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Teresa Cristina pisa com firmeza no terreno autoral de Zeca Pagodinho, sem reinventar a roda, no álbum ‘Jessé’


Capa do álbum ‘Jessé – As canções de Zeca Pagodinho’, de ´Teresa Cristina
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Jessé – As canções de Zeca Pagodinho
Artista: Teresa Cristina
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ É com o canto a capella dos versos “Eu sou verso e sou reverso / Sou partícula do universo / Sou prazer, também sou dor / Eu sou causa, sou efeito / Eu sou torto e sou direito / Enfim, eu sou como eu sou” que Teresa Cristina abre o álbum em que dá voz a doze sambas de autoria de Zeca Pagodinho, bamba nem sempre reverenciado como compositor na medida do talento para fazer música e/ou letra.
Ouvidos na abertura do álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho”, os versos do partido alto “Pisa como eu pisei” (Aluísio Machado, Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho, 1988) soam como carta de princípios de cantora que não prima pela técnica vocal exemplar, mas é uma cantora de verdade, daquelas que põem a alma na voz e que entendem o sentido e o sentimento dos versos que canta.
Também (boa) compositora, Teresa Cristina é profunda conhecedora da produção autoral dos bambas dos nobres quintais cariocas. Até por isso Teresa pisa com firmeza no terreno autoral de Zeca Pagodinho, se desviando dos sucessos do bamba para jogar luz sobre sambas tornados obscuros na poeira do tempo.
Gravado com produção musical de Pretinho da Serrinha, o álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho” foi lançado ontem, 17 de janeiro, com capa que traduz em signos e símbolos a natureza do cancioneiro e da alma de Jessé Gomes da Silva Filho, nome de batismo de Zeca.
O filtro de barro em cima da mesa da sala sinaliza que o disco está enraizado no subúrbio carioca enquanto a imagem de São Jorge / Ogum remete à devoção de Pagodinho. Já o figurino azul e branco evoca a Portela, escola de samba da devoção do compositor e da intérprete.
E, não por acaso, Teresa Cristina sabe realçar o DNA melódico e poético da velha guarda portelense que rege a criação de “Falsa alegria” (1992), parceria de Zeca com Monarco (1933 – 2021), lançada no álbum “Um dos poetas do samba” (1992), título de fase menos conhecida da discografia de Zeca.
Desse período de menor visibilidade na obra fonográfica do artista, Teresa também põe “Lente de contato” (Jorge Simas, Wanderson Martins e Zeca Pagodinho, 1990) em evidência neste álbum que se alinha com os songbooks já presentes na discografia dessa intérprete que já dedicou discos inteiros aos cancioneiros de Cartola (1908 – 1980), Noel Rosa (1910 – 1937) e Paulinho da Viola, além de ter feito show centrados nas obras de Candeia (1935 – 1978) e Zé Ketti (1921 – 1999).
Enfim, Teresa Cristina sabe onde pisa quando canta um samba como “Vem pra ser meu refrão” (1989), parceria de Zeca com Arlindo Cruz (1958 – 2025) até então gravada somente pelo cantor Reinaldo (1954 – 2019). Zeca tampouco gravou “Voo de paz” (1986), samba para o qual Zeca escreveu letra lírica em versos afinados com o espírito da bela melodia, típica do parceiro Jorge Aragão. Teresa alça voo alto na faixa porque é cantora talhada para dar voz à tristeza que balança.
Jorge Aragão também é o parceiro de Zeca em “Testemunha ocular” (1987) e em “Mutirão de amor” (1983), grande samba (este composto pela dupla com a adesão de Sombrinha) apresentado por Alcione no álbum “Almas & corações” (1983).
Não, Teresa Cristina não reinventa à roda nas dez faixas do álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho”. Os sambas são cantados com a base tradicional do gênero. Decisão acertada, até porque o foco do songbook é evidenciar as melodias e letras de Zeca Pagodinho.
O álbum reúne doze sambas em dez faixas porque tem dois medleys. Um junta os temperos dos partidos altos “Jiló com pimenta” (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 1983) e “Já mandei botar dendê” (Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Maurição, 1995). Essas duas iguarias foram condimentadas por Zeca com o parceiro e amigo de fé Arlindo Cruz, com quem Jessé também fez “Meu poeta” (2011), samba mais dolente e lírico, também assinado por Junior Dom e gravado por Arlindo no álbum “Batuques e romances” (2011).
A décima faixa do álbum ainda será lançada futuramente. Trata-se de música inédita de Zeca com Beto Sem Braço (1940 – 1993), “Na pedreira de Xangô”, samba de batuque evocativo dos tambores do Candomblé.
O samba inédito é unido no álbum “Jessé”, em medley costurado pelo link da fé religiosa, com “São José de Madureira” (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 1984), samba lançado por Beth Carvalho (1946 – 2019), cantora antenada que apresentou Zeca Pagodinho ao Brasil no álbum “Suor no rosto” (1983).
Ganhou projeção ali um bamba, partideiro dos bons, intérprete afiado, mas também bom compositor de sambas que ganham luz no álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho” na voz também antenada de Teresa Cristina, cantora que sabe pisar no chão que a consagrou a partir de 1998.

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Bethânia grava o show dos 60 anos de carreira, no fim da turnê no Rio, com cortes no roteiro audacioso


Maria Bethânia no primeiro dos dois dias de gravação do show ’60 anos de carreira’ na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro
Rodrigo Goffredo
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Voltei pela segunda vez ao show idealizado por Maria Bethânia para celebrar os 60 anos de carreira da intérprete. Nem preciso de justificativa ou pretexto para rever um espetáculo de Bethânia, cantora que acompanho com fervor desde a década de 1970, anos antes de pensar em dedicar minha vida profissional ao jornalismo musical.
Sempre vi os shows da cantora mais de uma vez. Mas, sim, ontem, sábado, 17 de janeiro, havia um motivo adicional para ir à casa Vivo Rio para assistir novamente ao show “60 anos de carreira”. É que ontem foi o primeiro dos dois dias do registro audiovisual que eternizará de forma oficial o espetáculo que estreou em 6 de setembro de 2025 na mesma casa de shows do Rio de Janeiro (RJ) onde a curta turnê chega em tese ao fim.
Hoje, domingo, 18 de janeiro, Bethânia encerra a turnê e conclui a gravação ao vivo com a captação da apresentação feita com a plateia na pista (o show de ontem foi com o público acomodado em mesas).
Estive presente na estreia nacional da turnê e, desde então, venho acompanhando as mutações sofridas pelo show. Como é quase praxe na trajetória de Bethânia nos palcos, a cantora começou a cortar músicas do audacioso roteiro, construído sem a preocupação de alinhar hits para fisgar a plateia.
A isca de Bethânia no palco é, e sempre foi, o canto intenso, teatral, majestoso, que se agiganta no calor da cena. Basta confrontar a recém-lançada gravação de estúdio do samba “Vera Cruz” (2025) com a abordagem ao vivo do grande samba de Xande de Pilares e Paulo César Feital para constatar que é no palco que o canto de Bethânia soa mais pleno de sentidos.
Por isso mesmo, lamentei alguns cortes. “Mar e lua” (1980) foi a primeira música a sair do roteiro original, mas, no caso, foi trocada por outra canção de Chico Buarque, “Olhos nos olhos” (1976). “Mar e lua” se afinava mais com o roteiro, mas entendo a importância de “Olhos nos olhos” na carreira de Bethânia. Afinal, foi com a gravação dessa música, cuja letra expõe mulher altiva que dá a volta por cima após ser abandonada pelo parceiro, que Bethânia rompeu a barreira das emissoras de rádio AM há 50 anos e se tornou uma cantora popular, de massa, com a gravação de “Olhos nos olhos” feita para o álbum “Pássaro proibido” (1976).
“Olhos nos olhos” é número batido nos shows de Bethânia. Ainda assim, na apresentação de ontem, a música foi a mais aplaudida, gerando efeito quase catártico. Em bom português, com exceção dos críticos e dos espectadores mais informados e antenados com a construção do roteiro, o público certamente aprova a troca de “Mar e lua” por “Olhos nos olhos”, raro sucesso em roteiro quase sem hits.
Em contrapartida, as supressões de “Gás neon” (Gonzaguinha, 1974) e “Eu mais ela” (Chico César, 2025) são ausências que já vinham sendo sentidas desde as últimas apresentações do show “60 anos de carreira” em São Paulo (SP) e Salvador (BA). Nenhuma música entrou no lugar delas.
Contribuição de Chico César para o show, no qual Bethânia solta a voz com sonoridade potente e renovada, “Eu mais ela” era uma das cinco músicas inéditas do roteiro. Lamento especialmente que a boa música de Chico César fique sem registro ao vivo oficial e torço para que ganhe gravação de estúdio, a exemplo de “Vera Cruz”, para que não se perca na história de Bethânia.
Ontem, mais uma música, “Sete trovas” (Consuelo de Paula, Etel Frota e Rubens Nogueira, 2004), foi limada do roteiro. Faz parte dos shows de Maria Bethânia…
Enfim, cabe ressaltar que a voz da cantora estava tinindo no primeiro dia da gravação ao vivo do show “60 anos de carreira”. A intérprete não estava no piloto automático. De todo modo, a apresentação de 17 de janeiro transcorreu sem um brilho especial, sem a chama que ardeu na primeira temporada da turnê na casa Vivo Rio. Hoje, com o público na pista, a temperatura do show deverá ser mais alta.
Maria Bethânia grava o show sem músicas como ‘Eu mais ela’, ‘Gás neon’ e ‘Sete trovas’, presentes no roteiro original
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Simplicidade de Marília Mendonça é o trunfo do inédito single póstumo ‘Você me fez odiar o Carnaval’


Capa do single ‘Você me fez odiar o Carnaval’, de Marília Mendonça
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Você me fez odiar o Carnaval
Artista: Marília Mendonça
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Foi com discurso direto – escrito sem firulas ou tentativas de mostrar erudição para as elites culturais – que Marília Mendonça (22 de julho de 1995 – 5 de novembro de 2021) abriu alas femininas no universo sertanejo, se impondo como a compositora mais importante do gênero no século XXI.
Marilia dava um recado que o povo entendia e assimilava de imediato, sobretudo o público feminino, então sem real referência de escrita de mulher para mulher na música sertaneja. Essa simplicidade eficiente é o mote e o trunfo de “Você me fez odiar o Carnaval”, o mais novo single póstumo da cantora e compositora goiana que impulsionou a partir de 2014 o movimento conhecido como feminejo.
A música inédita entrou em rotação na quinta-feira, 15 de janeiro, e foi finalizada sem recursos de IA a partir de voz-guia posta pela cantora em outubro de 2021, um mês antes de morrer de forma trágica e precoce em acidente de avião, aos 26 anos. A gravação integra os chamados “manuscritos” da artista.
Composição de Marília em parceria com Dom Vittor, João Gustavo Dias e Matheus Tutz, “Você me fez odiar o Carnaval” tem letra que flagra a artista curtindo a sofrência em plena folia.
Formatada com produção musical de Júnior Campi e Elvis Tcherr, a gravação mistura brega, com sertanejo – evidenciado na levada do irresistível refrão criado com os versos “Você me fez odiar o Carnaval / Vou sair? Nem a pau / Brasil feliz, e eu mal” – e axé music, ritmo de base percussiva, evocado quando a cantora repete os versos “O seu abadá ainda é o meu pijama / Só que, esse ano, eu nem vou sair da cama / Essa hora a gente estaria em Salvador / No mesmo lugar que você me deixou / Oh uou uou, oh uou uou”.
O single “Você me fez odiar o Carnaval” dura dois minutos e 39 segundos, tempo suficiente para que o ouvinte tenha mais um bom exemplo da habilidade de Marília Mendonça para fazer e cantar uma música simples com potencial para conquistar todos os que desfilam no “bloco dos que perderam o amor da vida”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Mixturada’ foliã de Carlinhos Brown é reciclada com batidas do DJ Deeplick no linear álbum ‘EletroCarnaBrown’


Capa do álbum ‘EletroCarnaBrown’, de Carlinhos Brown
Arte de Deeplick
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: EletroCarnaBrown
Artista: Carlinhos Brown
Cotação: ★ ★ ★
♬ Há 22 anos, Daniela Mercury reuniu DJs e produtores musicais associados ao universo da música de pista em álbum, “Carnaval eletrônico” (2004), que arrastou multidões atrás dos trios elétricos com o hit “Maimbê Dandá”, gravado pela artista com Carlinhos Brown, parceiro de Mateus Aleluia nesse tema explosivo.
O álbum “Carnaval eletrônico” alongou movimento pioneiro feito por Daniela no Carnaval de 2000, ano em que a cantora desfilou com trio eletrônico pelas ruas e avenidas de Salvador (BA). Nem todo mundo foi atrás do trio eletrônico, mas a artista baiana seguiu em frente, firme. “EletroCarnaBrown” – álbum lançado ontem, 16 de janeiro, por Carlinhos Brown – vai atrás do trio eletrônico posto na rua há 26 anos por Daniela Mercury.
“EletroCarnaBrown” amplia a parceria do cantor, compositor e ritmista baiano com o DJ e produtor musical paulista Fernando Leite, conhecido nas pistas e estúdios como Deeplick.
A bem da verdade, nada é novidade. Brown já explorou essa vertente eletrônica da folia em vários discos, caso do recente “EletroTribalistas” (2022), álbum também feito com o mesmo Deeplick. Em “EletroCarnaBrown”, o tribalista recicla hits autorais como “Magalenha” (1992) com mix de tambores (percutidos pelo próprio Brown) e batidas criadas por Deeplick com bateria eletrônica e sintetizadores.
Em “Muito obrigado, axé” (2009), uma das grandes músicas de Brown, a cadência do ijexá é preservada na mistura de baticum e beats. Faixa apresentada em dezembro, em feat de Brown com Simone, “Primeiro amor primeiro” (2025) ressurge remixada e menos épica em “EletroCarnaBrown” com a adição dos beats de Deeplick, cuja intervenção dilui a força do exuberante arranjo polifônico da gravação do single (as cordas orquestradas por Jaques Morelenbaum perdem um pouco do brilho no remix).
A outra novidade da safra de Brown para o Carnaval de 2026 é “Buena vibración”, música cantada em espanhol, com forte latinidade, em gravação que ecoa os tempos em que Brown tentou a sorte no mercado latino de música hispânica, na primeira metade dos anos 2000, se apresentando como Carlito Marrón.
Nem tudo funciona bem na pista do álbum “EletroCarnaBrown”, cuja capa expõe arte vivaz criada pelo próprio Deeplick. A melódica canção de amor “Tantinho” (2010) pede mais um lounge do que um fervo folião. Já “Maria Caipirinha” (2003), música assentada sobre o samba da Bahia desde a gravação original, já pede rua, calor, se ajustando naturalmente à temperatura linear do álbum “EletroCarnaBrown”.
Contudo, é inegável que, calcada na força hipnótica dos tambores, sobressalentes no remix de “Lá vai ela” (2012), a mixturada brasileira de Carlinhos Brown às vezes cai bem na pista.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Revolta do Roblox’ se divide em protestos a favor e contra Felca; g1 cobriu manifestações


Roblox ampliará verificação de idade em meio a críticas sobre proteção a crianças
A plataforma de jogos Roblox alterou as regras na última quarta-feira (7), restringindo o uso do chat. A partir de agora, jogadores terão que verificar a idade e só poderão conversar com usuários de faixas etárias parecidas. A medida não agradou parte do público, que começou uma série de protestos virtuais na plataforma.
Até esta quinta (15), muitos dos protestos virtuais tinham cartazes pedindo justiça pelo chat, o fim das restrições, etc. Mas agora o grande tópico é outro: o influenciador Felca.
Eu entrei na plataforma nesta sexta (16) para entender como é a nova verificação de idade e como estão os protestos. Veja como foi:
Como é o cadastro e a verificação de idade
Na hora de se cadastrar, você tem que inserir seus dados, incluindo a data de nascimento. O jogo não te impede de jogar caso você tenha menos de 18 anos, que tende a ser grande parte do público.
Mas logo ao se cadastrar, a primeira recomendação é de não usar seu nome verdadeiro como nome de usuário — pra garantir um user original, fui de “stellanskarsgard2”.
Com as novas mudanças, a plataforma pede uma comprovação da sua idade (no meu caso, 27 anos). Então, o Roblox faz uma verificação facial, similar à de aplicativos de banco. Caso a idade esteja errada, é possível contestar mostrando seu documento de identidade.
Apesar de dizer que tenho 27 anos, a verificação facial estimou que eu tinha entre 18 e 20 anos.
Verificação facial identificou que eu teria entre 18 e 20 anos
Captura de tela/Roblox
Fez bem para a minha autoestima, mas é um deslize: oficialmente, eu só poderia conversar com pessoas acima de 20 anos. Mas já que o Roblox achou que eu tinha 19, me permitiu conversar com pessoas de 16 anos ou mais.
“Estamos continuamente aprimorando nossa tecnologia de estimativa de idade facial para torná-la o mais precisa e resistente a fraudes possível”, afirmou a plataforma, sobre o erro na verificação (leia o comunicado completo ao final desta reportagem).
“Para isso, garantimos que nossa parceira, Persona, tenha todos os recursos relevantes de prevenção de fraudes ativados e ajustados especificamente para a Roblox – incluindo detecção de deepfake, verificações de similaridade com figuras públicas e outras salvaguardas avançadas.”
Onde acontecem os protestos?
Não é tão simples encontrar essas manifestações. A maior parte delas acontece em “Brookhaven”, um jogo dentro da plataforma que é uma cidade virtual. Dá pra passear, andar de carro, nadar na piscina e visitar as casas de outros jogadores.
Mas existem várias “Brookhaven”. Ao entrar, você é colocado aleatoriamente em um servidor e pode não encontrar jogadores brasileiros protestando. Para encontrá-los, é preciso reiniciar a cidade algumas vezes e contar com a sorte.
Agora é sobre o Felca
Se nos primeiros dias a “revolta do Roblox” reivindicava a liberação do chat, agora o grande ponto de discussão é… o Felca. O criador de conteúdo, que viralizou em 2025 por abordar a exposição infantil de crianças na internet, passou a ser associado às novas regras do Roblox — mesmo não tendo relação alguma com as mudanças.
Por isso, no Roblox não existe esquerda ou direita, conservador ou liberal; existe pró-Felca e contra Felca. Nesta sexta (16), todos os protestos encontrados pelo g1 falavam sobre o influenciador.
Protestos ‘pró e contra o Felca’ dominam Roblox
Captura de tela/Roblox
O primeiro que eu vi, na verdade, era em defesa dele. “Não foi o Felca, foi ‘os dono do Roblox'”, dizia um cartaz. O dono do Roblox, por sua vez, não escapou da raiva dos usuários e ganhou um “eu te odeio”, ainda que os usuários não saibam o nome dele.
Mais tarde, encontrei um protesto à moda francesa, com carros pegando fogo na rua (virtual). Esse falava diretamente contra o Felca: tinha cartazes como “Odiamos você”, “Felca seu feio” e o vago “Você vai ver”.
Em comunicado, a empresa se posicionou contra ameaças feitas ao influenciador (leia o comunicado completo ao final desta reportagem).
“Condenamos as ameaças feitas contra qualquer pessoa online e incentivamos nossa comunidade a tratar todos com respeito, tanto dentro quanto fora da Roblox. Conforme consta em nossas Regras da Comunidade, não permitimos conteúdo que ameace outros com danos no mundo real ou online, incluindo incitação à violência.”
Festas ainda estão rolando…
No meio de algumas manifestações, algumas placas chamavam para “festinhas” em casas virtuais, churrascos e até um “rolê com carreta furacão”.
“Vamos na festa da casa 13, fingir que odiamos o Felca”, brincou um usuário.
Como o chat não está liberado entre os jogadores, a principal forma de se comunicar é através de placas, cartazes e até caminhões com escritos. Então, tentei conversar com os manifestantes segurando uma placa com os dizeres: “por que vocês odeiam o Felca?”.
“Porque ele tirou o chat do Roblox. Pelo menos é o que eu acho”, me respondeu um jogador, também com uma plaquinha.
‘Ele tirou o chat do Roblox’, disse jogadora
Captura de tela/Roblox
O que diz o Felca?
O próprio Felca relatou nas redes sociais que passou a receber ameaças após mudanças anunciadas pela plataforma de jogos Roblox.
Segundo o influenciador, as mensagens têm chegado por meio de sua conta no Instagram e teriam sido enviadas por usuários que se identificam como crianças.
Em uma das mensagens compartilhadas por Felca, o autor escreve: “Olá, Felca. Todo mundo do Roblox está ficando doido, dizendo que você deixou a gente sem chat” e “Felca, eu vou te matar”.
Os comunicados do Roblox (na íntegra)
Sobre o Felca:
“Estamos cientes das recentes manifestações na plataforma sobre nosso processo de verificação de idade para acessar o chat na Roblox. Essas mudanças foram projetadas para ajudar a proteger nossos usuários, especialmente os mais jovens. Estamos exigindo que todos passem por uma verificação de idade para usar nossos recursos de chat, a fim de ajudar a manter a Roblox a mais segura possível para a imaginação, diversão e criatividade.
Condenamos as ameaças feitas contra qualquer pessoa online e incentivamos nossa comunidade a tratar todos com respeito, tanto dentro quanto fora da Roblox. Conforme consta em nossas Regras da Comunidade, não permitimos conteúdo que ameace outros com danos no mundo real ou online, incluindo incitação à violência.
Entendemos que a comunicação é uma parte fundamental da experiência na Roblox e acreditamos que essas medidas são importantes para a segurança de nossa comunidade a longo prazo. Continuamos comprometidos com um diálogo contínuo com especialistas e pais, enquanto trabalhamos para continuar a liderar a inovação em segurança online.”
Sobre os problemas na verificação:
“Estamos continuamente aprimorando nossa tecnologia de estimativa de idade facial para torná-la o mais precisa e resistente a fraudes possível. Para isso, garantimos que nossa parceira, Persona, tenha todos os recursos relevantes de prevenção de fraudes ativados e ajustados especificamente para a Roblox – incluindo detecção de deepfake, verificações de similaridade com figuras públicas e outras salvaguardas avançadas.
Além disso, conduzimos regularmente nossos próprios exercícios de ‘red-team’ (equipe de ataque) para identificar possíveis vulnerabilidades e trabalhamos em estreita colaboração com a Persona para fechar quaisquer brechas que encontramos.
Para um mergulho mais profundo na engenharia e nas políticas por trás desses sistemas, você pode ouvir este episódio do Tech Talks. O Fundador e CEO da Roblox, Dave Baszucki, está acompanhado por Rajiv Bhatia (Diretor de Produto), Naren Koneru (Líder de Engenharia, Segurança) e Eliza Jacobs (Diretora de Políticas de Segurança) para discutir como funciona a Estimativa de Idade Facial, o design focado em privacidade por trás dela e como estamos resolvendo o desafio de permitir uma comunicação autêntica enquanto mantemos os usuários seguros.
Para lidar com pessoas que usam disfarces, IA, bonecos ou outras tentativas de falsificação (‘spoofing’), nosso fluxo de Estimativa de Idade Facial usa uma abordagem em camadas. Além de verificar a existência de um rosto, o sistema procura por sinais de ‘liveness’ (prova de vida), evidências de artefatos comuns em conteúdo sintético ou gerado por IA, e sinais que detectam hardware comprometido ou virtual (frequentemente usado para ataques). Também temos proteções contra abuso em escala e envios repetidos. Embora nenhuma verificação única seja perfeita, a combinação de sinais visuais e não visuais ajuda a reduzir a eficácia de disfarces ou rostos sintéticos, e continuamos a ajustar essas detecções à medida que novos métodos de evasão surgem.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Siso apresenta em março ‘Ferro e fogo’, álbum autoral que traz Tiê e Luiza Brina


Siso canta com Tiê ‘Sabiá sabiá’, uma das nove músicas do álbum que lançará em 4 de março
Rony Hernandes / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Com o lançamento do single “O tombo” em 29 de janeiro, o cantor, compositor e produtor musical Siso abre mais caminho para a chegada do quarto álbum, “Ferro e fogo”, agendado para 4 de março.
Com capa criada pelo próprio Siso, artista mineiro residente em São Paulo (SP), o álbum alinha nove músicas autorais e reúne na ficha técnica nomes como Luíza Brina (parceira de Siso em “Quebra-mundo”, faixa já lançada em single em 3 de dezembro) e Tiê, com quem o cantor faz feat em “Sabiá sabiá”, primeira amostra do álbum, apresentada em 5 de novembro.
Dentre as músicas ainda inéditas do álbum “Ferro e fogo”, Siso canta “A palavra furacão”, “Atraque” (gravada com a cantora Virgo Virgo, parceira de Siso na supracitada “Sabiá sabiá”), “Língua-fera” (música gravada por Siso com Alejandra Luciani e composta em parceria com Brina Costa e Paulo Mutti), “Linha de plutão” e “Um corpo que cai” (parceria com Felipe Neiva).
Primeiro álbum de Siso desde “Vestígios” (2022), “Ferro e fogo” foi gravado entre janeiro e abril de 2025 com produção musical do próprio Siso, artista que atua na cena indie desde meados dos anos 2000, tendo integrado a banda As Horas de 2005 a 2009 e feito parte do grupo Spooler de 2008 a 2012, antes de iniciar carreira solo.
Capa do álbum ‘Ferro e fogo’, criada por Siso a partir de imagem vista pelo artista em um sonho
Siso

Fonte: G1 Entretenimento

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É #FAKE que Kleber Mendonça Filho, diretor de ‘O agente secreto’, seja banqueiro ou ‘sócio’ da Havaianas


Kleber Mendonça não é banqueiro, nem sócio da Havaianas
g1
Circula nas redes sociais uma publicação afirmando que Kleber Mendonça Filho, diretor do filme “O agente secreto”, seria dono de um banco e sócio da Alpargatas, empresa que controla a marca Havaianas. É #FAKE.
selo fake
g1
Veja respostas a estas 3 perguntas:
O que diz a publicação?
Por que isso é mentira?
Como ‘O agente secreto’ foi financiado?
🛑 O que diz a publicação?
Publicado nesta segunda-feira (12) no Instagram, onde já acumulou mais de 1,8 mil curtidas, o post diz: “É muito doloroso ver um colega de trabalho aceitar propina para defender assassinos psicopatas e ladrões do dinheiro do povo”.
O vídeo que acompanha o conteúdo mostra um homem falando diretamente para a câmara: “Essa corja artística, repleta de vagabundos, ela manipula hoje em dia a cabeça só dos ignorantes no Brasil. Porque, hoje, a gente tem as redes sociais para desmascarar gente como Wagner Moura. Vale a gente falar que o filme dele [‘O agente secreto’] ganhou R$ 7,5 milhões do governo Lula, como está trazendo o Plano News, e que também o diretor do filme dele é dono do banco, né? É dono de um banco, que é dono também de uma holding de quem? Havaianas, que fez a propaganda também com a esquerdista cara de pau, Fernanda Torres”.
Sobre o vídeo, aparece também uma caixa de texto com a seguinte mensagem: “Lei Rouanet do Lula paga milhões a essa galera de esquerda”.
Mas isso tudo é mentira. “O agente secreto” não foi financiado pela Lei Rouanet, uma vez que ela não pode ser usada para longas-metragens. Principal mecanismo de fomento à cultura do Brasil, ela criada em 1991 para autorizar produtores a buscarem investimentos privados seus projetos. Além disso, Kleber Mendonça Filho não é banqueiro nem está no quadro de sócios da Alpargatas, empresa que controla a Havaianas (leia todos os detalhes abaixo).
A publicação viralizou uma depois de “O agente secreto” ganhar o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa. Na cerimônia, Wagner Moura ficou com o prêmio de melhor ator em filme de drama.
No final de 2025, a Havaianas esteve no centro de uma discussão política desencadeada por uma campanha de Ano-Novo estrelada por Fernanda Torres. No vídeo, a atriz diz: “Desculpas, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar que sorte não depende de você. Depende da sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés”.
Nas redes sociais, apoiadores de direita acusaram a marca de misturar publicidade com ideologia política e de adotar um suposto viés de esquerda.
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⚠️ Por que isso é mentira?
Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa de Kleber Mendonça Filho afirmou: “O conteúdo é falso. O Kleber não é dono de nenhum banco e também não é sócio de nenhuma empresa relacionada à Havaianas”.
O Fato ou Fake consultou a base de dados CruzaGrafos, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) para pesquisar empresas de propriedade do diretor. A única que consta com cadastro ativo é a produtora Cinemascópio Produções Cinematográficas e Artísticas LTDA.
O Fato ou Fake também procurou informações disponibilizadas publicamente na seção “Acordo de Acionistas” do site da Alpargatas.
O documento mostra que o conselho de administração da companhia é composto por indicados das famílias Setubal, Vilella e Moreira Salles, acionistas majoritários da holding: 29,72% do capital social da companhia pertence à Itaúsa S.A (das famílias Setubal e Villela) e 34,70% à BW Gestão de Investimentos Ltda. (da família Moreira Salles). Não há qualquer menção ao nome de Kleber Mendonça Filho.
Procurado para esclarecer as fontes de financiamento do filme, o Ministério da Cultura enviou o seguinte e-mail: “‘O agente secreto’ não tem Lei Rouanet. A Lei Rouanet não financia longas-metragens, somente curtas e médias. A produção ‘O agente secreto’ contou com investimento de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para sua realização e R$ 750 mil para a etapa de comercialização”.
A pasta ressalta que o FSA tem por objetivo fomentar obras audiovisuais no país. A verba do fundo vem de contribuições do próprio setor audiovisual. Entre elas, estão a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), taxa paga por emissoras de TV e exibidores, entre outros; valores provenientes do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel); e receitas associadas a concessões.
A gestão do FSA cabe à Agência Nacional do Cinema (Ancine), e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) atua como agente financeiro responsável pela operacionalização dos recursos.
“O agente secreto” não é o único filme brasileiro que usou esse aporte. A Relação de Projetos Selecionados, disponibilizada para consulta pública no site da Ancine, lista 1,4 mil obras contempladas desde 2008 e dos mais variados gêneros, como “Tropa de elite 2” (2010) e “Minha mãe é uma peça 3” (2019).
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▶️ Como ‘O agente secreto’ foi financiado?
A produção do filme teve um orçamento de R$ 28 milhõe,s em investimentos vindos do Brasil, da Holanda, da Alemanha e da França. Deste montante:
R$ 13,5 milhões são de origem nacional (com R$ 7,5 milhões oriundos do FSA e R$ 6 milhões vindos de aportes privados);
e R$ 14,5 milhões são de produtoras francesas (MK Productions, One Two Films, Arte France Cinéma), holandesa (Lemming Film) e alemã (One Two Films).
Houve também investimentos de cerca de R$ 4 milhões para lançamento e divulgação:
R$ 750 mil vieram do FSA;
e R$ 3 milhões vieram da Lei do Audiovisual, que permite a pessoas físicas e jurídicas destinarem parte do Imposto de Renda a obras audiovisuais, selecionadas pela Ancine, por meio de patrocínio – em troca, elas têm até 6% de isenção.
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Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Single de Alcione com sons do Amapá é ação de marketing para promover o enredo da Mangueira no Carnaval 2026


Alcione lança o single ‘Marabaixo – Tradição do Amapá’ com pot-pourri de músicas identificadas com a Amazônia Negra
Matheus Porto / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Marabaixo – Tradição do Amapá
Artista: Alcione
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Embora Alcione seja cantora identificada com a cadência bonita do samba e com a sofrência das baladas românticas em que personifica lobas e mulheres traídas, a discografia da artista – sobretudo a obra fonográfica registrada por Alcione na gravadora RCA / BMG-Ariola entre 1982 e 1996 – é marcada por salutar diversidade rítmica. A Marrom já gravou xotes, baiões, maracatus, lambadas e, claro, as toadas de bumba-meu-boi do Maranhão natal.
Single lançado hoje, 16 de janeiro, “Marabaixo – Tradição do Amapá” sintoniza essa diversidade, mas soa como ação de marketing da cantora para promover o enredo da escola de samba Mangueira no Carnaval de 2026. É que a agremiação carioca celebra a ancestralidade afro-indígena do Norte do Brasil com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O guardião da Amazônia negra”, patrocinado pelo Governo do Amapá.
Com a inigualável voz grave, bem tratada no estúdio carioca Play Record, a artista segue o ritmo do Amapá, em especial do marabaixo, ao cantar pot-pourri que encadeia as músicas “A beleza da arte que emana” (Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes), “Mão de couro” (Val Milhomem e Joãozinho Gomes), “Aonde tu vai, rapaz?” (Raimundo Ladislau), “Rosa branca Açucena” (tema tradicional de domínio público), “Meu sarrilho é dobrador” (tema tradicional de domínio público), “Vaca malhada” (tema tradicional de domínio público), “No marabaixo é assim” (Wendel Uchôa e Marcus Paes), “O meu quilombo” (Adelson Preto) e “Eu caio, eu caio” (tema tradicional de domínio público).
Com produção musical e arranjo do músico amapaense Alan Gomes, criado e captado no Amapá, o single de Alcione é embasado pela percussão tradicional da caixa de marabaixo tocada por Nena Silva, integrante do quilombo do Curiaú.
O marabaixo é manifestação cultural afro-brasileira do Amapá que junta música, dança e ritos do catolicismo com a herança africana. Trazida para a Amazônia por negros escravizados, essa manifestação tem origem que remonta ao tempo dos porões dos navios negreiros, unindo lamento e resistência. O nome ‘marabaixo’ deriva de ‘mar acima, mar abaixo’, expressão que evocava o balanço dos navios na correnteza provocada pela diáspora africana.
Como Alcione é cantora popular em todo o Brasil, o single “Marabaixo – Tradição do Amapá” é importante para difundir essa rica cultura da Amazônia negra, mesmo que a boa gravação seja a rigor uma ação de marketing orquestrada pelo governo do Amapá para promover o enredo da Mangueira no Carnaval de 2026.
Capa do single ‘Marabaixo – Tradição do Amapá’ , de Alcione
Matheus Porto

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Duda Beat termina namoro com seu produtor musical, Tomás Tróia, após 9 anos


A cantora Duda Beat anunciou nas redes sociais nesta sexta-feira (16) que terminou seu relacionamento de 9 anos com seu produtor musical, Tomás Tróia.
“Tomás e eu não somos mais um casal. Seguiremos cultivando uma relação de amizade construída ao longo de mais de 20 anos, e também continuaremos trabalhando e criando juntos, como parceiros na música. O sentimento não terminou, apenas se transformou”, escreveu a artista (veja o post mais abaixo).
Tomás foi um dos produtores do primeiro álbum de Duda Beat, “Sinto muito” (2018). A produção gerou o sucesso “Bichinho”, que ainda hoje é uma das músicas mais conhecidas a cantora. Ele também participou do segundo álbum, “Te amo lá fora” (2021).
Duda Beat termina relacionamento com seu produtor musical, Tomás Tróia, após 9 anos
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Ivete Sangalo ‘desce ladeira’ e apela com ‘Vampirinha’, música ruim, para se manter em alta no Carnaval de 2026


Capa do single ‘Vampirinha’, de Ivete Sangalo
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Vampirinha
Artista: Ivete Sangalo
Cotação: ★
♬ Assim que Ivete Sangalo apresentou a música “Vampirinha” em shows, alguns seguidores da artista foram direto ao ponto em comentários na internet. “Podre” e “Horrível” foram alguns adjetivos recorrentes nas avaliações dos ouvintes. E, não, não há exagero e tampouco hate nessas opiniões.
Composição de autoria creditada a Jnr Beats, Luciano Chaves, Samir Trindade e à própria Ivete Sangalo, “Vampirinha” é música ruim, muito aquém do repertório desta cantora baiana que legou hits memoráveis para o Carnaval quando tinha a discografia voltada para o gênero rotulado genericamente como axé music.
Ouvir o registro fonográfico oficial de “Vampirinha” – em single gravado ao vivo e disponível desde segunda-feira, 12 de janeiro – é comprovar a pobreza dessa música assentada sobre base de pagodão baiano e com batidas criadas por Jnr Beats, o produtor musical alagoano que ganhou notoriedade em 2025 com o sucesso do remix de “Febre”, música de Liniker, em ritmo de arrocha.
Com versos de duplo sentido, o que fez com que “Vampirinha” já ganhasse imediatas versões na cadência do forró, a letra é populista, apelativa.
É fato que maliciosos versos de duplo sentido se afinam com a sensualidade do Carnaval e estão presentes nas marchinhas desde que o samba é samba. Contudo, ouvir Ivete Sangalo dar voz a versos como “Vou te chupar / Chupar teu pescoço / Te chupar todinho / Chupar, chupar, chupar com gosto” deixa a impressão de que a cantora de sucessos foliões aliciantes como “O mundo vai” (Ivete Sangalo, Gigi, Ramon Cruz, Samir Trindade, Radamés Venâncio e Tierry Coringa, 2020) desce ladeira para tentar se manter em alta nas playlists do Carnaval de 2026.
E o pior é que, a julgar pelo sucesso de “Macetando” (Ivete Sangalo, Samir Trindade e Luciano Chaves) no Carnaval de 2024, outra música muito aquém do histórico folião da cantora, “Vampirinha” pode satisfazer as ambições e expectativas de Ivete Sangalo.
De toda forma, precavida, a cantora dispara munição dupla. Reeditando a parceria com Xanddy Harmomia feita cinco anos atrás em “Tá solteira, mas não tá sozinha”, sucesso do Carnaval de 2021, a artista também lança o single “Oxente, é o verão”, festivo pagode baiano gravado ao vivo por Ivete em feat com Xanddy.
Com versos convidativos, mas sem a apelação de “Vampirinha”, a letra da composição de autoria creditada a Indy, Ivete Sangalo, Lari Tavares, Luana Matos e Luciano Chaves chama o povo para ir para a rua curtir o verão, estação da folia e de clima quente como os hits de Ivete, cantora que já teve Carnavais animados com músicas de maior qualidade.

Fonte: G1 Entretenimento