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Marjane Satrapi, autora de ‘Persepolis’, morre aos 56 anos


Marjane Satrapi, autora de ‘Persepolis’, morre aos 56 anos
BERTRAND GUAY / AFP
A autora e cineasta franco-iraniana Marjane Satrapi, conhecida mundialmente pela graphic novel e pela adaptação cinematográfica de “Persépolis”, morreu aos 56 anos. A informação foi confirmada por familiares à AFP nesta quinta-feira (4).
“Marjane Satrapi morreu de desgosto pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido e o amor de sua vida”, diz o comunicado divulgado por seus parentes, segundo a rede TV Euronews.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Todo Mundo em Pânico’ tenta voltar às origens com piadas batidas sobre a ‘cultura do cancelamento’; g1 já viu


‘Todo Mundo em Pânico’ entra no circuito na quinta-feira, dia 4, mas tem sessões antecipadas no dia 3 de junho.
Divulgação
Estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas brasileiros o sexto filme de “Todo Mundo em Pânico”, um dos maiores fenômenos do terror-paródia dos anos 2000.
Apesar de estar sendo chamado pelo público de “Todo Mundo em Pânico 6”, o longa vem sendo divulgado apenas com o título original, sem o número estampado no pôster.
O lançamento acontece 13 anos após o capítulo anterior e marca a volta dos irmãos Wayans após mais de duas décadas de afastamento.
O hiato foi provocado por disputas de direitos autorais e divergências criativas com os antigos coprodutores da marca, os irmãos Bob e Harvey Weinstein — este último, condenado por uma série de crimes de agressão e assédio sexual em Hollywood.
Marlon e Shawn se juntam a Anna Faris e Regina Hall, as eternas Cindy e Brenda, para remontar o quarteto original que deu o tom dos dois primeiros filmes da série.
Justamente por tudo isso, a expectativa dos fãs não era pequena. E nem podia ser. A franquia tinha em mãos o elenco original e mais de uma década de material para trabalhar: novos filmes, novos debates, novos termos e, sobretudo, novas polêmicas.
Pelo fim do ‘mimimi’
Os Wayans estão de volta a ‘Todo Mundo em Pânico’ para acabar com a cultura do cancelamento.
Divulgação
A premissa é a seguinte: o quarteto tenta escapar de um assassino mascarado também velho conhecido do público, o Ghostface, mas estabelecendo uma nova meta, “acabar com a cultura do cancelamento”.
O espectador, a essa altura do campeonato, já está cansado de saber: para assistir ao filme, não dá para se levar muito a sério. Afinal de contas, a própria franquia nunca se levou.
E o novo filme faz questão de deixar isso bem claro, colocando, sem pudor, na boca de um dos personagens no início da trama: “Não é comédia com consciência social feita para branco pensar e ninguém rir. É para se divertir”.
É a partir desse posicionamento politicamente incorreto que os irmãos Wayans (que também assinam o roteiro) tentam desenhar uma provocativa disputa entre a velha guarda e a nova geração.
Ao mirar nos dilemas geracionais, é como se os criadores — que agora já passaram da casa dos 50 anos — estivessem voltando aos holofotes para dizer: “Deixa a gente mostrar para vocês como é que se faz”.
Metralhadora de referências
No elenco, Chris Elliott, Lochlyn Munro, Heidi Gardner, Damon Wayans Jr. e Savannah Lee Nassif, entre outros nomes.
Divulgação
Seguindo essa linha de ataque, o roteiro apresenta na tela um compiladão de quase tudo que bombou nas redes, nos cinemas e no noticiário nos últimos tempos.
Sobra espaço para piadas envolvendo gays do Grindr, o Kanye West do Novo Testamento, a Covid-19, o ChatGPT, os relatórios de Jeffrey Epstein, a invasão do Capitólio norte-americano, a nova geração de streamers e por aí vai…
Há ainda referências diretas a dezenas de outras produções, como “Wandinha”, “Pecadores”, “Guerreiras do K-Pop”, a cinebiografia “Michael”, “Saltburn”, “Corra!” e mais. Muito mais.
O grande problema, no entanto, é que quando tudo isso é colocado junto, em formato de uma sequência de esquetes de humor independentes, a engrenagem não dá liga.
Já ouvimos isso antes
‘Todo Mundo em Pânico’ ironiza remakes, sequências, requels, prequels, spin-of’s.
Divulgação
A estrutura fragmentada vai ficando bem batida à medida que o filme avança e, do meio para o final, as situações parecem sempre variações da mesma piada.
Ao insistir na crítica à chamada “geração mimimi” ou, como a própria sinopse apresenta, “da cultura do cancelamento”, o humor vai patinando em clichês que mais parecem uma reciclagem de milhares de outras piadas que o espectador já leu antes por aí, rolando a timeline do X, por exemplo.
Tópicos como a “machosfera”, questões raciais ligadas às cotas e o debate sobre pronomes neutros já foram excessivamente explorados por dezenas de outros produtos, formatos e comediantes nos últimos anos.
O problema aqui, e é importante que se diga, não são os temas abordados. Mas a forma, pouco criativa (e quase nunca engraçada), com que são tratados.
Um presente para os ex-viúvos
Cena de ‘Todo Mundo em Pânico’, sexto filme da franquia que estreia nesta quinta-feira (4).
Divulgação
Curiosamente, os melhores momentos do filme acontecem justamente quando os atores deixam a fixação por essa “nova geração” de lado e passam a fazer piadas sobre eles mesmos e a criticar a própria indústria cinematográfica:
Ironizando o Oscar, brincando com as escolhas de carreira que cada um do elenco fez no período em que estiveram afastados e expondo a própria batalha judicial que travaram nos bastidores para recuperar os direitos da marca.
Felizmente, o desfecho do longa também consegue recuperar um pouco do fôlego ao entregar um final animador para os fãs, deixando evidente que os irmãos retomaram de fato o controle criativo da marca.
É um belo presente para os, agora, ex-viúvos da franquia.
Mas para conseguir esticar a história em uma eventual sequência sem cair no lugar-comum e no cansaço criativo que comprometem este sexto capítulo, apenas piadinhas sobre o mimimi da nova geração não vão colar.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Cazuza tem o repertório do primeiro álbum solo regravado por Catto, Jadsa, Ludmilla, Maria Beraldo, Raquel e Urias


Capas dos álbuns ‘Replay – Exagerado’ (2026) e ‘Cazuza’ (1985)
Lyz / Flavio Colker / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Cazuza (1958 – 1990) não perdeu tempo ao sair da banda Barão Vermelho em 1985 para seguir carreira solo. Naquele mesmo ano de 1985, o cantor e compositor carioca gravou e lançou o primeiro álbum solo, intitulado “Cazuza”, mas popularmente conhecido como “Exagerado” por conta do sucesso dessa música composta por Cazuza com Leoni e Ezequiel Neves (1935 – 2010).
É esse álbum que – 41 anos após o lançamento – teve o repertório regravado por nomes da nova geração da música brasileira para a terceira temporada da série “Replay”, do Canal Bis.
Feitas por nomes como Catto, Jadsa, Johnny Hooker, Ludmilla, Maria Beraldo e Urias, as gravações inéditas das dez músicas do álbum “Cazuza” estarão reunidas em álbum programado para ser lançado na próxima terça-feira, 9 de junho, data em que os todos os episódios da temporada de “Replay – Exagerado” estarão disponíveis no Globoplay.
A cantora Catto interpreta a balada ‘Codinome beija-flor’ no álbum que será lançado em 9 de junho com releituras das dez músicas do primeiro disco solo de Cazuza (1958 – 1985)
Erik Torres / Divulgação
♪ Eis as dez músicas do álbum “Cazuza” e os respectivos intérpretes reunidos na temporada da série “Replay – Exagerado”:
1. “Exagerado” – Ludmilla
2. “Medieval II” – Mateus Fazeno Rock
3. “Cúmplice” – Urias
4. “Mal nenhum” – Jadsa
5. “Balada de um vagabundo” – Johnny Hooker
6. “Codinome beija-flor” – Catto
7. “Desastre mental” – Maria Beraldo
8. “Boa vida” – Getúlio Abelha
9. “Só as mães são felizes” – Raquel
10. “Rock da descerebração” – Thalin

Fonte: G1 Entretenimento

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Alcione se pronuncia sobre críticas à interpretação do Hino Nacional no Maracanã: ‘Foi uma falha técnica’


Em tom bem-humorado, a cantora Alcione se pronunciou sobre as críticas que recebeu por sua interpretação, ao lado de Belo, do Hino Nacional antes do amistoso entre Brasil e Panamá, no último domingo (31) no Maracanã.
Alcione atribuiu os problemas na interpretação a falhas técnicas. “Quer dizer que vocês estão acabando comigo por causa da minha cantoria no Maracanã, eu e Belo, do Hino Nacional?”, perguntou.
“Eu canto o Hino Nacional desde menina, no corredor da escola. Antes de entrar na sala de aula, a gente tinha que cantar o Hino Nacional. Quero dizer a vocês que aquilo foi uma falha técnica. A gente não estava se ouvindo, parecia que o som dava uma volta.”
“Quero que vocês saibam que isso pode acontecer com qualquer pessoa. Quero agradecer a todos os colegas que entendem do assunto e que foram me defender. Muito obrigada, gente. E não fiquem me arrasando por aí, tá?”
Alcione se pronuncia sobre problemas na interpretação do Hino Nacional
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Jão apronta álbum para o segundo semestre e volta à cena após hiato


Jão prepara volta aos shows e ao mercado fonográfico pouco mais de um ano após ter dado pausa na carreira
Reprodução / Instagram Jão
♫ NOTÍCIA
♬ “É preciso abrir espaço para que uma árvore cresça, e vou fazer isso do lado de cá. […] Até qualquer dia desses”, justificou Jão no comunicado de 2 de abril de 2025 em que oficializou o hiato na carreira que anunciara em 19 de janeiro. …Pois a árvore não somente cresceu, como já está prestes a dar frutos.
O cantor, compositor e músico paulista apronta o quinto álbum de estúdio. O sucessor do álbum “Super” (2023) tem lançamento previsto para o segundo semestre.
Como de praxe, Jão promoverá o lançamento com turnê por arenas e estádios do Brasil – a partir de setembro – e com clipes das músicas inéditas que compõem o repertório presumivelmente autoral do álbum.

Fonte: G1 Entretenimento

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Shia LaBeouf se declara culpado por agressão


Shia LaBeouf é preso em Nova Orleans
Joel C Ryan/Invision/AP
O ator Shia LaBeouf se declarou culpado nesta quarta-feira (3) de três acusações de agressão. Em fevereiro, o ator foi acusado de socar pessoas do lado de fora de um bar em Nova Orleans.
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Até o momento, os detalhes da sentença não estão disponíveis nos registros judiciais online. Um advogado e um empresário de LaBeouf não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Um vídeo do incidente de 17 de fevereiro mostra LaBeouf sem camisa empurrando uma pessoa ao chão e acertando outra no rosto, “causando possivelmente o deslocamento do nariz”, segundo um relatório da polícia de Nova Orleans.
Jeffrey Damnit, um artista local que a polícia identificou como Jeffrey Klein no relatório do incidente, afirmou ter sido uma das pessoas atacadas por LaBeouf.
“Ele me bateu, acertou alguns socos, me empurrou algumas vezes”, disse Damnit anteriormente à Associated Press.
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Segundo Damnit, LaBeouf “simplesmente enlouqueceu”, tentando começar brigas e dizendo ao artista e a outras pessoas que iria espancá-los. Ele acrescentou que LaBeouf o havia empurrado por trás no bar mais cedo naquela noite, gritando insultos homofóbicos e ameaçando sua vida.
Damnit e outras pessoas contiveram LaBeouf e tentaram fazê-lo deixar o local, mas ele se recusou a sair e ficou ainda mais agressivo, de acordo com Damnit e o relatório policial.
LaBeouf já teve vários problemas com a lei ao longo da carreira, incluindo uma prisão em 2017 na cidade de Nova York sob suspeita de agressão, ocorrida durante uma transmissão ao vivo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Carolina Dieckmmann revela internação por infecção no rim: ‘Graças a Deus vim ao hospital’


Carolina Dieckmmann está internada com infecção no rim
Reprodução/Instagram
A atriz Carolina Dieckmmann postou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (3), em que revela aos seus seguidores que está internada, há quatro dias, com infecção no rim esquerdo.
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“Eu tô há quatro dias no hospital internada porque eu descobri uma infecção no rim esquerdo que já estava avançada”, revelou no vídeo.
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Na gravação, a atriz revela que estava prestes a fazer uma viagem para um lugar remoto e havia o risco da infecção, que está avançada, se espalhar rapidamente.
“Graças a Deus eu vim ao hospital, descobri, não entrei em um avião e tô aqui viva. [Sou] grata pelo privilégio de poder contar com tantas pessoas tão eficientes, talentosas e carinhosas”, disse.
Ainda segundo a atriz, ainda não há previsão de alta. Carolina afirmou estar tomando antibióticos na veia.
Na legenda da postagem, Carolina revelou que nesta quarta (3) completa 23 anos de relação com o marido Tiago Worcman.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Joyce Moreno toma partido da MPB e do povo brasileiro no alto voo musical e poético do show ‘Passarinho urbano’


Joyce Moreno apresenta o show ‘Passarinho urbano’ no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, terça-feira, 3 de junho
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Passarinho urbano
Artista: Joyce Moreno
Data e local: 3 de junho de 2026 no Teatro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Joyce Moreno tomou partido no alto voo de “Passarinho urbano”, show que pousou no Teatro Ipanema na noite de ontem, terça-feira, 3 de junho, quase sete anos após ter estreado em outubro de 2019 na mesma cidade do Rio de Janeiro (RJ), terra natal da cantora, compositora e violonista carioca.
O partido foi o mesmo tomado pela artista em 1975 quando, a convite do compositor e produtor italiano Sergio Bardotti (1939 – 2007), Joyce gravou em Roma um álbum como intérprete, abordando músicas de compositores brasileiros censurados por estarem levantando a voz contra a ditadura que asfixiava o país desde 1964.
Intitulado “Passarinho urbano”, o álbum italiano de Joyce Moreno foi lançado em 1976 de forma discreta, como a cantora contou ao público ao voltar para o bis, no qual abordou “Queremos saber” (Gilberto Gil, 1976) e cantou o samba “Juízo final” (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973) a capella, em feitio de oração, acompanhada pelo coro do público esperançoso de dias melhores.
Só que o álbum “Passarinho urbano” virou cult ao longo dos últimos 50 anos, ganhou reedição em LP e gerou o show feito por Joyce de forma eventual desde 2019.
“Passarinho urbano” é show de voz e violão, e isso basta no caso de Joyce Moreno, excepcional violonista e cantora de afinação e musicalidade extremas. Aberta com o canto a capella de “Joia” (Caetano Veloso, 1975), a apresentação de ontem se impôs como um momento de puro amor à música, para citar verso da canção de Caetano. Tudo se afinou, do roteiro perspicaz – construído com alguns medleys temáticos – à bela luz do show.
Joyce Moreno canta o samba ‘Juízo final’ em feitio de oração no encerramento do show ‘Passarinho urbano’
Rodrigo Goffredo
Em atmosfera de encantamento, Joyce Moreno mostrou que doma o ritmo com naturalidade desde que, munida do violão de toque admirado até pelo soberano Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), caiu no samba “De frente pro crime” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), disparando flash urbano da violência na selva das cidades.
Na sequência, a cantora encadeou três músicas – “Pesadelo” (Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro, 1972), “Bodas” (Milton Nascimento e Ruy Guerra, 1973) e “Clube da Esquina” (Milton Nascimento, Lô Borges e Marcio Borges, 1970) – que soaram como canções de resistência no Brasil dos anos 1970 por retratarem tempos sombrios de canhões e tristezas indefesas por todo o país.
Se o samba-enredo “Amor à natureza” (Paulinho da Viola, 1975) – pioneiro no ativismo ambiental – simbolizou um respiro, o sagaz medley que linkou “Chora doutor” (J. Campos, J. Piedade e Orlando Gazzaneo, 1958) – samba lançado pelo cantor Blecaute (1919 – 1983) – com “14 anos” (Paulinho da Viola, 1966) pôs na avenida a desigualdade que opõe doutores e sambistas na escala social.
Na sequência, “A história do samba” (Geraldo Figueiredo, 1976) – música lançada por Joyce no álbum “Passarinho urbano”, mote de roteiro que extrapolou o repertório do LP – surtiu efeito onomatopaico com o canto dos versos “Eu te cutuco, eu te cutuco, não cutuca / Eu te cutuco, não” simulando suave batucada na voz de Joyce e no coro feito pelo público a pedido da artista.
Se o Carnaval ameniza as dores do povo que se une e canta com vontade, como sublinharam versos do samba “Pede passagem” (Sidney Miller, 1966), a “Marcha da quarta-feira de cinzas” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1962) repõe a dura realidade no desfile do dia-a-dia, como cantou Joyce.
Além da refinada musicalidade de Joyce Moreno, o que engrandeceu a apresentação do show “Passarinho urbano” no projeto “Terças no Ipanema” – orquestrado pela curadora Flávia Souza Lima para ocupar com shows o lendário teatro carioca – foi o sentido social e político do roteiro construído com astúcia e precisão pela artista.
Seja na exaltação feminina do samba autoral “Mulheres do Brasil” (Joyce Moreno, 1988), seja no canto de “Querelas do Brasil” (Maurício Tapajós e Aldir Blanc, 1978), a artista teceu teia em que, através do samba, tocou em feridas e mazelas nacionais sem fazer panfleto. As letras das músicas falaram por Joyce Moreno.
Se o baião “Minha história” (João do Vale e Raimundo Evangelista, 1965) apontou a falta de estudo com obstáculo para a mobilidade social das classes pobres, o samba “Favela” (Padeirinho da Mangueira e Jorginho Pessanha, 1966) demarcou a criação das comunidades diante dos desajustes habitacionais urbanos, assunto do samba seguinte, “Saudosa maloca” (Adoniran Barbosa, 1955) em mais um exemplo da arquitetura engenhosa do roteiro.
Com direito à alfinetada nos candidatos a malandros federais, o samba “Homenagem ao malandro” (Chico Buarque, 1978) seguiu por trilho que conduziu a cantora e violonista a outro samba que fala na Central do Brasil, “O trem atrasou” (Arthur Vilarinho, Estanislau Silva e Francisco da Silva Fárrea Júnior, o Paquito, 1941), lançado pelo cantor Roberto Paiva (1921 – 2014) e revivido em 1965 na voz antenada de Nara Leão (1942 – 1989).
E aqui cabe ressaltar que algumas músicas amealhadas por Joyce Moreno para o roteiro (flexível) do show “Passarinho urbano” na apresentação de ontem – “Opinião” (Zé Kétti, 1964), “Pede passagem”, “Minha história”, “Marcha da quarta-feira de cinzas” e “Favela”, além do supracitado samba “O trem atrasou” – frequentaram o repertório ativista de Nara Leão entre 1964 e 1966, anos de resistência em que Nara tomou o mesmo partido de Joyce Moreno na luta por democracia e justiça social.
Como o Brasil ainda é terra de injustiças, longe de cumprir o ideal vislumbrado por Chico Buarque e Ruy Guerra em verso de “Fado tropical” (1973), música do cinquentenário álbum de 1976 que ecoou na apresentação de ontem, Joyce Moreno tomou mais uma vez esse partido no alto voo musical e poético do show “Passarinho urbano” em momento de puro amor à MPB e ao povo brasileiro.
Joyce Moreno segue roteiro engenhoso em que o encadeamento das músicas sublinha o tom político do show ‘Passarinho urbano’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Museu da Língua Portuguesa cancela exposição sobre funk após virar alvo de políticos de extrema direita, diz curadora


Curadora da mostra ‘Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade’ cita censura após evento ser encerrado antes da data
Divulgação
Renata Prado, curadora da mostra “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade”, fez uma carta aberta nas redes sociais citando censura após o evento ser encerrado antes da data prevista, sem aviso prévio.
Em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a mostra contava com 473 obras de arte, fotografias, audiovisuais, vestuário e outros itens. A exposição, que ficou um ano e meio em cartaz Museu de Arte do Rio, ganhou conteúdos inéditos sobre o funk paulista ao desembarcar em São Paulo, em novembro de 2025.
Ao g1, Renata afirmou que a mostra estava prevista para ficar em exposição até agosto. Mas, segundo relatou nas redes sociais, ela foi encerrada antes do combinado. O site do Museu da Língua Portuguesa informa que o evento chegou ao fim em 31 de maio. Procurado pelo g1, o museunão retornou até a última atualização desta reportagem.
“Ninguém [da governo do Estado ou do MLP] falou comigo, não houve diálogo para pensarmos um caminho. Sofremos um ataque sistemático e não conseguimos nos defender”, afirmou Renata ao g1.
“O MLP fez uma série de reuniões comigo para entender que o movimento do funk é singular e que a exposição poderia sofrer retaliações. O acesso à cultura é um direito constitucional que, nesse caso, não foi assegurado. Nós saímos pela porta de trás do museu”, destacou a pesquisadora.
De acordo com as postagens de Renata, o encerramento antes da data aconteceu após “começarem a surgir vídeos e manifestações de parlamentares da extrema direita atacando a mostra e associando seu conteúdo à apologia ao crime, às drogas e a narcocultura. Desde o início dessas investidas, fui informada pelo Museu da Língua Portuguesa de que a repercussão estava sendo monitorada”.
Um desses vídeos era do deputado estadual Tenente Coimbra (PL). Nas redes sociais, ele citou que esteve no evento e afirmou: “Fomos até o Museu da Língua Portuguesa verificar o absurdo que está em exposição que enaltece a narcocultura. Já entramos em contato com a secretária de cultura e em breve traremos novidades”.
“Posteriormente, soube que o assunto havia sido levado ao Conselho da instituição. Pouco tempo depois, fui comunicada de que a exposição seria encerrada antecipadamente. Também fui informada de que uma nova exposição passaria a ocupar o espaço, algo que jamais havia sido apresentado ou discutido comigo ao longo do processo de produção da exposição”, completa a pesquisadora.
Em seu relato, Renata afirmou que era “preciso nomear o que está acontecendo”.
“É censura. E existe uma dimensão profundamente simbólica nesse episódio. Estamos falando de uma exposição realizada no Museu da Língua Portuguesa, uma instituição dedicada à valorização das múltiplas formas de expressão que compõem nossa cultura.”
“O funk também produz linguagem. Produz vocabulários, códigos e formas de comunicação que influenciam milhões de pessoas. Por isso, quando uma manifestação cultural periférica é silenciada, a pergunta que permanece é: Quem decide quais vocês merecem ocupar os espaços de memória do país?.”
“Defender o funk é, também, defender a legitimidade das expressões jovens, negras e periféricas. É defender a vida de todo pobre loko que encontra nas culturas negras uma forma de existir. Seguimos em luta”, finalizou a pesquisadora.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Quem são os brasileiros escolhidos para o programa Foundry do YouTube Music em 2026


Amanda Magalhães, Franco, The Sir! e MC Luanna: os brasileiros escolhidos pelo programa Foundry do YouTube Music em 2026
Reprodução/Instagram
Criado em 2015, o programa Foundry do YouTube Music anunciou, nesta quarta-feira (3), os nomes dos 24 artistas da classe de 2026 do projeto, que tem como missão apoiar as vozes diversas e inovadoras da comunidade musical independente global.
Nomes como Dua Lipa, Rosalía e Omar Apollo já receberam apoio do projeto. Entre os brasileiros que já estiveram na lista do Foundry estão Marina Sena, Duquesa, Tuyo, ÀVUÀ, Kaike e Ana Laura Lopes.
Em 2026, o programa selecionou artistas de 11 países. E entre os selecionados, estão três brasileiros:
Amanda Magalhães
Franco, The Sir!
MC Luanna
Segundo Vivien Lewit, Diretora Global de Artistas do YouTube, “o Brasil é uma força global na indústria da música e nosso objetivo é levar a próxima onda de artistas brasileiros para um estágio global com o Foundry.”
“Temos defendido consistentemente o talento brasileiro no Foundry. A beleza do YouTube é que ele derruba fronteiras geográficas, e podemos ajudar os artistas brasileiros a estabelecer relacionamentos genuínos e duradouros com fãs em todo o mundo”, afirma Vivien.
Os brasileiros no Foundry 2026
AMANDA MAGALHÃES
AMANDA MAGALHÃES
Divulgação/YouTube
Amanda Magalhães tem 34 anos e é cantora, atriz, produtora e compositora. O primeiro álbum da artista carioca, o “Fragma” (2020), trouxe participações de Seu Jorge e Liniker.
Com um trabalho voltado para a cena musical brasileira contemporânea, Amanda também já viralizou nas redes sociais com alguns vídeos em que faz remixes com falas de celebridades e autoridades como os apresentadores Ana Maria Braga e William Bonner e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Amanda tem 10,8 mil assinantes em seu canal no YouTube, 217 mil seguidores no Instagram e quase 290 mil ouvintes mensais no Spotify.
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g1 – Como foi receber a notícia de ser selecionada pela Foundry?
Amanda Magalhães – Eu surtei quando soube! O YouTube sempre fez parte da minha trajetória criativa, seja através da música, dos meus remixes ou dos conteúdos que produzo para as redes. Ser reconhecida por uma iniciativa tão relevante, que aposta em artistas e criadores com potencial de inovação, me deu uma sensação muito bonita de que estou no caminho certo. Além da felicidade, senti também um grande incentivo para continuar experimentando e expandindo possibilidades dentro do meu trabalho.
g1 – Como acha que isso vai impactar na sua carreira daqui pra frente?
Amanda Magalhães – Acredito que a Foundry chega em um momento muito importante pra mim. Tô desenvolvendo novos projetos musicais e audiovisuais e vejo essa oportunidade como uma chance de ampliar horizontes, trocar experiências e explorar formatos que talvez eu não conseguisse experimentar sozinha. Também enxergo o programa como uma forma de fortalecer minha conexão com o público e levar meu trabalho pra novas audiências.
g1 – Acompanha o projeto como um todo? Fica de olho nos artistas selecionados?
Amanda Magalhães – Sim, sempre acompanhei. Curto observar como cada criador utiliza a plataforma de uma forma única pra desenvolver linguagem e construir comunidade. Foi através do programa que descobri alguns artistas de quem hoje sou muito fã, como Rosalía, Duquesa, Arlo Parks…
g1- Quem são suas referências na música?
Amanda Magalhães – Espero não ser mal interpretada com o que vou responder, mas ultimamente tenho buscado ser minha própria referência. Me refiro a tentar ser fiel àquilo que for genuíno de mim enquanto artista. É meio inevitável que a gente seja uma soma de tudo aquilo que já consumimos porque as coisas que amamos ficam dentro da gente de alguma forma.
Acho rico também que a gente possa se inspirar uns nos outros. Mas tenho evitado usar como norte o trabalho de quem eu gosto pra não cair na cilada de deixar de viver a minha própria jornada criativa.
Isso de se apoiar em referências musicais, já me impediu antes de me aprofundar nas possibilidades que eu mesma posso trazer enquanto alguém que cria. Sinto que no novo álbum estou me redescobrindo e explorando novos lugares por conta disso.
Quando mostro uma música do novo repertório pra alguém e dizem que faz lembrar de fulana ou sicrano fico até meio bolada porque sinto que falhei na missão. Mas enfim, é um exercício. E isso não significa que certos artistas não tenham me marcado de maneira emblemática na meu processo de formação musical: Rita Lee, Jamiroquai, Nação Zumbi, Lauryn Hill, Marcelo D2, Billie Holiday, Banda Black Rio, Hiatus Kayote, Childish Gambino…são apenas alguns deles. A lista é longa e bastante eclética.
FRANCO, THE SIR!
FRANCO, THE SIR!
Divulgação/YouTube
Franco, The Sir! tem 19 anos, é autodidata e produz, mixa e compõe suas próprias faixas. Com um trabalho voltado para o trap nacional, ele já chamou a atenção de artistas da cena como Brandão, DaLua, Alee, entre outros.
Junto com Ajuliacosta, o cantor fez, no último mês, uma participação no single “Sua Favorita”, de Budah.
Franco, The Sir! tem 44,5 mil assinantes em seu canal no YouTube, 154 mil seguidores no Instagram e quase 657 mil ouvintes mensais no Spotify.
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g1 – Como foi receber a notícia de ser selecionada pela Foundry?
Franco, The Sir! – Eu fiquei muito feliz porque uma colaboração um pouco mais intimista com o YouTube é algo que eu já desejava há muito tempo, e veio de uma maneira muito natural.
É reconfortante saber que, de alguma forma, o YouTube com sua gama infinita de artistas acreditou de alguma forma também no que eu tenho criado.
g1 – Como acha que isso vai impactar na sua carreira daqui pra frente?
Franco, The Sir! – Eu acho que o maior impacto é em relação à expansão mesmo de entrega do meu trabalho, não só para o público, mas também para outras companhias que trabalham com plataformas de streaming, plataformas de reprodução. Eu acho que o YouTube Foundry é a expansão para isso.
g1 – Acompanha o projeto como um todo? Fica de olho nos artistas selecionados?
Franco, The Sir! – Eu sabia de certa forma do projeto, eu não acompanhava de uma forma tão atualizada, mas eu tenho noção do impacto do projeto desde a criação do YouTube Foundry como um contexto geral da história do YouTube.
g1 – Quem são suas referências na música?
Franco, The Sir! – As minhas referências na música são bem diversas. Tenho meus favoritos que escuto desde sempre, o Daniel Caesar é um deles. E o Jean Tassy, aqui no Brasil. Mas é uma gama bem extensa. Tem o Djavan, Thundercat… eu gosto bastante de musicalidade.
MC LUANNA
MC LUANNA
Divulgação/YouTube
Mc Luanna tem 31 anos, nasceu na Bahia, mas mora em São Paulo. Cantora e compositora, ela usa sua música para traduzir sua vivência através de letras nos segmentos de rap, trap e funk.
Apesar de nunca ter sonhado em ser rapper, começou a se dedicar às rimas na pandemia. Em março, Mc Luanna lançou seu álbum mais recente, o “Irrefreável”.
Mc Luanna tem 158 mil assinantes em seu canal no YouTube, 663 mil seguidores no Instagram e quase 2,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
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g1 – Como foi receber a notícia de ser selecionado/a pela Foundry?
Mc Luanna – Receber a notícia foi incrível! Quem acompanha a minha trajetória como Mc Luanna sabe que sou uma artista independente desde sempre, então ver o meu trabalho ser reconhecido por um programa da importância do Foundry é muito significativo! Fiquei muito grata pelo convite e pela oportunidade de expandir o meu som com o suporte deles!
g1 – Como acha que isso vai impactar na sua carreira daqui pra frente?
Mc Luanna – Minha expectativa é a melhor possível! Acredito que o Foundry vai trazer um impacto extremamente positivo e significativo para a minha carreira daqui para frente, eu e toda a minha equipe já estamos trabalhando muito, nos dedicando ao máximo para entregar um resultado impecável dentro de todas as propostas do projeto, e sinto que é momento perfeito, porque temos alguns projetos sendo construídos para o decorrer deste ano, e o suporte do YouTube vai ser o combustível que precisávamos para fazer tudo acontecer da melhor forma!
g1 – Acompanha o projeto como um todo? Fica de olho nos artistas selecionados?
Mc Luanna – Sim, com certeza! Eu acompanho o Foundry já há bastante tempo e tenho um carinho enorme por esse projeto, justamente porque ele tem esse olhar sensível para o mercado independente, fico sempre de olho em quem é selecionado e acho incrível ver como o programa traz novos nomes à tona.
E para mim tem um gosto ainda mais especial, porque vi de perto amigas minhas participando, como a Duquesa. Fiquei feliz demais pelo projeto delas e pela trajetória de cada uma. Inclusive na época eu já pensava: “Não vejo a hora de ser o meu momento”, e finalmente esse momento chegou, e estou muito animada de fazer parte dessa história agora!
g1 – Quem são suas referências na música?
Mc Luanna – Minhas referências musicais vem muito do que vejo com meus olhos. É grandioso o movimento que a Duquesa faz, que a Tasha e Tracie faz. Eu sou fã das minhas amigas e o movimento delas fazem com que eu me movimente.
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Com fazer parte do Foundry?
Youtube.
Dado Ruvic/Reuters
Vivien Lewit explica que todo artista independente em desenvolvimento que tenha um lançamento de videoclipe programado é elegível e pode enviar suas inscrições para o projeto.
“O processo de curadoria é altamente colaborativo, rigoroso e enraizado na cultura local. É um esforço de equipe massivo que envolve nossos times globais de música avaliando artistas em diferentes regiões, incluindo as Américas, Europa e Ásia. Analisamos milhares de artistas para encontrar aqueles que realmente representam o futuro da música independente e com quem podemos fazer parcerias a longo prazo”, afirma.
Ela ainda cita que aparecer na lista é apenas o ponto de entrada. O programa inclui uma parceria que prepara o artista para o sucesso. O suporte inclui:
Apoio Financeiro: Os artistas recebem uma doação financeira direta para investir em seu ofício, seja para criação de conteúdo, produção ou campanhas de lançamento independentes;
Suporte e Educação: Suporte contínuo e dedicado de gerentes de parceria do YouTube, acesso antecipado aos recursos mais recentes do YouTube Music e oportunidades de mentoria para ajudar a navegar no ecossistema de música digital;
Marketing e Promoção: Apoio com recursos de marketing global, suporte em playlists e oportunidades promocionais de alta visibilidade — incluindo a presença de artistas em outdoors em locais emblemáticos como a Times Square em Nova York e a Estação de Metrô Sé em São Paulo.

Fonte: G1 Entretenimento