. Estou cansada de as pessoas debaterem se sou uma pessoa real ou se sou três homens”, diz McFadden. “Sou uma pessoa real, tenho uma identidade real e não tenho nada a esconder.”
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‘A Empregada’ vira 1º fenômeno de bilheteria de 2026 no Brasil com reviravoltas e boca a boca
E, embora pareça um disfarce, ela realmente usa óculos. Já o cabelo é uma peruca, mas apenas porque, segundo contou ao USA Today em uma entrevista por telefone, “não faço ideia de como arrumar meu cabelo”.
Ela decidiu usar o pseudônimo para que sua carreira como escritora não entrasse em conflito com o trabalho no hospital.
“Meu objetivo sempre foi manter isso em segredo até o momento em que eu estivesse pronta para me afastar da medicina, para que não fosse algo como todo mundo com quem eu trabalho descobrisse de repente e isso comprometesse minha capacidade de fazer meu trabalho”, explica McFadden. No fim de 2023, ela deixou o cargo em tempo integral. “Mas eu já me afastei do trabalho. Agora estou atendendo só uma ou duas vezes por mês.”
‘A empregada’: assista ao trailer do filme que lidera bilheteria no Brasil
McFadden disse também que estava sobrecarregada ao tentar conciliar as duas carreiras ao mesmo tempo. Segundo ela, manter o segredo entre os colegas de trabalho acabou sendo impossível, mas o apoio foi fundamental. “Eles foram muito gentis”, contou. Muitos eram fãs de seus livros e não faziam ideia de que trabalhavam com a própria autora.
Apesar do real nome de McFadden tenha sido revelado, ela explicou que irá continuar sendo a mesma escritora que seus leitores conhecem e amam.
“Embora eu não tenha revelado meu nome verdadeiro até agora, sinto que sempre compartilhei a minha verdadeira essência e tudo o que contei a eles foi a verdade”, disse. “Mesmo que o nome seja uma surpresa, nada mais será. Sempre fui genuína com meus leitores.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Tiago Iorc é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta terça-feira (14)


Tiago Iorc é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta terça-feira (14) Cantor é o convidado do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Julia Vargas ‘acende pavios’ em álbum, ‘D’água’, sobre coragem e liberdade


Julia Vargas lança amanhã, 10 de abril, o terceiro álbum solo de estúdio, ‘D’água’, com repertório e conceito bem amarrados
Paulo Velozo / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: D’água
Artista: Julia Vargas
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Julia Vargas é excelente cantora emergida nos anos 2010 no universo da MPB, como mostrou ao lançar o primeiro álbum em 2012. Como a MPB atualmente sobrevive em nichos do mercado da música, a artista fluminense – nascida em Cabo Frio (RJ) em maio de 1989 – vem buscando outros caminhos para se manter em cena.
“D’água”, álbum que Julia lança amanhã, 10 de abril, em edição da gravadora Biscoito Fino, flagra a cantora em trânsito por trilhas até então pouco exploradas.
“A sonoridade do disco está mais para o R&B, para o soul, uma coisa mais bluseira, mas rock’n’roll também”, situa a artista ao discorrer sobre a natureza do álbum gravado em 2019, sob direção musical da própria Julia Vargas, com o toque dos músicos Gabriel Barbosa (bateria), Gui Marques (sintetizadores e coprodução musical), João Bittencourt (teclados e acordeom) e Marcos Luz (baixo).
A pista dessa sonoridade áspera já havia sido dada em 20 de março com a edição do single que apresentou a potente abordagem de “Comportamento geral” (Gonzaguinha, 1972), música desviada por Julia da cadência bonita do samba para evidenciar o esmagamento cotidiano do cidadão brasileiro pela estrutura social moldada para transformar povo em gado.
Apresentada em 1972, a letra continua atual, tão contemporânea quanto o discurso feminino do blues “Pavio”, música que acende a parceria de Julia com a contemporânea Duda Brack.
Até então essencialmente intérprete, Julia Vargas se apresenta como compositora (ainda sem delinear uma assinatura própria) em três das nove faixas do álbum “D’água”, cuja capa, belíssima, retrata a artista em foto de Paulo Veloso e arte de Jeff Corsi. Sozinha, Julia assina música e letra de “Vem” – canção mais suave, convidativa a uma viagem romântica para qualquer lugar – e “Atrás da cortina da pantera”, tema de atmosfera sensual, cantado pela autora em tons quase lânguidos.
Julia Vargas assina três das nove músicas que compõem o repertório do álbum ‘D’água’
Isabela Espíndola / Divulgação
A salutar aspereza dos arranjos dilui qualquer eventual traço de doçura do xote “Sinceramente”, composição de Khrystal e Moyseis Marques cantada por Julia Vargas com Roberta Sá, cuja voz soa menos cristalina do que de costume para se ajustar ao tom firme dos versos do xote e do disco.
“Dá licença que eu me vou / Que onde não tem amor / Eu não costumo demorar / Se era doce e se acabou / Não era assim tão doce”, avaliam as cantoras em versos afinados com o conceito do repertório, postura reiterada na letra altiva de “Riscando o chão”, boa composição de Duda Brack que versa sobre mulher decidida a dançar na chuva até se libertar do jugo do parceiro.
“ ‘D’água’ é um grito de liberdade. O álbum fala sobre coragem, o desaguar de sentimentos guardados”, caracteriza Julia Vargas.
A coragem da artista se reflete na escolha das músicas regravadas. Uma das melhores cantoras brasileiras do século XXI, Julia faz desabrochar “Flor lilás” (Luhli, 1972) – música até então nunca revisitada do repertório da dupla Luhli & Lucina – e encara “Maluca” (Luís Capucho, 1993) ao lado de Zélia Duncan em gravação que celebra o legado de Cássia Eller (1962 – 2001), cantora que propagou “Maluca” em álbum de 1999.
E cabe ressaltar que, pela afinidade musical com Chico Chico, com quem já dividiu palcos e estúdios, Julia Vargas tem legitimidade para reverenciar Cássia sem soar marqueteira.
Detalhe luxuoso: tanto “Flor lilás” quanto “Maluca” são canções que falam de flores e da recorrente chuva nas respectivas letras, o que justifica que sejam ouvidas em sequência na disposição das faixas no álbum “D’água”, reiterando que o conceito do álbum é bem amarrado e que nenhuma escolha foi aleatória.
Com a voz sempre colocada com firmeza, Julia Vargas também dispara “Bomba” – parceria do compositor argentino Nicolas de Francesco com Alisson Sant – em gravação bilíngue que alterna versos em português e espanhol.
Acendendo pavios necessários em mundo de valores em decomposição, o álbum “D’água” evidencia que Julia Vargas é grande cantora que merece emergir com força nesse oceano de músicas e intérpretes artificiais.
Capa do álbum ‘D’água’, de Julia Vargas
Paulo Veloso com arte de Jeff Corsi

Fonte: G1 Entretenimento

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Festival de Cannes anuncia seleção de 2026 com Pedro Almodóvar e coprodução brasileira


‘Elefantes na Névoa’, coprodução brasileira, selecionada para Cannes
Divulgação
O Festival de Cannes anunciou, nesta quinta-feira (9), a seleção oficial de sua 79ª edição.
Entre os destaques está a coprodução brasileira “Elefantes na Névoa”, dirigida pelo nepalês Abinash Bikram Shah, que fará sua estreia mundial na mostra Un Certain Regard.
O evento, que acontece de 12 a 23 de maio, revelou uma lista dominada por grandes nomes do cinema de arte, como Pedro Almodóvar, Asghar Farhadi e Hirokazu Kore-eda.
Confira lista completa abaixo.
Drama sobre líder comunitária
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Elefantes na Névoa” conta com a participação das produtoras brasileiras Bubbles Project e Enquadramento Produções.
Ambientado no Nepal, o filme acompanha a busca de uma líder comunitária por sua filha desaparecida em uma região habitada por elefantes selvagens.
O projeto foi viabilizado por meio de editais de coprodução do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). No Brasil, o longa será distribuído pela Imovision.
Júri e programação completa
A competição pela Palma de Ouro deste ano inclui novos trabalhos de veteranos como Ira Sachs (“O Homem que Amo”), Paweł Pawlikowski (“1949”) e o espanhol Pedro Almodóvar, que apresenta “Natal Amargo”.
O diretor artístico Thierry Frémaux destacou que cinco dos filmes da seleção principal são dirigidos por mulheres.
Fora da competição, o festival terá a estreia de John Travolta na direção, com o filme “Propeller One-Way Night Coach”, e uma entrevista inédita de John Lennon dirigida por Steven Soderbergh nas sessões especiais.
O cineasta sul-coreano Park Chan-wook presidirá o júri principal, enquanto Peter Jackson e Barbra Streisand serão homenageados com a Palma de Ouro honorária pelo conjunto de suas carreiras.
A lista completa dos filmes da Seleção Oficial da 79ª edição foi revelada durante a conferência de imprensa em Paris, nesta quinta-feira (9).
Confira abaixo a programação completa da competição:

Minotauro , Andrey Zvyagintsev
El ser querido , Rodrigo Sorogoyen
O Homem que Amo , Ira Sachs
1949 , Paweł Pawlikowski
Moulin , László Nemes
Histórias da noite , Léa Mysius
Fiorde , Cristian Mungiu
Nossa Saudação , Emmanuel Marre
Monstro Gentil , Marie Kreutzer
Nagi Notes , Hiroshi Fukada
Esperança , Na Hong-jin
Ovelha na Caixa , Hirokazu Koreeda
O Desconhecido , Arthur Harari
De repente , Ryûsuke Hamaguchi
A Aventura Sonhada , Valeska Grisebach
Covarde , Lukas Dhont
A Bola Preta , Javier Ambrósi e Javier Calvo
A Vida de uma Mulher , Charline Bourgeois-Taquet
Contos Paralelos , Asghar Farhadi
Natal Amargo , Pedro Almodóvar

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O drama’ é sanduíche de neurose irritante entre boas camadas de novela, fofoca e polêmica; g1 já viu


O que você faria se descobrisse, três dias antes do seu casamento, um episódio inegavelmente condenável do passado da pessoa com quem está prestes a jurar amor eterno em frente a amigos e famílias?
Com uma premissa promissora – e polêmica, neste caso – e um casal de estrelas do calibre de Zendaya (“Euphoria”) e Robert Pattinson (“Batman”), “O drama” tinha tudo para ser um novelão divertido, ideal para fofoqueiros iniciarem debates calorosos após os créditos.
O filme independente, que estreia nesta quinta-feira (9) nos cinemas brasileiros, até chega a funcionar muito bem como tal na leveza de sua abertura e no absurdo de sua conclusão.
Infelizmente, sanduícha entre elas um longo trecho focado na neurose irritante de seu protagonista, recheado de enquadramentos inexplicáveis e situações esdrúxulas.
Muitos bons filmes transformam uma situação pessoal em uma história universal. “O drama” pega uma ideia particular com tremendo potencial coletivo e infelizmente a condensa novamente sob um olhar muito específico.
Assista ao trailer de ‘O drama’
Entre o segredo e o spoiler
O roteiro do diretor norueguês Kristoffer Borgli (“O homem dos sonhos”) narra as repercussões da revelação do grande segredo da personagem interpretada por Zendaya, dias antes de seu casamento com o noivo vivido por Pattinson.
Sem a possibilidade de revelar exatamente a natureza da hecatombe, sob pena de acusações severas de spoiler, basta dizer que dá para entender a revolta de alguns espectadores americanos – mas não necessariamente concordar.
A indignação depende muito do poder de abstração do público. Algo cada vez mais raro, é verdade, mas aqueles que conseguirem ir além têm a chance de contemplar o universo de possibilidades contido na pergunta que abre este texto.
Ou teriam, pelo menos. Porque assim que joga a bomba na mente do espectador, o filme decide mergulhar de forma profunda na mente do protagonista – e abre mão completamente de qualquer possibilidade de empatia, à exceção de homens à beira da meia-idade, muito ingleses e muito neuróticos.
Robert Pattinson e Zendaya em cena de ‘O drama’
Divulgação
O que vocês fariam?
A escolha de Borgli também impede o desenvolvimento de uma química mais real entre os dois astros. Fica ainda mais difícil de entender as incertezas do personagem quando o próprio relacionamento nunca faz muito sentido.
“O drama” até volta a melhorar no final, ao abraçar novamente o ritmo de farsa e devolver o protagonismo à noiva, de longe a coisa mais interessante – e mais mal explorada – da trama.
A essa altura, no entanto, o gosto deixado pelo longo e cansativo trecho anterior não consegue ser superado totalmente. Pelo menos o debate ao final da sessão ainda promete ser animado.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
Robert Pattinson e Zendaya em cena de ‘O drama’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Abacatudo, Moranguete… ‘Novelas de frutas’ viralizam e divertem, mas acendem alerta de psicólogos


‘Novelas de frutas’ divertem, mas acendem alerta de psicólogos
Um personal trainer musculoso termina o namoro porque a companheira está “gorda demais”. Uma esposa é agredida por se recusar a preparar o jantar do marido.
Os enredos, problemáticos, poderiam ser de uma novela das nove, mas os protagonistas são um abacate, um morango, uma banana e uma pêra.
Seja no TikTok ou no Reels do Instagram, as “novelinhas de frutas” estão tomando conta do algoritmo de muita gente.
O sucesso de audiência das frutas animadas por Inteligência Artificial (IA) também está inflando a venda de cursos que prometem “renda extra” através dos prompts (comandos de textos) que animam os personagens.
O problema, alertam especialistas, está na “embalagem”. A estética lúdica (que remete a desenhos infantis) é um convite para que crianças e adolescentes consumam, sem filtro, roteiros carregados de palavrões e de discursos preconceituosos.
Entenda o que está por trás das ‘novelas de frutas’:
Adaptação à brasileira
Cravar a origem exata de uma “trend” é sempre um desafio. Alguns usuários, contudo, apontam o perfil “AI.Cinema021” como um dos precursores dessa modinha no TikTok.
“Fruit Love Island”, reality show feito por Inteligência Artificial.
Reprodução: redes sociais
Em março deste ano, a conta viralizou ao adaptar o formato do reality show britânico “Love Island” para o universo das frutas. O resultado foi uma explosão de audiência que ultrapassou os 2,5 milhões de seguidores. Combinados, os conteúdos somam cerca de 30 milhões de curtidas.
As versões brasileiras, no entanto, seguem um caminho próprio. O que era uma paródia de reality show internacional foi adaptado com gírias e cenários locais que mais parecem com o estilo de programas como o “Casos de Família”.
Abacatudo, Moranguete e Bananildo são alguns dos personagens que dão rosto e voz sintética a tramas que comprimem, em 60 segundos, o suco de um típico dramalhão brasileiro mesmo. Com direito a fofocas, traições e até barracos em bailes funk.
Surfando no hype…

O fenômeno furou a bolha do entretenimento e mobilizou grandes marcas. No último domingo (5), o perfil oficial do Flamengo surfou na onda após a vitória sobre o Santos, mas não foi o único.
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Empresas como Carrefour e Burger King, além da Prefeitura de Salvador, também aproveitaram o engajamento das frutas para interagir com o público nas redes sociais.
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Influenciadores digitais também vão na mesma linha e agora produzem versões “live-action” das tramas, pintando os próprios rostos e encenando os diálogos mais virais das animações.
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Também não faltam vídeos de usuários fazendo referências diretas a Abacatudo ou Moranguete enquanto fazem compras em hortifrutis e feiras. Todos utilizam a mesma trilha sonora de “suspense”, marca registrada das novelinhas.
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Brincadeira virou mercado
Apesar de terem surgido como entretenimento “inofensivo” nas redes, as frutinhas de IA já se converteram em um modelo de negócio.
Na plataforma Hotmart, o “Método Frutas Virais” é ofertado por diferentes vendedores por valores entre R$ 6,90 e R$ 47, com a promessa de ensinar ensinar qualquer aluno a criar seus próprios personagens e monetizar em dólar para fazer uma “renda extra”.
Cards de divulgação de cursos para criar “personagens virais” em formatos de frutas e legumes
Divulgação
Na descrição de um dos métodos, o programa promete capacitar o usuário a “criar personagens que prendem a atenção” e “montar cenas com alto potencial de viralização”.
A estratégia é transformar perfis comuns em verdadeiras “máquinas de conteúdo”. Tudo isso no anonimato, “sem precisar aparecer”.
Perfis no TikTok de contas que publicam as ‘novelinhas’ de frutas. Em alguns deles, propostas de parcerias. Em outros, links de cursos ensinando a “ganhar dinheiro com IA”.
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Estética de criança, roteiro de adulto
Apesar das cores vibrantes que remetem ao universo infantil, especialistas acendem o alerta para o fato de que o formato utiliza a aparência de desenho animado para mascarar conteúdos de ódio.
“A gravidade não está na forma, que parece inocente e colorida. Mas no conteúdo que é extremamente problemático, inclusive para adultos”, afirma a psicanalista Fabíola Barbosa, em entrevista ao g1.
O perigo reside em roteiros que, embora animados por IA, são escritos por pessoas.
“Eles aludem à objetificação feminina, gordofobia e relacionamentos tóxicos para validar a existência dos personagens”, observa.
Ao contrário de produções que permitem a reflexão, as novelas de IA apresentam cenas de violência física e psicológica sem qualquer consequência ou profundidade.
“É urgente que tenhamos uma legislação sobre o uso das redes por menores, mas, enquanto isso, precisamos estar mais próximos para abrir conversas sobre o que eles estão consumindo”, finaliza.
Como são as diretrizes das redes para menores?
De acordo com as diretrizes disponibilizadas pelas plataformas, é necessário ter pelo menos 13 anos para criar uma conta no TikTok ou no Instagram. As redes pedem comprovação via documento ou selfie de vídeo.
Perfis identificados como pertencentes a menores dessa faixa são excluídos permanentemente, sem exceções. Para o público entre 13 e 17 anos, os conteúdos e interações nas plataformas são limitados.
Segundo o Relatório de Transparência do primeiro trimestre de 2026, cerca de 1,2 milhão de conteúdos são removidos mensalmente por violações de regras infantis.
O sistema prioriza o banimento em até 24 horas para casos de “bullying, violência ou qualquer teor sexualizado envolvendo menores”, mantendo uma política de tolerância zero para contas que exponham crianças a situações de risco.

Fonte: G1 Entretenimento

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Matthew Perry: veja quem são os condenados pela morte do ator e quais as penas


Matthew Perry, de 54 anos, foi encontrado morto na sua casa em Los Angeles em 2023, depois de anos de luta contra a depressão e a dependência.
Reprodução/BBC
A traficante Jasveen Sangha, conhecida como “a rainha da cetamina”, foi condenada a 15 anos de prisão pela morte do ator Matthew Perry nesta quarta-feira (8). Ela é a terceira condenada por envolvimento no caso, se juntando aos médicos Salvador Plasencia e Mark Chavez.
➡️O astro de “Friends” foi encontrado morto aos 54 anos em casa, em 2023. Um relatório de autópsia concluiu que Perry morreu pelos “efeitos agudos da cetamina”, que, combinados com outros fatores, fizeram com que o ator perdesse a consciência e se afogasse em uma banheira de hidromassagem.
O primeiro condenado pela justiça norte-americana foi o médico Salvador Plascencia. Ele injetou cetamina no ator em várias oportunidades.
Matthew Perry morreu devido a “efeitos agudos” da substância quetamina, diz laudo
Segundo a agência Reuters, Plasencia se declarou culpado em julho de 2025. Seu julgamento aconteceu em 3 de dezembro e ele foi condenado a dois anos e meio de prisão.
Já o médico Mark Chaves foi condenado a oito meses de prisão domiciliar em 16 de dezembro de 2025. Ele se declarou culpado pelo crime de conspiração para distribuir o anestésico controlado e entregou sua licença médica em novembro.
Ainda de acordo com a agência Reuters, como parte de seu acordo de confissão, Chavez admitiu ter vendido cetamina para Plasencia, que repassou a droga ao ator, embora não fosse a dose que acabou matando o ator.
Erik Fleming, o intermediário, e o assistente pessoal, Kenneth Iwamasa, também se declararam culpados no caso e receberão as sentenças ainda neste mês, segundo a NBC News.
Rainha da cetamina é sentenciada a 15 anos de prisão por morte de Matthew Perry
Montagem/g1
A condenação da “rainha da cetamina”
Em setembro de 2025, Sangha assumiu a culpa por cinco crimes ligados ao tráfico de drogas. Ela também reconheceu que operava, em sua casa em North Hollywood, um ponto de armazenamento e distribuição de substâncias ilícitas.
Matthew Perry, lembrado pelo papel de Chandler Bing na série “Friends”, já havia falado abertamente sobre anos de dependência química, inclusive durante o período em que alcançou grande popularidade com o programa.
Pouco antes de morrer, o ator dizia estar sóbrio. Ainda assim, conforme as autoridades, ele fazia tratamento com infusões de cetamina para depressão e ansiedade em uma clínica — onde teria desenvolvido uma nova dependência.
Após ter o aumento da dose negado pelos médicos, Perry buscou alternativas ilegais. Nesse contexto, Sangha confessou ter repassado 51 frascos de cetamina a um intermediário, Erik Fleming, que depois fez chegar a substância ao ator por meio de seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa.
De acordo com a acusação, Kenneth aplicou ao menos três doses de cetamina, utilizando substâncias fornecidas por Sangha, no dia da morte de Perry.
Sangha também reconheceu que tinha conhecimento de que os frascos vendidos ao intermediário Erik Fleming seriam destinados a Perry. Além disso, admitiu ter comercializado cetamina para outra pessoa, em agosto de 2019, que morreu poucas horas depois em decorrência de uma overdose.

Fonte: G1 Entretenimento

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Da vida de luxo à condenação: quem é a ‘rainha da cetamina’ envolvida na morte de Matthew Perry


Reinha da cetamina
Reprodução/X
A traficante Jasveen Sangha, conhecida como a “rainha da cetamina”, é apontada como uma peça central em um esquema de distribuição de drogas voltado a clientes ricos e celebridades.
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Nesta quarta-feira (8), Sangha foi sentenciada a 15 anos de prisão por envolvimento na morte do ator Matthew Perry.
Como mostrou um documentário da BBC, a mulher levava uma vida dupla: enquanto mantinha uma imagem de luxo, influência e conexões sociais, operava, segundo as autoridades, um ponto ativo de venda de drogas.
Matthew Perry morreu devido a “efeitos agudos” da substância quetamina, diz laudo
Vida de luxo
Sangha tem dupla nacionalidade, britânica e americana, e cresceu em uma família rica. Filha de empresários, foi criada na Califórnia e estudou em Londres, onde concluiu um MBA. Amigos ouvidos pela BBC dizem que ela sempre aparentou ter uma vida estável, cercada por festas, viagens e um amplo círculo social.
Ela frequentava eventos, viajava em jatos particulares e mantinha presença constante nas redes sociais, onde exibia uma rotina de ostentação. Também teria participado de eventos como o Oscar e o Globo de Ouro.
Relatos ouvidos pela BBC descrevem uma rotina intensa de festas em Los Angeles, muitas vezes com duração de dias. Sangha fazia parte de um grupo de amigas que organizava eventos com presença de celebridades, onde o consumo de drogas, incluindo cetamina, era frequente.
Apesar da proximidade com amigos, muitos afirmam que desconheciam completamente o envolvimento dela com drogas.
“Eu não sabia de nada”, disse um ex-colega à BBC.
LEIA TAMBÉM: cetamina, usada como anestésico e antidepressivo, pode causar perda de consciência e até levar à morte
Vida no crime
Quando se declarou culpada pelos crimes relacionados à morte de Perry, Sangha admitiu operar em sua casa em North Hollywood. Durante buscas no local, agentes encontraram mais de 80 frascos de cetamina, além de milhares de pílulas, incluindo metanfetamina, cocaína e Xanax.
De acordo com as investigações, o esquema atendia principalmente clientes ricos e famosos. Um agente do departamento antidrogas dos Estados Unidos, Bill Bodner, afirmou à BBC que Sangha usava o dinheiro do tráfico para financiar sua imagem como influenciadora.
O processo que julgava o envolvimento na morte do ator indicava que Sangha vendia entorpecententes para milionários e celebridades.
O envolvimento na morte de Perry
Rainha da cetamina é sentenciada a 15 anos de prisão por morte de Matthew Perry
Montagem/g1
Em setembro de 2025, Sangha assumiu a culpa por cinco crimes ligados ao tráfico de drogas no julgamento da morte de Perry
➡️O astro de “Friends” foi encontrado morto aos 54 anos em casa, em 2023. Um relatório de autópsia concluiu que Perry morreu pelos “efeitos agudos da cetamina”, que, combinados com outros fatores, fizeram com que o ator perdesse a consciência e se afogasse em uma banheira de hidromassagem.
A sentença de 15 anos foi definida pela juíza federal Sherilyn Garnett, que uma punição superior à aplicada aos outros dois médicos envolvidos no caso.
Sangha foi responsável por parte do processo de fornecimento da droga para o ator. Ela confessou ter repassado 51 frascos de cetamina a um intermediário, Erik Fleming, que depois fez chegar a substância a Perry por meio de seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa.
Sangha também reconheceu que tinha conhecimento de que os frascos vendidos ao intermediário Erik Fleming seriam destinados a Perry. Além disso, admitiu ter comercializado cetamina para outra pessoa, Cody McLaury, que morreu poucas horas depois em decorrência de uma overdose.
Segundo os registros, um familiar da vítima chegou a enviar uma mensagem direta a Sangha afirmando que a droga vendida por ela havia causado a morte. Dias depois, ela teria pesquisado na internet se a cetamina poderia ser listada como causa de morte — o que, para os investigadores, sugere que ela tinha conhecimento dos riscos envolvidos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Destaque no teatro e figurante em ‘Game of Thrones’, Michael Patrick morre aos 35 anos


Michael Patrick em cena de ‘My right foot’
Divulgação
O ator Michael Campbell, que utilizava o nome artístico de Michael Patrick, morreu nesta terça-feira (7). Ele participou da série “Game of Thrones” e foi destaque no teatro do Reino Unido.
A morte de Michael foi confirmada pela sua esposa em postagem nas redes sociais nesta quarta-feira (8).
Em 2023, ele foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença sem cura e que causa a perda do controle muscular.
Michael fez uma pequena participação no sétimo episódio da sexta temporada de “Game Of Thrones”. Ele também participou das série policial “Blue Lights”.
No entanto, foi no teatro que ele teve seu auge como ator. Em 2025, ele venceu o “The Stage Awards”, uma das maiores premiações do teatro no Reino Unido, pela criação e atuação em “A Tragédia de Richard III”, peça adaptada de William Shakespeare.
“Mudamos a história para que, no início da peça, Richard receba a informação de que tem uma doença terminal, algo como ELA”, disse à BBC.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O que é a ELA
De caráter progressivo, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo e causa a perda do controle muscular.
Além de ser uma doença ainda sem cura, a esclerose amiotrófica tem um diagnóstico difícil. São necessários cerca de 11 meses para detectar a doença.
A dificuldade existe porque não há nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou marcador de precisão para detectar a doença.

Fonte: G1 Entretenimento