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Fotógrafo da Reuters ganhador do Pulitzer morre no Afeganistão

Danish Siddiqui, fotógrafo da agência de notícias Reuters ganhador de um prêmio Pulitzer, morreu nesta sexta-feira (16), quando cobria os confrontos entre os talibãs e as forças de segurança do Afeganistão perto da fronteira com o Paquistão.
“Estamos buscando mais informações, trabalhando com as autoridades da região”, disseram o presidente da Reuters, Michael Friedenberg, e a editora-chefe da agência de notícias, Alessandra Galloni, em um comunicado.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Chuvas, inundações e deslizamentos de terra deixam mortos e desaparecidos na Alemanha

O governo da Alemanha atualizou para 80 o número de mortos relacionados aos temporais e às inundações que atormentam especialmente o oeste do país. Mais de 1.300 seguem desaparecidas. Porém, o número de vítimas e sumidos não é definitivo e pode aumentar, pois as agências internacionais de notícias informam que há nesta sexta-feira (16) registros de deslizamentos de terra. O cenário segue assustador.
Um avalanche provocada pelo mau mau tempo destruiu casas em uma cidade perto de Colônia, informa a France Presse (AFP).
No município de Erftstadt-Blessem, “as casas foram em grande parte destruídas e algumas desabaram. Várias pessoas estão desaparecidas”, disseram as autoridades locais de Colônia no Twitter.
Autoridades alemão ainda confirmam que 1.300 pessoas são consideradas “não reportadas” no distrito de Bad Neuenahr-Ahrweiler e não é possível saber quantas estão com problemas de comunicação e quantas podem ser vítimas ainda não localizadas.
As fortes enchentes transformaram ruas em rios com correntezas violentas, que “varreram” carros, arrancaram árvores e causaram o desabamento de algumas edificações.
Represas correm o risco de se romper na Alemanha e na Bélgica, e as chuvas também têm causado transtornos na Holanda, na França, na Suíça e em Luxemburgo.
Em visita aos Estados Unidos, a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, disse que “é um dia que se caracteriza pelo medo, pelo desespero e pelo sofrimento”, pois “pequenos rios se transformaram em torrentes inundadas e devastadoras”.
“Eu ofereço minha empatia e meu coração está com as pessoas que perderam entes queridos. Incluo aqueles na Bélgica, Luxemburgo e Holanda”, acrescentou Merkel, que acredita que a extensão total da tragédia só será conhecida nos próximos dias.
As autoridades do estado da Renânia do Norte-Vestfália disseram que pelo menos 30 pessoas morreram, enquanto 28 mortes foram relatadas no estado da Renânia-Palatinado, ao sul.
Casas desabaram e foram arrastadas pelas águas na aldeia de Schuld, onde muitos estão desaparecidos e quatro mortes já foram confirmadas.
Outras duas pessoas morreram em porões inundados nas proximidades de Solingen e Unna. A polícia relatou outra morte no município de Rheinbach.
Trabalhos de resgate
Socorristas tentam evacuar pessoas que subiram nos telhados para se protegerem das chuvas, e dois bombeiros morreram durante os trabalhos de resgate nas cidades de Altena e Werdohl.
Os serviços de emergência abriram uma linha telefônica para coletar informações sobre os desaparecidos e pediram aos moradores que enviem vídeos e fotos que possam ajudá-los na busca.
As autoridades locais também pediram aos afetados que fiquem em casa e, se for possível, nos andares mais altos de seus edifícios.
Em Wuppertal, autoridades alertam que uma barragem ameaçava estourar.
No condado de Rhine-Sieg, ao sul de Colônia, a polícia ordenou a evacuação de vários vilarejos abaixo do reservatório Steinbachtal, em meio a temores de que a barragem também pudesse romper.
Inundações na Bélgica
Na Bélgica, chuvas constantes durante a noite pioraram as inundações no leste do país, onde nove pessoas morreram, segundo a mídia local.
As principais rodovias foram inundadas nas partes sul e leste do país, e a companhia ferroviária disse que todos os trens foram parados.
Em Liege, uma cidade de 200 mil habitantes, o rio Meuse transbordou e o prefeito pediu às pessoas que moram nas proximidades para que se refugiassem em locais mais altos.
Algumas cidades viram o nível dos rios subir a patamares sem precedentes e as ruas se transformaram em rios.
Cerca de 10 casas desabaram em Pepinster, após o rio Vesdre inundar a cidade. Moradores foram evacuados de mais de mil casas.
E na Holanda, na França…
No sul da Holanda, perto das fronteiras com a Alemanha e a Bélgica, autoridades da cidade de Valkenburg evacuaram uma casa de repouso e um hospício durante a noite.
Uma enchente também transformou a rua principal da cidade turística em um rio.
O governo holandês enviou cerca de 70 soldados à província de Limburg na noite de quarta-feira (14). Não há relatos de feridos ou mortos relacionados a enchentes na Holanda até o momento.
Chuvas excepcionalmente intensas também inundaram uma parte do nordeste da França nesta semana, derrubando árvores e forçando o fechamento de dezenas de estradas.
Uma rota de trem para Luxemburgo foi interrompida e os bombeiros evacuaram dezenas de pessoas de casas perto da fronteira com Luxemburgo e Alemanha e na região de Marne.
O equivalente a dois meses de chuva caiu em algumas áreas nos últimos um ou dois dias, segundo o serviço nacional de meteorologia da França
O serviço meteorológico francês prevê mais chuvas nesta quinta-feira (15) e divulgou alertas de inundação para 10 regiões.

Fonte: G1 Mundo

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Secretário-geral da ONU pede fim de conflitos na Trégua Olímpica; saiba o que é


Pedido de fim de conflitos durante as Olimpíadas tem valor simbólico e remonta a uma tradição da Grécia Antiga. Pessoas passam em frente aos aros olímpicos instalados na ponte Nippon Bashi em Tóquio, no Japão, nesta quinta (15)
Hiro Komae/AP Photo
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu nesta quinta-feira (15) respeito à Trégua Olímpica — pedido simbólico para interrupção dos conflitos em período de Jogos Olímpicos, tradição que remonta à Idade Antiga (saiba mais no fim da reportagem).
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Neste ano, a Trégua Olímpica começa nesta sexta (16) — sete dias antes da Cerimônia de Abertura das Olimpíadas de Tóquio — e vai até 12 de setembro, uma semana depois do encerramento dos Jogos Paralímpicos.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em imagem de 4 de fevereiro
AFP/Angela Weiss
“Em poucos dias, atletas do mundo vão se reunir no Japão para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Eles tiveram de superar enormes obstáculos para participar no meio da pandemia de Covid-19. Precisamos mostrar a mesma força e solidariedade em nossos esforços para trazer paz ao mundo”, disse Guterres, em mensagem transmitida por vídeo.
“Procurar paz e unir-se em torno de objetivos comuns são algo ainda mais importante neste ano, quando lutamos para acabar com a pandemia e construir uma recuperação global forte, sustentável e inclusiva”, completou.
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Trégua Olímpica
Foto de 12 de abril de 2021 mostra os anéis olímpicos flutuando nas águas de Tóquio
Eugene Hoshiko/AP
A Trégua Olímpica remonta à interrupção dos conflitos na Grécia Antiga durante as Olimpíadas daquela era. Na década de 1990, o Comitê Olímpico Internacional (COI) resgatou a ideia e transferiu à ONU o chamado simbólico para que países e grupos armados baixassem as armas.
Essa trégua simbólica é adotada sempre em anos de Jogos Olímpicos, incluindo as edições de inverno, por meio de resoluções da Assembleia Geral da ONU. Não há obrigação de que as partes realmente interrompam todos e quaisquer confrontos, e a história recente não registra guerras que foram documentadamente encerradas por causa das Olimpíadas da era moderna.
Assim, os organizadores de cada edição dos Jogos costumam adotar iniciativas que vão de reuniões entre lideranças internacionais de participantes do evento a campanhas sobre a paz veiculadas pelo mundo.
Além disso, foi criado o Centro Internacional da Trégua Olímpica: uma fundação em parceria entre o COI e a Grécia para promover “a paz e a amizade”.
VÍDEOS: Série do JN mostra relação dos brasileiros com esportes olímpicos

Fonte: G1 Mundo

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Uso de máscara em locais fechados volta a ser obrigatório em Los Angeles


Preocupação é com novo avanço dos contágios do coronavírus e com a variante delta. Maioria dos casos tem acontecido em pessoas não vacinadas contra a Covid-19. Pessoas usam máscara em loja de sapatos em Los Angeles, nos EUA, em foto de 20 de maio de 2021
Marcio Jose Sanchez/Arquivo/AP Photo
O uso de máscara em locais fechados voltará a ser obrigatório em Los Angeles a partir do próximo domingo, esteja a pessoa vacinada ou não, anunciaram autoridades nesta quinta-feira (15), em reação ao aumento contínuo dos casos de Covid-19.
A megalópole californiana, segunda maior cidade dos Estados Unidos em população, é a primeira a voltar atrás nessa medida. Exceção, evidentemente, será para pessoas que estiverem comendo e bebendo — restaurantes continuarão abertos.
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O condado de Los Angeles, que inclui a cidade de mesmo nome com 4 milhões de habitantes e seus arredores, não está onde deveria em termos de taxa de vacinação, lamentou sua principal autoridade de saúde, Muntu Davis. Por sete dias consecutivos, mais de 1 mil casos de Covid foram registrados diariamente.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
Novo aumento e variante delta preocupam
As autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciaram em meados de maio que as pessoas vacinadas poderiam dizer adeus à máscara tanto ao ar livre quanto em ambientes fechados.
Porém, apesar da disponibilidade de vacinas, a campanha de imunização se estagnou após o pico no início de abril.
A preocupação cresce, em especial por causa da variante delta. A grande maioria dos casos positivos e hospitalizações correspondem a pessoas não vacinadas.
Delta é mais transmissível, mas estudos não apontam elo com maior gravidade

Fonte: G1 Mundo

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Cearense que mora na Alemanha relata sobre estragos de inundações no país: ‘muitos morreram afogados no porão da própria casa’


A enfermeira Emanoella Martins-Fuhrmann trabalha em um hospital da cidade de Solingen, no estado de Nordrhein-Westfalen um dos mais atingidos pelas chuvas. Mais de 60 pessoas morreram vítimas de inundações no país e na Bélgica, também atingida. Cearense moradora da Alemanha relata sobre estragos das inundações que ocorrem no país
A enfermeira geriátrica cearense Emanoella Martins-Fuhrmann, de 26 anos moradora de Solingen, no estado de Nordrhein-Westfalen na Alemanha, disse que as chuvas que atingiram o país e alagaram várias cidades na quarta-feira (14) deixaram muitas pessoas desabrigadas. Até a noite desta quinta-feira (15), pelo menos 68 pessoas tinham morrido na Alemanha e na Bélgica, vítimas de alagamentos na região.
“Minha cidade foi bastante atingida pelas enchentes, alguns bairros tiveram que evacuar as pessoas e muitos que não tinham para onde ir tiveram que ficar em hotéis que eles não precisaram pagar. O rio Wupper, que corta algumas partes da cidade subiu, isso tudo começou ontem (14), já sabíamos que iria chover, mas nada foi dito que seria nessa proporção. Muitos morreram afogados no porão da própria casa”, afirmou a cearense que já mora há seis anos no país.
As fortes enchentes transformaram ruas em rios com correntezas violentas, que “varreram” carros, arrancaram árvores e causaram o desabamento de algumas edificações. Segundo a agência Associated Press, foram 58 mortes na Alemanha e 8 na Bélgica. O número pode aumentar, uma vez que ainda há desaparecidos. Represas correm o risco de se romper nos dois países, e as chuvas também têm causado transtornos na Holanda e na França. (Veja imagens das inundações no vídeo abaixo).
VÍDEO: Temporal causa inundações na Alemanha e na Bélgica; há mortos
De acordo com Emanoella, em alguns bairros só foi possível fazer a evacuação das pessoas por meio de helicóptero. O hospital onde ela trabalha teve que abrigar pacientes de outras unidades porque houve queda de energia.
“Quando saí para trabalhar não estava chovendo, mas horas depois começou a enxurrada. Não tinha ônibus nem trem, pois as linhas férreas ficaram inundadas. Tive que voltar de transporte por aplicativo, que precisou ir por um caminho muito mais longo para poder chegar na minha casa”, disse.
Apesar do susto, a brasileira afirmou que o marido e outros parentes que moram em bairros vizinhos estão todos bem, mas que ela confessa que sentiu muito medo.
“Depois que consegui chegar em casa ainda estava chovendo bastante, você ouvia as sirenes a madrugada toda. Fiquei com medo sem saber se estaria tudo bem quando acordasse,”relatou.
Trabalhos de resgate
Fotos das consequências das chuvas e inundações na Alemanha e na Bélgica
Montagem
Socorristas tentam evacuar pessoas que subiram nos telhados para se protegerem das chuvas, e dois bombeiros morreram durante os trabalhos de resgate nas cidades de Altena e Werdohl.
Os serviços de emergência abriram uma linha telefônica para coletar informações sobre os desaparecidos e pediram aos moradores que enviem vídeos e fotos que possam ajudá-los na busca.
As autoridades locais também pediram aos afetados que fiquem em casa e, se for possível, nos andares mais altos de seus edifícios.
Em Wuppertal, autoridades alertam que uma barragem ameaçava estourar.
No condado de Rhine-Sieg, ao sul de Colônia, a polícia ordenou a evacuação de vários vilarejos abaixo do reservatório Steinbachtal, em meio a temores de que a barragem também pudesse romper.
Inundações na Bélgica
Na Bélgica, chuvas constantes durante a noite pioraram as inundações no leste do país, onde oito pessoas morreram, segundo a mídia local.
As principais rodovias foram inundadas nas partes sul e leste do país, e a companhia ferroviária disse que todos os trens foram parados.
Em Liège, uma cidade de 200 mil habitantes, o rio Meuse transbordou nesta quinta-feira e o prefeito pediu às pessoas que moram nas proximidades para que se refugiassem em locais mais altos.

Fonte: G1 Mundo

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Cortar cabelos e fazer barba aos domingos deixa de ser ilegal em Nova York


Governador Andrew Cuomo sancionou projeto que coloca fim a uma lei que estava em vigor havia 125 anos. Profissionais podiam ser multados em até US$ 25 dólares e presos de 10 a 25 dias por ‘atividade de barbear, cortar o cabelo ou outro trabalho de barbeiro no primeiro dia da semana’. Lei foi criada há 125 anos em Nova York
bordencarrie/Creative Commons
Cortar os cabelos ou fazer a barba em salões profissionais aos domingos em Nova York não é mais contra a lei. Por incrível que pareça, qualquer barbeiro que trabalhasse nesse dia até esta semana estava desafiando uma proibição legal.
Apenas no último dia 13 o governador Andrew Cuomo sancionou um projeto já aprovado, apresentado pelo deputado Billy Jones, colocando fim à lei, em vigor há 125 anos no estado.
A lei impunha uma multa de US$ 5 (cerca de R$ 25,50) na primeira infração, e uma multa de US$ 10 a US$ 25 (entre R$ 51 e R$ 128) e uma prisão de 10 a 25 dias em caso de reincidência para “qualquer pessoa que exerça ou se dedique à atividade de barbear, cortar o cabelo ou outro trabalho de barbeiro no primeiro dia da semana”.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Alto comando militar dos EUA temia que Trump desse um golpe, diz livro


Segundo chefe do Estado-Maior, militares do alto comando planejavam renúncia coletiva caso Donald Trump insistisse em impedir a posse de Joe Biden. O militar chegou a comparar a atitude do então presidente com um golpe nazista. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para apoiadores enquanto o Congresso se reúne para certificar a vitória de Biden
Evan Vucci/AP Photo
Mark Milley, chefe do alto comando militar dos Estados Unidos, temia que o então presidente Donald Trump desse um golpe e abolisse a Constituição para se manter no poder após perder a eleição para Joe Biden.
A informação está no livro “I Alone Can Fix It” — “Eu consigo consertar isso sozinho”, em uma tradução livre — dos jornalistas Carol Leonnig e Philip Rucker, do jornal americano “The Washington Post”. Trechos da obra foram divulgados nesta quinta-feira (15).
Fardado, o general Mark Milley (direita) acompanha o presidente Donald Trump e sua comitiva em caminhada até a igreja St. John, em Washington, no dia 1 de junho
AP Photo/Patrick Semansky
Para o militar, que ocupa o cargo de chefe do Estado-Maior dos EUA, a recusa do republicano em aceitar a derrota para Joe Biden nas eleições de novembro de 2020 era um sinal de sua intenção de manter o poder de qualquer forma.
De acordo com o livro, Milley comparou o momento de tensão no entorno de Trump à tomada do Reichstag — o Parlamento da Alemanha — por Adolf Hitler, em 1933. No episódio, Hitler aproveitou um incêndio suspeito no congresso alemão para suspender as liberdades civis e concentrar a autoridade em seu governo, preparando o cenário para a consolidação nazista.
Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado
Manuel Balce Ceneta/AP
Quando Trump convocou seus partidários para marchar em Washington em novembro, Milley, nomeado pelo presidente, expressou preocupação de que ele estava implantando “camisas marrons nas ruas”, indica o livro, aludindo à violenta milícia de Hitler.
Trump persistiu em afirmar, sem provas, que uma fraude roubou um segundo mandato dele, convocando outra manifestação em 6 de janeiro, quando seus apoiadores atacaram o Congresso.
Renúncia coletiva
Guarda Nacional reforça a segurança em Washington após invasão ao Capitólio e uma semana antes da posse de Biden
Brandon Bell/Reuters
Milley então planejou uma renúncia coletiva com outros altos funcionários para deixar claro que eles não aceitariam um golpe de Trump.
“Eles podem tentar, mas não terão sucesso”, disse Milley a seus assessores, de acordo com o livro. “Você não pode fazer isso sem os militares. Você não pode fazer isso sem a CIA e o FBI. Somos os caras com as armas”, acrescentou.
O livro, que deve ser lançado na próxima semana, é a visão mais perturbadora de como a recusa de Trump em aceitar a derrota foi percebida dentro do governo.
Milley já havia resistido ao desejo de Trump de convocar os militares para enfrentar os protestos anti-racismo no início do ano.
Isso o levou a desconfiar das motivações de Trump, especialmente após a eleição, quando o presidente começou a substituir altos funcionários, inclusive no Pentágono, por partidários próximos, embora ele tivesse apenas algumas semanas no cargo.
“Milley disse a sua equipe que acreditava que Trump estava provocando um motim, possivelmente esperando por uma desculpa para invocar a Lei de Insurreição e chamar os militares”, diz o livro.
Trump nega tentativa de golpe
Pessoas se escondem em galeria do Capitólio durante invasão de apoiadores de Donald Trump
Andrew Harnik/AP
Em um comunicado, Trump repetiu suas afirmações infundadas sobre fraude eleitoral, mas negou ter ameaçado um golpe. O republicano chamou Milley de alguém que busca favores da “esquerda radical”.
“Se eu fosse dar um golpe, uma das últimas pessoas com quem gostaria de fazer isso seria o general Mark Milley”, disse Trump.
VÍDEOS: a invasão ao Capitólio por apoiadores de Trump

Fonte: G1 Mundo

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Corpo de cunhada do presidente do Paraguai, vítima de desabamento na Flórida, chega a Assunção


Corpos do marido, dos filhos do casal e da babá também foram velados na capital paraguaia. Carreata acompanhou o cortejo saindo do aeroporto. Mortos chegam a 97, e buscas se aproximam do fim. Cortejo acompanha nesta quinta (15) em Assunção carro com corpos de Sophia López Moreira e família. Ela, que é cunhada do presidente do Paraguai, morreu no desabamento de um prédio na região de Miami
Jorge Saenz/AP Photo
O corpo de Sophia López Moreira, cunhada do presidente do Paraguai, Mario Abdo, chegou nesta quinta-feira (15) a Assunção. Também chegaram os corpos do marido de Sophia, Luis Pettengill, e dois três filhos do casal. Todos morreram no desabamento do prédio Champlain Towers South, em Surfside, na Flórida (Estados Unidos).
Centenas de pessoas, muitas delas funcionárias das empresas da família Pettengill, acompanharam com balões brancos o cortejo dos corpos que saiu do aeroporto até uma casa onde ocorreu o velório dos cinco integrantes da família.
Na quarta, foi sepultado em um povoado ao sul da capital Assunção o corpo de Leidy Luna Villalba, de 23 anos, babá das crianças.
O prédio que caiu em Surfside, que fica na região de Miami, abrigava dezenas de famílias de latino-americanos, inclusive brasileiros, que passavam longas temporadas na Flórida.
FOTOS: Veja antes e depois do prédio que desabou em Surfside
Resgate perto do fim
Operações continuaram nos escombros do Champlain Towers South nesta quarta (14) em Surfside. O prédio perto de Miami (Flórida) desabou no fim de junho
Lynne Sladky/AP Photo
Exatamente três semanas depois do desabamento, as autoridades reconhecem que os trabalhos de resgate nos escombros do Champlain Towers South estão perto de um desfecho. 90 dos 97 mortos confirmados até agora já foram identificados.
Reveja no VÍDEO abaixo o momento do desabamento perto de Miami
Vídeo: Veja o momento exato do desmoronamento em Miami
Há oito pessoas ainda consideradas desaparecidas. Caso as identidades dessas pessoas sejam confirmadas nos sete corpos ainda pendentes de identificação, faltará encontrar uma vítima da queda do edifício em Surfside.
Quando o resgate terminar, as autoridades das Flórida vão se concentrar em investigar as causas do desabamento. Embora não haja uma causa definida, sabe-se que houve alertas sobre a estrutura do prédio, que tinha 40 anos de existência.

Fonte: G1 Mundo

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O bebê brasileiro que ficou semanas detido ao entrar nos EUA sem os pais


Caso aconteceu em meio à alta histórica no fluxo de menores de idade sem responsáveis legais pela fronteira com o México. Separação de filhos e pais foi alvo de intensos protestos contra política dos EUA de imigração
Getty Images/BBC
Com 1 ano e meio, o bebê brasileiro João* havia começado a falar suas primeiras palavras quando sua rotina mudou por completo. De repente, ele se viu sem seus pais e familiares em uma casa na qual ninguém mais falava português, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. João passou a ficar tímido e calado nas semanas em que esteve em um lar temporário, rodeado de sons em inglês, enquanto sua família vivia a angústia da dúvida sobre se voltaria a vê-lo.
Superlotação, crianças em cercados de plástico e tapetes de brinquedo: a situação dos abrigos para menores imigrantes nos EUA
Vídeo registra centenas de crianças desacompanhadas em centro para imigrantes nos EUA
Ele é um dos 123 menores de idade do Brasil que cruzaram a fronteira do México com os Estados Unidos sem a companhia de adultos responsáveis por eles — segundo a lei americana, só os pais ou um guardião ou tutor oficial são considerados responsáveis legais por menores de 18 anos. Esse número, referente ao ano fiscal de 2021 até maio, é recorde, segundo a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
A história do bebê é simbólica do fenômeno e revela os perigos e sofrimentos de uma jornada imigratória irregular que tem se tornado cada vez mais popular entre brasileiros que querem tentar a vida no país, mas não têm visto para isso.
Apenas em abril e maio, na média, os agentes americanos encontraram ao menos um menor de idade brasileiro desacompanhado dos responsáveis por dia. Embora possa surpreender, o número é pequeno se comparado às 80 mil crianças e adolescentes de diferentes nacionalidades que fizeram o trajeto até maio do ano fiscal de 2021, gerando uma crise administrativa no governo do democrata Joe Biden.
A história de como João chegou aos Estados Unidos, no entanto, não lembra as cenas da câmera de segurança no Texas, que, em março, flagraram o momento em que duas meninas equatorianas eram lançadas de cima do muro que divide a fronteira. Sozinhas na escuridão da noite, ambas foram detidas por agentes americanos, que as levaram ao hospital (veja no vídeo abaixo).
Vídeo mostra crianças sendo jogadas de muro entre EUA e México
Já o bebê brasileiro chegou nos braços dos avós. Segundo autoridades diplomáticas que atuaram no caso e o relataram à BBC News Brasil reservadamente, já que o processo é sigiloso, a família foi orientada por um coiote, como são conhecidos os traficantes de pessoas que atuam na área, a adotar uma estratégia arriscada.
Eles viajaram até o México em seis pessoas: os avós, os pais, um adolescente e um bebê. Pretendiam entrar juntos nos Estados Unidos, assim como já fizeram quase 22 mil brasileiros nos primeiros cinco meses de 2021, o maior número da série histórica de registros.
Antes de atravessar a fronteira, no entanto, a família foi separada em dois grupos: os pais seguiram com o filho adolescente e chegaram ao seu destino final no país. Os avós ficaram com o bebê e jamais conseguiram concluir a viagem.
Estratégia ‘cai-cai’ e teatro de ‘pais e filhos’
A família tentou usar um artifício conhecido no jargão da rede migratória como “cai-cai”. Funciona assim: um ou dois adultos, responsáveis legais por uma criança, cruzam a fronteira junto com ela e se apresentam às autoridades. Como os Estados Unidos não podem manter menores de 18 anos presos nos mesmos centros de detenção para adultos e tampouco têm separado as famílias, na maior parte dos casos, os adultos apenas recebem uma notificação para se apresentar à Justiça em uma data futura e são liberados na sequência em território americano. Boa parte nunca comparece nos tribunais e estabelece a vida no novo país, sem documentos.
“Espalhou-se nessa comunidade uma percepção muito forte de que estar com uma criança para fazer essa travessia torna a chance de ser deportado ou preso muito menor, o que é verdade. E, por isso, nos últimos anos vemos que mais e mais pessoas lançam mão disso”, afirmou à BBC News Brasil Sueli Siqueira, socióloga da Universidade Vale do Rio Doce e especialista em imigração de brasileiros para os Estados Unidos.
Famílias latino-americanas continuam contratando ‘coiotes’ para chegar aos EUA, em viagens arriscadas
Getty Images/BBC
Era exatamente essa a tentativa dos avós com o bebê, segundo os relatos feitos pela família às autoridades envolvidas no caso. Mas as autoridades imigratórias às quais os três se apresentaram desconfiaram da situação. Os avós não tinham qualquer documentação para provar que fossem os responsáveis legais pelo bebê e, no contato com os agentes, deixaram essa informação escapar.
Por lei, apenas os pais ou pessoas expressamente autorizadas por eles, por meio de documentos com validade internacional, podem se deslocar com crianças de um país para outro.
Os agentes americanos colecionam histórias sobre “aluguel” de menores de idade para auxiliar na travessia de adultos na fronteira ou sobre tráfico de crianças e por isso são rigorosos com a comprovação do vínculo entre adultos e menores que se apresentam a eles.
De acordo com a socióloga, nesse ponto, os imigrantes muitas vezes se valem de uma certa encenação. Nos últimos dois anos, Siqueira acompanhou pessoalmente cinco casos de brasileiros adultos que atravessaram a fronteira com crianças entre 8 e 13 anos que não eram suas filhas ou parentes. Segundo ela, para obter sucesso na empreitada, eles precisaram sustentar que eram pais e filhos ou seriam separados pelos americanos.
“Há casos em que esses adultos — que são amigos, conhecidos ou parentes distantes dos pais das crianças que farão a travessia — passam alguns dias com o menor ensaiando chamá-la de filho e sendo chamado de ‘pai’ ou ‘mãe’, pra criar naturalidade e mostrar isso para os agentes”, conta Siqueira.
Nos cinco casos acompanhados pela pesquisadora, a estratégia funcionou, e os adultos e crianças foram admitidos no país. Segundo ela, eram casos em que o pai ou a mãe verdadeiros da criança já estavam no país e queriam se reencontrar com os filhos.
“Todos eles sabem dos riscos, já ouviram histórias de pessoas que morreram na travessia, que acabaram separadas. Mas todo mundo sempre pensa apenas nos casos de sucesso e acha que isso só acontece com a família dos outros, que vão ter mais sorte do que aqueles com casos tristes”, afirma a socióloga.
Avós para deportação, neto apreendido
Não foi assim para os avós de João. Diante da situação, as autoridades americanas determinaram a separação de avós e neto. Os primeiros foram remetidos a procedimentos de deportação.
O bebê foi encaminhado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que nos últimos meses têm vivido sobrecarregado por falta de vagas para acomodar a enorme quantidade de crianças desacompanhadas dos responsáveis, que, pela atual determinação americana, não podem ser deportadas.
No caso de João, no entanto, ele não poderia ficar em abrigos para crianças. Aprendendo a andar e a falar, sua condição era muito frágil e vulnerável, e foi preciso encontrar um novo lar temporário para o bebê brasileiro com urgência.
Depois de ser testado para covid-19, João foi enviado para uma casa de família americana na Virgínia, a cerca de 3 mil quilômetros da fronteira com o México. Há hoje uma escassez de vagas em lares temporários, e o alojamento para João foi possível graças ao trabalho de uma ONG de cunho religioso que tem arregimentado voluntários pelo país para acomodar crianças vindas da fronteira. A ONG não quis ter seu nome divulgado nem dar declarações sobre o assunto à BBC News Brasil para garantir o sigilo da identidade de João e sua família.
Em paralelo, a mãe de João começava seu calvário pessoal. Primeiro, ela teve que enfrentar seu medo de ser deportada para poder ativamente buscar por notícias de seu filho.
Quando descobriu o paradeiro do bebê, foi preciso que ela tirasse documentos como passaporte, pra si e para João, além de uma segunda via da certidão de nascimento do filho. Mas não ficou nisso. Houve ainda a necessidade de que autoridades brasileiras entregassem às americanas o histórico criminal dela, sem nenhuma ocorrência de crime, para que ela pudesse ter direito a reaver o bebê em vez de ele ser encaminhado à adoção. Cada etapa da burocracia alongava o período longe do filho.
Consultado pela reportagem sobre o caso de João, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos afirmou que “o Departamento de Segurança Doméstica encaminha para o serviços de lar temporário crianças não têm um dos pais ou o responsável legal com eles quando chegam aos Estados Unidos e, portanto, são consideradas desacompanhadas. Isso inclui crianças que chegam ao país com um parente que não seja um dos pais”. O órgão diz ainda que “por uma questão de política, a fim de proteger a privacidade e a segurança da criança, não identifica nem faz comentários sobre casos específicos”. E reafirma que a prioridade é manter esses menores “seguros, saudáveis ​​e unidos aos membros da família o mais rápido possível, em segurança”.
Ainda segundo o departamento, o objetivo do governo americano é sempre reunir a família, ainda que o status migratório dela não seja legal. De acordo com dados do órgão, em 80% dos casos a criança que passa pela fronteira desacompanhada tem familiares nos Estados Unidos. E, em mais de 40% dos casos, o familiar que está no país é seu guardião legal.
É o caso de João e sua mãe. Há alguns dias, eles se reencontraram — mas ainda estão longe de um final feliz, já que os pais de João ainda terão que lidar com o processo de deportação que pode expulsar toda a família dos Estados Unidos. Por ora, João poderá aprender o português, junto do inglês, ao lado de sua família brasileira.
*O nome da criança foi alterado para preservar sua identidade.
Enfrenta uma situação parecida e precisa de ajuda? As autoridades americanas disponibilizam uma linha nacional ou um e-mail para pais que acreditem que seus filhos estejam sob tutela dos Estados Unidos e queiram consultar: +1 (800) 203-7001 ou information@ORRNCC.com. O call center confirma se uma criança está sob os cuidados das autoridades americanas e envia informações em tempo real sobre a consulta da pessoa que ligou para o abrigo em que a criança está localizada. No entanto, não fornece qualquer informação sobre o paradeiro da criança e seu estado de saúde ao solicitante de informações até que haja comprovação do vínculo parental.

Fonte: G1 Mundo

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Passageira é colada ao assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA; assista

Mulher queria abrir porta de aeronave durante voo entre Dallas e Charlotte e reagiu com mordidas e cuspidas quando comissária de bordo tentou contê-la. Após pouso, ela foi encaminhada a um hospital para avaliação. VÍDEO: Passageira é colada a assento após perturbar voo nos EUA
Uma mulher que causou “ameaças à segurança” de um voo entre Dallas e Charlotte foi contida e restrita ao assento com fita adesiva, na semana passada. Em um vídeo gravado por outra passageira, é possível vê-la ainda presa ao banco (assista acima).
Segundo um comunicado da American Airlines, a mulher tentou abrir uma porta da aeronave, e depois feriu uma comissária de bordo, a quem atacou com mordidas e cuspidas.
O incidente aconteceu no voo 1774, que partiu de Dallas, no Texas, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, em 6 de julho, com 190 passageiros a bordo.
“Para a segurança de outros clientes e de nossa tripulação, a indivídua foi detida até que o voo pousasse e pudesse ser atendido por policiais e pessoal de emergência”, informa o comunicado.
Após o pouso, a mulher foi encaminhada a um hospital para uma avaliação.
De acordo com a passageira que postou o vídeo, as luzes da cabine foram acesas por volta de 1h30 da madrugada, e houve uma movimentação atípica dos comissários, que correram até o local onde a mulher, aparentemente durante um colapso nervoso, tentava abrir a porta – o que, segundo a American Airlines, seria impossível.
Testemunhas dizem que ela falava que queria sair do avião e que os comissários precisavam deixar que ela saísse, enquanto batia nas portas.

Fonte: G1 Mundo