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Morre aos 75 anos Willie Colón, lenda da música latina e pioneiro do trombone na salsa


Willie Colón, ídolo da salsa, morre aos 75 anos
Reprodução/Instagram
O músico americano Willie Colón, um dos nomes mais influentes da história da salsa, morreu neste sábado (21), aos 75 anos. A informação foi divulgada pela família em comunicado publicado nas redes sociais do artista. A causa da morte não foi informada.
“Enquanto lamentamos sua ausência, também celebramos o presente eterno de sua música e as memórias que ele criou, que viverão para sempre”, diz a nota.
Nascido no Bronx, em Nova York, filho de pais porto-riquenhos, Colón foi trombonista, cantor, compositor e produtor musical. Ao longo da carreira, gravou dezenas de álbuns e se tornou um dos principais responsáveis por consolidar a salsa como fenômeno internacional nas décadas de 1960 e 1970.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Carreira precoce e sucesso com a Fania
Colón assinou contrato com a gravadora Fania Records aos 15 anos. Dois anos depois, em 1967, lançou seu primeiro álbum, “El Malo”, que vendeu mais de 300 mil cópias e o projetou no cenário latino dos Estados Unidos.
Entre os trabalhos mais marcantes estão “La Gran Fuga” (1970) e “El Juicio” (1972), que ajudaram a definir a estética da chamada “era de ouro” da salsa. Seu som misturava elementos de jazz e rock às tradições musicais de Cuba, Porto Rico, Brasil e África, criando uma identidade sonora inovadora e urbana.
Segundo sua biografia publicada pela Filarmônica de Los Angeles, a obra de Colón explorava as tensões culturais vividas por porto-riquenhos nos Estados Unidos, retratando em suas canções os desafios da imigração, da identidade e da vida nas grandes cidades.
Além da música, o artista teve atuação destacada como ativista social.
Reprodução/Instagram
Reconhecimento e ativismo
Em 2004, Colón recebeu um prêmio pelo conjunto da obra concedido pela Latin Academy of Recording Arts and Sciences, instituição responsável pelo Grammy Latino.
Além da música, o artista teve atuação destacada como ativista social. Ele integrou a Comissão Latina sobre Aids, participou da Fundação das Nações Unidas para Imigrantes e atuou no conselho do Instituto do Caucus Hispânico do Congresso dos Estados Unidos, organizações voltadas à defesa de direitos e políticas públicas para comunidades latinas.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Willie Colón construiu um legado que atravessou fronteiras e gerações, tornando-se referência incontornável da música latina e símbolo da afirmação cultural porto-riquenha nos Estados Unidos.
Família comunica morte de Willie Colón
Reprodução/Facebook

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Gelbe Briefe’ vence Urso de Ouro no Festival de Berlim 2026


Özgü Namal e Tansu Biçer em cena de ‘Gelbe Briefe’
Divulgação
O drama alemão “Gelbe Briefe” foi o grande vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2026, neste sábado (21).
Dirigido e escrito por İlker Çatak, o filme conta a história de um casal de artistas do teatro turco que perdem o trabalho e viram alvos de perseguição política no país. Ainda sem título em português, a produção é chamada de “Yellow Letters”, em inglês.
“Rosebush pruning”, do cineasta brasileiro Karim Aïnouz, participava da competição, mas não ganhou nenhum dos prêmios principais.
O turco “Kurtuluş” ficou com o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri, segundo maior troféu do evento. O britânico “Queen at sea” ganhou o terceiro, o Urso de Prata do Prêmio do Júri.
O Urso de Prata de melhor atuação principal foi para a alemã Sandra Hüller, de “Rose”, e o de melhor direção, para o britânico Grant Gee, de “Everybody digs Bill Evans”.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Ney Matogrosso tira a máscara em documentário focado na criação do enredo ‘Camaleônico’ da Imperatriz


Ney Matogrosso em imagem promocional do documentário ‘Ney por trás das máscaras’
Esmir Filho / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Orquestrado pelo carnavalesco Leandro Vieira, o desfile da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval 2026 é coisa de cinema. Literalmente.
Diretor da cinebiografia de Ney Matogrosso, “Homem com H” (2025), filme que ultrapassou a marca de 600 mil espectadores, o cineasta Esmir Filho documentou todo o processo de criação e desenvolvimento do enredo “Camaleônico” até o desfile da Imperatriz na avenida no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro.
Todo o material colhido e depurado resultou no filme “Ney por trás das máscaras”. O documentário será lançado nos cinemas.
A intenção de Esmir Filho foi enfocar a máscara – e as fantasias usadas por Ney nos palcos e no desfile da agremiação – como instrumentos de libertação do artista ao longo dos 53 anos de carreira, lançando olhar poético sobre a jornada de Ney como cidadão e como cantor popular a partir do envolvimento do artista na criação do enredo da Imperatriz Leopoldinense.
Quinta colocada na apuração do desfile do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, a escola de samba – cabe lembrar – volta a entrar na avenida hoje, sábado, 21 de fevereiro, reapresentando o enredo Camaleônico” no Desfile das Campeãs.

Fonte: G1 Entretenimento

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Grande momento de Maria Bethânia em show de 1982 volta à cena em registro audiovisual feito na Argentina em 1984


Maria Bethânia no palco do Teatro Ópera, em Buenos Aires, em maio de 1984
Reprodução vídeo / Acerto Angelina Maffei
♫ ANÁLISE
♬ Em setembro de 1982, um ano antes de romper com a então já exaurida fórmula de bem-sucedidos álbuns como “Álibi” (1978) e se desviar da estética sonora da década de 1980 com o interiorizado e acústico álbum “Ciclo” (1983), Maria Bethânia rodou a saia e comandou os ventos em show orquestrado pela diretora Bibi Ferreira (1922 – 2019) – sob direção musical de Gilberto Gil – e intitulado “Nossos momentos”.
Ainda em 1982, esse show gerou álbum com o áudio de 50 minutos do espetáculo e que se impôs como um dos mais calorosos títulos da discografia ao vivo da intérprete. Contudo, como a música brasileira ainda não vivia a era do audiovisual, o show “Nossos momentos” somente pôde ser ouvido por gerações posteriores de admiradores de Bethânia.
Daí a grande importância documental do registro audiovisual disponibilizado pela pesquisadora musical argentina Evangelina Maffei neste mês de fevereiro de 2026.
Incansável na difusão extraoficial de informações e gravações raras de Caetano Veloso, Gal Costa (1945 – 2022) e Maria Bethânia, Maffei traz à cena vídeo com a gravação ao vivo do show “Nossos momentos”, captado em 24 de maio de 1984 no Teatro Ópera, em Buenos Aires, para exibição em TV argentina.
Em Buenos Aires, o show “Nossos momentos” foi apresentado em temporada intitulada “Maria Bethânia en concierto – La máxima do Brasil”. Bethânia foi para a Argentina com a banda do show, formada por Djalma Corrêa (percussão), Fernando Costa (baixo), José Maria Rocha (piano), Juarez Araújo (sopros), Juarez Moreira (violão), Ricardo Costa (bateria) e Túlio Mourão (teclados). Somente as vocalistas não viajaram para a Argentina.
Durante quase 64 minutos, o registro audiovisual desta versão quase completa do show “Nossos momentos” mostra uma Bethânia elétrica e eletrizante, se movimentando com vivacidade pelo palco do Teatro Ópera.
A intensidade do canto de “Carolina” (Chico Buarque, 1967) é uma das preciosidades ausentes no álbum ao vivo de 1982 que emergem no vídeo. Outras músicas presentes no registro audiovisual e limadas do LP, por falta de espaço, são “Bodas de prata” (Roberto Martins e Mario Rossi, 1945), “The archaic lonely star blues” (Jards Macalé e Duda Machado, 1970) – registrada por Bethânia em single de 1974 – e “Valsinha” (Chico Buarque e Vinicius de Moraes, 1971).
Para além da notória força da intérprete em cena, como atestam o canto dramático de “Atiraste uma pedra” (Herivelto Martins, 1958) e a abordagem potente de “Rosa dos ventos” (Chico Buarque, 1970), o show tinha vigor musical. O som dos atabaques em “Iansã” (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972) resulta inebriante, assim como soa vibrante o arranjo do samba “A Bahia te espera” (Herivelto Martins e Chianca de Garcia, 1950).
É um privilégio poder ver Bethânia sentada no meio do palco fazendo “Oração de Mãe Menininha” (Dorival Caymmi, 1972) ou, sentada na beira de uma escada, amansando o canto feroz para entrar no clima zen de “Baila comigo” (Rita Lee, 1980).
Como provam as imagens do exuberante medley com marchas e sambas carnavalescos, número (não por acaso) aplaudido com entusiasmo pela plateia argentina, a cantora estava radiante nessa apresentação argentina de 24 de maio de 1984 e quem conhece Maria Bethânia sabe que mera mudança de humor no dia do show pode alterar a performance da artista no palco.
Detalhe: foi no show “Nossos momentos” que o samba “O que é o que é” – apresentado pelo compositor Gonzaguinha (1945 – 1991) em álbum lançado naquele ano de 1982 – entrou nos roteiros de Maria Bethânia para quase nunca mais sair (do bis).
E cabe lembrar que, no show “Nossos momentos”, Bethânia ofereceu uma das maiores e mais pungentes interpretações dos 60 anos de carreira ao dar voz a “Vida” (1980), música que Chico Buarque lançara dois anos antes. E, no que diz respeito aos textos, a récita do poema “Cântico negro” (José Régio, 1926), logo após “Vida”, também é digna de antologia. Esses momentos já tinham sido preservados no álbum ao vivo de 1982, mas nem por isso é menos prazeroso ver as imagens dos dois números.
Enfim, ao longo de carreira que já completa 62 anos em 2026 (se posto na conta o início em 1964 com dois shows coletivos e um show solo em Salvador), Maria Bethânia vivenciou em cena “momentos de luz, de voz e de sonho”, como poetizou Caetano Veloso em versos de “Nossos momentos”, música que compôs para a irmã apresentar no show de 1982.
Contudo, a imensidão e a intensidade do show dirigido por Bibi Ferreira ainda se agigantam na retrospectiva da carreira da intérprete no palco. Daí o imensurável valor documental do registro audiovisual desse show luminoso, ora disponível para o séquito de Maria Bethânia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Como Bad Bunny furou a bolha e virou o artista internacional mais ouvido no streaming no Brasil


Bad Bunny segura a bandeira de Porto Rico no Super Bowl
Getty Images/via BBC
No rastro de uma apresentação histórica no Super Bowl e de shows em São Paulo na sexta-feira (20) e no sábado (21), Bad Bunny vem surfando uma onda de popularidade inédita e repentina no Brasil.
O porto-riquenho, que nunca havia figurado entre os 50 cantores mais tocados do Spotify no país desde que começou a cantar, há quase uma década, agora frequenta o topo do serviço de streaming de música mais popular entre brasileiros.
Na semana que sucedeu a final da National Football League (NFL), principal liga de futebol americano, ele chegou à 12ª posição. Nesta semana, caiu para a 24ª. Mas em ambas foi o estrangeiro mais tocado do país, atrás apenas de estrelas do funk e do sertanejo.
No YouTube, outra das principais plataformas de consumo musical no Brasil, ele também é o artista internacional mais popular do momento, ocupando a 76ª colocação na lista dos mais ouvidos.
Em um mercado competitivo como o do Brasil, o país que mais ouve sua própria música no mundo, este é um feito não apenas para ele, mas para qualquer artista internacional.
O exemplo de Taylor Swift ilustra bem isso. Apesar de ser a estrangeira mais bem posicionada no ranking desta semana depois de Bad Bunny, ela ficou apenas na 59ª colocação.
DtMF, a principal faixa do celebrado álbum Debí Tirar Más Fotos, do porto-riquenho, ocupou o 14º lugar no Spotify na semana passada, muito à frente da segunda música estrangeira mais tocada — The Fate of Ophelia, de Swift, com o 66º. Ambas acabaram de cair, mas continuam na liderança entre os gringos.
Mas esse sucesso recente de Bad Bunny pode estar mais relacionado à sua performance no Super Bowl do que à sua música, impulsionada pela televisão e a internet, que levaram os brasileiros a se encantarem pelos símbolos latinos que o artista propagou na apresentação. É o que dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
A vitrine da Globo e da internet
O show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl durou menos de 15 minutos, mas repercutiu para muito além do campo de futebol nos arredores de Los Angeles.
Embora seja uma tradição nos Estados Unidos há décadas, esta foi a primeira vez em que a apresentação foi transmitida no Brasil pela televisão aberta. A Globo exibiu, depois do Big Brother Brasil (BBB), os melhores trechos do show e da partida em si. O concerto na íntegra foi exibido no Multishow, e o jogo, no SporTV.
Somando todas as suas plataformas, que incluem ainda o GE TV, na internet, a Globo atingiu 12,9 milhões de pessoas com a cobertura do evento.
Foi um canhão de audiência não só na televisão, mas também na internet, onde trechos da apresentação foram reproduzidos milhões de vezes no país, diz Breno Soutto, diretor de análises do Buzzmonitor, uma multinacional especializada na coleta e na avaliação de dados de redes sociais.
O nome do cantor apareceu em 218,5 mil publicações na segunda-feira após o Super Bowl, muito menos do que a média de 2025, de 486 menções diárias.
Ao longo da semana, ele foi ainda o terceiro assunto mais comentado na rede social X, atrás — por pouco — de campanhas dos internautas contra dois participantes emparedados do BBB.
No Instagram, a apresentação viralizou como um todo, mas um trecho em específico chamou atenção: aquele em que o cantor pede que “Deus abençoe a América” — mas não apenas os Estados Unidos, país que em inglês se autodenomina “America”, e sim as dezenas de territórios que compõem o continente.
O post mais bem-sucedido entre os perfis brasileiros que compartilharam esse clipe teve 5,7 milhões de visualizações, 754 mil curtidas, 50,7 mil compartilhamentos e 3,4 mil comentários, segundo o Buzzmonitor.
Orgulho latino
Por que shows do Bad Bunny no Brasil serão históricos
Embora pesquisas como a do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) apontem que apenas 4% da população brasileira se reconhece como latino-americana, o sentimento de união entre latinos, impulsionado pelo enfrentamento ao presidente americano, Donald Trump, foi o principal fator que despertou esse engajamento.
Esta é a avaliação de Rafael Noleto, doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Ele vem se especializando no estudo dos entroncamentos entre o Brasil e os demais territórios latino-americanos, principalmente no que diz respeito à cultura.
Trump, acrescenta o antropólogo, tem atacado sistematicamente a América Latina, tendo inclusive já citado a ideia de reativar a chamada Doutrina Monroe, que ampliou intervenções políticas, militares e econômicas contra países da América Latina, levando a região a ser conhecida como o “quintal dos Estados Unidos”.
Sua visão encontra respaldo nas análises do Buzzmonitor, segundo as quais a maior parte das menções a Bad Bunny nas redes sociais (75,93%) esteve associada a sentimentos positivos, enquanto 15,25% foram negativas. Outras 8,82% foram classificadas como neutras.
“Nunca terá um banco com 75% de posts positivos. Será o contrário”, diz Soutto. “Mas mesmo questões culturais, como Carnaval, vai ter gente dizendo que é legal, mas mais gente dizendo que, se o brasileiro protestasse o quanto ele faz festa, o país estaria melhor. Ninguém vai à internet para falar bem de nada.”
Soutto amplia o exemplo ao citar outros artistas, como Taylor Swift, figura de porte semelhante ao de Bad Bunny. No Brasil, as publicações que mencionam o nome da cantora registram, em média, 22,56% de manifestações negativas e 23,36% de avaliações neutras — percentuais que reduzem a fatia de positivas para 54,36%.
A análise não é feita apenas com base em palavras-chave associadas à positividade, negatividade ou neutralidade, mas por meio de um programa de inteligência artificial capaz de identificar aspectos contextuais, como a ironia, de acordo com Soutto.
“Com Bad Bunny após o Super Bowl foi um engajamento passional, uma coisa meio Copa do Mundo, com o povo doido gritando: é — também — do Brasil!”, diz o executivo.
A capa do disco Debí Tirar Más Fotos, de Bad Bunny
Divulgação
Fale bem ou fale mal, mas fale de mim
A parcela de brasileiros que reprova o cantor nas redes sociais é de 15,25%, segundo o Buzzmonitor. Embora seja minoritária, precisa ser considerada.
As publicações mais bem-sucedidas contra o porto-riquenho após o Super Bowl vieram de contas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo a agência. O post mais popular foi feito por Eduardo Bolsonaro no Instagram, com 181,4 mil curtidas.
Segundo o ex-deputado, o artista teria se aproveitado do Super Bowl “para fazer protesto contra Donald Trump e o ICE”, citando a agência responsável pela fiscalização de imigração nos Estados Unidos, especialmente a ilegal. “Além de inapropriado, uma lacração que ninguém suporta mais”, acrescentou o político.
Para Rafael Noleto, essa parcela de brasileiros que Eduardo Bolsonaro representou espelha, de certa forma, o racha político que atravessa o Brasil em qualquer pauta.
“Isso reflete uma postura acrítica de certa parcela da população brasileira em relação aos Estados Unidos, enquanto Bad Bunny traz uma crítica frontal a este país. Se brasileiro fosse, ele também faria críticas a determinados pontos de vista da direita e da extrema direita no Brasil”, diz o antropólogo.
Fato é que fazer críticas negativas na internet rende engajamento, acrescenta Soutto, do Buzzmonitor, de forma que mesmo os ataques podem ter levado a uma busca por Bad Bunny para saber quem é ele e o que ele canta.
Pico momentâneo ou fenômeno duradouro?
A pergunta que fica é se, após deixar o Brasil, Bad Bunny continuará bem-sucedido nas paradas musicais do país.
É uma questão difícil de responder, já que há fatores imprevisíveis — como uma eventual parceria com um artista brasileiro, capaz de impulsioná-lo novamente.
O porto-riquenho afirmou que não faria um dueto antes de conhecer melhor os músicos do país e sentir um desejo genuíno de colaboração. Após a visita, esse cenário pode mudar.
No entanto, desconsiderando essas variáveis, os analistas ouvidos pela reportagem avaliam que a tendência é de queda.
O recuo já aparece nos rankings do Spotify, com a passagem da 12ª para a 24ª posição na última semana, e também no volume de menções nas redes, que despencaram de 218,5 mil na segunda-feira retrasada para 62,5 mil na terça, 24 mil na quarta e assim por diante.
Ainda assim, a conexão de sua obra com o Brasil é inegável. Isso não apenas pelas questões políticas e sociais compartilhadas entre porto-riquenhos e brasileiros, mas também pela sua sonoridade — que remete a uma mesma matriz africana cheia de semelhanças com a música produzida no país — e por elementos visuais que atravessam sua carreira.
Um exemplo é a capa do álbum DtMF, com cadeiras de plástico diante de bananeiras — símbolos recorrentes em festas e botecos de diversos países da América Latina.
“Temos idiomas diferentes, mas nossos universos conversam: todos sofremos processos de colonização e todos somos alvos do imperialismo dos Estados Unidos. Essas afinidades, quando acionadas pelo Bad Bunny, nos tocam muito, porque elas nos lembram de quem somos”, diz Noleto.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bad Bunny fala português, veste camisa do Brasil e faz baile nostálgico na estreia no país


Fãs encontram cantor Bad Bunny em São Paulo
Bad Bunny fez seu primeiro show no Brasil nesta sexta-feira (20) no auge da carreira. Após cantar no Super Bowl e ganhar o Grammy de Melhor Álbum, o porto-riquenho de 31 anos levou ao Allianz Parque a turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, uma nostálgica carta de amor a Porto Rico, contra a gentrificação e a influência estrangeira. Ele volta ao estádio em São Paulo neste sábado, também com ingressos esgotados.
“Não sabia o que esperar, não sabia que teria tanta gente linda aqui”, disse em espanhol, no começo, logo antes de seu violonista tocar uma versão instrumental de “Garota de Ipanema”. Depois deu seu recado em português: “Estou muito feliz. Finalmente realizei meu sonho de visitar o Brasil. Obrigado por isso.”
A estrutura foge da pirotecnia óbvia dos megashows. Além do rapper, é a plateia e a qualidade das imagens no telão, com ótima captação e direção, que sustentam o show.
Bad Bunny faz show em São Paulo, em 20 de fevereiro de 2026
@irisalvesc/Live Nation Brasil
A apresentação é dividida em atos bem marcados, sem tantas surpresas. Até o recurso comum em turnês de outros popstars está lá: Bad Bunny reserva um espaço do setlist para uma faixa exclusiva em cada show. No finalzinho da segunda parte, canta “Vete”.
O show começa e termina no palco principal, mas perde um pouco seu prumo com a sequência de músicas na “Casita”. Essa estrutura secundária é ótima na teoria, uma varanda de casa porto-riquenha, onde Bad Bunny recria uma festa de rua intimista, vestido com um uniforme completo da seleção brasileira bicampeã mundial, o uniforme da Copa de 1962.
É o momento da sequência mais dançante, com hits como “Yo Perreo Sola” e “Tití Me Preguntó”. O momento de balada gigante traz consigo certa controvérsia. Quem não guarda lugar na grade para ver essa parte de perto mal consegue enxergar o que acontece na primeira metade. A maioria tem que ver pelo telão, porque o palco da tal casinha é baixo. Só quando ele sobe a escada e vai para o teto é que as coisas melhoram.
Outra questão: se o cantor busca fazer uma festa no fundo da pista para democratizar o acesso ao seu show, por que a casinha se parece tanto com uma área super vip? Ok, há fãs ali entre as pessoas que dançam na balada da “casita”, mas o espaço parece dominado por famosos e quase famosos. Seria um baile inesquecível de perreo ou uma pool party em Balneário Camboriú?
Fora da casinha, os arranjos têm uma quentura de som feito ao vivo que ajuda a dar nova cara às canções da primeira parte. Ele tem a companhia de 17 músicos, incluindo um sexteto de sopro e um quarteto de vocalistas de apoio. Na casinha, o som só fica mais encorpado e bem equalizado na metade final de set, que inclui ainda uma versão sem o cantor para “Mas que nada”, de Sergio Mendes.
Do ‘trapeton’ ao baile diversificado
Bad Bunny faz show em São Paulo, em 20 de fevereiro de 2026
Braulio Lorentz/g1
Por trás do artista mais ouvido no Spotify em quatro dos últimos cinco anos está o artista pacato (e ator ocasional) chamado Benito Antonio Martínez Ocasio. Ele passou a infância e adolescência dividido entre as pistas de skate e as missas com a mãe em Porto Rico. Tinha a carreira mais voltada para o reggaeton, mas foi diversificando seu som.
Nos últimos anos, principalmente a partir do festejado álbum “Un Verano Sin Ti” (2022), Benito passou a ir mais além do “trapeton”. A união do reggaeton com o trap, caracterizado por um rap mais arrastado, soturno, mas com vocais graves e pegada festiva, ganhou a companhia de outros sons dançantes, da salsa à música eletrônica.
Mais do que fazer dançar, os versos de Bad Bunny têm uma sofrência melodiosa, perfeita para o “baile inesquecível” que é seu show. Ele canta suas desilusões amorosas e arrependimentos na vida com um vocal quase soluçado.
Politizado… nas letras
Bad Bunny é conhecido por falas politizadas, posicionando-se a favor dos direitos LGBT e contra a política de imigração dos EUA, com discursos centrados e diretos em premiações como o Grammy.
No show, porém, ele é menos incisivo. “Este show se trata da união do Brasil com Porto Rico e a América Latina”, ele explica, antes do hit “Baile Inolvidable”. Depois, completa: é um show para “dançar, brincar, rir e chorar”. Mais tarde, voltou a falar da união dos dois países. “Nunca vamos nos esquecer desta noite. Obrigado por receberem a cultura de Porto Rico… nós somos brasileiros e vocês são porto-riquenhos.”
Sem espaço para ‘bad vibe’
Bad Bunny faz show em São Paulo, em 20 de fevereiro de 2026
@irisalvesc/Live Nation Brasil
Fã de Blink 182 e Linkin Park, referências que explicam a pose de rockstar de arena, o show também tem momentos mais lentos. A melodia de “Garota de Ipanema” colore “Si Veo a Tu Mamá”. A faixa abre o álbum “YHLQMDLG” e usa o clássico de Tom Jobim e Vinicius de Moraes como um toque de celular insistente ao fundo, enquanto ele rima sobre um amor não superado.
O bom disco de 2020 tem seu espaço no setlist, com mais destaque do que o trabalho anterior, “nadie sabe lo que va a pasar mañana”. A volta ao trap mais soturno e pesado é quase esquecida.
Essa fase menos solar, ligeiramente “bad vibe”, pouco combina com a festa de “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, responsável por mais de um terço do repertório. “Un Verano Sin Ti” também ajuda a sustentar os picos de euforia. Desde os shows do RBD, não se via no Brasil um show cantado em espanhol tão festejado.
Bad Bunny faz show em São Paulo, em 20 de fevereiro de 2026
@irisalvesc/Live Nation Brasil
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Martins adoça músicas alheias, como se fosse (bom) cantor de barzinho, no primeiro álbum ao vivo como intérprete


Capa do álbum ‘Ao vivo na Casa Estação da Luz’, de Martins
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Ao vivo na Casa Estação da Luz
Artista: Martins
Cotação: ★ ★ ★
♬ Não fosse o mercado fonográfico dos anos 2020 tão voraz e volátil, Martins talvez não precisasse lançar um registro ao vivo de show em que se exercita como intérprete sem alçar um voo criativo. Mas esse disco existe e chega ao mundo na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, em edição da gravadora Deck, enquanto o cantor, compositor e violonista pernambucano prepara o terceiro álbum solo de estúdio.
O álbum “Ao vivo na Casa Estação da Luz” perpetua 11 números do show apresentado por Martins em 21 de dezembro de 2024 no espaço intimista de Olinda (PE) nomeado no título do álbum.
Escorado no toque do próprio violão e no aconchego do público, cujo coro espontâneo nas músicas encorpa e aquece a gravação ao vivo, o artista adoça canções alheias com a voz suave, talhada para melodiosas canções românticas como “Veja Margarida” (Vital Farias, 1975) e “A lua Q eu T dei” (Herbert Vianna e Paulo Sérgio Valle, 2000), faixa escolhida para anunciar o álbum em single lançado em setembro.
Na sequência, já em janeiro deste ano de 2026, saiu o single “Fullgás”, menos envolvente, porque o cantor dilui a pulsão ‘música, letra e dança’ da composição de 1984, título mais conhecido da parceria de Marina Lima com o irmão poeta Antonio Cicero (1945 – 2024).
Ainda que não imprima uma assinatura ao longo do álbum, Martins surpreende mais ao suavizar a aura de sensualidade do brega romântico “Ânsia” (Esdras Azevedo), música popularizada pela Companhia do Calypso em 2003, um ano após ter sido apresentada na voz de Eliza Mell em gravação lançada em 2002 pela banda pernambucana Brega.com, conterrânea de Martins. “Ânsia” chega ao disco na voz de Martins cinco anos após a música ter sido revitalizada por Pabllo Vittar no álbum “Batidão tropical” (2021).
Com produção musical orquestrada por Rodrigo Samico (responsável pela calorosa captação do áudio) e André Brasileiro com o próprio Martins, o álbum “Ao vivo na Casa Estação da Luz” soa tão agradável quanto, a rigor, desnecessário. Até porque o repertório omite composições mais inusitadas presentes no roteiro do show intitulado “Versões”, caso de “Circuladô de fulô” (Caetano Veloso sobre texto de Haroldo de Campos, 1991), para priorizar canções mais populares como “Bandeira” (Zeca Baleiro, 1997), com o agravante de que já havia registros fonográficos anteriores de músicas como “Jardim da fantasia” (Paulinho Pedra Azul, 1982) e “Na paz” (Orlando Morais, 2001) na voz de Martins.
Enfim, Martins tem obra autoral que tem se revelado interessante diante da vasta produção musical brasileira do século XXI, mas, no álbum “Ao vivo na Casa Estação da Luz”, o artista soa como (bom) cantor de barzinho quando puxa um pop popular romântico como “Frisson” (Tunai e Sérgio Natureza, 1984). Falta neste disco ao vivo a identidade já delineada pelo artista na discografia autoral.
Martins na gravação ao vivo do show ‘Versões’ na Casa Estação da Luz, em Olinda (PE)
Luciana Duarte / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Phil Spencer deixa cargo de CEO da Xbox; cargo fica com executiva de IA da Microsoft


O executivo Phil Spencer, chefe da divisão Xbox
Bruno Araújo / G1
Phil Spencer vai deixar o cargo de CEO da Xbox e se aposentar a partir da próxima segunda-feira (23), segundo o site especializado americano IGN. Ele era chefe da divisão de games da Microsoft desde 2014.
A presidente de Xbox, Sarah Bond, também vai deixar a empresa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ex-participante do ‘American Idol’ é preso suspeito de matar a esposa nos EUA; polícia diz que ele forjou invasão


Caleb Flynn, em foto registrada pela polícia do Condado de Miami, onde ele foi preso no dia 19 de fevreiro de 2026
Condado de Miami
Caleb Flynn, ex-participante do reality “American Idol” foi preso sob acusação de assassinar sua esposa, Ashley Flynn, em Ohio (EUA), na segunda-feira (16), em casa. Ele se diz inocente.
Preso nesta quinta (19) em Miami, Flynn está sendo acusado dos crimes de homicídio, agressão qualificada com arma letal e adulteração de provas.
A investigação aponta que ele teria ligado para o serviço de emergência para forjar a história do crime, dizendo que a casa havia sido invadida por um desconhecido.
Segundo a Fox News, no áudio desse telefonema, Flynn demonstra desespero ao dizer que encontrou a esposa baleada na cabeça e com muito sangue ao redor.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A polícia contesta a versão de assalto. Documentos apresentados indicam que Caleb teria usado uma pistola 9mm para cometer o crime e, em seguida, alterado a cena do crime.
O advogado de Flynn, L. Patrick Mulligan criticou a condução do caso, afirmando que houve uma “pressa no julgamento” por parte das autoridades.
“Caleb Flynn declarou-se inocente esta manhã e está ansioso para defender-se neste caso. Estamos ambos desapontados e preocupados com o curto prazo e a aparente precipitação no julgamento”, disse o advogado em nota enviada a Fox News.
“Quando o governo fica sem pistas ou não desenvolve novas pistas e passa a considerar o cônjuge sobrevivente como réu em casos como este, a probabilidade de uma condenação injusta aumenta.”
Em audiência realizada nesta sexta-feira, a Justiça estabeleceu uma fiança de U$ 2 milhões para Flynn e agendou uma nova audiência preliminar para o dia 26 de fevereiro.
Caleb Flynn, em participação do reality ‘American Idol’
Reprodução/YouTube

Fonte: G1 Entretenimento

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Hermínio Bello de Carvalho festeja 90 anos com álbum que reúne Simone, Frejat, Áurea Martins e Vidal Assis


Hermínio Bello de Carvalho é retratado em ilustração de Mello Menezes na capa do álbum que será lançado em 27 de fevereiro
Ilustração de Mello Menezes
♫ NOTÍCIA
♬ Hermínio Bello de Carvalho já fará 91 anos em 28 de março. Um mês antes, na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, o álbum “Hermínio Bello de Carvalho 90” chegará ao mercado fonográfico ainda em tempo de festejar os 90 anos completados em 2025 pelo compositor, poeta, escritor, produtor e diretor carioca. A capa retrata o artista multimídia em ilustração de Mello Menezes.
Idealizado pelo próprio Hermínio, que também selecionou o repertório composto essencialmente por músicas inéditas, o álbum foi gravado com produção musical de Vidal Assis.
Nome fundamental no início da carreira de Simone, em 1973, Hermínio conta com a voz da cantora em três faixas do álbum. Simone gravou “De nada valeu” – música assinada pela própria Simone com Hermínio, ampliando a parceria iniciada há 17 anos com a gravação de “Vale a pena tentar” no álbum “Na veia” (2009) – e “Dia sim, dia não” (Gabriel Lemuriano e Hermínio Bello de Carvalho), além de ter feito feat com Vidal Assis em “Como se faz?”, parceria de Vidal com Hermínio.
Assim como Simone, Frejat também participa do álbum “Hermínio Bello de Carvalho 90” como compositor e intérprete. Frejat dá voz a “Carrapicho”, segunda parceria do artista (a primeira, “Balada do anjo”, foi apresentada em 1995, há 31 anos).
Cantora que já dedicou álbum ao cancioneiro de Hermínio, Áurea Martins interpreta “Catando estrelas”, parceria do poeta com Vital Lima. No álbum, a música “Catando estrelas” está acoplada à outra parceria de Hermínio e Vital, “Igual ao que não foi” (1978), única música não inédita, regravada para o álbum pelo próprio Vital.
Uma terceira parceria de Hermínio com Vital Lima, “Cabernet Sauvignon”, cantada por Ayrton Montarroyos em duo com o violonista João Camarero. Gabi Buarque completa o time de intérpretes do disco, cantando “Jogo empatado” (Kiko Horta, Vidal Assis e Hermínio Bello de Carvalho).
Com bases gravadas pelos músicos Ivan Machado (contrabaixo elétrico), Kiko Horta (acordeão e piano), Marcus Thadeu (percussões) e Vidal Assis (violão), o álbum “Hermínio Bello de Carvalho 90” traz a voz do poeta nonagenário, que recita o poema “Las hormigas”. A edição do tributo fonográfico aos 90 anos de Hermínio é da gravadora Biscoito Fino.
Capa do álbum ‘Hermínio Bello de Carvalho 90’
Ilustração de Mello Menezes

Fonte: G1 Entretenimento