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Guto Graça criou a trilha sonora do Fantástico e outras músicas que marcaram a TV Globo; relembre


VÍDEO: Veja versão especial da música tema do Show da Vida na voz de Anitta
Guto Graça Mello foi um dos grandes nomes da música na televisão brasileira, responsável por transformar trilhas sonoras de novelas em verdadeiros fenômenos de público e mercado — entre elas, a icônica trilha do programa Fantástico, na TV Globo.
O produtor e diretor musical morreu nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 78 anos.
Ele estava internado no Hospital Barra D’or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, há mais de um mês. A causa da morte, segundo familiares, foi uma parada cardiorrespiratória. Ele deixa viúva a atriz Silvia Massari, duas filhas e dois enteados.
A composição original de “Fantástico” é de 1973, e também teve Boni como letrista. Em 2023, nos 50 anos da canção, a cantora Anitta foi convidada para gravar uma versão especial da música tema (veja no vídeo acima).
Memória Globo: veja entrevista de Guto Graça Mello
Em 2020, Graça Mellor relembrou bastidores das trihas de novelas
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Graça Mello produziu mais de 500 discos, entre eles muitos sucessos da MPB, como discos de Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e o primeiro disco da Xuxa.
Além disso, Guto Graça é autor de diversos sucessos que embalaram as produções da Globo. Na década de 1970, escreveu as trilhas de novelas como ‘Gabriela’, ‘Saramandaia’, ‘Sinal de Alerta’, ‘Pai Herói’ e dos seriados ‘Ciranda Cirandinha’ e ‘Malu Mulher’. Para “Gabriela”, encomendou a abertura a Dorival Caymmi e apostou em “Alegre Menina”, musicada por Djavan a partir de um poema de Jorge Amado.
Um dos momentos mais marcantes da carreira foi a produção da trilha sonora de Pecado Capital (1975). Inicialmente feita por Nelson Motta, a trilha foi rejeitada por não combinar com o contexto da novela, ambientada no subúrbio carioca. Chamado às pressas pela Globo poucos dias antes da estreia, Graça Mello assumiu o trabalho e precisou criar toda a trilha em apenas três dias.
Guto Graça Mello deixou a Globo e a Som Livre em 1989, mas seguiu atuando na música, produzindo discos, trilhas e jingles. Nos últimos anos, dizia acompanhar novelas como espectador atento — especialmente às trilhas, área que ajudou a revolucionar.
Guto Graça Mello
Renato Velasco/Memória Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Guto Graça Mello, diretor musical e produtor, morre no Rio aos 78 anos


Guto Graça Mello produziu trilhas de novelas e trabalhou na parte de produção musical da Globo de 1972 a 1989
Renato Velasco_Memória Globo
O produtor e diretor musical Augusto César Graça Mello, mais conhecido como Guto Graça Mello, morreu nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 78 anos.
O carioca, nascido em 29 de abril de 1948, estava internado no Hospital Barra D’or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, há mais de um mês. A causa da morte, segundo familiares, foi uma parada cardiorrespiratória. Ele deixa viúva a atriz Silvia Massari, duas filhas e dois enteados.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Graça Mello produziu mais de 500 discos, entre eles muitos sucessos da MPB, como discos de Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e o primeiro disco da Xuxa.
Também se tornou um dos principais nomes da música na televisão brasileira, responsável por transformar trilhas sonoras de novelas em fenômenos de público e mercado.
Memória Globo: veja entrevista de Guto Graça Mello
Em 2020, Graça Mellor relembrou bastidores das trihas de novelas
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Nascido em uma família de artistas — filho dos atores Stella Graça Mello e Octávio Graça Mello —, Guto cresceu em meio ao ambiente cultural.
Chegou a iniciar o curso de arquitetura na UFRJ, mas abandonou a graduação para se dedicar à música. Estudou violão, passou pela escola ProArte e, ainda nos anos 1960, começou a compor.
Em parceria com Mariozinho Rocha, escreveu canções gravadas por nomes como Elis Regina e Nara Leão.
Antes de se firmar na TV, viveu no exterior e integrou o grupo Vox Populi, chegando a se apresentar no México.
De volta ao Brasil, iniciou a trajetória na Globo em 1972, como produtor musical do programa “Viva Marília”, comandado por Marília Pêra.
No ano seguinte, assinou sua primeira trilha de novela, “Cavalo de Aço”, ao lado de Nelson Motta — trabalho que ele próprio classificaria mais tarde como um começo difícil.
Guto Graça Mello e Daniel Filho nos bastidores de ‘Mulher 80’; eles trabalharam juntos em muitas novelas e programas
Acervo Grupo Globo
A partir daí, construiu uma carreira decisiva para a identidade sonora das novelas. Foi responsável por trilhas de sucessos como “Gabriela”, “Pecado Capital”, “Saramandaia” e “Estúpido Cupido”, sempre buscando alinhar a música ao universo dramático das histórias.
Para “Gabriela”, encomendou a abertura a Dorival Caymmi e apostou em “Alegre Menina”, musicada por Djavan a partir de um poema de Jorge Amado.
Gabriela – 1ª versão (1975): Abertura
Trilha de última hora em ‘Pecado Capital’
Um dos episódios mais marcantes da carreira foi a produção da trilha de “Pecado Capital”, em 1975.
Chamado às pressas dias antes da estreia, Guto montou praticamente todo o repertório em três dias e encomendou a música de abertura a Paulinho da Viola, que compôs “Dinheiro na mão é vendaval” em poucas horas.
Pecado Capital – 1ª versão (1975): Abertura
Paralelamente ao trabalho na TV, teve papel central na Som Livre, onde chegou a gerente geral. Ali, ajudou a estruturar o mercado de trilhas sonoras e a lançar artistas, usando a força das novelas para impulsionar carreiras. Entre os nomes que passaram pela gravadora estão Cazuza e Lulu Santos, então no início da trajetória.
Ao longo da carreira, produziu mais de 500 discos — incluindo trabalhos de Rita Lee, Roberto Carlos e Maria Bethânia — e esteve à frente do primeiro álbum de Xuxa Meneghel, que vendeu milhões de cópias. Também assinou trilhas de mais de 30 filmes e compôs o tema de abertura do “Fantástico”.
Perfeccionista, ele costumava dizer que seu maior desafio era manter a qualidade artística mesmo diante das demandas comerciais. Ao mesmo tempo, reconhecia o papel estratégico das novelas na difusão da música brasileira. “O meu barato era fazer o casting e usar a estrutura da Globo para explodir artistas”, afirmou em entrevista.
Guto Graça Mello deixou a Globo e a Som Livre em 1989, mas seguiu atuando na música, produzindo discos, trilhas e jingles. Nos últimos anos, dizia acompanhar novelas como espectador atento — especialmente às trilhas, área que ajudou a revolucionar.
“Eu tenho dado muita sorte na vida”, resumiu certa vez. A trajetória mostra que, além de sorte, ele teve papel fundamental na construção da relação entre dramaturgia e música no Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Monique Moura, esposa de João Bosco, dupla de Vinícius, estava em prédio próximo ao atingido por avião em MG


Monique Moura, ao lado de João Bosco, Audrei Franco e Vinícius. Nas redes, ela mostra acidente de avião.
Reprodução/Instagram
Monique Moura, esposa do cantor sertanejo João Bosco, dupla de Vinícius, revelou que estava em um prédio próximo ao que foi atingido por um avião, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (4).
O voo do monomotor durou apenas 3 minutos e percorreu uma distância de cerca de 3,7 km até perder altitude e atingir o edifício. Três pessoas morreram e duas ficaram feridas.
“Eu tô em choque até agora, arrepiando o tempo todo e em oração para que todo mundo esteja com vida. O Samu já chegou. Antes do primeiro vídeo, estava cheio de gente e agora já evacuou todo perímetro”, disse Monique em uma vídeo em suas redes sociais.
“Deu pra perceber que aqui é uma região de muito prédio e que ele tentou cair em uma área de estacionamento, e ainda atingiu o prédio. Mas eu acho que essa área é de elevador, escada, não é ainda apartamento”, seguiu ela, que ainda fez um breve texto no post, antes de saber das mortes no acidente.
“Até difícil falar de livramento enquanto não sabemos mesmo o que aconteceu com as vidas envolvidas. Mas Deus que cuidou, viu?”.
Entenda o caso
Subiu para três o número de mortos no acidente com monomotor em Belo Horizonte
O voo do monomotor que bateu em um prédio do bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (4), durou apenas 3 minutos e percorreu uma distância de cerca de 3,7 km até perder altitude e atingir o edifício. Três pessoas morreram e duas estavam estáveis, no hospital, horas após o acidente.
Imagens registradas pelo Globocop (veja acima) mostraram o momento em que a aeronave perdeu altitude e colidiu contra o edifício. Após a decolagem do Aeroporto da Pampulha, o piloto chegou a declarar emergência à torre de controle.
A aeronave transportava cinco pessoas — quatro empresários do ramo de tecnologia e o piloto —, e seguiria para São Paulo.
Quem são as vítimas do acidente
Fotos mostram empresário Fernando Moreira Souto, piloto Wellington Oliveira Pereira e empresário Leonardo Berganholi, vítimas de acidente aéreo em BH
Reprodução/TV Globo
O piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, e o empresário Fernando Souto Moreira, de 36 anos, morreram no local. O também empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas após a internação.
O filho de Leonardo, Arthur Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida, de 53 anos, passaram por cirurgia e permanecem estáveis.
O avião havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis pessoas a bordo. Ao pousar no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, duas pessoas desembarcaram e uma outra, Hemerson, embarcou.
Em seguida, a aeronave voltou a decolar com cinco pessoas, com destino a São Paulo. O grupo era sócio da empresa Uaitag, que atua no setor de tecnologia e cartões.

Fonte: G1 Entretenimento

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Seis dedos, compromisso com a piada e máscara… O que significa o look de Katy Perry no Met Gala 2026


A cantora Katy Perry
Reuters
Katy Perry retornou ao Met Gala após quatro anos. Sua última aparição no evento beneficente do Metropolitan Museum of Art foi em 2022.
Mas em 2025, algumas imagens criadas por inteligência artificial “garantiram” que a cantora esteve no evento, com um look preto formado por uma saia longa brilhante e um blazer em alfaiataria risca de giz cheio de recortes.
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Na ocasião, Katy precisou ir até as redes sociais para explicar que não esteve no local. Ela até estava nos Estados Unidos, mas cerca de dois mil quilômetros de distância.
“Não consegui ir ao MET, estou na turnê ‘The Lifetimes’ (nos vemos amanhã em Houston pessoalmente. P.S.: Este ano eu estava com a minha mãe, então ela está a salvo dos robôs, mas estou rezando por todos vocês”, escreveu a cantora.
Mas Katy não esqueceu da história. E resolveu brincar e explorar a situação em seu look todo branco personalizado da Stella McCartney. A produção em cetim italiano contava com uma luva de seis dedos, fazendo referência a um erro comum em imagens geradas por IA.
Ela ainda usou uma máscara prateada produzida Miodrag Guberinic, que segundo o comunicado enviado à imprensa para explicar o traje, foi “projetada para ser um reflexo literal e simbólico que convida o observador a considerar que sua percepção dos outros pode espelhar seu próprio mundo interior e, inversamente, mascarar a verdade”.
Antes de abrir a máscara mostrando seu rosto, Perry ainda levantou uma carta onde estava escrito “Commitment to the Bit” (Compromisso com a piada). E ainda mostrou a carta de tarô do Mago, que simboliza a capacidade de usar talentos e recursos para mudanças.
O look ainda contava com um detalhe: a cauda do vestido tinha alguns pedaços queimados, fazendo possível referência a “Watch It Burn”, uma das músicas registradas pela artista no ano passado e que podem ser lançadas em breve.
A cantora Katy Perry
Reuters
Katy Perry no MET 2026
Angela Weiss / AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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Dolly Parton cancela residência em Las Vegas para cuidados médicos


Dolly Parton durante show em Nashville, nos Estados Unidos, em 2015
Wade Payne/Invision/AP
A estrela americana do country Dolly Parton voltou a cancelar uma série de shows previstos em Las Vegas devido a preocupações com sua saúde.
Parton, de 80 anos, anunciou nesta segunda-feira (4) em seu Instagram que, embora os tratamentos estejam funcionando, ainda não está pronta para subir ao palco.
“A boa notícia é que estou respondendo bem aos remédios e aos tratamentos, e estou melhorando a cada dia”, disse a intérprete de “Jolene” em um vídeo em sua conta.
A má notícia, acrescentou, é que “vai levar um tempinho até que eu esteja pronta para o nível de apresentação em cena, porque alguns dos remédios e dos tratamentos me deixam um pouco atordoada”.
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“E claro que eu não posso ficar tonta carregando banjos, guitarras e tudo o mais de salto alto, e vocês sabem que eu vou usá-los”, acrescentou a lenda do country americano.
“Sem mencionar todos esses figurinos pesados com pedrarias, meu cabelão e minha grande personalidade”, brincou.
Parton disse que seus sistemas imunológico e digestivo “tiveram muito trabalho nos últimos três anos”, mas que os médicos lhe garantiram que todos os seus problemas são tratáveis.
A intérprete de “9 to 5” havia cancelado em setembro de 2025 a residência por problemas de saúde, e uma série de shows foi remarcada para este ano.
O anúncio desencadeou especulações e um comunicado de sua irmã, a ponto de a cantora vir a público em outubro declarar: “Ainda não estou morta”.
Parton, que ficou viúva há um ano, agradeceu aos fãs pelo apoio e disse que continua ativa em alguns projetos, como um museu e um hotel que espera inaugurar no fim deste ano em Nashville, Tennessee.

Fonte: G1 Entretenimento

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Madonna, Kylie Jenner… veja looks do Met Gala que fizeram referência a obras de arte


Madonna chega ao Met Gala nesta segunda (4).
Evan Agostini/Invision/AP
No Met Gala desta segunda (4), o código de vestimenta era “Fashion is Art” (moda é arte). Por isso, muitos convidados usaram roupas que aludiam a grandes obras de arte. Veja abaixo as principais referências:
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Madonna: Leonora Carrington
Entusiasta de obras surrealistas latino-americanas, Madonna voltou a fazer referência à pintora Leonora Carrington (a cantora já tinha brincado com obras de Leonora no clipe de “Bedtime Story”).
O look assinado por Saint Laurent fez alusão ao quadro “A Tentação de Santo Antônio”.
Madonna usou Saint Laurent em referência a ‘A Tentação de Santo Antônio’, de Leonora Carrington
Reprodução/AP
Angela Bassett: Laura Wheeler Waring
Angela Bassett usou um look de Prabal Gurung. O vestido era uma alusão ao quadro “Girl in Pink Dress” de Laura Wheeler Waring, renomada artista da chamada “Renascença do Harlem”. A obra faz parte do acervo do Met.
Angela Bassett foi de Prabal Gurung, fazendo alusão ao quadro ‘Girl in Pink Dress’ de Laura Wheeler Waring
Reprodução/AP
Kylie Jenner: Vênus de Milo
Kylie Jenner usou um look Schiaparelli que lembrava a famosa escultura Vênus de Milo. A autoria da obra é atribuída a Alexandre de Antioquia.
Kylie Jenner usa Schiaparelli e faz referência a ‘Vênus de Milo’, de Alexandros de Antioquia
Reprodução /AP
Gracie Abrams: Gustav Klimt
Com um look Chanel, a cantora Gracie Abrams fez alusão às obras de Klimt, principalmente o quadro “Retrato de Adele Bloch-Bauer”.
Gracie Abrams, de Chanel, fez referência a ‘Retrato de Adele Blochbauer’, de Klimt
Reprodução/AP
Hunter Schafer: Gustav Klimt
De Prada, a atriz Hunter Schafer usou um look com referência à obra “Mada Primavesi”, de Gustav Klimt. A obra está exposta no Met.
Hunter Schafer veste Prada e referencia ‘Mada Primavesi’, de Gustav Klimt
Reprodução/AP
Claire Foy: Retrato de Madame X
A atriz Claire Foy usou um vestido Erdem inspirado na pintura “Retrato de Madame X” de John Singer Sargent.
Detalhe para a alça caída no look de Foy: a pintura de Sargent causou um escândalo imenso em sua primeira versão, que mostrava um decote amplo e a alça caída do vestido. Era uma obra considerada “sensual demais”.
Sargent acabou ajustando a pintura para colocar a alça do vestido na “posição correta”, mas não conseguiu reverter o escândalo.
Claire Foy usa Erdem em look inspirado pela obra “Retrato de Madame X”
Reprodução/AP

Fonte: G1 Entretenimento

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Nascida há 80 anos, Beth Carvalho permanece na memória nacional como sólida referência do samba carioca


Beth Carvalho (1946 – 2019) faria 80 anos hoje, terça-feira, 5 de maio
Reprodução / Capa do álbum ‘De pé no chão’ (1978)
♫ ANÁLISE
♬ Nascida em 5 de maio de 1946, Beth Carvalho festejaria hoje 80 anos. Hoje é dia de festa porque, morta em 30 de abril de 2019, há sete anos, a cantora carioca permanece na memória nacional como sólida referência feminina no universo do samba do Rio de Janeiro (RJ).
Desde o começo dos anos 1970, década em que abraçou definitivamente o gênero após início titubeante na era dos festivais em conversão efetivada em 1971, Elizabeth Santos Leal de Carvalho se tornou nome respeitado nas rodas cariocas, nas quadras das escola de samba e em qualquer meio em que o assunto seja o samba.
O respeito somente cresceu com o tempo. Diferentemente de Alcione e de Clara Nunes (1942 – 1983), cantoras contemporâneas de Beth que foram além do samba nas respectivas discografias, Beth Carvalho permaneceu extremamente fiel ao gênero, ao qual deu expressiva contribuição, tendo sido o veículo para a propagação da nova forma de tocar samba, inventada pela geração Fundo de Quintal com as entradas nas rodas de instrumentos como o banjo e o tantã. Essa estética foi revelada pela cantora no álbum “De pé no chão” (1978), título revolucionário da discografia do samba.
Em discografia que se conservou coerente e sem concessões até o último álbum, um registro ao vivo de show editado em 2014, Beth Carvalho soube harmonizar o samba dessa nova geração – formada por bambas como Almir Guineto (1946 – 2017), Arlindo Cruz (1958 – 20025), Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, este revelado pela cantora no álbum “Suor no rosto”, de 1983 – com as tradições dos bambas da Velha Guarda.
Ainda que tenha sido apaixonada Mangueirense, Beth foi a cantora que mais deu voz em disco às composições dos veteranos da escola de samba Portela. Também contribuiu para a popularização das obras de Cartola (1908 – 1980) e Nelson Cavaquinho (1911 – 1986).
A partir dos anos 1990, década em que o mercado fonográfico foi regido pela massificação de gêneros como a axé music e o pagode romântico, Beth Carvalho nunca mais teria vendagens tão expressivas e emplacaria tantos sucessos como na fase da RCA, como na fase da RCA, gravadora na qual a cantora fez álbuns antológicos como “No pagode” (1979), “Sentimento brasileiro” (1980), “Na fonte” (1981), “Coração feliz” (1984) e “Beth” (1986).
Contudo, de acordo com a maré, Beth seguiu firme e forte, escorada no prestígio inabalável, cantando as novidades possíveis em discos ao vivo e em projetos temáticos, tendências do mercado a partir dos anos 1990. O legado de Beth Carvalho já está dimensionado em livros e filmes.
Hoje, dia dos 80 anos da Madrinha do samba, o cantor Leo Russo lança o single “Obrigado, Beth Carvalho”, samba inédito, composto pelo artista em 2013, após a cantora participar do primeiro álbum de Russo.
O sentimento de gratidão de Leo Russo parece ser o mesmo de toda a comunidade do samba. Beth Carvalho cantou samba com verdade, com alma e com real admiração pelos frutos daqueles nobres quintais cariocas. Tinha amor genuíno pelo gênero. É por isso que continua sendo uma voz perene do samba. Hoje, quando faria 80 anos, ou daqui a 20 anos, quando o Brasil festejará o centenário da artista, Beth Carvalho é e será referência inabalável quando o assunto é samba.
Beth Carvalho construiu discografia referencial a partir de 1971, ano em que abraçou definitivamente o samba
Reprodução / Capa do álbum ‘Mundo melhor’ (1976)

Fonte: G1 Entretenimento

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Criador do ‘passinho do Jamal’ desabafa sobre falta de visibilidade: ‘Sofro preconceito’


Criador do ‘passinho do Jamal’ desabafa nas redes: “Creio que o que for de ser de nós, um dia chegará até nós”
Redes sociais
O dançarino e criador de conteúdo Romero Júnior usou as redes sociais, na última segunda-feira (4), para desabafar sobre a desigualdade de oportunidades na indústria do entretenimento.
Ele é o autor do “passinho do Jamal”, coreografia que se tornou um fenômeno viral nos últimos meses.
A declaração ocorreu em resposta a uma postagem da página “Brega Bregoso”, que destacava o contraste entre o sucesso global da dança — presente desde jogos de futebol a desfiles de moda — e a ausência de retorno financeiro para o autor.
“Nós sofre muito preconceito. Queria ver se fosse uma pessoa de pele branca, o tratamento seria muito diferente”, escreveu Jamal nas redes sociais.
Criador do ‘passinho do Jamal’ desabafa: ‘Sofro muito preconceito’
Redes sociais
Resposta de Romero Júnior, conhecido como ‘Jamal’, criador do famoso passinho
Redes sociais
LEIA: Passinho do Jamal: conheça dança que viralizou e conquistou Ivete Sangalo, João Gomes e outros famosos.
Brega funk na semana de moda
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O comentário de Jamal surge após a coreografia ser destaque na última edição da Rio Fashion Week.
Durante o desfile da marca Blueman, influenciadores convidados reproduziram os movimentos na passarela.O episódio reacendeu o debate sobre invisibilidade de criadores periféricos, que veem suas criações gerarem lucro e engajamento para terceiros, enquanto os autores permanecem à margem de grandes contratos publicitários.
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O episódio reacendeu o debate sobre invisibilidade de criadores periféricos, que veem suas criações gerarem lucro e engajamento para terceiros, enquanto os autores permanecem à margem de grandes contratos publicitários.
Astro do K-Pop entra na trend
Recentemente, o “passinho” atingiu um novo patamar de alcance global. J-Hope, integrante do grupo sul-coreano BTS, publicou um vídeo aderindo à trend brasileira “67”.
Nas imagens, o ídolo mundial executa os movimentos criados por Jamal, o que colocou o ritmo pernambucano entre os assuntos mais comentados do mundo.
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LEIA: ‘6 7’, ‘six seven’: por que esses dois números viraram um pesadelo para professores de inglês.
A origem em Santo Amaro
Tudo começou no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. Ali, os amigos de infância Pedro Henrique (o Eo Chapa) e Romero Júnior (o Jamal) criaram o ‘passinho’ em 2020.
A coreografia, no entanto, só atingiu o pico de repercussão nacional cerca de cinco anos depois.
Em entrevista ao g1, em janeiro deste ano, Eo Chapa revelou que a intenção inicial nunca foi a fama. “A gente começou dançando por brincadeira”, afirmou na época.
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Atualmente, Jamal é uma figura central da cultura do brega-funk. Suas coreografias são replicadas por celebridades e jogadores de futebol em comemorações de gols na Europa.
Apesar disso, o criador reitera que o reconhecimento formal e financeiro ainda não reflete o tamanho de seu impacto cultural.

Fonte: G1 Entretenimento

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Por que Bad Bunny se transformou em um octogenário para o Met Gala 2026?


O cantor Bad Bunny
AFP
Bad Bunny chamou a atenção ao aparecer de bengala, o rosto envelhecido e os cabelos brancos no Met Gala 2026. O tradicional evento beneficente aconteceu na noite desta segunda-feira (4), em Nova York.
Este ano, o tema do evento era ligado à exposição “Costume Art” (arte do figurino). Segundo o curador do evento do Costume Institute, Andrew Bolton, a mostra confronta pinturas e esculturas históricas com peças de vestuário contemporâneas, organizadas em torno de arquétipos como o corpo clássico, a gravidez e o envelhecimento.
VEJA LOOKS DOS CONVIDADOS DO MET 2026
Em uma das seções da exposição, existe o tema “O Corpo Envelhecido”. E o texto que explica o significado dessa divisão no evento, diz que o espaço talvez reflita “nosso medo de encarar a própria mortalidade, a indústria da moda voltada para a juventude tradicionalmente ignora o corpo envelhecido”.
E aí está a explicação para a escolha de Bad Bunny. Seguindo essa abordagem da exposição, o músico de 32 anos usou próteses e maquiagem para se transformar em um octogenário. Quando questionado sobre quanto tempo levou toda a produção, Bunny respondeu: “foram exatos 53 anos”.
O responsável pela transformação de Bad Bunny foi o maquiador Mike Marino, que criou um visual que mostrasse “como a passagem do tempo pode afetar o rosto, o pescoço e as mãos” do artista.
Na entrada do evento, Bad Bunny afirmou que o Met é “um dia perfeito pra explorar, criar e se expressar de diferentes maneiras. E é isso que estou fazendo.”
O cantor completou um visual com um “pretinho básico”, vestindo um smoking da Zara, de design próprio em colaboração com a marca. Um enorme laço no pescoço finalizava a produção.
Bad Bunny no Met Gala 2026
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Bad Bunny no Met Gala 2026
Julian Hamilton / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Bad Bunny no Met Gala 2026
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Atriz de ‘The Pitt’ critica gritos de fãs da série durante musical na Broadway: ‘Não é um circo’


Atriz de ‘The Pitt’ critica gritos de fãs da série durante musical na Broadway: ‘Não é um circo’
Reprodução/Instagram
A atriz Isa Briones usou as redes sociais para criticar o comportamento de espectadores durante sua apresentação no musical Just In Time, na Broadway. A intérprete da médica Trinity Santos, da série The Pitt, classificou como desrespeitosos os gritos de fãs que a interromperam enquanto ela estava em cena.
“Mais uma vez: a Broadway não é um circo. Gritar ‘quando você vai terminar seus relatórios?’ antes de eu cantar ‘Who’s Sorry Now’ é extremamente desrespeitoso com os artistas no palco e com as outras pessoas da plateia. Não gritem o que quiserem para os artistas”, escreveu em seu perfil no Instagram. Durante a série médica, a personagem Trinity é cobrada por concluir os relatórios dos pacientes.
“É extremamente desrespeitoso com os artistas no palco e com as outras pessoas da plateia. Vocês estão me deixando muito irritada”, desabafou. A atriz finalizou explicando que o público está em um espaço compartilhado. “Por favor, lembrem‑se de que vocês estão ocupando espaços compartilhados e assistindo a uma obra de arte.”
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