Categorias
ENTRETERIMENTO

Zélia Duncan e Mônica Salmaso fazem ‘Proposta para um estado crítico’ em uníssono em single com ar experimental

Zélia Duncan (à esquerda) e Mônica Salmaso unem vozes na regravação de música da cantora e compositora Isadora Melo
Nathaly Assis / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: “Proposta para um estado crítico”
Artistas: Mônica Salmaso e Zélia Duncan
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Composta por Isadora Melo e alocada pela cantora pernambucana na abertura do álbum “Anagrama” (2022), quase como uma vinheta introdutória do disco lançado há quatro anos, a canção “Proposta para um estado crítico” ressurge nas vozes em uníssono das cantoras Mônica Salmaso e Zélia Duncan em single lançado hoje, segunda-feira, 19 de outubro, simultaneamente com clipe dirigido pelo cineasta Walter Carvalho.
Criada por Isadora Melo com intenç curativas de um estado de ansiedade, necessárias no momento atual de um Brasil com os nervos à flor da pele, a música foi descoberta por Mônica Salmaso, que convidou a vizinha Zélia Duncan para o dueto gravado com produção musical do flautista e saxofonista Teco Cardoso.
Movida pelo verso “Eu cuido de você e você cuida de mim”, a canção tem a presença de Maria Beraldo – produtora musical do mais recente álbum de Zélia, “Agudo grave” (2026) – nos toques do clarinete e do clarone. E, a julgar pela audição do single, a presença de Beraldo fez toda a diferença no estúdio.
Do ponto de vista sonoro, a gravação do single “Proposta para um estado crítico” se afina com a ambiência experimental do álbum de Zélia. É nesse espírito de leveza que Mônica maneja o shruti (instrumento de origem indiana) e extrai sons da corda de violão com pincel. Tudo se harmoniza, em clima vanguardista, com as flautas sopradas por Teco Cardoso.
Nas vozes de Mônica Salmaso e Zélia Duncan, afinadas em todos os sentidos, a canção de Isadora Melo soa como um abraço solidário cheio de afeto. Um lenitivo calmante como o chá de flores de jasmim citado no verso da letra da canção.
Capa do single ‘Proposta para um estado crítico’, de Mônica Salmaso e Zélia Duncan
Nathaly Assis / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Fechei os olhos e tentei não estar ali’, diz mulher que acusa Russell Brand de estupro

O ator e comediante britânico Russell Brand chega ao Tribunal da Coroa de Southwark para a segunda semana de seu julgamento por acusações de estupro e agressão sexual envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009, acusações que ele nega, em Londres, Grã-Bretanha, 19 de outubro de 2026.
REUTERS/Toby Melville
Aviso: esta reportagem contém relato de supostos crimes sexuais e má conduta
Uma mulher que acusa Russell Brand de estupro afirmou à polícia que tentou se desligar da situação durante a suposta agressão. O depoimento, gravado em 2023, foi exibido ao júri durante o julgamento nesta segunda-feira (19).
De acordo com o Deadline, a mulher disse à polícia: “Eu apenas fechei os olhos e tentei não estar lá” enquanto o ataque acontecia. Segundo a denunciante, o episódio teria ocorrido enquanto ela conversava com Brand sobre o programa “Big Brother’s Big Mouth”, apresentado por ele. O ator e comediante, de 51 anos, responde a sete acusações, incluindo três de estupro, três de agressão sexual e uma de atentado ao pudor. Ele nega todas as acusações.
Leia mais: Durante julgamento por crimes sexuais, Russell Brand é acusado de tentar arrastar mulher para banheiro
Em depoimento, mulher diz que Russell Brand a obrigou a tirar fotos dele seminu
O ator e comediante britânico Russell Brand chega ao Tribunal da Coroa de Southwark com sua esposa, Laura Brand, durante a segunda semana de seu julgamento por acusações de estupro e agressão sexual envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009, acusações que ele nega, em Londres, Grã-Bretanha, 19 de outubro de 2026.
REUTERS/Toby Melville
Em seu depoimento gravado à polícia, a mulher ainda disse: “Ele simplesmente agarrou meus seios do nada, no meio da conversa”. Pouco tempo depois, ela contou que ele a “arrastou para o banheiro”, onde o chão estava alagado, antes de “abrir o zíper” e supostamente estuprá-la oralmente.
A mulher é a terceira denunciante ouvida pelo júri neste julgamento – e a segunda a alegar estupro. No depoimento, ela contou que, após a suposta agressão sexual, ela lembra que o ator mostrou um “um sorriso enorme – parecia um palhaço, com aquele olhar estranho’.
“Os banheiros ficavam atrás de onde ele estava. Foi literalmente só agarrar e puxar. Ele me segurou com bastante força pelo braço e me puxou naquela direção”, disse ela. “Uma parte de mim dizia para acabar logo com isso para poder sair dali.”
“Eu simplesmente fechei os olhos e tentei não estar ali. Só me lembro de sentir como se fosse uma força. Eu definitivamente disse que não queria fazer isso”, acrescentou. Após o suposto estupro, a mulher, que na época tinha vinte e poucos anos, disse que Brand “se virou para mim e disse: ‘Acho que devemos trocar números agora'”.
A mulher afirmou que telefonou para o produtor de televisão alguns dias depois e o avisou de que Brand era um “predador sexual” que tentou agredi-la sexualmente. Ela lembrou-se do produtor dizendo: “Não acredito nisso”.
Ela explicou que levou a acusação contra Russell Brand à polícia 19 anos depois, em setembro de 2023. A decisão ocorreu após “The Times”, “Sunday Times” e Channel 4 divulgarem acusações de má conduta contra o comediante. Segundo ela, falar sobre o caso era uma obrigação, pois queria “um mundo melhor para minha filha”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Projeto criado por Edgard Scandurra há 30 anos, Benzina se une ao Tartamudo em álbum com a voz de Fausto Fawcett

Edgard Scandurra (ao centro) reativa o projeto solo Benzina em álbum com o duo brasiliense Tartamudo
Angelo Pastorello / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Em 1996, Edgard Scandurra – guitarrista da banda paulistana Ira! – se aventurou no universo da música eletrônica com o álbum de estreia do projeto solo intitulado Benzina ou, precisamente, Benzina a.k.a. Scandurra.
Trinta anos e dois álbuns depois, “Dream pop” (2003) e “Amor incondicional – Edgard Scandurra a.k.a. Benzina” (2006), Benzina volta ao mercado fonográfico com o álbum “As ondas estão no ar”, programado para 6 de novembro.
Desta vez, no entanto, Benzina se junta ao Tartamudo – duo brasiliense formado pelos multi-instrumentistas Wilton Rossi e Zepedro Gollo com som calcado entre o rock e a música eletrônica – em álbum que reforça conexão iniciada em 2020 quando Scandurra anunciou a venda de uma guitarra e Wilton se interessou pelo instrumento.
O álbum “As ondas estão no ar” tem a participação de Fausto Fawcett – que pôs voz nas músicas “Fora do radar” e “Insetos no coração” – e de Silvia Tape, cantora presente na faixa-título “As ondas estão no ar”, música eleita para anunciar o álbum homônimo em single agendado para sexta-feira, 23 de outubro.
Ritmista integrante do Trio Mocotó, o percussionista João Parahyba completa o time de convidados de Benzina e Tartamudo no álbum “As ondas estão no ar”, estando presente em várias faixas.
Semeada há quatro anos quando o Tartamudo convidou Scandurra para participar da regravação de música da banda Gang 90, “Convite ao prazer” (Julio Barroso, Lee Marcucci e Wander Taffo, 1983), no álbum “A loop is a loop is a loop” (2022), a união de Benzina e Tartamudo já foi testada ao vivo em show feito por Scandurra em Brasília (DF) com a participação do duo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome genética que aumenta risco de câncer: ‘fiquei sem chão’

Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome genética que aumenta risco de câncer
O que une uma família pode ir muito além dos laços de sangue. Em alguns casos, está escrito no DNA. Uma alteração genética pode atravessar gerações e aumentar o risco de desenvolver câncer, mesmo entre pessoas que nunca tiveram a doença.
É o caso da síndrome de Li-Fraumeni, uma condição hereditária que aumenta a predisposição ao câncer e que faz parte da história da atriz Isabel Teixeira.
Conhecida do público por interpretar personagens marcantes na televisão, Isabel precisou lidar, fora das telas, com uma descoberta que mudou sua relação com a própria saúde e trouxe uma nova preocupação: a possibilidade de transmitir a alteração genética aos filhos.
Uma descoberta que mudou tudo
O alerta veio do histórico familiar. A mãe de Isabel morreu de câncer em 2006. A avó havia morrido um ano antes, também vítima da doença.
Em 2019, a atriz decidiu investigar se havia uma explicação genética para tantos casos na família.
A confirmação da síndrome foi um choque.
“Num primeiro momento, eu fiquei sem chão, na hora. Eu me lembro no dia de eu tomar um banho muito longo e ficar parada, assim, e não entender o que estava acontecendo”, contou Isabel.
Veja a entrevista completa no vídeo acima.
O que é a síndrome de Li-Fraumeni?
A síndrome de Li-Fraumeni está associada a uma alteração no gene TP53, responsável pela produção de uma proteína que ajuda a proteger o organismo contra o desenvolvimento de tumores.
Esse gene funciona como uma espécie de guardião: participa do controle da divisão celular e ajuda a impedir que células com alterações se multipliquem de maneira desordenada. Quando esse mecanismo falha, uma das defesas naturais do corpo contra o câncer fica comprometida.
A mutação é hereditária e pode ser transmitida de pais para filhos. Isso, porém, não significa que todas as pessoas que têm a alteração desenvolverão câncer.
A diferença é importante: a pessoa herda uma predisposição, não uma certeza de adoecer.
A decisão de agir
Depois de receber o diagnóstico, Isabel decidiu mudar hábitos e adotar medidas para cuidar da saúde. Parou de fumar, cortou o consumo de bebidas alcoólicas e passou a praticar atividades físicas.
Ela também optou pela retirada preventiva das mamas, uma decisão tomada diante do risco associado à síndrome.
Mas ainda havia uma pergunta difícil de responder: os filhos também teriam herdado a alteração genética?
A atriz fez os testes para investigar a possibilidade. O resultado do filho foi negativo. O da filha, positivo.
“Também é um outro choque”, relatou Isabel ao falar sobre a descoberta.
Para a filha, saber que tem a síndrome trouxe uma nova consciência sobre os cuidados com o próprio corpo. Ela passou a se interessar mais pela alimentação, pela academia e pela natação.
A condição, segundo ela, não a faz se sentir diferente das outras meninas da mesma idade. Em vez disso, a descoberta contribuiu para que prestasse mais atenção à própria saúde.
Uma síndrome que pode atravessar gerações
Isabel não é a única a conviver com a síndrome de Li-Fraumeni. Em outra família apresentada na reportagem, Adeline tem a condição, assim como os filhos Lorena e Lorenzo.
A presença da alteração genética em diferentes integrantes de uma mesma família mostra como a síndrome pode atravessar gerações. Por isso, a investigação do histórico familiar de câncer é uma ferramenta importante para levantar suspeitas e orientar a realização de testes genéticos.
A médica Maria Isabel, que estuda a síndrome há mais de 30 anos, acompanha pacientes com a condição e explica a importância de identificar esses casos.
No Brasil, pesquisadores também tentam entender por que determinadas regiões concentram mais ocorrências de alterações associadas à síndrome.
O que explica tantos casos no Brasil?
Uma das hipóteses investigadas pela ciência remonta ao século 18. Um tropeiro europeu teria percorrido o Sul do país e deixado descendentes que, ao longo das gerações, ajudaram a disseminar uma variante genética.
Em Florianópolis, por exemplo, especialistas observam uma concentração de tumores de adrenal, um tipo de câncer associado à síndrome de Li-Fraumeni.
A alteração também foi identificada em outras partes do país. No Centro-Oeste, pesquisadores encontraram uma frequência menor do que a descrita para o Sul e o Sudeste, mas ainda superior à observada em outras regiões do mundo.
Uma das possíveis explicações é o movimento migratório das últimas cinco décadas, quando muitas pessoas deixaram o Sul em direção ao Centro-Oeste e ao Norte.
Para dimensionar a presença dessa variante genética no Brasil, pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, analisam mais de 100 mil amostras relacionadas ao teste do pezinho.
O objetivo é compreender melhor a distribuição da alteração genética e ampliar o conhecimento sobre a população que pode estar em risco.
Diagnóstico precoce pode fazer a diferença
Para quem tem a síndrome, conhecer o risco genético pode abrir caminho para um acompanhamento médico específico, com exames periódicos e investigação de possíveis tumores antes do aparecimento de sintomas.
A história de Andréa mostra a importância desse cuidado.
Ela teve o primeiro câncer aos 6 anos de idade: um tumor na glândula suprarrenal que pesava 3 quilos. Depois, a doença atingiu o rim, e foi necessário retirar o órgão esquerdo.
Aos 12 anos, um novo tumor apareceu no pulmão. Andréa precisou passar por outra cirurgia, que retirou um terço do pulmão direito.
Depois dessa sequência de diagnósticos ainda na infância, ela passou a seguir uma rotina rigorosa de acompanhamento médico.
O protocolo inclui ressonâncias magnéticas anuais, ultrassonografias e exames de sangue. Desde que iniciou esse acompanhamento, nenhum novo tumor foi identificado.
Segundo a especialista ouvida pela reportagem, pacientes que seguem o rastreamento nos intervalos recomendados apresentam melhores resultados do que aqueles que deixam de fazer os exames e procuram atendimento apenas quando surgem sintomas.
A proposta não é viver à espera do câncer, mas aproveitar o conhecimento sobre a predisposição genética para agir antes que a doença avance.
O desafio de ampliar o acesso
No Sistema Único de Saúde (SUS), o caminho para identificar a síndrome pode começar ainda na atenção básica. Perguntas sobre casos de câncer na família, feitas durante uma consulta por motivos aparentemente sem relação com a doença, podem ajudar a identificar pessoas que precisam de investigação especializada.
O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) é um dos centros que oferecem esse tipo de atendimento pelo sistema público.
Apesar disso, o acesso à testagem e ao acompanhamento ainda é um desafio para muitas famílias. De acordo com a reportagem, o exame para identificar a variante pode custar cerca de R$ 300 em alguns locais.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que, desde 2023, vem ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento de doenças raras no SUS, com novas tecnologias, medicamentos e exames. Segundo a pasta, a meta é facilitar a identificação precoce e o acompanhamento contínuo dos pacientes.
A expansão dessa rede de atendimento é fundamental para que pessoas com a síndrome tenham acesso à informação, ao diagnóstico e ao acompanhamento necessário.
Conhecer o risco para seguir em frente
Receber o diagnóstico de uma síndrome hereditária pode provocar medo, insegurança e dúvidas sobre o futuro. Quando a alteração também pode ser transmitida aos filhos, a descoberta ganha uma dimensão ainda mais pessoal.
Mas conhecer a predisposição genética não significa que o câncer seja inevitável. A informação pode ajudar a orientar decisões preventivas e a estabelecer uma rotina de acompanhamento capaz de identificar tumores precocemente.
Para Isabel Teixeira, conviver com essa possibilidade não significa deixar que o medo determine a vida.
“Talvez eu tenha câncer. Esse é um medo que não me paralisa, porque eu acredito que a prevenção também é cura”, afirmou.
Atriz Isabel Teixeira no Fantástico
Reprodução/TV Globo
ISSO É FANTÁSTICO
O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Do caos ao sucesso: os bastidores do DVD ‘1000 Trutas, 1000 Tretas’, dos Racionais MC’s, que faz 20 anos

Os bastidores do DVD ‘1000 Trutas, 1000 Tretas’, dos Racionais MC’s
Há 20 anos, em 7 de outubro de 2006, os Racionais MC’s lançavam seu primeiro DVD, “1000 Trutas, 1000 Tretas”.
Nascido já como um momento histórico do rap nacional, o projeto teve mais de quatro anos de gestação e foi construído sobre alguns dos principais pilares do grupo: construção coletiva entre os seus, pouca mídia e um retrato fiel do seu tempo.
O g1 conversou com parte da equipe que fez o DVD, que quase não saiu do campo das ideias por conta de um grande problema técnico.
‘1000 Trutas, 1000 Tretas’, dos Racionais MCs, completa 20 anos
Reprodução e Bob Wolfenson/Divulgação
O caos não planejado
No início de 2002, os Racionais MC’s lançaram “Nada Como um Dia após o Outro Dia”, álbum duplo que sucedeu o aclamado “Sobrevivendo no Inferno” (1997), que virou até livro obrigatório em vestibular nos dias de hoje.
Para coroar o momento, Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay decidiram gravar um DVD. Na virada do século, as gravações de shows ao vivo estavam em alta, mas esse tipo de produção era um ineditismo no rap nacional.
A gravação aconteceu no galpão Casaluce, no Brás, região central de São Paulo. O espaço, que comportava cerca de três mil pessoas, recebeu 10 mil, segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”.
“A falta de hits e a preocupação com o roteiro do DVD não ajudaram o show a decolar. Isso, somado ao cansaço pelo acúmulo de horas em que as pessoas estavam em pé, refletiu-se numa receptividade apenas morna da plateia em parte do show — ao contrário do que se insinuou na abertura, quando o público recebeu o grupo aos urros, com socos no ar. Os momentos de pico se deram com ‘Negro Drama’ e, principalmente, ‘Vida Loka 1′”, disse a crítica da época.
Porém, a superlotação gerou um problema técnico que inviabilizou a produção do DVD.
“Com a superlotação, alguns cabos acabaram sendo pisados e danificados, comprometendo a captação, e aquele material não pôde virar o DVD. A gente podia ter parado ali, mas decidiu fazer de novo”, diz Mano Brown, em comunicado sobre os 20 anos do DVD.
A nova gravação
A sequência nasceu, num primeiro momento, com os Racionais “abraçando” a equipe que fez a primeira gravação, começando pelo diretor Roberto T. Oliveira, dono da Sindicato Paralelo Filmes, responsável pela produção do DVD.
Roberto, que já tinha trabalhado com Chorão e produzido outros projetos musicais, foi convidado por Ice Blue para dirigir o lançamento do grupo de que era fã. Depois da confusão da primeira tentativa, passou a acompanhar o quarteto em shows pelo Brasil.
“Isso ajudou a criar uma conexão com todo o grupo. Durante anos, eu estava ali no palco, nos bastidores, gravando um acervo incrível. Construímos uma amizade e eu também passei a entender melhor cada um. Óbvio que, na hora de gravar, essa proximidade ajuda no resultado final”, explica ao g1.
Mano Brown e KL Jay durante turnê dos Racionais MCs pelo Japão
Reprodução/YouTube
Segundo o grupo, entre 2002 e 2006, eles realizaram cerca de 400 shows, com direito a turnê pelo Japão, EUA e Europa. Nas apresentações pelo Brasil, duas regras eram sagradas: ingressos baratos (no máximo, R$ 20, valores da época) e nada de polícia fazendo segurança no palco.
Abrindo mão de grandes cachês e até mesmo de propostas de canais de TV para produzir o DVD, os Racionais decidiram gravar sua segunda diária em abril de 2004, durante show no Sesc Itaquera, Zona Leste de São Paulo.
Ao todo, a produção do “1000 Trutas, 1000 Tretas” custaria aos cofres do grupo R$ 400 mil na época (cerca de R$ 1,5 milhão em valores corrigidos), com uma equipe técnica repleta de nomes importantes que tinham algum tipo de ligação com a cultura hip-hop.
“Eu não ganhei nem cachê para o DVD. Eu sabia que não era um projeto fácil e eles sempre me pagaram religiosamente. A gente fez no amor, por isso que saiu. Os Racionais são leais, eles escolhem a dedo quem trabalha com eles. Fico feliz de ter feito parte não só desse projeto, mas de ter contribuído com a cultura e ter mantido uma amizade com o grupo, principalmente com Mano Brown”, comenta Roberto.
O cenário da primeira gravação foi emulado na segunda e ficou sob a responsabilidade de Flávio Sadella. Ao g1, ele contou que a direção de arte seria guiada pelo single que era o “carro-chefe” dos Racionais à época: “Vida Loka Pt. 2”.
Cenografia usada no DVD ‘1000 Trutas, 1000 Tretas’, dos Racionais MC’s
Arquivo Pessoal/Flávio Sadalla
“Eu participei da concepção para o primeiro show. Fizemos algumas reuniões na minha casa e decidimos por essa reprodução da favela, com algumas características específicas, pensando na liberdade que eles queriam também para improvisar na hora”, explica ele, que atualmente trabalha com o mercado de alto luxo no seu próprio estúdio, o Stdio Sadella.
“O que mais me encanta é saber que fizemos um trabalho visionário. À época, não tinha led, a tecnologia era outra. Você vê o Palco Favela, do Rock in Rio, por exemplo, e há uma inspiração clara no que foi esse DVD.”
Os momentos icônicos
Jorge Ben Jor durante gravação do DVD ‘1000 Trutas, 1000 Tretas’, dos Racionais MCs
Reprodução/YouTube
Quem canta a primeira música do “1000 Trutas, 1000 Tretas” é Jorge Ben Jor. Mas a ideia surgiu quase de última hora.
Isso porque o grande mentor do DVD era Mano Brown, que mantinha certas ideias apenas na sua cabeça. Uma dessas “ideias” era qual música o convidado de honra cantaria.
A decisão veio enquanto Jorge Ben cortava seu cabelo no camarim. Muito grato pelo convite, o ícone da música brasileira ainda estava na dúvida sobre o que ia apresentar no palco. Ao questionar Brown, que homenageou o cantor no nome de seus dois filhos (Kaire Jorge e Domênica), sobre como seria sua apresentação, recebeu como recomendação que tocasse uma música meio lado B da sua obra: “Abenção Mamãe, Abenção Papai”, do álbum “Sonsual” (1984).
E assim foi decidido.
“Vida Loka Pt. 2” é a música que fecha o DVD. Cantada por Mano Brown, no DVD ela ganha o protagonismo de Ice Blue. No meio da música, ele se joga no público, que o agarra e retribui com tapas e cumprimentos.
Esse momento foi registrado pelo cinegrafista Rodney Suguita, que, no meio da confusão, acabou com a câmera quebrada.
“Eu era o único cinegrafista ‘livre’, então fui com a câmera para o camarim e, durante o show, fiquei no público, rodando. Quando o Blue foi para o público, ele foi dando tapa para tudo quanto é lado e acabou acertando a lente e o visor, que quebrou. Gravei todo o resto sem um retorno de imagem”, explica ao g1.
“Eu estava muito cansado, foi uma longa diária. No fim das contas, eu fiquei 15 horas em pé para pegar um take de 30, 40 segundos. Mas valeu a pena porque entrou para a história.”
Câmera usada por Rodney na gravação do DVD dos Racionais MCs
Arquivo Pessoal
Termômetro de sucesso
Com a primeira diária de 2002, a segunda em 2004 e o lançamento em 2006, “1000 Trutas, 1000 Tretas” registra a conexão profunda do grupo com as periferias de São Paulo (e do Brasil) ao longo de quase uma década.
O intervalo de mais de dois anos entre o show no Sesc Itaquera e a chegada do DVD teve uma razão prática: o projeto não foi pensado como um simples registro de palco, mas como um híbrido de show e documentário da turnê, costurando a catarse das apresentações com a intimidade das viagens, conversas de camarim e reflexões políticas.
Hoje, o registro ao vivo soma mais de 136 milhões de reproduções no Spotify, enquanto o canal oficial no YouTube ultrapassa 2,9 bilhões de visualizações. Em meados de 2006, ter um registro audiovisual “bombando” nas banquinhas pelo Brasil era sinônimo de sucesso absoluto – mesmo sem uma métrica de vendas.
“Calcinha Preta Vol. 2”, “Ivete Sangalo no Maracanã”, “Acústico MTV: Zeca Pagodinho” e até mesmo o filme “Tropa de Elite” são exemplos desse fenômeno.
“Não tem prova maior de sucesso do que essa”, resume Roberto.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Benito Di Paula morre em São Paulo, aos 84 anos, e deixa obra inovadora no segmento do samba

Cantor, compositor e músico Benito di Paula, nascido em Nova Friburgo (RJ), morre em São Paulo (SP) aos 84 anos
Murilo Alvesso
♫ OBITUÁRIO
♬ Um dos cantores e compositores mais populares dos anos 1970, Benito Di Paula morreu na noite deste domingo, 18 de outubro, aos 84 anos. O artista faleceu no Hospital 9 de julho, em São Paulo (SP), em decorrência de complicações de um câncer.
Cantor, compositor e músico fluminense, Benito Di Paula nasceu Uday Velloso (28 de novembro de 1941 – 18 de outubro de 2026) na cidade de Nova Friburgo (RJ) e foi criado no Rio de Janeiro (RJ). Mas o Brasil já o conheceu como Benito Di Paula a partir dos anos 1970, década em que o artista fez sucesso nacional com um samba diferente.
Benito Di Paula jamais se considerou um sambista da dinastia de Martinho da Vila e Paulinho da Viola, cantores e compositores que também obtiveram grande sucesso na década de 1970 no segmento do samba. Benito sempre se rotulou publicamente como sambeiro e como pianeiro.
Foi no toque percussivo do piano que Benito Di Paula fazia a própria batucada com um suingue brasileiro que, de certa forma, antecipou o pagode paulista que seria propagado nos anos 1990 por grupos como Raça Negra com arranjos cheios de teclados.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Integrantes de ‘Rebelde’ lamentam morte de Lua Blanco

Lua Blanco
Marcos Serra Lima/G1
A atriz e cantora Lua Blanco morreu aos 39 anos neste domingo (18). Os atores que participaram da novela “Rebelde” usaram as redes sociais para lamentar a morte da intérprete da personagem Roberta da novela.
“Essa foi a última vez que a gente se viu… Que bom que ainda em vida tivemos a oportunidade de conversarmos e falarmos tudo. Que Deus te receba de braços abertos e conforte o coração de todos os que ficaram.”, escreveu Arthur Aguiar, que interpretou Diego e foi um dos protagonistas da versão brasileira.
“Que Deus a receba com o seu amor misericordioso. E que pegue cada um de vcs na palma da mão”, comentou Mel Fronckowiak, que viveu a Carla na novela.
“Ainda em choque… Nossa amada Lua descanse em paz”, escreveu Micael Borges, o intérprete de Pedro, par romântico de Alice, papel de Sophia Abrahão.
Morte confirmada pela família
A informação da morte foi confirmada pela família, nas redes sociais. “É com muita tristeza que informamos o falecimento da nossa amada irmã Lua Maria Blanco. Ela vinha lutando contra um câncer nos últimos meses de vida, e nesse tempo ela foi completamente rodeada pelo amor da família e dos amigos que estiveram com ela a vida toda”, diz o post.
A postagem diz ainda que “ela se foi em paz, preenchida de amor e com a fé plena de que ia direto pras mãos de Deus. Ela estará conosco para sempre, nos iluminando com a sua forte luz eterna”.
A família pede também respeito pelo luto e “silêncio nesse momento desafiador”. Não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.
Arthur Aguiar lamentou a morte de Lua Blanco
Instagram/Reprodução
Mel Fronckowiak lamentou a morte de Lua Blanco
instagram/reprodução
Micael Borges lamentou a morte de Lua Blanco
Reprodução/instagram

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Aquarelas’ de Ary Barroso e Tom Jobim colorem com a bossa brasileira o show de Dionne Warwick no Rio de Janeiro

Dionne Warwick canta músicas como ‘Garota de Ipanema’, ‘Na Baixa do Sapateiro’ e ‘Aquarela do Brasil’ em show na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ)
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
♫ ANÁLISE
♬ Poucas cantoras norte-americanas tiveram ou têm um ligação tão forte e permanente com a música brasileira como Dionne Warwick, artista que descortinou todo um universo pop ao gravar, a partir de 1962, uma série de canções da dupla de compositores Burt Bacharach (1928 – 2023) e Hal David (1921 – 2012).
Na década de 1990, precisamente a partir de 1993, Dionne começou a circular por Rio de Janeiro (RJ) e de Salvador (BA), passando temporadas nessas cidades enquanto gravava um álbum com músicas brasileiras, “Aquarela do Brasil”, disco produzido por Téo Lima, batizado com o nome do antológico samba-exaltação de Ary Barroso (1903 – 1964) – gravado por Dionne na versão em inglês escrita por Bob Russell (1914 – 1970) em 1942 e intitulada “Brazil”– e lançado em 1994 com repercussão comercial muito aquém do esperado pela cantora, efeito creditado pela artista ao pouco investimento da gravadora Arista na promoção do álbum.
A intensa relação de Dionne Warwick com a música do Brasil ficou evidenciada mais uma vez no roteiro do show apresentado pela cantora na casa Vivo Rio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, sábado, 17 de outubro.
A apresentação faz parte da perna brasileira da turnê mundial de despedida de Dionne, “Over and out – A farewell tour”, ainda em rotação pelo Brasil e com apresentações agendadas em Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).
A cantora norte-americana Dionne Warwick se despede do palcos do Brasil com o show da “Over and out – A farewell tour”
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
A dois meses de completar 86 anos, em 12 de dezembro, Dionne Warwick tem usado inteligentemente a voz em tons mais baixos que se ajustam à bossa brasileira.
Na estreia carioca da turnê, a artista recorreu a essa bossa em bloco com músicas do Brasil em versões em inglês. A primeira foi “Garota de Ipanema” – samba apresentado em show pelos compositores Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980) no mesmo ano de 1962 em que Dionne lançou o primeiro single solo com uma canção de Burt Bacharach e Hal David, “Don’t make me over” – na versão em inglês escrita em 1963 por Norman Gimbel (1927 – 2018).
Na sequência, um batuque ancestral introduziu um dos sambas mais famosos de Ary Barroso, “Na Baixa do Sapateiro” (1938), cantado por Dionne em inglês na versão de Ray Gilbert (1912 – 1976) intitulada “Bahia”, em clima de bossa nova, arriscando alguns versos em português como “Meu Senhor do Bonfim / Arranje uma morena igualzinha para mim”.
Em seguida, a cantora reproduziu parte do medley de músicas de Tom Jobim com que abriu o já mencionado álbum “Aquarela do Brasil”. No medley com jeito de pot-pourri, Dionne encadeou trechos de “Quiet nights of quiet stars (Corcovado)” (Antonio Carlos Jobim, 1960, em versão inglês de Gene Lees, 1965), “Wave” (Antonio Carlos Jobim, 1967) e “Waters of march” (Antonio Carlos Jobim, 1972).
Fechando o bloco brasileiro do roteiro do show da “Over and out – A farewell tour”, Dionne Warwick pintou uma “Aquarela do Brasil” de tonalidade quase épica, fazendo gingar com bossa o Brasil do amor dessa grande cantora norte-americana.
A artista encerrou a elegante apresentação reafirmando o amor pelo país e dizendo que o público carioca não iria mais ouvi-la cantar no palco, mas que ainda iria vê-la no shopping center, na praia, enfim, na vida que Dionne Warwick ainda pretende viver no Brasil após sair de cena.
Dionne Warwick inclui medley com músicas de Tom Jobim (1927 – 1994) no roteiro do show da ‘Over and out – A farewell tour’
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Daniel Lopes junta Noel Rosa, Fausto Fawcett, Jorge Vercillo e IA na pista do álbum ‘Já que veio, fica para dançar’

Daniel Lopes (à esquerda) recicla a gravação do samba ‘Com que roupa?’, feita em 1930 por Noel Rosa (1910 –1937), no fecho do álbum ‘Já que veio, fica pra dançar’
Marcelo Camelo / Reprodução / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Quase um século atravessa a gravação do samba “Com que roupa?” – composto em 1929 e gravado em 1930 pelo autor, Noel Rosa (1910 – 1937) – e a edição do álbum “Já que veio, fica pra dançar”, do compositor, produtor musical e multi-instrumentista carioca Daniel Lopes. Pois a gravação de “Com que roupa?” com Noel é reciclada no arremate do álbum lançado ontem, 16 de outubro, em edição independente do artista.
Residente há três anos em Lisboa, capital de Portugal, Daniel Lopes manda de além-mar um álbum que recorre às ferramentas da inteligência artificial – como na formatação do samba “Eclipse total”, no qual figura o cibernético carioca Fausto Fawcett – sem abrir mão de alguns encontros presenciais entre as conexões digitais.
Se há organicidade no canto de Chico Chico, autor e convidado da canção “E tudo mais”, há IA na criação dos arranjos de músicas como “Amor, mistério e dor”, composição de Luís Carlinhos e Bruno Levinson encorpada com vozes artificiais.
Ao longo das 15 faixas do álbum “Já que veio, fica pra dançar”, Daniel Lopes promove encontros com Anna Ratto (na canção “Quero saber”), Lia Sabugosa – intérprete do hino geracional “Como nossos pais” (Belchior, 1976), lançado há 50 anos – e Jorge Vercillo, presente em “Quatro elementos”, música que se afina pela temática espiritualista com “Paz na terra”, canção composta e interpretada por João Viana.
Já “Moacir in blues” cruza tempo e espaço para conectar o saxofonista Moacir Silva (1940 – 2002) com o neto do músico, o baixista Jorge Ailton.
Antes de migrar para Portugal, onde desenvolve projetos musicais para os mercados europeu e brasileiro, Daniel Lopes foi líder da banda Reverse ao longo dos anos 2000 e integrou o trio Les Pop, com o qual legou um dos grandes discos da cena indie dos anos 2010, “Quero ser cool” (2011), lançado há 15 anos. Paralelamente, Daniel Lopes também construiu discografia solo que rendeu álbuns como “Bonito” (2012) e “Input relâmpago” (2014).
Capa do álbum ‘Já que veio, fica pra dançar’, de Daniel Lopes
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Grupo Clareou grava álbum audiovisual em show na favela da Rocinha, com o cantor Mumuzinho entre os convidados

Atualmente reduzido a um trio, o grupo Clareou agendou gravação audiovisual de show para o próximo sábado, 24 de outubro
Raphael Urjais / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Oficializado como vocalista do grupo de pagode Clareou em fevereiro de 2024, em substituição a Vagner Magal, o cantor Branco cresceu na favela da Rocinha. Por isso, tem especial simbolismo para Branco a escolha da comunidade carioca para ser o local de gravação do novo álbum audiovisual do grupo, “Rocinha Clareou”.
Programada para o próximo sábado, 24 de outubro, a partir das 14h, a gravação ao vivo do álbum “Rocinha Clareou” será feita em show apresentado por Branco, Anderson Mendonça (o Buiu, no pandeiro) e Fernando Mellete (tantã) na Via Ápia, epicentro da comunidade. A entrada é gratuita.
Renato da Rocinha (irmão de Branco), Mumuzinho – avalista do Clareou desde os primórdios em 2009, quando o grupo carioca ainda se chamava Salada Mista – e Ramon Ramos formam o trio de convidados do Clareou no registro audiovisual do show “Rocinha Clareou”.
Sob direção musical de Clay Wilson, o grupo Clareou seguirá roteiro formado por seis músicas inéditas, os maiores sucessos do trio – como “Marra de durão” – e abordagens de canções da MPB em ritmo de pagode. Espera-se um público estimado em cinco mil pessoas.

Fonte: G1 Entretenimento