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‘Backrooms’: Aos 20 anos, youtuber dirige dois indicados ao Oscar em terror que criou aos 16


Se está ruim para você, imagina para os primos de Kane Parsons. Aos 20 anos, o youtuber faz sua estreia em Hollywood com o terror “Backrooms: Um não-lugar”, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (28) – com a possibilidade real de liderar as bilheterias americanas em seu fim de semana de lançamento.
g1 já viu: ‘Backrooms’ transforma lenda urbana online em terror instigante até se perder no final
Especialistas projetam que o filme deve arrecadar entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões no período nos Estados Unidos. O que deve ser um recorde para o estúdio independente A24 – um dos mais bombados de Hollywood nos últimos anos.
Para chegar à marca, “Backrooms” combina dois atores indicados ao Oscar, Chiwetel Ejiofor (“12 anos de escravidão”) e Renate Reinsve (“Valor sentimental”), para adaptar a série criada pelo diretor no YouTube a partir de uma lenda urbana da internet – ou “creepypasta”, como dizem os jovens.
Só o primeiro vídeo, publicado em 2022 quando Parsons tinha 16 anos, conseguiu 20 milhões de visualizações em duas semanas. Atualmente, o número chega aos 78 milhões – e há 22 capítulos no total. Com durações que variam entre menos de 2 minutos e mais de 45, poucos foram vistos menos de um milhão de vezes.
O cineasta – também conhecido como Kane Pixels na plataforma – diz que estrear como cineasta justamente com uma história que domina tanto ajudou a não se intimidar na hora de comandar as gravações.
“Consigo reconhecer totalmente como essa situação é absurda. E eu pedi para estar nela”, afirma ele, em entrevista ao g1.
“Eu sei como construir esse mundo. Estou muito familiarizado com ‘Backrooms’ e definitivamente não tenho nenhum tipo de confusão criativa. Então, foi mais uma questão de apenas comunicar o que eu quero, de uma maneira muito normal.”
Assista ao trailer de ‘Backrooms: Um não-lugar’
A foto amarelada no começo de tudo
O cineasta considera “Backrooms” como uma espécie de continuação de sua série. Nele, retrata o encontro do dono frustrado de uma loja de móveis (Ejiofor) com o “não lugar” do subtítulo – um espaço extradimensional com salas decoradas de forma levemente corporativa, uma mais esquisita que a outra, acessado por quem sai meio sem querer da realidade.
A inspiração das duas obras vem primordialmente de uma foto, publicada em um fórum online em 2019, de uma sala de escritório com papéis de parede amarelos e carpete pelo chão. A estranheza da imagem motivou a criação coletiva de toda uma mitologia sobre essas “salas dos fundos”. “Backrooms”, no inglês.
Atraído por essa lenda urbana, Parsons gerou o primeiro vídeo praticamente sozinho, com a ajuda de programas de modelagem 3D – e de alguns amigos, que aparecem no começo.
Para disfarçar as imperfeições de quem estava começando nesse mundo e das limitações de seu equipamento, montou uma narrativa com perspectiva na primeira pessoa, como se fosse filmada por uma antiga câmera de videocassete.
Kane Parsons, Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve em lançamento de ‘Backrooms: Um não-lugar’
Todd Williamson/Divulgação
‘Inundado’ por interesse
Em um mês, ele começou a “ser inundado” por e-mails de interessados em uma possível adaptação.
“Eu era muito cético sobre o que poderia acontecer, porque eu não sabia nada dessas pessoas, e não conheço nada da indústria”, conta Parsons.
Com a ajuda das produtoras dos diretores James Wan, de “Jogos Mortais” (2004) e “Invocação do mal” (2013), e Shawn Levy, de “Deadpool e Wolverine” (2024), ele se juntou ao roteirista Will Soodik (“Ash. vs. Evil Dead”) para chegar ao rascunho enviado à A24.
Responsável por terrores elogiados como “A bruxa” (2015) e “Hereditário” (2018), além de dramas ganhadores do Oscar como “Moonlight” (2016) e “Tudo em todo lugar ao mesmo tempo” (2022), o estúdio independente topou a parceria.
“A ideia era encontrar uma versão do filme que funcionasse para novos públicos e para quem é fã da minha série”, afirma o cineasta.
“Não foi a versão que acabamos fazendo, mas eles nos deram muita liberdade, de uma maneira que eu aprecio muito.”
Kane Parsons conversa com Chiwetel Ejiofor na gravação de ‘Backrooms: Um não-lugar’
Asterios Moutsokapas/A24 via AP
‘Se você quer ser visto’
Parsons pode ser jovem, mas não é exatamente novidade. Ele passa a fazer parte de um dos grupos que mais crescem em Hollywood – o de youtubers que se tornaram cineastas após ganharem notoriedade na plataforma de vídeos.
Entre eles, é possível listar nomes como David F. Sandberg (“Shazam!”), Danny e Michael Philippou (“Fale comigo”) e Curry Barker, cujo “Obsessão” tem impressionado a indústria desde a estreia, na metade de maio. Com um orçamento de menos de US$ 1 milhão, o terror já fez mais de US$ 90 milhões ao redor do mundo.
Mark Fischbach, o Markiplier, se diferencia um pouco dos demais por ter financiado e distribuído – e dirigido, coescrito e estrelado – “Iron long: Oceano de sangue” do próprio bolso. Uma aposta arriscada, mas que lhe rendeu US$ 50 milhões no começo de 2026.
Para Parsons, a tendência tem mais a ver com a vitrine oferecida pelo YouTube do que por alguma espécie de linguagem em comum.
“Acho que é mais acaso do que qualquer outra coisa”, diz ele.
“Não existe vaga para todo mundo que queira fazer algo em Hollywood, então, se você quer conseguir um acordo com um estúdio mais conhecido, ou distribuir um filme, não é como se pudesse apenas estalar os dedos.”
Para o jovem, a plataforma serve como ponto de entrada, onde criadores podem se dedicar a seus próprios projetos e chamar a atenção de grandes empresas.
“Provavelmente tem menos a ver com o YouTube em si. O fato é que todo mundo está na internet e, se você quer ser visto, você tem que colocar suas coisas online.”
Chiwetel Ejiofor em cena de ‘Backrooms: Um não-lugar’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Fisiculturistas influencers: os jovens com milhares de fãs que vendem dicas para ‘evoluir o shape’


Fisiculturistas influencers: os jovens que vendem dicas para ‘evoluir o shape’
O fisiculturista Gabriel Ganley, morto aos 22 anos neste domingo (24), tinha mais de 2,3 milhões de seguidores no Instagram. Ele teve morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica, que é uma doença cardíaca que pode ser agravada pelo uso de anabolizantes.
Nas redes sociais, Ganley falava abertamente sobre o uso de hormônios e insulina e já declarava que sabia que corria riscos com a prática. Ele produzia conteúdos na internet, interagia com outros famosos, tinha fãs… em termos práticos, era uma celebridade.
No país que se tornou o segundo maior mercado do fisiculturismo no mundo (informações do “Fantástico”), o número de influenciadores da área só cresce. Hoje, inclui vários jovens, na casa dos 20 anos, que mostram seus treinos pesados, o que consomem e falam sobre alcançar o “shape perfeito”.
Eles são patrocinados por marcas de suplementos, são seguidos por milhares e monetizam ao dar dicas sobre treinos e dietas, mesmo sem ter formação na área. Entenda mais sobre o mercado dos fisiculturistas influencers:
O mercado do shape
Gabriel Ganley, Matheus Lacerda e Dudu Fit: influenciadores e fisiculturistas que vendem conteúdo exclusivo
Reprodução/Instagram
O mundo do bodybuilding sempre teve bastante adesão, mas com a internet, ganhou outra proporção: virou entretenimento e conteúdo diário. Nesse ramo, Gabriel Ganley se tornou um dos nomes mais conhecidos, desde quando era um “atleta natural”, isto é, quando não usava anabolizantes.
Ele ganhou fama com seus conteúdos na internet e ao interagir com outros nomes do fisiculturismo, como o ex-cantor Leo Stronda — que já até aplicou hormônios em Ganley durante o programa “Fala Monstro”, em um episódio com mais de 900 mil visualizações.
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Assim, Ganley acumulou uma ampla base de seguidores, passou a monetizar o próprio conteúdo e fazer publicidade.
Na bio do Instagram, ele recomendava “tudo que você precisa para evoluir”: uma lista de links que incluía cupons de desconto para suplementos e conteúdo exclusivo no “close friends” (melhores amigos), em que prometia dar “dicas de treino”, ensinar “tudo sobre dietas” e mostrar “a rotina de um atleta” por R$ 37,90 semestrais.
Gabriel Ganley ‘vendia’ acesso ao close friends com dicas
Reprodução
O “close friends” virou prática comum entre esses influenciadores. Conhecido como “rival” de Ganley nas competições, Dudu Fit (que tem cerca de 390 mil seguidores) também vende acesso a esse tipo de conteúdo por R$ 75 trimestrais. Ali, o garoto de 20 anos promete mostrar sua “vida de atleta” e “caixinhas de perguntas para te ajudar”.
Outro exemplo é Matheus Lacerda (conhecido como Mahhtla), de 19 anos, que tem por volta de 184 mil seguidores — segundo o próprio, ele tinha mais de 300 mil no perfil anterior, que teria sido derrubado. Ele também vende o acesso ao close friends, por R$ 37,90 trimestrais.
Já no perfil, ele dá dicas do que tomar “para quem ama o suco” (gíria para anabolizantes) e compartilha os resultados do uso de testosterona.
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Identificação entre jovens
Esses influenciadores atraem, especialmente, os jovens de idade similar à deles. Para a psicanalista Cínthia Demaria, essa relação é simples: quem segue os atletas é quem se identifica com eles e os vê como um ideal “possível”.
“Tem uma questão do masculino, desses corpos de super-heróis. Especialmente pro adolescente, ainda tem uma dificuldade de se localizar nesse lugar: que homem eu sou? E aí, tem essa pessoa que vem dizer o que é ser isso”.
Claro, há vários médicos e profissionais de educação física falando sobre treinos nas redes sociais. Mas para um jovem, segui-los nunca será tão interessante quanto acompanhar um garoto da sua idade — que fala, na sua linguagem, sobre como “evoluir”, “sair da mediocridade” e por aí vai.
“Nessa relação horizontal, de se identificar no influenciador, um semelhante, tem essa ilusão de que está muito próximo… é diferente da figura de um médico, por exemplo, que é uma figura mais distante. É muito tentador justamente por essa questão de, além dessa identificação, a promessa de resultados rápidos e também atingir um determinado ideal”, diz Cinthia.
Por dentro do ‘looksmaxxing’, tendência que faz homens jovens baterem no próprio rosto
Gabriel Ganley
Reprodução
A psicóloga reforça que a relação vai além da inspiração: muitas vezes, os próprios jovens que consomem os conteúdos acabam entrando na mesma lógica de produzir conteúdo, fomentando esse mercado. E aí, poucos se preocupam em postar com responsabilidade.
“Existe também essa ideia, muitas vezes compartilhada, de que a produção de conteúdo também é interessante para se tornar relevante ali na própria rede. A absorção de uma prática de um terceiro, para que possa virar o seu próprio conteúdo, isso também é uma coisa tentadora no mundo contemporâneo. Não só fazer para conquistar alguém, por exemplo, mas também para ser visto”.
Influência perigosa
Para jovens na casa dos 20 anos hoje em dia, é natural compartilhar sua rotina nas redes sociais. Mas ao dar dicas e “promover” um certo estilo de vida para qualquer pessoa que pague, esses fisiculturistas assumem um lugar de especialistas — o que não são.
“Apenas o profissional de educação física é habilitado para prescrever treinos, e nem médicos nem fisioterapeutas podem fazê-lo. Isso é regulamentado pela Lei 9696, e quem vende treino na internet sem ser profissional está cometendo uma contravenção penal”, diz Felipe Goulart, do Conselho Federal de Educação Física (CFEF).
Acima de tudo, Felipe afirma que esses influenciadores vendem “uma ilusão” ao oferecer caminhos para o “shape ideal”. No fim das contas, nunca é tão simples quanto parece.
Influenciadores vendem cursos e planilhas de treinos e dietas
Reprodução
“Os caras vivem para isso. Então eles treinam 6, 8 horas por dia, dormem cedo, acordam cedo, não ficam 4 horas no transporte público, não vão comer fast food no final de semana, mas te vendem o protocolo de treino deles. A pessoa, ao comprar isso, tá comprando uma ilusão, tá achando que com aquilo ali ela vai conseguir resultado. E não é assim”.
Até entre quem não “vende” dicas, é difícil entender o limite entre mostrar o seu estilo de vida e acabar influenciando pessoas a segui-lo. Afinal, só de postar sobre o uso de anabolizantes, por exemplo, um bodybuilder pode afetar (para o bem ou para o mal) a visão de seus seguidores sobre o tema.
“O influenciador, o nome já tá dizendo: ele está influenciando. Então, muitos deles se protegem nessa cortina de: eu não tô prescrevendo, eu tô falando o que eu faço. Então, as pessoas vão nessa ilusão: ‘Ah, o cara faz isso, eu vou lá e vou fazer também'”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Assassinato de Roger Ackroyd’, 100 anos: por que o romance de Agatha Christie foi eleito o melhor policial de todos os tempos?


A escritora policial Agatha Christie
Alamy
Em 2013, a Associação Britânica de Escritores Policiais (CWA, na sigla em inglês) se reuniu para eleger, como parte das comemorações de seu 60º aniversário, o melhor romance do gênero de todos os tempos.
Participaram da disputa, entre outros títulos, “O Cão dos Baskervilles”, de Arthur Conan Doyle, e “O Silêncio dos Inocentes”, de Thomas Harris. Computados os 600 votos, “O Assassinato de Roger Ackroyd”, de Agatha Christie, foi eleito o vencedor.
Antes de virar livro em 27 de maio de 1926, “O Assassinato de Roger Ackroyd” (ou The Murder of Roger Ackroyd, no original) foi publicado, sob o formato de folhetim, no jornal London Evening News, entre 16 de julho e 16 de setembro de 1925.
À época de sua publicação em 54 capítulos, a história se chamava “Quem Matou Ackroyd?”. No Brasil, o romance, traduzido por Leonel Vallandro, chegou às livrarias em 1933.
“Esse romance tem características imitadas, mas jamais igualadas, que fazem dele um clássico instantâneo: uma delas é o plot twist [reviravolta] no final. Na época, nem tinha esse nome, mas hoje é celebrado em livros, filmes e séries do gênero”, observa Renan Castro, editor-assistente da Globo Livros, editora que acaba de lançar uma edição de luxo comemorativa da obra com capa dura, tradução de Renato Rezende e design de Rafael Nobre.
A culpa é sempre do mordomo?
Em “Uma Autobiografia”, Agatha Christie atribui a inspiração para escrever “O Assassinato de Roger Ackroyd” a duas pessoas: primeiro, ao seu cunhado, James “Jimmy” Watts, marido de Margaret “Madge” Frary Miller; e, segundo, ao lorde Louis Mountbatten. “Foi, de longe, o [livro] que obteve mais sucesso”, declarou a autora de 66 romances policiais, 153 contos e mais de 30 peças.
Certa vez, ao terminar a leitura de um romance policial, James Watts soltou um muxoxo de impaciência: “Hoje em dia, quase todo mundo vira criminoso, até mesmo o detetive. Gostaria de ver um Watson que virasse criminoso”, queixou-se o cunhado da escritora, fazendo alusão ao Dr. John H. Watson, fiel escudeiro de Sherlock Holmes e, na maioria das vezes, o narrador dos livros protagonizados pelo detetive mais famoso de todos os tempos.
Tempos depois, uma ideia parecida foi sugerida por Mountbatten. “Ele me escreveu sugerindo que a história fosse narrada na primeira pessoa por alguém que, no final, fosse o criminoso”, relata a autora no livro de memórias. “Minha mente vacilava ao pensar em Hastings assassinando alguém”, admite, em referência ao Capitão Arthur Hastings, melhor amigo de Hercule Poirot em oito romances e 26 contos.
Como não imaginava Hastings como um assassino frio e calculista, o que Agatha Christie fez? Providenciou a viagem dele para a Argentina, onde ele passou a morar depois de casado com Dulcie Duveen, e promoveu o médico da pacata King’s Abbot, Dr. James Sheppard, a narrador da história. “Muitos dizem que O Assassinato de Roger Ackroyd é enganador. Mas, se o lerem com cuidado, verificarão que estão errados”, pondera a autora.
“É, sem dúvida, o melhor romance policial do século 20”, reitera o escritor Jared Cade, autor de “Secrets from the Agatha Christie Archives” e “Agatha Christie and the Eleven Missing Days”, inéditos no Brasil.
“Parte de sua simplicidade enganosa reside no fato de parecer um mistério de assassinato convencional. Estudos literários sobre ficção policial debatem se ela jogou limpo com o leitor ou se desrespeitou as regras do gênero. A maioria dos leitores hoje aceita que é responsabilidade deles suspeitar de todo e qualquer personagem, um por um.”
“Agatha Christie revolucionou o gênero e surpreendeu os leitores. Muitos deles ficaram confusos, principalmente porque o assassino é muito simpático”, arremata a escritora Susanne Lieder, autora da biografia “Agatha Christie” e a “Trajetória do Mistério” (2025). “Pessoalmente, adorei a história e me diverti muito com Caroline. É a minha personagem favorita!”
Estrela em ascensão
“O Assassinato de Roger Ackroyd” não foi o primeiro livro escrito por Agatha Christie. Antes de sua publicação, há cem anos, a autora já havia lançado, segundo seu site oficial, cinco romances policiais: “O Misterioso Caso de Styles” (1920), “O Inimigo Secreto”(1922), “Assassinato no Campo de Golfe” (1923), “O Homem do Terno Marrom” (1924) e “O Segredo de Chimneys” (1925).
“Há uma lenda de que Agatha Christie teria se tornado famosa por causa de “O Assassinato de Roger Ackroyd”. Já era uma estrela em ascensão!”, afirma o escritor e biógrafo Tito Prates, autor de “Agatha Christie: Uma Biografia de Verdades” (2022) e presidente da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror (Aberst). “No começo dos anos 1920, já tinha publicado mais de 70 contos em revistas dos Estados Unidos e da Inglaterra.”
Adivinhe quem vem para matar
Em 2015, apenas dois anos depois da eleição promovida pela The Crime Writers’ Association (CWA), The Home of Agatha Christie, o site oficial da escritora britânica, também promoveu uma enquete mundial para apurar o livro favorito dos fãs da Rainha do Crime.
Dessa vez, o título escolhido não foi “O Assassinato de Roger Ackroyd” (1926) e, sim “E Não Sobrou Nenhum” (1939). Logo atrás, veio “O Assassinato no Expresso do Oriente” (1934).
“‘E Não Sobrou Nenhum’ é um suspense que, em determinadas cenas, flerta com o horror”, descreve Jean Pierre Chauvin, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e autor dos livros “Crimes de Festim” (2017) e “Por que Ler Agatha Christie” (2025).
“O fato de os dez convidados estarem isolados numa ilha, sem possibilidade de voltar ao continente por causa da tempestade, faz dessa história uma trama em ampulheta.”
Ao todo, participaram 15 mil leitores de mais de cem países. Duas curiosidades: um em cada quatro (24%) tinha entre 25 e 34 anos, e o Brasil foi o terceiro país que mais votou, seguido por Estados Unidos e Reino Unido.
Uma das 15 mil votantes é a jornalista pernambucana Duda Menezes. Em seu canal no YouTube, já postou vídeos sobre “Morte na Mesopotâmia” (1936), “Cem Gramas de Centeio” (1953) e “A Extravagância do Morto” (1956), entre outros livros.
“‘O Assassinato de Roger Ackroyd ‘reúne o melhor de Agatha Christie: a presença de Hercule Poirot, um vilarejo pacato, incontáveis suspeitos, álibis engenhosos, uma narrativa envolvente e manipulação, muita manipulação”, enumera a influenciadora digital de literatura.
“O domínio de narrativa é capaz de chocar qualquer pessoa. Você termina de ler e já quer retomar a leitura para perceber tudo o que deixou escapar.”
Os três primeiros colocados, no ranking dos leitores de Agatha Christie, foram: “E Não Sobrou Nenhum” (21% dos votos), “O Assassinato no Expresso do Oriente” (16%) e “O Assassinato de Roger Ackroyd” (8%). “Morte no Nilo” (1937) e “Os Crimes ABC” (1936) completam o Top 5 da enquete mundial.
Politicamente correto
No Brasil, a obra de Agatha Christie é publicada por três editoras: Globo Livros, L&PM e HarperCollins. “O conceito de ‘melhor’ é subjetivo. Se formos avaliar pela audácia da solução, por exemplo, O “Assassinato de Roger Ackroyd” merece o título. Mas, dependendo do critério do leitor, outros títulos da autora, como “A Casa Torta” (1949), podem ser considerados superiores”, pondera Alice Mello, editora-executiva da HarperCollins Brasil.
“A Casa Torta” é um dos livros de Agatha Christie favoritos do escritor Raphael Montes. Não por acaso, foi eleito o predileto do autor de “Suicidas” (2012), “Dias Perfeitos” (2014) e “Jantar Secreto” (2016), entre outros, em um ranking virtual de 2023. “Tem o assassino mais improvável que Agatha Christie já criou”, fez mistério. Dois anos depois, em um novo Top 5, A Casa Torta caiu para a terceira colocação. Em seu lugar, Montes elegeu “E Não Sobrou Nenhum”.
Originalmente, “E Não Sobrou Nenhum” se chamava “O Caso dos Dez Negrinhos” (ou Ten Little Niggers, no original). O título fazia referência a uma cantiga de roda do século 19, mas foi mudado depois de ser tachado de racista e de causar polêmica em países como a Alemanha.
Em outras nações de língua portuguesa, “O Caso dos Dez Negrinhos” ganhou diferentes títulos como “Convite para a Morte”, “As Dez Figuras Negras” e “O Vingador Invisível”.
Uma curiosidade: “E Não Sobrou Nenhum” era o favorito da própria Agatha Christie. Em 1972, em resposta a um admirador japonês, a autora divulgou sua lista de preferências. “Dez pessoas precisavam morrer sem que o livro se tornasse ridículo ou o assassino ficasse demasiado óbvio”, escreveu em sua autobiografia. “O Assassinato de Roger Ackroyd” ocupou o segundo lugar do ranking, e “Convite para Um Homicídio” (1950), o terceiro.
Vale a pena ler de novo
Dos 44 livros de Agatha Christie publicados no Brasil pela HarperCollins, 11 foram traduzidos por Érico Assis e nove por Samir Machado de Machado.
“O meu favorito entre os que traduzi é o mais óbvio: ‘Assassinato no Expresso do Oriente'”, afirma Assis. “Primeiro, porque a resolução é magistral e, segundo, porque eu o traduzi duas vezes: em prosa e em quadrinhos.” A versão em graphic novel que Assis traduziu é adaptada por Bob Al-Greene.
Se “Assassinato no Expresso do Oriente” é o livro mais popular e “E Não Sobrou Nenhum” o mais influente, “O Assassinato de Roger Ackroyd” é o mais engenhoso de Agatha Christie. Quem afirma isso é Samir Machado de Machado.
“É quase impossível para o leitor desvendar o mistério final”, desafia o escritor e tradutor. “É um dos poucos livros dela que vale a releitura. Justamente para ver como o passo a passo do assassino foi mascarado.”
Um livro, várias versões
Ao longo dos anos, “O Assassinato de Roger Ackroyd” ganhou inúmeras adaptações. A primeira delas, em 1928, foi para o teatro. A peça, escrita e dirigida por Michel Morton, ganhou o nome de “Álibi”.
Agatha Christie não gostou muito da montagem porque Morton sumiu com sua personagem favorita. Em “Uma Autobiografia”, a autora admite que Caroline Sheppard serviu de inspiração para Jane Marple, a “heroína” de 12 romances e 21 contos.
“O Assassinato de Roger Ackroyd” deu origem a uma radionovela protagonizada por Orson Welles em 1939, uma HQ ilustrada por Bruno Lachard em 2007 e um documentário dirigido por Jean-Christophe Klotz em 2016.
“Tenho um pouco de vergonha de dizer que, antes de ser convidado para interpretar Poirot, nunca havia lido Agatha Christie”, admite David Suchet no livro “Viajando com Agatha Christie” (2025). “Quando me ofereceram o papel, não sabia se deveria dizer ‘sim’ ou ‘não’.”
Convite aceito, o ator inglês interpretou o detetive belga em 70 episódios da série “Agatha Christie’s Poirot” (1989-2013). “O Assassinato de Roger Ackroyd” foi um deles.

Fonte: G1 Entretenimento

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Filipe Toca enlaça memórias afetivas em álbum guiado pela doçura nordestina


Filipe Toca lança o primeiro álbum de estúdio, ‘Muita sede’, na quinta-feira, 28 de maio
Ian Rassari / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Muita sede
Artista: Filipe Toca
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ “Caju” e “Cajuína” são as primeiras palavras ouvidas no primeiro álbum de estúdio de Filipe Toca, “Muita sede”, gravado com produção musical de Juliano Valle e programado para ser lançado na quinta-feira, 28 de maio. Alocadas no verso inicial do xote “Mangaba menina”, ambas dão a pista certeira desse álbum em que cantor e compositor potiguar – nascido Filipe Vieira Fonseca em Natal (RN), mas residente em São Paulo (SP) desde 2020 – se situa geralmente com doçura no universo da música nordestina.
O feat com a baiana Agnes Nunes em “Borboleta furta-cor” e o dueto com a pernambucana Duda Beat em “Olhar de quem não presta” – faixas já apresentadas em singles lançados antes do álbum – sublinham a intenção do artista de gravitar em torno da nação musical nordestina.
Faixa na qual reside o foco atual do álbum “Muita sede”, o xote “Outro áudio meu” expõe a delicadeza romântica que rege o canto e a música de Filipe Toca, artista que está mais para Geraldo Azevedo do que para Alceu Valença na dinastia nordestina da MPB. Já “Fiapinho de amor” reforça o fato de o repertório autoral do artista ecoar memórias afetivas e existenciais em teia sonora quase sempre suave.
Pontuada pela sanfona recorrente no álbum, a confessional canção “Pai e mãe” sobressai no repertório de Filipe ao reverberar o sentimento nostálgico e meio melancólico do retirante fora da terra natal, com a saudade do colo familiar em confronto com a certeza de que a migração foi benéfica para o crescimento existencial e/ou profissional.
Contudo, música nordestina também é sinônimo de festa, sobretudo no circuito junino. Forró que conjuga animação e doçura, “Foi no São João” versa sobre a saudade de um amor nascido nesse tempo de festa em gravação que junta a voz de Filipe Toca com o canto de Mariana Aydar, artista paulistana associada à música nordestina.
Já “Quinta, quase sexta” evolui na pisada do baião, mas desloca a narrativa afetiva para a cidade de São Paulo (SP), metrópole que abriga os anseios do artista potiguar.
Se o interlúdio “Bença” reverbera a aridez moura do sertão nordestino, evocando a prosódia dos cantadores da região com certo ar sagrado, a música-título “Muita sede” arremata o álbum com pegada que sacia a vontade de dançar ao som do forró, diluindo a suavidade dominante nas dez faixas do disco.
É quando o pulso arretado do forró se impõe sobre memórias e saudades afetivas, mas, ainda assim, sem anular a sensibilidade que move o coração de Filipe Toca neste promissor primeiro álbum de estúdio.
Capa do álbum ‘Muita sede’, de Filipe Toca
Ian Rassari / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Demi Lovato e Jamiroquai anunciam shows em SP após o Rock in Rio 2026


Demi Lovato em apresentação no The Town, em São Paulo
Reprodução/Globoplay
Duas atrações do Rock in Rio 2026, a cantora Demi Lovato e a banda britânica Jamiroquai, anunciaram nesta quarta-feira (27) a realização de shows em São Paulo após as participações no festival.
O Jamiroquai se apresenta no Allianz Parque no dia 13 de setembro. Eles terão fechado o Palco Sunset do Rock in Rio no dia 11 do mesmo mês. Os ingressos custam entre R$ 172,50 (meia, cadeira superior) e R$ 945 (inteira, hot seat).
Já o show de Demi Lovato acontece no Suhai Music Hall, no dia 15 de setembro. A cantora é parte do line-up do Palco Mundo, no dia 12. Os preços variam entre R$ 245 (meia, pista) e R$ 890 (inteira, camarote 1º piso).
A pré-venda do Jamiroquai e a venda geral de Demi começam nesta quinta-feira (28), às 10h.
Novidades no line-up do Rock in Rio

Fonte: G1 Entretenimento

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Ex-assistente de Matthew Perry é condenado a 3 anos de prisão por morte do ator


Matthew Perry, de 54 anos, foi encontrado morto na sua casa em Los Angeles em 2023
Jordan Strauss/Invision/AP
Kenneth Iwamasa, assistente pessoal de Matthew Perry, foi condenado a três anos e cinco meses de prisão pela morte do ator.
A juíza Sherilyn Peace Garnett proferiu a sentença contra Iwamasa, de 60 anos, em um tribunal federal de Los Angeles nesta quarta-feira (27). Ele também foi condenado a dois anos de liberdade condicional e a uma multa de US$ 10.000.
Esta foi a quinta e última sentença proferida após dois anos e meio de investigação e processo que se seguiram à morte de Perry, aos 54 anos, em 28 de outubro de 2023.
Iwamasa esteve ao lado de Perry nos últimos dias de sua vida, atuando como seu cúmplice, entregador de drogas e médico informal. Ele foi a última pessoa a ver Perry vivo e foi quem o encontrou morto em sua jacuzzi.
Agora no g1
Iwamasa esteve ao lado de Perry durante os últimos dias de sua vida, atuando como seu cúmplice, entregador de drogas e médico informal. Ele foi a última pessoa a ver Perry vivo e foi quem o encontrou morto em sua jacuzzi.
Iwamasa foi a primeira pessoa a chegar a um acordo com os promotores, declarando-se culpado em agosto de 2024 por uma acusação de conspiração para distribuir cetamina resultando em morte, e tornou-se a testemunha mais importante da acusação.
Os advogados de Iwamasa afirmaram em um documento judicial que ele era um funcionário que cumpria ordens do empregador e que tinha uma “vulnerabilidade particular” em seu relacionamento com Perry. “Em resumo, ele não conseguia ‘simplesmente dizer não’. Essa incapacidade teve consequências trágicas.”
Os familiares de Perry, alguns dos quais podem depor no tribunal, deixaram claro em cartas ao juiz que não culpam ninguém mais por sua morte do que Iwamasa — um amigo de longa data que eles acreditavam que ajudaria o ator a manter a sobriedade, mas que, em vez disso, cedeu aos piores impulsos de um viciado de longa data.
“Mathew confiava em Kenny. Nós confiávamos em Kenny. O trabalho mais importante de Kenny — de longe — era ser o companheiro e guardião do meu filho em sua luta contra o vício”, escreveu a mãe de Perry, Suzanne Morrison. “Confiamos em um homem sem consciência, e meu filho pagou o preço.”
Traficante também foi condenada
Perry contratou Iwamasa em 2022 e pagava a ele US$ 150.000 por ano para morar em sua casa em Los Angeles e trabalhar como seu assistente.
O ator vinha usando cetamina, um anestésico cirúrgico, legalmente para tratar a depressão. Trata-se de um uso não convencional cada vez mais comum. Mas ele queria mais do que seu médico lhe prescrevia.
De acordo com o acordo de confissão de culpa de Iwamasa, ele comprou cetamina ilegalmente de outro médico, Salvador Plasencia, que o ensinou a injetá-la. Plasencia foi condenado a dois anos e meio de prisão em julho.
Iwamasa também começou a comprar cetamina de Erik Fleming, um conhecido de Perry, que a obtinha de um traficante de rua. Fleming foi condenado a dois anos de prisão há duas semanas.
Rainha da cetamina foi sentenciada a 15 anos de prisão por morte de Matthew Perry
Montagem/g1
A traficante, Jasveen Sangha, apelidada de “Rainha da Cetamina”, foi condenada a 15 anos em 8 de abril.
Nos últimos dias de vida de Perry, Iwamasa o injetava de seis a oito vezes por dia. Em 23 de outubro de 2023, ele injetou uma grande dose no ator de 54 anos e saiu para fazer compras. Ao retornar, encontrou Perry morto na jacuzzi. O Instituto Médico Legal do Condado de Los Angeles concluiu que a cetamina foi a causa primária da morte. Afogamento foi uma causa secundária.
Inicialmente, Iwamasa mentiu para a polícia, omitindo a cetamina da lista de medicamentos que Perry usava e não mencionando nada sobre suas injeções. Mas, quando os investigadores cumpriram um mandado de busca em janeiro de 2024, ele começou a confessar.
Perry se tornou uma das maiores estrelas de sua geração, ao lado de Courteney Cox, Jennifer Aniston, Matt LeBlanc, David Schwimmer e Lisa Kudrow, em “Friends”, a sitcom de grande sucesso da NBC que foi ao ar de 1994 a 2004.

Fonte: G1 Entretenimento

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Baixista prodígio, Michael Pipoquinha prepara álbum autoral em que canta Djavan e faz feat com Juliana Linhares


Michael Pipoquinha grava álbum, previsto para o segundo semestre, com músicas autorais e releitura de tema de Djavan
Pepe Rodrigues / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Nascido em 1996 em Limoeiro do Norte (CE), cidade do interior do Ceará, o baixista, cantor e compositor Michael Pipoquinha prepara para o segundo semestre um álbum com músicas autorais com o intuito de celebrar os 30 anos e a expansão da carreira.
No álbum, o artista canta música pouco conhecida de Djavan – “Lugar comum”, lançada pelo autor há 25 anos no álbum “Milagreiro” (2001) – e faz feat com a cantora Juliana Linhares em composição de lavra própria, “Que papo é esse?”, gravada com o toque da guitarra de Munir Hossn, multi-instrumentista paranaense de ascendência libanesa.
Outras músicas do álbum são “Talvez um dia” – música de Pipoquinha com letra escrita pelo compositor em parceria com Mari Jasca e Wilson Bebel – e “Mamãe Luiza”, faixa gravada com a adesão do cantor Richard Bona.
Prodígio no toque do baixo, tendo começado a se apresentar em público em 2007, quando tinha apenas 11 anos, Michael Lima e Silva – nome de batismo de Pipoquinha, filho do também baixista Elisvan Silva, conhecido como Pipoca – lançou o primeiro álbum em 2014, “Cearensinho”, de título alusivo à origem cearense do músico.
De lá para cá, Pipoquinha fez nome na cena jazzística brasileira com virtuosismo que também ecoou fora do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Luisa Arraes interpretará Cássia Eller em cinebiografia; veja fotos da transformação


Luisa Arraes será Cássia Eller em cinebiografia: ‘Símbolo atemporal de liberdade’
Divulgação
A atriz Luisa Arraes será a responsável por dar vida a Cássia Eller nos cinemas.
O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (27) pela distribuidora H2O Films, que confirmou a escolha da protagonista após uma bateria de testes para o papel.
O longa-metragem “Cássia – O Filme “, que terá a direção do cineasta Diego Freitas, pretende resgatar a trajetória de uma das vozes mais potentes e revolucionárias do rock e da MPB.
O vídeo divulgado nas redes sociais da distribuidora mostra imagens de arquivo da cantora e depoimentos do diretor e de Maria Eugênia, ex-companheira de Cássia Eller.
“Escolhemos a Luisa porque ela tem uma energia parecida com a de Cássia”, contou Maria Eugênia.
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Luisa Arraes como Cássia Eller: veja fotos
Luisa Arraes como Cássia Eller para a cinebiografia da cantora. Filme ainda não tem data de lançamento.
Divulgação
Luisa Arraes como Cássia Eller para a cinebiografia da cantora. Filme ainda não tem data de lançamento.
Divulgação
Luisa Arraes como Cássia Eller para a cinebiografia da cantora. Filme ainda não tem data de lançamento.
Divulgação
Aos 32 anos, a carioca Luisa Arraes possui um currículo sólido no teatro, na televisão e no cinema brasileiro, tendo integrado o elenco de produções como o filme “Grande Sertão” (2024) e novelas como “Babilônia” (2015) e “No Rancho Fundo” (2024) .
Ela será comandada por Diego Freitas, diretor paulista conhecido por longas de suspense e drama como “O Lado Bom de Ser Traída” (2023) e “Depois do Universo” (2022).
A cinebiografia de Cássia Eller ainda não tem data de lançamento.

Fonte: G1 Entretenimento

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Roubo no Museu do Louvre, em Paris, vai virar filme e série documental


Ladrões invadem o Louvre e levam joias da monarquia francesa
O espetacular roubo no Museu do Louvre, em Paris, em outubro de 2025, será tema de um filme e de uma série documental baseada em um livro escrito por três jornalistas, informou a editora Flammarion nesta terça-feira (26).
Os direitos de adaptação de “Main basse sur le Louvre” (Pilhagem no Louvre, em tradução literal) foram cedidos pela Flammarion à produtora Iconoclast para o longa-metragem, que será dirigido por Romain Gavras, e a um produtor britânico para a série documental.
Por enquanto, não foram divulgados título, data de estreia ou elenco do filme de Gavras, diretor de obras como “Nosso dia chegará”( 2010) e “Athena” (2022), entre outras.
Em seu livro, os jornalistas Jean Michel Décugis (jornal Le Parisien), Jérémie Pham Lê (Le Monde) e Nicolas Torrent (revista Paris Match) relatam como alguns “ladrões de galinhas” conseguiram entrar, em 19 de outubro, na Galeria de Apolo para roubar joias da Coroa com valor estimado em 88 milhões de euros (R$ 510 milhões, na cotação atual).
O Louvre, em Paris, é o museu mais visitado do mundo. Foto de arquivo de 17 de novembro de 2025
REUTERS – Abdul Saboor
O roubo causou grande surpresa e desencadeou uma crise dentro do Museu do Louvre, que levou à substituição de sua presidente, Laurence des Cars.
Após sete meses de investigação e a prisão dos principais suspeitos, a busca pelas joias se transformou em um enigma complexo que desconcerta os investigadores.
Segundo os autores, o caso demonstra que o roubo de obras de arte se tornou mais um negócio dentro do crime organizado. “O submundo do crime encontrou uma nova mina de ouro”, afirmam.
Foto mostra janela por onde entraram os ladrões do Museu do Louvre
Gonzalo Fuentes/Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Vicente Barreto e Zeca Baleiro reativam memórias do interior nas parcerias que compõem o álbum em dupla ‘Sembal’


Vicente Barreto (à esquerda) e Zeca Baleiro lançam amanhã, quinta-feira, 28 de maio, o álbum ‘Sembal’ com 12 parcerias dos artistas
Fernanda Tein / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O cantor e compositor baiano Vicente Barreto vivenciou pico de popularidade na carreira no biênio 1981 / 1982. Além de ter lançado o álbum “Vicente Barreto” em 1981 com músicas populares no circuito maranhense, como “Dia de cão” e “Vou pra Campinas”, o artista viu a composição “Tropicana”, parceria com Alceu Valença, virar sucesso nacional na voz de Alceu.
Foi naquela primeira metade dos 1980 que Zeca Baleiro – então um garoto que amava Luiz Gonzaga (1912 – 1989) e Zé Ramalho – viu alguns shows apresentados por Barreto no Maranhão natal sem imaginar que, mais de 40 anos depois, já estabelecido como cantor e compositor, iria lançar álbum com Vicente Barreto, “Sembal”.
No mundo a partir de amanhã, 28 de maio, o álbum “Sembal” apresenta 12 músicas compostas por Vicente Barreto e Zeca Baleiro, firmando parceria iniciada em 2010, ano em que os artistas se conheceram, apresentados pelo produtor Helton Altman. Contudo, a parceria somente engrenou a partir dos correntes anos 2020, durante a pandemia de covid-19, quando a cantora Luzia Dvorek repôs os dois artistas em contato.
De lá para cá, Vicente Barreto e Zeca Baleiro compuseram mais de 30 músicas, com melodias de Barreto letradas por Baleiro. Da safra farta, 12 foram (re)colhidas para compor o repertório inteiramente autoral do álbum “Sembal”, sendo que outras quatro músicas – “Zigue-zague” (2024), “Êh flor” (2024), “Flor de cimento” (2022) e “Saudade de te ver, Paraíba” (2024) – já tinham sido gravadas recentemente nos dois últimos álbuns de Barreto, “Paleolírico” (2022) e “Na força e na fé” (2024), as duas últimas em dueto com o próprio Baleiro.
Vicente Barreto (à esquerda) assina as melodias enquanto Zeca Baleiro é o autor das letras das 12 músicas do álbum ‘Sembal’
Luan Cardoso / Divulgação
No álbum “Sembal”, Vicente Barreto e Zeca Baleiro reativam memórias do interior ao longo das 12 músicas – “Areia do mar”, “Circo sultão”, “De mala, de cuia e chapéu”, “Homem parado olhando o céu”, “Mascate”, “Quisera”, “Ó Deus”, “Prece à chuva”, “Nó da cana”, “Rumo da venta” e “Vento bom”, além da música-título “Sembal” – que compõem o repertório autoral do disco.
“Eu fazia uma melodia e mandava. Às vezes a resposta vinha rápido, às vezes demorava, mas aquilo foi criando uma história. As letras tinham um sentimento em comum, uma coisa do interior, nordestina”, situa Vicente Barreto. “A melodia já vinha com uma narrativa forte. Mesmo eu hoje sendo um cara urbano, aquilo me levava para um imaginário do interior: circo, povoado, histórias de infância. A gente percebeu que, mesmo de lugares diferentes, tinha uma vivência comum”, corrobora Zeca Baleiro.
Gravado com produção musical de Rafa Barreto (violão, guitarra, banjo, synth, minimoog, piano, rabeca e baixo), o álbum “Sembal” tem o toque da bateria e das percussões de Thiago Big Rabello.
Capa do álbum ‘Sembal’, de Vicente Barreto e Zeca Baleiro
Fernanda Tein / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento