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Artistas chegam para homenagens do Globo de Ouro a brasileiros no Copacabana Palace


Alice Carvalho no evento do Golden Globes no Copacabana Palace
Célio Silva/g1
Artistas começaram a chegar no fim de tarde para o primeiro Golden Globes Tribute Gala Brazil, que acontece nesta quarta-feira (18), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (saiba tudo sobre a transmissão).
O evento preva homenagens a Fernanda Montenegro, Antonio Pitanga, Valentina Herszage e o diretor de fotografia Adolpho Veloso.
A festa tem 350 convidados, entre atores, diretores, produtores, executivos da indústria, líderes de grandes marcas investidoras do cinema, além de artistas e personalidades culturais de relevância no cenário nacional e internacional. Os atores Bruna Marquezine e Lázaro Ramos serão os apresentadores.
Entre os artistas que já tinham chegado até às 17h30 estavam Alice Carvalho, Carol Castro, Bruna Linzmeyer e Klara Castanho.
Bruna Linzmeyer em evento do Golden Globes no Copacabana Palace
Célio Silva/g1
Esse é o primeiro evento do Golden Globes desse tipo no Brasil e tem o objetivo de reforçar o compromisso da organização em reconhecer a excelência criativa em um palco global.
Os homenageados
Fernanda Montenegro, Antonio Pitanga, Valentina Herszage e Adolpho Veloso serão homenageados em evento do Globo de Ouro no Rop
Bob Wolfenson/Divulgação
Fernanda Montenegro será homenageada com a maior honraria da cerimônia, o Golden Globes Apogeu Award, que é dado anualmente a um(a) artista cujos trabalhos tenham gerado um impacto duradouro no cinema e na televisão.
Indicada ao Globo de Ouro de 1999, por sua atuação em Central do Brasil, que ganhou o prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira, Fernanda também foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz no mesmo ano.
O reconhecimento internacional de Fernanda Montenegro após “Central do Brasil”
O prêmio foi dado a Gwynneth Paltrow por sua atuação em “Shakespeare Apaixonado”. Fernanda também se destacou em “Ainda Estou Aqui”, primeiro filme brasileiro a ganhar um Oscar de Melhor Filme Internacional, em 2025.
O ator e diretor Antonio Pitanga também será premiado com o Golden Globes Apogeu Award. Figura central do movimento do Cinema Novo brasileiro, Pitanga participou de mais de 50 filmes, incluindo “Barravento” e “Ganga Zumba”, ele também de destacou no teatro e na TV.
Ao longo de sua carreira, o artista se destacou como uma das figuras mais respeitadas e influentes da história do cinema brasileiro.
Valentina Herszage receberá o Golden Globes Ascensão Award, em reconhecimento à sua ascensão no cinema e na televisão.
Após receber aclamação da crítica por seu papel em “Mate-me, por favor” (2015), ela consolidou ainda mais sua trajetória interpretando uma das filhas de Eunice Paiva (Fernanda Torres), em “Ainda estou aqui”.
Além do Oscar, o filme de Walter Salles venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama de 2025 para Torres, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa.
Adolpho Veloso, diretor de fotografia indicado por ‘Sonhos de trem’, chega ao Oscar 2026
Daniel Cole/Reuters
Adolpho Veloso também será contemplado com o Golden Globes Ascensão Award. Indicado ao 98º Oscar de Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”, Adolpho fez história como o primeiro brasileiro a ser indicado na categoria.
O Golden Globes Tribute Awards marca o início de uma nova etapa da presença internacional do Golden Globes e acontece por meio da parceria entre o Golden Globes, a Urland Ventures e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Fernanda Montenegro no Globo de Ouro de 1999 e Fernanda Torres na premiação de 2025
Reprodução/Youtube
O Rio de Janeiro foi escolhido pela organização do Globo de Ouro como sede estratégica na América Latina. Após criteriosa análise de possíveis cidades-sede internacionais, o Golden Globes escolheu o Rio por sua força cultural, patrimônio artístico e papel central no ecossistema criativo da região, reforçando a vocação da cidade como capital cultural e porta de entrada do audiovisual latino-americano.
O evento acontece em um momento especialmente simbólico para o cinema nacional, que volta a ocupar o centro das atenções internacionais com produções como “Ainda Estou Aqui”, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.
As duas produções se destacaram pelas vitórias de Fernanda Torres na categoria de Melhor Atriz em Filme – Drama, em 2025, e de Wagner Moura a Melhor Ator em Filme – Drama, em 2026.
A cerimônia vai oficializar o Brasil como um dos países que farão parte do circuito internacional da premiação, ampliando o diálogo entre o audiovisual brasileiro e os principais centros globais da indústria, ao mesmo tempo em que projeta o Rio de Janeiro como um dos polos estratégicos dessa nova fase do Golden Globes.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Rapper Renan Inquérito relata guerra contra o câncer no álbum ‘Tireoide’


Capa do álbum ‘Tireoide’, de Renan Inquérito
Ilustração de Du Dominici com design de Pepê Ferreira
♫ NOTÍCIA
♬ No fim de 2024, o rapper paulista Renan Inquérito foi diagnosticado com câncer de tireoide. Desde então, o artista seguiu jornada de exames e tratamentos que culminou com cirurgia para a retirada da glândula localizada no pescoço em formato de borboleta.
A saga vitoriosa de Inquérito para derrotar o câncer é o mote do décimo álbum do rapper, “Tireoide”, gravado entre sessões de estúdio e sessões de quimioterapia para eliminar as células cancerosas. Ao longo de dez faixas formatadas com produção musical de Pop Black com base na estética clássica do boombap, o artista expõe o processo de sobrevivência ao câncer.
“Todo dia doses de poesia com anestesia / A rima foi meu remédio / O rap, minha pílula mágica. / … / Que ironia, foi bem aqui, onde nasce a palavra, que a vida tentou me calar /Mas não conseguiu / Eu sou a metamorfose / E a minha voz tem asas”, poetiza Renan Inquérito no fluxo narrativo da música-título “Tireoide”, alocada na abertura do álbum.
Com capa que evoca uma borboleta na ilustração de Du Dominic, o álbum “Tireoide” tem lançamento agendado para 7 de abril e conta com participações de Vih Mendes, Wesley Camilo, Dow Raíz e Lino Krizz. A sonoridade combina beats e samples tradicionais com instrumentos gravados de forma orgânica.
No álbum, cujo repertório inclui músicas como “Batalha de sangue”, “Cartas pra Wenceslau” e “Meu avesso atravesso só”, o rapper aborda o cuidado de falar sobre doença com a filha em “Elis não sabe nada” e celebra o êxito da jornada na faixa final, “Witória com W”.
Com repertório resiliente, “Tireoide” é conceituado como “álbum de contrastes entre o peso do diagnóstico versus a leveza da cura e entre a tristeza das perdas versus a celebração de cada novo fôlego”.

Fonte: G1 Entretenimento

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A série que relembra tragédia com césio em Goiânia e a reação dos sobreviventes


Cena de ‘Emergência Radioativa’, série que reconta a tragédia com césio-137 em Goiânia
Divulgação/Netflix
“Emergência Radioativa”, com estreia na Netflix nesta quarta-feira (18), já causou uma divisão entre os sobreviventes do acidente com césio-137 em Goiânia no qual a série se inspira.
O caso aconteceu em 1987, um ano após o desastre de Chernobyl, quando catadores abriram um aparelho de radioterapia abandonado em busca do chumbo que o revestia e acabaram espalhando material radioativo entre moradores, provocando o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear.
Mesmo tendo visto apenas os comerciais, que circularam via WhatsApp, alguns sobreviventes dizem que a história não aconteceu da forma que é retratada nas telas e se sentem incomodados. Outros, por outro lado, não veem problema.
É o que afirma Sueli de Moraes, vice-presidente da Associação de Vítimas do Césio-137.
A divisão envolve desde a forma como o pó radioativo é representado — mais ou menos brilhante, por exemplo — até o desconforto de ver atores encarnando figuras, que, para a comunidade, existiram — ou ainda existem — de verdade.
“Conheço todas as vítimas e fui vítima também. Tem pessoas que não estão gostando, de certo porque não viram ainda. Chateou muita gente do grupo, que disse que não tinha nada a ver, que era mentira”, diz ela. “Eu acho que não tem nada a ver.”
O acidente deixou quatro mortos na ocasião, mas outras mortes foram registradas nos anos seguintes por causas difíceis de associar com certeza à radiação, embora haja indícios que apontem para essa relação — os créditos da própria série na Netflix mencionam 16 vítimas fatais. Os sobreviventes seguem monitorados.
São Paulo virou Goiânia
Parte do incômodo se deve ao fato de que as filmagens ocorreram em cidades da Grande São Paulo, como Santo André e Osasco, o que gerou críticas do Conselho Municipal de Cultura de Goiânia.
Moraes acrescenta que, ao mesmo tempo, o clima nesta semana é de comemoração, diante da expectativa de um reajuste de 70% na pensão vitalícia paga às vítimas pelo governo de Goiás.
A proposta foi anunciada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD), por meio de um projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa de Goiás na segunda-feira (16).
O texto prevê que os moradores mais afetados pela radiação — conforme exames realizados à época do acidente — passem a receber R$ 3.242, ante os atuais R$ 1.908. Os demais receberiam R$ 1.621, em vez dos R$ 954 pagos hoje.
Ao todo, 603 pessoas recebem o benefício, e os valores estão congelados desde 2018. Deputados chegaram a apresentar propostas de reajuste, mas elas enfrentaram entraves políticos — uma delas, inclusive, foi vetada por Caiado sob a justificativa de falta de estudos sobre o impacto orçamentário.
O ator Johnny Massaro, que interpreta um físico na produção, diz que a busca foi pelo “lado humano e dramático do caso”, mas acrescenta que é difícil não pensar sobre os impactos que ela pode ter na realidade.
“As feridas estão abertas, porque as vítimas que ainda sofrem as consequências. É uma história que pertence a elas, mas, ao mesmo tempo, pertence ao imaginário de toda a sociedade”, ele diz. “As pessoas vão no momento de lazer, mas tem essa beleza quando o entretenimento encontra uma função social e política.”
Ferro-velho em Goiânia de onde o césio-137 se espalhou
CNEN
O que é ficção e o que é realidade
Os produtores de “Emergência Radioativa”, os irmãos Caio e Fabiano Gullane, dizem que, para resgatar o caso, recorreram a consultores da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), além de físicos, médicos e jornalistas que acompanharam a tragédia.
“A gente não conseguiu — e nem era a intenção — retratar toda a tecnicidade, mas damos diversos exemplos para mostrar que não era uma coisa simples”, diz Caio.
Ao serem questionados sobre o que é verdade e o que é ficção na série, os Gullane dizem que pouco precisou ser alterado. As mudanças vieram da necessidade de construir uma narrativa em que cada ação leva a uma reação, com os acontecimentos organizados em estrutura mais linear do que na vida real.
Eles citam como exemplo os cintilômetros cênicos, os equipamentos usados para identificar a radiação. Os produtores foram até o Cnen gravar o ruído emitido na presença de material radioativo — um som agonizante, dizem, mas que precisava ser fiel à realidade.
Já ao representar as dezenas de cientistas que ajudaram no enfrentamento da contaminação, preferiram tomar certa liberdade e mostrar um núcleo bem menor de personagens. O principal deles é o físico nuclear Márcio, interpretado por Massaro.
Márcio nasceu em Goiânia, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar e, por acaso, estava de volta à cidade natal para comemorar o aniversário do pai quando o acidente ocorreu — uma trajetória diferente da do físico Waldyr Muniz de Souza, que identificou a radiação ao ser acionado formalmente pelas autoridades.
Ao longo dos cinco episódios, é Márcio que traduz conceitos técnicos da física para os moradores da cidade — que acabam ocupando, de certa forma, o mesmo lugar do espectador. Para isso, diz Johnny Massaro, houve uma longa preparação.
“Quando fui fazer o teste, não sabia que a história era verdadeira. Tem pessoas que estudaram o caso na escola, mas tem quem nunca ouviu falar dele”, diz o ator, acrescentando que pôde ver “os toneis amarelos, radioativos, e as coisas que estavam na cidade, como placas de rua e objetos das vítimas”.
A maior parte das seis toneladas de materiais contaminados foi enterrada em um depósito em Abadia de Goiás, a 25 quilômetros de Goiânia, onde devem permanecer por 300 anos.
Algumas amostras, porém, foram preservadas para pesquisa no Ipen e no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, ligado à Universidade de São Paulo (USP).
Não é a primeira vez que Massaro leva às telas histórias reais. No ano passado, ele protagonizou “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, da HBO Max, sobre a crise da Aids no Brasil nos anos 1980.
Na série, interpretou um comissário de bordo que ajudava a contrabandear antirretrovirais dos Estados Unidos quando os medicamentos ainda não haviam sido aprovados no Brasil.
“Tudo o que a gente pode ouvir e ver compõe o que a gente vai levar para as telas. É claro que algumas coisas ficam no plano do consciente, você não está gravando e pensando na placa da rua com radiação que viu no laboratório, mas isso compõe tudo o que a gente entrega”, diz o ator.
Os comissários da Varig que ‘contrabandeavam’ remédios para ajudar pacientes com Aids
Personagens reais
A personagem Celeste, uma menina de seis anos que morre após ingerir o césio, é diretamente inspirada em Leide das Neves, e não na condensação de várias vítimas, como Márcio.
O mesmo vale para os catadores que encontraram o material e para o dono do ferro-velho que o comprou e acabou espalhando o pó pela cidade.
É verdade ainda que, como na série, houve protestos acalorados de moradores que não queriam que a menina fosse enterrada em Goiânia por temerem que seu corpo contaminasse o solo. Também são reais as disputas entre autoridades locais que, por motivos políticos, resistiam à ideia de que o material fosse enterrado em Goiás.
Os atores, no entanto, não tiveram contato com a mãe de Leide, Lourdes das Neves Ferreira, nem com outras vítimas — a maioria dos sobreviventes ainda vivem na região central de Goiânia ou no interior do estado.
Segundo os produtores, isso não foi necessário porque a equipe contou com pesquisadores que se basearam em entrevistas, reportagens, documentários e processos judiciais.
“É sempre um desafio escolher o que fica dentro e o que fica fora do roteiro, mas a gente procurou ser fiel na reconstituição dos fatos, tendo uma garantia de que, essencialmente, o que os especialistas falaram e o que aconteceu fosse contado. É um respeito pela memória das pessoas”, diz Fabiano.
Um alerta
Apesar de “Emergência Radioativa” reordenar acontecimentos para conferir dramaticidade à narrativa — processo conhecido como ficcionalização —, há elementos que guardam proximidade com a realidade.
Eles dizem respeito, principalmente, à forma como a sociedade reage a emergências de saúde pública como essa, tendo a pandemia de Covid-19 que surgiu em 2020 como exemplo.
Não é difícil traçar os paralelos: médicos confinaram os contaminados em um estádio de futebol e depois os transferiram para um hospital onde, a princípio, não podiam nem sequer usar o banheiro, para evitar a contaminação da rede de esgoto.
Ainda foi necessário evacuar quarteirões inteiros, sacrificar animais de estimação e demolir casas, o que despertou a fúria dos goianos. As autoridades pediam tempo para responder às dúvidas da imprensa e da população, mas poucos estavam dispostos a esperar, tirando conclusões precipitadas.
Nada disso soa distante a qualquer um que tenha vivido a pandemia. “A abordagem da série tem foco no resgate histórico e no aprendizado que ficou para o Brasil e para o mundo”, diz Caio, acrescentando que as medidas adotadas em Goiânia hoje são referência para o mundo todo.
“Talvez o componente mais importante da série seja mostrar pessoas que, embora pensassem diferente, tiveram que encontrar juntos uma solução para o problema. Sem isso, a tragédia poderia ter matado muito mais. Essas pessoas se respeitaram e encontraram um ponto de vista comum”, diz Fabiano.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jussara Silveira e Sylvia Patricia vibram e se afinam na pulsão poética da música de Waly Salomão porque a vida é sonho


Jussara Silveira (à esquerda) e Sylvia Patricia estreiam no Rio de Janeiro o show em que cantam a obra musical do poeta Waly Salomão (1943 – 2003)
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Balada de um vagabundo – A música de Waly Salomão
Artistas: Jussara Silveira e Sylvia Patricia
Data e local: 17 de março de 2026 no Manouche (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ “A vida é sonho, a vida é sonho, a vida é sonho…”. Reverberando o mote da obra mais famosa do poeta espanhol Calderón de la Barca (1600 – 1681), a voz de Waly Salomão (3 de setembro de 1943 – 5 de maio de 2003) ecoou no palco do clube Manouche, através de imagem projetada no telão, ao fim do show em que Jussara Silveira e Sylvia Patricia deram vozes à obra musical do poeta e compositor baiano, morto há 23 anos.
Dois anos após ter estreado em Salvador (BA), o show “Balada de um vagabundo – A música de Waly Salomão” (2024) chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 17 de março, realizando sonho da pequena plateia de amigos e admiradores das cantoras.
Artista multimídia de alma efervescente que legou cancioneiro composto com parceiros do naipe de Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jards Macalé (1943 – 2025), João Bosco e Lulu Santos, Waly Salomão teve a vida cheia de som e fúria poética.
Em cena, sob direção musical do guitarrista e arranjador Alex Mesquita, Jussara e Sylvia vibraram e se afinaram nessa pulsão poética que gerou músicas como “Vapor barato” (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), repetida pelas cantoras no bis, em levada de reggae que remeteu à gravação feita pelo grupo Rappa há 30 anos no álbum “Rappa mundi” (1996).
Antes, Jussara e Sylvia tinha cantado “Vapor barato” em clima evocativo do registro emblemático de Gal Costa (1945 – 2022) em 1971. Nesse número, foto cedida por Thereza Eugenia e estampada no telão mostrou Gal ao lado de Waly Salomão. A imagem marcou e fez todo o sentido em cena, pois as presenças de Gal Costa e Maria Bethânia pairaram no ar ao longo do show de pouco mais de uma hora porque Gal e Bethânia se impuseram como as principais intérpretes da obra musical do poeta.
Essa obra foi valorizada pelos arranjos tocados pela percussionista Lan Lanh (sempre uma presença especial em cena), pelo baixista Alexandre Vieira – evidenciado no suingue que bombeia “Memória da pele” (João Bosco e Waly Salomão, 1989) – e pelo supracitado guitarrista Alex Mesquita.
Desde a primeira música do show, “Negra melodia” (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), ficou evidente o balanço sedutor da banda de origem baiana, como sublinhou Jussara Silveira, também ela baiana de criação e espírito, ainda que nascida em município do interior do estado de Minas Gerais. Como Sylvia Patricia é legítima baiana nascida em Salvador (BA), estava todo mundo em casa.
A vibração das cantoras, a potência dos arranjos, a exibição das projeções (com imagens de Waly cedidas pelo filho do poeta, Omar Salomão) e o toque sempre azeitado da banda valorizaram o show, mas não disfarçaram o fato de que, às vezes, o compositor parceiro de Waly não acompanhou a pulsão do poeta na criação da melodia.
Exemplo foi “Dono do pedaço”, número que transcorreu sem poder de sedução pela música insípida de Gilberto Gil, gravada por Gil no álbum “Extra” (1983) – titulo da fase pop da discografia do cantor – e sintomaticamente nunca regravada desde então. Adriana Calcanhotto tampouco brilhou ao musicar postumamente versos de Waly na composição “Motivos reais banais” (2014).
Em contrapartida, Caetano Veloso e Jards Macalé quase sempre valorizaram musicalmente a poesia imagética de Waly Salomão. Da parceria de Waly com Macalé, fundamental na era da contracultura da década de 1970, Jussara e Sylvia cantaram “Mal secreto” (1970) em número que conciliou vibe roqueira e atmosfera bluesy.
No verso “Vejo o Rio de Janeiro”, as intérpretes abriram os braços em sincronia com a exibição da imagem do Cristo Redentor no telão. O gesto resultou significativo porque, embora baiano, foi no Rio de Janeiro (RJ) que Waly Salomão floresceu como poeta.
Dominante no roteiro, a parceria de Caetano Veloso com Waly Salomão rendeu números como “A voz de uma pessoa vitoriosa” (1978) e “Alteza”, solos de Sylvia Patricia e Jussara Silveira, respectivamente. “Cobra coral” (2000) se enroscou no ouvinte com as vozes das cantoras em uníssono. Já “Mel” (1979) derramou empatia, com o público fazendo coro com as artistas, enquanto o samba “Da gema” (1984) reluziu como pérola rara que precisa sair da ostra.
Também pouco conhecido, o rock “Grafitti” (1984) – composto por Caetano com versos da primeira letra assinada por Waly com Antonio Cicero (1945 – 2025), outro poeta relevante da música brasileira – se enquadrou com menor naturalidade na moldura do show “Balada de um vagabundo”, cuja música-título – lançada em 1985 no primeiro álbum solo de Cazuza (1958 – 1990) – foi outro exemplo de que nem sempre o parceiro de Waly (no caso, Roberto Frejat) acompanhou o ímpeto dos versos do poeta.
Lulu Santos foi bem mais certeiro e feliz ao musicar os versos de “Assaltaram a gramática” (1984), número de grande empatia com o público, assim como “Natureza humana” (1984), versão em português de “Human nature” (Steven Porcaro e John Bettis, 1982), um dos sucessos do álbum “Thriller” (1982), título blockbuster da discografia solo do cantor e compositor norte-americano Michael Jackson (1958 – 2009). Detalhe: “Natureza humana” é a única letra escrita por Waly com o irmão Jorge Salomão (1946 – 2020), também poeta e letrista.
Mesmo sem jamais ter se rendido ao tatibitate da música do mainstream, Waly Salomão também soube ser pop, ainda que os versos do poeta tenham encontrado em Caetano Veloso e em Jards Macalé a mais completa tradução musical longe da esfera pop. São essas duas parcerias musicais de Waly Salomão que nutrem o show de Jussara Silveira e Sylvia Patricia.
Na obra musical de Waly Salomão, a melodia do parceiro pode vez por outra até definhar, mas o pulso dos versos jamais fraqueja e é nessa pulsão que, cientes de que a vida é sonho e poesia, Jussara Silveira e Sylvia Patricia se agarram para manter a força do show.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: veja novo trailer do filme com Tom Holland e Zendaya; assista


‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: trailer do filme com Tom Holland e Zendaya
reprodução
O trailer do filme ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ foi divulgado nesta quarta-feira (18). Com estreia marcada para o dia 30 de julho, a produção será o 4º filme do personagem interpretado por Tom Holland.
‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: trailer do filme com Tom Holland e Zendaya
reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Ingressos do Lollapalooza de sexta-feira, dia de Sabrina Carpenter, estão esgotados


Sabrina Carpenter no clipe de ‘Feather’
Reprodução/YouTube
Os ingressos para o primeiro dia do Lollapalooza Brasil 2026, que terá a cantora Sabrina Carpenter como atração principal, estão esgotados.
A informação foi confirmada pela organização do festival na manhã desta quarta-feira (18).
O Lollapalooza acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de março.
Fenômeno pop e demanda
A cantora americana vive um dos melhores momentos da carreira após o sucesso dos álbuns “Short n’ Sweet” (2024) e “Man’s Best Friend” (2025).
A alta procura reflete o fenômeno da artista no streaming. No Brasil, faixas como “Espresso” e “Please Please Please” figuraram no topo das paradas por meses.
A última passagem de Sabrina Carpenter pelo país foi em 2023, como abertura da “The Eras Tour,” de Taylor Swift.
Lollapalooza 2026 tem Sabrina Carpenter, Chappell Roan, Tyler the Creator e Lorde entre headliners
Reprodução
Últimas chances
Para os fãs que não garantiram o ingresso de sexta-feira, ainda restam as opções das compras dos passaportes:
Lolla Pista Pass: Ingresso para os três dias de festival;
Lolla Comfort Pass: Área exclusiva para os três dias;
Lolla Lounge Pass: Área VIP para os três dias.
As vendas para o sábado e o domingo seguem abertas separadamente.
VEJA: Line-up completo do Lollapalooza 2026.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Tia Helena odiava Suzuki’: Primas de Anita Harley falam sobre repercussão de ‘O Testamento’


Primas de Anita Harley comentam repercussão de ‘O Testamento’. Veja entrevista.
Lançado em fevereiro deste ano, o documentário “O Testamento: O Segredo de Anita Harley” segue no topo dos títulos mais assistidos do Globoplay.
Mas para além do imbróglio jurídico, as primas de segundo grau da empresária, Juliana e Andréa Lundgren roubaram a cena.
Injetando um tom de “reality show” na série, a participação das irmãs virou meme, bordão e está sendo replicada por criadores de conteúdo e pelo público na internet.
O trecho de maior repercussão é quando elas reagem ao suposto consentimento da família para o romance entre Anita e Sônia Soares, a Suzuki.
“Tia Helena odiava Suzuki. Dizia que era uma golpista! Chamava ela de golpista”, disparam juntas, uma completando a outra.

Ao g1, as irmãs Lundgren falaram pela primeira vez sobre o susto da fama e os bastidores da série. Veja a entrevista completa abaixo.
Reação ao se ver na televisão
Gravado no final de 2025, o projeto deixou as irmãs apreensivas até o momento do lançamento. Em 23 de fevereiro, data da estreia, a dupla optou por assistir aos episódios de forma separada, cada uma em sua casa.
Andréa assistiu a apenas um capítulo por vez. Juliana “maratonou” todos em sequência. A reação inicial de ambas foi de timidez diante da exposição.
“Eu fiquei morrendo de vergonha”, afirma Juliana. “Pensei: ‘Meu Deus do céu, vão achar que a gente é maluca'”, diz Andréa.
Juliana e Andréa Lundgren, na série ‘O Testamento’
Reprodução: Globoplay
Pés no chão
O lançamento dos cinco episódios da série disparou a procura pela história da dupla, que passou a ser reconhecida em público. “Eu estava no caixa do mercado e escutei: ‘Tu é a que falava que a tia Helena odiava Suzuki, né?'”, relembra Juliana.
A repercussão também forçou algumas mudanças. Andréa, que mantinha um perfil privado no Instagram, abriu a conta para interagir com os novos seguidores. “Vou dormir às vezes duas, três horas da manhã, só respondendo as pessoas”, conta.
Hoje, as duas acumulam pouco menos de 10 mil seguidores na plataforma e já tiveram seus “bordões” replicados por criadores de conteúdo e personalidades da mídia, como o ator Lucas Leto.
O vídeo ultrapassa a marca de 200 mil visualizações.
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Mas apesar dos números, elas dizem não se deslumbrar com o alcance dos memes.
“Estamos adorando o carinho do público, mas não estamos ‘ababacadas’ com a fama”, afirmam.
O que fazem, onde moram
Fora das telas, as irmãs mantêm rotinas em cidades diferentes. Andréa, de 53 anos, é corretora de seguros e mora em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Já Juliana, de 45 anos, é formada em Enfermagem e vive em Olinda.
Apesar da ligação familiar, Andréa e Juliana esclarecem que não são herdeiras diretas de Anita Harley (quem elas chamam de tia, apesar de serem primas de segundo grau).
Irmãs, Andréa e Juliana são primas de segunda grau de Anita Harley
Reprodução: redes sociais
Ambas possuem participação nos lucros das Casas Pernambucanas como acionistas, mas a disputa judicial pelo patrimônio corre em paralelo à participação delas na série. “O que está em questão lá é a herança”, pontua Andréa.
A dupla possui ainda uma irmã mais velha, que mora no Rio de Janeiro desde os 16 anos e não aparece na produção.
Disputa bilionária: entenda o caso
Suzuki, Cristine Rodrigues e Anita Harley, cenas do documentário ‘O Testamento’
Globoplay
A série documental mergulha na disputa judicial pela curatela de Anita Harley, principal acionista das Casas Pernambucanas, com patrimônio estimado em R$ 2 bilhões. A empresária está em coma, em São Paulo, desde 2016.

O documentário apresenta dois lados centrais: de um, está Cristine Rodrigues, secretária de confiança indicada em testamento vital como responsável pelos cuidados de Anita.
Do outro, Sônia Soares, a Suzuki, funcionária que vivia na mansão e se apresenta como companheira da herdeira.
A trama jurídica se amplia com o pedido de reconhecimento de maternidade socioafetiva de Arthur, filho de Suzuki, que também pleiteia parte do espólio.
A série
‘O Testamento: O Segredo de Anita Harley’
Divulgação/Globoplay
A narrativa de “O Testamento” organiza a sucessão de reviravoltas judiciais em cinco partes, dedicadas a perfis específicos dos envolvidos no caso. Veja o resumo:
1º episódio (Ausência De Anita): a trajetória de Anita e de sua secretária
2º episódio (O Mistério De Suzuki): a versão de Suzuki sobre a história
3º episódio (Arthur, O Herdeiro Oculto): a versão de Arthur
4º episódio (Daniel, Um Estranho No Ninho): a versão de Daniel Silvestri, advogado de Suzuki que chegou à presidência das Pernambucanas
5º episódio (Guerra Dos Tronos): uma atualização sobre a situação atual do caso e os possíveis herdeiros.

Fonte: G1 Entretenimento

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Supergrupo do pop rock, Foto em Grupo diz que é ‘nepobaby de si mesmo’


Foto em Grupo (Pedro Calais, Ana Caetano, João Ferreira e Zani)
Livia Rodrigues
O line-up do Lollapalooza 2026 foi anunciado em agosto de 2025. Entre os artistas nacionais e internacionais aguardados, consta o nome “Foto em Grupo”… uma banda que, até então, ninguém conhecia.
Corta para esta semana, em que o festival acontece no Autódromo de Interlagos. Agora, o Foto em Grupo tem nomes, sobrenomes e álbum próprio. Na verdade, trata-se de Ana Caetano (metade do Anavitória), Pedro Calais (vocalista do Lagum), Zani (guitarrista do Lagum) e João Ferreira (guitarra e vocais na Daparte). Ainda se usa o termo “supergrupo”?
Pra quem já acompanhava os artistas, não é exatamente uma novidade. Eles já tinham colaborado, mas decidiram oficializar ainda mais a relação à moda musical: formando uma banda.
Até aí tudo normal. O diferente mesmo foi anunciar o grupo já no line-up de um grande festival. A ideia dividiu opiniões na internet, mas o grupo não vê problema em ter começado desse jeito.
“A galera fala como se a gente fosse sobrinho de alguém famoso, como se a gente fosse nepobaby, filho de dono de festival… A gente é nepobaby da gente mesmo”, diz Pedro.
No álbum homônimo, lançado em dezembro, a banda comprova esse parentesco “consigo mesmos”: há um pouco dos outros projetos deles, mas também há uma leve experimentação.
Eles variam quem comanda os vocais, com letras psicodélicas e arranjos que vão do pop rock viajado (“Toda esfera”) à MPB meio Tribalistas (“Eu te odeio”) e até um reggaezinho (“Fuga da culpa”).
Em entrevista ao g1, os membros do Foto em Grupo falam sobre a relação com esse projeto, com as outras bandas e como será o show do Lollapalooza. Eles se apresentam no sábado (21), às 15h50.
Não lhes falta ódio
Para os músicos, conhecidos por canções alto-astrais e tranquilas, o Foto em Grupo é uma tentativa de fugir do roteiro de sempre. “A gente tá falando muito de ódio no nosso show. Isso é uma coisa que eu acho que nem Anavitória, nem Lagum, nem Daparte falavam muito sobre”, brinca João.
Ana diz que é um trabalho bem diferente para ela, que costuma subir ao palco descalça, fazer harmonias vocais e cantar letras românticas.
“Sinto que meu corpo fica diferente tocando com os meninos do que eu já sou acostumada. Imagina, já toco há 10 anos, mas com a Vitória ali é tudo muito já do nosso jeito, aprendi fazendo. Eu sinto que com os meninos eu tô reaprendendo, tô tocando coisas que eu nunca toquei na minha vida”.
Foto em Grupo (Pedro Calais, João Ferreira, Ana Caetano e Zani)
Livia Rodrigues
A cantora diz que os outros lados dos integrantes estão aparecendo ao longo dos shows, como Pedro Calais, que está “ficando cada vez mais foda-se” e humorista. João concorda. “O show tem um quê de stand up comedy. Nosso show é engraçado, né? Pelo menos pra mim”.
Não à toa, para Ana, Pedro e João, que costumam assumir os vocais e os holofotes em seus respectivos projetos, sair do centro do palco foi bem-vindo.
Já para Zani é o contrário: pela primeira vez, ele assume o microfone, inclusive na faixa “Eu tenho medo”. “Tenho medo, mas tô perdendo”, brinca.
Começando do ‘zero’
João diz que o projeto era bem mais informal, mas a dinâmica mudou desde que o negócio ficou “sério”.
“Era uma grande brincadeira. Mas é natural que, à medida que a gente vai envolvendo outras pessoas, outros profissionais e aí você vai criando responsabilidade com outras relações que você vai tendo ali, vire um trabalho mesmo, uma empresa”.
Para membros de bandas consolidadas, pode ser desafiador ou até estranho tentar um novo projeto. Foto em Grupo não tem o mesmo número de ouvintes e pode não ter o mesmo público no Lolla que o Lagum ou a Anavitória tiveram. Eles não se frustram com isso.
“A gente tocou no Rio para 250 pessoas, em BH para 800… Eu gostei de poder retroceder em tamanho de público, sem arriscar o que eu já tenho. Se a Lagum ficasse menor do que ela já é, seria uma frustração muito grande, me deixaria muito triste. Mas ao mesmo tempo eu pude ter acesso ao princípio de uma banda, ao princípio de um projeto, sem me frustrar”, diz Pedro.
“Não é nem um pouco frustrante, não é um risco que a gente tá correndo. A gente tá iniciando um projeto. Vai ser menor do que seria se fosse Anavtória, Lagum ou Daparte, mas a gente tá curtindo viver esse momento de novo”.
Foto em Grupo fará show no Lollapalooza neste sábado
Reprodução/Instagram
Estreia no Lollapalooza
É bem atípico aparecer em um line-up desse porte antes da banda sequer ser conhecida. Mas para João, a ideia não é tão diferente de “Fulano encontra Ciclano” ou “Beltrano canta tal repertório”, formato comum em festivais.
Ana diz que “rolou uma caminhada” e o Foto em Grupo não surgiu “do nada” no festival: tocar no Lollapalooza era um dos seus sonhos profissionais, que ela realizou com o Anavitória só em 2023. O Lagum também passou pelo festival em 2022.
Ela diz que não viu muitas críticas nesse sentido. Já Calais acrescenta que viu vídeos acusando o grupo de ter um certo privilégio.
“A galera tá muito amargurada na internet, xingando sem saber o quê, sem saber o contexto. ‘Foto em Grupo manda esses caras se lascarem’. Pode botar aí!”, diz Pedro.
Apesar desse bafafá, o Foto em Grupo não deixou a estreia nos palcos para o Lolla. A banda vem de uma mini turnê, passando por Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Fortaleza e mais, justamente para garantir um entrosamento no festival.
Foto em Grupo fará show no Lollapalooza neste sábado
Divulgação
Na entrevista feita nesta terça (17), os músicos ainda não tinham definido repertório, mas garantiram que os shows anteriores já foram um trabalho de construção do Lolla.
Considerando os shows anteriores, eles podem acabar incluindo músicas dos outros projetos, incluindo parcerias prévias entre Anavitória, Lagum e João. E deram um spoiler: “Vai ter um percussionista a mais. Essa é a arma secreta aí que vai chegar”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Entre o Flamengo e o hip hop… quem é N.I.N.A, rapper carioca que vai se apresentar no Lollapalooza


Entre o Flamengo e o hip hop… quem é N.I.N.A, rapper que vai se apresentar no Lolla
Laces, unhas grandes, joias, maquiagem marcante e… camisa do Flamengo. Essa é a rapper carioca N.I.N.A, ou “Nina do Porte, a Bruta, a Braba, a Forte, mãe delas”, com ela se define brincando em entrevista ao g1.
N.I.N.A ganhou projeção com seu álbum de estreia, “P.E.L.E”, lançado em 2022, um dos primeiros discos de drill do Brasil. O drill é um subgênero do hip-hop de batidas mais aceleradas que ainda cava seu espaço por aqui.
Desde então, ela lançou seu segundo álbum de estúdio, “Para Todos os Garotos que já Mamei” (2023), inspirado por afrobeats e funk, com um manifesto sobre liberdade sexual. Em 2025, veio o EP “O Jogo Virou” (2025), muito influenciado pelo futebol e por seu amor pelo Flamengo.
“Sério, o Flamengo salvou a minha sanidade mental. Nos anos de 2023, 2024, 2025.”
Neste e em outros trabalhos, ela busca afirmar o espaço das mulheres dentro do futebol e das arquibancadas.
“É muito para mostrar que mulher entende sobre futebol. Mulher sabe também, compõe arquibancada, também faz parte de organizada. E tipo assim, eu preciso muito que a as mulheres se sintam inseridas nesse meio.”
Uma vez drill, sempre drill…
Anna Ferreira nasceu na Cidade Alta, na zona norte do Rio. Chegou a cursar filosofia na Universidade Federal Fluminense, mas trancou o curso para seguir as batidas aceleradas do drill e do grime.
Rapper N.I.N.A na sessão de fotos do seu EP ‘O Jogo Virou’
Divulgação / redes sociais
Sua paixão pela música nasceu da paixão pelo futebol. Fanática pelo Flamengo, N.I.N.A explica que o esporte está diretamente conectado às suas raízes.
“O futebol, sempre teve muito presente na minha família, entendeu? E Então isso é muito mais resgate de memória afetiva do que qualquer outra coisa para mim.”
Foi também por meio desse interesse pelo esporte que a rapper conheceu o drill, vertente que nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, e ganhou força no Reino Unido.
O gênero tem características que o diferenciam do boom bap — estilo mais tradicional do rap — e do trap, de batidas mais arrastadas. No drill, as batidas são mais aceleradas, geralmente entre 135 e 145 BPM.
As letras são menos romantizadas e com menos ostentação do que os versos do trap. No drill, aparecem temas como violência urbana, criminalidade e o futebol. Ela conheceu o estilo por meio da música “Thiago Silva”, dos rappers Dave e AJ Tracey, que homenageia o zagueiro brasileiro.
Antes cantar suas próprias histórias, N.I.N.A começou pesquisando cenas culturais e tocando em festas como DJ. Segundo ela, essa experiência foi fundamental para entender melhor o tempo das músicas e expandir seu repertório, que passa por outros estilos musicais.
Durante a faculdade, Anna chegou a matar aula para viajar a São Paulo e assistir à banda Foster The People no Lollapalooza.
A história dela com o festival ganhou um novo capítulo. Na edição de 2026 do festival, a artista está no line-up ao lado de uma de suas bandas favoritas.
“Eu estou muito feliz porque primeiro eu estou dividindo o line up com uma das minhas bandas favoritas que é Interpol. Eu sou louca por Interpol.”
Rap, favela e representatividade
capa do EP ‘O Jogo Virou’ de N.I.N.A
Redes Sociais / divulgação
N.I.N.A se consolidou como uma das vozes femininas mais importantes do rap nacional. Suas músicas buscam denunciar a realidade de quem vive nas favelas: a convivência com o crime, a falta de acesso a oportunidades e a perda de pessoas próximas.
Durante a entrevista, que aconteceu em um estúdio no centro de São Paulo, a rapper comentou sobre a diferença dos versos cantados por homens e mulheres no rap, no geral:
“Hoje, a gente vive numa sociedade que vende lifestyle. Falamos sobre autoestima, autocuidado… Quem fala sobre isso é mulher. Homem fala sobre poder aquisitivo, Eles falam que eles querem comer um monte de puta, estão gastando dinheiro a noite toda no rolé e dirigindo o carro imenso.”
Ela também tem uma visão crítica sobre a popularização do rap após 2020. Para ela, o crescimento do gênero ampliou o público, mas trouxe uma certa diluição de pautas importantes.
“Além de chegar no público jovem da periferia, também chegou naquela parte mais elitizada. E aí começa aquele movimento de higienização do rap. Querem ouvir uma garota de pele clara, quer uma garota que tenha traços finos…”
Para a rapper carioca, levar seu show ao palco do Lollapalooza representa um ciclo que começou anos atrás, quando a jovem Anna viajou a São Paulo para assistir à banda dona do hit “Pumped Up Kicks”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Breno é eliminado do ‘BBB 26’ com 58,96% da média dos votos


Breno é eliminado do BBB 26
Reprodução/TV Globo
Breno foi eliminado da 26ª edição do Big Brother Brasil no Paredão desta terça-feira (17). O brother deixou a casa após receber 58,96% da média dos votos.
‘BBB 26’: Quem são os participantes desta edição
Ele disputava a preferência do público com Ana Paula Renault e Leandro, que ficaram com 25,17% e 15,87% da média, respectivamente.
Confira, abaixo, todos os percentuais da votação do BBB 26:
Breno
Média: 58,96%
Voto Único: 54,08%
Voto Torcida: 70,33%
Ana Paula Renault
Média: 25,17%
Voto Único: 26,23%
Voto Torcida: 22,71%
Leandro
Média: 15,87%
Voto Único: 19,69%
Voto Torcida: 6,96%
“Como Nasce um BBB”: documentário desvenda bastidores do programa e mostra cenas que o público não conhece

Fonte: G1 Entretenimento