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‘Diablo 4: Lord of Hatred’: Como reações de jogadores ‘mudaram dramaticamente’ a história


Desde o lançamento de “Diablo 4: Lord of Hatred” no último dia 27, jogadores do RPG de ação têm se aventurado na grande conclusão da história apresentada pela segunda expansão do game de 2023. E essa trama poderia ter sido “dramaticamente” diferente.
g1 jogou: ‘Lord of Hatred’ simplifica básico e amplia opções em final incrível
Sem entrar em spoilers, a campanha do DLC traz o confronto final do protagonista e de Mefisto, o “Senhor do Ódio” do título – e redime alguns personagens no processo, se despede de outros e até resgata certos favoritos dos fãs, de jogos anteriores.
O arco narrativo geral se manteve em grande parte o mesmo desde o começo– com o antagonismo da demônia Lilith na abertura e o embate com seu pai no final. Mas detalhes de como chegar até lá variaram bastante.
“Inicialmente, não tínhamos certeza de quantas expansões teríamos, mas essa sempre foi a história planejada”, diz em entrevista ao g1 um dos diretores associados de game design do jogo, Rex Dickson.
“Havia um rascunho inicial de ‘Lord of Hatred’ que foi mudado dramaticamente baseado nas reações a ‘Vessel of Hatred’ (2024). Tinha um foco bem maior na Oráculo e na Rainha Amazona. Ao ver o quanto as pessoas amaram alguns personagens, queríamos trazê-los de volta. Por isso, temos mais de Lilith e Mefisto agora.”
Assista ao trailer de ‘Diablo 4: Lord of Hatred’
A eterna busca por equilíbrio
Além da conclusão da história central do game, a nova expansão apresenta duas novas classes selecionáveis – o heroico paladino e o sombrio bruxo –, um sistema totalmente repaginado de habilidades e mais uma série de outras novidades.
Elas fazem parte de um esforço contínuo para entreter a maior parte dos jogadores de “Diablo 4”, que tem uma comunidade dividida em dois tipos pelos desenvolvedores.
Enquanto uma fatia considerável, segundo Dickson, está interessada apenas na história, a fundação do público é constituída pelos jogadores das temporadas – que adicionam conteúdo inédito e pequenas tramas em períodos que duram alguns meses.
O desafio é agradar o aventureiro mais casual, que tem poucas horas para jogar por semana, assim como o hardcore, que em poucos dias já chegou ao limite de evolução do personagem.
Essa foi a inspiração para uma das principais atividades introduzidas pelo DLC, chamada de planos de guerra. Acessível após o fim da campanha, ela permite que o jogador escolha entre diferentes desafios e ganhe recompensas mais previsíveis com a conclusão do percurso selecionado.
“Sabe, muita gente jogava apenas as hordas infernais de novo e de novo porque acha que é a maneira mais rápida de conseguir experiência”, afirma ele.
“E planos de guerra te incentiva a fazer atividades diferentes, desde a cidade subterrânea às masmorras pesadelo.”
“Assim, você consegue uma mistura legal e equilibrada. Achamos que essa é a melhor maneira de manter as pessoas jogando.”
Paladino e Bruxo são as novas classes de ‘Diablo 4: Lord of Hatred’
Divulgação
O futuro de ‘Diablo’
Com o sucesso com os críticos e uma recepção favorável com os jogadores, pelo menos por ora, “Lord of Hatred” parece ter se firmado como uma conclusão aceitável para a saga – e uma boa fundação para o futuro da série.
O mistério agora é se ele tomará forma como uma nova trilogia de expansões – o que iria muito além do que aconteceu com “Diablo 2” e “Diablo 3”, que tiveram apenas um DLC cada – ou apenas com um “Diablo 5”.
“Poderíamos continuar produzindo expansões e pacotes com classes para sempre, e o público provavelmente estaria ali. Então talvez vocês vejam um pouco disso, dependendo das vendas de ‘Lord of Hatred'”, fala o desenvolvedor, com um leve sorriso.
“Estamos guardando algumas coisas grandes para o futuro.”
2026 também marca os 30 anos da franquia – por mais que se discuta se o primeiro “Diablo” foi lançado em dezembro de 1996 ou em janeiro de 1997.
Faz sentido, então, que a comunidade espere grandes novidades para os próximos meses.
Para os ansiosos, Dickson faz mistério, mas pede que os fãs fiquem de olho na BlizzCon 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de setembro. Em seu grande evento anual, a desenvolvedora Blizzard apresenta novidades de seus jogos principais, como “Diablo”.
“Blizzcon vai ser muito grande para a gente. Esperem alguns anúncios surpresa gigantescos esse ano.”
‘Diablo 4: Lord of Hatred’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Os Garotin reúne Liniker, Lenine, Arthur Verocai, Malía, Hamilton de Holanda e 2ZDinizz no álbum ‘Força da juventude’


Capa do álbum ‘Força da juventude’, do trio Os Garotin
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ “Força da juventude” é o título do segundo álbum do trio fluminense Os Garotin. “Força da juventude” é também o nome de uma das 13 músicas do álbum programado para ser lançado em 14 de maio.
Além do já noticiado feat do grupo com a cantora Marina Sena e o rapper BK, convidados da faixa “Se joga”, o álbum “Força da juventude” tem participações de nomes como o pianista Arthur Verocai (na faixa “Uma noite só”), a cantora carioca Malía (na música “Deixa eu te encontrar”), o rapper niteroiense 2ZDinizz (na faixa “Falador”) e o cantor Lenine e o bandolinista Hamilton de Holanda (ambos na música “Soul brasileiro”).
Liniker também faz feat com Os Garotin na música “Simples assim”, apresentada pelo trio em setembro do ano passado no EP “Session 2”.
O repertório do álbum “Força da juventude” também inclui as músicas “Hoje eu vou me dar bem”, “Baby não vá”, “Gimme just one night”, “Não vá”, “Fantástica” e “Calor e arrepio”.
♪ Eis, na disposição das faixas no álbum “Força da juventude”, as 13 músicas do segundo álbum dos Garotin:
1. “Hoje eu vou me dar bem”
2. “Se joga” | Feat. BK e Marina Sena
3. “Baby não vá”
4. “Deixa eu te encontrar” | Feat. Malia
5. “Soul brasileiro” | Feat. Lenine e Hamilton de Holanda
6. “Força da juventude”
7. “Falador” | Feat. 2ZDinizz
8. “Gimme just one night”
9. “Calor e arrepio”
10. “Não vá”
11. “Fantástica”
12. “Simples assim” | Feat. Liniker
13. “uma noite só” | Feat. Arthur Verocai

Fonte: G1 Entretenimento

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Canecão, casa que reabre em 2027 no Rio, tem memória reavivada em filme com depoimento de Roberto Carlos


Roberto Carlos em cena do documentário ‘Canecão – Tantas emoções’, filme do diretor Bruno Levinson
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Uma das mais importantes casas de shows do Brasil, inaugurada em 1967 (com shows a partir de 1969), desativada em 2010 e prevista para ser reaberta em 2027 como complexo cultural, o Canecão é coisa de cinema. A história desse mítico palco carioca – atestado de sucesso para quem lá se apresentou, sobretudo nos anos 1970 e 1980 – é contada no documentário “Canecão – Tantas emoções”, do diretor Bruno Levinson.
Inédito, o filme estreia em junho com première agendada na programação da Mostra Brasil da 18ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical.
Levinson reconstitui a história e as estórias do Canecão através de material de arquivo e depoimentos inéditos de jornalistas, de funcionários da casa e, claro, de artistas como Adriana Calcanhotto, Alcione, Alceu Valença, Fernanda Abreu, Marcelo D2 e Roberto Carlos, cujo primeiro grande show, “Roberto Carlos a 200 km por hora!”, estreou no Canecão em 3 de setembro de 1970. Desde então, o cantor apresentou vários shows na casa até o Canecão fechar as portas em 17 de outubro de 2010.
Alcione em cena do documentário ‘Canecão – Tantas emoções’, filme do diretor Bruno Levinson
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Rolling Stones anunciam novo álbum com participação de Paul McCartney e Robert Smith


The Rolling Stones em 2023
Mark Selinger/Divulgação
Os Rolling Stones anunciaram nesta terça (5) o lançamento de “Foreign Tongues”, novo disco da banda. De acordo com o grupo, o álbum foi gravado em menos de um mês em Londres e inclui uma participação de Charlie Watts, gravada antes da morte do baterista em 2021.
“Foreign Tongues” será lançado no dia 10 de julho e contará com participações de Paul McCartney, Robert Smith, do The Cure, e Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers. O primeiro single, “In The Stars”, já foi lançado.
“Foreign Tongues captura o som dos Rolling Stones que você conhece e ama – com raízes no blues, country, rock e nas composições clássicas dos Stones”, declarou a banda nas redes sociais.
Capa de ‘Foreign Tongues’, novo disco dos Rolling Stones
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Guto Graça Mello, hábil mediador entre os interesses artísticos e comerciais, exerceu a diplomacia ao produzir discos e trilhas que marcaram época


Guto Graça Mello (1948 – 2026) deixa obra extensa e excelente
Renato Velasco / Memória Globo
♫ OBITUÁRIO
♬ Além do refinado gosto musical e do faro apurado para o sucesso, a diplomacia talvez tenha sido uma das maiores qualidades de Augusto César Graça Mello (29 de abril de 1948 – 5 de maio de 2026) no ofício de produtor musical.
A habilidade para se equilibrar entre a vontade artística dos cantores e as exigências comerciais de diretores de gravadoras sempre pareceu natural em Guto Graça Mello, como era conhecido no meio fonográfico o compositor e produtor que morreu hoje, aos 78 anos, vítima de parada cardiorrespiratória em hospital da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ).
Basta lembrar a forma como Guto lidou com as exigências de Marcos Maynard, o executivo linha dura que assumiu a gravadora PolyGram em 1993, ao longo da gravação dos álbuns das cantoras Maria Bethânia e Cássia Eller (1962 – 2001). Por sugestão de Maynard, Bethânia gravou em 1993 o álbum “As canções que você para mim”, com músicas do repertório de Roberto Carlos, e voltou às paradas com a força dos anos 1970. Guto produziu o álbum conciliando vontades distintas.
Já Cássia teve que suavizar o tom e a voz no terceiro álbum de estúdio, gravado em 1994 para tornar a cantora mais pop e mais radiofônica. Maynard impôs músicas que a cantora não queria gravar, como “Partners” (Paulo Ricardo, Luiz Schiavon e Paulo Pagni, 1988). Hábil na conciliação entre as ambições musicais da cantora e a expectativa comercial da gravadora, Guto Graça Mello produziu um disco bem-sucedido que gerou os sucessos “E.C.T.” (Nando Reis, Marisa Monte e Carlinhos Brown, 1994) e “Malandragem” (Roberto Frejat e Cazuza, 1994).
Orquestrar a produção musical desses dois álbuns reabilitou o nome de Guto na indústria fonográfica. É que, na segunda metade da década de 1980, o produtor se envolveu com drogas e deixou o mercado na mão ao se autoexilar nos Estados Unidos.
Pareceu naquele momento que chegava ao fim uma brilhante carreira de produtor iniciada na primeira metade dos anos 1970 na TV, precisamente na TV Globo, emissora na qual Guto exerceu papel decisivo na produção de trilhas sonoras de novelas a partir de 1973.
A trilha original da novela “Gabriela”, exibida em 1975, resultou marcante e se tornou antológica por apresentar músicas inteiramente inéditas de compositores como Dorival Caymmi (1914 – 2008), Alceu Valença, Sueli Costa (1943 – 1983) e Walter Queiroz. De 1975 a 1985, Guto marcou época como produtor de trilhas antológicas e também como um dos diretores da Som Livre.
Nessa gravadora, então integrada à TV Globo, Guto Graça Mello incentivou Rita Lee (1947 – 2023) ao dar a guinada pop na carreira, a partir de 1979, em parceria com o marido Roberto de Carvalho. Deu tão certo que Rita liderou as paradas do Brasil de 1979 a 1982.
Além de excelente, o trabalho de Guto Graça Mello como produtor musical e/ou diretor musical é extenso, abarcando festivais, especiais infantis como o celebrado “Plunct plact zuuum” (1983), trilhas sonoras para filmes e para musicais de teatro. Sem falar em Xuxa. Em 1986, Graça Mello produziu o primeiro álbum de Xuxa e, sob as ordens do todo poderoso da Som Livre, o diretor João Araújo (1935 – 2013) , transformou a apresentadora em cantora, fazendo de Xuxa uma das maiores vendedoras de discos da história do mercado fonográfico brasileiro.
Mediador entre interesses artísticos e comerciais, Guto Graça Mello também foi compositor, tendo sido gravado por cantoras como Fafá de Belém (“Gosto do prazer” em 1983), Fernanda Abreu (“Babilônia rock”, sucesso do álbum “Da lata” em 1995), Maria Bethânia (“Vinho”, parceria de Guto com Naila Skorpio, em 1983), Nana Caymmi (1941 – 2025) – intérprete de “A cara do espelho” em álbum 1977 – e Nara Leão (1942 – 1989), que em 1967 gravou “Cabra macho”, parceria de Guto com Mariozinho Rocha, com quem o produtor também compôs “Marrom glacê”, tema-título da novela de 1979.
Autor do tema de abertura do programa “Fantástico”, estreado em 1973, Guto Graça Mello deixa contribuição imensurável à música brasileira com trajetória iniciada nos anos 1960 como integrante do Grupo Manifesto e desenvolvida nos bastidores como produtor musical de atuação conciliadora.
Em essência, Guto Graça Mello foi grande meio-campo que preparou a jogada certa para que cantores fizessem golaços em forma de discos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Guto Graça Mello: artistas lamentam morte de diretor musical e produtor


Morre Guto Graça Mello, no Rio, aos 78 anos
O produtor e diretor musical Augusto César Graça Mello, mais conhecido como Guto Graça Mello, morreu nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 78 anos. Nas redes sociais, famosos como Maria Bethânia e Nelson Motta lamentaram a morte do músico.
Maria Bethânia
A cantora publicou fotos de Graça Mello em uma rede social.
“O mundo da música deve reverências a ele”, escreveu.
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Nelson Motta
O jornalista e compositor também postou fotos nas redes. Na legenda, fez um texto ressaltando a carreira do amigo.
“Querido amigo e parceiro Guto Graça Mello partiu em paz, deixando uma obra monumental como produtor e arranjador de vários grandes nomes da música brasileira”, escreveu.
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SAIBA MAIS
TV – Guto criou trilha do Fantástico e outras músicas que marcaram a Globo
MÚSICA – Produtor fez 1º disco da Xuxa e foi chefe de Cazuza em gravadora
Um dos grandes nomes da produção musical brasileira, Graça Mello estava internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, havia mais de um mês, após sofrer uma queda. A causa da morte, segundo familiares, foi uma parada cardiorrespiratória.
Ele deixa viúva – a atriz Sylvia Massari –, duas filhas e dois enteados. Sylvia vinha fazendo postagens durante a internação do marido, na esperança da recuperação e com declarações de amor: “Na alegria e na tristeza… te amo!”, escreveu em um dos posts.
A carreira
Graça Mello foi um dos principais nomes da música na televisão brasileira, responsável por transformar trilhas sonoras de novelas em fenômenos de público e mercado.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, também produziu mais de 500 discos, entre eles muitos sucessos da MPB, como discos de Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e o primeiro disco da Xuxa.
Memória Globo: veja entrevista de Guto Graça Mello
Guto Graça Mello
Renato Velasco/Memória Globo
Nascido no Rio em 29 de abril de 1948, em uma família de artistas — filho dos atores Stella Graça Mello e Octávio Graça Mello —, Guto cresceu em meio ao ambiente cultural.
Chegou a iniciar o curso de arquitetura na UFRJ, mas abandonou a graduação para se dedicar à música. Estudou violão, passou pela escola ProArte e, ainda nos anos 1960, começou a compor.
Em parceria com Mariozinho Rocha, escreveu canções gravadas por nomes como Elis Regina e Nara Leão.
Antes de se firmar na TV, viveu no exterior e integrou o grupo Vox Populi, chegando a se apresentar no México.
Início na TV
Guto Graça Mello e Daniel Filho nos bastidores de ‘Mulher 80’; eles trabalharam juntos em muitas novelas e programas
Acervo Grupo Globo
De volta ao Brasil, iniciou a trajetória na Globo em 1972, como produtor musical do programa “Viva Marília”, comandado por Marília Pêra.
No ano seguinte, assinou sua primeira trilha de novela, “Cavalo de Aço”, ao lado de Nelson Motta — trabalho que ele próprio classificaria mais tarde como um começo difícil.
“Eu odeio essa trilha com todas as forças até hoje, porque ela era 100% equivocada. Eu não tinha noção de como era fazer novela”, contou Graça Mello ao g1, em 2020.
Trilhas de sucesso
Gabriela – 1ª versão (1975): Abertura
A partir daí, construiu uma carreira decisiva para a identidade sonora das novelas. Foi responsável por trilhas de sucessos como “Gabriela”, “Pecado Capital”, “Saramandaia” e “Estúpido Cupido”, sempre buscando alinhar a música ao universo dramático das histórias.
Para “Gabriela”, encomendou a abertura a Dorival Caymmi e apostou em “Alegre Menina”, musicada por Djavan a partir de um poema de Jorge Amado.
Trilha de última hora em ‘Pecado Capital’
Um dos episódios mais marcantes da carreira foi a produção da trilha de “Pecado Capital”, em 1975.
Chamado às pressas dias antes da estreia, Guto montou praticamente todo o repertório em três dias e encomendou a música de abertura a Paulinho da Viola, que compôs “Dinheiro na mão é vendaval” em poucas horas.
Pecado Capital – 1ª versão (1975): Abertura
Carreira na Som Livre
Paralelamente ao trabalho na TV, teve papel central na Som Livre, onde chegou a gerente-geral. Ali, ajudou a estruturar o mercado de trilhas sonoras e a lançar artistas, usando a força das novelas para impulsionar carreiras. Entre os nomes que passaram pela gravadora estão Cazuza e Lulu Santos, então no início da trajetória.
Ao longo da carreira, produziu mais de 500 discos — incluindo trabalhos de Rita Lee, Roberto Carlos e Maria Bethânia — e esteve à frente do primeiro álbum de Xuxa Meneghel, que vendeu milhões de cópias.
Autor do tema da abertura do ‘Fantástico’
Também assinou trilhas de mais de 30 filmes e compôs o tema de abertura do “Fantástico”.
Perfeccionista, ele costumava dizer que seu maior desafio era manter a qualidade artística mesmo diante das demandas comerciais. Ao mesmo tempo, reconhecia o papel estratégico das novelas na difusão da música brasileira.
“O meu barato era fazer o casting e usar a estrutura da Globo para explodir artistas”, afirmou em entrevista.
Guto Graça Mello deixou a Globo e a Som Livre em 1989, mas seguiu atuando na música, produzindo discos, trilhas e jingles. Nos últimos anos, dizia acompanhar novelas como espectador atento — especialmente às trilhas, área que ajudou a revolucionar.
“Eu tenho dado muita sorte na vida”, disse ao Memória Globo.
Guto Graça Mello
Renato Velasco

Fonte: G1 Entretenimento

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É #FAKE que Shakira visitou Minas Gerais após show em Copacabana; cena foi gerada por IA


Shakira não foi a Minas Gerais após show
g1
Circula nas redes sociais uma foto supostamente mostrando um passeio da cantora Shakira em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, depois do show de sábado (2) em Copacabana, no Rio. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴Como é o post?
Publicado em 3 de maio no X, onde já acumulou 87,5 mil visualizações, o post exibe uma foto da cantora Shakira em frente à igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, em Ouro Preto, Minas Gerais.
Veja a legenda: “A cantora Shakira está descansando em terras mineiras depois do show no RJ. Lavras Novas”.
Mas não é verdade. Ferramentas de detecção de nteligência artificial apontaram que o recurso foi usado para criar a foto de Shakira em Minas Gerais. Além disso, a organização do Todo Mundo no Rio informou que a cantora colombiana deixou o Brasil logo depois do show (leia mais abaixo).
No sábado (2), Shakira se apresentou na Praia de Copacana, para a terceira edição do evento “Todo Mundo no Rio”. Segundo a prefeitura, 2 milhões de pessoas compareceram ao show.
⚠️ Por que é #FAKE?
Por WhatsApp, a organização do evento Todo Mundo no Rio desmentiu que a cantora esteja passeando por Minas Gerais. Veja a resposta: “É fake. Shakira saiu do Brasil no início da manhã do domingo (3), após o show”.
O Fato ou Fake submeteu a imagem falsa ao Hive Moderation, que detecta a presença. Resultado: 99,9% de probabilidade do conteúdo ter sido gerado por IA (do agente “gptimage”) (veja imagem do diagnóstico abaixo).
Diagnóstico do Hive Moderation
g1
Dois elementos visuais na imagem falsa, que não correspondem à realidade, podem ser destacados:
Na imagem falsa, uma rua de paralelepípedo dá acesso diretamente à escadaria e porta da Igreja de Lavras Novas, com uma cruz de pedra aparecendo muito próxima à frente do templo. Na realidade, porém, o acesso à igreja é feito por um caminho estreito, cercado por grama em ambos os lados e protegido por uma mureta. A cruz existe, mas está mais afastada.
Shakira está com quatro dedos na mão direita na foto falsa. A cantora tem cinco dedos em ambas as mãos.
Shakira não foi a Minas Gerais após show
g1
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VÍDEOS: Fato ou Fake explica
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Fonte: G1 Entretenimento

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Por que Beyoncé é tão ausente dos holofotes e o que a aparição no Met Gala significa?


A cantora Beyoncé no Met Gala 2026
AFP
Beyoncé foi uma das anfitriãs do Met Gala 2026 nesta segunda (4) e, mais do que o look, a sua mera aparição já foi o principal acontecimento da noite.
Isso porque a cantora adotou uma postura de crescente discrição na última década, limitando suas aparições e entrevistas a momentos estratégicos.
Pode parecer uma postura “óbvia” para uma celebridade deste porte, mas não é. Beyoncé segue o modelo de nomes como Prince e Sade, mas conseguir se manter privada e no topo da indústria na era das redes sociais é dificílimo. Não à toa, hoje, ela é a mais notória artista pop a prezar por esse nível de privacidade.
Por exemplo, Taylor Swift costuma marcar presença em vários eventos de música; Madonna alterna entre privacidade e publicidade, mas quando precisa promover um trabalho, faz aparições do Coachella ao Met Gala. Já Beyoncé, mesmo em época de divulgação de seus álbuns, ainda tem aparições escassas.
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Por que a cantora adotou essa estratégia e por que resolveu aparecer no Met Gala em 2026? Entenda:
Como (e por que) Beyoncé ficou tão privada
Destiny’s Child
Divulgação
Beyoncé ficou famosa ainda muito jovem. Ela é conhecida desde os anos 90 graças ao Destiny’s Child, um dos mais influentes grupos femininos da música pop.
Esse sucesso seguiu (e cresceu) à medida que ela se lançou como cantora solo, a partir do disco “Dangerously In Love” (2003). Desde o início de sua carreira até meados de 2011, Beyoncé era empresariada pelo seu próprio pai, Matthew Knowles.
Dá para relacionar bem os dois fatores: depois que Beyoncé rompeu com o pai, ela passou a ter controle total sobre sua própria imagem e condução de carreira. Foi a partir daí que Beyoncé começou a se afastar significativamente dos holofotes, apostando em projetos mais “experimentais” e até surpresas.
Essa ausência também coincide com o nascimento da primeira filha dela, Blue Ivy, em 2012. A partir do momento em que virou mãe, a artista passou a proteger cada vez mais a sua própria vida pessoal.
Beyoncé participa de campanha de Kamala Harris, no Texas, em 25 de outubro de 2024
REUTERS/Kevin Lamarque
Vale dizer que Beyoncé é da geração de Britney Spears, artista que notoriamente sofreu com o escrutínio da mídia.
“É muito fácil se perder rapidamente nessa indústria. Ela suga sua energia e brilho, e depois te cospe fora. Já vi isso inúmeras vezes, não só com celebridades, mas também com produtores, diretores, executivos, etc”, disse a cantora em entrevista à revista “Harper’s Bazaar” em 2021.
“Ao longo da minha carreira, tenho me esforçado para estabelecer limites entre minha persona no palco e minha vida pessoal (…). Queria que o foco fosse na minha música, porque se minha arte não for forte ou significativa o suficiente para manter as pessoas interessadas e inspiradas, então estou no ramo errado. Minha música, meus filmes, minha arte, minha mensagem — isso deveria ser o suficiente.”
Estratégia de marketing e controle de imagem
Além de ser uma forma de proteger a própria vida pessoal, Beyoncé adotou a escassez como uma estratégia de marketing. Nos últimos anos, ela não só reduziu as aparições públicas, como até seus álbuns desde 2022 vieram sem videoclipes. Na verdade, com Beyoncé, todo lançamento é uma espécie de charada.
Como ela aparece e fala pouco, tudo que ela faz vira notícia. Vimos isso com a confirmação da cantora no Met Gala, o que aconteceu pela primeira vez em dez anos. Na hora em que Beyoncé chegou ao tapete, não houve outra notícia no mundinho do entretenimento.
Só uma artista do tamanho dela conseguiria fazer isso sem perder público ao longo do caminho: Beyoncé trabalhou incansavelmente por décadas, com várias entrevistas e aparições no início de sua carreira. Hoje, o status dela a garante atenção sempre, independentemente de quanto tempo ficou sumida.
Beyoncé no tapete do Met Gala 2026
Evan Agostini/Invision/AP
Vale dizer que a privacidade também é uma forma de se blindar de críticas: mesmo quando é capa de uma revista, por exemplo, ela costuma responder entrevistas por e-mail (ou seja, nem dá para saber se é ela).
Ao limitar as entrevistas e reduzir o contato com a imprensa, Beyoncé não responde a perguntas que podem ser incômodas. Nos últimos anos, escapou de escândalos envolvendo sua família e imagem.
Em uma era de muita polarização — e em que o público espera posicionamentos de grandes artistas —, ela foge de assuntos espinhosos. Em compensação, fica distante de seu público também.
Entenda motivos para divas pop controlarem discursos e evitarem imprensa – e suas consequências
Aparição pode significar ‘nova era’?
Em suma, tudo com Beyoncé é um mistério. Mas ao que tudo indica, a cantora está prestes a lançar um novo álbum. Em 2022, ela anunciou que vinha aí um projeto de três atos: já temos os discos “Renaissance” e o “Cowboy Carter”, lançados em 2022 e 2024, respectivamente. A lógica é que o próximo venha neste ano, em 2026.
Já que tudo é calculado, esse novo momento seria um sinal de que o novo álbum vem por aí. Afinal, Beyoncé não aparecia no Met Gala há 10 anos… por que agora, se não para gerar burburinho em torno de um futuro lançamento?
Nessa linha, a “Vogue” americana publicou que a aparição dela no Met Gala encerrou oficialmente a era “Cowboy Carter”. Além disso, há especulações de que o próximo disco será de rock, o que combina com o visual de esqueleto que Beyoncé usou nesta segunda (4).
Mas claro, em se tratando dela, só será oficial quando rolar algum post no Instagram. A gente fica no aguardo.
Beyoncé recebe Grammy e se torna maior vencedora da história do prêmio
KEVIN WINTER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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Guto Graça Mello produziu primeiro disco da Xuxa e foi chefe de Cazuza e Lulu Santos em gravadora


Guto Graça Mello produziu disco ‘Xou da Xuxa’ (1986), que vendeu mais de 3 milhões de cópias.
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O produtor musical e compositor Guto Graça Mello morreu nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 78 anos.
A causa da morte, segundo familiares, foi uma parada cardiorrespiratória.
Nome central na construção da identidade sonora da TV Globo e da gravadora Som Livre, Guto foi o responsável por sucessos que marcaram gerações, desde a abertura do “Fantástico” até a consolidação de fenômenos populares como o “Xou da Xuxa”.
O fenômeno ‘Xou da Xuxa’
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Um de seus maiores marcos comerciais ocorreu em 1986, quando recebeu a missão de produzir o álbum de estreia de Xuxa na Som Livre.
Na época, o produtor chegou a relatar ao então presidente da gravadora, João Araújo, que a apresentadora “não era cantora”.
A resposta de Araújo foi direta: “Se vira”. “Fui apresentado a ela e pedi para cantar. Percebi que ela não conseguia dar uma única nota. Contei para o João e ele disse: ‘Inventa um disco'”, relembrou Guto em entrevistas.
Disco ‘Xou da Xuxa’ foi lançado em 1986
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Apesar da resistência inicial de alguns compositores, Guto mobilizou nomes renomados para o projeto.
O disco trouxe parcerias de Rita Lee e Roberto de Carvalho (em “Peter Pan”), Frejat e Guto Goffi (“Garoto Problema”) e versões de Ronaldo Bastos para clássicos de Stevie Wonder (“Miragem Viagem”).
Para completar o repertório, o produtor também recorreu a improvisos que se tornaram clássicos: o hit “Quem Qué Pão”, por exemplo, foi criado por uma assessora de imprensa da gravadora como uma brincadeira para os filhos.
O álbum, que imortalizou hinos como “Doce Mel (Bom Estar com Você)”, acabou vendendo mais de 2,6 milhões de cópias.
Bastidores da Globo e descoberta de talentos
Guto Graça Mello assumiu a direção musical da Globo no início dos anos 1980, após uma temporada de estudos na Universidade de Berkeley, na Califórnia, incentivada por Boni.
Guto Graça Mello
Renato Velasco
Na emissora, ele coordenou trilhas de novelas históricas como “Gabriela”, “Pai Herói” e “Pecado Capital” — esta última teve o tema de abertura composto por Paulinho da Viola em apenas um dia, a pedido do produtor.
Na Som Livre, Guto também atuou como um caça-talentos silencioso. Entre seus assistentes na gravadora estavam jovens que viriam a ser pilares do rock brasileiro: Cazuza, que trabalhava na assessoria de imprensa, e Lulu Santos, responsável por ouvir fitas cassete de novos artistas.
Legado no cinema e na música
Com quase 400 álbuns produzidos ao longo da carreira, Guto não se limitou à televisão. No cinema, assinou a trilha de mais de 30 longas-metragens, incluindo “Cazuza – O Tempo Não Para”, “Se Eu Fosse Você” e “Nosso Lar”.
Nos anos 1990, trabalhou com grandes nomes da MPB, como Maria Bethânia e Roberto Carlos.
Guto Graça Mello deixa um legado de inovação na produção fonográfica brasileira, tendo sido um dos primeiros a entender a música não apenas como arte, mas como parte fundamental da narrativa audiovisual e do mercado de massa no Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Guto Graça criou a trilha sonora do Fantástico e outras músicas que marcaram a TV Globo; relembre


VÍDEO: Veja versão especial da música tema do Show da Vida na voz de Anitta
Guto Graça Mello foi um dos grandes nomes da música na televisão brasileira, responsável por transformar trilhas sonoras de novelas em verdadeiros fenômenos de público e mercado — entre elas, a icônica trilha do programa Fantástico, na TV Globo.
O produtor e diretor musical morreu nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 78 anos.
Ele estava internado no Hospital Barra D’or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, há mais de um mês. A causa da morte, segundo familiares, foi uma parada cardiorrespiratória. Ele deixa viúva a atriz Silvia Massari, duas filhas e dois enteados.
A composição original de “Fantástico” é de 1973, e também teve Boni como letrista. Em 2023, nos 50 anos da canção, a cantora Anitta foi convidada para gravar uma versão especial da música tema (veja no vídeo acima).
Memória Globo: veja entrevista de Guto Graça Mello
Em 2020, Graça Mellor relembrou bastidores das trihas de novelas
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Graça Mello produziu mais de 500 discos, entre eles muitos sucessos da MPB, como discos de Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e o primeiro disco da Xuxa.
Além disso, Guto Graça é autor de diversos sucessos que embalaram as produções da Globo. Na década de 1970, escreveu as trilhas de novelas como ‘Gabriela’, ‘Saramandaia’, ‘Sinal de Alerta’, ‘Pai Herói’ e dos seriados ‘Ciranda Cirandinha’ e ‘Malu Mulher’. Para “Gabriela”, encomendou a abertura a Dorival Caymmi e apostou em “Alegre Menina”, musicada por Djavan a partir de um poema de Jorge Amado.
Um dos momentos mais marcantes da carreira foi a produção da trilha sonora de Pecado Capital (1975). Inicialmente feita por Nelson Motta, a trilha foi rejeitada por não combinar com o contexto da novela, ambientada no subúrbio carioca. Chamado às pressas pela Globo poucos dias antes da estreia, Graça Mello assumiu o trabalho e precisou criar toda a trilha em apenas três dias.
Guto Graça Mello deixou a Globo e a Som Livre em 1989, mas seguiu atuando na música, produzindo discos, trilhas e jingles. Nos últimos anos, dizia acompanhar novelas como espectador atento — especialmente às trilhas, área que ajudou a revolucionar.
Guto Graça Mello
Renato Velasco/Memória Globo

Fonte: G1 Entretenimento