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A apoteose de Ney Matogrosso


Ney Matogrosso veio no último carro alegórico do desfile da Imperatriz Leopoldinense
Juliana Ferrer / Facebook Imperatriz Leopoldinense
♫ OPINIÃO
♬ A Imperatriz Leopoldinense fez um desfile à altura de Ney Matogrosso na noite de domingo, 15 de fevereiro, abrilhantando o primeiro dos três dias de apresentação das 12 escolas de samba do Grupo Especial, a elite do Carnaval do Rio de Janeiro. A missão da agremiação do bairro carioca de Ramos foi cumprida com louvor.
O samba do enredo “Camaleônico” era reconhecidamente fraco, mas cresceu na avenida. Foi cantado com garra pelos componentes e por boa parte do público. E o que dizer das alegorias e fantasias criadas pelo carnavalesco Leandro Vieira? Dez, nota dez!
Mais focado na obra do que na vida particular de Ney Matogrosso, o enredo foi desenvolvido com inspiração em músicas, discos e shows do cantor. “O vira” (João Ricardo e Luhli, 1973), sucesso da banda Secos & Molhados, gerou imponente carro alegórico com lobisomem gigante e um gato preto personificado pela transformista Susy Brasil. Iluminado com luzes de LED, o carro dos camaleões foi outro exemplo do impacto visual do desfile da Imperatriz.
Houve brilho e (muitas) cores do início ao fim. A comissão de frente de Patrick Carvalho, por exemplo, foi show à parte. Com truques de ilusionismo, vários Neys entravam e saíam de cena com figurinos diferentes num passe de mágica. Literalmente. Os figurinos aludiam a shows feitos pelo artista no início da carreira, como “O homem de Neanderthal” (1975) e “Bandido” (1976). A dança da bateria de Mestre Lolo também encantou com os ritmistas fazendo coreografias sem perder a ginga.
Para uma escola geralmente criticada (com razão) por priorizar o apuro técnico em detrimento da emoção (por vezes contida), é justo reconhecer que a Imperatriz Leopoldinense desfilou com garra para hastear a bandeira da liberdade defendida por Ney Matogrosso ao longo de 53 anos de carreira.
É fato que a popularidade de Ney – artista (re)conhecido e reverenciado por públicos de todas as idades e classes sociais – contribuiu para a empatia imediata do enredo “Camaleônico”. A simples aparição do cantor, apoteótico no alto do último carro alegórico, encantou o público.
O cantor estava à vontade. Afinal, Ney sempre soube fazer jogo de cena e um desfile de escola de samba nada mais é do que um teatro a céu aberto. Uma ópera pop e popular, como já dito inumeráveis vezes.
Enfim, a Imperatriz Leopoldinense fez bonito. Está na briga pelo título do Carnaval carioca de 2026, mas, qualquer que seja o resultado da apuração do desfile, programada para a Quarta-feira de cinzas, Ney Matogrosso saiu da avenida Marquês de Sapucaí como um campeão.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gustavo Mioto leva sofrência com novos arranjos para o carnaval: ‘A gente sofre em axé, pulando e dançando’


Gustavo Mioto com o bloco “Solteiro não trai”
Divulgação
Há poucos dias, Gustavo Mioto lançou “DNA”. A faixa fala sobre um ex-casal, que se separou após uma das partes não cuidar do amor entre eles. Apesar de ser composição própria, Gustavo não segurou as lágrimas quando a apresentou pela primeira vez na gravação de mais um DVD, no início de novembro de 2025.
Esse mesmo Gustavo, autor desta e de outras músicas românticas, enxuga as lágrimas e leva seu trio elétrico para o Carnaval de São Paulo. O “Solteiro não trai” desfila na terça-feira (17).
E para Gustavo, sofrência e carnaval combinam, sim.
“Eu acho que o carnaval combina com tudo. E a gente tem que ter essas facetas dentro do artista pra levar todo tipo de sentimento possível pra galera”, afirma o cantor em entrevista ao g1.
“Então, num bloquinho do Gustavo Mioto, é impossível a pessoa não sofrer pelo menos um pouquinho com uma música ou outra. Mas a gente sofre em axé, com a percussão, sofre pulando, dançando. A gente chora dançando. E não tem problema nenhum. Eu acho que super combina.”
De olho nos hits virais
Gustavo Mioto cantando sucessos solo como a música “Com ou sem mim”
Joilson César/ Ag. Picnews
Em sua terceira edição, o “Solteiro não trai” promete repetir o formato dos anos anteriores, trazendo novos arranjos para clássicos carnavalescos e versões adaptadas de seus hits como “Com Ou Sem Mim”, “Eu Gosto Assim” e, claro, da faixa que dá nome ao bloco.
Além disso, Gustavo já está de olho em possíveis hits virais de carnaval para incluir nas quatro horas de show de seu bloco. Em 2025, o cantor surpreendeu cantando o “Trap do Trepa Trepa”, música que viralizou após uma entrevista da humorista Luisa Perissé, filha de Heloísa Périssé.
“Eu sempre tento prestar atenção no que está rolando pra fazer uma brincadeira às vezes no palco. Estou esperando aparecer algo tão monumental quanto o ‘Trap do Trepa Trepa’ pra gente colocar no trio. Até agora eu não senti no meu coração que apareceu, mas acho que vai aparecer”, aponta.
Férias no carnaval
O “Solteiro não trai” será a despedida de Mioto dos shows antes de suas férias. O cantor optou por uma agenda reduzida na folia (apenas duas apresentações) para focar em outros projetos. Em seguida, descanso.
Antes das férias, ele grava a última parte do primeiro clipe de sua prometida carreira internacional. Há tempos que Gustavo cita esse novo foco.
Em entrevista ao g1 ouviu, por exemplo, o cantor explicou que o foco desta nova fase não seria no seu habitual sertanejo. “Resolvi ir para o inglês, para área do country. É um projeto que eu sempre quis fazer. A partir da comemoração de 10 anos, eu tracei como meta. Os últimos dois anos foram para preparar o time”, disse ele em janeiro de 2025.
Agora, ele explica a demora.
“Foi um tempão organizando tudo pra estar com as pessoas certas, lançar do jeito certo, produzir com as pessoas certas, compor, esperar a música certa. Aqui no Brasil, eu demorei quatro anos de carreira assim pra ter a primeira música certa né?”, afirma o artista, que iniciou a carreira em 2012, estourando em 2016 com “Impressionando anjos”.
“Então não ia ser de uma hora pra outra que eu ia chegar lá com a música boa, com o produtor bom, a equipe foda em volta. A gente está muito confiante no que vai sair.”
Leia também: Quem viaja mais no Carnaval? O ranking de kms de Zé Felipe, Pedro Sampaio, Safadão e mais
Gustavo Mioto fala sobre críticas no início da carreira: “Foi muito duro”

Fonte: G1 Entretenimento

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Marcelo Callado explica a criação de ‘Brado’, álbum autoral que lançará em março como um ‘grito de libertação’


Capa do álbum ‘Brado’, de Marcelo Callado
Arte de Pedro Rocha
♫ NOTÍCIA
♬ Cantor, compositor, instrumentista e produtor musical projetado nacionalmente há 20 anos como baterista da BandaCê, formada em 2006 por Caetano Veloso, Marcelo Callado lança o álbum “Brado” em 6 de março, pela gravadora Nublu Records, com capa assinada por Pedro Rocha.
Gravado a partir de 2024 no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do artista, com produção musical de Paulo Emmery, “Brado” é o primeiro disco de Callado sem a assinatura do músico na produção. “Dessa vez, eu queria ouvir mais do que falar”, explica o dono do álbum.
O álbum foi antecedido pelos singles “Mariola” (2025), “Brado” (2025) e “Casca” (2026), este último lançado já neste ano, em 13 de janeiro.
No entender do artista, “Brado” fecha trilogia iniciada há seis anos com a edição do álbum “Saída” em 2020 e continuada em 2022 com o lançamento de “Hiato”, último álbum de estúdio de Callado.
Em texto escrito para promover o lançamento de “Brado”, o próprio Callado detalha o processo de criação e gravação desse álbum que, para o artista, representa um “grito de libertação do passado”.
Com a palavra, Marcelo Callado:
“Não posso começar a falar do álbum “Brado” sem falar de meu encontro com o Paulo Emmery. Conheci Paulo, em 2017 quando ele acompanhava a cantora Laura Lavieri tocando guitarra. De cara nos demos muito bem e construímos aos poucos uma relação de amizade e admiração mútua.
Convidei Paulo para tocar em alguns shows meus, primeiro bateria, e depois guitarra, assim como, na época da pandemia, o chamei para gravar em duas faixas do álbum “Saída” (2020) e para mixar uma faixa do álbum “Hiato” (2022). Em ambas, ele fez um trabalho excelente, onde pude confirmar seu talento nato, sua grande sensibilidade musical, e toda sua habilidade técnica tanto em gravar, quanto em produzir. Assim fiz o convite pra que ele tomasse conta da gravação, da produção e da mixagem do disco. De conversa em conversa com Paulo, finalmente em 2024 começamos o processo de gravação de “Brado”.
Concordamos que iríamos gravar ao poucos em seu estúdio, que as bases seriam todas levantadas por nós dois apenas, e caso necessitássemos, chamaríamos convidados. Fiz um levantamento das faixas que tinha composto até então. Eram elas “Amiga lua”, “Encanto”, “Casca” (parceria com Guilherme Lirio), “Pisa leve” (parceria com Tori e Domenico Lancellotti) e “Mariola”, essa última ainda só com um esboço de letra.
Cinco músicas eram pouco pra um disco, e a pedido de Paulo, dei uma vasculhada em outras faixas arquivadas em velhos HDs e celulares. Nessa empreitada, me lembrei da música “Brado” (parceria com Monique Lima), que já havia sido gravada para o álbum anterior, mas na última hora resolvi não colocá-la no disco. Paulo adorou e resolvemos que iríamos utilizá-la, regravando somente o que fosse preciso.
Me lembrei também de duas músicas que amava e que tinha vontade de regravar. Uma era “Cara ou coroa”, parceria minha com Renato Martins, gravada no álbum “Chega de falsas promessas” (2006) da banda Canastra, da qual fui integrante durante anos. A outra era uma música da Nina Becker chamada “Packing to leave” gravada por mim e por ela no disco “Gambito Budapeste” (2012). Essa porém, quando perguntei a Nina se concordaria que eu a regravasse, ela me respondeu que sim, mas que gostaria que eu fizesse uma nova letra em português, pois não curtia tanto a letra antiga em inglês. Assim fiz, e “Packing to leave” se tornou “Entre as estrelas”.
Com essas três músicas, já tínhamos oito faixas, mas ainda faltava uma parceria nossa. Paulo me mostrou então “Aquário”, linda canção que ele prontamente gravou violão e voz guia cantando a melodia, para que eu escrevesse a letra. Algum tempo depois, quando já havíamos gravado a instrumentação dela cheguei com a letra pronta e a finalizamos.
“Caio”, a música mais emocionante pra mim, surgiu por último, quando já tínhamos fechado todas as gravações e iríamos começar as mixagens. Uma homenagem ao amigo Caio Paiva, falecido em 2023 e que certamente faria, e porque não, fez, parte desse álbum. Em um dia fizemos a base, alguns overdubs e voz. Paulo e Megan Duus gravaram suas guitarras em outro dia e assim terminamos a canção rapidamente.
Assim como Megan, participam do disco os músicos Thomas Harres, Eduardo Manso, Antonio Dal Bó e Antonio Fischer Band; além das participações especiais dos coautores Guilherme Lirio e Tori dividindo as vozes comigo e também tocando, em nossas parcerias. Paulo assina, como já mencionei antes, a produção do disco, mas pela primeira vez em um disco meu, eu não assino a produção. Tomei essa decisão pois senti que, dessa vez, eu queria ouvir mais do que falar. Claro que as composições falam um bocado, ou bradam um bocado, mas tinha a necessidade de receber mais do que dar, de tirar da minha mão, um pouco pelo menos, as decisões e o controle sobre os caminho que os processos iriam tomar, tanto sonoramente, quanto do ponto de vista dos arranjos. E Paulo teve minha total confiança para faze-lo, e levar o álbum para onde ele chegou.
“Brado” ,de uma maneira geral, é um disco muito importante, pois trata do desfecho de uma trilogia de discos iniciada com o “Saída” e continuada com “Hiato”. Três discos que tratam de uma fase turbulenta, de muita inquietação amorosa, com vários altos e baixos e idas e vindas. O verbo bradar pode ser sinônimo de gritar alto para que todos possam ouvir, e acho que esse disco representa um grito meu de libertação do passado, para que os caminhos possam se abrir para novos trabalhos e amores.”

Fonte: G1 Entretenimento

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A verdadeira história por trás dos misteriosos samurais japoneses


A verdadeira história dos samurais é mais complexa e surpreendente do que imaginamos
Divulgação/Museu Britânico via BBC
O sólido legado dos samurais é um fenômeno singular na história cultural da humanidade.
Nenhum outro grupo social da era medieval foi tão celebrado ou mitificado na cultura popular, de forma tão persistente, desde as impressões ukiyo-e (um estilo de xilogravura muito popular no Japão entre os séculos 17 e 19) até os videogames, filmes e programas de TV contemporâneos.
A fama sempre traz consigo a mitificação e isso também ocorreu com os samurais.
Será que esses fabulosos cavaleiros do passado eram realmente tão valentes, leais, altruístas, disciplinados e inequivocamente japoneses como pensamos?
A resposta é não, pelo menos segundo a nova exposição do Museu Britânico intitulada “Samurai”. Sua proposta é desmistificar a fantasia em torno desses guerreiros misteriosos e, em grande parte, pouco conhecidos — e revelar sua verdadeira história, muito mais fascinante.
Quem eram os samurais e como eles surgiram?
“Eles não eram um grupo unitário de pessoas que permaneceu o mesmo ao longo da História”, explica a curadora da exposição, Rosina Buckland.
“Acho que a percepção no Ocidente é que os samurais são guerreiros — o que certamente é verdade. Foi assim que eles surgiram e atingiram posições de poder na Idade Média.”
“Mas esta é apenas parte da história”, segundo ela.
Armadura em exibição no Museu Britânico tem uma frente pontiaguda e lados em ângulo, para desviar as balas dos mosquetes
Divulgação/Museu Britânico via BBC
As origens dos samurais remontam ao século 10, quando eles foram inicialmente recrutados como mercenários para as cortes imperiais. Eles evoluíram gradualmente até se tornarem aristocratas rurais.
Mas os samurais não eram galantes soldados que seguiam códigos de honra da cavalaria, como as pessoas passaram a acreditar posteriormente.
Durante as batalhas, eles costumavam usar táticas oportunistas, como emboscadas e trapaças. Muitas vezes, eles eram mais motivados pela recompensa, em terras e status, do que pelo senso de honra ou dever altruísta.
Esta visão flexível fazia com que eles também adotassem influências multiculturais e tecnologia estrangeira, o que é outra faceta surpreendente da identidade dos samurais.
A couraça da magnífica armadura dos samurais em exibição no Museu Britânico foi baseada em um desenho português. Ele tem a parte da frente pontiaguda e lados em ângulo, para desviar as balas de mosquetes.
Estas características só passaram a ser necessárias no Japão depois que o país começou a importar armas de fogo da Europa, em 1543.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
‘Cultura é poder’
Os samurais conquistaram o poder político explorando o caos gerado pelas disputas sobre a sucessão imperial.
Em 1185, um clã controlador (os Minamoto) assumiu e estabeleceu um novo governo, paralelo à corte imperial. E, ao longo dos anos, houve ascensão e queda das dinastias dos senhores da guerra, envolvendo diversas batalhas entre os líderes dos clãs.
Mas, como indica Buckland, “mesmo naqueles estágios antigos, a cultura é extremamente importante. A cultura é poder.”
Os líderes militares eram chamados de Xóguns. Eles perceberam que não poderiam exercer a autoridade com sucesso usando a perspectiva e a mentalidade dos senhores da guerra tribais.
Por isso, eles encontraram formas de suplementar seu poderio militar com os modos de influência política mais sutis e sofisticados da sociedade cortesã.
Sua estratégia diplomática era baseada na filosofia chinesa, principalmente nas ideias de Confúcio (c.551 a.C.-479 a.C.).
“No pensamento neoconfuciano, você precisa ter equilíbrio entre o poderio militar e as habilidades culturais”, explica Buckland.
Esta ramificação aumentou o investimento em soft power (poder de influência) nas câmaras da corte.
Os samurais têm origem no século 10 e suas lendas e mitologia permanecem vivas há séculos
Divulgação/Museu Britânico via BBC
Além de serem adeptos da arte da guerra, os samurais se familiarizaram com as artes refinadas da pintura, poesia, música, teatro e da cerimônia do chá.
Um dos objetos mais belos e inesperados da exposição é um leque com ilustrações de orquídeas, pintado por um artista samurai do século 19.
“Xógum: A gloriosa saga do Japão”, a série da Disney/FX cuja segunda temporada se encontra atualmente em fase de produção, fornece um relato ficcional de um dos pontos mais importantes da história dos samurais.
No século 16, o líder de um dos clãs, Tokugawa Ieyasu (representado na série pelo personagem Yoshii Toranaga), formou um governo tão bem sucedido que durou 250 anos. Com isso, deixou de haver grandes batalhas no Japão e os samurais passaram a assumir novas funções.
Em vez de comandarem no campo de batalha, eles agora administravam o Estado.
“Eles são os ministros, legisladores e coletores de impostos”, segundo Buckland. Eles assumiram empregos que atravessavam toda a corte, “chegando a ser guardas dos portões dos castelos”.
Mulheres samurais
Durante o novo regime, conhecido como Xogunato de Tokugawa, as famílias dos Daimyos (os lordes regionais japoneses) foram levadas a viver na sua base de poder, a cidade de Edo (atual Tóquio).
“Eles são mantidos meio que reféns, próximos do Xógum, de forma que ele conseguisse manter a vigilância sobre eles”, explica Buckland. Ou seja, era uma forma de exigir obediência e lealdade dos samurais.
“Você não pode conspirar nas diferentes regiões se a sua esposa e seu herdeiro estiverem em Edo, pois você poderia perder o acesso a eles ou eles poderiam ser executados.”
O resultado foi o aumento da importância do papel das mulheres nos círculos samurais, segundo Buckland.
“As mulheres administram a casa enquanto seus maridos ficam ausentes com frequência”, segundo ela. “E, se você for um samurai de alta patente, poderá ter 40 ou 50 pessoas na sua casa. É como administrar um pequeno negócio.”
Além de supervisionar os funcionários e os comerciantes, elas também gerenciavam a educação das crianças e recebiam convidados com os rituais e procedimentos necessários.
Diversos objetos da exposição do Museu Britânico contam a história de vida dessas mulheres samurais, como vestidos, manuais de etiqueta e acessórios.
Objetos como este opulento traje de bombeiro feminino contam a história de vida das mulheres samurais
John Bigelow Taylor/Coleção John C. Weber via BBC
Durante o Xogunato de Tokugawa, peças, poemas e obras de arte representavam cada vez mais os lendários samurais do passado, destacando seu heroísmo, valor e lealdade. As virtudes mais divulgadas eram as dos homens, mas alguns também falavam das mulheres guerreiras samurais.
Uma impressão ukiyo-e de 1852 mostra uma dessas mulheres: Tomoe Gozen, esposa de um general do clã Minamoto.
Ela mostra Gozen na batalha de Awazu, em 1184. Conta-se que ela encontrou o temido guerreiro Hachirō Morishige, o derrubou do seu cavalo e arrancou sua cabeça com as próprias mãos.
Queda e renascimento
Durante a era Meiji (1868-1912), o Japão abriu suas fronteiras para o comércio internacional e começou a modernizar sua indústria e suas instituições sociais e militares.
Uma das mudanças foi a abolição oficial da classe dos samurais, em 1869. Foi outro ponto fundamental da sua história.
“Naquele momento, a imagem do samurai se transforma em pura ficção”, segundo Buckland. “Ele é rejeitado por cerca de 25 anos, mas a nostalgia toma forma e sua imagem é revisitada.”
Fora do Japão, uma nova fascinação pelos samurais levou à popularidade de livros como “Bushido: Alma de samurai” (Ed. Tahyu, 2005), escrito pela quaker japonesa Nitobe Inazō, moradora da Califórnia, nos Estados Unidos.
“O livro foi muito lido”, conta Buckland. “O presidente americano Theodore Roosevelt [1858-1919] comprou diversas cópias para presentear os seus amigos.”
“Ele foi usado para explicar o sucesso do Japão, que havia vencido recentemente a Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-1895) e, em seguida, derrotou a Rússia.”
No Japão, ao longo do século 20, uma imagem distorcida dos samurais foi manipulada com diferentes propósitos, como propaganda militar e símbolo nacional.
Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os contos dos samurais renasceram novamente — desta vez, como tema de filmes.
O mais famoso dos diretores responsáveis por estas obras foi Akira Kurosawa (1910-1998). Seu talento para contar histórias de forma visual e lidar com sequências de ação influenciou decisivamente o cinema americano.
Seu filme “Os sete samurais” (1954) foi reinventado como “Sete homens e um destino” (1960 e 2016), enquanto “Yojimbo: O guarda-costas” (1961) inspirou “Por um punhado de dólares” (1964).
Em 2018, uma enquete realizada pela BBC elegeu “Os sete samurais” como o melhor filme em língua não inglesa de todos os tempos.
Posteriormente, Hollywood chegou a produzir seus próprios filmes sobre o tema, como “O último samurai” (2003) e “47 ronins” (2013).
E a popularidade de tudo o que se refere aos samurais foi reafirmada mais recentemente pelo sucesso da série “Xógum: A gloriosa saga do Japão, baseada em um romance de 1975 do escritor inglês James Clavell (1921-1994).
Muitos dos figurinos do filme original de ‘Star wars/Guerra nas estrelas’, incluindo o de Darth Vader, foram inspirados nas armaduras dos samurais.
Divulgação/Lucasfilm via BBC
A exposição mostra que o filme original de “Star Wars, uma nova esperança” (1977), foi inspirado em “A fortaleza escondida” (1958), de Kurosawa.
E muitos dos figurinos do filme sofreram influência das armaduras dos samurais. O mais simbólico é o de Darth Vader, em exibição na sala final da exposição.
A verdadeira história dos samurais é de evolução e adaptação, desde suas origens como mercenários medievais até sua posição posterior de burocratas gentrificados e patronos das artes.
Mas sua lenda comprovou ser uma fonte permanente de intrigas e fascínio, mantida viva ao longo das décadas nas artes, no cinema, nos videogames e na literatura.
E, em relação à exposição no Museu Britânico, Buckland espera “que as pessoas se inspirem para criar novas representações dos samurais”.
A exposição Samurai está em cartaz no Museu Britânico, em Londres, até o dia 4 de maio.
Bushido: o livro que mudou a imagem do Japão
Xógum: por que os japoneses usam palavras de origem portuguesa?
A incrível história do imigrante africano que se tornou um dos mais respeitados samurais no Japão no século 16
O samurai que fugiu do Japão e se tornou ‘rei do vinho’ na Califórnia no século 19

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Passarinho urbano’, álbum cult em que Joyce Moreno foi intérprete do Brasil, faz 50 anos e ‘voa’ em shows em SP


Joyce Moreno faz show com o repertório do álbum ‘Passarinho urbano’ em 20 e 21 de fevereiro em São Paulo
Divulgação / Week-End Records
♫ NOTÍCIA
♬ Álbum lançado por Joyce Moreno em 1976, “Passarinho urbano” alça novos voos, 50 anos após o lançamento do disco, em dois shows agendados para 20 e 21 de fevereiro no Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP).
O show estreou em 2019, em apresentação idealizada para ser única, mas acabou permanecendo em cena de forma eventual no embalo da revalorização do álbum “Passarinho urbano” – o que não deixa de ser curioso pelo fato de o álbum mostrar Joyce fora do trilho autoral recorrente na trajetória da artista.
Revelada em 1964, Joyce Moreno fez nome como compositora de obra autoral pautada tanto pelo suingue do samba-jazz e pelo balanço da bossa como pela feminilidade entranhada em canções que fizeram as cabeças de cantoras como Elis Regina (1945 – 1982) e Maria Bethânia. Contudo, a artista carioca levou 15 anos para consolidar a carreira fonográfica.
O sucesso aconteceu a partir de 1979. Antes, Joyce gravou discos recebidos quase em silêncio no Brasil, mas que, com o passar dos anos, foram ganhando admiradores e se tornando objeto de culto. É o caso de “Passarinho urbano”, álbum gravado pela artista na Itália em 1975, no estúdio mantido em Roma pelo compositor e produtor Sergio Bardotti (1939 – 2007), e lançado em 1976.
Já relançado no formato original de LP no Brasil e no exterior, “Passarinho urbano” é o primeiro álbum de Joyce como intérprete. No disco, a cantora deu voz a compositores do Brasil que resistiam diante da truculência da ditadura que dominava o país desde 1964.
O repertório incluiu músicas então recentes de compositores como Caetano Veloso (“Joia”, música-título de um dos dois álbuns lançados pelo artista em 1975), Chico Buarque (“Fado tropical”, parceria com Ruy Guerra, da safra de 1973) e João Bosco & Aldir Blanc (1946 – 2020) (“De frente pro crime”, samba de 1974), entre temas da década de 1960, casos de “Opinião” (Zé Ketti, 1964) e “Marcha da quarta-feira de cinzas” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1962).
Com a palavra, a própria Joyce Moreno: “ ‘Passarinho urbano’ chegou meio tímido no Brasil, sem show, sem muito se falar sobre ele, mas, com o tempo, o interesse foi crescendo tanto aqui quanto no exterior. Virou um artigo raro, acho que muito pelo lado político, pela coragem. Como estava na Europa, aproveitei para gravar os amigos que estavam sofrendo censura aqui no Brasil. Em 2019, o assunto estava latente por aqui e tive vontade de pegar meu violão, subir em um palco, e lembrar a produção artística genial de tempos duros que não devem voltar jamais. Era para ser apenas uma apresentação, quase que um desabafo. Mas, desde então, vez ou outra alguém me chama e o ‘Passarinho’ voa por aí. Agora, nessas duas apresentações em São Paulo, o motivo é de festa. Vamos comemorar e lembrar os 50 anos de lançamento desse álbum”, contextualiza a artista, que gravou o álbum “Passarinho urbano” na Itália porque acabara de fazer turnê pela Europa com Vinicius de Moraes (1913 – 1980).

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre francês Michel Portal, referência do jazz contemporâneo, aos 90 anos


O músico de jazz Michel Portal se apresenta no palco durante o Festival de Jazz “Les Rendez-vous de l’Erdre”.
FRANK PERRY / AFP
O clarinetista francês Michel Portal, referência do jazz contemporâneo, morreu aos 90 anos, anunciou neste domingo (15) sua empresária Marion Piras.
Reconhecido por sua versatilidade em diversos gêneros e instrumentos – ele também tocava saxofone –, é considerado um dos pioneiros do free jazz e compôs trilhas sonoras para filmes.
Em 1965, lançou as bases para um novo estilo com o álbum “Free Jazz”, libertando os músicos europeus das convenções americanas.
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Ele foi “um grande monumento para o jazz moderno e o jazz europeu, completamente aberto a uma ampla gama de músicas e experiências”, destacou sua representante, especificando que sua morte ocorreu na quinta-feira.
Nascido em 27 de novembro de 1935, em Bayonne, Michel Portal construiu uma sólida reputação como solista e também trabalhou com grandes nomes da música contemporânea, como Pierre Boulez, Luciano Berio e Karlheinz Stockhausen.
Em 2021, ele lançou ‘MP85’, o trabalho mais recente de uma extensa discografia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bruno Mars usa foto de Reginaldo Rossi para celebrar o Valentine’s Day e web reage: ‘São idênticos’


Usuários comparam Bruno Mars e Reginaldo Rossi
Reprodução/Instagram
O cantor Bruno Mars desejou “Feliz Dia dos Namorados” aos seguidores nesta sexta-feira (14), data em que o Valentine’s Day é celebrado nos Estados Unidos, e chamou atenção ao usar uma imagem de Reginaldo Rossi na publicação.
A escolha não foi por acaso: o artista norte-americano e o rei do brega são frequentemente comparados por brasileiros nas redes sociais, tanto pela semelhança física quanto pelo repertório marcado por baladas românticas.
A “homenagem” ao artista brasileiro não passou despercebida pelos fãs, que apontaram nas redes sociais que a publicação seria um aceno direto ao público do Brasil. Veja repercussão abaixo.
Em 2024, Bruno Mars passou pouco mais de um mês no Brasil, com shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília. Ao longo das 15 apresentações, o cantor foi pura simpatia com o público brasileiro: arriscou falas em português no palco, circulou pelas cidades, experimentou comidas típicas e chegou a lançar um funk em português durante a temporada no país.
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Semana Pop: 10 curiosidades sobre Bruno Mars

Fonte: G1 Entretenimento

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Fã de Shakira que pagou R$ 5 para ver a cantora em MG não irá à show no Rio: ‘Ela me inspirou a outro sonho’


Shakira será a próxima atração do ‘Todo Mundo no Rio’, na Praia de Copacabana
Pode soar curioso, mas uma das fãs que desembolsou R$ 5 para ver Shakira em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 1997, não estará no show gratuito da cantora em Copacabana.
Aos 37 anos, Gisele Okuhara carrega na memória aquela noite como um ponto de virada: foi ali que nasceu o desejo que mudaria o rumo da própria vida. Inspirada pela artista colombiana, ela se tornou dançarina de dança do ventre. Agora ela escolheu trocar a viagem ao Rio de Janeiro por um investimento em outro sonho, ainda maior: uma apresentação internacional marcada para 2027, em Portugal.
“Fiquei muito feliz quando soube que ela seria a atração do ‘Todo Mundo no Rio’ e até pensei em ir, mas esse sonho de dançar fora do país falou mais alto. Sou grata à Shakira por ter despertado isso em mim. Assim como a dança, ainda mantenho o cabelo inspirado na época em que a vi em Uberlândia”, contou Gisele.
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Gisele Okuhara irá se apresentar em 2027 em Portugal
Reprodução/Redes Sociais
Show a R$ 5
Anunciada como atração do “Todo mundo no Rio” em 2026, Shakira vai comandar um megashow gratuito na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio. No entanto, quase três décadas antes de subir ao palco carioca, a cantora colombiana se apresentou em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com ingressos vendidos a R$ 5.
A cantora está prevista para subir ao palco às 21h45. O show, que terá transmissão da TV Globo, Multishow e Globoplay, contará com uma apresentação de abertura, ainda sem artista definido.
Em 1997, e ainda de cabelo preto, ela pisou em solo brasileiro para a turnê “Pies Descalzos” – ou “Pés Descalços”, em tradução livre – e fez um dos shows de uma exposição agropecuária, no Parque de Exposições do Camaru.
Card que divulgava o show da cantora na época em Uberlândia
Divulgação
Quanto o ingresso custaria hoje?
Atualmente, R$ 5 é um valor irrisório para muitas aquisições, principalmente para shows. Porém, na época, o valor correspondia a 4,43% do salário mínimo, que era de R$ 112.
No salário mínimo de 2026, de R$ 1.621, é como se o ingresso custasse R$ 71,81.
Shakira durante show da turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” no Rio de Janeiro
Stephanie Rodrigues/g1
‘Como se fosse ontem’
Em 1997, a Skahira ainda não era a artista como conhecemos hoje. Mesmo assim, com longos cabelos pretos e uma voz única, ela levou muitos jovens até o Parque de Exposições do Camaru.
Gisele se lembra do show que acompanhou no auge dos 11 anos “como se fosse ontem”.
“Eu sempre fui muito fã da Shakira. Sabia cantar as músicas de trás para frente e de frente para trás. ‘Estoy aqui’ era a minha música favorita e eu passava horas cantando ela repetidamente no karaokê”, contou a fã.
Segundo Gisele, a empolgação ao saber do show e a vontade de ver de perto a cantora foram imediatas. No entanto, havia um problema: os pais.
“Eles, que não gostam nada de ‘muvuca’, não queriam de início, mas depois cederam ao pedido e acabamos indo de camarote. Foi uma experiência única”, lembrou em meio a risadas e gritos de euforia.
Quando lembra o valor do ingresso, Gisele fica ainda mais animada e diz que nunca mais vivenciou algo do tipo.
“Hoje, quando eu conto que fui em um show da Shakira por R$ 5, ninguém acredita. Na época não sei se as pessoas não acompanhavam muito ela, mas a pista não estava tão cheia”, relembrou.
26 anos após o show, Gisele Okuhara ainda mantém cabelo que um dia foi inspirado em Shakira
Reprodução/Arquivo pessoal
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Shakira fala pela primeira vez sobre o show
Shakira fala pela 1ª vez sobre show em Copacabana: ‘Concerto mais sonhado da minha vida’
Na quinta-feira (12), Shakira fez o primeiro vídeo após o anúncio do show em maio na Praia de Copacabana, no Rio. Misturando português e inglês, ela falou sobre a expectativa para a apresentação:
“Eu vou estar com você em breve, em maio, no concerto mais sonhado da minha vida. Nós vamos curtir muito. Eu tenho tanta saudade de vocês, mas em breve estarei no Rio na praia de Copacabana”, disse a artista, em português.
No vídeo, após sambar rapidamente, a artista agradeceu ao público brasileiro e fez uma declaração de amor:
“Eu te amo, Brasil!”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Ney Matogrosso faz um portelense torcer pela Imperatriz Leopoldinense…


A vida e obra de Ney Matogrosso inspiram o enredo ‘Camaleônico’, criado pelo carnavalesco Leandro Vieira para a Imperatriz Leopoldinense
Wagner Rodrigues / Divulgação Imperatriz Leopoldinense
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Sou Portela. Mas não nego que, no Carnaval carioca de 2026, meu coração e minha torcida são da Imperatriz Leopoldinense. Quem me fez temporariamente virar casaca – expressão antiga, mas ainda em uso, sobretudo no universo esportivo – foi Ney Matogrosso, enredo da escola de samba de cores verde e branca sediada em Ramos, bairro do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Para mim, a conexão de Ney com o carnavalesco Leandro Vieira é irresistível pela grande admiração que tenho por esses dois artistas.
Ney é cantor fundamental na história da MPB e também tem importância na sociedade brasileira pela postura libertária que afrontou a ditadura nos anos 1970 e abriu alas para a comunidade LGBTQIA+. Já Leandro é um carnavalesco criativo (talento gigante revelado nos anos 2010) que vem colecionando vitórias no Grupo Especial desde que arquitetou o desfile campeão da Mangueira em homenagem a Maria Bethânia no Carnaval de 2016.
Uma década depois, a vitória pode ser repetir com um enredo de Leandro sobre outra voz emblemática da música brasileira. Não é por acaso que a Imperatriz Leopoldinense já desponta como uma das favoritas ao título do Carnaval carioca de 2026 com o enredo “Camaleônico”.
É fato que o samba de enredo da escola é muito ruim e já critiquei a escolha do samba em texto publicado aqui na coluna em 7 de janeiro por entender que essa baixa qualidade do samba pode atrapalhar a Imperatriz e tirar alguns pontos em quesito precioso.
Também acho que o marketing afiado em torno do desfile da escola e a aclamação prévia do enredo podem reverter contra a Imperatriz na hora H. Basta lembrar que a Mangueira amargou um indigesto 11º lugar no Carnaval de 1994 com o enredo sobre o grupo Doces Bárbaros, também alvo de festa antecipada. Afinal, Carnaval se ganha na avenida.
Mas tudo isso são meras suposições sem real fundamento. Com o histórico de Leandro Vieira e o poder financeiro da Imperatriz Leopoldinense, tudo leva a crer que o enredo “Camaleônico” será desenvolvido de forma fascinante em desfile que tem cacife para se tornar histórico, antológico, pela simples presença de Ney Matogrosso na avenida com fantasia que, aposto, será deslumbrante. Ney não é um qualquer, como diria a mangueirense Alcione.
Além do mais, uma vitória da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval 2026 festejaria antecipadamente os 85 anos que o cantor fará em 1º de agosto. Contudo, é claro que nenhum jurado levará isso em conta na hora de dar as notas da escola. São elocubrações de um crítico de MPB que celebra a longevidade de Ney Matogrosso em cena ao longo de 53 luminosos anos.
Quero que a Imperatriz ganhe o Carnaval em 2026 porque, como disse, aplaudo a trajetória de Ney Matogrosso e admiro Leandro Vieira como carnavalesco. Mas pode ser que amanhã, o dia da alegria, quando a Portela entrar na avenida, logo após a Imperatriz Leopoldinense, por ironia do destino, meu coração azul e branco fique mais uma vez tomado de amor pela escola de Oswaldo Cruz e se divida entre as duas agremiações.
Contudo, o fato é que, por ora, Ney Matogrosso tem a capacidade de fazer um portelense torcer pela Imperatriz Leopoldinense. E isso não é pouca coisa, se é que me entendem os que conhecem a história e os meandros dos desfiles das escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro…
O carnavalesco Leandro Vieira (à esquerda) posa com Ney Matogrosso na sede da Imperatriz Leopoldinense
Wagner Rodrigues / Divulgação Imperatriz Leopoldinense

Fonte: G1 Entretenimento

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Ricky Martin aparece na sacada de hotel e filma bloco de carnaval


Ricky Martin filma bloco de carnaval no Rio
JC PEREIRA/ AGNEWS
No Rio para o carnaval, o cantor porto-riquenho Ricky Martin apareceu na sacada de seu hotel, o Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio neste sábado (14).
O cantor usava seu celular e aproveitou para filmar um bloco de carnaval que passava pelos arredores.
Dias depois de participar da apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, o cantor porto-riquenho Ricky Martin chegou ao Rio na quinta e escreveu”#TôNoRio” na legenda de um post.
Em outras imagens, ele aparece andando de bicicleta em Ipanema e no calçadão. Na sexta-feira (13), ele esteve em um baile de carnaval.
Ricky já tinha avisado que poderia aparecer no Rio no carnaval. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Cleide Klock, brasileira radicada em Los Angeles (EUA), e veiculada pela Apple TV.
Carnaval brasileiro vira destino de celebridades internacionais; veja quem passa a festa no país
Ricky Martin faz post no Rio de Janeiro
Reprodução/Instagram
Ele lembrou que já esteve na cidade e afirmou que estava animado por voltar, dessa vez solteiro. “Quando você tem 400 tambores te cercando e toda essa força representa uma elevação espiritual. Isso mudou a minha música, e preciso voltar”.
Em 1997, Ricky Martin também esteve no carnaval do Rio – ele desfilou na Portela
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Bad Bunny no Super Bowl: entenda os principais momentos do show que enfureceu Trump
Ricky Martin anda de bicicleta na orla de Ipanema
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento