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BAFTA: jurado renuncia após insulto racista e gera críticas contra a BBC

A British Academy Film Awards – BAFTA enfrenta uma crise após a renúncia do produtor independente Jonte Richardson, integrante do júri de talentos emergentes.

Fonte: G1 Entretenimento

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Russell Brand se declara inocente das acusações de estupro e violência sexual


O ator e comediante britânico Russell Brand, acusado de estupro e múltiplas acusações de agressão sexual, comparece ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, Grã-Bretanha, em 2 de maio de 2025.
REUTERS/Carlos Jasso
Russell Brand se declarou inocente das acusações de estupro e violência sexual. Nesta terça-feira (24), o ator compareceu ao Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, onde apresentou suas declarações formais sobre as acusações.
Os crimes teriam ocorrido na cidade em 2009 e dizem respeito a duas mulheres, de acordo com o Ministério Público britânico (Crown Prosecution Service).
Anteriormente, Brand também havia se declarado inocente de duas acusações de estupro, uma de atentado ao pudor e duas de agressão sexual, relacionadas a supostos crimes ocorridos em Londres e Bournemouth entre 1999 e 2005, envolvendo quatro mulheres. O julgamento está marcado para junho deste ano.
As investigações contra o comediante ganharam força em setembro de 2023, após uma série de reportagens investigativas publicadas pelos jornais The Sunday Times e The Times, além de um documentário exibido pelo programa Dispatches, do Channel 4.
Russell Brand volta a ser acusado de estupro e violência sexual

Fonte: G1 Entretenimento

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Robert Carradine, de ‘A Vingança dos Nerds’ e ‘Lizzie McGuire’, morre aos 71 anos


Robert Carradine e Hilary Duff na época em que atuavam na série ‘Lizzie McGuire’
Reprodução/Instagram
Robert Carradine, ator conhecido por “A Vingança dos Nerds” e pela série “Lizzie McGuire’, morreu aos 71 anos. A morte foi confirmada pela família em um comunicado enviado ao site Deadline.
“É com profunda tristeza que precisamos compartilhar que nosso amado pai, avô, tio e irmão Robert Carradine faleceu. Em um mundo que pode parecer tão sombrio, Bobby sempre foi um farol de luz para todos ao seu redor. Estamos desolados pela perda dessa alma tão bonita e queremos reconhecer a luta valente de Bobby em sua batalha de quase duas décadas contra o transtorno bipolar. Esperamos que sua jornada possa iluminar e incentivar o enfrentamento do estigma que envolve as doenças mentais. Neste momento, pedimos privacidade para vivermos este luto inconcebível. Agradecemos a compreensão e compaixão”, disse o comunicado.
Keith Carradine afirmou ao Deadline que a família decidiu tornar pública a luta do irmão contra o transtorno bipolar. “Queremos que as pessoas saibam disso, e não há vergonha nisso”.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Robert Carradine era o filho mais novo do ator John Carradine e irmão de David, Keith e Christopher Carradine. Ele estreou no cinema em 1972 ao lado de John Wayne em The Cowboys, após ser incentivado pelo irmão David. Depois, construiu sua própria trajetória no cinema ao participar do filme vencedor do Oscar “Amargo regresso”, estrelado por Jane Fonda e Jon Voight. Logo após, atuou em Mean Streets, de Martin Scorsese (1973).
De acordo com o Deadline, o maior sucesso de sua carreira no cinema veio em 1984, com “A Vingança dos Nerds”, no qual interpretou o protagonista Lewis Skolnick ao lado de Anthony Edwards. O papel transformou Carradine em um ícone cultural para toda uma geração e deu origem a uma das franquias mais populares dos anos 1980.
Nos anos seguintes, ele conquistou um novo público mais jovem ao interpretar o pai da personagem-título na série Lizzie McGuire, interpretada pela atriz Hilary Duff.
“Essa notícia dói. É muito difícil encarar essa realidade sobre um velho amigo. Havia tanto carinho na família McGuire e eu sempre me senti tão amada pelos meus pais na tela. Serei eternamente grata por isso. Fiquei profundamente triste ao saber que Bobby estava sofrendo. Meu coração dói por ele, por sua família e por todos que o amavam”, escreveu a atriz.
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Fonte: G1 Entretenimento

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AC/DC faz 1º show em SP após 16 anos; veja tudo o que precisa saber sobre 3 apresentações no país


AC/DC no clipe de ‘Shot in the dark’
Reprodução/YouTube/AC/DC
Após mais de 16 anos de espera, o AC/DC está de volta ao Brasil para a realizar o primeiro dos três shows da turnê “Power Up” em São Paulo, nesta terça-feira (23).
Com poucos ingressos ainda disponíveis, todas as apresentações acontecem no MorumBIS. A segunda, no sábado (4). Os australianos se despedem no dia 4 de março.
Abaixo, o g1 conta tudo o que você precisa saber sobre o retorno da banda:
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Qual a formação da banda nessa turnê?
Muita coisa mudou desde 2009, quando o grupo realizou apresentação única no mesmo MorumBIS. Aliás, o AC/DC passou por tanta coisa nos últimos anos que a foto acima, de um clipe de 2020, mostra dois integrantes que não estão mais com os colegas.
Atualmente, a banda conta com:
Angus Young – guitarra
Brian Johnson – vocais
Stevie Young – guitarra
Chris Chaney – baixo
Matt Laug – bateria
Aos 70 anos, Angus (guitarra solo) permanece como o único membro fundador original e líder da banda.
Nos vocais, Johnson continua nos vocais após superar problemas de audição que o afastaram dos palcos em 2016 — e que colocaram Axl Rose por um tempo no grupo. Atualmente, ele utiliza uma tecnologia de monitoramento auditivo específica que permite sua performance em estádios sem novos danos à saúde.
A primeira mudança em relação a 2009 é a presença de Stevie Young. O sobrinho dos irmãos Angus e de Malcolm Young (1953-2017), outro dos fundadores do grupo, assumiu a guitarra base desde 2014, após o diagnóstico de demência de Malcolm.
Para a turnê, o grupo conta com dois novos nomes para substituir dois integrantes de longa data. Chaney (ex-Jane’s Addiction) assume a função do aposentado Cliff Williams, e o Laug (que já tocou com Alanis Morissette e Alice Cooper) ocupa a vaga de Phil Rudd.
E como é a ‘Power up Tour’?
A turnê “Power Up” foi anunciada oficialmente para a América Latina no final de 2025, após passagens pela Europa, Estados Unidos e Austrália.
O repertório é focado no hard rock clássico da banda, e mistura clássicos como “Back in Black”, “Highway to Hell”, “Thunderstruck” e “T.N.T.” com faixas do disco mais recente, como “Shot in the Dark”.
Nas etapas anteriores da turnê, a banda utilizou uma estrutura com nove telões de LED e uma passarela extensa, além de elementos icônicos da cenografia do grupo, como o sino de cerca de uma tonelada em “Hells Bells” e a tradicional bateria de canhões disparada no encerramento com “For Those About to Rock (We Salute You)”.
Depois de encerrar a sequência de três shows em São Paulo, o AC/DC segue para apresentações no Chile, Argentina e México, antes de retornar para uma nova agenda de estádios na América do Norte no segundo semestre de 2026.
Qual a importância do AC/DC?
O AC/DC foi fundado em 1973 na Austrália pelos irmãos Young e acumula mais de 200 milhões de álbuns vendidos mundialmente. O disco Back in Black (1980) é o segundo álbum mais vendido da história da música, com estimativas que superam 50 milhões de cópias.
A trajetória da banda é marcada pela superação da morte do vocalista original, Bon Scott, em 1980, e pela entrada imediata de Brian Johnson para o lançamento de seu maior sucesso.
O grupo foi induzido ao Rock and Roll Hall of Fame em 2003 e é uma das principais referências comerciais do hard rock de arena até hoje, conhecido também pelo uniforme escolar de Angus e a boina de Johnson, elementos que se tornaram marcas globais da cultura pop.
Tem banda de abertura? Quem são?
The Pretty Reckless é uma banda de rock americana fundada em 2009 e liderada pela vocalista e ex-atriz Taylor Momsen, que cita o AC/DC como sua maior influência musical e o motivo pelo qual começou a cantar rock ainda na infância.
Com quatro discos de estúdio já lançados, eles foram escalados como o grupo de abertura fixa de toda a “Power Up Tour”, e acompanham os australianos desde o início da etapa europeia em 2024. Experientes, já abriram para bandas como Soundgarden e Guns N’ Roses em estádios pelo mundo.
Quais os horários dos shows hoje?
Os portões do estádio abrem às 15h. O show do Pretty Reckless começa às 19h30. Já a apresentação do AC/DC está prevista para as 21h.
Qual o provável setlist?
‘If You Want Blood (You’ve Got It)’
‘Back in Black’
‘Demon Fire’
‘Shot Down in Flames’
‘Thunderstruck’
‘Have a Drink on Me’
‘Hells Bells’
‘Shot in the Dark’
‘Stiff Upper Lip’
‘Highway to Hell’
‘Shoot to Thrill’
‘Sin City’
‘Jailbreak’
‘Dirty Deeds Done Dirt Cheap’
‘High Voltage’
‘Riff Raff’
‘You Shook Me All Night Long’
‘Whole Lotta Rosie’
‘Let There Be Rock’
Bis:
‘T.N.T.’
‘For Those About to Rock (We Salute You)’

Fonte: G1 Entretenimento

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Roqueiros de volta: Foo Fighters retrocede com música imatura e U2 mostra fôlego com EP político


Roqueiros de volta: veja análise de música nova do Foo Fighters e disco do U2
No que depende das grandes bandas do planeta, em 2026, o rock ainda respira. Pode não estar no auge, mas pelo menos tem músicas novas.
O Foo Fighters anunciou o 12º álbum de estúdio, “Your Favorite Toy”, para o dia 24 de abril. E a faixa-título, principal single do disco, veio esta semana.
Já o U2 apareceu de surpresa com “Days of Ash”, primeiro disco de inéditas em quase uma década, com pegada política e participação até de Ed Sheeran. Veja a crítica dos dois projetos abaixo.
Foo Fighters lança música caótica
Título: “Your Favorite Toy”
Artista: Foo Fighters
Nota: 4/10
Previsto para abril, o disco “Your Favorite Toy” será uma atualização de como está a banda após o emocional “But Here We Are” (2023). O álbum denso, muito elogiado, partiu do luto pela morte do baterista Taylor Hawkins, em 2022.
Desde então, o Foo Fighters passou por um troca-troca de bateristas e agora conta com Ilan Rubin (ex-Nine Inch Nails).
Foo Fighters se apresenta no The Town 2023
Luiz Gabriel Franco/g1
Agora, a banda de Dave Grohl dá um gostinho do que vem por aí com a faixa-título, principal single do projeto. Mas se eles estão buscando uma nova identidade com a atual formação, começaram por um caminho no mínimo… estranho.
Com sonoridade caótica, a música “Your Favorite Toy” parece uma tentativa de reproduzir aquele rock de garagem dos anos 2000 (ou até o que eles mesmos fizeram na música “White Limo”, de 2011).
É uma bagunça proposital, mas não significa que soe bem. A voz de Grohl aparece repleta de distorção e a mixagem torna os instrumentos quase impossíveis de distinguir.
É um som que pode até divertir, mas é um pouco imaturo e raso para uma banda deste calibre — depois de um disco tão profundo, é um retrocesso.
U2 volta político
Título: “Days of Ash”
Artista: U2
Nota: 6,5/10
Por outro lado, o U2 decidiu seguir a fórmula que o consagrou. Após quase uma década sem material inédito, a banda surpreendeu o público com o EP “Days of Ash”, lançado no último dia 18.
Fiel ao seu histórico ativista, o grupo aborda temas como o ICE (serviço de imigração americano), Vladimir Putin e o conflito em Gaza.
O EP vai mudar o mundo? Dificilmente. São cada vez mais raras as músicas de protesto que têm efeito real, viram hino nas ruas e mobilizam as pessoas.
Mas o U2 não está necessariamente preocupado em lançar a próxima “Imagine”. Parece que eles só não querem ficar calados em um momento tão delicado — se a tensão política ao redor do mundo não conseguisse que o U2 fizesse novas músicas, nada mais conseguiria.
Musicalmente, o EP passeia por sonoridades familiares. Um exemplo é “American Obituary”, a faixa mais rock e um dos destaques do projeto. A música tem riffs de guitarra que lembram o U2 de “How to Dismantle an Atomic Bomb” e “All That You Can’t Leave Behind”.
“Renee Good nasceu para morrer livre (…) / O que você matar não pode morrer / A América irá se levantar”, diz a música.
U2 lança ‘Days of Ash’, primeiro álbum de músicas inéditas em quase 10 anos
Brent N. Clarke/Invision/AP
Já para quem curte as baladas e canções de protesto do grupo, “Tears of Things” pode emocionar. No mínimo, a canção prova que a voz de Bono segue em ótima forma.
É um disco de outro mundo? Não. O EP tem altos e baixos, e uma fraca é “Yours Eternally”, parceria com o ucraniano Taras Topolia e… Ed Sheeran. É uma faixa comercial e Coldplay demais para o estilo do U2.
Mas o projeto mostra que o U2 ainda tem fôlego para 2026. A banda diz que vem aí um álbum cheio, ainda neste ano. E nesse caso, o EP é um bom pontapé.

Fonte: G1 Entretenimento

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Violonista do Quarteto Maogani, Paulo Aragão lança o primeiro álbum solo em março com valsas e choros sentimentais


Paulo Aragão lança em março o álbum solo ‘Choros líricos e sentimentais’ com repertório autoral
Reprodução
♫ NOTÍCIA
♬ Integrante e fundador do Quarteto Maogani, com quem gravou oito álbuns lançados entre 1997 e 2025, o violonista, arranjador, compositor e produtor musical Paulo Aragão apresenta em março o primeiro álbum solo da discografia.
Intitulado “Choros líricos e sentimentais”, o álbum foi formatado com repertório inteiramente autoral, tendo sido gravado em novembro, mixado em dezembro e enfim finalizado após ajustes feitos em janeiro.
Ao contrário do que faz supor o título “Choros líricos e sentimentais”, Aragão transita no álbum por outros gêneros musicais, como a valsa, com diversas formações instrumentais.
Cabe ressaltar que, como arranjador e/ou produtor musical, Paulo Aragão vem em movimento ascendente na música brasileira, tendo trabalhado em discos recentes de nomes do porte de Dori Caymmi, Edu Lobo, Francis Hime e Guinga.

Fonte: G1 Entretenimento

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Paula Fernandes grava o show ’30 & poucos anos’ em abril, em São Paulo


Paula Fernandes grava o álbum audiovisual ’30 & poucos anos’ em show programado para 16 de abril na casa Vibra São Paulo
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Nascida em agosto de 1984, Paula Fernandes tem somente 41 anos. Mas já contabiliza 33 anos de carreira na música, pois começou a cantar ainda criança, aos oito anos, tendo lançado o primeiro álbum em 1993.
O título do ainda inédito projeto musical idealizado pela artista mineira para 2026, “30 & poucos anos”, alude à longevidade da trajetória da cantora e compositora projetada nos anos 2000.
No embalo da participação de Paula como atriz na novela “Coração acelerado” (Globo, 2026), trama sertaneja na qual interpreta a personagem Cecília, a artista anuncia a gravação do álbum audiovisual “30 & poucos anos” em show programado para 16 de abril na casa Vibra São Paulo, situada na cidade de São Paulo (SP). Ricardo Lopes assina a produção musical. Já o roteiro do show é de Bruno Campos.
Na discografia de Paula Fernandes, o registro ao vivo do espetáculo “30 & poucos anos” sucederá o EP “Simplesmente eu” (2025), lançado em novembro do ano passado com cinco músicas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Nick Reiner, filho de Rob Reiner, se declara inocente do assassinato dos pais


O diretor Rob Reiner, sua esposa Michele Singer e seu filho Nick Reiner em evento de lançamento da Teen Vogue, em 2013
Michael Buckner / Getty Images via AFP
Nick Reiner, de 32 anos, se declarou inocente das acusações de assassinato de seus pais, o cineasta Rob Reiner e Michele Singer. Nesta segunda (23), Nick falou em uma breve audiência e concordou com a nova data de comparecimento ao tribunal, marcada para 29 de abril.
O réu responde por duas acusações de homicídio com agravantes. Caso seja condenado, a sentença pode variar entre pena de morte e prisão perpétua sem possibilidade de condicional.
Segundo a imprensa americana, há relatos de que Nick foi diagnosticado com esquizofrenia e estava em tratamento psiquiátrico na época do assassinato de seus pais.
Não se sabe se ele buscará uma defesa por insanidade, mas não houve menção ao estado de saúde mental de Reiner durante a sessão desta segunda.
Entenda o caso
O ator e diretor de Hollywood Rob Reiner, de 78 anos, e sua esposa, Michele Singer, de 68, foram encontrados mortos em sua casa em Los Angeles, no dia 14 de dezembro. De acordo com uma fonte ouvida pela Associated Press (AP), os dois apresentavam ferimentos causados por facas.
A polícia de Los Angeles afirmou, no dia 15, que sua investigação concluiu que Nick Reiner matou os pais.
O filho de Rob e Michele tem um histórico de uso de drogas e transtornos mentais e foi detido no mesmo dia, sem direito a fiança.
Rob Reiner, diretor do filme “Harry e Sally”, e a esposa são mortos a facadas na Califórnia

Fonte: G1 Entretenimento

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Djavan pesca pérola rara em EP para os poucos que apreciam a sofisticação do cancioneiro de José Miguel Wisnik


Djavan participa do EP ‘Mais simples’ com gravação ao vivo, captada em 2005, da canção ‘Pérolas aos poucos’
Priscila Prade / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Djavan canta Wisnik – Pérolas aos poucos
Artista: Djavan
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Em 2003, José Miguel Wisnik lançou um dos melhores álbuns da discografia do compositor e pianista paulista, “Pérolas aos poucos”. Exemplo da sofisticação que pauta o cancioneiro do artista, a música-título “Pérolas aos poucos” foi uma das trilhas sonoras da vida de Djavan ao longo de 2004, ano em que o artista estreou em julho o show “Vaidade”, baseado no álbum homônimo que havia sido lançado pelo cantor em junho daquele ano de 2004.
A adoração de Djavan pela canção “Pérolas aos poucos” era tamanha que, no meio da turnê “Vaidade”, já em 2005, o cantor incluiu “Pérolas aos poucos” no roteiro do show, em número de voz & piano, feito em algumas apresentações no Brasil, na França e em Portugal.
Com o toque do piano de Renato Fonseca, Djavan lapidou “Pérolas aos poucos” como grande intérprete que sempre foi. É esse registro ao vivo que, recuperado após 21 anos, emerge amanhã, 24 de fevereiro, como o segundo single do EP “Mais simples”.
Previsto para ser lançado em abril, com edição e produção da Circus, o EP “Mais simples” apresentará gravações de músicas de Wisnik nas vozes de vários artistas.
Com capa criada pela designer Elaine Ramos a partir da pintura “Chuvisco II” (2013), da artista Marina Rheingantz, o single “Djavan canta Wisnik – Pérolas aos poucos” não chegar a provocar o arrebatamento causado pelo single anterior, “Mais simples”, lançado em 22 de janeiro com gravação inédita e atual da canção de 1992, reouvida na voz de Caetano Veloso com o toque do violão de Tom Veloso.
Contudo, o registro ao vivo de “Pérolas aos poucos” em 2005 – depurado pelo técnico de som Marcelo Saboia, sob supervisão de Djavan e de José Miguel Wisnik, para ser incluído no EP “Mais simples” – reedita o alto nível do single anterior e sinaliza que o EP terá excelente resultado. A faixa de Djavan é pérola pescada para os poucos que apreciam a sofisticação da obra de José Miguel Wisnik.
Capa do single ‘Djavan canta Wisnik – Pérolas aos poucos’, de Djavan
Pintura de Marina Rheingantz

Fonte: G1 Entretenimento

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Não, o pop latino não começou com Bad Bunny… Artistas pavimentaram rua para ele erguer sua ‘casita’


Bad Bunny se apresentou pela primeira vez no Brasil nesta sexta (20)
Jorge Silva/Reuters
É tentador olhar para o “baile nostálgico” de Bad Bunny em São Paulo e acreditar que o Brasil finalmente rompeu sua histórica bolha de isolamento apenas por causa dele. O porto-riquenho esgotou os ingressos de seus dois primeiros shows no país, no Allianz Parque, neste fim de semana. Mas a verdade é que outras vozes latinas pavimentaram a rua onde Benito agora construiu sua casita.
Em 2010, quando escrevi sobre uma “onda latina” para a edição brasileira da revista “Billboard”, o cenário era de resistência. Naquela época, o passaporte para o sucesso em espanhol quase sempre vinha carimbado pela televisão. O fenômeno RBD, com seus 2,2 milhões de discos vendidos no país, era o exemplo mais impressionante: um sucesso que saiu direto do SBT para as paradas. Sem a “forcinha providencial” das novelas, como o Maná em “Mulheres Apaixonadas”, a barreira parecia intransponível.
O cenário de 15 anos atrás continua atual. Como Sergio Affonso, então presidente da Warner, me disse na época, o Brasil é um país latino isolado por um preconceito que vai além da língua. Havia uma ideia de que música latina era obrigatoriamente “chocalho na mão e rebolado”. Enquanto nomes como Alejandro Sanz e Shakira lutavam por espaço nas rádios, o pop rock que não tinha uma figura tão marcante era ignorado ou rotulado como brega. Outra questão é que Shakira se aventurou por hits em inglês para mudar de patamar e virar uma popstar global.
Por que shows do Bad Bunny no Brasil são históricos
O executivo André Matalon me contou que os produtos latinos eram vistos como “enlatados” e sofriam com o preconceito de quem achava que faltava qualidade à produção vizinha. O cenário era tão fechado que o grande êxito romântico em espanhol nas rádios da década de 2000 acabou sendo de um brasileiro: Alexandre Pires, com “Usted Se Me Llevó La Vida”. Tirando casos esporádicos como o colombiano Juanes ou a persistência de nomes como Bruno & Marrone, o mercado se fechava para quem não aceitasse o jogo da adaptação.
Historicamente, o mercado brasileiro impôs uma barreira cultural contra o “idioma de Cervantes” ao associá-lo quase exclusivamente a canções mais românticas do que a encomenda. Esse estigma, personificado por ícones como Julio Iglesias, criou uma ideia de que a música em espanhol era sempre “enlatada” ou voltada para a balada sentimental.
RBD, Maná e o pop rock de novela
RBD: Maite Perroni, Christopher Uckermann, Anahí, Christian Chávez e Dulce María
Divulgação
O Maná é o caso clássico de como o rock em espanhol precisou de uma engenharia televisiva para furar o bloqueio por aqui. O grupo vendeu mais de 20 milhões de discos no mundo, sendo 600 mil no Brasil: uma marca impulsionada por trilhas da novela. Em 2003, “Vivir sin aire” virou hino ao embalar o casal Clara e Rafaela em “Mulheres Apaixonadas”, um momento que o baterista Alex González definiu como histórico para a banda. A estratégia seguiu com “Labios compartidos” em “Viver a Vida” (2009) e “Lluvia al coração” em “Morde & Assopra” (2011) As canções de novela levaram o quarteto ao Palco Mundo do Rock in Rio.
Já o RBD operou em uma escala que pouca gente no pop (latino, ou de qualquer lugar) conseguiu repetir. Foram 2,2 milhões de discos vendidos no país a partir de 2005, um volume que forçou uma “alfabetização pop latina” na marra. Uma geração inteira de brasileiros aprendeu espanhol para acompanhar os dramas de Anahí e companhia. Como ela mesma me contou, esse sucesso era sentido na pele: o Brasil se tornou o porto seguro para o pop mexicano, criando uma base de fãs que hoje, já adulta, ajuda a sustentar o interesse por nomes como Bad Bunny.
Que bonita vizinhança…
Jorge Drexler, ganhador do Oscar e o mais uruguaio nome da MPB, me apresentou uma teoria que explica por que demoramos tanto para aceitar um fenômeno como Bad Bunny. Para ele, o Brasil se dá ao luxo da autor-referencialidade: produzimos o que ouvimos e ouvimos o que produzimos. Somos um continente musical que se basta, onde o artista pode fazer a vida sem nunca precisar de um carimbo no passaporte.
Marisa Monte e Jorge Drexler
Acervo pessoal Marisa Monte
Nomes como Belinda e Ximena Sariñana, também atrizes, já tentavam furar esse bloqueio lá atrás, investindo no carinho dos fãs brasileiros para compensar a falta de espaço nas rádios. Com o streaming, a dependência das FMs ficou bem menor, e isso fez a diferença.
Bad Bunny talvez seja o ápice de um processo de décadas. Ele não precisou de uma versão em português, de uma novelinha adolescente ou de uma novela das oito para ser compreendido. Ele usou palcos globais como o Grammy e o Super Bowl para expandir seu público, é claro: mirou no mundo e acertou no Brasil.
A carreira era mais voltada para o reggaeton, mas ele foi diversificando seu som. Nos últimos anos, principalmente a partir do festejado álbum “Un Verano Sin Ti” (2022), passou a ir mais além do “trapeton”. A união do reggaeton com o trap, caracterizado por um rap mais arrastado, soturno, mas com vocais graves e pegada festiva, ganhou a companhia de outros sons dançantes, da salsa à música eletrônica. Essa sonoridade dançante e melódica é a cama para suas letras sobre assuntos que fazem sentido em San Juan ou em São Paulo: desilusões amorosas, bebedeiras, arrependimentos, nostalgia, crítica social…
O rapper se beneficia de uma estrada aberta por quem provou, como me disse o ex-Menudo Roy Rosselló, que “amor” significa “amor” em qualquer lugar. A estreia do conterrâneo de Ricky Martin (outro ex-Menudo) no país é a confirmação de que a “marolinha” latina de 2010 finalmente virou o tsunami que muitos já previam. Benito não inventou o interesse do brasileiro pelo espanhol, ele apenas colheu o que foi plantado por uma linhagem que insistiu em dizer que o Brasil também faz parte da vizinhança.

Fonte: G1 Entretenimento