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Dia Mundial do Rock é dia de Serguei, artista que viveu a vida com o espírito alucinado e irreverente do rock’n’roll


Serguei (1933 – 2019) está imortalizado como a encarnação da rebeldia e irreverência do rock’n’roll
Reprodução / Capa do livro ‘As alucinações de Serguei’
♫ MEMÓRIA
♬ Se 13 de julho é o Dia Mundial do Rock, como sentencia o calendário do universo pop, hoje é dia de lembrar de Sérgio Augusto Bustamante (8 de novembro de 1933 – 7 de junho de 2019), o roqueiro carioca falecido aos 85 anos em Volta Redonda (RJ), há seis anos, e imortalizado com o nome artístico de Serguei.
Artista de aura lendária que entrou em cena há 60 anos, Serguei encarnou o espírito irreverente e alucinado desse tal de rock’n’roll. Deixou discografia esparsa, composta por dois álbuns e alguns singles avulsos lançados entre 1966 e 2009, com destaque para o álbum de 1991.
Contudo, se a obra do cantor foi pequena, é grande o folclore em torno da existência de Serguei, o roqueiro que andava por aí com uma camiseta onde se lia “Eu comi a Janis Joplin”.
Verdade? Serguei jurava que, sim, havia se relacionado sexualmente com a cantora norte-americana Janis Joplin (1943 – 1970), com quem ele de fato parece ter tido algum contato – pelo menos social… – em São Francisco (EUA) em 1967, três anos antes de reencontrar Janis no Brasil, precisamente na noite de Copacabana, em fevereiro de 1970 quando dava expediente como cantor em boate do bairro carioca.
Serguei viveu o trinômio sexo, drogas (em especial o LSD) e rock’n’roll, sem falar no álcool consumido em doses cavalares. Mais entertainer do que cantor, como ele mesmo admitia com sinceridade, Serguei sorveu a vida louca vida com o ardor de um garoto. Dizia não ter idade e tampouco sexo.
Antes de se dedicar ao rock, Serguei foi comissário de bordo, bancário, office-boy e ajudante de cozinha. Tentou em vão até uma carreira política na cidade fluminense de Saquarema (RJ), onde viveu durante décadas, mas nunca se elegeu vereador. Em essência, o que Serguei se tornou foi mesmo uma lenda do rock, insistindo na juventude e vivendo fora da convenções sociais com a liberdade possível em um mundo cerceador.
Por isso, Serguei vive na memória como o símbolo da rebeldia atribuída ao rock. Serguei foi mais roqueiro do que muito roqueiro controlado pelo sistema. Então todo 13 de julho é dia de Serguei!

Fonte: G1 Entretenimento

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Wai Ching Ho, atriz de ‘Demolidor’, morre aos 82 anos


Wai Ching Ho, atriz de ‘Demolidor’ e ‘Punho de Ferro’, morre aos 82 anos
Divulgação
Wai Ching Ho, conhecida por seus trabalhos no universo cinematográfico da Marvel, morreu aos 82 anos.
A morte da atriz foi confirmada pela família ao Hollywood Reporter. Eles não informaram a causa.
“Sua família é profundamente grata pela incrível demonstração de amor e apoio, bem como pelas muitas mensagens e lembranças lindas que as pessoas compartilharam sobre a nossa querida Wai. Saber o quanto ela significava para tantas pessoas nos traz conforto neste momento difícil”, informou a família em comunicado.
Nascida em Hong Kong, Wai Ching Ho estudou atuação na Academia Americana de Artes Dramáticas em Nova York.
Ao longo da carreira, Wai Ching Ho participou em dezenas de filmes e destacou como a poderosa chefe do crime Madame Gao em Demolidor (2015). Ela ainda retornou com a personagem em Punho de Ferro (2017) e Os Defensores (2017).
Em seu currículo, a atriz ainda deu voz a avó Wu da animação “Red: Crescer é uma Fera”.

Fonte: G1 Entretenimento

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João Bosco chega aos 80 anos como baobá que se nutre da casca de violão que abarca um mundo sem fronteiras


João Bosco completa 80 anos nesta segunda-feira, 13 de julho
Victor Correa / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ João Bosco chega hoje aos 80 anos como um baobá majestoso e solitário alicerçado no solo fértil em que brota a música rotulada como MPB.
Mineiro de Ponte Nova (MG), nascido em 13 de julho de 1946, João Bosco de Freitas Mucci vira octogenário com o prestígio e a musicalidade nas alturas. O amigo violão, tradutor da musicalidade assombrosa do artista, segue ao lado de Bosco. É dentro da casca desse violão que vive a cabeça musicalmente fervilhante de um cantor, compositor e instrumentista genial, dono de universo particular, inalcançável para quem está de fora.
Do violão, Bosco extrapola a nação onde a cuíca ronca de fome e vislumbra um mundo que, das Geraes, o transporta para o som das Arábias – não fosse ele filho de pai libanês – com escalas permanentes no Rio de Janeiro (RJ) do samba e da bossa nova (que também é samba…), no Caribe dos boleros das paixões falsamente brilhantes e na África que pariu a música do mundo e, por tabela, a cantora fluminense Clementina de Jesus (1901 – 1987).
Tudo isso está no cancioneiro de João Bosco, amalgamado com a tal influência do jazz, este mais perceptível nos improvisos dos shows e sobretudo nos álbuns gravados com orquestras europeias, caso do recente “Horda” (2026), lançado em 3 de julho.
Os caminhos trilhados por João Bosco foram inusitados como a arquitetura de “Agnus sei”, música que apresentou o artista ao Brasil em 1972. Antes, na pré-história, Bosco firmara em 1967 na Ouro Preto (MG) natal uma parceria com o então já estabelecido Vinicius de Moraes (1913 – 1980), poeta da bossa que também impactou Bosco em 1958 no violão revolucionário de outro João.
No entanto, os sambas de juventude compostos por Bosco e letrados por Vinicius resistem como títulos meramente curiosos de cancioneiro que ganhou vulto a partir do encontro definidor do mineiro com o bardo carioca Aldir Blanc (2 de setembro de 1946 – 4 de maio de 2020), letrista de sintaxe singular na MPB que também se tornaria octogenário em 2026 se não tivesse saído de cena há seis anos.
Com os versos precisos e surpreendentes de Aldir, a música de Bosco se tornou a crônica aguçada das mazelas sociais do Brasil urbano dos anos 1970. Aldir pôs João de frente pro crime cometido nas esquinas, mas sem perder a ternura diante da dureza da vida da legião de deserdados dos subúrbios do país retratado pela dupla a partir da janela para o cotidiano carioca.
Cantora antenada, Elis Regina (1945 – 1982) logo captou os sinais da inventividade da parceria e se tornou a intérprete da dupla sem anular o canto de João Bosco, enfim abraçado pelo povo a partir do segundo álbum, “Caça à raposa” (1975), ao qual se seguiram petardos como os álbuns “Galos de briga” (1976), “Tiro de misericórdia” (1977), “Linha de passe” (1980), “Bandalhismo” (1980), “Essa é a sua vida” (1981) e “Comissão de frente” (1982), todos calcados na simbiose de Bosco com o bardo.
A parceria com Aldir Blanc se diluiu em meados dos anos 1980. Mais tarde, após Bosco firmar parcerias ocasionais com José Carlos Capinan (letrista de “Papel machê”, canção-hit de 1984 que teve como inspiração as esculturas de Ângela Bosco, musa da música de Bosco), Waly Salomão (1943 – 2003) e Antonio Cicero (1945 – 2024), o compositor encontrou no filho Francisco Bosco o parceiro com quem se afinou e expandiu cancioneiro que, como toda a MPB, foi escanteada para nichos do mercado, perdendo a popularidade de outrora por manter requinte que reduz a quantidade de ouvintes em nação hoje mais refratária a qualquer música que recuse a estrutura harmonicamente simplista do balaio pop do mainstream.
Com Francisco Bosco, João construiu obra que, em curto tempo, alcançou a mesma estatura poética da parceria de Aldir Blanc, mas sem o alcance das músicas dos anos 1970 e 1980 pela referidas questões mercadológicas.
Artista que sabe interagir com uma orquestra, mas que se basta ao violão, instrumento que no toque dele adquire o status de uma orquestra, João Bosco segue firme como o baobá solitário no terreno arenoso da música brasileira do século XXI, sempre guiado pelo violão por vezes percussivo – instrumento que lhe dá meios para exercitar e expor a sofisticação de uma música feita em zona sem fronteiras – em sintonia com o canto onomatopaico, o gagabirô que ecoa livre como um jazz.
No corrente século XXI, João Bosco tem oferecido pérolas para poucos, mas poucos que também são muitos em uma nação de dimensão continental como o Brasil, terra fértil que sustenta esse nobre baobá isolado (mas em comunhão com amigos novos e antigos, como os reunidos no álbum de duetos que lançará em duas partes ao longo deste semestre). Um baobá que se alimenta da nutritiva casca de um violão que lhe abre as portas da percepção para a música do mundo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rihanna e Beyoncé fazem aparições surpresa em shows de Jay-Z


Rihanna e Beyoncé surpreendem público em show de Jay-Z
Reprodução/Instagram
Jay-Z conseguiu surpreender a plateia com as participações especiais de seus três shows em Nova York. Para comemorar os 25 e 30 anos de seus álbuns seminais “The Blueprint” e “Reasonable Doubt”, respectivamente, o rapper levou Rihanna e Beyoncé ao palco.
A cantora Rihanna fez uma aparição surpresa neste domingo (12), apresentando seus sucessos “B*tch Better Have My Money” e “Run This Town” em um dos momentos mais marcantes da noite. Segundo a revista “Variety”, após anos longe dos palcos, ela declarou que “sentia falta disso”.
A última noite de apresentações também contou com a participação de Beyoncé, que interpretou “Drunk in Love”. A cantora já havia dividido o palco com o marido na sexta-feira (11), quando cantou “Can’t Knock the Hustle”. Até Blue Ivy Carter participou da celebração, tocando piano em uma versão de “Feelin’ It”.
Usher, Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Clipse, Teyana Taylor, Swizz Beatz, Jeezy, Fat Joe, Jadakiss e The-Dream completaram a lista de convidados especiais dos shows do rapper.

Fonte: G1 Entretenimento

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Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual com música para o filho: ‘Vou poder mostrar pra ele’


Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual e dedica música ao filho
Grávida de 8 meses, Lauana Prado diz que as “realizações pessoais e profissionais estão convergindo”. Depois de se casar com a companheira Tati Dias, ela gravou nesta quarta (8) o projeto “Cantos da Casa”, com canções gravadas em um clima intimista.
O repertório tem bons modões, do jeito que a cantora gosta… e uma música especial, “Dom”, que leva o nome do filho dela.
“É um registro histórico que vai permear a minha vida por anos e vou poder mostrar para [o meu filho]”, disse ao g1.
“‘Dom’ é uma música que ia nascer de qualquer forma. No momento em que eu descobri que eu tava grávida, eu queria muito já registrar musicalmente uma declaração sobre como isso tem sido para mim. Acho que ‘Dom’ fala muito sobre isso e não deixa tão literal o amor materno, mas ele traduz de maneira muito real o que eu tenho vivido diante da minha gestação”.
Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual ‘Cantos da Casa’
Divulgação/Leo Nogueira
‘Sou muito enérgica’, diz cantora
De licença-maternidade, Lauana já pausou a agenda de shows, mas segue disposta a realizar seus projetos enquanto for possível.
“Teve um show que, infelizmente, eu não consegui cumprir por conta de logística. Mas fora isso, fiz todos os shows, todos os meus compromissos de imprensa, meus trabalhos dentro do escritório também como gestora, tendo muitas coisas para resolver. No geral, eu tô tendo uma gestação muito abençoada, não posso reclamar”.
Para o audiovisual, ela conta que não precisou fazer muitas adaptações. “O repertório é um pouco menor, pra poupar um pouco fisicamente porque de fato me demanda bastante. Mas no geral eu sou muito disposta, sou muito enérgica, fico muito disponível para o projeto acontecer”.
“Agora é focar no descanso mesmo, no repouso, na alimentação”, finaliza.
Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual ‘Cantos da Casa’
Divulgação/JC

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre aos 78 anos o ator Sam Neill, de ‘Jurassic Park’


Sam Neill
Divulgação
O ator neozelandês Sam Neill, conhecido pelo filme “Jurassic Park”, morreu nesta segunda-feira (13). A informação foi confirmada por sua família em um comunicado.
Recentemente, ele havia informado que estava recuperado de um câncer após cinco anos de tratamento. Segundo ele, a remissão foi possível graças a uma terapia genética que modificou seu sistema imunológico.
Em 2023, Neill escreveu em seu livro de memórias que estava “possivelmente morrendo” após ser diagnosticado com linfoma não Hodgkin em estágio três.
Em entrevista exibida no fim de semana pelo Canal 7 da Austrália, o ator contou que conviveu com a doença por cinco anos e que o tratamento com quimioterapia deixou de fazer efeito. “Eu estava desorientado e parecia que estava de saída, o que obviamente não era o ideal”, afirmou.
Neill passou então por uma terapia conhecida como CAR-T, que utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório, para atacar o câncer. “Acabei de fazer uma tomografia e não tenho câncer. É algo extraordinário”, disse.
O ator também pediu que governos federais e estaduais da Austrália ampliem o financiamento desse tipo de tratamento para pacientes com a doença no país.
Com carreira iniciada nos anos 1970, Sam Neill tinha dezenas de trabalhos no cinema e na TV, incluindo a série “Peaky Blinders” e o filme “O Piano”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Consagração de Liniker na turnê ‘Bye bye Caju’ mostra que é possível ser popstar e seguir a própria cartilha


Liniker em imagem luminosa da estreia da turnê ‘Bye bye Caju’ no estádio paulistano Nubank Parque na noite de ontem, 11 de julho
Rony Hernandes / Divulgação 30e e b+ca
♫ ANÁLISE
♬ Somente cinco anos se passaram entre o lançamento em 9 de setembro de 2021 do primeiro álbum solo de Liniker, “Índigo borboleta anil”, e a estreia da turnê da cantora por estádios e arenas do Brasil para encerrar o ciclo consagrador do segundo álbum solo da artista paulista, “Caju” (2024).
Na noite de ontem, 11 de julho de 2026, Liniker lotou o estádio Nubank Parque, na cidade de São Paulo (SP), na primeira apresentação da turnê “Bye bye Caju”, estreando – para público estimado em 48 mil pessoas – show em esquema de superprodução com telões de LED, bailarinos, big band e vários figurinos.
Não vi o show por morar no Rio de Janeiro (RJ), mas entendo que a simples realização dessa turnê grandiosa já simboliza um feito e tanto de Liniker. Por mais que a cantora conte com a estrutura de uma produtora habituada a orquestrar grandes turnês, caso da 30e, a escalada da artista nos últimos cinco anos mostra que é possível ascender no universo pop com independência artística, sem ficar sob o domínio de uma grande gravadora e sem seguir fórmulas alheias.
Ao longo de dez anos, se contabilizada a pré-história da cantora como vocalista e frontwoman do grupo Caramelows, Liniker tem sido fiel a si mesma, construindo base sólida e crescente de admiradores com ênfase somente na música que escolheu fazer, apostando no próprio som e, no caso de “Caju”, em álbum que, embora tenha músicas de pegada mais pop, também apresentou faixas que ultrapassavam os sete minutos.
Ou seja, Liniker seguiu a própria cartilha, atenta aos sinais emitidos pelo primeiro álbum solo. “Índigo borboleta anil” pode não ter virado fenômeno de massa, mas já mobilizou e ampliou o público da artista, preparando o terreno para “Caju” chegar três anos depois, precisamente em 19 de agosto de 2024.
E o resto foi uma história de números e feitos superlativos. Com mix orquestral de R&B, soul, pagode e pop, “Caju” já acumula 350 milhões de reproduções, abocanhou prêmios importantes (como o Grammy Latino) e fez de Liniker uma popstar. Parece muito, e é mesmo, sobretudo para uma artista que acumulou tanto sem pertencer a segmentos do mainstream como o sertanejo, o funk, o forró e o pagode.
Liniker pavimentou o próprio caminho e se despede da era “Caju” com uma consagração nacional que parecia distante e até improvável quando, há dez anos, a artista despontou no grupo Caramelows.
Liniker encerra o ciclo vitorioso do segundo álbum solo com turnê por arenas e estádios do Brasil
Rony Hernandes / Divulgação 30e e b+ca

Fonte: G1 Entretenimento

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Gustavo Mioto lança balada country em inglês que integra o primeiro álbum internacional do cantor sertanejo


Gustavo Mioto lança o single ‘Drunk side’, composto e gravado durante temporada do artista em Nashville (EUA), capital da música country
Reprodução / Facebook Gustavo Mioto
♫ NOTÍCIA
♬ O lançamento do single com a balada country “Drunk side”, composta e cantada em inglês por Gustavo Mioto, representa mais um investimento do cantor e compositor sertanejo na carreira internacional.
“Drunk side” chegou ao mundo na quarta-feira, 8 de julho, em gravação que emana certa energia roqueira na produção musical orquestrada por Seth Mosley em Nashville (EUA), capital da música country norte-americana. Seth Mosley é creditado como um dos compositores de “Drunk side” em parceria com Beau Bailey e o próprio Gustavo Mioto.
Escolhida para ser o tema oficial da 71º Festa do Peão de Barretos, programada para acontecer de 20 a 30 de agosto, a música “Drunk side” surgiu na recente temporada passada pelo artista paulista em Nashville (EUA) para dar forma a um álbum em inglês, formatado com compositores e produtores da cena country norte-americana.
A primeira amostra do álbum internacional de Mioto foi apresentada em 9 de abril. Trata-se do single “Last goodbye”, gravado com produção musical de Andrew Capra, parceiro de Mioto na canção, de autoria também creditada a Josh Dorr, James Slater e Giana.
Tanto “Last goodbye” quanto “Drunk side” são gravações embaladas com a estética pop country e com poucos resquícios do universo sertanejo brasileiro que revelou Gustavo Mioto.
Capa do single ‘Drunk side’, de Gustavo Mioto
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Mateus Aleluia canta a nobreza do amor em transcendental show solo no Rio


Mateus Aleluia faz show solo de voz e violão no Teatro Nelson Rodrigues, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), na noite de hoje, sábado, 11 de julho
Rodrigo Goffredo
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Vivi hoje à noite a experiência de ver um show solo de Mateus Aleluia. Falo em “experiência” porque, para usufruir inteiramente de uma apresentação desse cantor baiano de 82 anos, é preciso desligar o relógio do tempo das urgências cotidianas para entrar no tempo sereno do artista, divindade encarnada, espécie de preto velho que baixa em cena com alta carga de ancestralidade.
“O canto fala tudo o que sentimos sem contornos. É uma linguagem espiritual. Falamos de dentro”, ressaltou o integrante mais famoso do grupo Os Tincoãs ao público que lotou o Teatro Nelson Rodrigues na noite deste sábado, 11 de julho, para ver a estreia carioca da turnê de Seu Mateus – como o chamam – pelos palcos da Caixa Cultural (há uma segunda apresentação na cidade do Rio de Janeiro agendada para amanhã, domingo, 12 de julho, mas os ingressos já estão esgotados).
Mateus Aleluia tem presença bissexta em palcos cariocas. A última vez que o cantor fez show na cidade foi em 2017, há nove anos. Mas tive o privilégio de assistir recentemente a um show de Aleluia em Salvador (BA), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Nessa apresentação baiana de novembro de 2025, a Orquestra Afrosinfônica – sob regência do maestro Ubiratan Marques – dividia a cena com Aleluia.
Hoje, no palco do Teatro Nelson Rodrigues, eram somente a voz, o violão e a imensidão da alma de uma entidade cuja voz grave e profunda puxou o fio da memória ancestral nas canções do roteiro autoral aberto com “Homem! O animal que fala” (2009). Enquanto via o show, pensei que Mateus Aleluia é, também ele, um Buda Nagô como Gilberto Gil qualificou Dorival Caymmi (1914 – 2008) em música de 1992.
Em essência, enquanto revolve memórias afetivas da rica vivência na África e na cidade natal de Cachoeira (BA), Mateus Aleluia canta a nobreza do amor. E esse canto que vem de dentro traz paz e serenidade, harmonizando o espírito. Sim, é preciso crer em algo mais além do mundo físico para entender a dimensão do canto desse orixá vivo.
É que há muito de transcendental no canto e na gênese de músicas como “Sonhos cor de criola” e “Filho de rei”, ambas do álbum “Fogueira doce” (2020), cuja música-título encerrou a apresentação, arrematada sem bis. “Eu vi Obatalá”, proclama Mateus Aleluia no verso-título da composição de 2017. E quem há de duvidar que ele viu mesmo?
O maior sucesso dos Tincoãs, “Cordeiro de Nanã” (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977), veio entremeado com um lamento em forma de fala. É que o canto de Mateus Aleluia também carrega as dores do povo negro através dos séculos. Mas ameniza essas dores com a sabedoria dos que encontraram a paz de espírito e dos que extraem na música o alimento para a alma.
No fim do show, o artista agradeceu o público e disse que estava “abastecido”. A rigor, foi ele, o artista, quem abasteceu o público com uma música capaz de alimentar a alma e emanar boas vibrações, serenando quem for capaz de se entregar à experiência de ver um show solo de Mateus Aleluia. Eu fui.
Mateus Aleluia emana alta carga de ancestralidade através do canto grave e profundo
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Álbum que pôs o pianista Sergio Mendes no mapa-múndi do pop é reeditado em LP 60 anos após o lançamento em 1966


Imagem promocional da reedição em LP do álbum ‘Herb Alpert presents Sergio Mendes & Brasil’66’, lançado em 1966
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♫ NOTÍCIA
♬ Quando o pianista, compositor e arranjador fluminense Sergio Mendes (11 de fevereiro de 1941 – 5 de setembro de 2024) morreu aos 83 anos em Los Angeles (EUA), há quase dois anos, os obituários do artista niteroiense destacaram a explosão mundial de Mendes em 1966.
O estouro foi com o álbum “Herb Alpert presents Sergio Mendes & Brasil’66”, lançado em 1966 pela gravadora A&M Records com um som exuberante e geralmente extrovertido que contagiou ouvidos estrangeiros.
Com este disco, o pianista pôs um molho próprio na bossa brasileira e a representou aos Estados Unidos – e consequentemente a todo o universo pop ocidental – dois anos após o estouro de “Garota de Ipanema” nos EUA em 1964 na voz da cantora Astrud Gilberto (1940 – 2023) em gravação feita para o antológico álbum do saxofonista de jazz Stan Getz (1927 – 1991) com João Gilberto (1931 – 2019).
Com o conjunto Brasil’66, Sergio Mendes deu um toque latino ao balanço nacional e seduziu o povo norte-americano em álbum que teve como estopim a gravação de “Mas que nada”, o samba que apresentara o autor Jorge Ben ao Brasil em 1963. Desde então, o som global de Sergio Mendes se tornou a mais completa tradução da bossa brasileira para os ouvidos gringos, inclusive na Europa e no Japão.
A reedição em LP do álbum “Herb Alpert presents Sergio Mendes & Brasil’66” – com vinil fabricado na cor verde em consonância com a imagem tropical da capa – celebra os 60 anos do álbum que pôs definitivamente o nome do pianista Sergio Mendes no mapa-múndi do pop dois anos após o músico brasileiro ter se estabelecido nos Estados Unidos em 1964.
Com o piano de Mendes, a bateria do ritmista carioca João Palma (1943 – 2016), o baixo do norte-americano Bob Matthews (1935 – 2022) e a percussão de José Soares, além da voz da cantora norte-americana Lani Hall, o conjunto Brasil’66 ambientou Beatles (“Day tripper”) na atmosfera do jazz latino e repaginou em tons expansivos músicas como “O pato” (Jayme Silva e Neuza Teixeira, 1960), “Samba de uma nota só” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959, na versão em inglês “One note samba”) e “Água de beber” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1961).
Sem falar na pérola “Tim dom dom” (João Mello e Clodoaldo Brito, o Codó da Bahia ), música lançada em 1962 por João Donato (1934 – 2023) no álbum “Muito à vontade” e rebobinada no ano seguinte por Jorge Ben no mesmo álbum “Samba esquema novo” (1963) em que Sergio Mendes pescou o samba “Mas que nada”, alavanca do LP de 1966 que se tornou um marco da música brasileira no mundo e que ora volta ao formato físico original no embalo da revalorização do vinil.

Fonte: G1 Entretenimento