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Bebel Gilberto canta Cazuza em show com orquestra 40 anos após se tornar parceira do artista em belas canções


Bebel Gilberto e Cazuza (1958 – 1990) em meados dos anos 1980, quando se tornaram parceiros em músicas lançadas em 1986
Reprodução / Acervo MIS
♫ ANÁLISE
♬ É significativo o fato de Bebel Gilberto estar entre os quatro intérpretes solistas do espetáculo sinfônico “Canções de Cazuza” – programado para 2 de março em teatro de São Paulo (SP) – ao lado de Criolo, Rogério Flausino e Wilson Sideral, todos sob a batuta do maestro Edilson Ventureli, regente da Orquestra Sinfônica Heliópolis.
É que, embora tenha ganhado projeção somente no ano 2000, com o lançamento do aclamado álbum “Tanto tempo” nos Estados Unidos, Bebel iniciou a discografia solo há 40 anos com EP em que se apresentou com parceira de Cazuza (1958 – 1990) e Dé Palmeira.
Primeiro disco da artista, o EP “Bebel Gilberto” – lançado em 1986 pela gravadora WEA – não aconteceu. Mas foi entre as cinco faixas daquele disco seminal que apareceram as canções “Mais feliz”, “Preciso dizer que te amo” e “Amigos de bar”, as três assinadas por Bebel com Cazuza e Dé, baixista da banda Barão Vermelho.
“Amigos de bar” permaneceu na obscuridade e nunca foi sequer regravada ao longo desses 40 anos. Já “Preciso dizer que te amo” ganhou luz já no ano seguinte ao ser regravada por Marina Lima em um dos álbuns mais celebrados da artista, “Virgem” (1987).
“Mais feliz” precisou esperar alguns anos para se tornar sucesso. A música até foi cantada por Adriana Calcanhotto em 1990 em show que, captado sob direção de Zelito Viana, foi perpetuado no registro audiovisual “Voz e violão ao vivo” (1991). Contudo, a canção somente se tornou de fato conhecida quando foi regravada em estúdio pela mesma Calcanhotto para o álbum “Maritmo” (1998).
É provável que Bebel Gilberto reviva “Mais feliz” e “Preciso dizer que te amo” no roteiro do show “Canções de Cazuza” com a moldura orquestral da sinfônica de Heliópolis. Afinal, Bebel é parceira de Cazuza na criação dessas duas canções que romperam a barreira do tempo e, 40 anos depois daquele EP que deu em nada em 1986 (mas frutificou depois), continuam presentes na memória musical do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rush anuncia shows no Brasil em 2027; veja datas e locais


Rush anuncia série de shows no Brasil em 2027
Divulgação
O grupo Rush anunciou uma série de shows no Brasil com a turnê “Fifty Something”, que marca os 50 anos de carreira do grupo. Será a primeira passagem da banda pela América do Sul em 17 anos.
O grupo passará por quatro cidades em janeiro e fevereiro de 2027. Veja as datas:
22 de janeiro, na Arena da Baixada, em Curitiba;
24 de janeiro, no Allianz Parque, em São Paulo;
30 de janeiro, no Engenhão, no Rio de Janeiro;
1º de fevereiro, no Mineirão, em Belo Horizonte;
4 de fevereiro, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília.
A turnê “Fifty Something” celebra os 50 anos de carreira do Rush, fundado originalmente em 1968, mas que consolidou sua formação clássica e o lançamento do primeiro álbum em meados da década de 70.
A turnê é vista como um evento histórico para os fãs, especialmente após o hiato das atividades e o falecimento do baterista Neil Peart em 2020.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Ativista com Síndrome de Tourette grita insulto racista durante o BAFTA


John Davidson, que inspirou o filme “I Swear”
Reprodução/Instagram
John Davidson, que inspirou o filme “I Swear”, proferiu uma ofensa racista durante a cerimônia do BAFTA neste domingo (22). Diagnosticado com Síndrome de Tourette aos 25 anos, ele apresenta tiques vocais e explosões involuntárias que, com frequência, incluem palavrões.
De acordo com a revista “Variety”, diversos tiques vocais foram ouvidos ao longo da cerimônia, incluindo um grito de “cala a boca” durante o discurso de abertura da presidente do BAFTA, Sara Putt, e um “vão se foder” quando os diretores de “Boong”, vencedor do BAFTA de melhor filme infantil e familiar, subiram ao palco para receber o prêmio. Em outro momento, a plateia ouviu Davidson proferir um termo racista quando Michael B. Jordan e Delroy Lindo entregaram o prêmio de melhores efeitos visuais para “Avatar: Fogo e Cinzas”.
Leia mais: Bafta 2026: ‘O Agente Secreto’ perde os dois prêmios aos quais foi indicado; veja lista dos vencedores
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O apresentador da cerimônia, Alan Cumming, pediu desculpas e fez um apelo por compreensão ao público no Royal Festival Hall, em Londres, onde o evento foi transmitido pela TV britânica.
“Vocês talvez tenham percebido uma linguagem forte ao fundo. Isso pode fazer parte de como a Síndrome de Tourette se manifesta para algumas pessoas, e o filme explora essa experiência”, disse Cumming. “Obrigado pela compreensão e por ajudar a criar um espaço respeitoso para todos.”
O “The Hollywood Reporter” afirmou que Davidson deixou o local cerca de 25 minutos após o início da cerimônia. Segundo a publicação, ele saiu por vontade própria e não a pedido da BAFTA.
Robert Aramayo, ator que interpreta Davidson em “I Swear”, venceu nas categorias Melhor Ator e Estrela em ascensão no BAFTA. “John Davidson é o homem mais extraordinário que já conheci. Ele é extremamente generoso ao compartilhar conhecimento e acredita que ainda há muito mais que precisamos aprender sobre a Síndrome de Tourette. Principalmente, quero dizer que, para as pessoas que vivem com Tourette, é o burburinho ao redor delas que ajuda a definir sua experiência. Então, para citar o filme, ‘elas precisam de apoio e compreensão’”, afirmou.
Robert Aramayo, ator que interpreta John Davidson em “I Swear”, venceu nas categorias Melhor Ator e Estrela em ascensão no BAFTA
JUSTIN TALLIS / AFP
O que é Síndrome de Tourette?
A Síndrome de Tourette é uma desordem de movimento, caracterizada por múltiplos tiques e alguns distúrbios comportamentais. Alguns distúrbios relacionados à Tourette são:
Coprolalia: a pessoa fala palavras obscenas de forma incontrolável;
Copropraxia: a pessoa tem compulsão em fazer gestos obscenos;
Piromania: compulsão por colocar fogo nas coisas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Conheça os segredos por trás dos hits de verão que dominam o carnaval

Qual a alquimia de um Hit de Verão?
O que faz uma música sair dos estúdios e ganhar as ruas, as praias e os fones de ouvido de milhões de pessoas em tempo recorde? No verão de 2026, a resposta passa por uma combinação de engenharia musical, cronogramas de marketing rigorosos e o fenômeno das coreografias nas redes sociais.
Um dos maiores exemplos desse sucesso é “Jetski”, hit de Pedro Sampaio com Melody e Menok, que alcançou o topo das paradas no Brasil e figurou entre as 50 mais ouvidas do mundo em uma plataforma de música.
Para o DJ e produtor Pedro Sampaio, a primeira impressão é a que fica — e ela precisa ser imediata para prender o ouvinte disperso. O artista revela que existe uma preocupação técnica com o tempo que o público leva para chegar à parte principal da música.
“Para mim é muito importante que quando você der play numa música do Pedro Sampaio, você reconheça ela no primeiro e segundo. Já chama a atenção. Eu gosto de gastar pouco tempo do início da música até o refrão. A música começa e o refrão toca em 18 segundos. Do início da música até a primeira vez que o refrão toca, você escutou 18 segundos. Depois a música se desenvolve. Mas esse início ser, pá, pum, pra mim é muito importante”, explica Pedro.
Além da agilidade, a música é construída sobre um jogo de sensações para potencializar o impacto emocional. “Uma coisa importante são as sensações. Então o início de ‘Jetski’ ele é um pouco mais tenso e quando vem o refrão ele se torna muito alegre. Então essa tensão que precede essa alegria deixa a alegria ainda mais alegre”, detalha o músico.
A construção do hit também passou por colaborações certeiras. Melody, que divide os vocais em “Jetski”, conta que o convite foi inesperado.
“Eu não sabia de nada nada, ele só falou assim: ‘vem pra cá’. Falei: ‘tô indo'”, relembra a cantora. Ela destaca o cuidado de Pedro com a identidade visual da faixa: “Quem fez a ideia do capacete foi ele. Ele pensa em tudo, não é?”
Pedro reforça a força da imagem da parceira: “Qualquer lugar que ela vai o capacete já é uma marca”.
Já o cantor Menok entrou no projeto na base do improviso. “Me falou algumas coisas, né? Tipo, umas ideias que eu poderia botar na música. Daí eu fui ali, dentro da minha mente, construí a ideia e ele super curtiu, né, mano?”, conta Menok.
O resultado é o que Pedro Sampaio define como “o tal de Chiclete”, aquela música que, como define o especialista Paulo Pimenta, dá a sensação de que “para onde você vai aquela música está tocando”.
Paulo Pimenta, empresário que trabalha com Anitta há 11 anos e agora também com Pedro Sampaio, é considerado um especialista em “hitar”. Para ele, o sucesso de uma música de carnaval começa meses antes.
“Se você fosse minha cliente e me perguntasse até quando você poderia lançar, eu te diria que o seu máximo é a meados de dezembro”, afirma Pimenta.
Ele detalha que o processo de criação já nasce com foco comercial e viral. “O elemento principal é a própria música. Então, quando essa composição está sendo feita, tanto na escrita quanto na produção musical, existe sim uma preocupação com o refrão, com batidas fortes, com expressões que podem viralizar. A gente tem o cronograma de marketing, que ele inclui todo o relacionamento com a mídia. A gente tem os eventos, tantos lançamentos da música, o agendamento de programas de televisão, de rádio também”, completa.
Anitta reforça que o “trabalho de formiguinha” nos bastidores é o que sustenta o topo das paradas.
“O que faz de uma música um hit, com certeza, é a forma como aquele artista vai trabalhar aquela música, né? A divulgação, a promoção, a quantidade de trabalho que você vai colocar nisso. Às vezes as pessoas não têm noção do quanto que isso interfere”, diz a cantora, que viu seu hit “Gostosin” ser eleito a música que definiu o verão de 2026.
Tem que ter dancinhas
No cenário atual, a coreografia deixou de ser um complemento para se tornar um pilar estratégico.
“As dancinhas viraram um produto quase tão importante quanto a música.” Paulo Pimenta confirma que a composição já nasce coreografada:
“Muitos compositores de hits já compõem, já sentam ali falando: ‘Se eu colocar essa palavra aqui, talvez fique melhor na dança”.
Além de “Jetski”, outras canções confirmaram essa tendência de viralização e ritmo de verão em 2026:
“Desliza”, de Léo Santana com Melody;
“Vampirinha”, de Ivete Sangalo;
“Carnaval”, de Marina Sena com Psirico.
Fenômeno orgânico e o inusitado
Apesar das fórmulas milionárias, o mercado ainda reserva espaço para sucessos que nascem do acaso e da simplicidade. Yasmim Sensação viu a música “Fanatismo” atingir 10 milhões de visualizações com um vídeo caseiro gravado em Canindé do São Francisco, Sergipe.
“Eu e meu irmão, alô Inácio, amo você, a gente estava sem nada para fazer lá em casa, ele falou: ‘vamos fazer um vídeo bem simples lá, bem simples’. Descemos e gravamos o vídeo”, conta Yasmim.
Para ela, o segredo foi um detalhe vocal: “Eu acho que foi o gemidinho. Eu não sei se é fanatismo, mas eu quando estou longe de ti…”.
Paulo Pimenta analisa que, nesses casos, o talento se sobrepõe ao orçamento: “Eu já vi cifras muito pequenas, mas que o hit pegou, porque daí a gente volta na questão da música ser muito boa”.
No fim das contas, como define Ivete Sangalo, a música ainda é movida pela emoção e pelo comportamento do público, algo que nem a inteligência de mercado explica totalmente.
“Nem eu, nem o público, nem ninguém sabe exatamente a força de uma música. Não dá para ler isso com antecedência, o próprio movimento da música e do comportamento do público vai fazendo com que aquilo ganhe corpo. E é isso que é o saboroso, porque se a gente sabe antes, isso perde totalmente a expectativa que a gente cria sobre as coisas. O novo, inusitado, é sempre muito mais bem-vindo do que o que já é esperado”, conclui Ivete.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Nanda Tsunami une sexo, misticismo e terapia no rap e viraliza com hit que homenageia Pitty


O que acontece entre quatro paredes deve ficar entre elas? Para Nanda Tsunami, nem sempre.
Dona do hit “P.I.T.T.Y (Parecendo Uma Cafetina)”, que já soma mais de 25 milhões de reproduções nas plataformas digitais, a rapper paulista vem conquistando espaço no rap nacional ao misturar sexo, espiritualidade e terapia.
Nascida e criada no centro de São Paulo, Fernanda Xavier Ferreira Santana, 26, sempre quis ser artista. Cresceu assistindo a DVDs piratas com clipes internacionais de pop, sampa e black music dos anos 2000, mas foi só durante a pandemia de Covid-19 que começou a compor.
A primeira faixa, “Novinho Chora”, nasceu de um término conturbado. Mais do que falar o que sentia, ela escreveu o que gostaria de estar sentindo, com atitude e confiança que já apontavam para a estética que desenvolveria depois.
Desde então, lançou o EP “Tsunami Season” (2024) e o álbum de estreia “É Disso Que Eu Me Alimento” (2025), projetos que transitam entre funk paulista, trap, R&B, afrobeats e música eletrônica.
A relação com o funk vem da adolescência. Criada em uma família conservadora, ela ouvia o gênero fora de casa. O apelido “Tsunami” surgiu como referência à faixa “Angra dos Reis”, do funkeiro MC Daleste, assassinado em 2013.
Sexo como narrativa de poder
A sexualidade é um dos pilares da obra da rapper. Em vez de tratar o sexo como tabu ou provocação vazia, ela o usa como ferramenta narrativa e símbolo de autonomia feminina.
Em “P.I.T.T.Y”, faixa que viralizou nas redes sociais, Nanda subverte a lógica tradicional do rap — historicamente marcada por discursos masculinos de dominação.
Capa do single ‘P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)’ de Nanda Tsunami
Divulgação redes sociais
A música nasceu como resposta ao verso “Nóis te quebra e te devolve para o frango que te ama” do funkeiro MC Negão Original. No refrão, ela inverte a dinâmica e ironiza a postura de homens que objetificam mulheres.
A faixa ainda conversa com “P.I.M.P”, de 50 Cent, ao samplear a faixa e usar referências ao universo das cafetinas para ironizar os bastidores da indústria musical, onde — segundo ela — mulheres muitas vezes são desvalorizadas ou assediadas.
A sigla P.I.T.T.Y também é homenagem à cantora Pitty, citada na letra. A própria rockeira entrou na brincadeira nas redes sociais, reforçando a repercussão da faixa.
Nanda Tsunami
Divulgação redes sociais / Onerpm
Para Nanda, falar de sexo é também falar de identidade: Ela cresceu sob o peso da sexualização precoce e, ao longo dos anos, passou a questionar o que era desejo genuíno e o que era expectativa imposta.
“É entender o que eu realmente gosto e o que eu faço só para agradar, sabe?… Quando você se abre para o sexo, (na visão de algumas pessoas) é como se todas as suas coisas boas caíssem por terra”. Conta em entrevista ao g1.
Em suas músicas, o sexo não aparece como culpa, mas como extensão da chamada “divindade feminina”, conceito que conecta corpo, espiritualidade e autoestima.
Misticismo, meditação e terapia
A espiritualidade entrou na vida da artista paralelamente ao início da carreira musical. Práticas como meditação guiada e Ho’oponopono se tornaram parte do processo criativo.
A faixa de abertura do EP “Tsunami Season” recria uma sessão de meditação e conduz o ouvinte por uma experiência quase sensorial. Não é um recurso isolado: a busca por autoconhecimento atravessa toda a discografia.
“Você entende que as respostas estão dentro da sua cabeça, mas é um processo de refinamento para saber o que é resposta e o que é loucura”.
Esse olhar terapêutico aparece também nas letras sobre insegurança e vulnerabilidade. Em “Pq Você Não Me Liga?”, do álbum “É Disso Que Eu Me Alimento”, ela questiona se a rejeição do parceiro tem relação com seu corpo, seu jeito ou sua cor de pele.
‘É Disso Que Eu Me Alimento’ Nanda Tsunami
Divulgação / redes sociais
No novo single “Faço Acontecer”, Nanda aprofunda a estética mística que vem construindo na carreira. No clipe, surge como uma espécie de feiticeira contemporânea, espalhando energia e transformação por onde passa, quase como um ritual pop de “manifestar coisas boas” para quem cruza seu caminho.
Entre batidas eletrônicas e versos explícitos, há uma reflexão constante sobre autoestima e saúde emocional.
Comunidade e identificação
Outro fator decisivo para o crescimento de Nanda foi a comunidade de fãs, majoritariamente feminina.
Suas letras, baseadas em experiências pessoais ou desejos não realizados, criam identificação direta com ouvintes que a enxergam como amiga ou irmã mais velha.
“Se hoje eu não preciso bater ponto e pegar metrô, é porque tem gente consumindo meu trabalho. É uma relação de troca”.
A proximidade com o público é parte da estratégia. Diferentemente de muitos artistas que constroem personagens distantes, Nanda aposta em uma comunicação direta e emocional.
Mais do que um hit, Nanda Tsunami constrói uma identidade artística que une erotismo, misticismo e autoconhecimento.
Nanda Tsunami nas fotos de divulgação do single ‘Faço Acontecer’
Divulgação redes sociais / Onerpm
Se em uma primeira audição suas músicas podem soar apenas como provocação em cima de batidas dançantes, um olhar mais atento revela uma narrativa sobre poder, autoestima e reconstrução.
Ao colocar o sexo no centro da conversa, e ligá-lo à espiritualidade e à terapia, ela desafia a ideia de que o desejo feminino e profundidade não podem coexistir.
E, para a rapper, talvez seja justamente o contrário: o que acontece entre quatro paredes, também precisa ser falado fora delas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Fitti estreia show que antecipa o tom ‘trans-nordestino’ do álbum em que o cantor interpreta Ney Matogrosso


Fitti estreia em São Paulo na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, o show em que canta o repertório de Ney Matogrosso
Michael William / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Anunciado em setembro, o álbum e show em que Fitti interpreta o repertório de Ney Matogrosso ganham forma ao longo de 2026. Antecedido pelo single “Postal de amor” (2025), lançado em 28 de novembro, o álbum vem sendo orquestrado sob direção musical do produtor e baterista Pupillo. Marcus Preto assina a direção artística.
Ambos, Pupillo e Preto, desempenham as mesmas funções no show “Fitti canta Ney”, cuja estreia está programada para a próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, no Sesc Pompeia, em São Paulo (SP), cidade onde reside o cantor, compositor e ator pernambucano, nascido no Recife (PE). Aliás, a intenção de Fitti é abordar músicas gravadas por Ney em releitura caracterizada como “trans-nordestina”.
O roteiro do show “Fitti canta Ney” é composto por 18 músicas. A seleção abarca “Bandido corazón” (Rita Lee, 1976), “Bandolero” (Luhli e Lucina, 1978), “Mal necessário” (Mauro Kwitko, 1978), “Tem gente com fome” (João Ricardo e Solano Trindade, 1979), “Homem com H” (Antonio Barros, 1974 / 1981 na voz de Ney) e “Balada do louco” (Arnaldo Baptista e Rita Lee, 1972 / 1986 na voz de Ney), músicas gravadas por Ney Matogrosso na discografia solo.
Fitti também rebobina composições lançadas pelo cantor na época em que Ney era vocalista do grupo Secos & Molhados, casos de “O patrão nosso de cada dia” (João Ricardo, 1973), “Sangue latino” (João Ricardo e Paulo Mendonça, 1973) e “Flores astrais” (João Ricardo e João Apolinário, 1974).
O álbum em que Fitti canta Ney Matogrosso é o segundo da discografia do artista, cujo álbum de estreia, “Transespacial” (2024), foi lançado há dois anos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bafta 2026: ‘O Agente Secreto’ perde os dois prêmios aos quais foi indicado


Wagner Moura no tapete vermelho do Bafta, premiação do cinema britânico
Bafta Awards/Redes Sociais
“O Agente Secreto”, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, perdeu neste domingo (22) os dos prêmios aos quais foi indicado no Bafta: Melhor Roteiro Original e Melhor Filme em Língua Não Inglesa.
O Melhor Roteiro Original foi o norte-americano “Pecadores” e o Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi o noruguês “Valor Sentimental”.
Wagner Moura passou pelo tapete vermelho do Bafta. A cerimônia ocorre em Londres. Após ter recebido o prêmio de melhor ator em filme de drama do Globo de Ouro, Wagner Moura concorreu a nenhuma categoria individual do Bafta.
Além do drama policial brasileiro dirigido por Kleber Mendonça, o Brasil concorreu ao prêmio de Melhor Fotografia com Adolpho Veloso, que faz parte da produção do filme “Sonhos de Trem”.
O brasileiro, porém, foi superado por Michael Bauman, responsável pela fotografia do filme “Uma Batalha Após a Outra”.
Nesta temporada, Veloso já conquistou o Melhor Fotografia no Critics Choice Awards e no Indie Spirit Awards e permanece como um dos mais cotados para receber o prêmio no Oscar.
Mais cedo, Petra Costa concorreu à categoria de melhor documentário, com “Apocalipse nos Trópicos”, mas perdeu o troféu para os tchecos Pavel Talankin e David Borestein, por “Mr. Nobody Against Putin”.
BAFTA 2026: Veja a lista de indicados para os principais prêmios da noite

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura chega ao Bafta com ‘O Agente Secreto’ no páreo por duas premiações


Wagner Moura no tapete vermelho do Bafta, premiação do cinema britânico
Bafta Awards/Redes Sociais
Wagner Moura passou pelo tapete vermelho do Bafta (British Academy Film Awards) na tarde deste domingo (22) para participar da noite mais prestigiada do cinema britânico. A cerimônia ocorre em Londres.
“O Agente Secreto”, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, concorre a duas categorias: Melhor Filme em Língua não Inglesa e Melhor Roteiro Original.
Após ter recebido o prêmio de melhor ator em filme de drama do Globo de Ouro, Wagner Moura não está concorrendo a nenhuma categoria individual do Bafta.
Além do drama policial brasileiro dirigido por Kleber Mendonça, o Brasil também pode conquistar um prêmio com Adolpho Veloso, indicado à melhor fotografia por Sonhos de Trem. O paulistano, aliás, vem acumulando a maioria dos troféus da temporada na categoria.
Mais cedo, Petra Costa concorreu à categoria de melhor documentário, com “Apocalipse nos Trópicos”, mas perdeu o troféu para os tchecos Pavel Talankin e David Borestein, por “Mr. Nobody Against Putin”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Geraes’, álbum lançado há 50 anos por Milton Nascimento, se alinha com o aguçado orgulho latino do Brasil em 2026


Milton Nascimento posa com a camisa que estampa o desenho feito pelo artista para a capa do álbum ‘Geraes’ (1976)
Divulgação
♫ MEMÓRIA – DISCOS DE 1976
♬ Na década de 1970, Milton Nascimento alicerçou obra que sempre buscou a conexão do Brasil com os países latinos da América hispânica em movimento de integração que, 50 anos após as ações de Milton, vem alcançando amplitude mundial em 2026 com o enfrentamento de Donald Trump pelo astro porto-riquenho Bad Bunny através da música.
No álbum “Clube da Esquina” (1972), antológico disco-manifesto da turma mineira liderada por Milton, artista de origem acidentalmente carioca, o cantor e compositor já havia se ambientado na atmosfera hispânica de “San Vicente” (Miltin Nascimento e Fernando Brant), canção afiada por lâmina ibérica com toque andino.
Sucessor do álbum “Minas” (1975) na discografia gravada por Milton para o Brasil, o álbum “Geraes” expandiu em 1976 o movimento de integração do Brasil com os países vizinhos da América do Sul e, 50 anos depois, se afina com o orgulho latino do país, aguçado pela consagração mundial de Bad Bunny e pela passagem do cantor de Porto Rico por São Paulo (SP) neste fim de semana.
Uma das vozes referenciais da América Latina desde a década de 1960, a cantora argentina Mercedes Sosa (1935 – 2009) participa do álbum “Geraes” na regravação de “Volver a los 17” (1966), canção emblemática da compositora chilena Violeta Parra (1917 – 1967), cuja obra foi um dos esteios da resistência do povo latino-americano às ditaduras que dominavam a maioria dos países do Continente nos anos 1970, unindo na luta o Brasil com os países vizinhos Argentina e Chile.
Do Chile, a propósito, Milton importou o grupo Água – quarteto formado por Nano Stuven (flauta), Nelson Araya (violão), Oscar Perez (tiple) e Polo Cabrera (charango e percussão) – para tocar nas músicas “Caldera” (então inédito tema instrumental de Nelson Araya, integrante do grupo de folk), “Minas Geraes” (Novelli e Ronaldo Bastos) e “Promessas do sol” (Milton Nascimento e Fernando Brant).
Gravado no Rio de Janeiro (RJ) nos estúdios da EMI-Odeon, gravadora então sob a direção artística de Milton Miranda, o álbum “Geraes” teve produção orquestrada por Mariozinho Rocha sob a supervisão musical do próprio Milton Nascimento.
“Geraes” é álbum em que Milton assina somente quatro músicas – “A lua girou”, “Circo marimbondo” (com letra de Ronaldo Bastos) e “Menino” (outra parceria com Bastos), além da já mencionada “Promessas do sol” – entre as 12 faixas, atuando sobretudo como intérprete de repertório afinado com as intenções do artista. Ainda assim, cabe ressaltar que “A lua girou” é, a rigor, tema folclórico adaptado e arranjado por Milton para o álbum.
No disco, Milton também canta tema da Folia de Reis do norte de Minas Gerais, “Cálix Bento”, adaptado por Tavinho Moura. “Cálix Bento” reforça o viés sacro de parte do cancioneiro de Milton.
Com exceções do standard chileno “Volver a los 17”” e dos dois temas recolhidos do folclore brasileiro, o repertório do álbum é inédito. É em “Geraes” que aparece “Fazenda”, música mais conhecida do compositor mineiro Nelson Angelo. “Fazenda” tem o cheiro de terra que move “Carro de boi” (Maurício Tapajós e Cacaso).
Em Geraes”, Milton também dá voz a “Viver de amor”, parceria do guitarrista Toninho Horta com o recorrente Ronaldo Bastos, produtor executivo do álbum. E que voz! A voz divina do cantor estava no auge.
Os vocais de Milton na introdução de “O que será (À flor da pele)” – segunda das três versões da letra da canção “O que será” – atingem o sublime, assim como o contracanto celestial de Milton ao longo da gravação feita com a participação de Chico Buarque. A faixa é o ápice de “Geraes”.
Cabe ressaltar que no álbum “Meus caros amigos”, lançado por Chico naquele mesmo ano de 1976, os dois artistas cantam a versão de andamento mais acelerado intitulada “O que será (À flor da terra)”.
Outra participação realmente especial do álbum “Geraes” é a de Clementina de Jesus (1901 – 1987), cantora que reavivou o elo entre o Brasil e a África. Clementina se junta a Milton no canto do samba “Circo marimbondo”, sinalizando que a matriz musical africana também ajudou a moldar a latinidade entranhada em “Geraes”, álbum que expõe desenho do próprio Milton na capa assinada por Cafi (1950 – 2019), Noguchi (1938 – 2001) e Ronaldo Bastos.
Enfim, em 1976, driblando a repressão de uma ditadura que amordaçava o Brasil, Milton Nascimento já buscava a integração latino-americana propagada 50 anos depois por Bad Bunny ao desafiar líderes da Extrema Direita. “Geraes”, álbum que completa 50 anos em 2026, é o retrato perene do gregário sentimento de latinidade que move Milton Nascimento pela música do mundo há mais de 60 anos.
Capa do álbum ‘Geraes’ (1976), de Milton Nascimento
Desenho de Milton Nascimento

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantor sertanejo Junior Villa segue a onda latina e aborda o maior sucesso de Bad Bunny na cadência do arrocha


Junior Villa canta ‘Dtmf’, o maior hit do cantor porto-riquenho Bab Bunny, em ritmo de arrocha
Reprodução / Vídeo Instagram Junior Villa
♫ NOTÍCIA
♬ Cantor e compositor catarinense que vem atuando no universo sertanejo, Junior Villa segue a onda latina, atento ao triunfo do cantor porto-riquenho Bad Bunny em escala mundial, inclusive em terras brasileiras com dois concorridos shows apresentados pelo astro latino em São Paulo (SP) neste fim de semana.
Em cima do lance, Villa apresenta vídeo em que canta “DtMF” – música-título e principal hit do consagrador sexto álbum de estúdio de Bunny, “Debí Tirar más fotos” (2025) – na cadência do arrocha, gênero cada vez mais amalgamado com a música sertaneja. O vídeo foi publicado nas redes sociais do artista brasileiro na noite deste sábado, 21 de fevereiro.
Ainda que a ação tenha objetivos midiáticos, inclusive por ter sido imediatamente divulgada para jornalistas pela assessoria do Thor sertanejo (apelido que alude à semelhança do herói em quadrinhos da Marvel), é justo ressaltar, a bem da verdade, que Junior Villa já vinha misturando o sertanejo com ritmos latinos desde o ano passado.
Em 24 de outubro, Villa lançou o single “Buena vibra” (2025), gravado em Miami (EUA) com feat com o cantor cubano Elsonn Torres e cantado em português e em espanhol com toques de reggaeton. A intenção de Villa é atravessar as fronteiras do Brasil ao longo de 2026 com um som sertanejo de forte acento latino.

Fonte: G1 Entretenimento