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‘Eu & você na Toscana’ traz comédia romântica divertida, mas sem grandes novidades; g1 já viu


Halle Bailey e Regé-Jean Page estrelam a comédia romântica ‘Eu & você na Toscana’
Divulgação
‘Eu & você na Toscana’, filme que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (11), é uma produção bem honesta. Não pretende mostrar uma história muito complexa, traz quase todos os elementos característicos de uma comédia romântica básica e tem o único objetivo de fazer o público se divertir do início ao fim. Felizmente, é o que acontece para a alegria dos fãs do gênero.
O filme conta com belíssimas locações, uma fotografia caprichada, um bom elenco e situações que já foram vistas antes em outras realizações, mas que ainda assim funcionam.
Só não espere nenhuma grande originalidade durante as quase duas horas de duração. Pelo menos, vale como bom (e inofensivo) entretenimento.
A trama é centrada em Anna (Halle Bailey, de “A Pequena Sereia”), uma jovem que deixou de lado seu sonho de se tornar uma chef de cozinha após a morte da mãe e que vive de trabalhos temporários como cuidar de casas de pessoas ricas em Nova York.
Numa noite, ela conhece num bar o italiano Matteo (Lorenzo de Moor), que, após alguns drinks, lhe conta detalhes sobre uma propriedade que tem na região italiana da Toscana e que está vazia.
Assista ao trailer do filme “Eu & você na Toscana”
Acreditando que Matteo a convidou para conhecer o lugar, Anna resolve viajar para a Itália para ver a propriedade com seus próprios olhos e realizar um desejo de sua mãe. O que ela não contava é que, ao chegar lá, uma série de confusões fizesse a família do rapaz acreditar que ela estava noiva dele.
Sem condições para desfazer o mal-entendido, Anna vê a sua situação se complicar ainda mais depois que conhece Michael (Regé-Jean Page, da série “Bridgerton”), primo de Matteo, e se encanta por ele. Pra piorar, Matteo reaparece na Toscana, o que a deixa numa sinuca romântica.
Sandra Bullock vai à Itália
“Eu & você na Toscana” tem um enredo divertido, mas nada inovador. Quem curte comédias românticas vai notar que sua história já foi contada em outros longas do gênero.
Um bom exemplo disso é “Enquanto você dormia” (1995), que ajudou a tornar Sandra Bullock uma das estrelas deste tipo de filme. Nele, a personagem de Bullock era confundida pela família de um homem que estava em coma após sofrer um acidente com sua noiva e acabava se envolvendo com o irmão dele.
Anna (Halle Bailey) fica entre Michael (Regé-Jean Page) e Matteo (Lorenzo de Moor) em ‘Eu & você na Toscana’
Divulgação
Mesmo com essa grande semelhança, o roteiro escrito pelo casal Ryan e Kristin Engle até que funciona direitinho durante boa parte do tempo, com bons diálogos e situações que divertem, apesar do excesso de clichês.
Os roteiristas só erram na construção da protagonista, que comete atos um pouco irresponsáveis, como usar coisas de seus clientes sem pedir permissão ou invadir lugares aos quais não foi convidada. Embora seja mostrada como uma boa moça, a personagem tem esse desvio de conduta que, mesmo tratado de forma leve, pode incomodar o espectador.
Assim como o roteiro, a direção de Kat Corio (de “Case comigo”) é competente, mas sem maiores brilhos. A cineasta (que faz uma ponta como uma passageira de um grupo de turistas indiscretos) conduz a trama sem maiores sobressaltos.
Mas, pelo menos, consegue criar um bom clima romântico entre os protagonistas, diverte ao mostrar os costumes dos habitantes da região (incluindo uma curiosa corrida de rolar barris) e aproveita bem as belíssimas locações, tanto em Nova York quanto na Toscana.
Com o auxílio do diretor de fotografia Danny Ruhlmann (de “Todos menos você”, com Sydney Sweeney), Corio reforça a beleza da região italiana onde foram realizadas as filmagens, o que deixa o público encantado com o que é mostrado na telona.
Anna (Halle Bailey) e Michael (Regé-Jean Page) trocam olhares em ‘Eu & você na Toscana’
Divulgação
Química de vinho com massa
Mesmo com tantos elementos batidos, “Eu & você na Toscana” se torna um filme bem agradável de se ver principalmente pela ótima escolha de seu casal principal.
Halle Bailey, que já tinha se mostrado o maior acerto do live action de “A Pequena Sereia”, conquista a todos com seu imbatível carisma e senso de humor. A atriz parece bastante à vontade ao estrelar uma comédia romântica e nem mesmo as falhas de sua personagem prejudicam sua atuação, que faz com que o público acompanhe sua jornada sem jamais perder o interesse.
Regé-Jean Page comprova aqui seu talento para interpretar galãs românticos de forma convincente, assim como foi quando estrelou a primeira temporada de “Bridgerton”. O ator consegue construir uma boa química com Bailey, o que faz com que o casal cative com o crescente envolvimento entre os dois a cada cena.
Halle Bailey e Regé-Jean Page estrelam a comédia romântica ‘Eu & você na Toscana’
Divulgação
Do restante do elenco, apenas Aziza Scott como Claire, a melhor amiga de Anna, se destaca com seu jeito divertido e um pouco histérico, além de Marco Calvani como Lorenzo, um motorista que vira o confidente da protagonista durante sua estadia na Itália, que também se mostra ser bom de humor. Os outros atores estão corretos em seus papéis, mas nada mais do que isso.
“Eu & você na Toscana” vale como bom passatempo, especialmente para os românticos de plantão. Não vai mudar a vida de ninguém, mas pelo menos vai deixar um gosto de satisfação quando acabar a projeção. Como tomar um bom vinho ou comer uma bela massa.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Bella Longuinho detalha agressão de ex e diz que foi vítima de mata-leão: ‘Segunda chance pode custar a vida’


Bella Longuinho relata agressão do namorado e anuncia fim do relacionamento
A influenciadora Bella Longuinho deu mais detalhes sobre a agressão que disse ter sofrido do ex-namorado no último fim de semana.
Em um novo pronunciamento nas redes sociais publicado nesta quarta-feira (10), ela contou que foi vítima de um mata-leão enquanto estava em uma casa noturna.
“Nós estávamos numa festa e um fã veio pedir para tirar uma foto comigo. Na cabeça do meu ex-namorado, ele achou que o fã passou a mão na minha bunda. E, mesmo que estivesse, ele não tinha o direito de fazer o que fez comigo”, explicou.
“Ele veio, me enforcou e depois me deu um mata-leão. Começou a gritar comigo, dizendo que eu não iria tirar aquela foto.”
Bella Longuinho foca seu conteúdo em beleza e moda nas redes sociais
Reprodução / Redes sociais
A influenciadora ainda explicou que irá tomar medidas legais e alertou outras mulheres os riscos de uma relação abusiva.
“Gente, quando estamos namorando e apaixonadas, ficamos cegas. Então, acredito que houve, sim, sinais de agressividade e tudo mais, mas ele nunca me tinha tocado antes. Estou muito feliz por ter tido a coragem de cortar esse mal pela raiz.”
“Não existe segunda chance, gente, porque a segunda chance pode custar a vossa vida. Então, não deem uma segunda chance para a violência, pois não vale a pena.”
Em outro vídeo publicado nas redes sociais, Bella detalhou o episódio, em que disse ter sido agredida pelo namorado no último fim de semana.
“Eu fui agredida pelo meu namorado em uma festa, em público. Nunca me senti tão humilhada”, desabafou a influenciadora.
Bella explicou ainda que o agora ex-namorado chegou a pedir desculpas, mas que ela não o perdoou. Em um alerta direcionado a outras mulheres, ela enfatizou:
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Bella Longuinho viraliza com antes e depois da transição: ‘Não é um bicho de sete cabeças’
Quem é Bella Longuinho
Bella Longuinho é uma influenciadora digital e criadora de conteúdo nascida em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais. Conhecida pelo público principalmente no TikTok, ela reúne milhões de seguidores nas redes sociais, onde compartilha vídeos sobre rotina, beleza, estilo de vida e vida pessoal.
A influencer viveu a infância em uma cidade de cerca de 42 mil habitantes, segundo o IBGE. Hoje mora em São Paulo (SP). Ela descreve a infância no interior como um período marcante.
“Minha infância foi uma delícia em Santa Rita. Acho até sagrado ter crescido no interior. Era muito seguro, eu brincava na rua, estudava em escola particular, nunca tive problema de preconceito. Tenho as melhores lembranças”, contou.
Aos 24 anos, Bella começou a produzir conteúdo durante a pandemia de Covid‑19, em 2020. No início, chamava atenção com vídeos de humor e conteúdos ligados ao universo fitness, quando ainda utilizava o nome Zé Longuinho.
O crescimento veio em 2021, quando viralizou com vídeos de dança nas redes sociais. Desde então, consolidou sua presença digital e passou a ampliar o alcance com conteúdos mais pessoais.
Transição de Bella Longuinho, influenciadora de Santa Rita do Sapucaí, volta a viralizar
Reprodução/Instagram
Transição de gênero
A influenciadora ganhou ainda mais destaque a partir de 2024 e 2025, ao compartilhar publicamente sua transição de gênero. Nas redes, Bella passou a mostrar diferentes etapas do processo, incluindo mudanças físicas e cirurgias.
Entre os procedimentos, estão feminização facial, implantes e uma cirurgia de redesignação sexual realizada na Tailândia, país conhecido por esse tipo de intervenção.
A forma aberta como relata a própria experiência ajudou a ampliar a repercussão do conteúdo. Vídeos mostrando o “antes e depois” da transição costumam viralizar, acumulando milhões de visualizações e comentários.
Bella Longuinho, influenciadora de MG, viraliza com antes e depois da transição de gênero
Redes sociais
No TikTok, principal plataforma da influenciadora, Bella soma cerca de 4 milhões de seguidores e mais de 120 milhões de curtidas.
Os vídeos publicados misturam diferentes temas, como rotina diária, transformações de visual, dancinhas, dicas de beleza e reflexões sobre identidade e autoestima. Parte do conteúdo também aborda sua vivência como mulher trans e o processo de autoconhecimento.
Além do TikTok, ela mantém presença ativa no Instagram, onde continua compartilhando detalhes da vida pessoal e interagindo com seguidores.
Isabella Longuinho, conhecida como Bella, tem 23 anos e é de Santa Rita do Sapucaí (MG)
Reprodução / Redes sociais
Trajetória
Bella deixou o curso de Direito após perceber que poderia viver da internet, com o crescimento do público e das oportunidades profissionais nas redes sociais.
Ela costuma destacar o apoio da família ao longo da transição e afirma que usa seu alcance para mostrar que cada processo é único.
Hoje, a influenciadora é considerada um dos nomes em ascensão entre criadores de conteúdo brasileiros, especialmente por unir entretenimento e relatos pessoais que mobilizam o público nas redes.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jennifer Lopez diz que ‘Ainda Estou Aqui’ a ajudou durante divórcio com Ben Affleck: ‘Mudou minha vida’


Jennifer Lopez e Fernanda Torres, protagonista de ‘Ainda Estou Aqui’
AFP e Divulgação
A atriz e cantora Jennifer Lopez se emocionou ao lembrar da importância do filme brasileiro “Ainda Estou Aqui” para ela.
Durante entrevista divulgada nesta terça-feira (9) ao podcast “Films To Be Buried With”, comandado pelo ator Brett Goldstein, conhecido pela série “Ted Lasso”, ela comentou que o filme protagonizado por Fernanda Torres e vencedor do Oscar em 2025 “mudou sua vida”.
Lopez faz referência ao período em que enfrentava um processo de separação com o ator Ben Aflleck, em 2024, após dois anos de casamento.
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“Eu estava passando por um divórcio e passando muito sobre meus filhos e o que você faz quando algo assim acontece na sua vida. Eu e meu pai assistimos ao filme e eu não sabia nada sobre ele”, contou.
A atriz explicou que o drama do filme, que conta a relação de Eunice Paiva com os filhos após o sequestro e morte do então deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar (1964-1985), mexeu muito com ela.
“Isso curou parte de mim que precisava ser curada para seguir em frente com essa parte da minha vida e desses tipos de relacionamentos na minha vida. Esse filme mudou minha vida e me ajudou a crescer e a me curar.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Com Anitta e Shakira, como serão as três cerimônias de abertura da Copa — e os detalhes dos jogos do maior Mundial da história


Shakira e Anitta no Todo Mundo no Rio
TV Globo
A bola finalmente vai rolar, mas antes disso haverá festa. A Copa do Mundo 2026 terá início nesta quinta-feira (11), com o jogo entre México e África do Sul, no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México.
É o pontapé inicial da 23ª edição do Mundial, que será realizado pela primeira vez em três países: além do México, nos Estados Unidos e no Canadá.
A competição segue até dia 19 de julho, reunindo o número recorde de 48 seleções (16 a mais que no Catar, em 2022) Serão 104 partidas ao todo.
Veja todos os detalhes da cerimonia de abertura e o que é preciso saber para acompanhar a Copa:
Três aberturas, com Shakira, Anitta e Alanis Morissette
Agora no g1
Como a Copa 2026 acontecerá em três países, haverá três cerimônias de abertura.
A primeira será na Cidade do México a partir das 14h30 desta quinta-feira (horário de Brasília), 90 minutos antes do início da partida entre México e África do Sul, às 16h.
A Fifa promete uma cerimônia colorida, baseada na arte do papel picado mexicano.
O cantor mexicano Alejandro Fernández cantará o hino dos donos da casa, enquanto a sul-africana Tyla entoará o de seu país. A atriz mexicana Salma Hayek dará as boas-vindas ao público.
No palco, ainda se apresentam as mexicanas Lila Downs e Belinda, além das bandas nacionais Los Ángeles Azules e Maná. Também cantam na cerimônia o venezuelano Danny Ocean e os colombianos J Balvin e Ryan Castro.
A estrela colombiana Shakira e o nigeriano Burna Boy apresentam “Dai Dai”, a música oficial da Copa do Mundo da Fifa 2026.
Na sexta-feira (12), é a vez dos Estados Unidos e do Canadá darem boas-vindas à Copa.
Em solo canadense, a cerimônia acontece no Estádio de Toronto a partir das 14h30 (horário de Brasília), antes da partida entre Canadá x Bósnia e Herzegovina.
O hino canadense será ouvido na voz de Alanis Morissette, enquanto o bósnio será interpretado por Aleksandar Gajić. O ator e humorista canadense Will Arnett será o mestre de cerimônia.
Outros artistas confirmados são: os canadenses Michael Bublé, Alessia Cara, Jessie Reyez, William Prince e Nora Fatehi, além da palestina Elyanna, do francês Vegedream e do DJ bengali Sanjoy.
Já nos EUA, a festa acontece no Estádio de Los Angeles a partir das 20h30 de sexta (horário de Brasília), antes da partida entre EUA e Paraguai, homenageando a “energia criativa” da capital americana do entretenimento. Jason Sudeikis, famoso pelo papel do técnico na série “Ted Lasso”, falará aos torcedores.
A dupla country Dan + Shay cantará o hino americano, e o grupo Purahei Soul, o paraguaio.
Participam ainda os cantores americanos Katy Perry e Future. Também haverá uma apresentação que juntará a brasileira Anitta, a tailandesa LISA e o nigeriano Rema. O trio lançou a música “Goals”, parte do álbum musical da Fifa.
Quais são os 12 grupos?
A Copa do Mundo deste ano terá um novo formato, com 12 grupos de quatro equipes cada.
Os dois primeiros classificados de cada grupo passarão para a fase eliminatória, ao lado dos oito melhores terceiros colocados.
Os três primeiros critérios de classificação dos melhores terceiros lugares serão o número de pontos, melhor saldo de gols e maior número de gols marcados.
Quando serão os jogos?
O torneio será disputado entre 11 de junho e 19 de julho. Ou seja, a Copa terá uma duração recorde de 39 dias — mais que os 29 dias do Catar em 2022 e os 32 das Copas da Rússia em 2018 e do Brasil, em 2014.
Ao todo, a fase de grupos terá 72 jogos em 17 dias, do jogo inicial até o sábado, 27 de junho.
As fases eliminatórias serão disputadas nas seguintes datas:
segunda fase, ou 16 avos de final, entre 28 de junho e 3 de julho;
oitavas de final, entre 4 e 7 de julho;
quartas de final, entre 9 e 11 de julho; e
semifinais, em 14 e 15 de julho.
A decisão do terceiro lugar ocorrerá no dia 18 de julho em Miami, no Estado americano da Flórida. E o novo campeão será conhecido no Estádio MetLife de Nova Jersey, também nos Estados Unidos, no domingo, dia 19 de julho.
O Brasil está no grupo C e os jogos da seleção na fase de grupos serão os seguintes (os horários são de Brasília):
Brasil x Marrocos: sábado, 13 de junho, às 19 horas, em Nova Jersey.
Brasil x Haiti: sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia.
Brasil x Escócia: quarta-feira, 24 de junho, às 19 horas, em Miami.
Quais são as sedes?
Pela primeira vez, a Copa do Mundo será celebrada em 16 cidades de três países: 11 nos Estados Unidos, três no México e duas no Canadá.
Como a Fifa restringe os nomes comerciais pré-existentes dos estádios, eles serão identificados pelo nome de cada cidade-sede durante o Mundial.
No México, a abertura do torneio terá lugar no Estádio Cidade do México, que fará história ao ser o primeiro a receber três edições da Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026).
Haverá também jogos nas cidades mexicanas de Guadalajara e Monterrey.
O Canadá terá duas sedes: Toronto e Vancouver.
E os Estados Unidos formam a sede majoritária do torneio, com jogos em Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, Filadélfia, São Francisco/Santa Clara e Seattle.
Os horários dos jogos
Como as partidas serão disputadas em quatro fusos horários e em sedes separadas por até 4,5 mil quilômetros, haverá um total de 13 horários de início de partidas diferentes.
Os torcedores do continente americano terão comodidade relativamente maior para acompanhar o Mundial. Todas as partidas serão realizadas com início a partir das 13 horas e término até meia-noite, pelo fuso horário das suas respectivas sedes.
Mas, no horário brasileiro, as últimas partidas de alguns dias poderão terminar depois das 4h da madrugada.
Nos outros continentes, os horários são distintos.
Na Europa, por exemplo, a maioria dos jogos ocorrerá entre as 18 horas e as 5h da manhã do dia seguinte. E, na Ásia oriental e na Oceania, as pessoas acompanharão as partidas principalmente de madrugada e pela manhã.
Quem são os jogadores convocados do Brasil?
Goleiros: Alisson (Liverpool); Ederson (Fenerbahçe); Weverton (Grêmio)
Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG), Wesley (Roma).
Meio-campo: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al Ittihad), Lucas Paquetá (Flamengo).
Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Vini Jr (Real Madrid).
Quem são os favoritos?
Por Ciaran Varley, da BBC Sport
A seleção da Espanha, campeã europeia, é a favorita para levar a Copa do Mundo de 2026. Sua campanha nas eliminatórias foi praticamente impecável.
O plantel espanhol está repleto de talentos, com jogadores como Pedri, Fabián Ruiz, Martín Zubimendi, Rodri (vencedor do prêmio Bola de Ouro de 2024) e Lamine Yamal, um dos melhores jogadores do mundo da nova geração.
Um pouco atrás da Espanha, está a Inglaterra, vice-campeã das duas últimas Eurocopas. Espera-se que a atual geração de jogadores ingleses possa aspirar ao título.
A equipe inglesa, do técnico alemão Thomas Tuchel, classificou-se para o Mundial vencendo todos os jogos, sem levar nenhum gol. Ela conta com um plantel repleto de grandes nomes, como Jude Bellingham e Harry Kane.
A França também está entre os favoritos. A seleção de Didier Deschamps conta com uma poderosa linha de ataque, com destaque para Michael Olise, Kylian Mbappé e Ousmane Dembele, atual vencedor da Bola de Ouro.
Os vice-campeões de 2022 terminaram invictos as eliminatórias europeias.
A Argentina, atual campeã do mundo, venceu as eliminatórias sul-americanas com larga vantagem, terminando nove pontos acima do segundo classificado, o Equador.
Depois de vencerem a Copa América por duas vezes seguidas (2021 e 2024) e o último Mundial no Catar, os argentinos vêm para a Copa 2026 com muita força.
E, mesmo com sua campanha decepcionante nas eliminatórias, terminando em quinto lugar na América do Sul, com seis derrotas em 18 jogos e sem ganhar um Mundial há 24 anos, quem pode em sã consciência descartar o Brasil?
Outras seleções para acompanhar
Por Michael Emons, da BBC Sport
A Noruega não participa de uma Copa do Mundo desde 1998, na França. E nunca passou das oitavas de final.
Mas o time de Erling Haaland, do Manchester City (autor de 16 gols nas eliminatórias), pode ser uma surpresa.
Sua trajetória nas eliminatórias europeias foi impecável. Os noruegueses venceram os oito jogos disputados, incluindo duas vitórias sobre a Itália, tetracampeã do mundo — dentro e fora de casa.
A Noruega disputa o grupo I da Copa do Mundo, contra a França, Senegal e Iraque.
O Marrocos foi outra equipe que venceu todas as suas partidas nas eliminatórias. O país ocupa atualmente o oitavo posto no ranking da Fifa.
Os marroquinos chegaram à final da Copa Africana de Nações deste ano. E, mesmo perdendo para o Senegal por 1×0, acabaram levando o título de forma controversa.
É provável que o Marrocos se classifique para a segunda fase, disputando o grupo C, que tem ainda o Brasil, Escócia e Haiti.
Já o Egito de Mohamed Salah também espera se classificar no grupo G, contra a Bélgica, Irã e Nova Zelândia.
O Japão tem hoje a seleção mais forte da Ásia. Os japoneses passaram com facilidade pelas eliminatórias, levando apenas três gols em 16 jogos.
No final de março, a seleção japonesa venceu pela primeira vez a Inglaterra, por 1×0. O jogo amistoso foi disputado no Estádio de Wembley, em Londres.
O Japão está no grupo F, com a Holanda, Tunísia e Suécia.
A Colômbia confia que irá fazer um bom papel na Copa, após sua boa campanha nas eliminatórias sul-americanas.
A seleção colombiana venceu o Brasil e a Argentina, terminando em terceiro lugar. A Colômbia disputa o grupo K, com Portugal, Uzbequistão e República Democrática do Congo.
E sobre os anfitriões? Bem, o Canadá, na sua terceira participação em Copas do Mundo, poderia ser uma surpresa.
É verdade que a seleção canadense perdeu seus seis jogos anteriores ao Mundial, mas seu grupo B parece favorável, com o Catar, Suíça e Bósnia e Herzegovina.
Os debutantes do Mundial
Quatro países farão a sua estreia na Copa do Mundo.
A pequena Curaçao passará a ser o menor país a participar do Mundial. A ilha caribenha tem apenas 150 mil habitantes e uma superfície de 444 km².
Curaçao está no grupo E, com a Alemanha, Costa do Marfim e Equador.
Com menos de 525 mil habitantes, Cabo Verde é o terceiro menor país a se classificar para o Mundial. Ele fica atrás apenas de Curaçao e da Islândia, que disputou a Copa de 2018, na Rússia.
O arquipélago composto por 10 ilhas no oceano Atlântico enfrentará a Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, no grupo H da Copa 2026.
Os dois outros estreantes vêm do continente asiático.
O Uzbequistão foi semifinalista da Copa da Ásia em 2011.
O país pôs fim à sua longa fila de espera pela classificação sob a direção do técnico Fabio Cannavaro. Como jogador, ele foi campeão mundial pela seleção italiana em 2006, na Alemanha.
Os Lobos Brancos contam com jogadores como o zagueiro Abdukodir Khusanov, do Manchester City, e o ex-atacante da Roma Eldor Shomurodov.
Os uzbeques esperam causar sensação no grupo K, que também inclui Portugal, Colômbia e a República Democrática do Congo.
Já a Jordânia terminou a terceira fase das eliminatórias asiáticas atrás da Coreia do Sul, com quatro vitórias e quatro empates em 10 partidas.
Os jordanianos ocupam o 64° lugar do ranking da Fifa e apresentam progressão constante. Eles chegaram à final da Copa da Ásia de 2023, quando foram derrotados pelos anfitriões, o Catar.
A Argentina, Argélia e Áustria estão à espera da Jordânia no grupo J.

Fonte: G1 Entretenimento

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Chegada de Lô Borges ao fim do caminho com álbum póstumo ‘A estrada’ soa coerente com a trajetória do artista


Lô Borges (1952 – 2025) tem o álbum póstumo ‘A estrada’ lançado hoje, quarta-feira, 10 de junho
Flávio Charchar / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: A estrada
Artista: Lô Borges
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Em 2023, quando Lô Borges e Márcio Borges idealizaram o álbum “A estrada” como o ponto final da parceria projetada na década de 1970 com standards como “Tudo que você podia ser” (1972) e “Um girassol da cor de seu cabelo” (1972), os irmãos mineiros certamente jamais imaginaram que o disco representaria de fato o fim em todos os sentidos.
Salomão Borges Filho (10 de janeiro de 1952 – 2 de novembro de 2025) partiu inesperadamente no ano passado, aos 73 anos, mas teve tempo de aprontar o álbum “A estrada”, lançado hoje, quarta-feira, 10 de junho, sem a presença física do cantor, compositor e multi-instrumentista imortalizado na música brasileira como Lô Borges. Ou simplesmente Lô.
Como já sinalizara o single “Campo Alegre KM 500 mil”, lançado em 29 de maio como inapropriada primeira amostra do disco editado pela gravadora Deck, o álbum “A estrada” oferece uma entressafra de canções autorais do artista, mas com belos momentos e com músicas que soam incrivelmente premonitórias entre as dez faixas.
“Finalmente eu cheguei / Onde quero estar / Completei o prometido / Cumpri a missão / E vou em paz ”, reflete Lô em versos da canção “Última parada”.
Sim, além de atestar o cumprimento da missão do artista, o álbum “A estrada” mostra que Lô Borges chegou com dignidade e coerência ao fim do caminho, sem querer impressionar ou inventar moda (embora tenha até uma moda de viola na safra…).
Há grandes lampejos de inspiração ao longo do repertório. Das 10 músicas, “Pousada” é a que sobressai de cara na abertura do álbum com melodia que se insinua sedutora com o DNA típico de Lô.
Contudo, a interiorana “Chegada” – faixa de arquitetura sertaneja alocada estrategicamente ao fim do álbum – também se destaca pela beleza e por soar inusitada na discografia do artista. Primeiramente pelo fato de tangenciar o formato tradicional de moda de viola do cancioneiro caipira do Brasil rural, com Tavinho Moura tocando viola de dez cordas e terçando vozes com Lô no canto dos versos escritos pelo próprio Lô Borges, letrista bissexto.
“Eu nasci naquela rua e nela vivi / Depois disso veio a estrada / E nela segui / São seis horas da manhã / O sol já nasceu / Aprendendo a respirar / No nosso planeta / Blue” / A canção chegou na frente / E então eu nasci/ São seis horas da manhã / Janeiro choveu / Vou seguindo aquela estrada / E nela estou / São lembranças da chegada no nosso planeta / Blue”, entoam Lô e Tavinho, como dois cantadores do sertão.
Boa parte das canções vem envolta em atmosfera folk, como “Sem saída”, outro destaque do álbum gravado em Belo Horizonte (MG) em 2025 com produção musical orquestrada por Lô com os músicos Henrique Matheus (guitarra) e Thiago Corrêa (baixo e teclados). “Sem saída” tem evocação instrumental de “Here comes the sun” (John Lennon e Paul McCartney, 1969), porque Lô foi um eterno garoto amantes dos Beatles, e carrega a boa sensação de déjà vu na obra do artista.
“Sem saída” é uma das músicas que falam literal e metaforicamente de estrada, dando sentido conceitual a álbum sobre caminhos físicos e existenciais, como já revelam os títulos de músicas como “Travessia do deserto”, “18 rodas” e “Um velho sentado na beira da estrada”.
Com os toques da percussão de Marcos Suzano e da bateria de Robinson Matos, o álbum “A estrada” é o terceiro álbum da discografia de Lô Borges calcado na parceria do artista com o irmão Márcio Borges. Só que, diferentemente dos antecessores “Harmonia” (2007) e “Muito além do fim” (2021), “A estrada” representa de fato o fim. Um fim atingido com a integridade e a nobreza que caracterizaram Salomão Borges Filho na caminhada pela estrada da vida, sempre com devoção à música que regeu a existência do artista.
Capa do álbum ‘A estrada’, de Lô Borges
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ator de ‘X-Men’ revela diagnóstico de câncer de mama: ‘Super raro’


O ator Tyler Mane
Reprodução/Instagram
O ator Tyler Mane, presente no elenco do primeiro filme “X-Men” (2000), revelou em postagem no Instagram que está com câncer de mama.
No vídeo publicado nas suas redes sociais, Tyler explicou que já começou a fisioterapia para tratar a doença, que é considerada rara entre homens.
“Um em cada 755 homens será diagnosticado com câncer de mama durante a vida. E, se você detectar cedo, é algo super tratável”, disse.
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Ele ainda reforçou que apenas 1% dos casos de câncer de mama são em homens e que sua esposa acabou ajudando no diagnóstico.
“Para ser honesto, minha primeira reação foi guardar segredo. Mas descobri que os homens costumam ser diagnosticados em estágios mais avançados porque não se fala disso. Na verdade, meus médicos descartaram essa possibilidade e só consegui fazer o exame no início porque minha esposa insistiu”, concluiu.
Além de “X-Men”, Tyler está no elenco de “Deadpool & Wolverine”. Nos dois longas ele interpreta o personagem Dente-de-Sabre.

Fonte: G1 Entretenimento

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Glenn Close e Ridley Scott, que nunca ganharam um Oscar, vão receber prêmios honorários


Glenn Close no Oscar 2021
Chris Pizzello/Pool via Reuters
Glenn Close e Ridley Scott, duas lendas do cinema que nunca venceram um Oscar, vão receber prêmios honorários da Academia cinematográfica dos Estados Unidos. o anúncio foi feito pela organização nesta quarta-feira (10).
A atriz americana de 79 anos, conhecida por trabalhos como “Atração fatal” (1987) e “101 dálmatas” (1996), foi indicada oito vezes. A mais recente delas foi como coadjuvante em “Era uma vez um sonho” (2021).
Já o cineasta britânico de 88 anos, diretor de clássicos como “Thelma & Louise” (1991) e “Gladiador” (2000) concorreu quatro vezes. Na última delas, esteve entre os produtores de “Perdido em Marte” (2015), indicado a melhor filme (ele também dirigiu a obra).
Além da dupla, a Academia também vai homenagear com um prêmio o primeiro animador da Disney, Floyd Norman, que participou do desenvolvimento de animações clássicas do estúdio, como “A bela adormecida” (1959) e “Robin Hood” (1973).
A cerimônia acontece em 15 de novembro, em Los Angeles.
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iPhone ou sardinha? Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes


Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes
Reprodução/Instagram
Um vídeo publicado pela influenciadora brasileira Luana Barbour vem repercutindo nas redes sociais após mostrar a abertura de um produto que, à primeira vista, parecia um lançamento de tecnologia. A embalagem sofisticada, semelhante às usadas por grandes empresas do setor, levou muitos usuários a acreditar que se tratava de um novo dispositivo eletrônico. A surpresa veio quando o conteúdo foi revelado: uma lata de peixe enlatado.
Na gravação, publicada no último sábado (5), Luana aparece abrindo a caixa enquanto tenta descobrir o que há dentro.
“Chegou para mim essa semana esse novo produto da David Protein. Eu não sei o que é, estou abrindo com vocês”, diz ela.
Ao retirar a embalagem, a influenciadora conclui:
“Eu acho que é algum peixe. Muito bom, gente. Isso aqui é proteína pura”.
Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes
Reprodução/TV Globo
O contraste entre a apresentação do produto e o item em si gerou milhares de comentários e reações na internet. Muitos internautas compararam o produto a uma simples lata de sardinha ou atum encontrada em supermercados.
“Eu já tinha até curtido achando que era uma esquete muito bem feita”, escreveu uma usuária.
“Embalaram a sardinha numa caixa de iPhone”, comentou outra.
Outros demonstraram surpresa com a reação da influenciadora diante do produto.
“Não estou entendendo se é piada ou se está falando sério”, escreveu uma usuária.
Agora no g1
O que é o produto?
Apesar das comparações com sardinha, o item lançado pela David Protein é um bacalhau enlatado chamado “Cod 2”. Segundo a empresa, cada lata contém 18 gramas de proteína e apenas 70 calorias, com apenas dois ingredientes: bacalhau do Atlântico e sal.
O produto é vendido em pacotes com quatro unidades por US$ 39 nos Estados Unidos. De acordo com a fabricante, o peixe é capturado nas águas do Atlântico Norte, na Groenlândia, e processado na Dinamarca.
Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes
Reprodução/TV Globo
Estratégia de marketing
A David Protein é uma marca americana conhecida por suas barras proteicas. Segundo a empresa, o bacalhau enlatado foi lançado como uma edição especial alinhada à sua proposta de oferecer alimentos com alto teor de proteína e baixo número de calorias.
O que mais chamou atenção, porém, foi a forma como o produto foi apresentado. O lançamento foi divulgado em uma embalagem que lembra as utilizadas por empresas de tecnologia, além de adotar uma comunicação inspirada nas apresentações de novos dispositivos eletrônicos.
Nas redes sociais, usuários interpretaram a iniciativa como uma estratégia para reforçar o posicionamento da marca. A embalagem diferenciada e o formato de “unboxing” ajudaram a impulsionar a repercussão do produto, que acabou ultrapassando o universo fitness e virou assunto entre internautas.
Bacalhau enlatado é apresentado em caixa que lembra embalagens de produtos de tecnologia e chamou atenção de internautas
Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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Bad Bunny se encontra com o Papa Leão XIV em Madri, mas deveria ter tirado mais fotos


Papa Leão XIV (à esquerda) e cantor Bad Bunny.
Yara Nardi/Mike Blake//Reuters
O Papa Leão XIV teve um breve encontro privado com o cantor porto-riquenho Bad Bunny no estádio Bernabéu, em Madri, na noite de segunda-feira (8), enquanto ambos estavam em turnê pela Espanha.
A informação foi confirmada pelo Vaticano na terça (9). A Santa Sé afirmou que não deve divulgar fotos do encontro.
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Segundo um comunicado do Vaticano, o papa encontrou o astro do reggaeton —cujo álbum “Debí Tirar Más Fotos” (“Eu Deveria Ter Tirado Mais Fotos”) venceu o prêmio de Álbum do Ano no Grammy deste ano— acompanhado de sua família e outras pessoas. Ele lhes dirigiu uma breve saudação antes de deixar o estádio, acrescentou a nota.
Leão XIV, que irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início deste ano ao criticar a guerra no Irã, está em uma viagem de uma semana pela Espanha. Em sua passagem pelo país europeu, o pontífice voltou a alertar que a escalada de conflitos levou o mundo a uma “crise profunda”.
Agora no g1
Coincidentemente, provocar a ira de Trump é algo que o papa e Bad Bunny — têm em comum.
O cantor tem sido vocal em suas críticas às políticas rígidas anti-imigração de Trump e se alçou como opositor do presidente norte-americano após uma apresentação histórica no show do intervalo do Super Bowl em fevereiro, em que cantou reggaeton em espanhol no evento mais importante do esporte dos Estados Unidos. Trump classificou a apresentação como “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza dos EUA”.
Bad Bunny também apoiou a ex-vice-presidente Kamala Harris, do Partido Democrata, na eleição presidencial de 2024.
O pontífice fará uma missa na frente da basílica da Sagrada Família na tarde desta quarta (10), para marcar a inauguração da icônica igreja projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí.

Fonte: G1 Entretenimento

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Álbum que uniu Clara Nunes a Paulo César Pinheiro, ‘Canto das três raças’ faz 50 anos como trilha do Brasil mestiço


Capa do álbum ‘Canto das três raças’ (1976), de Clara Nunes
Reprodução
♫ MEMÓRIA – DISCOS DE 1976
♬ Analisado em perspectiva na discografia de Clara Nunes, 50 anos após o lançamento, o álbum “Canto das três raças” se impõe como divisor de águas na trajetória fonográfica da cantora mineira. Àquela altura, em 1976, a mineira Clara Francisca Gonçalves (12 de agosto de 1942 – 2 de abril de 1983) já estava convertida ao samba há cinco anos e já havia se imposto como um dos maiores nomes do gênero e uma das maiores cantoras da música brasileira pela voz luminosa, de emissão clara.
Contudo, o álbum gravado entre julho e agosto de 1976 – e editado em LP de capa dupla pela gravadora EMI-Odeon com luxuosa arte gráfica – expandiu o canto de Clara. A artista queria ser percebida como uma cantora de música brasileira, sem o rótulo de sambista, ainda que sempre tivesse o samba como norte e base do repertório.
Para que Clara atingisse o objetivo, foi fundamental a união da artista com o compositor e produtor musical Paulo César Pinheiro. “Canto das três raças” é o álbum que marca o início da parceria da cantora com Pinheiro, com quem Clara se casou em julho de 1975 após iniciar relacionamento em 1974.
Descontada a fase irregular e inexpressiva da década de 1960, a discografia de Clara Nunes pode ser dividida entre os álbuns produzidos por Adelzon Alves e os discos feitos com Paulo César Pinheiro.
Arquiteto da imagem de sambista adotada por Clara a partir de 1971, com direito a um figurino estilizado de baiana, Adelzon deu forma aos álbuns lançados pela cantora em 1971, 1972, 1973 e 1974. Foram quatro discos de consolidação da imagem e da voz da cantora no universo do samba.
Desfeita a conexão com Adelzon, Clara Nunes lançou álbum de transição em 1975, “Claridade”, arranjado e produzido pelo violonista Hélio Delmiro (1947 – 2025) – nome indicado pelo próprio Paulo César Pinheiro e creditado como produtor executivo na ficha técnica original do LP – em parceria com Renato Correa, este creditado como diretor de produção.
Foi somente em “Canto das três raças” que Pinheiro assumiu a direção artística da discografia da cantora em vínculo que durou até a morte precoce de Clara, aos 40 anos, em abril de 1983, vítima de complicações decorrentes de operação de varizes.
Neste álbum, o décimo da artista, Clara Nunes gravou dez músicas formatadas em estúdio sob direção musical de Lindolpho Gaya (1921 – 1987), maestro também responsável pelos arranjos e regências do disco, função que dividiu com Orlando Silveira (1925 – 1993), Francis Hime – que orquestrou a regravação de “Basta um dia” (Chico Buarque), música da trilha sonora da peça “Gota d’água” (1975) – e Nelson Martins dos Santos (1927 – 1996), o maestro conhecido no meio artístico como Nelsinho.
Como em todos os discos lançados por Clara Nunes a partir de 1971, o repertório do álbum “Canto das três raças” é irretocável. A começar pelo memorável samba que deu nome ao disco, uma das músicas mais conhecidas e revisitadas do repertório de Clara. Trata-se do segundo grande sucesso da parceria de Paulo César Pinheiro com o compositor Mauro Duarte (1930 – 1989), projetada dois anos antes com a gravação, pela mesma Clara Nunes, do lírico samba “Menino Deus”, um dos sucessos do álbum “Alvorecer” (1974).
Além de assinar com Pinheiro a música-título do álbum “Canto das três raças”, faixa que sintetizou as intenções da cantora e do produtor de fazer do canto de Clara uma tradução da amplitude musical do Brasil mestiço, Mauro Duarte – mineiro que se mudou para o Rio de Janeiro (RJ) na infância – é o único compositor do segundo hit radiofônico do disco, “Lama”.
“Lama” é samba que Duarte ofereceu a Ataulfo Alves (1909 – 1969) – por ironia o autor do primeiro samba gravado por Clara com sucesso, “Você passa eu acho graça” (1968) – e que Ataulfo recusou por temer que todo mundo pensasse que o samba de tom moralista era dele, Ataulfo, e não do então iniciante Mauro Duarte.
“Lama” é a segunda faixa do disco, que segue com um baião de sotaque interiorano, “Alvoroço no sertão” (Aldair Soares e Raimundo Evangelista, 1954), ouvido por Clara na infância vivida no interior de Minas Gerais, como conta Paulo César Pinheiro nas notas que escreveu para cada uma das dez músicas do álbum.
Acordeonista e maestro paulista, recorrente nas fichas técnicas dos álbuns de Clara orquestrados pelo maestro Gaya, Orlando Silveira fez o arranjo de base de “Alvoroço no sertão” com músicos que tocavam com Jackson do Pandeiro (1919 – 1982).
Compositor de “Juízo final” (1973), um dos grandes sucessos do álbum “Claridade” (1975), Nelson Cavaquinho aparece duplamente no repertório de “Canto das três raças”. Dele, Clara deu voz a um então inédito samba de resignação esperançosa – “Tenha paciência”, parceria de Nelson com Guilherme de Brito (1922 – 2006) – e a uma também inédita marcha-rancho, “Risos e lágrimas”, parceria do bamba com Rubem Brandão e José Ribeiro de Souza.
Entre uma e outra composição de Nelson Cavaquinho, Clara Nunes gravou valsa de Vinicius de Moraes (1913 – 1980), “Ai quem me dera”, tema embebido em lirismo melancólico lançado originalmente na trilha sonora da novela “Fogo sobre terra” (1974). O piano e o arranjo da faixa são de Francis Hime. Contudo, é o sopro da flauta de Celso Woltzenlogel que sublinha o tom tristonho da valsa, uma das poucas composições em que Vinicius de Moraes assina música e letra.
Entre o jongo e o tema de capoeira, ritmo evocado pelo berimbau percutido pelo ritmista Alfredo do Vidigal, “Fuzuê” marca o terceiro encontro de Clara Nunes com os compositores Romildo Bastos e Toninho Nascimento, dupla que já havia fornecido dois grandes sucessos para a cantora, “Conto de areia” (1974) e “Deusa dos orixás” (1975).
Na sequência do álbum “Canto das três raças”, outra dupla de compositores assume o disco após “Fuzuê”. É quando Clara abre o pano do passado com a lembrança de “Meu sofrer”, samba da dupla Bide e Marçal, formada pelos pioneiros Alcebíades Barcelos (1902 – 1975) – o Bide – e Armando Vieira Marçal (1902 – 1947). O samba “Meu sofrer” tinha sido lançado em 1948 pelo cantor Carlos Galhardo (1913 – 1985), voz da era do rádio.
Completa o repertório do álbum mais um samba, “Retrato falado”, este da parceria de Eduardo Gudin com Paulo César Pinheiro, autor da letra escrita sobre a melodia enviada por Gudin no fim de 1975.
Escorado no sucesso da música-título e de “Lama”, o álbum “Canto das três raças” vendeu bem – cerca de 300 mil cópias na época – e preparou o terreno para grandes álbuns que vieram na sequência, todos produzidos por Paulo César Pinheiro com repertórios do mesmo alto nível, com menções honrosas para “As forças da natureza” (1977), “Brasil mestiço” (1980) e “Nação” (1982), derradeiro álbum da discografia de Clara Nunes, imortal cantora do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento