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Explosão e tiros são ouvidos do lado de fora do aeroporto de Cabul

Não há informações de vítimas nem se foi um atentado terrorista. Mais cedo, EUA, Reino Unido e Austrália alertaram para um risco ‘iminente’ de atentado no local, a única saída do Afeganistão. Uma explosão e tiros foram ouvidos do lado de fora do aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão nesta quinta-feira (26). Não há informações de vítimas nem se foi um atentado terrorista.
Mais cedo, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália alertaram para o risco de um atentado “iminente” no local e pediram a seus cidadãos que abandonassem imediatamente a área do aeroporto devido a uma ameaça terrorista.
O porta-voz do Pentágono confirmou a explosão, mas não deu mais detalhes sobre o que ocorreu. “Podemos confirmar uma explosão fora do aeroporto de Cabul. As vítimas não estão claras neste momento”, afirmou John Kirby. “Forneceremos detalhes adicionais quando pudermos”.
O aeroporto internacional Hamid Karzai é atualmente a única saída do Afeganistão. Os EUA e as forças aliadas têm até terça-feira (31) para deixar o país — data que foi anunciada pelo presidente americano, Joe Biden, no começo de julho.
“As informações obtidas ao longo da semana são cada vez mais sérias e fazem referência a uma ameaça iminente e grave”, afirmou mais cedo o secretário de Estado britânico das Forças Armadas, James Heappey. “É uma ameaça muito séria, muito iminente”.
Entre as ameaças estavam um possível ataque do Estado Islâmico.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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‘Big techs’ prometem investimento bilionário em segurança digital após reunião com Biden


Google, Microsoft, Apple, Amazon e IBM se comprometeram com ações voltadas para cibersegurança. Presidente dos Estados Unidos disse que o ‘governo não poderia enfrentar esse desafio sozinho’. Presidente dos Estados Unidos Joe Biden fala durante uma reunião sobre cibersegurança em 25 de agosto de 2021, em Washington
AP Photo/Evan Vucci
Algumas das principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos se comprometeram a investir bilhões de dólares em segurança digital e treinamento de trabalhadores após uma reunião entre seus executivos e o presidente Joe Biden na última quarta-feira (25).
O encontro aconteceu em meio a uma escalada de ataques cibernéticos sofridas por companhias e entidades governamentais nos EUA.
A reunião incluiu quatro presidentes-executivos de gigantes de tecnologia: Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple), Andy Jassy (Amazon), Satya Nadella (Microsoft) e Arvind Krishna (IBM).
Após a reunião, o Google anunciou que se comprometeu a investir US$ 10 bilhões em segurança cibernética nos próximos cinco anos. Os valores serão destinados para o treinamento de cidadãos, projetos abertos de segurança, entre outros.
A Microsoft disse que investiria US$ 20 bilhões em cibersegurança nos próximos cinco anos e disponibilizaria US$ 150 milhões em serviços técnicos para ajudar os governos locais a atualizar seus sistemas de segurança e o treinamento de pessoal.
A IBM planeja treinar 150 mil pessoas durante três anos, enquanto a Apple disse que desenvolveria um novo programa para ajudar a fortalecer a cibersegurança na cadeia de fornecimento de tecnologia.
Já a Amazon disse que ofereceria ao público o mesmo treinamento de conscientização de segurança que dá aos seus funcionários.
Além das “big techs”, a Casa Branca recebeu executivos de grupos empresariais, bancos, seguradoras, organizações ligadas à educação e prestadoras de serviços essenciais, como água, gás e energia elétrica.
Tim Cook, presidente-executivo da Apple
Reuters/Leah Millis
Nos últimos meses, várias empresas sofreram ataques que levaram à paralisação momentânea de suas operações. Algumas delas relataram ter sido vítimas de ransomware, um tipo de vírus que impede o acesso às informações em um sistema e exige o pagamento de uma espécie de resgate.
Ransomware: entenda como o vírus é usado em extorsões e saiba como se proteger
Entre elas, está a Colonial Pipeline, uma operadora americana de oleodutos, e a JBS, maior empresa de processamento de carnes do mundo.
No fim de 2020, os Estados Unidos sofreram um grande ataque, que afetou os servidores de correio eletrônico da Microsoft e o programa Orion, da empresa SolarWinds. Este último é usado para administrar e monitorar as redes de computadores de grandes empresas e do governo.
Para o governo, este ataque expôs a relevância da segurança de 16 “infraestruturas-chave” de setores como energia, defesa, produção industrial e alimentação.
Alguns analistas pediram sanções firmes contra a Rússia e outros países, de onde estes hackers estariam operando. Outros especialistas defendem uma melhor regulação das criptomoedas, exigidas pelos hackers como resgate para restabelecer os serviços atacados.
Na reunião, Biden apontou para o encontro que teve com o presidente russo Vladimir Putin em junho, quando disse que esperava que a Rússia tomasse medidas para controlar os grupos de ransomware.
VÍDEO: Ransomware – entenda como vírus é usado em extorsões

Fonte: G1 Mundo

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‘Meu marido se recusou a me dar o divórcio por nove anos’


Na lei do judaismo ortodoxo, o marido precisa dar um documento à esposa que autorize o casamento terminar. Rifka Meyer finalmente obteve divórcio religioso no ano passado
BBC
Rifka Meyer tinha 32 anos quando se casou. Dois anos e meio depois, ela se tornou o que é conhecido entre judeus ortodoxos como uma “esposa acorrentada”.
Estava presa a um casamento religioso com homem que se recusava a dar a ela o divórcio.
Veja abaixo uma reportagem do Fantástico de 2020 sobre divórcios durante a pandemia.
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“Você se sente desesperada e muito sozinha”, disse ela ao programa Newsnight, da BBC. “Você se sente como se estivesse gritando sem ser ouvida.”
Levaria quase 10 anos para que Meyer obtivesse o divórcio religioso.
Mas mais de 100 mulheres da comunidade judaica Charedi continuam presas a casamentos religiosos no Reino Unido, segundo o deputado Jonathan Mendelsohn, que integra uma comissão parlamentar formada para ajudá-las.
“O que me chocou é que eu estou sendo contatado diretamente por várias pessoas desde que levantei essa questão”, diz ele. “Dezenas de casos, incluindo várias membros da comunidade judaica em que eu vivo.”
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Sob a lei do judaismo ortodoxo, o marido precisa dar à esposa um documento chamado get, que autorize o divórcio.
Sem isso, para os membros da comunidade, ela permanece casada mesmo sendo divorciada legalmente.
As mulheres presas a esses casamentos religiosos são conhecidas como agunot ou “esposas acorrentadas”.
Meyer diz que, sem o get, não poderia ter outro parceiro. “Você está presa. Eu não poderia pensar em encontrar outra pessoa, namorar ou seguir em frente com a minha vida.”
“Não tem comunicação ou apoio para te ajudar nesse processo. Você se sente desesperada e muito sozinha. É uma jornada muito solitária.”
Meyer, que mora em Londres, finalmente recebeu o documento do marido no ano passado. Agora ela gerencia uma ONG chamada Gett Out, para ajudar outras mulheres na mesma situação.
O que acontece se o divórcio é recusado pelo marido?
Uma emenda à legislação sobre violência doméstica do Reino Unido agora prevê que a recusa a conceder o divórcio religioso seja considerada uma forma de abuso doméstico.
Ou seja, não dar o get, agora é enquadrado como comportamento coercitivo e controlador, e o homem pode ser processado e até preso, se for condenado.
A expectativa é que as mulheres tenham mais poder para denunciar seus ex-maridos se eles não estiverem aceitando dar o divórcio religioso.
Eli Spitzer, um professor que integra a comunidade ortodoxa em Londres, diz que alguns rabinos acreditam que mulheres que procurarem ajuda na legislação terão iniciado ‘processo irreversível’
BBC
Mas a Federação de Sinagogas, um grupo que representa judeus ortodoxos, diz que qualquer documento de divórcio “concedido sob pressão, seja devido a ameaças físicas, econômicas ou de prisão, é absolutamente inválido” sob a lei judaica.
“O casal continuará casado, apesar da concessão do documento”, diz a carta.
A federação acrescentou que qualquer mulher que use as proteções da legislação sobre violência doméstica terá “atado as mãos” da Corte Judaica, já que “claramente, nessa situação, o marido estará agindo sob pressão.”
Eli Spitzer, um professor que integra a comunidade ortodoxa em Londres, diz que alguns rabinos acreditam que mulheres que procurarem ajuda na legislação “terão iniciado um processo irreversível”.
“O marido não estará mais em posição de dar o divórcio à esposa por vontade própria, porque ele estará em risco de ser processado. Portanto, os rabinos estão dizendo que isso prejudica a essência de um divórcio judaico, que precisa ser dado por livre e espontânea vontade”, diz ele.
Mas Mendelson, que é judeu também, acredita que não há conflito entre as legislações religiosa e não religiosa, e questiona as intenções dos rabinos que dizem que há.
“Eles escolheram criar um conflito onde não existe. Não sei o motivo disso, mas suspeito que seja porque sintam que estão perdendo o controle de parte do processo”, diz.
“Mas em qualquer situação onde uma minoria religiosa existe numa democracia, você precisa equilibrar as coisas. Acho que eles têm que entender a situação e perceber que esse é o Reino Unido, o Reino Unido em 2021.”
Alguns judeus ortodoxos disseram ao Newsnight que eles acreditam que o Torah (lei judaica) não pretendia permitir que mulheres ficassem presas a casamentos infelizes. Mas há receios na comunidade ortodoxa de que o secularismo esteja atropelando a religião, apagando tradições centenárias e uma lei praticada por milhões.
Meyer diz que, apesar de a legislação contra violência doméstica do Reino Unido ajudar as mulheres, é preciso “trabalhar em conjunto com os rabinos também”.
“As mulheres se sentem desesperadas e farão de tudo para conseguir o get”, diz ela. “É uma vida inteira dessas mulheres presas num casamento que morreu.”
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Fonte: G1 Mundo

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Japão suspende aplicação de 1,6 milhão de doses da vacina da Moderna por ter encontrado impurezas em frascos


Moderna afirma que problema deve ter acontecido na linha de envasamento na Espanha. Japão passa por uma onda de contágios de coronavírus. Imagem de um homem sendo vacinado em Tóquio, no Japão, em 25 de agosto de 2021
Rodrigo Reyes Marin/Reuters
O Japão anunciou nesta quinta-feira (26) que suspendeu a aplicação de 1,63 milhão de doses da vacina da Moderna porque há uma semana o distribuidor do imunizante no país recebeu um relatório sobre contaminação em alguns frascos.
A vacina da Moderna não é usada na campanha de vacinação no Brasil.
O governo do Japão e a Moderna afirmaram que nenhum problema de eficácia foi identificado e que a suspensão é uma precaução.
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No entanto, a suspensão do uso desse lote fez com que muitas empresas que estavam vacinando seus funcionários interrompessem os seus programas de imunização nesta quinta-feira.
Em um comunicado, a Moderna disse que foi notificada de casos de que frascos foram encontrados com impurezas. A companhia disse que vai reter o lote em questão e outros dois.
“A empresa está investigando os relatórios e está comprometida a trabalhar com seus parceiros e os reguladores para dar uma resposta”, disse a empresa.
A empresa distribuidora que encontrou as impurezas chama-se Takeda.
Ela identificou o problema há dez dias —houve demora para suspender oficialmente o lote de 1,63 milhão de vacinas porque a empresa precisava levantar a informação de quantos frascos tinham impurezas e em quais pontos de distribuição eles estavam.
A Moderna afirmou que a contaminação pode ter sido um problema na linha de produção em seu local de produção, na Espanha.
Um porta-voz da empresa disse que a o lote afetado e os outros dois que também foram suspensos foi distribuídos apenas no Japão.
A empresa espanhola Rovi, que engarrafa as vacinas da Moderna para todos os mercados com exceção dos Estados Unidos, disse que está investigando a possível contaminação.
A Moderna estava enfrentando problemas de atrasos no último mês. Uma outra farmacêutica, a Johnson, suspendeu uma fábrica terceirizada nos Estados Unidos onde houve contaminação da linha de produção.
Covid-19 no Japão
Por causa da variante delta, o Japão enfrenta um dos piores momentos da pandemia. Neste mês, o número diário de novas infecções passou de 25 mil pela primeira vez. Cerca de 54% da população recebeu ao menos uma dose, e 43% estão plenamente vacinados.
O primeiro-ministro do país, Yoshihide Suga, disse que o plano de vacinação do Japão será pouco afetado pelo problema.
Na quarta-feira (25), ele havia dito que 60% dos japoneses estariam plenamente vacinados até o fim de setembro, e que o país terá doses suficientes para uma eventual terceira dose.
O governo foi criticado pela demora na campanha de vacinação no começo deste ano.
A taxa de aprovação de Suga está abaixo dos 30%. Ele enfrenta dificuldades para manter a liderança política de seu partido.
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Fonte: G1 Mundo

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Bebe afegã que nasceu em avião americano se chamará ‘Reach’, codinome da aeronave


Mãe de Reach começou a sentir contrações e ter complicações durante o voo, o que obrigou o piloto a fazer manobra para salvá-la. Outras 2 crianças nasceram horas depois da fuga de Cabul. Afegã é levada para unidade de saúde após ter filha dentro de avião
Reprodução
A bebê afegã que nasceu a bordo de um avião militar dos Estados Unidos, depois de fugir do Afeganistão, foi batizada de Reach, em homenagem ao codinome da aeronave.
A revelação foi feita pelo comandante das forças americanas na Europa, general Tod Wolters, nesta quarta-feira (25).
“Como piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, meu sonho é ver essa garotinha chamada Reach crescer como uma cidadã americana e voar em jatos de combate da nossa Força Aérea”, afirmou Wolters.
A mãe de Reach estava grávida e começou a sentir contrações durante o voo entre uma base aérea no Catar e outra na Alemanha. Ela entrou em trabalho de parto e começou a ter complicações.
O piloto então decidiu voar mais baixo para aumentar a pressão do ar na aeronave. A manobra deu certo e ajudou a estabilizar o estado de saúde da mãe (veja no vídeo abaixo).
VÍDEO: Afegã dá à luz em avião militar dos EUA
Logo após o pouso em Ramstein, militares americanos realizaram o parto dentro avião, antes da mulher ser transportada com seu bebê para um hospital próximo.
Outras duas crianças nasceram horas depois do voo, ainda na base americana em Ramstein, na Alemanha.
Cada aeronave militar americana possui um codinome para se comunicar com as outras ou as torres de controle. ‘Reach’ é usado para os aviões de carga C-17, e o usado na evacuação é o Reach 828.
“A chamaram de Reach porque era o codinome do C-17”, explicou Wolters.
O general disse que cerca de 100 pessoas, das 7 mil evacuadas de Cabul através de bases americanas na Europa, receberam ajuda médica (seja por sintomas de Covid-19 ou por outros motivos médicos).
Vinte e cinco precisaram ser internadas em um hospital local e 12 já tiveram alta.
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Fonte: G1 Mundo

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Rússia registra recorde de mortes por Covid-19 em 24 horas


Oficialmente, há 179 mil mortos por Covid-19 no país, mas esse número inclui apenas aqueles que passaram por uma autópsia que determinou que a principal causa de morte foi o coronavírus. Homem em estação de metrô em Moscou, em 20 de agosto de 2021
Kirill Kudryavtsev / AFP
A Rússia registrou nesta quinta-feira (26) 820 mortes por Covid-19, o maior balanço diário no país desde o início da pandemia, segundo os números oficiais do governo.
A piora da situação aconteceu por uma soma de fatores: a variante delta, a rejeição à vacina no país e a ausência de restrições ao movimento.
No fim de 2020, a Rússia refez o balanço das vítimas de Covid-19. Veja abaixo um vídeo da época.
Rússia recalcula número de mortos pela Covid
De acordo com os dados do governo, a Rússia contabiliza mais de 179 mil mortes por coronavírus.
O número real pode ser maior, pois o balanço oficial leva em consideração apenas os falecidos submetidos a uma autópsia que determinou que o coronavírus é a principal causa da morte.
A agência russa de estatísticas Rosstat calculou que as mortes por Covid-19 no país superavam 300 mil no fim de junho de 2021.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA, Reino Unido e Austrália alertam para risco de atentado no aeroporto de Cabul

Afeganistão: mesmo com ameaça terrorista, multidão permanece no aeroporto de Cabul
Estados Unidos, Austrália e Reino Unido pediram a seus cidadãos que abandonem imediatamente a área do aeroporto de Cabul devido a uma ameaça terrorista contra o local, a única porta de saída do país para milhares de afegãos que tentam, desesperados, embarcar nos voos de retirada organizados pelos países ocidentais.
Quase 90 mil afegãos e estrangeiros foram retirados do país desde que o Talibã retomou o poder em 15 de agosto, mas uma multidão ainda se aglomera dentro e ao redor do aeroporto internacional Hamid Karzai.
O desespero aumenta com a redução dos voos disponíveis para a saída do país e a aproximação do prazo de 31 de agosto estabelecido pelo presidente americano Unidos, Joe Biden, para a conclusão das operações e a retirada dos soldados que são responsáveis pela segurança no aeroporto.
Para aumentar o desespero, os governos dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália divulgaram alertas simultâneos sobre o risco de ataques terroristas na área do aeroporto e pediram a seus cidadãos que não se aproximem do local.
O Departamento de Estado americano citou “ameaças de segurança”, mas não revelou sua origem nem a natureza.
O ministro da Defesa da Austrália, Andrew Hastie, declarou que o “risco de um ataque suicida com explosivos é muito elevado”.
Nesta quinta-feira, o governo britânico afirmou que a ameaça é “grave e iminente”, ao mesmo tempo que pediu a seus cidadãos que evitem a área do aeroporto. Londres indicou que as operações de retirada não foram suspensas e que voos serão organizados durante a jornada.
– Corrida contra o tempo -“Há milhares de pessoas que ignoram a advertência de manter distância do aeroporto”, disse o secretário de Estado britânico das Forças Armadas, James Heappey.
“Estamos fazendo o que podemos para garantir a segurança daqueles que não saíram do país”, completou, antes de destacar que o Reino Unido não tem tropas suficientes para seguir até a cidade e tentar abortar a ameaça de atentados.
A multidão reunida no aeroporto provocou cenas de caos e pelo menos oito pessoas faleceram no tumulto. Alguns afegãos que aguardam no local têm passaportes, vistos estrangeiros ou reúnem condições para viajar, mas a maioria não.
Vários países aceleram os planos de retirada com a atenção voltada para o dia 31 de agosto. Os governos da Holanda e da Bélgica anunciaram que suspenderão as retiradas de Cabul e a França confirmou que seu voos serão concluídos na sexta-feira à noite.
A Turquia anunciou na quarta-feira que começou a retirar seus mais de 500 soldados não combatentes do país, o que parece descartar a possibilidade de que o país assuma a segurança do aeroporto de Cabul após a saída das tropas dos Estados Unidos.
– A ameaça do Estado Islâmico -Vários países solicitaram aos Estados Unidos o adiamento da retirada do Afeganistão para permitir a saída de todos os estrangeiros e afegãos sob sua proteção, mas Washington negou a solicitação.
Entre os motivos, Biden apontou a “aguda” ameaça terrorista do braço regional do grupo extremista Estado Islâmico (EI), responsável por alguns dos ataques mais violentos no Afeganistão e Paquistão nos últimos anos.
O EI massacrou civis nos dois países em mesquitas, santuários, praças e até hospitais, além de ter executado ataques contra muçulmanos de alas que considera hereges, incluindo os xiitas.
Embora o EI e o Talibã sejam sunitas de linha radical, os dois grupos são rivais.
O EI criticou o acordo entre EUA e Talibã que em 2020 estabeleceu as diretrizes para a retirada das tropas estrangeiras e acusou os talibãs de abandonar a causa jihadista.
Desde que o movimento assumiu o poder em Cabul, vários grupos jihadistas felicitaram o Talibã, mas não o EI.
Em seu retorno ao poder, os talibãs prometeram uma mudança em comparação com o regime imposto entre 1996 e 2001, quando aplicaram uma interpretação muito rigorosa e radical da lei islâmica.
Apesar da oposição radical à extensão do prazo para a retirada das tropas estrangeiras do aeroporto, o Talibã se comprometeu a permitir a saída dos estrangeiros e afegãos em situação de risco após 31 de agosto.
“Os talibãs se comprometeram, em público e em privado, a administrar e permitir uma passagem segura a americanos, outros estrangeiros e afegãos em risco no futuro, depois de 31 de agosto”, disse o secretário de Estado americano, Antony Blinken.
Um diplomata alemão responsável por negociar com os talibãs, Markus Potzel, afirmou que recebeu garantias similares de um dos líderes do movimento islamista.
Muitos afegãos, no entanto, temem o retorno ao regime anterior, com represálias violentas contra os que trabalharam para militares estrangeiros, missões ocidentais ou o governo anterior.
A preocupação é ainda maior entre as mulheres, que foram proibidas de estudar e trabalhar entre 1996 e 2001. Durante o governo anterior dos talibãs, elas só eram autorizadas a sair da casa com um acompanhante masculino.

Fonte: G1 Mundo

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No Alabama, 90% dos infectados por Covid-19 não foram vacinados


Estado sulista tem a menor taxa de imunizados dos EUA, e resistência a vacina está vinculada a conservadores e à desinformação. Posto de vacinação em Birmingham, Alabama, relativamente vazio, em foto de 13 de maio
Jay Reeves/AP Photo
Noventa por cento dos infectados por Covid-19 no Alabama nos últimos quatro meses não tinham sido vacinados, assim como 95% dos que morreram da doença. Os dados divulgados pelo Departamento de Saúde refletem a realidade do estado sulista e conservador, que registra a menor taxa de imunizados dos EUA — apenas 36% receberam as duas doses.
A resistência à vacinação no estado que enfrenta a quarta onda da pandemia chega aos extremos. O ex-presidente Donald Trump foi vaiado sábado, ao pedir aos partidários que lotaram um comício em Cullman para se vacinarem. Trump, que nas eleições de novembro venceu no Alabama com 62% dos votos, estava entre os seus, mas não foi compreendido.
O número recorde de internações sobrecarregou a rede de saúde e atingiu o mesmo pico registrado em janeiro passado. A diferença é que agora há uma gama de vacinas à disposição da população. A grande maioria ainda prefere ficar fora da campanha por diferentes razões, calcadas na desinformação ou em teorias conspiratórias.
O preço do desprezo pela imunização tem sido alto. A enfermeira Haley Mulkey Richardson, de 32 anos, recusou-se a tomar a vacina por estar grávida. Contraiu o vírus, perdeu a criança e morreu dias depois na UTI.
O estado registrou surtos em creches, acampamentos e igrejas, com a rápida disseminação da variante delta. Como observou o presidente Joe Biden em sua saga por livrar o país do novo coronavírus, a única pandemia que os EUA enfrentam está entre os não vacinados — 85 milhões de americanos.
No sul do país, o desinteresse pela imunização está diretamente vinculado aos republicanos. O desgaste levou o médico Jason Valentine, da cidade de Mobile, no Alabama, a postar no Facebook um aviso aos pacientes: “Não venha para tratamento médico se não estiver vacinado.” Ele se manteve irredutível às críticas, mas obteve uma vitória: três pacientes telefonaram para pedir indicações de locais de vacinação e marcar a consulta.

Fonte: G1 Mundo

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Biden pede colaboração das ‘big techs’ para melhorar segurança cibernética


Presidente dos Estados Unidos afirmou a executivos das gigantes de tecnologia que o governo “não pode enfrentar esse desafio sozinho”. Tema ganhou prioridade após ciberataques a empresas americanas. Joe Biden
Reuters/Leah Millis
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizou nesta quarta-feira (25) uma reunião com executivos de empresas como Google, Apple, Amazon, Microsoft e IBM. No encontro, ele pediu a colaboração das companhias em questões relacionadas à segurança cibernética.
“A realidade é que a maior parte da nossa infraestrutura crítica pertence e é operada pelo setor privado, e o governo federal não pode enfrentar esse desafio sozinho”, disse Biden.
“Convidei todos vocês aqui hoje porque vocês têm o poder, a capacidade e a responsabilidade, acredito, de elevar o padrão da segurança cibernética. Por isso, em última instância, temos muito trabalho a fazer”, afirmou.
A reunião incluiu quatro presidentes-executivos de gigantes de tecnologia: Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple), Andy Jassy (Amazon), Satya Nadella (Microsoft) e Arvind Krishna (IBM).
Além das “big techs”, a Casa Branca recebeu executivos de grupos empresariais, bancos, seguradoras, organizações ligadas à educação e prestadoras de serviços essenciais, como água, gás e energia elétrica.
Tim Cook, presidente-executivo da Apple
Reuters/Leah Millis
Nos últimos meses, várias empresas sofreram ataques que levaram à paralisação momentânea de suas operações. Algumas delas relataram ter sido vítimas de ransomware, um tipo de vírus que impede o acesso às informações em um sistema e exige o pagamento de uma espécie de resgate.
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Entre elas, está a Colonial Pipeline, uma operadora americana de oleodutos, e a JBS, maior empresa de processamento de carnes do mundo.
No fim de 2020, os Estados Unidos sofreram um grande ataque, que afetou os servidores de correio eletrônico da Microsoft e o programa Orion, da empresa SolarWinds. Este último é usado para administrar e monitorar as redes de computadores de grandes empresas e do governo.
Para o governo, este ataque expôs a relevância da segurança de 16 “infraestruturas-chave” de setores como energia, defesa, produção industrial e alimentação.
Alguns analistas pediram sanções firmes contra a Rússia e outros países, de onde estes hackers estariam operando. Outros especialistas defendem uma melhor regulação das criptomoedas, exigidas pelos hackers como resgate para restabelecer os serviços atacados.
VÍDEO: Ransomware – entenda como vírus é usado em extorsões

Fonte: G1 Mundo

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Mãe reencontra bebê que passou 4 dias perdida em floresta na Rússia


Lyuda Kuzina se perdeu da mãe e entrou em uma floresta na região de Smolensk, a oeste de Moscou. Sem comida, a menina de um ano e 10 meses conseguiu sobreviver. Antonina Kuzina encontrou sua filha, Lyuda Kuzina, após quatro dias de buscas
Sledcom Smolensk/BBC
Uma menina de apenas um ano e dez meses de idade, que estava desaparecida, foi encontrada viva após ficar quatro dias perdida e sozinha em uma floresta na Rússia.
Lyuda Kuzina se perdeu perto de sua casa na região de Smolensk, a oeste de Moscou, levando a uma busca envolvendo centenas de pessoas.
Ela não tinha comida ou água e acabou sendo encontrada coberta de picadas de insetos, mas ainda viva, depois que um dos grupos de busca a ouviu gemer.
“Ela prometeu nunca mais fugir da mamãe de novo”, disse Antonina Kuzina, mãe da menina, ao jornal “Komsomolskaya Pravda”.
“Embora por quanto tempo ela vai se lembrar dessa promessa, eu não tenho ideia. Mas pelo menos ela diz isso”, afirmou.
Agora, a criança está sendo cuidada em um hospital infantil em Smolensk.
Uma rede de TV russa conversou com a mãe em um parquinho fora do hospital, onde aguardam a alta.
Mãe e filha se reuniram logo após Lyuda ser encontrada na floresta
Sledcom Smolensk/BBC
O alarme foi dado depois que Lyuda deixou a casa de verão da família na última terça-feira na área de Tyomkinsky.
Ela estava brincando do lado de fora com sua irmã de quatro anos, mas entrou em uma floresta próxima quando sua mãe foi até a casa de um vizinho e sua irmã a seguiu.
Cerca de 400 voluntários e policiais começaram a vasculhar a área em busca da criança.
Mergulhadores chegaram a checar se ela não teria caído em reservatórios de água da região, mas não encontraram nada.
Até que, quase quatro dias após o desaparecimento, um dos grupos parou para descansar a 4 km da casa da família da menina. Então eles ouviram um barulho.
“Os voluntários me disseram que não tinham estado muito longe do local no primeiro dia”, disse a mãe.
“Foi apenas no quarto dia, quando ouviram um gemido, que a encontraram coberta por galhos debaixo de uma árvore”, acrescentou.
A história de sobrevivência de Lyuda lembra a de um menino de três anos que sobreviveu por 72 horas em uma área ocupada por lobos e ursos na floresta da Sibéria, também na Rússia, em 2016.
Tserin Dopchut sobreviveu comendo uma pequena barra de chocolate, enquanto Lyuda não tinha nenhuma comida.
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Fonte: G1 Mundo