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O que significa ‘Dark Horse’, título de filme sobre Bolsonaro que tem financiamento investigado


Dino derruba sigilo de ação sobre Dark Horse
Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
Governo Lula torce para STF sair da agenda e investigação da PF sobre financiamento do filme ‘Dark Horse’ dominar as atenções
PF apreende 7 armas durante operação que mira Mario Frias e produtora do filme ‘Dark Horse’
Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos vindos de emendas parlamentares por meio de pagamentos feitos a ONGs.
O que significa ‘Dark Horse”?
Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
Com diretor e protagonista americanos, o filme ainda não tem título em português. Em inglês, “dark horse” é uma expressão usada para se referir a um “azarão”: alguém que entra em uma disputa com poucas chances de vencer, mas pode surpreender.
O sentido do título combina com a sinopse divulgada pelo site Deadline, que apresenta Bolsonaro como uma figura desacreditada que contrariou expectativas em sua trajetória política:
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação.”
O diretor da obra, Cyrus Nowrasteh, também falou sobre o conceito.
“A história da ascensão improvável de Jair Bolsonaro e o atentado que sofreu em 2018 serviram de base para investigar até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservarem — e como um político pode se tornar o receptáculo das esperanças e medos de uma nação”, afirmou ele ao Deadline.
Quais artistas estão envolvidos no filme?
A biografia é estrelada por Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ator americano de 57 anos é mais conhecido por “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes mais conservadores nos últimos anos, como “Som da liberdade” (2023).
Na direção está Cyrus Nowrasteh, um cineasta americano de 69 anos de filmes para a TV, como “Depois do atentado”, e para o cinema, como “O apedrejamento de Soraya M.”. Ele já esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao escrever o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Monique Gardenberg.
Ele assina o roteiro de “Dark Horse” com Mark Nowrasteh, baseado em argumento escrito por Mario Frias, ator e ex-secretário da Cultura durante o governo de Bolsonaro.
O elenco ainda tem Esai Morales (“Missão: Impossível – O Acerto Final”), Lynn Collins (“The Walking Dead”), Camille Guaty (“Duster”) como Michelle Bolsonaro e Jeffrey Vincent Parise (“General Hospital”).

Fonte: G1 Entretenimento

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Considerado melhor show do Rock in Rio, Jota Quest foi ‘batizado’ por Tim Maia em festival no RS nos anos 1990; veja VÍDEO do momento


Tim Maia ‘batizou’ Jota Quest após confusão com seguranças em festival no RS
A ligação entre Jota Quest e Tim Maia é muito mais profunda do que a apresentação em que a banda cantou músicas do cantor, eleita pelos leitores do g1 como o melhor show do primeiro fim de semana do Rock in Rio.
A banda ganhou o nome pelo qual ficou conhecida após uma intervenção de Tim Maia durante o festival Planeta Atlântida de 1998, no Rio Grande do Sul. Enquanto os integrantes da banda eram retirados da frente do palco por seguranças, o cantor interveio e chamou o grupo, que ainda se apresentava como J.Quest, de “Jota Quest”.
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O episódio no Planeta Atlântida foi relatado pela banda nas redes sociais e também aparece no documentário “Planeta Atlântida: 30 Verões Criando Memórias”. Imagens de arquivo mostram o momento em que Tim Maia chama os músicos de “Jota Quest” (veja acima).
Aquela era a primeira participação do grupo no festival. Os músicos tinham se apresentado e foram assistir ao show de Tim Maia diante do palco. Como não tinham as credenciais necessárias para permanecer naquela área, os integrantes foram abordados pelos seguranças, que começaram a retirá-los do local. Tim Maia percebeu a movimentação e decidiu intervir.
“Deixa o pessoal do J.Quest à vontade, cara… Valeu, Jota Quest! Canta aí, Jota Quest…”, disse o cantor.
No documentário, o baterista do Jota Quest, Paulinho Fonseca, afirma que aquela foi a primeira vez que os integrantes ouviram Tim Maia pronunciar o nome que seria adotado posteriormente pelo grupo.
“Na verdade, na época, o Jay Quest estava assistindo o show do Tim Maia nas barricadas, ali na frente do palco, e os seguranças não os reconheceram e foram tirá-los dali. Aí o Tim Maia viu a parada e parou o show”, afirmou Gustavo Sirotsky, diretor artístico do Planeta Atlântida.
Segundo o diretor artístico, a banda precisou mudar de nome pouco tempo depois por uma questão judicial. Os integrantes, então, decidiram adotar a forma usada por Tim Maia durante a apresentação no festival.
Tim Maia ‘batizou’ Jota Quest após confusão com seguranças em festival
Reprodução/ATL TV
VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio: veja lista de ruas interditadas no segundo fim de semana de shows


Rock in Rio deve atrair R$ 3,3 bi para economia carioca e 100 mil pessoas por dia de evento
O esquema especial de trânsito para o Rock in Rio prevê interdições em vias no entorno do Parque Olímpico, na Zona Oeste do Rio, onde foi montada a Cidade do Rock. No segundo fim de semana do festival, as restrições para veículos não autorizados valerão das 14h até as 5h da manhã seguinte, período necessário para a realização das operações ligadas ao festival.
O Rock in Rio acontece nos dias 11, 12 e 13 de setembro.
A diretora-presidente da CET-Rio, Marize da Silva Queiroz Ribeiro, recomendou que quem não mora na região nem pretende ir ao evento evite circular pelo local durante os dias de programação. O cadastro dos moradores da área foi realizado em julho.
“Os veículos que estacionarem de forma irregular poderão ser autuados. Estamos recomendando que seja dada preferência ao BRT, que é a maneira mais rápida e eficaz de chegar à Cidade do Rock. Inclusive, para quem não vai ao Rock in Rio, a recomendação é evitar a região”, afirmou.
A Prefeitura do Rio também reduziu o horário de funcionamento das repartições públicas municipais nesta sexta-feira (11), que funcionarão das 8h às 15h. A medida foi adotada para ajudar a reduzir os impactos no trânsito e na circulação de pessoas durante o festival.
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Confira o esquema de transportes públicos para o Rock in Rio
Bloqueios de trânsito para o Rock in Rio
Reprodução
Segundo Ribeiro, caso seja necessário passar pela área, os motoristas devem optar por rotas alternativas, como as avenidas das Américas, Lúcio Costa e Ayrton Senna.
A operação contará com 210 operadores de trânsito e dez pontos de bloqueio equipados com tecnologia OCR, que permite a identificação automática de moradores e de veículos credenciados. Os veículos autorizados terão acesso liberado, enquanto os demais serão direcionados para rotas alternativas.
Marize da Silva Queiroz Ribeiro, diretora-presidente da CET-Rio
Prefeitura do Rio/ Divulgação
Cada ponto de bloqueio contará com um operador responsável por liberar a passagem dos motoristas cadastrados.
Entre as operações de rotina da cidade, as faixas reversíveis e as áreas de lazer funcionarão normalmente. Já as manutenções programadas em túneis e elevados serão suspensas durante o festival. A Área de Proteção ao Ciclista de Competição do Porto (APCC Porto) também terá as atividades interrompidas nos dias de evento.
Interdições:
As restrições ocorrerão das 14h às 5h durante os dias de shows.
Avenida Embaixador Abelardo Bueno, em toda a extensão;
Avenida Engenheiro Carlos Carvalho, entre a Estrada Coronel Pedro Corrêa e a Estrada Arroio Pavuna;
Estrada Coronel Pedro Corrêa, entre o retorno da estação BRT Pedro Corrêa e a Avenida Embaixador Abelardo Bueno;
Avenida Salvador Allende (pista lateral, sentido Estrada dos Bandeirantes), entre a passagem da pista lateral para a central, na altura da Rua Pedro Calmon, e o acesso da pista central para a lateral, próximo à estação BRT Morro do Outeiro;
Rua Aroazes;
Avenida Jaime Poggi;
Rua Franz Weissmann;
Rua Francisco de Paula, entre a Avenida Embaixador Abelardo Bueno e a Avenida Jaime Poggi.
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Fonte: G1 Entretenimento

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20 hits em 20 anos: versos sobre a vida e dica de Henrique e Juliano são a receita de ‘Só fé’, de Grelo


Pescaria, conselho de Henrique e Juliano e versos sobre a vida: a receita de ‘Só fé’
De uma pescaria entre amigos direto ao hit de 2024. A trajetória da música “Só fé” teve mais ou menos esse caminho. A faixa não nasceu exatamente neste encontro em especial, mas foi dali que surgiu uma carreira musical inteira.
Esta matéria faz parte da série “20 hits em 20 anos”, que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do “20 hits em 20 anos” para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop aqui!
O cantor Grelo tinha sua história voltada apenas pra composição. Mas durante uma viagem com a dupla Henrique e Juliano, ele resolveu regravar um clássico do rap em ritmo de seresta só por brincadeira.
Gabriel Ângelo Furtado de Oliveira, o Grelo, em Goiás
Reprodução / Redes sociais Grelo
Esse áudio viralizou e, semanas depois, a música foi parar nas primeiras posições das paradas musicais.
Foi nesse momento que Henrique e Juliano sentaram com Grelo e insistiram para o então compositor a investir na carreira de cantor.
Convencido pelos amigos, Grelo gravou seu primeiro álbum com várias regravações e três composições próprias. Tudo em ritmo de seresta. Entre elas, a “Só fé”.
Na música, Grelo fala sobre viver com simplicidade e cita que não precisa de muito para ser feliz. E esse conceito, o cantor e compositor garante praticar em sua própria vida.
E cantor acredita também que foi exatamente isso que fez com que a música estourasse.
“Eu não vou cantar nada que eu não seja, nada que eu não viva, nada que eu não concorde”, afirmou Grelo, em entrevista ao g1, na época do estouro da música.
Grelo com Henrique e Juliano e, em ação, na pescaria
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Jota Quest canta Tim Maia é eleito melhor show do primeiro fim de semana do Rock in Rio, segundo leitores do g1


Jota Quest se apresenta no Rock in Rio 2026 com show em homenagem a Tim Maia
Anderson Bordê/AgNews
Jota Quest canta Tim Maia é eleito melhor show do primeiro fim de semana do Rock in Rio, segundo o público que votou na enquete do g1. A banda teve 50,13% dos votos. O top 3 ficou com Detonautas convida Biquini (46,73%) e Bring Me The Horizon (0,68%).
RANKING DO G1: Os melhores e os piores shows
CRÍTICA: Leia o review sobre show do Jota Quest canta Tim Maia
A quinta vez do Jota Quest no Rock in Rio, primeira no Palco Sunset, foi com um repertório bem diferente. No domingo (6), a banda mineira apresentou o show baseado no álbum “Jota Quest & Tim Maia – Dance Enquanto é Tempo”, lançado em agosto, além de hits do começo da carreira.
Jota Quest, Tony e Lincoln Tornado cantam ‘Sossego’ no Palco Sunset do Rock In Rio
Veja o top 10:
Jota Quest canta Tim Maia — 50,13%
Detonautas convida Biquini — 46,73%
Bring Me The Horizon — 0,68%
Elton John — 0,40%
Foo Fighters — 0,39%
Péricles canta Motown — 0,30%
Bad Omens — 0,27%
Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos — 0,24%
Avenged Sevenfold — 0,16%
Calvin Harris — 0,13%

Fonte: G1 Entretenimento

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Fiuk encerra carreira musical sem nunca ter feito um som realmente relevante


Fiuk anuncia o fim da carreira musical iniciada em 2004
Reprodução / Instagram Fiuk
♫ ANÁLISE
♬ Se não for uma ação de marketing para gerar manchetes na mídia, a decisão de Fiuk de encerrar a carreira musical se revela sensata. Filipe Kartalian Ayrosa Galvão nunca se tornou um nome realmente relevante na música brasileira ao longo dos 22 anos de carreira iniciada em 2004 como vocalista da banda teen No Name.
O trabalho como ator em “Malhação”, na temporada de 2009 da novela dirigida pela TV Globo ao público adolescente, alavancou a popularidade de Fiuk, então atuando paralelamente como cantor, no posto de líder e vocalista da banda Hori, com a qual debutou no mercado fonográfico há 19 anos com o EP “Mentes inquietas” (2007).
Contudo, o público feminino pareceu mais atraído pela fina estampa do galã do que pela música em si de Fiuk. Tanto que a diretoria da Warner Music, gravadora que contratara a banda Hori em 2009 no embalo do sucesso do ator, logo percebeu que o interesse do público não recaía sobre o grupo, mas precisamente sobre Fiuk.
A ordem então foi investir na carreira solo do cantor. Em 2011, ano da dissolução da Hori, Fiuk lançou o primeiro álbum solo, “Sou eu”, com direito a um dueto com ninguém menos do que Jorge Ben Jor, parceiro e convidado de Fiuk na música “Quero toda noite”.
Nem a presença do habitualmente arisco Ben Jor conseguiu dar prestígio a Fiuk como cantor. Faltava verdade. Faltava estofo. Sobrava marketing. Ainda assim, a gravadora arriscou e bancou o segundo álbum solo do cantor, “Vira-lata” (2013), disco que soou artificial pelo repertório de tom populista e sexista em que o cantor transitou entre pagode, funk, balada pop romântica e até rap com ares de pegador.
Nem o extenso time de convidados – MC Sapão, Manu Gavassi, Rappin’ Hood, Thiaguinho e o pai Fábio Jr. (modelo que Fiuk tentou seguir, já que Fábio também foi ator e cantor anos 1970 e 1980) – conseguiu fazer o disco acontecer.
A gravadora Warner Music ainda tentou salvar a pátria, reciclando músicas dos dois álbuns no EP “Fiuk” (2014), mas a realidade é que, desde então, a carreira musical do cantor desandou, embora nunca tenha emplacado de fato.
Fiuk lançou vários singles a partir de 2016 – “Amor da minha vida” (2021), “Big bang” (2021), “Hater” (2022), “Cenário favorito” (2023), “Desapeguei” (2024), “Celebridade” e o recente “Depressão” (2026) – sem chamar real atenção pela música.
Nos últimos tempos, Fiuk voltou a aparecer com frequência na mídia, mas sempre por questões pessoais, fosse a briga com o pai, fosse a instabilidade da vida financeira.
A caminho dos 36 anos, a serem festejados em outubro, Fiuk ainda tem tempo para se encontrar ou para se reinventar, dentro ou fora da música. Contudo, por ora, é difícil lamentar a decisão do cantor de dar um fim a uma carreira musical a rigor sempre irrelevante…

Fonte: G1 Entretenimento

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José Carlos Capinan, bravo poeta da MPB, ganha tributo com João Bosco, Virgínia Rodrigues e Áurea Martins


José Carlos Capinan acompanha gravação feita em estúdio de Salvador (BA) para o tributo fonográfico ao compositor baiano de 85 anos
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ “Compositor lírico, político e guerreiro que vive na carne cada verso e cada rima”, como caracterizou Maria Bethânia em texto escrito para o livro “Cancioneiro geral [1962 – 2023]”, o poeta e compositor baiano José Carlos Capinan chegou aos 85 anos, festejados em 19 de fevereiro, entronizado no posto de um dos letristas mais importantes da MPB.
Aclamado pela poesia audaz das letras que escreveu para músicas de compositores como Edu Lobo, Gilberto Gil, Jards Macalé (1943 – 2025) e Paulinho da Viola, Capinan tem a obra celebrada em álbum que reúne intérpretes de diferentes estilos e gerações.
Cantora que revelou Capinan como letrista em 1965, com a gravação de “Viramundo”, parceria do poeta com Gilberto Gil, Maria Bethânia foi convidada a integrar o elenco estelar do tributo fonográfico gravado em estúdios de várias cidades do Brasil com produção musical de Alê Siqueira e aval de Guto Ruocco, produtor do show “Cancioneiro geral – Tributo a Capinan” (2024), realizado há dois anos em São Paulo (SP) com Renato Braz, o supracitado Macalé e o próprio Capinan no palco.
Pautado pelas regravações das músicas mais conhecidas do letrista de “Soy loco por ti, America” (outra parceria com Gil, de 1968), “Movimento dos barcos” (parceria com Macalé, 1971) e “Ponteio” (parceria com Edu Lobo, de 1973), o álbum tem tido a feitura acompanhada por Capinan.
João Bosco e Áurea Martins cantam juntos ‘Papel machê’ (1984), parceria de Bosco com Capinan
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Em agosto, o poeta foi ao estúdio de Salvador (BA) – cidade onde reside desde os anos 1960 – acompanhar a gravação de “Yayá Massemba” (parceria com Roberto Mendes, de 2003) pela cantora baiana Virgínia Rodrigues. Virgínia canta a música há anos em shows, mas nunca a tinha gravado.
No Rio de Janeiro (RJ), João Bosco se encontrou com Áurea Martins em estúdio para feat inédito. Os artistas gravaram juntos “Papel machê” (1984), música feita por Bosco com letra de Capinan que se tornou um dos maiores sucessos do cancioneiro do compositor mineiro.
O álbum foi idealizado para que se dê a José Carlos Capinan as flores em vida, reconhecendo a importância o compositor letrista na poesia da moderna canção brasileira, como parceiro de artistas que redefiniram o panorama artístico do Brasil a partir dos anos 1960.
José Carlos Capinan e a cantora baiana Virgínia Rodrigues, que gravou ‘Yayá Massemba’ (2003) para o álbum em tributo ao compositor
Divulgação
Entenda a importância de José Carlos Capinan na música popular brasileira:
Nascido em 19 de fevereiro de 1941 em arraial de Três Rios (BA), mas registrado em Esplanada (BA), vizinha cidade litorânea do interior da Bahia, o poeta José Carlos Capinan foi ideologicamente formado pelo Centro Popular de Cultura (o CPC da UNE) de Salvador (BA), cidade para onde o então emergente poeta migrara em 1960 para cursar direito em universidade da capital da Bahia.
Foi no CPC que Capinan travou os primeiros contatos com Caetano Veloso e Gilberto Gil, arquitetos da Tropicália, movimento pop de 1967 / 1968 que teve em Capinan um dos principais letristas. Dois anos antes, em 1965, Capinan já abrira parceria com Caetano e Gil, compondo com ambos a trilha sonora do filme “Viramundo”, engajado documentário do cineasta Geraldo Sarno sobre o fluxo migratório do povo nordestino rumo às capitais do S
udeste do Brasil. A música-título do filme explicitou a influência da música nordestina na poética do letrista.
Essa vertente também ficaria evidenciada em “Ponteio”, baião moderno que venceu festival de 1967, alicerçando a parceria de Capinan com Edu Lobo, com quem o letrista assinaria posteriormente “Viola fora de moda” (1973) e “Repente” (1976).
Como parceiro de Caetano, Capinan assinou os versos de “Bonina”, “Clarice” e “Maria Maria” – três músicas lançadas em 1968, sendo que somente a segunda alcançou alguma repercussão.
Com Gil, a parceria foi mais extensa e popular, gerando canções como “Ladainha” (1966), “Misere nobis” (1968) e o sucesso “Soy loco por ti, America” (1968), tributo ao revolucionário argentino Che Guevara (1928 – 1967), feito por Gil e Capinan no embalo da emoção com a morte do guerrilheiro marxista associado à Revolução Cubana. Coube a Caetano Veloso dar voz a “Soy loco por ti, America” no primeiro álbum solo do cantor.
Segunda música de Capinan que chegou ao disco, “Ladainha” foi apresentada em 1966 na voz da sempre antenada Nara Leão (1942 – 1989), cantora que incluiu a música em álbum sintomaticamente intitulado “Manhã de liberdade” (1966). Já “Misere nobis” integrou o repertório do álbum-manifesto “Tropicália ou panis et circensis” (1968).
O endurecimento do regime militar, a partir de dezembro de 1968, se refletiu na poética musical de Capinan, sobretudo nas letras feitas para músicas de Jards Macalé. “Gothan city” (1969), “Movimento dos barcos” (1971) e “Farinha do desprezo” (1972), entre outras composições, espelharam um estado d’alma mais sombrio que dominava a parcela mais consciente da população do Brasil na primeira metade dos anos 1970.
Como o mar estava revolto, em vez de lamentar o eterno movimento dos barcos, Capinan foi para outros portos seguros sem fugir à luta. O poeta abriu espaço para o lirismo existencialista ao escrever letras para sambas e choros de Paulinho da Viola, parceiro de “O acaso não tem pressa” (1971), “Vinhos finos cristais” (1971), “Coração imprudente” (1972), “Orgulho” (1972), “Sofrer” (1978), “Viver sem amor” (1981), “Mais que a lei da gravidade” (1983) e “Prisma luminoso” (1983). Antes, com Paulinho, Capinan já fizera “Canção para Maria” em 1966.
Em qualquer tom, a poesia de José Carlos Capinan nunca desbotou, seja exalando o cheiro brejeiro de “Moça bonita” (parceria com Geraldo Azevedo, de 1981), seja expondo as cores do lirismo romântico de “Papel machê” (1984), hit popular da breve parceria com João Bosco, seja mapeando o percurso marítimo do escravizado povo negro em “Yayá Massemba” (parceria com o conterrâneo Roberto Mendes, lançada por Maria Bethânia em 2003).
Os tons variaram, mas José Carlos Capinan chega aos 85 anos ainda identificado com a poesia guerrilheira da canção popular, um compositor lírico e político que vive cada verso na carne, como bem o caracterizou Maria Bethânia, primeira intérprete do poeta.

Fonte: G1 Entretenimento

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Fiuk anuncia fim da carreira musical e marca despedida com ingressos a R$ 55: ‘Encerrar esse ciclo’


Fiuk anunciou uma pausa por tempo indeterminado na carreira musical e fará show de despedida em Campinas.
Reprodução/Instagram/Fiuk
Fiuk anunciou nesta quarta-feira (9) que fará uma pausa por tempo indeterminado na carreira musical.
O cantor de 35 anos afirmou que decidiu cancelar os shows que estavam marcados e manter apenas uma apresentação, que será realizada no dia 18 de setembro, em Campinas, no interior de São Paulo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Fiuk explicou que tomou a decisão após refletir sobre os próximos passos profissionais.
“Decidi cancelar todos os shows que estavam marcados, mas existe um show que eu decidi manter e eu vou fazer ele por uma razão muito especial. Esse show vai ser meu último show como cantor e por tempo indeterminado”, afirmou.
“Quero fazer esse último show do jeito que vocês merecem. Quero cantar essas músicas, quero olhar para vocês, cantar com vocês. Quero encerrar esse ciclo junto com vocês que estavam sempre comigo, que me acompanharam e escutaram essas músicas”, declarou.
A apresentação está marcada para 18 de setembro, na Love Haus, em Campinas. O evento, chamado Fiuk III, foi anunciado como um show em que o cantor reuniria sucessos de sua carreira e apresentaria músicas inéditas.
A apresentação está prevista para começar às 22h e os ingressos estão sendo vendidos por R$ 55 no lote promocional, com a taxa de serviço incluída.
Anúncio é feito dias após shows serem cancelados por produtora
Agora no g1
A decisão de dar uma pausa na carreira musical acontece após o cancelamento de outras apresentações que estavam previstas na agenda do cantor.
Entre elas está a de Jundiaí, no interior de São Paulo, que aconteceria nesta sexta-feira (11).
Outra apresentação que estava marcada para 12 de setembro, no Hard Rock Cafe de Ribeirão Preto, também aparece como cancelada na plataforma de venda de ingressos.
Produtora responsável pelos shows de Fiuk comunicou o cancelamento das apresentações em Jundiaí e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Reprodução/Instagram/North Star Concerts
Pausa acontece em meio a crise financeira
A decisão ocorre em um momento delicado da vida pessoal e financeira de Fiuk. Nos últimos meses, o cantor havia falado publicamente sobre dificuldades financeiras e familiares.
O cantor havia decidido voltar aos palcos em 2026, mas também vinha tentando retomar um antigo sonho: produzir e protagonizar um filme sobre o universo dos carros.
O projeto, inicialmente divulgado como “Descontrole”, nunca chegou a ser lançado e acabou no centro de uma disputa judicial, como mostrou a reportagem do g1 “Diretor de ‘Descontrole’ aciona a Justiça contra Fiuk após declarações sobre filme”.
Fiuk também chegou a revelar que vendeu carros para lidar com questões financeiras e afirmou ter regularizado impostos que estavam atrasados.
Com Fiuk no elenco, gravação de filme de ação mobiliza 100 carros e fecha ruas no Centro de Campinas
Divulgação/Descontrole
Começo na Hori e sucesso em ‘Malhação’
A trajetória musical de Fiuk começou ainda na adolescência. Ele passou pela banda No Name e, posteriormente, assumiu os vocais da Hori, grupo formado em 2007.
Com a banda, Fiuk ganhou destaque entre o público jovem e emplacou músicas como “Quem Eu Sou” e “Linda, Tão Linda”. A Hori também integrou a trilha sonora de Malhação ID, temporada exibida entre 2009 e 2010, com “Quem Eu Sou” como tema de abertura.
Na mesma época, Fiuk interpretava Bernardo, protagonista da novela.
Após o fim da Hori, em 2011, o artista seguiu em carreira solo. No mesmo ano, lançou o álbum “Sou Eu”, que contou com a participação de Jorge Ben Jor na regravação da música “Quero Toda Noite”. Em 2013, lançou o último disco “Vira-Lata”.
Em 2026, Fiuk retomou os lançamentos musicais com o EP “M, Vol. 2” e passou a se apresentar com o projeto Fiuk III, que reúne também integrantes que fizeram parte da Hori.
A iniciativa marcou a tentativa frustrada de retorno do cantor aos palcos depois de aproximadamente uma década.

Fonte: G1 Entretenimento

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Prefeitura reduz expediente de repartições públicas para a última sexta-feira do Rock in Rio


Rock Rio entra na segunda e última semana de shows
Divulgação
A Prefeitura do Rio determinou a redução do horário de funcionamento das repartições públicas municipais nesta sexta-feira (11), 5º dia do Rock in Rio 2026. De acordo com decreto publicado no Diário Oficial e assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), o expediente nos órgãos municipais será das 8h às 15h.
A medida será adotada no último dia útil do festival, que acontece no Parque Olímpico, na Zona Sudoeste da cidade. A expectativa é que 100 mil pessoas passem pela Cidade do Rock na última semana de festival.
Segundo a prefeitura, a antecipação do encerramento do expediente tem como objetivo reduzir os impactos provocados pelo aumento no fluxo de veículos e de pessoas, principalmente na Barra Olímpica, na Barra da Tijuca e nas principais vias de acesso à região.
A administração municipal afirmou ainda que a mudança contribui para o planejamento das operações especiais montadas para o festival, incluindo ações de mobilidade urbana, ordenamento do trânsito, fiscalização e segurança.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ator de MS viraliza ao cantar trilha de ‘Caminho das Índias’ e ganha comentários de Rodrigo Lombardi e Juliana Paes


De MS para a Índia: ator viraliza ao cantar trilha indiana de novela da Globo
O ator sul-mato-grossense Yuri Tavares viralizou com um vídeo em que aparece cantando músicas da novela “Caminho das Índias” durante uma viagem pelo interior do estado. Publicado sem grandes pretensões, o vídeo já soma quase 3 milhões de visualizações e chamou a atenção de Rodrigo Lombardi e Juliana Paes, que protagonizaram a novela exibida em 2009.
Ao g1, Yuri contou que viajava para o interior com o amigo e também ator Luciano Risalde quando decidiu mostrar, de forma bem-humorada, que sabia cantar de cor as músicas da trilha sonora da novela. Veja o vídeo acima.
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A ideia surgiu dentro do carro. Os dois amigos são atores e fazem apresentações teatrais no interior do estado. Durante as viagens, eles costumam se revezar na direção.
Durante uma dessas viagens, Yuri colocou uma seleção de músicas indianas para tocar. O amigo estranhou a escolha e brincou com a situação.
“Eu não acredito que você continua ouvindo essas músicas de ‘Caminho das Índias”, disse Luciano.
A resposta veio em forma de desafio: “Com certeza. Inclusive, me filma aí que eu vou te mostrar que sei todas”, contou Yuri.
Luciano pegou o celular e começou a gravar. Yuri cantou trechos de várias músicas da trilha sonora, uma após outra. Depois, reuniu os vídeos em um único compilado.
Sem roteiro ou produção elaborada, o material foi publicado apenas para fazer amigos e seguidores rirem. O resultado, porém, surpreendeu o ator.
O vídeo foi publicado em uma quinta-feira, por volta das 21h. No dia seguinte, durante uma viagem para São Paulo, Yuri percebeu que o conteúdo já tinha alcançado cerca de 100 mil visualizações.
“Eu fiquei meio indignado, porque os vídeos que eu costumo fazer são roteirizados, são bem editados. Eu penso, eu atuo. Aí, de repente, gravo um vídeo assim, espontâneo e despretensioso, e ele viraliza”, contou.
Além das visualizações, o conteúdo chamou a atenção de atores da novela. Rodrigo Lombardi, que interpretou Raj, e Juliana Paes, que viveu Maya, comentaram a publicação.
Protagonistas e Globoplay reagiram ao vídeo nas redes sociais de ator sul-mato-grossense
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Para o ator, o sucesso do vídeo tem uma explicação simples: ele realmente ouve as músicas da novela há anos.
A relação com a trilha sonora começou ainda na infância. Desde 2009, quando “Caminho das Índias” foi exibida, Yuri mantém o hábito de ouvir as músicas. Na época, ele chegou a ter o DVD da novela e acompanhava os clipes.
“Eu não sei o que as músicas falam, mas eu sei pronunciar cada sílabas das músicas”, brincou.
A brincadeira entre os amigos também trouxe outro efeito inesperado. Yuri tinha cerca de 3,4 mil seguidores nas redes sociais e chegou a 5 mil após a repercussão do vídeo.
Com o novo público, Yuri pretende aproveitar o embalo para mostrar também os conteúdos que costuma produzir. Para ele, a experiência mostrou que, às vezes, o que mais aproxima o público é justamente aquilo que não foi planejado.
“Eu percebi que o pessoal quer mesmo ver espontaneidade, quer ver as pessoas sendo elas mesmas”, afirmou.
A influência de “Caminho das Índias” não ficou apenas nas músicas. A novela também virou uma lembrança afetiva para a família.
A mãe do ator, por exemplo, ainda usa expressões que ficaram famosas na trama. “Arebaba” continua fazendo parte do vocabulário da família e aparece até nas figurinhas que ela envia pelo WhatsApp, muitas delas com imagens do ator Tony Ramos.
Até hoje, mãe e filho também usam outras expressões indianas que ficaram conhecidas por causa da novela.
Mais de uma década depois da estreia, “Caminho das Índias” continua rendendo boas lembranças. Desta vez, uma viagem de carro e uma brincadeira entre amigos levaram uma antiga trilha sonora para milhões de telas.
Yuri viralizou canto e danças da novela Caminho da Índias.
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Fonte: G1 Entretenimento