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Diogo Nogueira cancela shows após diagnóstico de laringite bacteriana grave


Diogo Nogueira posa para foto antes de entrevista ao programa g1 Ouviu, no estúdio do g1 em São Paulo
Fábio Tito/g1
O cantor Diogo Nogueira anunciou nesta segunda-feira (11) que não poderá realizar shows marcados para os próximos dias devido a uma laringite bacteriana grave.
Segundo comunicado publicado nas redes sociais do cantor, a doença, que impossibilita o uso da sua voz para apresentações musicais, está sendo tratada em ambiente hospitalar.
“Lamentamos e agradecemos a compreensão e o apoio do público, reforçando que a decisão foi tomada por orientação médica, visando a plena recuperação do cantor”, diz trecho do texto.
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O cantor está viajando o Brasil com a turnê “Infinito Samba”, que celebra seus 20 anos de carreira. O repertório dos shows é composto por grandes sucessos do samba, incluindo músicas autorais.
Na lista de shows a fazer no mês de junho estão uma apresentação em Belo Horizonte (MG), no dia 7, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 20, e em Recife (PE), no dia 27. O cantor não informou quais shows estão mantidos ou precisarão ser cancelados.
Texto foi publicado nas redes sociais do cantor Diogo Nogueira
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Ibarra grava álbum audiovisual em junho na volta do show ‘Afim’ ao Rio


Zé Ibarra grava em 11 de junho o primeiro álbum audiovisual, registrando o show ‘Afim’ no Teatro Carlos Gomes
Luz Vermelha / Reprodução Instagram Zé Ibarra
♫ NOTÍCIA
♬ Atualmente em turnê pela Europa, apresentando o show “Afim” pelo continente em cronograma que se estende até 6 de junho, Zé Ibarra já tem compromisso quando retornar ao Brasil.
Na sequência, o cantor, compositor e músico carioca faz o primeiro registro audiovisual da discografia na volta do show “Afim” à cidade natal do Rio de Janeiro (RJ). A gravação ao vivo está agendada para 11 de junho em apresentação no Teatro Carlos Gomes.
No show, estreado pelo artista em julho do ano passado em São Paulo (SP), Zé Ibarra apresenta as músicas do segundo álbum solo – também intitulado “Afim” e lançado em junho de 2025 – e canta músicas como o standard centenário “Someone to watch over me” (George Gershwin e Ira Gershwin, 1926) e “Lobo bobo” (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, 1959).

Fonte: G1 Entretenimento

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Filha caçula de João Gilberto, Loulu Gilberto canta Caetano Veloso, Garoto e Luiz Gonzaga no primeiro álbum


Loulu Gilberto lança o primeiro álbum às 21h de 21 de maio com produção musical assinada por Cezar Mendes e Mario Adnet
Bob Wolfenson
♫ NOTÍCIA
♬ Nascida em 22 de junho de 2004, a filha caçula de João Gilberto (1931 – 2019), Luísa Carolina Gilberto, lança o primeiro álbum em 21 de maio, a um mês de completar 22 anos. O álbum “Loulu Gilberto” foi batizado com o nome artístico da cantora, fruto da união de João com a jornalista e artista plástica Claudia Faissol.
Com capa que expõe Loulu em foto de Bob Wolfenson, o álbum foi gravado com produção musical de Cezar Mendes e Mario Adnet.
Composto por 14 músicas distribuídas em 13 faixas, o repertório do álbum “Loulu Gilberto” gravita em torno das memórias afetiva da cantora no convívio com o pai entre acalantos, sambas, sambas-canção e temas de jazz.
Música inédita em disco, “O amor nos encontrou” é parceria raríssima de Carlos Lyra (1933 – 2023) com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994) que ganha o primeiro registro fonográfico oficial na voz de Loulu.
A cantora também grava o standard do jazz “Tea for two” (Vincent Youmans e Irving Caesar, 1924), o baião “Qui nem jiló” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949), o samba-canção “Duas contas” (1951) – uma das obras-primas do cancioneiro autoral do compositor e violonista Garoto (1915 – 1955) – e a canção “Avarandado” (Caetano Veloso, 1967).
Marchinha de Lamartine Babo (1904 – 1963), cantada por João Gilberto com Rita Lee (1947 – 2023) em número de especial gravado pelo cantor em 1981 para a TV Globo, “Jou Jou e balangandãs“ (1939) aparecerá grafada na tracklist do álbum como “Jou Jou e balangandans”.
O álbum “Loulu Gilberto” será editado pela gravadora Sony Music.
Capa do álbum ‘Loulu Gilberto’
Bob Wolfenson
♪ Eis, na disposição das músicas nas 13 faixas do álbum “Loulu Gilberto”, a tracklist do disco da filha caçula de João Gilberto:
1. “João”
2. “O amor nos encontrou”
3. “Avarandado”
4. “Tea for two”
5, “Manias”
6. “Jou jou e balangandans”
7. “Beija-me”
8. “Mr. Sandman”
9. “Duas contas”
10. “Dorme que eu velo por ti”
11. “Cuidado com o andor”
12. “Qui nem jiló”
13. “Cavalo marinho” / “Bicho curutu”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Velozes e Furiosos’ vai virar série na TV e streaming, anuncia Vin Diesel


Vin Diesel e Daniela Melchior em cena de ‘Velozes e furiosos 10’
Divulgação
A sequência de filmes “Velozes e Furiosos” agora vai virar série na TV e plataformas de streaming. O anúncio foi feito pelo ator Vin Diesel nesta segunda-feira (11).
Durante um evento da companhia NBCUniversal, Vin Diesel, que no longa interpreta o personagem Dominic Toretto e também participou da produção executiva de alguns trabalhos, falou sobre a importância dos fãs para decisão.
“Eles [fãs] queriam que expandíssemos os personagens, suas histórias. Durante a última década, o desejo era que entrássemos na TV. O momento certo chegou”, disse.
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A NBCUniversal é dona pela plataforma de streaming Peacock, responsável pela produção da série. No Brasil e América Latina, os conteúdos da Universal são disponibilizados na Universal+.
Ele adiantou que serão quatro programas do universo “Velozes e Furiosos”. Ainda de acordo com o ator, o projeto “vai honrar o legado dos filmes”.
Não há informações sobre data de lançamento.
Ao todo, já foram lançados 11 filmes que abordam o universo “Velozes e Furiosos, sendo o primeiro em 2001 e o último em 2023. Um 12º filme está em produção e tem previsão de ser lançado em 2028.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sony Music compra catálogo musical da Recognition, com sucessos de Beyoncé e Leonard Cohen


A cantora Beyoncé
AFP
A Sony Music comprará os direitos de canções icônicas de Beyoncé, Leonard Cohen e outros gigantes da música da gestora de investimentos Blackstone, em um acordo avaliado em cerca de 4 bilhões de dólares (R$ 19,6 bilhões).
A compra do catálogo da Recognition, com sede em Londres e um acervo de mais de 45 mil canções, faz parte da associação da Sony com a entidade de investimentos singapurense GIC, que anunciou o acordo nesta segunda-feira (11).
O Financial Times informou que o acordo está avaliado em cerca de 4 bilhões de dólares (R$ 19,6 bilhões), citando uma pessoa familiarizada com a operação.
Red Hot Chili Peppers vende catálogo musical por mais de R$ 1 bilhão à Warner Music
Sony e GIC não responderam imediatamente ao pedido de comentários da AFP sobre o valor da operação. A Recognition não quis comentar.
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A transação deixa a Sony em condições de receber pagamentos por reproduções em streaming de sucessos que vão de “Don’t Stop Believin'”, do Journey, e “Single Ladies (Put A Ring On It)”, de Beyoncé, a “Bad Romance”, de Lady Gaga, e “Hallelujah”, de Leonard Cohen.
A Recognition – originalmente Hipgnosis Songs Fund – abriu capital em 2018 antes de ser adquirida em 2024 por 1,6 bilhão de dólares (R$ 7,84 bilhões) pela gestora de ativos americana Blackstone, que lhe deu seu novo nome.
O acordo “gera um resultado sólido para a Blackstone e nossos investidores e representa um novo voto de confiança nos direitos musicais como uma classe de ativos consolidada”, declarou Qasim Abbas, diretor-gerente sênior da Blackstone.
O presidente da Sony Music, Rob Stringer, afirmou, por sua vez: “Estamos muito orgulhosos e entusiasmados de representar este incrível catálogo de algumas das melhores canções da história do pop por meio desta aquisição transcendental”.

Fonte: G1 Entretenimento

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O fenômeno Carla Madeira, que domina as redes e divide leitores com seus livros: ‘Literatura não é manual’


Carla Madeira se tornou fenômeno da literatura brasileira com os livros Tudo é Rio, A Natureza da Mordida e Véspera
Divulgação/Agência Riff via BBC
As primeiras páginas que deram origem a “Tudo é Rio”, o romance mais popular de Carla Madeira, foram escritas 14 anos antes de sua publicação.
Depois de criar uma cena especialmente violenta, o processo da autora entrou em hiato. Mais de uma década depois, no entanto, o livro foi concluído em apenas oito meses — “jorrando, em processo de transbordamento”, como ela descreve em entrevista à BBC News Brasil.
“Eu escrevia direto. Meus filhos eram pequenos, eu chegava em casa depois de uma jornada de trabalho pesada [Madeira era publicitária], botava os meninos para dormir e escrevia. Era só o que eu fazia nos finais de semana também. Em oito meses, eu escrevi o livro, na ordem que o leitor lê. Então é um jorro mesmo, é um transbordamento”, diz.
“Acabei o livro, acabei um casamento, então também foi muito catártico para mim. Eu sei que organizei muitas coisas, muita coisa inconsciente veio. Foi um livro sem contenção nenhuma.”
A mineira de Belo Horizonte afirma que não imaginava o alcance que a história teria — a primeira tiragem teve apenas 700 exemplares.
“Eu achava que eu ia ter que panfletar no sacolão, ia ter que sair dando meu livro na porta da academia”, brinca.
Hoje, com três romances publicados e um quarto “saindo do forno”, a autora já ultrapassou a marca de 1 milhão de livros vendidos no Brasil e aguarda o lançamento da adaptação de “Véspera” pela HBO, previsto para o segundo semestre de 2026.
Com personagens ambíguos e tramas que alimentam discussões polarizadas nas redes, o sucesso de Madeira também acompanha um movimento mais amplo: o interesse por autores brasileiros contemporâneos tem ganhado fôlego nos últimos anos, impulsionado por fenômenos digitais como o BookTok e pelo aumento da circulação de obras nacionais entre novos leitores.
Amor e ódio
No BookTok, o “lado literário” do TikTok, a obra de Carla Madeira virou terreno de reações intensas.
“Não dá para se encantar demais com o amor nem se magoar demais com a raiva”, diz.
Ela conta que evita acompanhar de perto as reações nas redes, sobretudo quando deixam de dialogar com a obra: “Tem pessoas que são agressivas, que não ficam na literatura, que querem agredir o autor.”
Há quem ame, quem rejeite — e quem tente enquadrar os personagens a partir de uma régua moral.
É verdade que os personagens criados por ela — e as circunstâncias em que são colocados — quase inevitavelmente despertam julgamentos no leitor. É difícil não reagir: achar absurdo que alguém tome determinada decisão, perdoe certos atos ou trate um filho daquela maneira.
Mas Madeira diz que a ideia não é concordar ou discordar com as ações dos personagens, ‘escolher um lado.’
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Ela defende que o papel da arte está em provocar deslocamentos — e não oferecer respostas fechadas. “Eu não quero simplificar, quero acolher. A grande experiência artística é acolher a subjetividade, acolher as possibilidades da existência humana, e não as certezas, não as verdades.”
Para Madeira, há uma tendência de confundir a experiência literária com julgamento moral: “Não é um manual. É uma imersão numa experiência particular.”
Nesse sentido, o incômodo também faz parte da leitura. “Acho que o barato é esse: a gente consegue se pôr em um lugar que, na vida, não consegue. A literatura não pode se colocar num lugar utilitário. Você não pode escrever um livro como se fosse um manual.”
Processo criativo: intuição, excesso e um ‘caderninho’
Quarto romance da autora mineira está previsto para agosto
Divulgação/Agência Riff via BBC
Se a recepção dos livros passa pela subjetividade de quem lê, a escrita, no caso de Carla Madeira, também nasce longe de fórmulas.
“Eu não tenho uma pauta. Nunca sentei para escrever pensando em tese, em provar alguma coisa. É uma imersão numa experiência particular.”
A autora conta que o primeiro romance foi construído de forma quase intuitiva — e que só depois, com a experiência, passou a reconhecer melhor seus próprios caminhos de criação. Ainda assim, resiste a organizar demais o processo.
Essa recusa ao maniqueísmo aparece diretamente nos personagens.
“Eu não queria nenhum personagem que fosse só legal, só bonzinho”, explica, citando o ‘elenco’ de “Tudo é Rio”.
“Você vai para a Lucy, fica com raiva dela, mas tem um momento em que ela se humaniza. Vai para o Venâncio, você sente ódio, quer se vingar, mas de repente entende um lado dele também. E a Dalva, que é vítima, também quer promover o castigo, a punição dela.”
Segundo Madeira, é esse movimento que prende o leitor — mesmo quando há rejeição. “Tem leitor que não gosta do final, mas fala: ‘não consegui parar de ler’. Eles são pegos por uma espécie de correnteza.”
Ela reconhece que, com o tempo, passou a ter mais consciência técnica do próprio trabalho, mas sem abrir mão do impulso inicial.
“Às vezes vem uma imagem, uma frase, alguma coisa que eu ainda não sei o que é, e eu guardo. Eu anoto muito. Tenho um caderninho. Quando estou no processo, brinco com quem convive comigo que é necessário ter cuidado, porque qualquer coisa falada pode ir parar nas minhas páginas.”
Véspera e a adaptação para a TV
“Véspera”, publicado em 2021, chegou com um teaser quase irresistível: Vedina, uma mulher adulta, decide, em um momento de descontrole, abandonar o filho, largá-lo em uma via pública.
Pessoalmente, foi o primeiro livro que me fez chorar em muitos anos — e um dos motivos pelos quais concordo com Carla Madeira quando ela diz que o papel da literatura é nos fazer sentir para além das possibilidades da nossa própria vida.
Nos colocar em contato com histórias, dilemas e emoções que talvez nunca experimentaríamos pelas circunstâncias da nossa existência e, assim, ampliar nosso repertório humano.
Agora, a trama fura a bolha literária e chega para o público que prefere esperar a história ganhar a versão visual — será lançada na HBO Max no segundo semestre de 2026, com um elenco de peso que inclui Bruna Marquezine, Gabriel Leone, Camila Márdila e Yara de Novaes.
Madeira acompanhou de perto o processo de adaptação — inicialmente como consultora, depois também participando do desenvolvimento do roteiro. A escolha da diretora, Joana Jabace, foi decisiva para que ela aceitasse mergulhar no projeto.
“Ela é mãe de gêmeos, o livro tem uma violência muito grande contra a mulher, e eu senti que ela teria maturidade, delicadeza e sensibilidade para conduzir aquilo”, diz.
A autora conta que uma de suas maiores preocupações durante a adaptação era preservar justamente a ambiguidade moral dos personagens, sem transformar a trama em uma divisão simplista entre “bons” e “maus”.
Ela conta que se emocionou ao acompanhar leituras de mesa e gravações. “Me impressionei muito com os atores. Com a pausa para dar um texto, com a sensibilidade de um fotógrafo, de uma atriz, de uma direção. Teve momentos em que eu chorei vendo cenas que eu mesma tinha escrito.”
Ao ver a história traduzida para outra linguagem, diz ter se confrontado novamente com a brutalidade da própria obra.
“Quando estou escrevendo, a violência é mediada pela linguagem. Eu sou uma pessoa muito da textura da linguagem. Mas, vendo aquilo no vídeo, teve hora que pensei: ‘Meu Deus, isso é muito violento. Como eu dei conta de escrever isso?'”
Ainda assim, para ela, é justamente a arte que permite encarar o horror humano sem desviar os olhos.
“É a linguagem que nos ajuda a olhar para esse lugar terrível. Sem a linguagem, a gente não daria conta de olhar para esse horror que a gente é capaz — e também para aquilo de extraordinário que a gente é capaz.”
“Tudo é Rio” teve edição em Portugal, foi traduzido para o italiano, chegou à França como L’Amour Fleuve e deve ser publicado em inglês nos Estados Unidos em 2026
Divulgação/Agência Riff via BBC
‘Quando’, o quarto romance de Carla Madeira
Depois de três romances e mais de 1 milhão de exemplares vendidos, o próximo romance de Madeira, intitulado “Quando”, uma trama ambientada na década de 1980, já está em fase avançada. A obra será publicada pela Editora Record e tem previsão para agosto de 2026.
A expectativa é que a trama mantenha as marcas que fizeram sua obra ganhar leitores: personagens ambíguos e dilemas humanos.
Recusando dar spoilers, Madeira compartilhou com a reportagem apenas que a história se trata de uma mãe que decide denunciar o próprio filho, menor de idade, por um crime.
“Esse quarto livro já está sendo escrito em um contexto diferente. Acho que amadureci como escritora nesses dez anos. Criei novos recursos, compreendo melhor a literatura, os recursos e as estratégias de escrita, e amadureci também nas minhas escolhas, no que eu quero.
“Mas, para mim, o mais importante continua sendo preservar esse lugar e essa alegria de escrever — essa sensação de estar entregue, de estar fazendo uma coisa com a qual eu tenho adesão, com coragem de fazer, sem racionalizar demais, sem querer julgar muito. São tantas opiniões, tantas controvérsias, esse ‘é bom’, ‘é ruim’. E eu quero preservar meu lugar de escrita. Quero gostar do processo, ter liberdade para sentir prazer nele e também para dar conta do sofrimento que ele traz.”
O cenário da leitura no Brasil
O sucesso de Carla Madeira acontece em um momento curioso do mercado editorial brasileiro: ao mesmo tempo em que pesquisas mostram um país que ainda lê pouco, a literatura nacional contemporânea parece atravessar um raro momento de efervescência.
Em 2024, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro em parceria com a Fundação Itaú e o Ministério da Cultura — com coleta realizada pelo Ipec — apontou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora, o equivalente a cerca de 93,4 milhões de pessoas.
Leia também: Jovens brasileiros estão consumindo mais livros
O levantamento mostrou também que 53% não leram nem parte de um livro nos três meses anteriores e que o país perdeu 6,7 milhões de leitores em quatro anos. Em relação a 2019, houve queda de 5 pontos percentuais na proporção de leitores, e a série histórica indica recuo de 55% dos brasileiros em 2007 para 47% em 2024.
Ao mesmo tempo, o mercado editorial vê sinais de recuperação. O Panorama do Consumo de Livros no Brasil, da Câmara Brasileira do Livro com a Nielsen BookData, mostrou que, em 2025, 18% da população adulta comprou ao menos um livro — alta de 2 pontos percentuais em relação a 2024, o equivalente a cerca de 3 milhões de novos consumidores.
Nas redes sociais, em clubes de leitura e em festivais literários, autores brasileiros contemporâneos passaram a ocupar um espaço que parecia mais raro há alguns anos.
Em 2025, Ana Paula Maia se tornou a única representante do Brasil e da América Latina entre os finalistas do International Booker Prize, um dos mais prestigiosos prêmios da literatura mundial. Jeferson Tenório venceu o Prêmio Jabuti com “O Avesso da Pele” e ganhou projeção internacional; nomes como Aline Bei, Itamar Vieira Junior e Geovani Martins passaram a circular com mais força em traduções, festivais e listas internacionais.
Para Madeira, há uma sensação de movimento coletivo acontecendo.
“É muito bom quando a gente cria essa onda, esse volume. Muita gente escrevendo, sendo premiada, publicando fora, brilhando, ocupando espaço em clubes de leitura, em festivais, em programas de literatura. Todos os dias tem um convite para uma roda, uma entrevista, uma festa literária. Está muito interessante ver isso acontecer.”
Ela cita especialmente a recepção em Portugal, onde “Tudo é Rio” venceu o Prêmio Bertrand de Livro do Ano. “Alguns editores me disseram que o livro abriu uma atenção para a literatura contemporânea brasileira, porque eles publicavam muito pouco.”
A autora vê esse crescimento quase como um efeito em cadeia. “Uma autora falou do meu livro para um editor, ele me publicou, depois meu livro ajudou outro, e outro… É muito bonito entrar numa livraria e ver literatura brasileira ocupando aquelas mesas de destaque.”
Ainda assim, ela ressalta que o entusiasmo não apaga um problema estrutural. “No Brasil se lê muito pouco. A gente tem um déficit imenso. Mais gente tem que entrar, mais gente tem que ler.”
Na visão da escritora, uma das formas de ampliar esse alcance passa justamente pela recomendação espontânea entre leitores. “É muito difícil furar a bolha. Eu lembro dos meus 700 exemplares e pensava que ia ter que panfletar livro em porta de academia. Quando alguém lê e fala ‘isso aqui é maravilhoso’, muda tudo.”
A reportagem pediu para Carla Madeira indicar alguns títulos justamente para quem tem o objetivo de ler mais. Os títulos escolhidos por ela:
Para quem está de luto…
Diário de Luto, de Roland Barthes
Para quem terminou um relacionamento…
Poeta chileno, de Alejandro Zambra. “Justamente para não pensar no relacionamento (risos).”
Para quem está apaixonado…
Sobre a Terra Somos Belos por um Instante, de Ocean Vuong.
Para quem gosta de personagens ambíguos…
Primo Basílio, de Eça de Queiroz
Para quem quer chorar…
A vida pela frente, de Romain Gary
Para expandir horizontes….
Imortalidades, de Eduardo Giannetti e Quando Deixamos de Entender o Mundo, de Benjamín Labatut.
Carla Madeira é a convidada do podcast Frango com Quiabo
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Lily Allen posta que quer ‘dançar com gays’ e ‘conhecer a Patixa’ após confirmar show em SP


Lily Allen no Cultura Inglesa Festival, em São Paulo
Celso Tavares/G1
Lily Allen postou no X nesta segunda (11), após a confirmação do show no Primavera Sound São Paulo. A cantora foi anunciada como uma das principais atrações do festival, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro de 2026.
“São Paulo, finalmente estaremos juntos depois de tanto tempo. Quando eu chegar quero fazer tudo que tem direito. Quero dançar com os gays na [boate] Zig, visitar a casa da Vita [cantora, ex-Irmãs de Pau] e conhecer a Patixa, alguém tem o telefone dela? Vejo vocês em dezembro!”
Lily Allen posta no X após ser confirmada no Primavera Sound São Paulo
Reprodução/X
Show será focado no ‘West End Girl’
Capa do álbum “West End Girl”, de Lily Allen
Divulgação
Segundo o cartaz do festival, o show de Lily será focado no “West End Girl”, seu álbum de estúdio mais recente.
O disco veio após o divórcio da cantora com David Harbour, ator de “Stranger Things”. Eles se casaram em 2020, e a informação do divórcio veio a público no início de 2025.
Segundo Lily falou à “Vogue” britânica, o disco foi gravado em 16 dias, no fim de 2024, para “processar o que estava acontecendo” durante a separação. No álbum, há letras bem diretas sobre infidelidade, mentiras e não monogamia. Veja as principais histórias contadas no disco.

Fonte: G1 Entretenimento

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Michael Jackson é o artista mais ouvido do Spotify global, quase 17 anos após sua morte


Capa de ‘Thriller’, de Michael Jackson
Reprodução
Michael Jackson se tornou o artista mais ouvido do Spotify global neste domingo (10), quase 17 anos após sua morte. Além disso, “Billie Jean” é a segunda faixa mais reproduzida no streaming no mundo.
Ao todo, Michael emplacou quatro músicas no top 20 global. No Brasil, ele está em 23º lugar na lista dos artistas mais ouvidos, atrás de João Gomes.
A volta do Rei do Pop às paradas globais foi impulsionada por “Michael”, cinebiografia do músico lançada em abril. O filme conta a vida do cantor da infância até meados da carreira, em 1988, passando por discos como “Off The Wall”, “Thriller” e “Bad”.
Com o sucesso do filme, as músicas desses álbuns foram as que mais ganharam streams no último mês.
‘Michael’, cinebiografia do rei do pop, emociona com música, mas não explora o personagem

Fonte: G1 Entretenimento

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Red Hot Chili Peppers vende catálogo musical por mais de R$ 1 bilhão à Warner Music


Red Hot Chili Peppers durante encerramento do palco Mundo no quarta dia de Rock in Rio 2019
Marcelo Brandt/G1
O grupo americano Red Hot Chili Peppers vendeu os direitos de seu catálogo gravado para a Warner Music Group (WMG) em um negócio avaliado em mais de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão na cotação atual, segundo informações do The Hollywood Reporter. A WMG adquiriu o catálogo por meio de uma joint venture com a Bain Capital.
A WMG anunciou pela primeira vez sua joint venture de US$ 1,2 bilhão para aquisição de catálogos com a Bain em julho passado e informou, em seu relatório de resultados de 7 de maio, que havia gasto US$ 650 milhões em catálogos desde o lançamento da parceria, embora a empresa não tenha especificado quais foram essas aquisições. O acordo com o Red Hot Chili Peppers representa quase metade dos gastos relatados pela joint venture, embora ainda não esteja claro para onde foi destinado o restante do valor.
Vídeos em alta no g1
Em 2021, o grupo vendeu seu catálogo editorial para a Hipgnosis (agora conhecida como Recognition Music Group) em um negócio de US$ 140 milhões. Esses direitos editoriais podem mudar de mãos novamente em breve, já que a Sony Music Group está em negociações para adquirir a Recognition em um acordo que pode valer bilhões de dólares. Entre os outros catálogos de propriedade da Recognition estão os direitos editoriais de artistas como Justin Bieber, Justin Timberlake e Neil Young.
Segundo o The Hollywood Reporter, a Warner é uma escolha natural para a venda do catálogo, já que a banda mantém contrato com a gravadora principal do grupo, a Warner Records, desde o início dos anos 1990. Foi pelo selo que o grupo lançou todos os seus álbuns desde Blood Sugar Sex Magik, de 1991.

Fonte: G1 Entretenimento

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Primavera Sound 2026 anuncia line-up, com Gorillaz, Strokes e Lily Allen


Gorillaz, Strokes e Lily Allen são anunciados no Primavera Sound São Paulo 2026
Divulgação
Gorillaz, The Strokes, FKA Twigs e Lily Allen estão entre as atrações do Primavera Sound São Paulo 2026. O line-up completo foi anunciado nesta segunda (11).
Essa será a terceira edição do festival em São Paulo. O evento será nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos. Os ingressos serão vendidos pela Ingresse.
De acordo com a organização do festival, ainda serão revelados novos nomes com participações na agenda da cidade.
Veja, abaixo, a lista completa de atrações anunciadas:
Gorillaz
The Strokes
FKA Twigs
Lily Allen canta “West End Girl”
Yung Lean
Courtney Barnett
Duquesa
CMAT
Underscores
Model/Actriz
Danny L Harle
Nation of Language
Gaby Amarantos
Cara Delevingne
Smerz
Zé Ibarra
Atarashii Gakko
Ebony
Ecco2k
John Talabot
Los Thuthanaka
Machine Girl
Manequin Pussy
This is Lorelei
Nick Leon
Sophia Stel
Ana Frango Elétrico
Black Pantera
DJ Ramon Sucesso
Gab Ferreira
Josyara
Juana Molina
Julia Mestre
Melly
Metrika
Paulete Lindacelva
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento