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6 meses após cancelamento, maior festival de rap do país segue sem pagar artistas e reembolsos


Cena 2k25 é marcado por cancelamentos, brigas e problemas na organização
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Em novembro de 2025, a Neo Química Arena, em São Paulo, recebeu a 4ª edição do festival Cena 2K, o principal evento de rap do Brasil. Marcado por atrasos, briga nos bastidores e o cancelamento do último dos três dias de shows, o evento segue com contas a pagar com artistas, fornecedores e público.
O g1 falou com envolvidos que não receberam valores combinados, incluindo cachês e estorno de ingresso. Dezenas de pessoas dos mais variados estados recorreram à Justiça buscando reaver o dinheiro pago para aproveitar os shows.
A Bilheteria Digital, responsável pela venda de ingressos, informou ao g1 em nota que “atuou estritamente como plataforma de intermediação para a venda de ingressos”.
“A empresa informa que a totalidade dos valores arrecadados foi integralmente repassada para a organização do festival, tendo a Bilheteria Digital cumprido todas as suas obrigações.”
Agora no g1
A empresa explicou também que, “semanas antes do cancelamento definitivo, o contrato de prestação de serviços entre as partes foi formalmente rescindido em comum acordo”.
Os representantes do Cena Festival (Alex Ribeiro, Gabriel Romano e Jé Santiago) foram contatados pelo g1 na última terça-feira (19) e, desde sexta-feira (22), afirmaram que enviariam uma nota com esclarecimentos, mas não retornaram até a conclusão desta reportagem. O espaço será atualizado caso haja resposta dos envolvidos.
Mudança de datas e primeiros processos
Em 2019, o festival Cena 2k realizou sua primeira edição tendo como principal destaque Quavo, conhecido por integrar o trio Migos, um dos grandes nomes do hip hop mundial. Além da atração internacional, o evento também contou com estrelas do rap nacional, como Djonga, Filipe Ret, L7nnon e outros.
Em 2022, já no pós-pandemia, o evento cresceu ainda mais, trazendo o norte-americano Playboi Carti, Racionais MCs, Karol Conká e MC Cabelinho. Nos últimos anos, o evento já estava consolidado entre os principais eventos da cultura hip-hop no país, sempre mesclando nomes internacionais e nacionais.
Imagem do público na segunda noite do Festival Cena 2K, que aconteceu na Neo Química Arena, em Itaquera
Reprodução/Instagram
No entanto, já corria nos bastidores a informação de que o evento enfrentava problemas de fluxo de caixa e com seus investidores da Four Even, empresa do segmento do sertanejo. O g1 apurou que, nos últimos anos, a empresa foi contra realização do festival por considerar o retorno financeiro baixo.
Em 2025, o primeiro problema surgiu antes mesmo da data prevista para início do evento. Inicialmente previsto para os dias 28, 29 e 30 de novembro, o festival mudou para os dias 21, 22 e 23 de novembro por problemas de agenda com a tabela de jogos do Corinthians, clube que manda suas partidas na Neo Química Arena.
A mudança de datas gerou reclamações. Parte do público tentou cancelar a compra dos ingressos e reaver os valores, mas não obteve sucesso. Foi o caso de Maria Clara Alencar, que comprou dois ingressos na pré-venda, no valor de R$ 403 via PIX.
Com a mudança de data, ela não conseguiria comparecer ao evento e pediu reembolso.
O g1 conversou Juciara Abreu, advogada que representa Maria Clara. Ela explicou que sua cliente tentou um pedido de reembolso via Procon, mas a Bilheteria Digital informou que é apenas intermediária e que reembolsos são de responsabilidade do produtor do evento.
Desde então, Juciara diz que não recebeu nenhum retorno do festival. O caso agora está na Justiça, onde ela busca indenização por danos morais para Maria Clara.
Além dos problemas gerados pela alteração de data, o Cena 2K perdeu a parceria com a Bilheteria Digital na semana anterior ao festival, o que impactou diretamente o caixa do evento.
Entre o final de setembro e o início de outubro, o festival já enfrentava problemas legais pois os advogados que cuidavam das questões jurídicas e contratos com artistas encerraram a parceria com o evento.
Segundo o g1 apurou, o problema se deu pois um dos profissionais do escritório contratado, que é judeu, se incomodou com a negociação de representantes do Cena 2K com o rapper Kanye West, que no passado fez uma série de comentários antissemitas e chegou a vender uma camisa com o símbolo da suástica e lançou uma canção com o nome “Heil Hitler”, uma saudação nazista.
Sem advogados, o evento negociou os últimos detalhes das apresentações e pagamento de cachês via WhatsApp, sem formalizações legais.
Problemas do início ao fim
Mesmo com muita desconfiança e problemas nos bastidores, o festival teve início no dia 21 de novembro de 2025. Ao todo, mais de 120 artistas foram anunciados para os três dias de evento, que contou com dois palcos: Trap Hits e Palco Cena.
A grade horária foi divulgada horas antes do início do evento. Fãs relataram que vários shows de artistas menores tiveram o microfone cortado, sob vaias da plateia. Nesse dia, o artista Ryu, The Runner disse que teve seu show cancelado de última hora pelo festival, sem explicações.
Nicole Kirsanoff trabalhou na produção do evento. Ela conta ao g1 que, desde o primeiro momento, faltava tudo: desde pulseiras para autorizar a entrada de artistas e equipe até o pagamento de fornecedores.
Segundo o g1 apurou, ao menos seis artistas não foram pagos pelo festival. Foi o caso de Yuri Redicopa, que acordou com a produção do Cena 2K um cachê de R$ 15 mil para se apresentar no primeiro dia de evento. Ele recebeu apenas um sinal de R$ 700.
Ao g1, a produção do artista diz que investiu mais de R$ 40 mil para realização do espetáculo e ainda precisou arcar com parte da pirotecnia da apresentação (custo que seria do evento). Eles tentam receber os cerca de R$ 14 mil restantes do cachê na Justiça.
Nas redes sociais, a rapper Nanda Tsunami também reclamou que não recebeu seu cachê e cobrou os organizadores do evento.
No segundo dia, os horários não foram divulgados oficialmente. Vários artistas tiveram que anunciar por conta própria, em suas redes sociais, quando e em que palco se apresentariam — alguns, inclusive, com informações conflitantes.
Nenhum dos grandes nomes internacionais chegou a subir no palco. Em cima da hora, o festival anunciou o cancelamento do headliner Young Thug, bem como A$ap Ferg, Oodaredevil e Zukenee por “motivos internos e externos”. O músico Lil Gotit publicou que não viria por “razões do festival”.
Já no fim do sábado, uma briga generalizada nos bastidores entre a equipe do rapper Major RD e seguranças do local gerou problemas com a administração da Neo Química Arena. Vidros e outros objetos foram quebrados durante a confusão.
Ao g1, Major RD disse que a discussão nos bastidores no festival começou quando ele foi impedido de entrar no próprio camarim.
Com falta de pagamento da estrutura básica, como primeiros socorros e montagem de palcos, além de fornecedores e os próprios artistas, o domingo começou com incerteza sobre a apresentação. Mesmo com dúvidas sobre a realização das apresentações, o evento não fornecia informações.
Até que às 13h, a Neo Química Arena publicou uma nota afirmando que, após vistoria da Polícia Militar, o evento estava cancelado.
“A avaliação da PM foi a de que o evento não oferece os serviços médicos necessários para os presentes, contrapartidas obrigatórias da organização para a realização do festival e que eram de responsabilidade do Cena 2K”, disse o comunicado.
O g1 tentou contato com a Neo Química Arena, mas não houve retorno. O espaço segue aberto caso.
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Nicole diz que chegou a ir para o local do evento para receber o valor combinado pelo seu trabalho na produção. Até o momento, dos cerca de R$ 3 mil acordados, ela aguarda o pagamento de R$ 600 restantes.
“Foi tudo muito confuso, era tudo muito bagunçado. Por excesso de artistas, eles foram forçando que o evento começasse cada vez mais cedo, mais cedo. Até que chegou num ponto que teve artista se apresentando com os portões fechados. Eles não pagaram seguranças, produtores, nada”, explica Nicole.
Seis meses depois, o evento enfrenta dezenas de processos na Justiça, a maioria cobrando pelos reembolsos de ingressos.
Ícaro Lamas, advogado que representa uma série de pessoas que não conseguiram o reembolso do ingresso, afirmou ao g1 que, até o momento, não conseguiu retorno do evento ou da Bilheteria Digital.
“O festival deixou todos os consumidores no escuro, sem transparência nenhuma sobre os cancelamentos. No caso, é aplicado o Código de Defesa do Consumidor, que protege os consumidores nessa situação, autorizando o reembolso do ingresso pago, de todos os gastos para ida ao festival (passagens, estadia…) e indenização por danos morais, diante da falha de serviço das empresas envolvidas e frustração da expectativa de quem comprou o ingresso.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Jota Quest canta Tim Maia em inglês, em feat com Mãeana, no álbum em que o grupo grava músicas do compositor


Jota Quest apresenta duas músicas do álbum em que canta Tim Maia (1942 – 1998) em single programado para quinta-feira, 28 de maio
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♫ NOTÍCIA
♬ O grupo Jota Quest retoma a divulgação do ainda inédito álbum em que o quinteto canta o repertório de Tim Maia (1942 – 1998), um dos artistas pioneiros na construção do universo do funk e do soul brasileiros na virada dos anos 1960 para a década de 1970.
Quase seis meses após o lançamento em 4 de dezembro do single “Acenda o farol” (2025), com gravação no qual a banda tangenciou a fronteira do cover ao reavivar esse funk disco gravado pelo cantor e compositor carioca no álbum “Tim Maia disco club” (1978), Rogério Flausino (voz), Marco Túlio Lara (guitarra), Marcio Buzelin (teclados), PJ (baixo) e Paulinho Fonseca (bateria) apresentam mais duas músicas do álbum em single programado para as 21h de quinta-feira, 28 de maio.
No bundle (jargão fonográfico que caracteriza single com duas ou três músicas de álbum ainda inédito), a banda revela as gravações da melancólica balada “Você” e do bilíngue samba-soul “I don’t know what to do with myself”, parceria de Tim com Hyldon, de refrão composto em inglês.
Ambas as músicas foram gravadas por Tim no segundo álbum do cantor, intitulado “Tim Maia” e lançado em 1971. As duas músicas figuram no lado B da edição original do álbum em LP .Só que “Você” já não era inédita quando foi gravada por Tim.
Em 1969, o compositor ofereceu a canção a Roberto Carlos, que pediu a Tim um tema com mais suingue e ganhou o funk “Não vou ficar”. Com a recusa de Roberto, “Você” foi parar no álbum “A onda é boogaloo”, álbum de funk e soul lançado pelo cantor Eduardo Araújo naquele ano de 1969.
No entanto, apesar da beleza da melodia, a canção passou despercebida com Araújo e somente ganhou projeção na voz de Tim Maia no já mencionado álbum de 1971, 15 anos antes de “Você” ressurgir na cadência do reggae em gravação feita pela banda Paralamas do Sucesso para o álbum “Selvagem?” (1986).
Já a música “I don’t know what to do with myself” permaneceu como um lado B do repertório de Tim Maia, tendo sido gravada somente por Tim e pelo parceiro Hyldon. A versão de “I don’t know what to do with myself” com o Jota Quest junta o grupo com a cantora Mãeana, no primeiro feat revelado do álbum em que a banda rebobina o repertório de Tim Maia com devoção ao cantor.

Fonte: G1 Entretenimento

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Filho de Ozzy Osbourne se defende após ser detonado por citar criação de avatar do pai feito por IA


Ozzy Osbourne durante sua apresentação no festival Monsters of Rock, em São Paulo, em abril de 2015
JF Diorio/Estadão Conteúdo
Filho do cantor Ozzy Osbourne, Jack Osbourne se defendeu das críticas que recebeu de fãs do ex-vocalista do Black Sabbath ao defender a ideia da criação de um avatar do seu pai feito por IA.
Ozzy Osbourne morreu em julho de 2025, aos 76 anos. Ele foi diagnosticado com Parkinson em 2019, já passou por diversas cirurgias e chegou a declarar que não conseguia mais andar.
Em um vídeo publicado no seu canal oficial do YouTube, ele explicou que a criação não seria feita apenas com um prompt no ChatGPT.
“Vamos trabalhar com tecnologia de ponta, vai ficar algo muito próximo da realidade. E [o avatar] vai ter uma utilização incrível.”
Agora no g1
No dia 20 de maio, durante evento em Las Vegas, Jack e Sharon Osbourne, viúva de Ozzy, anunciaram que o espólio do cantor trabalhava na criação de um avatar do cantor, em parceria com as empresas Hyperreal e Proto Hologram.
A Hyperreal já criou avatares do rapper Notorious BIG, do jogador de futebol argentino Lionel Messi e Stan Lee, criador da Marvel.
Segundo a empresa Hyperreal informou à revista norte-americana Billboard, o avatar de Ozzy poderá se mexer e conversar com fãs “como Ozzy faria”. A ideia é que o avatar seja lançado nos EUA e no Reino Unido ainda em 2026.
“Cada elemento deste avatar foi construído exclusivamente a partir de material original autenticado e aprovado: selecionado, autorizado e controlado pelas pessoas que mais o amam.”, disse à Billboard o CEO da Hyperreal, Remington Scott.
Nas redes sociais, fãs criticaram a decisão da família de Ozzy de “recriar” o cantor por meio de um avatar feito por IA.
Com termos como “gananciosos” e “sem noção”, os fãs apontaram que era “impossível recriar algo tão genuíno como Ozzy foi”.
No vídeo publicado por Jack no YouTube, o comentário mais curtido é: “Diz para sua mãe que não queremos nenhuma IA do Ozzy!”

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta apresenta o show da ‘Equilibrium tour’ em agosto por cinco cidades


Anitta estreia o show da ‘Equilibrium tour’ em 1º de agosto, em Porto Alegre (RS)
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♫ NOTÍCIA
♬ Álbum mais brasileiro de Anitta, “Equilibrium” (2026) gera show que estreia no Brasil em turnê que, por ora, inclui apresentações somente em cinco cidades do país ao longo dos cinco sábados do mês de agosto.
Os locais do shows da “Equilibrium tour” ainda não foram anunciados, mas já se sabe que haverá apresentações em Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Niterói (RJ) e Salvador (BA) em 1º, 8, 15, 22 e 29 de agosto, respectivamente. A abertura das vendas dos ingressos está programada para as 12h de quinta-feira, 28 de maio.
Até o momento, inexistem sinais de que haverá mais apresentações do show da “Equilibrium tour”. É provável que a intenção de Anitta seja fazer o show em circuito limitado, como experiência quase exclusiva, para atrair somente quem se identificou de fato com a brasilidade do álbum “Equilibrium”.

Fonte: G1 Entretenimento

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C6 Fest 2026: o que deu certo e o que pode melhorar no festival mais ‘fino’ do Brasil


The XX foi uma das principais atrações do C6 Fest 2026
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Desde sua estreia em 2023, o C6 Fest, em São Paulo, se consolidou como um festival de ótimas atrações – não há texto elogioso sobre o evento que não cite a palavra “curadoria”.
A essa altura, é o tipo de evento que dá pra comprar de olhos fechados, sabendo que não vão faltar bons shows, desde o jazz no auditório até o rock, indie pop e eletrônica nos palcos externos.
Na edição de 2026, que aconteceu entre os dias 21 e 24 de maio, não foi diferente. Entre clássicos como Robert Plant (que se apresentou com a banda Saving Grace e Suzi Dian) e novidades como a francesa Oklou, o festival conciliou nomes de diferentes tamanhos e públicos e garantiu, pela primeira vez, um dia esgotado (o domingo).
O festival é “fino”, astral, e é um dos melhores do Brasil — justamente por entender o seu tamanho e, fundado por um banco, ter recursos para priorizar a qualidade acima do lucro. É um privilégio raro para festivais, que às vezes têm que “se vender” para se manter de pé e equilibrar as contas.
Neste ano, foi uma edição quase perfeita, com pequenos problemas que não tiraram a qualidade, mas podem melhorar a experiência do público nos próximos anos. Veja, abaixo, o que deu certo e o que pode melhorar no C6:
O que deu certo
Oklou, cantora francesa, no C6 Fest
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Esgotado, mas sem ‘treta’
Mesmo com ingressos esgotados no domingo, a experiência no público nunca foi desagradável no sentido de lotação: as atrações do C6 reuniram fãs, sim, mas sem confusões na grade ou plateia abarrotada.
Essa é uma característica do C6, aliás. O line-up sempre tem nomes com público, mas que não costumam atrair uma galera fanática. Isso garante uma experiência sempre confortável para a plateia, que vê os shows sem grandes problemas.
Ótimos shows
Pode soar repetitivo, mas sempre é preciso elogiar os shows do C6. Em muitos sentidos, o festival faz o que o Primavera Sound ainda batalha para fazer bem no Brasil: traz ótimas atrações de diferentes gêneros, com uma linha de curadoria coerente e com espaço para shows intimistas de jazz.
Neste ano, o festival teve alguns dos seus melhores shows, com The XX, Oklou, Robert Plant e Cameron Winter (do Geese) entre os destaques.
Robert Plant se apresenta no C6 Fest 2026
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Parque ainda é o melhor
O espaço do Parque Ibirapuera, que sedia o evento desde o início em São Paulo, é o que mais valoriza o festival. Enquanto outros festivais internacionais da cidade acontecem no Autódromo de Interlagos, o C6 se destaca por acontecer em um espaço bem localizado, organizado e plano.
Também são destaques os palcos belíssimos (caso da arena Heineken, que usa o espaço do auditório para enormes projeções) e o auditório, que recebe os shows que exigem atenção ao detalhe.
O que ainda pode melhorar
(Leve) perrengue
Neste ano, o C6 teve um leve perrengue no sábado (23), com uma grande chuva que atrapalhou os primeiros shows e forçou o público a se “esconder” onde podia. Quem perdeu muito com isso foi a ganense Amaarae, que viu seu público dispersar ao longo do show.
Quase não havia proteção para “proteger” do temporal, e a organização até distribuiu capas de chuva, mas logo acabaram.
Mais tarde, claro, o parque virou um lamaçal. Os tablados espalhados em frente aos palcos ajudaram, mas não resolveram totalmente. Para as próximas edições, pode ser preciso aumentar as áreas cobertas.
Volume baixo e público que não engajou
Conversa em show sempre tem, mas em algumas apresentações na arena externa, o som estava consideravelmente mais baixo que a voz da galera.
Foi um problema tanto do volume do som quanto do público, que muitas vezes não se preocupava em fazer silêncio para ouvir Robert Plant cantar. Ou Russo Passapusso, líder do Baianasystem, com notória dificuldade para conseguir uma resposta do público à altura da energia das músicas.
Essa característica não é de hoje. Em 2025, o g1 apontou que um lado negativo do festival foi a grande quantidade de convidados da organização e dos patrocinadores. A impressão é que muita gente vai para a resenha, não para curtir os shows.
Bem no final de semana da virada…
A grande crítica a essa edição é a escolha de datas. Um festival em maio é bem-vindo, já que os outros se concentram no início e no fim do ano, e o clima frio combina com a “vibe” do C6.
Mas assim como em 2025, o festival coincidiu com a Virada Cultural de São Paulo, maior evento gratuito da cidade. É uma pena que, quando São Paulo pulsa cultura, o público tenha que escolher entre os eventos.
Magdalena Bay se apresenta no C6 Fest 2026
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Nave da nova turnê poderá passar sobre a cabeça do público durante shows, diz artista


O Último Voo da Nave! A Rainha Xuxa revela os bastidores do novo show e abre seu baú de relíquias
A nave da nova turnê de Xuxa Meneghel poderá passar sobre a cabeça do público durante os shows da megaturnê “O Último Voo da Nave”. A informação foi revelada pela apresentadora em entrevista ao Fantástico.
A estrutura está sendo construída em Amsterdã e terá o dobro do tamanho da nave original, que marcou gerações de brasileiros nos programas infantis da TV. Segundo Xuxa, a nova versão também contará com um formato em 360 graus para ampliar a interação com o público.
“Ela vai fazer esse voo enlouquecedor”, afirmou a apresentadora sobre a estrutura do espetáculo.
Nova nave de Xuxa poderá voar sobre a plateia em megaturnê
Reprodução/TV Globo
A turnê estreia em julho, com dois shows em São Paulo, e depois segue para cidades como Curitiba e Belo Horizonte até chegar ao Maracanã, em dezembro.
A direção do espetáculo é assinada por Kley Tarcitano, ex-baixinho da Xuxa que atualmente trabalha nos Estados Unidos e já participou de apresentações de Jennifer Lopez e de shows do intervalo do Super Bowl.
Além dos efeitos da nova nave, a turnê promete reunir músicas nunca apresentadas ao vivo e a participação de ex-Paquitas no palco.
Xuxa abre acervo inédito e revela bastidores da megaturnê ‘Último Voo da Nave’
Reprodução/TV Globo
Xuxa abre acervo inédito e revela bastidores da megaturnê ‘Último Voo da Nave’
Preparação física e músicas inéditas
A apresentadora também contou que vem se preparando fisicamente há mais de um ano para a maratona de apresentações. “Vou ter que aprender de novo as coreografias, vou ter que dançar”, disse.
Ela afirmou que faz pilates e exercícios diariamente para conseguir encarar os shows.
A turnê também terá músicas que nunca foram apresentadas ao vivo e contará com a presença de ex-Paquitas no palco. “Eu quero me emocionar, quero chorar junto com eles”, afirmou a apresentadora ao falar sobre o reencontro com fãs de diferentes gerações.
No fim da entrevista, Xuxa resumiu a expectativa para o novo projeto: “Eu quero realmente ver as pessoas virarem crianças de novo.”
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico
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ISSO É FANTÁSTICO
O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Larissa Luz amplifica ‘fúria do tambor’ com a energia do rock em ‘Desmonte’, álbum de alta voltagem ideológica


Larissa Luz lança o quarto álbum solo, ‘Desmonte’, na sexta-feira, 29 de maio
Jordan Villas / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Desmonte
Artista: Larissa Luz
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Sete anos após o álbum “Trovão” (2019) e dois após “Fio pavio” (2024), EP que apresentou quatro faixas gravadas com produção musical de Rafa Dias, a cantora e compositora soteropolitana Larissa Luz conserva a alta voltagem da discografia com o álbum “Desmonte”. Na capa, a artista aparece com um megafone, imagem afinada com o conceito de disco que amplifica o discurso de Larissa.
Programado para ser lançado na sexta-feira, 29 de maio, “Desmonte” turbina a fúria dos tambores com a energia do rock, gênero dominante no álbum formatado pelos produtores e arranjadores Danilo Panda e Ícaro Motta com a colaboração de Larissa na criação dos arranjos que dão peso a músicas como “Acorda”, “Intensa” e “Fúria do tambor”, faixa em que se ouve sutil levada de samba, abafada pelo peso do rock.
O trio também assina as composições. É provável que, se desmontadas no formato de voz e violão, as músicas perdessem poder de sedução. No entanto, na arquitetura do álbum, elas funcionam muito bem.
Como exemplifica a faixa de abertura, “D.e.s.m.o.n.t.e”, Larissa Luz flerta com o rock hardcore, veículo para a exposição do discurso altivo da artista. Em “Careta”, a cantora utiliza versos da cantiga popular “Boi da cara preta” para afrontar os machos amedrontados diante do poder feminino.
Quarto álbum solo da discografia de Larissa Luz, “Desmonte” é disco cheio de som e fúria. Em “Sem sal”, a artista questiona a estrutura empresarial do Carnaval de Salvador (BA). Em “Viola”, faixa embasada pela percussão de Lippe Batera, a cantora já avisa de cara que não oferecerá o choro e o lamento esperado do povo negro pela sociedade estruturada em bases racistas.
Por mais que tenha ritmos baianos na gênese do álbum, como o pagodão, como mostram faixas como “Tô me achando”, “Desmonte” pode ser caracterizado como disco de rock, tocado com dose precisa de eletricidade e eletrônica. Danilo Panda (programações e synths) e Ícaro Motta (baixo, guitarra, programações e synths) deram forma a um som em ponto de fervura em sintonia com a quentura do discurso de Larissa, mas sem perder de vista a Bahia, precisamente Salvador (BA), terra natal do ijexá e do samba-reggae.
“Assim como os ritmos baianos, o rock também nasceu de uma matriz negra, mas foi embranquecido ao longo do tempo. O álbum ‘Desmonte’ faz um movimento para trazer isso de volta, para aproximar a transgressão do rock às pulsações do corpo dos gêneros afro-baianos”, conceitua a artista, revelada em escala nacional como vocalista da banda Ara Ketu de 2007 a 2012.
Com dois feats de peso nas duas faixas finais do álbum “Desmonte”, Larissa turbina o discurso de “Antiparasita” com a rapper Áurea Semiseria, potente MC de Salvador (BA). Já “Retomada” traz Zé Atunbí, ex-integrante do grupo Afrocidade, nesse manifesto pelo negro no poder que reitera a força do canto altivo e destemido de Larissa Luz.
Capa do álbum ‘Desmonte’, de Larissa Luz
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Fonte: G1 Entretenimento

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Tadeu Schmidt lamenta morte da mãe aos 92 anos: ‘Tenho muita dificuldade pra aceitar que nunca mais vou te ver’


Tadeu Schmidt lamenta morte da mãe aos 92 anos
Reprodução/Instagram
Na manhã desta segunda-feira (25), Tadeu Schmidt lamentou a morte da mãe aos 92 anos. “Obrigado por tudo, mãe.”
“Eu tenho muita dificuldade pra aceitar que nunca mais vou te ver… O que me consola é pensar que você viveu 92 anos com tantos momentos bonitos, que criou três filhos realizados e felizes, que você viu netos e bisnetos… e que deixou uma lembrança muito forte em todos que conviveram com você. Descanse em paz, Dona Janira”, escreveu o apresentador.
A morte de Janira acontece pouco mais de um mês após a do irmão de Tadeu, o ex-jogador Oscar Schmidt.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gabriel Ganley falou sobre riscos de anabolizantes sete meses antes de morrer: ‘Encurtando 10 anos da minha vida’


Gabriel Ganley em podcast. Influenciador de 22 anos detalhou reflexão sobre efeitos colaterais de longo prazo no coração e no fígado, além do sonho de ser pai
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O fisiculturista Gabriel Ganley, encontrado morto por um amigo no último sábado (23) na Zona Leste de São Paulo, havia feito um desabafo seis meses antes sobre como o uso de substâncias anabolizantes poderia “encurtar” sua vida.
O falecimento do atleta de 22 anos é investigado como morte suspeita pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), após a perícia técnica apreender diversos medicamentos com indícios de serem substâncias hormonais no imóvel onde ele morava.
A reflexão sobre os riscos provocados pelo uso de hormônios sintéticos de alta performance ocorreu durante a participação do atleta no podcast Flow, transmitida em 27 de outubro de 2025.
No episódio intitulado “A nova era do fisiculturismo”, Ganley revelou ter plena consciência de que a escolha de deixar de ser “natural” (jargão utilizado para atletas que não utilizam hormônios sintéticos) reduziria drasticamente sua expectativa de vida.
A transição para a nova rotina de treinos e substâncias havia começado em julho daquele ano.
Ao ser questionado pelo apresentador Igor Coelho sobre quais seriam os efeitos negativos imediatos e de longo prazo da modalidade, o jovem minimizou os danos estéticos superficiais e apontou as complicações severas em órgãos vitais como o verdadeiro preço a ser pago pela carreira:
“Acham que é só tomar [bomba], e não é. O maior efeito negativo é a longo prazo. É problema de coração, de fígado. O verdadeiro B.O. é você saber que está encurtando 10 anos da sua vida. Eu tenho essa consciência. Eu sei que eu quero seguir uma carreira que vai encurtar [a minha vida] em 10, 15 anos.”
Gabriel Ganley tinha sonho de ser pai
Corpo do fisiculturista Gabriel Ganley será cremado nesta segunda, diz família
Durante o relato, o fisiculturista detalhou que a decisão de iniciar os ciclos hormonais aos 22 anos exigiu ponderação, especialmente ao projetar seus objetivos pessoais e o desejo de construir uma família no futuro.
“Você tomar essa decisão com 22 anos é ‘embaçado’. Às vezes eu penso: eu tenho o sonho de ser pai, será que quando eu tiver meu filho e minha filha, vou ver menos 15 anos do meu filho crescer? Botei tudo num papel e falei: vou fazer. Mas foi uma reflexão muito profunda”, desabafou na ocasião.
Ganley também mencionou as reações dermatológicas iniciais que passou a notar após os primeiros três meses de uso contínuo das substâncias:
“Cabelo não caiu nada. Mas espinha… eu tinha a pele lisinha. Começou a crescer espinha. Vou começar a fazer as paradas de creminho. Antes eu cagava. Estou cuidando do corpo, tenho que cuidar da cara também”, relatou.
Morre Gabriel Ganley, fisiculturista e influenciador, aos 22 anos
Reprodução/TV Globo
‘Pressão da mídia’
Ganley apontou o impacto da cobrança do público e das redes sociais após assumir publicamente a transição em sua carreira.
De acordo com o atleta, a cobrança por resultados imediatos operava em uma velocidade diferente da resposta biológica do corpo.
“Midiaticamente falando, fui para o final da fila. A pressão [da mídia] ficou maior. As pessoas dizem: ‘Agora você está tomando bomba, tá ligado? Tem que estar igual ao Ramon [Dino] semana que vem’. Isso tudo era um preço que eu já sabia que eu ia ter que pagar.”
Gabriel Ganley
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Fonte: G1 Entretenimento

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100 artistas, 200 músicas e 12h de duração: como foi camping de produtora de funk após prisões


12h de duração, 200 músicas e 20 clipes: como foi camping de produtora do funk
Durante mais de 12 horas, cerca de 100 artistas estiveram na produtora GR6 para criação de mais de 200 músicas e 20 videoclipes. “O PIB do funk está todo aqui”, brincou Ice Blue, integrante do grupo de rap Racionais MCs e conselheiro da empresa.
Realizado na última quarta-feira (20) com o nome de “O Homem Tá Na Casa”, o camping (nome dado a um evento que reúne produtores, compositores e intérpretes para produção de músicas) tinha no convite uma foto de Rodrigo Oliveira, presidente da empresa e que ficou preso durante 28 dias por consequência da Operação Narco Fluxo, que apura suposta ligação de artistas e empresários com uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.
Outros investigados do caso, como Henrique Oliveira, o Rato Love Funk, e MC Ryan SP, estiveram na empresa para acompanhar as músicas que nasciam ali. Além de mostrar como a máquina do funk tem capacidade para produzir música em escala industrial, o evento também serviu como uma espécie de “abraço coletivo” a Rodrigo GR6.
O g1 acompanhou a movimentação a partir das 22h, horário de pico do camping, que começou por volta das 15h na sede da produtora, localizada na Zona Norte de São Paulo.
Flyer do evento “O Homem Está Na Casa”
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A GR6 tem como espaço uma casa ampla de três andares, com cerca de 10 estúdios fixos, além de um galpão que é utilizado para produção de videoclipes. Durante o camping, salas de reunião e cabines de ligação se tornaram estúdios improvisados. Ao todo, eram 30 espaços para gravação de músicas.
Estava muito difícil andar pelos corredores da empresa por conta do acúmulo de pessoas (contando a parcela relevante de curiosos e amigos de amigos).
Passaram pelo local funkeiros com longa trajetória, caso de MC Guimê, MC Rodolfinho e MC Livinho, artistas da nova geração, como MC Tuto e MC Joãozinho VT e muitos artistas que buscavam ali uma primeira oportunidade de gravar com seu artista favorito.
Como o elenco da produtora é composto por quase 100% dos principais artistas do gênero, os campings da GR6 eram basicamente uma “festa da firma”. Mas dessa vez foi diferente. A entrada estava liberada para nomes de outras produtoras (caso de nomes como Guimê e Rato).
A decisão de realizar o camping foi tomada pelo próprio Rodrigo na última segunda-feira (18). Isso foi um sinal de que o empresário queria demonstrar que, mesmo com a prisão recente, sua estrutura de trabalho não tinha sido afetada.
Durante o evento, ele passou por todos os estúdios, deu pitacos e fez da sua própria sala um estúdio que abrigou o produtor DJ Oreia e recebeu os principais nomes da noite.
“A máquina que não para”
Todos os estúdios da GR6 estavam preenchidos. Os locais menores, que na verdade eram cabines onde os vendedores de shows fazem e recebem ligações, tinham espaço para um produtor sentado com seu notebook, uma placa de som e, no máximo, dois MCs. Estúdios maiores cabiam até 20 pessoas.
Com mais de 15 anos de carreira e alguns campings na bagagem, o MC Menor da VG explica que aquele era o evento mais lotado que já presenciou – o que traz coisas boas e ruins.
O MC Menor da VG e o empresário Rodrigo Oliveira
Kaique Silva/Divulgação
O lado bom é a oportunidade de improviso e de criar conexão com novos artistas em meio a agendas lotadas.
“A gente está o tempo todo na estrada ou no palco. Aqui, é um momento que você pode esbarrar com alguém e já fazer uma música.”
Cada MC trabalha de uma maneira diferente. Mas, via de regra, a produção funciona da seguinte maneira:
O produtor apresenta uma batida para o MC fazer sua composição baseada naquela melodia;
Com a letra feita, o MC passa a voz e o produtor vai adaptando o beat durante o processo;
Por conta do tempo, não há processo elaborado de masterização ou mixagem.
Dentro de cada estúdio há um representante da GR6 responsável pelo marketing. Esse profissional cataloga todas as faixas prontas e faz um primeiro filtro sobre qual música deve ser prioridade na divulgação.
Todo o trabalho de marketing é feito só após a gravação. E o grande caso de sucesso dos campings é a canção “Mãe Solteira”, de J.Eskine, MC Davi e MC G15, com produção de DG e Batidão Stronda.
Feita durante um evento em 2025, a música virou um dos hits do Carnaval daquele ano. Vídeos na internet mostram como foi todo o processo criativo (desde os produtores apresentando a melodia aos MCs, até o arranjo das composições).
O improviso é a grande “mágica” do ambiente. O g1 presenciou, por exemplo, o momento em que o produtor Yuri Pedrada apresentava para MC GW uma canção que ele produziu com MC Davi e MC Don Juan.
A faixa, que usa como sample a introdução de “Gasolina”, sucesso do porto-riquenho Daddy Yankee, estava pronta, mas Davi sugeriu ali na hora que GW fizesse uma participação. Tudo no improviso.
Mas essa grande massa criativa trabalhada no improviso também gera um enorme volume de… nada. São vozes que servem apenas de guia ou até músicas finalizadas que ficam abaixo do nível do aceitável e são descartadas ao longo dos próximos dias, quando cada faixa é analisada com mais critério.
Além disso, o entra e sai dos estúdios, além da presença de pessoas não identificadas (fãs, integrantes de equipe e tantos outros) fazem com que o ato de gravar se torne uma tarefa árdua.
“Cansei de começar a cantar e aparecer alguém me dando um tapa nas costas, ou gritando meu nome. Não é legal, mas faz parte da magia”, comenta VG.
“Não para de chegar gente”
Um dos fundadores do Racionais, Ice Blue é um homem negro com mais de 1,80m de altura. Ele não passa sem ser notado por aí, ainda mais num evento de música. Abordado para fotos e conselhos, ele vai falando o que gostou mas, principalmente, o que não gostou.
Antes de conversar com a reportagem, ele comenta, por volta das 2h, que não parava de chegar gente. Era uma mistura de preocupação com a noção de que aquele movimento era necessário. Para quem está com um álbum no forno há mais de três anos, o camping é uma escola diferente.
“Eu sou da escola do analógico, onde tudo leva muito mais tempo. A gente mal tinha estúdio para gravar. O funk sempre teve esse ponto single, de lançar várias músicas. Isso não tira o espaço do trabalho mais elaborado, do álbum. São escolas diferentes que se complementam”, diz.
“A gente entende também que essa coisa de encontrar o amigo e gravar uma música é parte da cultura. Não podemos perder essa essência.”
Foi por volta desse horário que MC Ryan SP chegou no local. Sem interagir ou conversar com quem estava nas áreas comuns, foi até a sala da presidência onde encontrou com Rodrigo e representantes da GR6.
Ryan estava no camping não como cantor, mas como empresário, acompanhando os artistas da sua produtora, a Bololô Records. Entre eles: DJ Japa NK e MC Meno K, responsáveis pelo sucesso “Posso Até Não Te Dar Flores”.
A operação da Polícia Federal que, há cerca de um mês atingiu em cheio a maior empresa e o maior artista do segmento, era um não assunto. Artistas e curiosos não tocavam na questão. Era como se os trabalhadores tivessem a obrigação de manter a máquina funcionando. Custe o que custar.

Fonte: G1 Entretenimento