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‘O Convite’ é divertido, caótico e embriagante, como um bom jantar deve ser; g1 já viu


‘O Convite’ mostra um jantar entre um casal em crise (Olivia Wilde e Seth Rogen) e seus vizinhos liberais (Penélope Cruz e Edward Norton)
Divulgação
Há situações sociais que são um filme de comédia, enquanto outras são drama e suspense. “O Convite” parte do pressuposto de que alguns jantares são tudo isso ao mesmo tempo.
O filme, que estreia no dia 9 de junho nos cinemas brasileiros, é uma adaptação do filme espanhol “Sentimental” (2020). Nesta versão, mostra Angela (Olivia Wilde, que também assina a direção) e Joe (Seth Rogen), um casal em um relacionamento falido, em um jantar com seus vizinhos liberais (Piña e Hawk, interpretados por Penélope Cruz e Edward Norton) — e, ao que tudo indica, muito bem resolvidos sexualmente.
“Nós adoramos tensão”, diz Hawk ao ser recebido pelo casal anfitrião, como uma piscadela aos espectadores. Porque daí em frente, a tensão vira… mais tensão (social? sexual?), algumas piadas, chororô e diálogos frenéticos.
Os atores estão ótimos aqui, muito bem escalados em seus respectivos papéis. Na verdade, estão tão confortáveis nos personagens que, em muitos momentos, parecem estar improvisando.
Penélope e Edward se deleitam nos papéis dos vizinhos excêntricos, enquanto Olivia e Seth interpretam perfeitamente uma neurótica e um deprimido sarcástico. (Não estranhe se, do pôster aos diálogos, você se lembrar um pouco das comedinhas de Woody Allen.)
Penélope Cruz (Piña) e Olivia Wilde (Angela) em ‘O Convite’
Reprodução
Esse é um filme que se passa essencialmente dentro de uma casa, ou seja, não há muitos recursos temporais, mudanças de cenário ou efeitos para entreter o espectador. Fica quase tudo por conta do roteiro de Will McCormack e Rashida Jones, que carrega a trama nas costas e — na maior parte das vezes — o faz com naturalidade.
A direção de Wilde também conduz bem as dinâmicas entre os personagens, que se atraem e se repelem ao longo da noite. Você se vê inserido em um jantar muitas vezes intenso, que raramente perde o ritmo e te mantém curioso até o fim.
Não é tanto o desfecho que atrai, mas como as interações se desenrolam: eles vão brigar mais? O que os imprevisíveis vizinhos vão falar em seguida? Tá rolando um clima aqui? Com o auxílio da presente trilha de Dev Hynes (Blood Orange), composta principalmente de cordas de violoncelo, até as falas mais “comuns” ganham tons de suspense.
Divertido, só não tão profundo
“O Convite” dosa bem a palhaçada e evita ficar caricato (e consegue em boa parte, exceto por algumas cenas ali no finalzinho). Mas apesar de ser eficaz na comédia, não é tão forte quando tenta ser mais profundo.
Há uma delicadeza do roteiro ao falar sobre relacionamentos, casamento e a culpa que cada um tem nessa equação. Só fica um pouco difícil se conectar com os personagens — até porque, em boa parte do filme, a graça é eles serem meio chatos. (O personagem de Seth Rogen especialmente.)
Edward Norton (Hawk) e Penélope Cruz (Piña) em ‘O Jantar’
Reprodução/YouTube
Além disso, da metade para o fim, o longa acaba tomando caminhos um pouco previsíveis e é menos ousado do que promete. Mas por outro lado, ainda tem um pouco para todo mundo se identificar.
Esses são detalhes, claro. Porque para quem quer uma comédia que acerta no ponto, “O Convite” é uma boa pedida. O filme é como um bom jantar deve ser: divertido, caótico e um pouco embriagante.

Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Emicida compara Racionais a Pelé, critica rappers conservadores e lamenta exposição da vida pessoal


Emicida compara Racionais a Pelé e lamenta exposição da vida pessoal
Em dezembro de 2025, Emicida voltou aos noticiários com um novo álbum, “Mesmas Cores e Mesmos Valores”, que faz uma homenagem ao Racionais MCs e ao álbum do grupo paulistano “Cores e Valores”, lançado em 2014.
No entanto, nos meses anteriores daquele ano, o rapper viveu momentos “horríveis”, como ele mesmo definiu, com a morte da sua mãe, dona Jacira, e o litígio judicial com seu irmão, Evandro Fióti, por conta da empresa Laboratório Fantasma. Muito reservado, Emicida viu sua vida pessoal exposta.
Porém, a celebração ao trabalho dos seus ídolos foi mais que um refúgio para o cantor. Serviu para a afirmação da sua própria qualidade como artista e para colocar o Racionais no que considera o seu devido lugar.
Ice Blue, KL Jay, Emicida, Mano Brown, DJ Nyack e Edi Rock
Jef Delgado/Divulgação
Em entrevista ao Podpah, o próprio Emicida classificou como “polêmico” colocar o Racionais como maior grupo de rap da história.
Mas por que, se o Brasil consome tanto rap, colocar o maior grupo do gênero entre os grandes da música deixa as pessoas com receio desse tipo de afirmação?
“Não é o paralelo em si, mas o tamanho da tensão que ele provoca. Quando você elogia o Racionais nesse lugar, não é que está fora de propósito. É tipo olhar um gol de barriga e olhar um gol do Pelé.”
“O tamanho do Racionais é o tamanho do Pelé, o tamanho do Pixinguinha, o tamanho da Nise da Silveira. Racionais precisa ser entendido dentro dessa chave.”
Ao g1, o rapper explicou como avalia a recepção do seu álbum, seis meses após o lançamento, com tantas referências incluídas e uma turnê que, neste fim de semana, passará por Curitiba (27/06) e Porto Alegre (04/07), como preparou seu show e como enxerga a relação do rap com uma parcela do conservadorismo brasileiro.
Capa do disco ‘Emicida Racional VL.2: Mesmas Cores & Mesmos valores’
Créditos: Walter Firmo/Cecropia
Confira a entrevista completa abaixo:
g1: “Cores e Valores”, do Racionais, completou uma década e até hoje se discute se o álbum foi entendido na sua plenitude. O seu novo trabalho tem seis meses, e imagino que ele ainda esteja “em construção” nesse quesito. Como você vê a aceitação do público?
Emicida: Eu fico muito feliz com a qualidade intelectual que os fãs me trazem de volta. A forma como o disco foi absorvido gerou uma experiência muito íntima porque ele tem essa dor e essa luz desenhadas de formas muito sensíveis. Para algumas pessoas, por exemplo, foi e é um disco difícil de ouvir. É louco isso, né?
E isso não sendo entendido como um problema a ser solucionado. Mas, como emocionalmente ele abre tanta coisa que, para não articular em qualquer momento, as pessoas preferem ouvi-lo sozinho, de quebradinha.
g1: Tem alguma mensagem específica que está nesse álbum que você acha que a galera ainda não acessou e você queria que entendessem melhor?
Emicida: Mano, tem muita coisa. Tem um universo muito grande de coisas ali para serem compreendidas. Mas eu acho que não é necessariamente o que elas acessaram ou não acessaram. É a tensão que um artista consegue estabelecer entre a comunidade que acompanha a obra dele.
Esse é um disco que vai ter novidade pelos próximos 100 anos. Te digo com absoluta tranquilidade. Quando as pessoas encontrarem dona Edith do Prato [percussionista brasileira] lá dentro, elas vão ficar: “Meu Deus”, sabe?
Emicida: “É um disco difícil de ouvir”
g1: E esse também é um álbum muito imagético. Você já lançou clipe, lyric video… Você pensa em lançar mais coisas? Como está sua relação de produção imagética?
Emicida: A gente captou tudo da produção. Estamos começando a estruturar um documentário agora. A gente tem um material muito rico na mão e, por si só, o material das gravações já é bem emocionante. E a gente quer começar a ter uma presença mais cadenciada nas mídias sociais.
Eu sou um cara que usa as redes sociais de uma forma muito rarefeita, parça. Eu preciso me tornar um criador de conteúdo melhor – é o que meus amigos dizem. Todo mundo fala: “Mano, você tinha que explicar isso aí, as pessoas não vão alcançar isso aí sozinhas, cara”.
g1: Você disse achar polêmico que “Racionais é o maior grupo de rap da história” e, por esses dias, o curador musical Lúcio Ribeiro também afirmou que “Sobrevivendo no Inferno” é o maior álbum em língua portuguesa do país. Você acha que essas frases só são “polêmicas” pelas referências a um grupo de rap? Se o rap no Brasil mobiliza massas, vira leitura obrigatória em vestibular e etc., não deveria ser um absurdo falar do Racionais dentro dessa perspectiva, certo?
Emicida: Certo, mano, mas a questão é a seguinte: não é o paralelo em si, mas o tamanho de tensão que ele provoca. Então, nesse sentido, um elogio como esse é um problema parecido com o que talvez a arqueologia brasileira enfrenta. Quando você vai para fora do Brasil, tem um monte de programas de TV mostrando escavações e dizendo: “olha aqui a nossa história”. É uma forma de se conectar com o passado e manter suas culturas e tradições vivas. A arqueologia do Brasil tem um paradoxo: em muitas partes do país, o que está enterrado não condiz com o que está escrito nos livros de história.
Quando você elogia o Racionais nesse lugar, não é que está fora de propósito. Tudo isso que você falou é verdade, eu assino embaixo. A questão é que uma vitória desse tamanho é tipo você olhar um gol do Pelé e olhar um gol de barriga, mano. O tamanho do Racionais é o tamanho do Pelé, do Pixinguinha, da Nise da Silveira, do Santos Dumont. O Racionais precisa ser entendido nessa chave. Tom Jobim, Elis Regina, a caneta do Chico Buarque.
Talvez a sabedoria para olhar essa parada seja pensar nos termos da capoeira: é uma dança, mas é uma luta. É assim que compreendo a cultura do Brasil: é uma dança, mas é uma luta. A dimensão intelectual está lá, mas os caras fizeram isso dançando e guerreando ao mesmo tempo. Isso torna a vitória muito mais saborosa para nós.
Racionais é “do tamanho de Pelé”, diz Emicida
g1: Eu queria fazer uma pergunta de dois lados: a primeira parte, em caráter celebrativo, é o tamanho que o rap encontrou no mercado. Você está fazendo uma turnê rodando o país; o BK’, por exemplo, vai ser o primeiro artista de rap a fazer um show em um estádio. Como você vê essa chegada no mercado que antes era muito difícil, poucas casas abriam espaço para o rap…
Emicida: Eu acho que isso, primeiro, é uma conquista sem tamanho. É o sonho de todos nós que ajudamos a carregar e construir um tijolinho dessa ponte. Qualquer um de nós que traga a verdade do tamanho da verdade que o BK está trazendo e ocupe os maiores palcos, é uma conquista do movimento como um todo. O tamanho que a cultura alcançou em termos de popularidade tem sido uma parada maravilhosa.
Mas uma coisa é a percepção e o alcance da música rap, outra coisa é o pertencimento à cultura hip-hop. Essa ainda está por ser reconhecida na sua amplitude numa sociedade como a nossa, não por falta de substância, mas porque essa dimensão coletiva soa como uma dimensão radical da postura da cultura hip-hop.
A indústria tende a absorver a parte que está mais próxima dela. Nessa dimensão, a música rap é o mais fácil de ser sintetizado nessa escala. A gente consegue operar aí, mas a verdade de tudo isso só se mantém reluzente e sólida pela parada que mencionei: alguém como o BK’ faz essa vitória ser gigante nos dois campos.
g1: Mas, ao mesmo tempo, a gente vê — e essa era a segunda parte da pergunta, a parte mais crítica — como o rap, ao mesmo tempo em que invadiu os festivais nos últimos dois anos, vem perdendo esse espaço. Ouvimos, principalmente de quem trabalha nos festivais, que “falta qualidade nos shows de rap”, que tem muita pirotecnia e pouca técnica. Como você vê essa crítica e essa redução do espaço que o rap tinha conquistado dentro de grandes festivais?
Emicida: Eu acredito que o mercado tem várias tendências que se sobrepõem. Nesse momento, inclusive, acho que tem uma efervescência muito bacana rolando de artistas e produtores independentes remapeando sua cena, cidade por cidade. Já aconteceu em São Paulo, no Rio, e tenho certeza de que está acontecendo numa escala muito maior do que a que o Sudeste está conseguindo. Por quê? Porque a dimensão cultural é mais ampla do que a dimensão da indústria. Isso não é um demérito da indústria, porque ela capta num espectro menor, está tudo certo, é nessa dimensão que ela gera valor. Mas o valor da cultura é um valor difícil de colocar em números, porque ela é o que oxigena essas redes.
Essas redes têm se reorganizado para que o valor da música rap não seja somente captado ou fique sob o julgo de pessoas que têm uma concepção contraditória.
Para shows de outros gêneros, esse tipo de qualidade técnica não é um fator relevante, entende? Mas quando é um artista que tem o tipo de discurso que o rap legítimo tem, exige-se que ele chegue lá com a Sinfônica de Paris.
O rapper Emicida em ensaio para o álbum “Mesmas Cores & Mesmos Valores”
Walter Firmo/Cecropia
g1: Você usou o termo ‘rap legítimo’ por algum motivo específico? Não sei se entendi…
Emicida: Hoje muitas pessoas falam do rap, mas nunca foram a um show de rap. Muitas pessoas escutam rap, e tudo isso é maravilhoso, mas não necessariamente estão próximas do que a gente pode dizer que seria o movimento hip-hop. Nesse sentido, quando uso a palavra “legítimo”, é porque estou falando de uma trajetória que parte da semente coletiva e vai entender a música rap dentro desse espectro. É isso que compreendo, dentro dos cinco elementos, como sendo uma vitória legítima do movimento hip-hop.
g1: Saíram dois artigos nas últimas semanas, um do [cientista político] Pedro Abramovay e outro da [vereadora do Rio de Janeiro] Thaís Ferreira, que falam sobre a transformação da sociedade brasileira por parte dos governos Lula a partir da obra do Racionais e da sua. Mas, ao mesmo tempo, fico pensando em como o rap, especificamente na última década, viu crescer uma espécie de reação de novos artistas que dialogam com um discurso mais reacionário, neoliberal e flertando com a extrema-direita. Como você vê esse aumento de artistas que dialogam com uma corrente política que é contraditória ao discurso da cultura hip-hop?
Emicida: Tem uma estatística que fala que apenas 10% da população do Brasil tem capacidade plena de interpretar funcionalmente um texto. Esse tipo de recorte acaba se aplicando a cada um dos subsetores de uma sociedade.
O Brasil tem uma sociedade conservadora, por mais contraditório que isso seja. A gente vai se encontrar com esse tipo de discurso dentro de culturas que alcançaram a escala que a música rap alcançou.
Agora, a contradição que não se sustenta aí é querer fazer sentido dentro do ambiente daquilo que chamei aqui de rap legítimo e cultura hip-hop. Porque nesse ambiente — e aqui não estou dizendo que não haja pessoas que possam ter posições conservadoras, o recorte faz sentido no espectro pequeno também —, os pilares que fundamentam o que essa cultura considera mais sagrado são contraditórios com muitos dos discursos desse tipo de artista que você mencionou.
Emicida vê contradição entre rap e discurso conservador
g1: E como foi para você ir para uma batalha de freestyle com o Jotapê que disse várias vezes ter se inspirado no Emicida para ser o artista que ele é e como foi ver o ambiente dessa juventude que tem você como o maior espelho?
Emicida: Mano, eu não sei o tamanho do obrigado que devo para o Jotapê. Não só pelo artista incrível que ele é, mas pela sensibilidade e pelo pensamento coletivo que ele tem. Como já disse, ele é um filho direto e legítimo das batalhas de freestyle. Ele vem da rua. É um moleque preto que tem uma percepção da realidade muito sensível e um desejo artístico muito amplo.
Quando colo nas batalhas, fico mais de quebradinha para não gerar muito frisson. O que o Jotapê me ofereceu foi uma perspectiva muito linda de uma geração que surge com metade da minha idade e diz: “Mano, você e a sua geração plantaram sementes maravilhosas. Olha aqui o que essas sementes se tornaram, eu sou uma delas”. Isso é o que me provoca para querer dizer um obrigado desse tamanho a eles.
g1: Usando essa questão da semente, a “Coisa Nostra” [empresa que gerenciava a carreira do Racionais MCs] foi uma inspiração para a Laboratório Fantasma [empresa que gerenciava a carreira do Emicida. Você está nesse momento com a Cecropia, que distribuiu seu último álbum. Tem a Oofa também, responsável pelos produtos da nova turnê. Como está esse seu momento como empresário, com uma nova empresa cuidando da sua carreira?
Emicida: Eu nem sei se devo caracterizar isso como uma empresa. Porque eu tenho sintetizado nesse projeto a minha forma de existir, e isso transcende com o que eu pago as minhas contas. É a síntese de um sonho a respeito do potencial da inteligência do Brasil para transformar a realidade, principalmente a partir da arte. Eu não consigo te dar uma definição.
A comparação[com a Laboratório Fantasma] é legítima, as duas estruturas se parecem menos do que as pessoas acham, mas a metáfora é cabível. O que deve se dar nos próximos meses é uma apresentação formal dela a partir do que está por trás desse projeto. Vai ser uma delícia falar disso, mas não gosto de falar antes porque dá azar.
O rapper Emicida em ensaio para o álbum “Mesmas Cores & Mesmos Valores”
Walter Firmo/Cecropia
g1: Desde que você começou a empreender com a Lab Fantasma, em 2009, a economia mudou muito e as redes sociais ditam uma forma de ganhar dinheiro que é muito complexa. Você se vê nessa posição de: “Putz, agora eu preciso ser um produtor de conteúdo” além de todo o resto?
Emicida: Eu acredito que a indústria na qual faço parte — o pedacinho que me cabe aqui — tem operado de um jeito que tem nos impulsionado a ocupar o tempo das pessoas com informação sobre nós, com uma ameaça do tipo: “se não, você vai ser esquecido”, sabe?
Eu acho que essa concepção para muitas pessoas vai funcionar, para quem raciocina pensando na atenção como commodity. Então, a commodity vai operar dentro disso aí. Mas eu acredito que a pessoa que acompanha o Emicida oferece para ele uma atenção que está mais perto do luxo, que é como eu concebo a atenção também nesse momento.
Essa coisa que você falou de o disco ser imagético… mano, vou te falar sinceramente: para mim, o rap é um esporte intelectual que nem o xadrez. Isso nos Estados Unidos recebeu um nome, mas é fruto do movimento da comunidade preta pelo globo em diáspora. Agora, a cereja do bolo, meu mano, não tenha dúvida de que é o Brasil.
g1: Última pergunta: você falou sobre a economia da atenção e você sofreu com essa cultura no ano passado, você chegou a ser destaque em página de fofoca por tudo o que aconteceu com relação a briga com o seu irmão e a morte da sua mãe. Como você se sentiu sendo uma pessoa que faz questão de resguardar sua vida pública?
Emicida: Foi horrível, mas é uma página que já virei. Alguns amigos da indústria foram muito sábios ao entrar em contato comigo e dizer que esse tipo de coisa acontece e foge do nosso poder controlar a interpretação a respeito do nosso nome. A sabedoria reside em ser quem você acredita que consegue ser e seguir focado no que precisa ser compartilhado com o mundo. Isso foi o que me trouxe até aqui.
Tem uma dimensão que me protege muito: eu nunca fui uma pessoa conhecida por expor minha vida pessoal. Não há esse interesse no Emicida. Você não vai ver o que jantei hoje no meu Instagram. Periga achar lá uma foto de arruda, três páginas de livro e uma outra foto sem foco e sem ângulo direito. Esse é o estilo do Emicida de criar conteúdo.
SERVIÇO – TURNÊ “MCMV – EMICIDA”:
27/06
Emicida em Curitiba – Igloo Super Hall
Ingressos via Eventim
04/07
Emicida em Porto Alegre – Auditório Araújo Vianna
Ingressos via Eventim

Fonte: G1 Entretenimento

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Raridade da discografia de Tim Maia vem à tona entre as 16 faixas do álbum do Jota Quest com o repertório do cantor


O grupo Jota Quest apresenta mais duas faixas do álbum em que canta músicas do repertório de Tim Maia
Reprodução / Facebook Jota Quest
♫ NOTÍCIA
♬ Em 1981, quando estava fora das gravadoras multinacionais por incompatibilidade de gênios, Tim Maia (1942 – 1998) lançou single independente com versões em português de duas recém-lançadas músicas do repertório da banda norte-americana de soul e R&B Kwick.
“Split decision” (Allen Jones, Bertram Brown, Terry Bartlett, William Sumlin e Vince Ricari Williams) virou o funk “Vê se decide”, rebobinado por Tim em outra gravação feita para álbum de 1986. Já “You’re a the star of my show”(Allen Jones, Bertram Brown, Terry Bartlett, William Sumlin e Vince Ricari Williams) virou “Você é a estrela do meu show” na tradução literal de Tim Maia.
É essa música – joia rara até então esquecida no fundo do baú fonográfico do cantor e compositor carioca – que o Jota Quest traz à tona, 45 anos após o lançamento do single de 1981, entre as 16 faixas do álbum em que a banda mineira aborda o repertório de Tim Maia.
Detalhe: a gravação da música pelo Jota Quest – que abreviou o título para “Estrela do meu show” – incorpora os vocais de Tim, extraídos do raro single de 1981.
Posto em rotação na noite de hoje, quinta-feira, 25 de junho, o single duplo com “Estrela do meu show” / “Não quero dinheiro (Só quero amar)” – grande sucesso do segundo álbum de Tim, lançado em 1971 – dá mais uma prévia do álbum gravado com produção musical assinada pelo baixista da banda, PJ. O lançamento do álbum está previsto para setembro.

Fonte: G1 Entretenimento

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Alex Escobar deixa cobertura da Copa do Mundo: ‘Não me sinto seguro para seguir’


O jornalista Alex Escobar
Reprodução/Instagram
O comentarista Alex Escobar anunciou nesta quinta-feira (25) que deixou a cobertura da Copa do Mundo pelo Grupo Globo.
Escobar teve um mal-estar durante participação no programa “Encontro”, da TV Globo, na manhã de segunda-feira (22). Ele afirmou que realizou exames e está bem.
Em postagem feita na sua conta no Instagram, o jornalista explicou que não passou por nada grave, mas que não se sente seguro para seguir.
“Amigos e amigas desta rede, estou deixando a cobertura da Copa. Embora nada de grave tenha sido descoberto nos exames que fiz aqui nos States, não me sinto seguro para seguir. Passei esses dias pensando, avaliando, conversando com os colegas da Globo, família e o melhor a fazer agora é parar e resolver o B.O. Claro que fica uma frustração, estava me divertindo muito, mas estou bem. Obrigado pelo carinho! Vou atualizando a situação por aqui. Voa, Vini!!! Brasiiilll!!!”, escreveu.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Um dos maiores maestros do mundo, venezuelano Gustavo Dudamel presta solidariedade após terremoto: ‘Profunda tristeza’


O maestro Gustavo Dudamel
Reprodução/Instagram
O maestro venezuelano Gustavo Dudamel, considerado um dos mais importantes do mundo, prestou solidariedade à Venezuela após o terremoto desta quarta-feira (24).
▶️ Contexto: Dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na noite de quarta-feira (24) em um intervalo de menos de um minuto. Até a última atualização desta reportagem, as autoridades confirmavam 188 mortes e 1.520 feridos.
AO VIVO: veja últimas atualizações do terremoto
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Em um depoimento publicado na sua conta oficial do Instagram, Dudamel lamentou os últimos acontecimentos no país e anunciou que está trabalhando para um apoio internacional.
“Sinto uma profunda tristeza por esta terrível tragédia que ocorreu em nosso país. Meus pensamentos estão com todos vocês, irmãs e irmãos venezuelanos”, iniciou.
“Há ocasiões em que as palavras não são suficientes. Por isso, estou trabalhando em um plano imediato de apoio e solidariedade internacional, do qual em breve poderei dar mais detalhes, com a ideia de ajudar os mais afetados neste momento tão difícil.”
“Nosso país sempre se levantou diante das adversidades com fortaleza, união e esperança. Estou sempre contigo, minha amada Venezuela”, finalizou o maestro.
Atualmente, Dudamel é diretor artístico da Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, da Venezuela, e da filarmônica de Los Angeles e Nova York, tendo inclusive feito a abertura de uma série de shows da banda Coldplay no estádio Wembley em 2025.
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Terremoto na Venezuela
Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas.
Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado.
Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais sentido é o terremoto.
Os tremores também ocorreram em áreas densamente populadas. Um cálculo feito pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), estimou, com base nessas variáveis, que o número de mortos possa passar de 10 mil pessoas.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Taylor Swift reserva arena e aumenta boatos sobre casamento com Travis Kelce, diz jornal


Travis Kelce, do Kansas City Chiefs, comemora com Taylor Swift em janeiro de 2024
Patrick Smith / AFP
A possibilidade de Taylor Swift celebrar seu casamento na próxima semana no Madison Square Garden, em Nova York, está ganhando força, segundo vários veículos de imprensa americana.
O boato de que a união entre a cantora e o jogador de futebol americano Travis Kelce será celebrado no famoso recinto esportivo circula há semanas e até agora não foi confirmado oficialmente.
No entanto, nesta quinta-feira (25), o jornal “The New York Times” noticiou que a artista reservou o Madison Square Garden para uma reunião “íntima” com uma centena de pessoas em 2 de julho e para outro evento no dia seguinte com mil convidados.
O mesmo jornal e outros veículos, como a CNN, também asseguram que uma empresa especializada em organização de casamentos obteve uma permissão para um “evento” entre e 2 e 4 de julho.
Agora no g1
O New York Times detalhou que várias ruas do bairro serão fechadas ao trânsito e que em frente ao local será instalada uma tenda ou cobertura com capacidade para abrigar até mil pessoas.
Além de ser um templo dos esportes, o Madison Square Garden também é uma casa de shows e às vezes sedia eventos políticos.
Swift, ganhadora de 14 prêmios Grammy, já se apresentou no local, e apareceu na tribuna no último 10 de junho durante um jogo da final da NBA entre os Knicks e os Spurs.
Swift e Kelce, ambos com 36 anos, anunciaram seu noivado em agosto do ano passado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Selvagens à Procura de Lei lança em agosto ‘Pivete’, álbum com Ailton Krenak, Silvero Pereira e Tatá Aeroplano


Banda cearense Selvagens à Procura de Lei programa para 21 de agosto o lançamento do sexto álbum de estúdio, ‘Pivete’
Igor de Melo / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ A banda cearense Selvagens à Procura de Lei anuncia o sexto álbum de estúdio, “Pivete”, com repertório calcado no rock e com lançamento programado para 21 de agosto pelo selo Orangeira Music.
O álbum “Pivete” alinha 20 faixas e traz as presenças de Ailton Krenak (na música “Guerra”), André Frateschi (na faixa “Quem eles são?”), Claudine Albuquerque (na música “Gira gira”), Leo Suricate (na faixa “Dia de rua”), Moisés Loureiro (na música “Manual do jogo da vida”), Rodger Rogério (na faixa “Cidade baixa”), Silvero Pereira (em “Tipo mara hope”), Soledad (na faixa “Menino de ouro”) e Tatá Aeroplano (em duas músicas, “Hey, Tatá!” e “Trem doido”, esta reprisada ao fim do álbum com Arnaldo Baptista nos créditos da faixa).
Oitavo álbum do Selvagens à Procura de Lei no computo geral de discografia que inclui dois títulos ao vivo, “Pivete” é apresentado pela banda como álbum conceitual, enraizado em Fortaleza (CE), terra natal do grupo – atualmente um quarteto formado por Gabriel Aragão (voz e guitarra), Jonas Rio (baixo), Matheus Brasil (guitarra) e Plínio Câmara (guitarra).
Concebida por Gabriel Aragão com Igor Brasil e Juvenal Joaquim, a capa do álbum “Pivete” expõe signos, personagens e locais da cidade natal da banda, sem colagem e sem recursos de IA. “A nossa Fortaleza é grande e complexa demais para caber numa propaganda turística”, louva o grupo Selvagens à Procura de Lei.
Além das faixas já supracitadas, o álbum “Pivete” traz músicas como “Amanhã tu é outro”, “Cascadura”, “Eu não moro mais aqui”, “Lido brabo”, “Loka América”, “Presença”, “Revoada” e “Você ama me odiar”.
Capa do álbum ‘Pivete’, da banda Selvagens à Procura de Lei
Igor de Melo / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Acusação contra Harvey Weinstein é retirada após atriz dizer que não suporta mais testemunhar


Harvey Weinstein na corte de Manhattan, em Nova York, nesta sexta-feira (15)
Timothy A. Clary/Pool via REUTERS
O produtor de Hollywood Harvey Weinstein não enfrentará um novo julgamento por estupro em Nova York.
Segundo a Associated Press, os promotores arquivaram o caso nesta quinta-feira (25), após a acusadora, a cabeleireira e atriz Jessica Mann, declarar que não tinha mais condições emocionais e físicas de testemunhar.
O caso, emblemático da era #MeToo, arrastava-se há oito anos e já havia passado por uma condenação anulada e dois julgamentos com júris travados.
A decisão de encerrar o processo partiu de uma carta de Mann lida no tribunal, na qual ela afirmou que o caso lhe trouxe “mais danos do que benefícios” e que o processo judicial a deixou “fragmentada, silenciada, difamada e traumatizada”.
Ela relatou ter sofrido uma concussão pouco antes de seu depoimento, sentido dores de cabeça e outros sintomas enquanto prestava o depoimento e, por fim, sofrido uma “dissociação”. Foi “um agravante humilhante para uma experiência já avassaladora”, escreveu ela.
“Para deixar claro, acreditamos no relato da Sra. Mann e em sua credibilidade como testemunha”, disse o promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, em um comunicado. “Essa foi uma provação extremamente desgastante para ela, e ela jamais vacilou ao depor perante dois grandes júris e três júris de julgamento ao longo de oito anos. Agradecemos a ela por sua honestidade e por sua imensa coragem.”
Agora no g1
Produtor segue preso
Apesar do arquivamento desta acusação específica, o ex-produtor de Hollywood de 74 anos continua preso. Ele aguarda a sentença de setembro em Nova York por outra condenação de agressão sexual envolvendo uma mulher diferente, cuja pena pode chegar a 20 anos.
Além disso, quando encerrar suas pendências em Nova York, Weinstein deverá cumprir uma pena de 16 anos de prisão na Califórnia por estuprar uma atriz italiana. Ele recorre de ambas as condenações.
A defesa de Weinstein celebrou a decisão, reiterando a alegação de inocência e afirmando que as acusações nunca deveriam ter sido feitas, sustentando que todas as relações foram consensuais.
Weinstein, que já foi uma das figuras mais poderosas do cinema mundial por trás de sucessos como “Pulp Fiction”, viu seu império desmoronar em 2017 com as denúncias em massa de assédio e abuso sexual que impulsionaram o movimento #MeToo globalmente.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sandra Annenberg reage à imitação de Tata Werneck em encontro no Fantástico: ‘Ri sem parar’


Sandra Annenberg reage à imitação de Tata Werneck em encontro no Fantástico: ‘Ri sem parar’
O Fantástico promove, neste domingo (28), um encontro inusitado entre a jornalista Sandra Annenberg e a atriz e apresentadora Tata Werneck, que ganhou destaque ao imitar a comunicadora em quadros de humor.
Em trecho divulgado pela atração, Tata aparece caracterizada como a jornalista e brinca com a semelhança entre as duas. “A responsável por eu conseguir falar com uma certa dicção é Sandra”, afirma a apresentadora.
Questionada sobre a reação à imitação, Sandra Annenberg diz que não conseguiu parar de rir. “Sensacional. Nunca fui imitada na vida”, comenta.
O encontro completo vai ao ar neste domingo, no Fantástico.
Sandra Annenberg reage à imitação de Tata Werneck em encontro no Fantástico: ‘ri sem parar’
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Fonte: G1 Entretenimento

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Paramount está pronta para vender joint venture com Universal para fechar acordo com Warner, diz agência


Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros
Reuters
A Paramount Skydance Corp. está preparada para se desfazer de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atender às preocupações da União Europeia sobre concorrência em relação à aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, disse à Reuters, nesta quarta-feira (25), uma fonte familiarizada com o assunto.
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A proposta, que será apresentada na próxima terça-feira (30), foi elaborada após uma reunião com autoridades europeias de defesa da concorrência, segundo a fonte.
Caso seja formalizada, a medida estenderá em dez dias úteis o prazo preliminar da Comissão Europeia para analisar o negócio, passando de 7 para 21 de julho.
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Em fevereiro, a Reuters noticiou com exclusividade que a aquisição deveria receber aval da União Europeia sem grandes obstáculos, com a Paramount disposta a vender canais menores, como suas marcas infantis, se necessário.
Segundo a fonte, essa possibilidade foi descartada porque os reguladores não identificaram problemas nesse segmento.
A venda da parceria de distribuição de filmes com a Universal Pictures pode aliviar as preocupações manifestadas por exibidores de cinema na Europa.
Procurada, a Paramount afirmou que não comenta processos regulatórios em andamento.
A operação também está sendo analisada em um procedimento separado, previsto no Regulamento da União Europeia sobre Subsídios Estrangeiros, já que a oferta conta com financiamento do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, da L’imad Holding Company, de Abu Dhabi, e da Autoridade de Investimento do Catar.
A expectativa é que a Paramount obtenha aprovação sem restrições nessa etapa. Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição, afirmando que é improvável que o negócio prejudique a concorrência ou os consumidores.
Apesar disso, Califórnia, Nova York e outros estados norte-americanos preparam uma ação judicial para tentar barrar a operação, disseram à Reuters fontes familiarizadas com o assunto.

Fonte: G1 Entretenimento