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‘Sobrevivência’: filme de Ben Affleck chega ao 1º lugar da Netflix com reflexão sobre política

Ben Affleck fala sobre seu filme ‘Sobrevivência’
“Sobrevivência”, longa dirigido, coescrito e estrelado por Ben Affleck, chegou ao primeiro lugar na Netflix. No longa, que estreou no dia 8 de outubro, Ben interpreta um candidato a prefeito de Los Angeles que parece ter a vida perfeita: um casamento aparentemente feliz com Abigail (Kerry Washington), uma ótima casa e um futuro promissor.
Isso até o dia em que o filho do casal passeia com a babá Cecília (Adriana Paz) e o namorado dela, Ramón (Luis Gerardo Méndez), e não volta para casa. A partir disso, começam a aparecer nuances: quem são essas pessoas? Quais são as suas prioridades e privilégios? O quão perfeita é a vida deles sob a superfície?
“Temos o hábito de mentir, temos o hábito de apresentar uma falsa verdade, e então a questão é quanto é que estamos fazendo isso um com o outro”, explicou Affleck ao g1.
Tudo isso, claro, é atravessado por um contexto de política, mídia e relação com comunidades latinas (ponto importante, já que o filme se passa em Los Angeles). Para Affleck, a expectativa é de que o filme não só envolva os espectadores latinos, como todos enxerguem “algo verdadeiro” na história.
Ben Affleck (Mark) e Kerry Washington (Abigail) em ‘Sobrevivência’
Divulgação/Netflix
“O que eu espero é que, ao assistirem a isso, reconheçam algo verdadeiro, algo que observe o mundo como ele é, com circunstâncias que muitas vezes são bem difíceis e, em alguns casos, impossíveis — especialmente para alguns dos personagens latinos do filme. E que [o filme] não tente mascarar essas situações, nem torná-las mais leves, nem explorá-las apenas para me cobrir de virtude e glória por ser alguém que aponta essas questões”.
Segundo Ben, para chegar a um resultado mais verdadeiro, Kerry, Adriana e Luís trouxeram suas contribuições ao roteiro. “Eu dizia: ‘Vocês escrevem estas cenas, vocês contribuem para estas cenas, vocês criam isto e trazem a voz de vocês para isto’. E eu achei muito mais verdade.”
“É difícil mostrar um sistema, mas você pode mostrar uma pessoa. Você pode se identificar com uma pessoa e com as circunstâncias em que ela está. As pessoas são tratadas como pessoas, não como arquétipos, não como símbolos de alguma coisa, o que significa que elas podem ser um bocadinho mais complicadas e não encaixam exatamente no estereótipo, porque ninguém se encaixa”.
O que está em jogo na política
Para além do candidato interpretado por Affleck, o filme não fala tão diretamente sobre política, mas reflete sobre o assunto ao retratar a vida desses personagens. Dá para sentir isso especialmente em uma frase dita pelo personagem de Luís: “Nosso filho está nas mãos desses políticos gringos”, diz em espanhol.
Luís revela que essa fala foi muito importante para ele. “Não se trata apenas da situação retratada na obra, mas fala sobre o mundo atual. A vida de cada filho e filha neste mundo está nas mãos desses políticos”.
“Não estou falando apenas desta situação específica, mas de aquecimento global, questões políticas, guerras, injustiças… Então, é uma fala muito importante e diz respeito à situação vivida por qualquer pessoa que não nasceu nos EUA, mas vive [nos EUA]. Por exemplo, especialmente em Los Angeles, nossos personagens correm riscos enormes o tempo todo e são os que têm menos proteção. Eles só têm seus corações e sua força, e estão juntos nessa, e isso é muito comovente”.
Luis Gerardo Méndez as Ramon e Adriana Paz (Cecilia) em ‘Sobrevivência’
Divulgação/Netflix
Para Affleck, o filme mostra como a política, “em grande parte”, é sobre o que se escolhe revelar.
“A política, em alguns aspectos, a nível local, é como se tratasse de apertar mãos e fazer relações. Mas na verdade, a política, em grande parte, é sobre o que eu mostro a todo mundo sobre o meu casamento. ‘Olhem para mim, votem em mim porque eu tenho um casamento tão ótimo e sou um homem de família'”.
“A verdade é que eu não sei se o casamento de alguém realmente pode aguentar o tipo de escrutínio de ‘eu consigo ver cada coisinha’, e por isso, temos o hábito de mentir, temos o hábito de apresentar uma falsa verdade, e então a questão é quanto é que estamos fazendo isso um com o outro”.
Cena do filme ‘Sobrevivência’, da Netflix
Divulgação/Netflix

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Outro Lado das Redes’ deveria ser obrigatório nos cursos de Jornalismo; g1 já viu

Trailer dublado de ‘O Outro Lado das Redes’.
“O Outro Lado das Redes” estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22), numa ótima hora.
Escrito e dirigido por Aaron Sorkin (“A Rede Social” e “Os 7 de Chicago”), o longa reconstitui os bastidores de um caso emblemático: a investigação jornalística “The Facebook Files”, publicada pelo “The Wall Street Journal” em 2021, que revelou documentos internos e criminosos do Facebook.
O filme remonta, de maneira instigante, a saga da apuração feita pelo repórter Jeff Horwitz, que teve acesso a informações sigilosas vazadas por Frances Haugen, na época, engenheira do Facebook. É a partir desse material que ele revela algo que, hoje, todos sabemos.
O algoritmo da rede social priorizava distribuir conteúdos extremistas, conhecidos como rage bait (“iscas de raiva”), para gerar mais engajamento, prolongar o tempo de tela dos usuários e, consequentemente, aumentar os lucros da empresa.
Essa decisão consciente favoreceu a disseminação de discursos de ódio contra minorias e muita, muita desinformação.
Jeremy Allen White e Mikey Maddison em ‘O Outro Lado das Redes’
Divulgação
O elenco reúne Jeremy Allen White, protagonista de “The Bear”, no papel de Horwitz. Mikey Madison, vencedora do Oscar por “Anora”, como Haugen, e Jeremy Strong, de “Succession”, na pele de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook e atual CEO da Meta (Instagram, Whatsapp, Threads, Messenger).
A discussão ganha ainda mais eco no Brasil neste período eleitoral, na qual as redes do magnata americano têm sido acusadas de desequilibrar o debate político.
Com o segundo turno das eleições presidenciais marcado para domingo (25), o tema é urgente.
A peleja nossa de todos os dias
Assim como toda apuração jornalística, “O Outro Lado das Redes” começa no momento zero. É só depois disso que o filme vai se desenrolando, à medida que o repórter encontra novas e novas pistas, até conseguir estabelecer o fio completo da investigação. É a peleja de todos os dias vivida por quem é repórter.
Horwitz é um personagem curioso: um jornalista que não entende nadinha de tecnologia (é setorista de política), e tem dificuldades até de mexer no Waze do celular. E isso é importante para toda a sua construção, porque ele precisa aprender a lidar com termos e códigos dificílimos da área. O que lhe sobra é o faro: de desconfiar, perguntar, insistir.
‘O Outro Lado das Redes’
Divulgação
Frances é quem fornece os documentos que o ajudam a, enfim, revelar como o Facebook escolheu lidar com conteúdos odientos, ameaças e publicações mentirosas. É ela quem revela como, de forma proposital, o algoritmo da rede “encurralava” milhões e milhões de usuários até páginas de direita.
ENTENDA O CASO: Meta, dona do Instagram, enfrenta novo julgamento nos EUA por vício em redes sociais
Sorkin alterna a narrativa entre 2019 e 2021, atravessando a pandemia de coronavírus e mostrando como as fake news influenciaram aquele período. Em uma das cenas, uma mulher se recusa a usar máscara dentro de um supermercado. Em outra, um homem afirma, durante uma conversa num bar, que o vírus seria causado por torres de 5G. Os dois haviam lido essas informações no Facebook.
São diálogos fictícios, ambientados nos Estados Unidos, fazem lembrar o que vivemos no Brasil nos últimos anos.
Atuações sustentam história
‘O Outro Lado das Redes’
Divulgação
Mikey Madison vai muito bem como Frances, uma nerd extremamente correta, tímida e com certa dificuldade de articulação.
Jeremy Allen White dá vida a um jornalista sagaz e incansável, disposto a esticar a corda e comprar briga até com editores e chefes do jornal, que em alguns momentos hesitam em levar a apuração adiante.
Jeremy Strong, por sua vez, está ótimo como a nova versão de Zuckerberg. Em “A Rede Social”, filme que funciona como antecessor deste, o papel coube a Jesse Eisenberg, cuja atuação lhe rendeu indicações ao BAFTA, ao Globo de Ouro e ao Oscar.
Strong reproduz com precisão os trejeitos e o jeito quase robótico do empresário, sem transformar o personagem em caricatura ou esquete de humor.
Blindados contra a imprensa?
Mark Zuckerberg é interpretado por Jeremy Strong no filme ‘O Outro Lado das Redes’
Divulgação
“O Outro Lado das Redes” poderia dividir a prateleira com “The Post — A Guerra Secreta” e “She Said (Ela Disse)”, filmes recentes que mostram como grandes investigações jornalísticas, em diferentes épocas e lugares do mundo, ajudaram a mudar o curso da história.
Todos poderiam ser exibidos nos primeiros períodos do curso de Jornalismo, além de dois clássicos sobre mídia e imprensa que completam 50 anos em 2026: “Rede de Intrigas” e “Todos os Homens do Presidente”.
Uma cena especialmente simbólica mostra o empresário em um escritório protegido, com sofás e monitores à prova de balas. Em outra sequência, mais a frente, ele recebe a notícia de que o jornal levará adiante a investigação e publicará uma série de reportagens sobre o Facebook.
Ao longo da trama, o roteiro constrói a imagem de um Zuckerberg aparentemente intocável, assim como a da classe política que se beneficia desse tipo de discurso e ajuda a protegê-lo. O desfecho do filme mostra que eles não são.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Kneecap estreia no Brasil com rap em irlandês e defesa da Palestina: ‘Oprimidos pelas mesmas pessoas’

Mo Chara, DJ Próvaí e Móglaí Bap formam o Kneecap
Tom Beard/Divulgação
No cenário global, eles ainda podem ser considerado um trio de rap incipiente da Irlanda do Norte, mas não dá para questionar que o Kneecap vive o auge da carreira ao chegar ao Brasil para sua primeira apresentação no país.
O show único acontece nesta sexta-feira (23), no Cine Joia, em São Paulo, após uma série de momentos marcantes pelo mundo.
Desde 2025, Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí — mais conhecido por ser o usuário da balaclava com as cores irlandesas, símbolo do trio — já passaram por Japão, fizeram uma turnê pelo resto da Europa e lançaram um segundo disco celebrado pela crítica.
Ah, sim, também venceram nos tribunais uma acusação de terrorismo na Inglaterra, motivado em grande parte por causa da defesa da causa Palestina, que faz parte de suas apresentações e suas músicas.
Formado em 2017 em Belfast, o grupo ganhou fãs ao redor do mundo ao unir batidas pesadas, humor ácido, ativismo político e rimas quase integrais em gaélico — o idioma irlandês reprimido por séculos de domínio britânico.
“Depois de 800 anos de colonialismo, é natural ter empatia por pessoas que estão sendo colonizadas em qualquer lugar do mundo”, afirma em entrevista ao g1 Mo Chara (que significa “meu amigo”, em irlandês), ao explicar a ligação direta que traça entre a história de seu povo e a causa palestina.
“Não temos apenas uma história compartilhada; nós fomos oprimidos exatamente pelas mesmas pessoas”.
Agora no g1
O julgamento de Mo Chara contra as autoridades britânicas, que o acusavam de ter levantado uma bandeira do Hezbollah durante um show em Londres, foi anulado por um juiz, mas serviu de inspiração para o álbum mais recente, “Fenian”.
“No verdadeiro estilo Kneecap, nós viramos o jogo a nosso favor e criamos músicas como ‘Carnival’. A maioria das bandas se isola por semanas para gravar; nós tivemos que dividir esse tempo entre o tribunal e as gravações no estúdio”, diz o rapper.
“Deveria ter sido um obstáculo maior, mas acabou sendo apenas um incômodo que influenciou o disco. No fim das contas, ficamos muito felizes com o resultado e com essa ‘contribuição’ do governo britânico (risos).”
Na conversa, o cantor falou sobre o processo intuitivo de compor misturando inglês e irlandês, a motivação por trás de seu ativismo e as expectativas para o Brasil.
Leia a entrevista abaixo, editada para clareza:
g1 — Esta é a primeira vez de vocês no Brasil. Quando e como vocês decidiram fazer uma turnê pela América Latina?
Mo Chara — A América Latina é sempre um daqueles lugares em que qualquer pessoa de fora envolvida com música ama ir. Sempre ouvi muitas histórias sobre como o público é incrível. É uma parte foda do mundo, inacreditável, com culturas completamente diferentes na mesma região.
Já ouvimos falar muito sobre a comida, a música, mas a nossa maior expectativa — e o que realmente nos deixa animados — são essas tantas histórias que ouvimos sobre as plateias latino-americanas. Estamos extremamente empolgados com isso e espero que seja o primeiro show de muitos no Brasil.
g1 — O contato com os fãs e a procura por aqui foram fatores decisivos para bater o martelo na rota da turnê?
Mo Chara — Sendo sincero, eu só apareço no palco e grito. Tem muita gente trabalhando nos bastidores que entende dessas coisas bem mais do que eu. Mas acho que foi puramente porque as coisas estão indo bem; os ingressos venderam muito bem no Brasil, então acredito que isso responda à pergunta. Essa é uma pergunta mais para o nosso produtor de turnê do que para mim (risos).
g1 — Em uma entrevista em 2023 sobre a turnê pelos Estados Unidos, vocês contaram que precisavam dividir o mesmo quarto e a verba era bem curta. O que esperam conseguir fazer agora pela América Latina além dos palcos? Dá tempo de turistar e conhecer as cidades?
Mo Chara — A questão é que é muito caro chegar até aí e é muito caro viajar em turnê com todos os equipamentos e tudo mais. Infelizmente não temos tanto tempo na América Latina. É meio que: show no México, voa para a Colômbia, faz o show na Colômbia, no dia seguinte voa para o Chile ou Argentina — não lembro a ordem exata. Mas vamos conseguir ver um pouco das coisas, sim.
E não se preocupe: vamos tomar algumas caipirinhas, vai dar tudo certo e vamos aproveitar.
g1 — O rap nasceu historicamente da cultura negra nos Estados Unidos. Como um trio de rap formado por pessoas brancas, isso é algo que preocupa vocês? O que diferencia a cena e a cultura do hip-hop irlandês do restante do mundo?
Mo Chara — O hip-hop nasceu da comunidade negra nos Estados Unidos, uma comunidade que era muito marginalizada, não era bem representada e não tinha voz em lugares de decisão. Na luta irlandesa existem semelhanças — e, de novo, quando faço esse paralelo, de forma alguma estou colocando a luta negra e a luta irlandesa no mesmo nível, especialmente nos dias de hoje. Mas temos muitas semelhanças.
Tivemos 800 anos de opressão aqui e uma brutalidade completa, em que nossa língua e nossa cultura foram levadas quase à extinção. Também temos uma tradição histórica muito forte de contar histórias.
Temos os esportes, nosso idioma e tudo mais, mas a contação de histórias sempre foi uma parte gigantesca da cultura irlandesa. Há narrativas famosas que chegam a durar 45 minutos em que a pessoa sabe cada palavra de cor em volta da fogueira.
E não existe jeito melhor de contar histórias no mundo moderno do que através do hip-hop. Nós tínhamos uma história para contar e sentíamos que a nossa comunidade não tinha espaço na grande mídia ou em qualquer outro veículo além dos nossos próprios. Como fãs de hip-hop, pareceu o caminho natural: contar a nossa história através do gênero.
g1 — O público brasileiro muitas vezes não tem tanta proximidade com a história da Irlanda. Você pode explicar por que causas como a Palestina e Cuba têm um peso tão grande para vocês como povo e cultura?
Mo Chara — Jesus, quanto tempo a gente tem? (risos). Em primeiro lugar, a Irlanda foi a primeira colônia da Grã-Bretanha — da Inglaterra, na verdade, naquela época. Depois de 800 anos de colonialismo, isso com certeza desperta empatia por qualquer povo que esteja sendo colonizado no mundo, não importa onde seja.
Foi a mesma coisa com a África do Sul: os irlandeses foram muito ativos nas campanhas contra o apartheid. Quando olhamos para a Palestina, vemos o mesmo deslocamento forçado que aconteceu na Irlanda. A comida é usada como arma. Há muita comida em Gaza, assim como havia comida na Irlanda durante o período da Grande Fome.
Além disso, há os rótulos dados aos palestinos: eles são chamados de terroristas, exatamente como Margaret Thatcher chamava a comunidade de West Belfast de terrorista nos anos 1980. Não é apenas uma história compartilhada, sofremos o mesmo tipo de demonização.
E, durante os conflitos na Irlanda do Norte (conhecidos como os Troubles), nós vimos o quanto a solidariedade internacional foi importante.
Quando vemos nossos irmãos e irmãs na Palestina, os irlandeses sentem que devem estar na vanguarda, na música e em outras frentes, falando sobre essas questões.
E, se você quiser ir ainda mais fundo: na década de 1920, o governo britânico criou um grupo auxiliar chamado Black and Tans para espalhar o caos na Irlanda, com a ideia de impor a ordem através desse caos.
Quando o sul da Irlanda conquistou a independência em 1921, Winston Churchill não sabia o que fazer com essas tropas e mandou os mesmos soldados direto para a Palestina. Ou seja: não temos apenas uma história compartilhada, nós fomos oprimidos exatamente pelas mesmas pessoas.
g1 — Durante a gravação do último disco, você chegou a responder a acusações meio idiotas ligadas a leis antiterrorismo britânicas. Quão preocupado você realmente ficou e como isso influenciou o álbum?
Mo Chara — Nós não ficamos preocupados com as acusações em si. A preocupação maior era com a tempestade midiática que viria junto. Eu sabia que tínhamos ótimos advogados e que eu não era o primeiro nem seria o último irlandês a ser acusado sob alegações fajutas de terrorismo.
Tínhamos uma grande equipe ao nosso redor, com Darragh Mackin e os outros advogados que nos ajudaram durante todo o processo. E os outros caras da banda, Móglaí e DJ Próvaí, foram fantásticos o tempo todo.
No verdadeiro estilo Kneecap, nós viramos o jogo a nosso favor e criamos músicas como ‘Carnival’. A maioria das bandas se isola por semanas para gravar; nós tivemos que dividir esse tempo entre o tribunal e as gravações no estúdio.
Deveria ter sido um obstáculo maior, mas acabou sendo apenas um incômodo que influenciou o disco. No fim das contas, ficamos muito felizes com o resultado e com essa ‘contribuição’ do governo britânico (risos).
g1 — Vocês enfrentam bastante pressão e cobertura negativa de setores da mídia por essas posições explícitas. Como vocês dosam isso? É uma decisão calculada ou vocês simplesmente falam o que pensam?
Mo Chara — É simplesmente quem nós somos como pessoas. Muito antes de o Kneecap existir e de termos qualquer visibilidade, nós já participávamos de marchas e arrecadávamos dinheiro para a Palestina.
O que acontece hoje é que muitas pessoas comuns e decentes estavam procurando artistas no palco ou nas telas que tivessem coragem de dizer algo sobre o que está acontecendo na Palestina. Quando vejo nomes como Massive Attack, Lankum ou Fontaines se posicionarem, sinto ainda mais vontade de apoiá-los.
As pessoas estão mais inclinadas a falar abertamente por causa das provações que algumas bandas e atores enfrentaram nos últimos anos; virou algo um pouco mais aceito. Se o apoio que nós, o Fontaines ou o Macklemore estamos recebendo aumentou, é porque o movimento está crescendo.
Essas pessoas olham para quem está sob os holofotes como porta-vozes para falar por quem não tem essa plataforma. É uma virada de maré: as pessoas estão mais confortáveis para denunciar o genocídio em curso e buscam referências para apoiar.
g1 — Boa parte das músicas de vocês é em irlandês, com trechos em inglês. Como funciona o processo de composição? É algo intuitivo?
Mo Chara — É um fluxo natural. A gente não toma uma decisão consciente, com exceção de faixas como “Gael-Phonics”, em que a proposta é propositalmente rimar em irlandês e explicar em inglês. Fora isso, não ficamos calculando o que vai em cada língua.
Nós vivemos em Belfast, uma cidade dominada pelo inglês, assim como toda a Irlanda. Mesmo quando você vai para as regiões da Gaeltacht (onde o irlandês predomina), é natural que as pessoas soltem uma ou outra palavra em inglês no dia a dia. Isso acontece quando tudo na TV, na música e ao seu redor é em inglês. E acho importante retratar isso dessa forma porque é autêntico.
Para nós, acontece naturalmente — além de ser muito útil ter um dicionário inteiro a mais à disposição para rimar.
g1 — O que vocês estão preparando para o show em São Paulo e o que esperam do público brasileiro?
Mo Chara — Nós ainda não pesquisamos o suficiente sobre a cidade, mas mal podemos esperar para chegar aí e conhecer as diferentes culturas, até porque o Brasil é gigantesco. Imagino que haja muito mais do que apenas a herança portuguesa, então estamos ansiosos por isso.
Quanto ao show, nos contaram que o espaço é bem intimista. Então estou esperando muita testa suada, muita gente cantando junto — inclusive quem nunca ouviu uma palavra em irlandês na vida — e todo mundo reunido como uma grande família.

Fonte: G1 Entretenimento

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Você não herda o câncer, herda o risco: entenda a síndrome de Li-Fraumeni, diagnosticada em Isabel Teixeira

Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome genética que aumenta risco de câncer
A descoberta de uma alteração genética hereditária levou a atriz Isabel Teixeira a mudar hábitos de vida, realizar cirurgias preventivas e ampliar o acompanhamento médico. A artista foi diagnosticada com a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição rara causada por uma mutação no gene TP53, que aumenta significativamente o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer ao longo da vida.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, quem herda a síndrome não recebe um diagnóstico de câncer. O que é transmitido entre gerações é uma predisposição genética. “Você não herda câncer e você não herda uma certeza. Você herda um risco”, resume a médica Maria Isabel, que há mais de 30 anos estuda a doença.
A síndrome de Li-Fraumeni é provocada por alterações no gene TP53, conhecido pelos especialistas como o “guardião” do organismo. Ele é responsável pela produção de uma proteína que identifica e corrige falhas durante a divisão celular. Quando esse mecanismo deixa de funcionar adequadamente, aumenta a possibilidade de surgirem células malignas e, consequentemente, tumores.
No caso de Isabel Teixeira, o alerta veio do histórico familiar. A mãe da atriz morreu em 2006 vítima de câncer. Um ano antes, ela já havia perdido a avó para a doença. Diante dessa sucessão de casos, decidiu investigar a possibilidade de existir uma causa genética por trás da repetição dos diagnósticos na família.
“Num primeiro momento, eu fiquei sem chão”, relembrou a atriz sobre o momento em que recebeu o resultado do teste genético.
Casos em uma mesma família
A síndrome pode atravessar gerações. Foi o que aconteceu na família apresentada na reportagem, em que uma mulher, a filha e o neto carregam a mesma alteração genética. A característica hereditária da condição faz com que o acompanhamento familiar seja uma das principais estratégias para identificar precocemente pessoas em risco.
Depois de descobrir a mutação, Isabel Teixeira também precisou enfrentar uma nova preocupação: saber se os filhos haviam herdado a alteração genética. O resultado mostrou que o filho não possui a síndrome, mas a filha recebeu o mesmo diagnóstico.
“Meu filho deu negativo e minha filha deu positivo. Também é um outro choque”, contou a atriz.
Diagnóstico precoce pode salvar vidas
Especialistas afirmam que o principal benefício do diagnóstico não é antecipar uma doença, mas possibilitar o monitoramento constante para detectar tumores em estágios iniciais. Exames de imagem, ultrassonografias, análises laboratoriais e consultas frequentes permitem identificar alterações antes do aparecimento de sintomas.
A auxiliar de farmácia Andréa conhece bem essa realidade. Ela teve câncer pela primeira vez aos 6 anos. Depois enfrentou novos tumores no rim e no pulmão antes da adolescência. Hoje segue um rigoroso protocolo de acompanhamento e não teve novos tumores detectados desde que iniciou o rastreamento regular.
Segundo os especialistas, pacientes que aderem ao monitoramento recomendado apresentam melhores perspectivas de sobrevivência do que aqueles que procuram atendimento apenas após o surgimento de sintomas.
Uma mutação que se espalhou pelo Brasil
Pesquisadores investigam há anos a alta incidência da síndrome no país. Estudos apontam que uma mutação específica teria sido introduzida na região Sul por um imigrante europeu que viveu no Brasil há séculos. A alteração genética foi transmitida entre gerações e acompanhou fluxos migratórios para outras regiões.
Levantamentos realizados pelo Instituto Nacional do Câncer identificaram a presença da mutação em diferentes partes do território nacional, inclusive no Centro-Oeste, onde a frequência é superior à observada em diversos países.
Embora o acesso à testagem genética ainda seja limitado para parte da população, especialistas defendem que perguntas simples sobre histórico familiar de câncer nas unidades básicas de saúde podem ajudar a identificar pacientes que precisam de uma investigação mais aprofundada.
Atriz Isabel Teixeira no Fantástico
Reprodução/TV Globo
ISSO É FANTÁSTICO
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Fonte: G1 Entretenimento

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Felca volta ao YouTube um ano após vídeo sobre adultização e fala sobre bullying e fobia social

Felca no vídeo “fobia social”.
Reprodução / Youtube
O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou nesta terça-feira (20) um novo vídeo no YouTube, o primeiro desde a publicação de “Adultização”, produção que viralizou há cerca de um ano, pautou o debate nacional sobre proteção de crianças e adolescentes na internet e teve desdobramentos políticos e jurídicos.
No novo vídeo, Felca abandona o formato investigativo que o tornou protagonista de um dos maiores debates públicos de 2025 para contar a própria história. Ao longo da gravação, ele relata episódios de bullying sofridos durante a infância e a adolescência, fala sobre o diagnóstico de fobia social, descreve períodos de ideação suicida e anuncia um desafio pessoal para enfrentar o medo de interações sociais.
Segundo o influenciador, os traumas começaram ainda na escola. Ele afirma ter sofrido agressões físicas recorrentes entre os 12 e os 18 anos. Entre os episódios narrados estão um espancamento por colegas no banheiro da escola, humilhações públicas, exclusão social e situações que, segundo ele, contribuíram para o desenvolvimento da fobia social que carrega até hoje.
Felca também relata que os impactos do bullying continuaram mesmo após o sucesso na internet. No vídeo, ele diz que ainda enfrenta reações físicas intensas em situações sociais, com batimentos cardíacos chegando a mais de 130 por minuto apenas por estar cercado de pessoas.
Agora no g1
O influenciador afirma ainda que, por anos, usou álcool para conseguir participar de gravações, eventos e entrevistas. Segundo ele, a situação culminou em um acidente durante a produção de um vídeo em Londrina. Após beber durante todo o dia, desmaiou em casa, caiu sobre o próprio braço e sofreu fraturas em duas costelas.
A gravação também aborda saúde mental. Felca conta que passou por períodos de ideação suicida na adolescência e afirma que, ao olhar para trás, considera que o sofrimento o impedia de enxergar perspectivas para o futuro. Ele cita o psiquiatra austríaco Viktor Frankl e conceitos da logoterapia para defender que a busca por propósito pode ajudar pessoas em momentos de dor.
Desafio de 90 dias
Na parte final do vídeo, Felca apresenta o projeto “#sinfel”. A proposta é passar 90 dias dizendo “sim” a convites e situações que normalmente evitaria por causa da fobia social. Segundo ele, o objetivo é enfrentar gradualmente o medo de frequentar espaços públicos e de interagir com outras pessoas sem recorrer ao álcool.
O influenciador também anunciou que pretende realizar palestras gratuitas em escolas públicas e privadas para falar sobre os impactos do bullying e ajudar a conscientizar estudantes sobre os efeitos desse tipo de violência.
Quem é Felca, youtuber que denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores
Retorno após vídeo que marcou debate nacional
O novo conteúdo marca o retorno de Felca ao YouTube após um longo período sem publicações na plataforma. Seu último vídeo havia sido “Adultização”, publicado em agosto de 2025. Na produção, o influenciador denunciou casos de exploração de crianças e adolescentes por criadores de conteúdo na internet e citou diretamente o influenciador Hytalo Santos. A gravação viralizou, mobilizou autoridades, gerou investigações, medidas judiciais e se tornou tema de debate político nacional.
A repercussão levou o então presidente da Câmara, Hugo Motta, a defender o avanço de propostas sobre proteção de menores nas redes sociais. O tema também voltou ao centro das discussões no Congresso e impulsionou a tramitação de projetos relacionados à segurança digital de crianças e adolescentes.
Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças
Meses depois, o Senado aprovou um projeto de lei para combater a adultização de crianças no ambiente digital. A proposta cria obrigações para plataformas e serviços online, estabelece mecanismos de proteção para menores e prevê multas que podem chegar a R$ 50 milhões em caso de descumprimento. O texto foi aprovado após a grande repercussão do vídeo de Felca sobre o tema.
Ao relembrar sua trajetória no novo vídeo, o influenciador cita parte dos resultados obtidos depois da publicação sobre adultização como um dos motivos para acreditar na importância de dar sentido às experiências dolorosas que viveu ao longo da vida.
Cronologia Hytalo
arte g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Diogo Nogueira grava o show ‘Infinito samba’ em dezembro, no Rio, com Os Garotin e a Velha Guarda da Portela

Diogo Nogueira em março na estreia do show ‘Infinito samba’, cuja turnê gera registro audiovisual programado para ser feito em 2 de dezembro
Lucas Teixeira / RT Fotografia / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Pelo cronograma inicial da turnê “Infinito samba”, estreada por Diogo Nogueira em 1º de março na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), o cantor carioca teria feito o registro audiovisual do show em 20 de junho, no Parque Madureira, na volta da turnê à cidade.
Contudo, houve mudança no cronograma e a gravação ao vivo do show será efetivamente feita em 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba. Já o local da captação do show foi mantido pelo fato de Madureira ser um bairro carioca tradicionalmente identificado com o samba.
A novidade é que, na gravação audiovisual do show “Infinito samba”, Diogo Nogueira receberá o trio Os Garotin – grupo fluminense de som calcado nos ritmos negros norte-americanos, mas com trânsito pelo universo do samba – e a Velha Guarda da Portela, entre outros convidados de nomes ainda não revelados.
No roteiro do show “Infinito samba”, Diogo Nogueira encadeia sucessos próprios e alheios entre músicas inéditas como “Joga na minha cara” (2026), “Todo apaixonado tem um plano” (2026) e “Noites a bailar” (2026), passeando por sambas de vários estilos e gerações.

Fonte: G1 Entretenimento

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Richard Riehle, ator de ‘Como enlouquecer seu chefe’, morre aos 78 anos

Richard Riehle em cena de ‘Como enlouquecer seu chefe’
Divulgação
Richard Riehle, ator conhecido por personagens coadjuvantes cômicos em filmes como “Como enlouquecer seu chefe” (1999), morreu aos 78 anos na última quinta-feira (15), nos Estados Unidos, de causas naturais. A notícia foi divulgada pela revista “Variety” nesta segunda (19).

Fonte: G1 Entretenimento

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Jorge Ben Jor celebra carreira inigualável com samba, festa e emoção para estádio lotado

Jorge Ben Jor em show no Nubank Parque, em São Paulo, em 17 de outubro de 2026
Divulgação/Lais Moss
“Oitenta e sete anos?!”, era a exclamação que mais se ouvia neste sábado (17), durante o show de Jorge Ben Jor no Nubank Parque, em São Paulo. Dá pra entender por que o músico guardava tanto segredo sobre sua idade: o número não tem nada a ver com o sambista que tocou, com vigor, por mais de duas horas.
A gente nunca sabe como está o alquimista até que ele surge, poucas vezes por ano. Ao contrário de alguns contemporâneos, Jorge Ben faz, no máximo, meia dúzia de shows anuais. Não tem turnê de despedida, comemorativa… nem turnê, de modo geral.
Por isso, Jorge Ben deixou fãs curiosos ao anunciar um show intitulado “Alquimia Popular Brasileira”. À primeira vista, muitos esperavam uma homenagem ao emblemático “A Tábua de Esmeralda” (1974). No mínimo, um show diferente dos que ele faz anualmente em São Paulo.
Não foi bem o caso: o setlist não escapou muito do padrão, só ganhou algumas adesões (como a bem-vinda “Errare Humanum Est”, de “A Tábua”). A grande diferença foi a bela estrutura no palco, com dois telões cúbicos nas laterais e um telão circular atrás da banda. Nada muito exagerado nem fora do tom, mas finamente pensado pra ampliar o show.
Jorge Ben Jor se apresenta no Nubank Parque, no dia 17 de outubro de 2026
Divulgação/Lais Moss
Aliás, havia, sim, uma novidade importante: foi um show para 51 mil pessoas, segundo a assessoria. Anunciar show em estádio tem sido comum — encher, nem tanto. Principalmente para um artista nacional que, querendo ou não, veio para São Paulo no Espaço Unimed nos últimos dois anos.
Não era uma despedida nem uma celebração de data redonda, mas o clima era de homenagem a uma carreira inigualável, com o privilégio de acontecer em vida.
Desde o início, Ben Jor não deu fôlego para a plateia (nem para a banda, às vezes). Emendou sequências matadoras, como “Magnólia”, “Ive Brussel”, “Menina mulher da pele preta”, “O telefone tocou novamente”, “Oba Lá Vem Ela”, “País Tropical”, e a lista continua.
Tocou muito, falou pouco. Justamente por ser tão lacônico, com o olhar escondido atrás dos óculos escuros, surpreendeu todo mundo ao se emocionar. Ao fim de “Alcohol”, trocou o “gosto tanto de você” por “gosto tanto de vocês” e começou a chorar, ovacionado.
Havia outros motivos para as emoções estarem à flor da pele: a 8 dias do resultado de uma eleição presidencial acirrada, o tema pairava sobre o público, mesmo sem Ben Jor se manifestar.
Quando ele incluiu “Costa do Marfim”, faixa em que entoa “pega a mulher do vinte e dois / ganha a mulher do vinte e dois”, parte da plateia respondeu com um coro de “Olê, olê, olá, Lula”, enquanto outros fizeram gestos de 22.
Jorge Ben Jor, Simoninha, Samuel Rosa, Edi Rock, Rael, Baby do Brasil, entre outros em show no Nubank Parque, em São Paulo, em outubro de 2026
Divulgação
Mas nem a maior polarização política do Brasil tirou o efeito desse show. Só alguém como Jorge Ben reuniria Samuel Rosa, Baby do Brasil, Rael, Edi Rock, entre outros para cantar “Taj Mahal” no palco.
De certa forma, a noite lembrou como Jorge Ben é o próprio cânone da cultura brasileira, misturando gente, suingue, futebol e simpatia. Mesmo nos tempos mais duros, ele sabe fazer festa como ninguém.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cindy Crawford fala pela primeira vez sobre morte do filho: ‘Estou arrasada’

Presley Gerber, Kaia Gerber, Cindy Crawford e Rande Gerber em maio
Getty Images via BBC
A ex-supermodelo Cindy Crawford afirmou que ela e sua família estão “arrasados” após a morte de seu filho, Presley Gerber.
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“Ele é uma alma doce e linda que amou e é amado, agora e para sempre”, ela publicou no Instagram, ao lado de uma foto dele em preto e branco. “Estamos muito orgulhosos de como ele se apresentou ao mundo, com bondade e vulnerabilidade.”
O jovem de 27 anos morreu em 20 de setembro em uma clínica de reabilitação na Califórnia. A polícia informou que as autoridades estão investigando a morte como um possível caso de overdose.
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Gerber trabalhou como modelo, assim como sua mãe e sua irmã mais nova, Kaia, fazendo sua estreia nas passarelas para a marca italiana Moschino com apenas 16 anos.
Crawford escreveu na postagem no domingo (18/10): “Nos sentimos muito abençoados por termos tido Presley em nossas vidas por 27 anos.”
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“Agradecemos a demonstração de amor e apoio de tantas pessoas que conhecem e amam nossa família, e até mesmo de estranhos que compartilham nossa dor.”
“Até nos encontrarmos novamente, nosso doce menino. Nós te amamos para sempre, mamãe, papai e Kaia”, escreveu ela, com um emoji de asas de anjo.
A homenagem também listava as datas de seu nascimento e morte.
O Instituto Médico-Legal do Condado de Los Angeles informou que o caso de Gerber ainda está sob investigação. Já o Departamento de Polícia de Santa Monica afirmou que não há indícios de que sua morte tenha envolvido ação criminosa.
A irmã de Gerber, Kaia, também dedicou uma publicação a ele no domingo, que incluía um vídeo dos dois irmãos quando crianças dançando juntos, uma foto deles perto do oceano e uma carta de quatro páginas para “Prez” (apelido do irmão) digitada em um fundo azul.
Na carta, ela disse que tinha medo de furar as orelhas, então “você foi primeiro”.
“Mas quando segurei o brinco que tiraram do seu corpo, tudo o que consegui pensar foi: Isso pertence a você”, escreveu ela.
“Estou aprendendo a te amar quando não posso te ver”, escreveu ela também. “Como te dizer algo sem precisar pegar o telefone para te ligar. Como ser sua irmã em um mundo onde não posso te encontrar”, escreveu ela.
Nos últimos anos, Gerber falou abertamente sobre seus problemas de saúde mental e uso de drogas, e frequentemente postava vídeos no Instagram para o que ele chamava de “Segundas-feiras da Saúde Mental”.
Seu pai, Rande Gerber, um empresário renomado, foi cofundador da marca de tequila Casamigos com George Clooney.

Fonte: G1 Entretenimento

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Victoria’s Secret Fashion Show tem Gisele Bündchen, Kylie Jenner com sutiã milionário e estreia de brasileira

Megan Thee Stallion, Adriana Lima e Alessandra Ambrosio no Victoria’s Secret Fashion Show 2026
REUTERS/Mario Anzuoni
O Victoria’s Secret Fashion Show 2026 aconteceu na noite deste domingo (18), em Los Angeles, e contou com Gisele Bündchen deixando uma mensagem em vídeo, Kylie Jenner usando um sutiã milionário e a estreia da modelo brasileira Luiza Perote, de 21 anos, na passarela do evento.
Luiza é a primeira modelo amazonense a participar do evento. Mas isso ainda não a coloca na lista de “Angels” oficiais da grife, como foi o caso de Gisele Bündchen ao longo de muitos anos.
A modelo não apareceu ao vivo, mas vez uma participação especial por vídeo. A primeira aparição foi antes do início do desfile, marcado pela entrada de Bella Hadid. No telão, Gisele apareceu vestindo um conjunto de lingerie rosa de rendas e perguntou: “Estão prontos para o desfile?”.
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Ao final da apresentação, Gisele retornou ao vídeo e deixou no ar a possibilidade de uma possível retorno às passarelas. “Não foi incrível? Vocês vão me ver mais vezes muito em breve. Tchau!”.
Em 2015, durante o São Paulo Fashion Week, a modelo fez o último desfile da carreira.
Entre as estreantes da passarela do Victoria’s Secret Fashion Show estava, também, Kylie Jenner. A modelo foi a responsável por apresentar o retorno do “Fantasy Bra” após oito anos. A peça foi anunciada como a maior e melhor de todos os tempos. O sutiã – ou melhor, a joia — avaliado em US$ 50 milhões (cerca de R$ 252 milhões).
Kylie Jenner mostra o Fantasy Bra
REUTERS/Mario Anzuoni
A peça pesava quase 2 quilos e trazia 4,4 mil diamantes naturais, além de um diamante amarelo de 75 quilates. Os quinze artesãos que trabalharam nela dedicaram cerca de 1000 horas na produção.
As performances musicais do evento ficaram a cargo de Tate McRae, Katseye, Megan Moroney e Megan Thee Stallion.
Com uma lingerie vermelha, Tate chamou a atenção dos convidados ao cantar “Sports Car”, “Dear God” e seu novo single “Housewife”.
Luiza Perote, Malika El Maslouhi e Ravleen Varghese na passarela do Victoria’s Secret Fashion Show 2026
REUTERS/Mario Anzuoni
Tate McRae no Victoria’s Secret Fashion Show 2026
REUTERS/Mario Anzuoni

Fonte: G1 Entretenimento