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Lionel Richie é internado na UTI após show, diz site


Lionel Richie durante apresentação no show de coroação do Rei Charles III, em Londres, em 7 de maio de 2023
Chris Jackson/Pool via Reuters
Lionel Richie foi internato na UTI após um show nos EUA, segundo o site TMZ. De acordo com o portal, o cantor está internado na cidade de St. Louis, onde realizou a apresentação.
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Segundo o TMZ, após dar entrada em um hospital local para realizar exames, os médicos investigam uma pessível desidratação.
A expetativa, segundo o site, é que Richie receba alta já nesta terça-feira (1º).
Testemunhas que estavam no show relataram ao TMZ que Lionel aparentou ter dificuldades no fim da apresentação. Durante a última música, “All Night Long”, ele pediu à equipe que levasse uma cadeira ao palco para que pudesse se sentar enquanto cantava.
Este texto está sendo atualizado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Violonista Zé Paulo Becker reacende ‘Xodó de lamparina’ com Roberta Sá em EP gravado em lendário bar carioca


Zé Paulo Becker lança EP ao vivo com seis faixas extraídas de DVD gravado em 2016 no Semente, lendário bar da Lapa, bairro boêmio do circuito carioca de samba e choro
Reprodução / Capa do EP ‘Ao vivo no Semente’, do violonista Zé Paulo Becker
♫ NOTÍCIA
♬ Ponto fundamental do circuito carioca de samba e choro, surgido em 1998 e fechado em 2017 na Lapa, boêmio bairro do centro do Rio de Janeiro (RJ) que revelou nomes como Moyseis Marques e Teresa Cristina ao longo dos anos 2000, o bar Semente teve a história perpetuada no documentário “Semente da música brasileira” (2018). A trilha sonora do filme foi gravada em 2016 e editada antes do documentário, naquele mesmo ano de 2016, no DVD “Geração Semente”.
É desse DVD que o violonista e compositor Zé Paulo Becker extraiu as seis faixas que compõem o EP “Ao vivo no Semente”, programado para ser lançado pelo artista na sexta-feira, 4 de setembro. Violonista do Trio Madeira Brasil, Zé Paulo Becker – cabe lembrar – tocou semanalmente no bar Semente por quase 20 anos.
No EP “Ao vivo no Semente”, cujo repertório é inteiramente assinado por Becker, o músico reacende “Xodó de lamparina” (Zé Paulo Becker e Moyseis Marques) com Roberta Sá, toca “Pra tudo ficar bem” com o violinista Nicolas Krassik, dá voz à cantora Beth Marques em “Incinero” (Zé Paulo Becker e Mauro Aguiar), faz “Clara” com o sopro de Humberto Araújo, toca “Choro pro tio” com os colegas do Trio Madeira Brasil – o também violonista Marcello Gonçalves e o bandolinista Ronaldo Souza – e faz duo com o violonista Cainã Cavalcante em “Passeando no Bosco”.
Com capa que expõe design de Duda Simões, o EP “Ao vivo no Semente” reúne gravações captadas no bar Semente pelo engenheiro de som Carlos Fuchs.
Capa do EP ‘Ao vivo no Semente’, do violonista Zé Paulo Becker
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Museu Met e John Galliano cancelam mostra após críticas por falas antissemitas do estilista


Metropolitan Museum of Art cancela exposição planejada para o Met Gala sobre o estilista John Galliano
Jacques Brinon/AP
O Metropolitan Museum of Art anunciou, nesta segunda (31), que vai cancelar a exposição planejada em homenagem a John Galliano.
O anúncio da exposição havia provocado forte reação contrária na comunidade judaica e além, devido a declarações antissemitas e racistas feitas pelo estilista no passado.
O museu afirmou nesta segunda-feira que a exposição, planejada para ser a mostra de primavera de maio de 2027 do Costume Institute — que lança o Met Gala anual —, será substituída por outro evento a ser anunciado posteriormente.
“Após discussões profundas com John Galliano, decidimos juntos não prosseguir com a exposição”, anunciou Max Hollein, diretor e CEO do museu, em um comunicado.
O estilista também se manifestou no comunicado, dizendo: “Após muita reflexão e diálogo com o The Met e com todos os envolvidos, decidi, com grande tristeza, que é melhor que a exposição não aconteça neste momento”.
“Continuo assumindo total responsabilidade pela dor causada por minhas palavras no passado, especialmente pelo dano que causei às comunidades judaica e asiática, e sigo profundamente arrependido por isso.”
Reconhecido há muito tempo como um dos maiores talentos do mundo da moda por suas criações extravagantes, Galliano esteve no topo desse mercado por anos como diretor criativo da Christian Dior. Ele foi demitido do cargo quando uma série de comentários racistas e antissemitas de 2010 e 2011 vieram à tona e viralizaram, levando à sua condenação em um julgamento por antissemitismo na França.
Demitido pela Dior, Galliano passou vários anos envolvido em esforços públicos e privados para se reabilitar. Ele retornou ao mercado em 2014, quando foi contratado pela casa de moda parisiense Maison Margiela, onde permaneceu por uma década.
Ele se tornaria apenas o terceiro estilista vivo a ser tema de uma exposição individual no Costume Institute do Met.
A mostra de primavera é inaugurada pelo Met Gala anual, o evento de maior visibilidade no calendário da moda. O gala é supervisionado por Anna Wintour, diretora editorial global da Vogue e uma das figuras mais influentes da moda mundial. Wintour é amiga de longa data e apoiadora de Galliano.
O museu realizou conversas com líderes da comunidade judaica antes de anunciar a exposição, na esperança de conter a reação negativa antecipada. No entanto, a indignação apenas aumentou.
Uma das principais críticas à exposição planejada foi a presidente da Câmara Municipal de Nova York, Julie Menin, que divulgou um comunicado nesta segunda-feira elogiando a decisão do cancelamento.
“Após minhas numerosas e longas reuniões e conversas com o The Met, estou satisfeita por eles terem concordado em não homenagear John Galliano”, disse Menin. “Desde o início, eu lhes disse que discordava veementemente dessa decisão e que, neste momento de crescente antissemitismo, isso serviu como um soco no estômago para a comunidade judaica. Esta é a decisão correta, pois o dano e a dor que isso causava eram simplesmente inaceitáveis.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Após vencer como sertanejo, João Gomes comemora criação de categoria de Forró em prêmio


João Gomes segura boneco de Luiz Gonzaga e celebra criação de categoria exclusiva para o forró no Prêmio da Música Brasileira.
Reprodução/Instagram/João Gomes.
Após 33 edições, o Prêmio da Música Brasileira criou, pela primeira vez, uma categoria dedicada ao forró.
A novidade foi comemorada pelo cantor pernambucano João Gomes, que em 2025 venceu a premiação na categoria de Melhor Artista Sertanejo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais no último domingo (30), o artista de 24 anos se emocionou ao falar sobre o reconhecimento do gênero e relembrou sua defesa pela valorização da música nordestina.
“É uma batalha imensa ser forrozeiro. O povo ainda acha meio cafona. É muito difícil”, afirmou.
O cantor também destacou a importância de Luiz Gonzaga, conhecido como o Rei do Baião, para a história do gênero.
“Fico feliz por ter levantado essa bandeira, falado sobre isso e ter conseguido. Mas isso não é sobre mim, é sobre Gonzagão [Luiz Gonzaga]. Viva Gonzagão e toda a riqueza da nossa cultura… todos que fazem e fizeram pelo nosso Nordeste!”, disse.
O g1 procurou a organização do Prêmio da Música Brasileira para entender se a nova categoria de Forró já será válida na edição de 2027, quais serão os critérios de seleção e se vertentes do gênero, como piseiro e forró eletrônico, serão contempladas.
A reportagem também questionou por que o forró só ganhou uma categoria própria agora, após 33 edições, e se a decisão teve relação com a repercussão da premiação de 2025. Até a última atualização, não houve resposta.
Relembre o que aconteceu
Agora no g1
Em 2025, na penúltima edição do prêmio, João Gomes venceu como Melhor Artista Sertanejo, concorrendo com Ana Castela, Lauana Prado, Rionegro & Solimões e Zezé Di Camargo.
O resultado gerou questionamentos na internet. O cantor recebeu o prêmio e comemorou a vitória, mas também usou as redes para explicar a diferença entre o sertanejo e o gênero com o qual se identifica:
“O sertanejo canta o sertão. Só que, no Brasil, a música do sertão nordestino é o forró”, explicou.
Alceu Valença está entre vencedores do Prêmio da Música Brasileira 2025
RT Fotografia
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Forrozeiros comemoraram decisão
Mestrinho canta no Forró Caju em Aracaju.
PMA
A criação de uma categoria exclusiva para o forró também foi comemorada por outros artistas nordestinos.
O sanfoneiro e cantor sergipano Mestrinho chamou o gênero de uma das grandes identidades culturais brasileiras e classificou a criação de uma categoria própria como uma “conquista gigante”.
A cantora recifense Natascha Falcão, que foi indicada ao Grammy Latino de 2023 na categoria Artista Revelação, também comemorou a novidade:
“É como eu mesma canto: o forró é a semente de um novo dia. Simbora que tem chão pra conquistar”, publicou.
Flávio Leandro, Lucy Alves e Solange Almeida também se somaram ao grupo e manifestaram apoio à criação da nova categoria.
Mestrinho e Natascha Falcão celebram a criação da categoria de Forró no Prêmio da Música Brasileira.
Divulgação/Instagram/João Gomes
Dominguinhos venceu 14 vezes em categoria ‘regional’
Dominguinhos (1941–2013)
Divulgação
Antes de João Gomes, outros grandes nomes ligados ao forró já faziam história no Prêmio da Música Brasileira.
Dominguinhos, um dos maiores representantes do gênero, está na quinta posição entre os artistas mais premiados da história da premiação, com 18 troféus.
Ele fica atrás apenas de Maria Bethânia (24 prêmios), Alcione (22), Zeca Pagodinho (20) e Caetano Veloso (19).
O primeiro prêmio de Dominguinhos veio em 1988, na categoria Regional. Sem uma categoria própria para o forró na época, 14 dos seus 18 troféus acabaram concentrados nessa classificação.
Dominguinhos aparece em 5º lugar entre os artistas mais premiados da história do Prêmio da Música Brasileira, com 18 troféus.
Reprodução/Site Prêmio da Música Brasileira.
Em 2024, o Conselho do Prêmio da Música Brasileira decidiu mudar o nome da categoria “Regional” para “Raízes”. Segundo o prêmio, a mudança buscava representar melhor a diversidade das tradições musicais brasileiras.
Gil, Ney Matrogrosso e Arnaldo Antunes fazem parte de conselho do prêmio
Em 2027, o Prêmio da Música Brasileira chegará à sua 44ª edição com Martinho da Vila como homenageado.
Segundo o próprio site, a premiação é dirigida por um “conselho diretor”, responsável por estabelecer as diretrizes da premiação, selecionar os jurados e indicar o homenageado de cada edição. O conselho também conta com voto de minerva em eventuais situações de empate.
Atualmente, o conselho é formado por: Arnaldo Antunes, Criolo, Emicida, Gilberto Gil, Heloísa Guarita, João Bosco, Karol Conka, Ney Matogrosso, Yamandu Costa, Zé Maurício Machline e Zélia Duncan.
A edição de 2027 está com inscrições abertas, mas ainda não tem data anunciada.

Fonte: G1 Entretenimento

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A música de IA que plagiou Taylor Swift, viralizou nas redes e agora não para de tocar nas rádios brasileiras


Luísa Sonza, à esquerda, teve sua voz clonada por inteligência artificial para cantar em português o hit The Fate of Ophelia, de Taylor Swift
BBC
Ao escutar A Sina de Ofélia, é fácil reconhecer a voz de Luísa Sonza. Logo depois, surge Dilsinho. A popstar e o pagodeiro fazem um dueto improvável, mas convincente. Até você descobrir que nenhum deles cantou essa música de verdade.
A Sina de Ofélia foi produzida com inteligência artificial generativa. Clonaram as vozes dos artistas brasileiros e os puseram para cantar uma tradução para o português de uma música que, na verdade, é de Taylor Swift (The Fate of Ophelia).
Só falta descobrir quem fez tudo isso. A faixa acumula milhões de reproduções nas plataformas de streaming e nas redes sociais, mas sua autoria segue desconhecida — o que é comum no caso de conteúdos feitos com IA.
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A Sina de Ofélia foi compartilhada à exaustão no Spotify, Instagram e TikTok. O que quase ninguém parece ter percebido — inclusive os próprios artistas — é que, enquanto fazia sucesso na internet, ela também começava a tocar nas rádios brasileiras, principalmente nas emissoras do interior do país.
Um relatório da Crowley, empresa de monitoramento e auditoria de rádio, feito a pedido da BBC News Brasil, mostra que a música foi executada 3.064 vezes em 47 estações de rádio.
Mas esse número pode ser ainda maior, visto que a Crowley monitora apenas regiões selecionadas, concentradas nos principais mercados publicitários do país — a região Norte, por exemplo, fica de fora. Além disso, o levantamento considera somente as execuções de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
Música de IA gerou R$ 50 mil
Ainda assim, não é pouca coisa. A Sina de Ofélia registrou, em alguns meses, um volume de execuções próximo ao que a música mais tocada do país costuma alcançar em uma semana nas estimativas da Crowley.
Além disso, na maioria dos casos, uma exposição desse tamanho é resultado de investimentos maciços de artistas e gravadoras em publicidade nas rádios — o famoso jabá —, enquanto A Sina de Ofélia alcançou esse volume sem que tenha sido identificado qualquer tipo de financiamento.
As execuções, de toda forma, geraram ao menos R$ 50 mil em lucros, segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad, responsável por arrecadar e distribuir os direitos autorais de execuções públicas de músicas no Brasil — no rádio, na televisão, na internet, em eventos como o Carnaval ou na sonorização de espaços públicos como shopping centers.
O dinheiro está retido. O Ecad informou à reportagem que ainda não sabe o que fazer com os valores arrecadados, já que, em tese, não há um autor a quem os R$ 5 mil possam ser repassados.
É possível que, em algum momento, o valor seja redistribuído entre artistas cadastrados na instituição e que atualmente estejam em rotação nas rádios — o que renderia não mais do que algumas dezenas de reais para cada.
Avatar de Luísa Sonza criado com IA para o clipe de A Sina de Ofélia, que circula nas redes sociais e no YouTube
Reprodução
Segundo especialistas ouvidos pela BBC, A Sina de Ofélia pode ser considerada uma fraude, e sua reprodução nas rádios pode configurar crime.
Caso seja descoberto e processado, seu autor pode sofrer sanções civis — como indenização ligadas a perdas financeiras e a danos à imagem dos artistas — e criminais — que podem incluir pena de prisão de até três anos.
As emissoras que estão tocando a música também podem ser punidas, segundo o advogado Guilherme Valente, especialista em direito autoral pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual.
“No rádio, existe curadoria, então há uma responsabilidade maior, porque alguém está escolhendo as músicas que vão ao ar, diferentemente de uma plataforma de conteúdo criado pelo usuário, como os aplicativos de streaming, em que qualquer um pode compartilhar uma música. O grau de responsabilidade é diferente”, ele diz.
Artistas estão em silêncio
A reportagem procurou os artistas que foram alvo dessa fraude — Luísa Sonza e Dilsinho, por terem suas vozes clonadas, e Taylor Swift, por ter sua composição e melodia copiadas.
Informalmente, as equipes de Sonza e Dilsinho disseram estar surpresas e afirmaram que nem sequer sabiam que isso estava acontecendo. A faixa, afinal, não está tocando nos grandes centros onde ficam seus escritórios, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Nenhum dos dois, porém, respondeu aos questionamentos da reportagem ou quis gravar entrevista.
A BBC também procurou a Sony Music, gravadora que representa Sonza; a Som Livre, responsável por Dilsinho; e a Universal Music, que representa Swift no Brasil e nos Estados Unidos. Nenhuma das empresas respondeu.
A reportagem também não obteve resposta da rádio que mais reproduziu A Sina de Ofélia, segundo o relatório da Crowley: a Mega FM, de Ribeirão Preto, no interior paulista.
Caso expõe um fenômeno mais amplo
Para a superintendente do Ecad, Isabel Amorim, A Sina de Ofélia é apenas “a ponta do iceberg” do avanço da IA generativa na indústria musical.
Com poucos cliques, vale lembrar, é possível transformar em música até um texto sem qualquer sonoridade, escolhendo detalhes como o gênero da canção, a velocidade e outros elementos sonoros.
A avaliação de Amorim encontra respaldo nos dados da Deezer, uma das maiores plataformas de streaming musical e, até o momento, a única a divulgar um relatório sobre a presença da IA generativa em seu acervo.
Segundo a empresa, metade das faixas adicionadas diariamente à plataforma é gerada por IA. O fenômeno atingiu seu pico em junho, quando mais de 45 mil dos 90 mil cadastros realizados correspondiam a músicas desse tipo.
As demais plataformas não divulgam dados semelhantes, o que impede uma comparação mais ampla. Mas os números da Deezer servem como termômetro, já que a maioria das canções são cadastradas simultaneamente em diferentes serviços de streaming — há empresas pagas para fazer essa distribuição, aliás.
Os dados da Deezer retratam um cenário global, mas os números do Ecad ajudam a dimensionar o fenômeno no Brasil.
Entre janeiro e agosto, 62.292 músicas criadas com IA tiveram seus royalties retidos pela instituição, entre elas a faixa que plagiou uma música de Taylor Swift.
A maior parte das retenções ocorreu por reproduções em streaming, categoria que inclui as redes sociais, como mostra o gráfico abaixo. Mas as rádios também aparecem nesse cenário, respondendo por 5% dos valores retidos.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que representa cerca de 3.000 emissoras no país, diz não interferir na programação de seus associados, mas afirma orientá-los a não reproduzir músicas feitas por IA.
Rodolfo Salema, diretor de assuntos jurídicos e regulatórios da entidade, avalia que o caso de A Sina de Ofélia parece isolado e que não há outras músicas do tipo sendo executadas pelas rádios.
“É algo excepcional, porque a música explodiu e o pessoal ficou meio cego”, diz. “Pode ser demanda da audiência, porque a rádio tem até hoje muito pedido de música, e às vezes tem um desconhecimento do pessoal da programação sobre uma discussão maior sobre IA.”
A Sina de Ofélia, porém, não está nem entre as músicas com os maiores valores retidos pelo Ecad. As três que aparecem no topo da lista, segundo a instituição, são Comida Feliz, voltada ao público infantil, com o refrão “vamos comer para ficarmos fortes e crescer”; Criando Memórias, sobre afetos e momentos simples da vida; e Um Novo Ser, sobre fé e busca por Deus.
A faixa gospel, aliás, é a única das três que as plataformas de streaming sinalizam como conteúdo gerado por IA e que tem algum crédito de autoria: Hikari de Jesus. O nome, porém, pertence a um personagem que também foi criado por IA, cuja autoria é desconhecida.
Hikari de Jesus é um personagem de IA que faz sucesso cantando músicas gospel cujas letras e melodias também são criadas com a tecnologia
Reprodução
Embora nenhuma dessas três músicas copie uma faixa específica, como A Sina de Ofélia, o Ecad questiona a forma como elas foram criadas.
Segundo a instituição, a IA usada para escrever as letras e transformá-las em música se vale de uma grande biblioteca de obras feitas por humanos, que estaria sendo apropriada pelos serviços de IA sem autorização. Por isso, entende que também há uma infração de direitos autorais nesses casos.
“Um músico usa a mixagem para fazer algum arranjo. Isso é natural, como um fotógrafo ajustar a luz da foto com tecnologia. Mas é diferente de não criar nada e copiar o trabalho dos outros”, diz Amorim, do Ecad. “Não podem pegar um trabalho dos criadores, colocar num sistema, treinar a máquina e achar que está tudo certo.”
A discussão sobre os limites desse uso da IA ainda está em curso, e há um projeto de lei sobre o tema em tramitação no Congresso brasileiro.
Na falta de definições concretas, porém, o Ecad vem acumulando vitórias na Justiça contra estabelecimentos que criaram rádios internas com músicas feitas com IA e alegavam não precisar pagar direitos autorais.
O caso mais emblemático, porém, não chegou ao Judiciário. Foi o da loja de brinquedos Ri Happy, que inicialmente afirmou que deixaria de pagar direitos autorais ao Ecad por usar músicas feitas por inteligência artificial em sua rádio interna, mas depois voltou atrás, conta Amorim.
“A Ri Happy passou por um momento de pensar: ‘Ah, não vou pagar porque estou fazendo minhas próprias músicas’. Mas depois repensaram: ‘Não, eu preciso continuar contribuindo para a música, para a cultura brasileira, para o trabalho do criador’. O que a gente tem feito é um trabalho muito de conscientização”, diz a porta-voz do Ecad.
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As duas Ofélias — e no que consiste um plágio
No caso de A Sina de Ofélia, não estamos diante de uma inspiração difusa em uma grande biblioteca de músicas produzidas por seres humanos ao longo da história, mas de elementos que permitem uma comparação direta com a fonte original.
Além do título e da protagonista — inspirada em Hamlet, de William Shakespeare —, a música mantém a mesma estrutura narrativa e reproduz diversas imagens e ideias de The Fate of Ophelia.
Logo no início, as duas faixas trazem o eu lírico dizendo que foi chamado por um megafone e associando o interlocutor ao fogo.
Depois, as letras chegam à mesma imagem de uma mulher isolada em uma torre, antes de ser resgatada por seu amor.
No refrão, ambas afirmam que esse encontro a salvou da “sina” — ou do “destino” — de Ofélia, que, na obra do dramaturgo inglês, é a morte.
Outras imagens também são preservadas na versão brasileira, como a de se afogar na tristeza e a descrição do amor como uma “cama fria cheia de escorpiões”, em inglês, e “um ninho de escorpiões”, em português.
Há algumas mudanças. O verso “pledge allegiance to your hands”, por exemplo, poderia ser traduzido ao pé da letra como “juro lealdade às suas mãos”, mas ganhou contornos mais coloquiais e virou “tô fechada com você, não vou voltar”.
Ainda assim, a sequência é a mesma: solidão, chegada do parceiro e resgate. Essa proximidade faz com que A Sina de Ofélia se pareça menos com uma música inspirada na composição de Taylor Swift e mais com uma tradução dela, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
Essa é uma discussão central para diferenciar o que seria uma inspiração do que poderia ser considerado plágio — e, portanto, um crime —, afirma o advogado Guilherme Valente, que também integra a Comissão de Direito das Artes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo.
“Qualquer um pode escrever uma música inspirada na história de Ofélia. Isso não é proibido, até porque a obra já caiu em domínio público. A questão é o grau de similaridade”, diz.
Ele explica que o direito autoral não protege uma ideia, mas a forma como ela é expressa. “A ideia não é exclusiva. O que é exclusivo é como se conta essa ideia, a visão que o autor tem dela e como ele coloca tudo no papel.”
Isso vale para qualquer produção artística — um filme, um livro ou uma música, embora cada linguagem tenha suas especificidades. O mesmo vale para traduções, acrescenta o especialista.
“A tradução é uma obra derivada, só que, para traduzir uma obra, é preciso ter autorização do autor. Um dos direitos autorais é justamente a exclusividade para adaptar a obra de outras formas — e a tradução é uma adaptação.”
Por que a música continua tocando se pode ser um plágio?
Essa é uma pergunta difícil de responder, mas, em linhas gerais, isso se deve ao fato de que os artistas envolvidos — tanto Luísa Sonza e Dilsinho quanto Taylor Swift — não procuraram fazer valer seus direitos.
Pelo contrário: os artistas brasileiros chegaram a se engajar com a música e fizeram vídeos para as redes sociais usando-a como trilha sonora.
Sonza publicou um vídeo dublando a canção, que já ultrapassou 1 milhão de visualizações e reúne 900 mil curtidas, além de ter participado de um vídeo de uma influenciadora dançando a música. Dilsinho também dublou a canção e escreveu no vídeo: “Ué, já lançou?”.
Os artistas não responderam à BBC por que decidiram apoiar um conteúdo que pode ser fruto de plágio.
Profissionais da indústria que conversaram com a reportagem em caráter reservado, porém, afirmam que só os custos com advogados para enviar uma notificação extrajudicial a uma emissora de rádio, pedindo que pare de tocar a música, ou a uma plataforma de streaming, solicitando a remoção da faixa de seu catálogo, já são maiores do que o prejuízo financeiro que os artistas possam estar tendo.
Vale lembrar que, embora a canção tenha viralizado na internet e já tenha sido tocada milhares de vezes nas rádios, o Ecad registrou R$ 50 mil em direitos autorais gerados pela faixa — uma cifra ínfima para artistas desse porte.
Além disso, acrescentam os profissionais do setor, os artistas podem até transformar o pequeno prejuízo em oportunidade, aproveitando o sucesso da música para promover sua imagem e, por que não, sua voz, no caso das reproduções nas rádios.
Mas há também um certo limbo na legislação brasileira que é relevante para essa discussão.
Duas leis podem ter impacto sobre o setor: o Marco Civil da Internet, que regula as plataformas de streaming e foi criado em 2014, quase uma década antes da popularização da inteligência artificial generativa; e a Lei de Direitos Autorais, criada em 1998, muito antes não só da IA, mas da própria ideia de streaming.
“O Marco Civil da Internet criou essa regra que a gente chama de safe harbor principle, o princípio do porto seguro. Isso significa que a responsabilidade da plataforma só surge a partir do momento em que há uma decisão judicial mandando remover aquele conteúdo”, explica o advogado Guilherme Valente.
“A gente até tem decisões judiciais que dizem que a plataforma é responsável antes de uma decisão judicial, mas precisa ter ao menos uma notificação do titular dos direitos, avisando que há uma violação.”
Taylor Swift em show em Londres durante sua última turnê, a The Eras, em agosto de 2024
Gareth Cattermole/TAS24/Getty Images for TAS Rights Management/Via BBC
O que dizem as plataformas de streaming
A avaliação do advogado Guilherme Valente — de que os aplicativos não precisam agir antes que um artista reclame seus direitos — é corroborada pelas próprias empresas de streaming.
Procurado pela BBC News Brasil, o Spotify, plataforma de música mais usada no país, não respondeu especificamente sobre A Sina de Ofélia. Em suas diretrizes, porém, a empresa afirma que não consegue determinar sozinha se houve uma infração.
“O Spotify não sabe se o uso da voz de outro artista é um trecho devidamente licenciado ou uma colaboração; portanto, precisamos receber uma reivindicação do artista para saber que a imitação não é autorizada.”
A Deezer, outra líder de mercado, também reiterou que precisa de uma “notificação formal” para tomar providências, mas acrescentou que A Sina de Ofélia foi identificada como conteúdo gerado por IA e recebeu um selo.
Segundo a empresa, músicas que recebem essa sinalização ficam fora das recomendações da plataforma, tanto nas playlists editoriais oficiais quanto nas sugestões feitas pelos algoritmos com base no perfil dos usuários.
No YouTube, a regra é semelhante. Após a BBC enviar sete clipes para análise, um deles saiu do ar, enquanto os demais receberam o selo de conteúdo gerado por IA.
Questionada sobre o motivo da remoção, a empresa, que pertence ao Google, afirmou que o canal ao qual o vídeo pertencia havia infringido suas políticas de uso, mas não especificou qual regra havia sido violada.
TikTok e Meta — dona do Facebook e do Instagram — também disseram que podem remover conteúdos após denúncias. A empresa acrescentou que a publicação contínua de material que desrespeita direitos autorais pode levar à desativação da conta do infrator.
Arte e gráficos por Daniel Arce Lopez e Laís Alegretti, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil

Fonte: G1 Entretenimento

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Que espetáculo é ver Ney Matogrosso pela lente do fotógrafo David LaChappelle!


Ney Matogrosso posa para o fotógrafo norte-americano David LaChapelle em ensaio no Jardim Botânico da cidade de São Paulo (SP)
David LaChapelle / Divulgação
♫ OPINIÃO
♬ Não foi surpresa quando a turnê que Ney Matogrosso fará por estádios e arenas do Brasil ao longo de 2027, “85 anos de ousadia”, foi anunciada oficialmente à imprensa na última quarta-feira, 26 de agosto. Afinal, a notícia da turnê já tinha sido dada extraoficialmente pelo jornalista Julio Maria, biógrafo do cantor.
A maior novidade foi a divulgação das imagens feitas para apresentar a turnê que estreia em São Paulo (SP) em 30 de janeiro no estádio Nubank Parque. É que as imagens de Ney produzidas pelo fotógrafo norte-americano David LaChappelle são um espetáculo à parte.
Captadas em ensaio realizado no Jardim Botânico da cidade de São Paulo (SP), as imagens retratam Ney em cores vivas – uma das características das fotos de David LaChappelle, aclamado pela criação de imagens em cores vibrantes e em cenários suntuosos, com mix de referências da arte clássica barroca e da PopArt do mestre Andy Warhol (1928 – 1987).
Contudo, mais do que o colorido que atrai instantaneamente atenções e olhares, as imagens parecem captar a íntima relação de Ney Matogrosso com a natureza. Ney é um bicho-homem que sempre se afinou com os animais. Há um amor genuíno do artista por bichos, plantas, pedras e rios.
Tudo isso está nas fotografias feitas por David LaChappelle para divulgar a turnê “85 anos de ousadia”. As imagens em si já são um espetáculo!
Ney Matogrosso em imagem promocional da turnê ’85 anos de ousadia’
David LaChappelle
Ney Matogrosso em imagem do ensaio feito pelo cantor com o fotógrafo David LaChapelle para promover a turnê ’85 anos de ousadia’
David LaChapelle / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Brasileira estreia no cinema como astronauta em filme chinês de ficção científica sucesso de bilheteira: ‘Emoção grande’


Brasileira estreia no cinema como astronauta em filme chinês
Brasil e China estão separados por cerca de 18 mil quilômetros em um trajeto de avião. Mas uma atriz de Andradina (SP) encontrou uma maneira bem mais rápida de aproximar os dois países: pelas telas do cinema.
Daniela Tassy se mudou de Andradina (SP) para a China há dez anos para trabalhar como tradutora. O que ela não imaginava era que a experiência do outro lado do mundo também abriria caminhos para uma nova carreira – a de atriz.
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Atriz de Andradina (SP) estreia em filme chinês de ficção científica que chegou aos cinemas brasileiros
Daniela Tassy/Arquivo pessoal
A brasileira integra o elenco de “Terra à Deriva 2″, um blockbuster (sucesso de bilheteria) chinês de ficção científica, lançado em 2023, que chegou aos cinemas brasileiros no dia 20 de agosto deste ano.
Na história, o Sol começa a ameaçar a Terra e coloca a sobrevivência da humanidade em risco. Para tentar salvar o planeta, cientistas criam motores gigantescos capazes de tirá-lo de sua órbita e levá-lo para longe do Sol.
A missão reúne pessoas de diferentes países e é marcada por desafios e decisões que podem definir o futuro da humanidade. Nos cinemas da China, o filme já arrecadou mais de US$ 500 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,5 bilhões na cotação atual.
Na produção, Daniela interpreta Emília Soares, uma astronauta brasileira que participa de uma missão na Lua ao lado de representantes de outros países. A personagem aparece em um momento importante da história. Por isso, Daniela evita revelar detalhes da participação para não entregar spoilers.
Mesmo assim, ela acredita que a presença de uma personagem brasileira em uma produção de alcance internacional pode aproximar o público do país da história. Para a atriz, a experiência também representa uma espécie de encontro entre os dois lados do mundo que passaram a fazer parte da trajetória profissional dela: o Brasil onde nasceu e a China onde construiu uma nova vida.
“Os brasileiros que assistiram ficaram muito emocionados. Ver uma personagem com a bandeira do Brasil, representando toda uma nação em uma missão para salvar a humanidade, trouxe uma emoção muito grande. Acho que isso tocou muito o público brasileiro. Espero que cative também o público aí no Brasil”, ressalta Daniela.
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Atriz de Andradina (SP) estreia no cinema como astronauta em filme chinês sucesso de bilheteira
Daniela Tassy/Arquivo pessoal
Como tudo começou
Mas, para chegar à Lua – pelo menos no cinema – Daniela precisou mudar os rumos da própria carreira. Formada em tradução, ela nunca tinha trabalhado profissionalmente como atriz no Brasil. O interesse pela arte, no entanto, começou ainda em Andradina, onde nasceu.
“Meus primeiros passos como atriz foram em Andradina, na escola de idiomas onde eu estudava. Eu tinha apresentações de teatro e dança. Apesar de ser tímida, eu sempre tive vontade de estar em volta e estar respirando arte”, conta Daniela.
Daniela Tassy morou em Andradina (SP) até a adolescência
Daniela Tassy/Arquivo pessoal
Antes de se mudar para a China, Daniela também morou nos Estados Unidos e trabalhou em São Paulo. Foi do outro lado do mundo, no entanto, que a atuação deixou de ser apenas uma vontade e começou a se transformar em profissão e as primeiras oportunidades começaram a aparecer.
No início, ela trabalhou como figurante em séries e filmes. A experiência despertou o interesse pela carreira artística e, depois de se mudar para Pequim, Daniela decidiu investir na formação como atriz e passou a buscar oportunidades nos doramas, como são conhecidas as produções televisivas e de streaming populares em países asiáticos.
A sequência de trabalhos abriu caminho para as telonas. Em “Terra à Deriva 2”, Daniela inicialmente fez testes para interpretar uma repórter. O desempenho, porém, chamou a atenção da produção e ela acabou escolhida para viver Emília Soares, uma astronauta brasileira.
A personagem, que representa o Brasil em uma missão internacional para tentar salvar a humanidade, acabou levando Daniela de Andradina para uma produção que atravessou o mundo e que agora também chegou aos cinemas brasileiros.
Daniela Tassy saiu de Andradina (SP) para se mudar para a China
Daniela Tassy/Arquivo pessoal
Atriz de Andradina (SP) ganha papel em filme chinês de ficção científica
Daniela Tassy/Arquivo pessoal
As diferenças entre o cinema chinês e o ocidental
A chegada de Daniela às telonas também acontece em um momento de maior projeção do cinema chinês fora da Ásia. Com uma longa tradição cinematográfica e uma indústria de grande porte, a China já levou diferentes produções ao Oscar e conquistou espaço entre os grandes mercados do cinema mundial.
Um dos exemplos mais conhecidos é “O Tigre e o Dragão”, de 2000, dirigido por Ang Lee. O longa recebeu dez indicações ao Oscar e venceu quatro categorias, incluindo a de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Fotografia. Produções como essa ajudaram a ampliar o alcance do cinema de língua chinesa e a levar histórias e artistas asiáticos para públicos de diferentes partes do mundo.
Para Daniela, porém, essa aproximação ainda encontra uma barreira: o preconceito provocado pela distância geográfica e pelas diferenças culturais. Na visão da atriz, brasileiros e chineses têm mais semelhanças do que pode parecer à primeira vista.
A própria experiência profissional na China, segundo ela, também se transformou em uma oportunidade de conhecer melhor o país e aprender com a cultura local.
“A distância geográfica automaticamente traz esse preconceito. O povo chinês e o povo brasileiro têm muitas similaridades. Eu acho que podemos aprender muito uns com os outros. Eu tenho aprendido muito estando na frente das câmeras, nos doramas chineses e nos filmes”, detalha Daniela.
Daniela Tassy de Andradina (SP) atuou como atriz em curtas e em doramas chineses
Daniela Tassy/Arquivo pessoal
👀 De olho nos próximos planos
Daniela continua aberta a novos trabalhos como atriz, mas, atualmente, também atua em outra frente que mantém a ligação com o Brasil: uma agência de turismo na China que recebe, principalmente, turistas brasileiros.
Nas redes sociais, ela compartilha o dia a dia no país asiático e mostra aspectos da cultura local. A proposta, segundo a atriz, é apresentar aos brasileiros uma China que vai além dos estereótipos e das imagens mais conhecidas. História, costumes e o cotidiano estão entre os assuntos que ela procura apresentar a quem visita o país.
“Nesse momento, eu estou contando histórias para os brasileiros que vêm para a China de um outro modo. Em vez de estar na frente das telas, estou mostrando a cultura e a história da China. Eu trago e levo as pessoas para viver um pouco de uma China que poucas pessoas conhecem”, reforça Daniela.
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Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

O ator diagnosticado com Alzheimer e que agora está à frente de um espetáculo solo


Peter Marinker, diagnosticado com Alzheimer há dois anos, começou em junho os ensaios da peça A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett
Stagefright Films
Durante quatro dias seguidos, Peter Marinker chegou para ensaios que nem sequer estavam acontecendo. A demência havia confundido as datas em sua mente.
Ainda assim, ele agora se prepara para fazer algo que a maioria dos atores consideraria intimidador mesmo com a memória em perfeito estado: interpretar sozinho, em um palco de Londres, no Reino Unido, uma peça muito apreciada do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.
Marinker, de 85 anos, é mais conhecido por seus trabalhos de voz, que vão de peças de rádio e videogames a filmes de grande orçamento como Labirinto: A Magia do Tempo (1986) e Paddington: Uma Aventura na Floresta (2025).
No cinema, interpretou o assessor do presidente dos Estados Unidos em Simplesmente Amor (2003) e um dos passageiros do avião no drama Vôo United 93 (2006).
Agora no g1
Em 2023, Marinker interpretava Gandalf em uma versão teatral de O Senhor dos Anéis quando sentiu que estava “se desligando”, e um ator substituto teve de assumir o papel pelo restante da temporada.
Marinker então passou por exames de ressonância magnética e outros testes de saúde. Há dois anos, recebeu o diagnóstico de doença de Alzheimer.
A América Latina é a região mais afetada pela demência no mundo. Mais da metade dos casos pode ser evitada com o controle de fatores de risco como baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, isolamento, sedentarismo, diabetes, consumo excessivo de álcool, poluição e traumas na cabeça.
Dave Wybrow, diretor do Cockpit Theatre, convidou Peter Marinker no início deste ano para atuar na peça
Stagefright Films
“Eu simplesmente tive que aceitar”, diz Marinker. “Isso explicou por que eu vivia perdendo coisas, e comecei a rir de mim mesmo, de todas as outras bobagens que faço repetidamente.”
Naquele momento, alguns atores talvez tivessem decidido se afastar da pressão de se apresentar diante de uma plateia ao vivo.
Mas, “do nada”, Marinker recebeu uma ligação de alguém com quem havia trabalhado de perto no passado: Dave Wybrow, diretor do Cockpit Theatre, em Londres.
A ideia era encenar um monólogo de Beckett, A Última Gravação de Krapp, em que um escritor idoso ouve gravações de quando era mais jovem e relembra uma vida de arrependimentos e oportunidades perdidas.
“É um espetáculo explosivo e um texto explosivo”, diz Wybrow, cuja mãe também teve problemas de memória no fim da vida.
Os ensaios acontecem desde o fim de junho para que Marinker tenha mais tempo para praticar, e uma equipe inteira foi reunida para tornar a montagem possível.
Um diretor de palco ficará ao lado do cenário durante as apresentações, haverá telas de teleprompter em diferentes pontos do teatro, e Marinker usará um pequeno ponto eletrônico para receber uma ajuda rapidamente caso se esqueça de alguma fala.
Taiyaba Zeria, da Alzheimer’s Society, afirma que é preciso mudar a percepção sobre o que pessoas com demência são capazes de fazer, à medida que casos se tornam mais frequentes
BBC
Wybrow é categórico ao dizer que a ideia não é “esconder” a doença de Marinker, mas mostrar que o trabalho criativo e colaborativo continua perfeitamente possível depois de um diagnóstico de demência.
Desde o primeiro dia, Marinker diz que não teve nenhuma preocupação.
“Dave [Wybrow] perguntou se eu gostaria de fazer, e eu só respondi: ‘Sim. Ah, sim, sim, sim, sim!'”, diz Marinker.
“Vou ficar nervoso [na noite de estreia], mas sei lidar com isso. É só a adrenalina.”
Ecos do passado
Esta não é a primeira vez que Marinker interpreta a peça. Ele assumiu o mesmo papel pela primeira vez em 1983.
A equipe da produção encontrou gravações em fita daquela montagem, feita há mais de 40 anos, e elas serão incorporadas ao novo espetáculo enquanto o personagem ouve ecos de seu eu mais jovem.
Uma das características do Alzheimer é que a perda de memória pode ser seletiva, e não uniforme.
No início da doença, regiões ao redor do hipocampo, localizado nos lobos temporais do cérebro, estão entre as primeiras a ser afetadas.
Essa região desempenha um papel fundamental na formação e na recuperação do que os cientistas chamam de memórias episódicas: lembranças de acontecimentos e experiências específicas da vida de uma pessoa.
É por isso que pessoas com Alzheimer podem ter dificuldade, por exemplo, para se lembrar de férias em família, de uma conversa com um amigo ou do nome de alguém.
Mas outras memórias ligadas a habilidades e rotinas praticadas muitas vezes, podem permanecer preservadas por mais tempo.
“Algo armazenado na memória consolidada de longo prazo costuma ser mais fácil de acessar do que memórias novas, que acabaram de ser formadas”, diz Tara Spires-Jones, professora de Neurodegeneração da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, e autora do livro Fighting for Our Minds (Lutando por nossas mentes, em tradução livre).
Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas com Alzheimer ainda conseguem preparar uma xícara de chá, lembrar letras de músicas ou até tocar uma música ou interpretar um texto teatral ensaiado muitas vezes depois que outras memórias já começaram a desaparecer.
Enfrentando o estigma
Todo o lucro da temporada de quatro dias será destinado à Alzheimer’s Society, organização que ajudou Marinker após o diagnóstico.
Uma pesquisa realizada para a organização em 2025 indicou que 42% das pessoas que vivem com demência sentiam vergonha de seus sintomas.
Uma em cada cinco pessoas com problemas de memória afirmou não ter procurado um médico para obter um diagnóstico por receio da reação de amigos e familiares.
O estigma “ainda é muito presente”, diz Taiyaba Zeria, que coordena serviços de apoio a pessoas com demência da Alzheimer’s Society em Londres.
“O que Peter [Marinker] está fazendo mostra claramente que um diagnóstico não é o fim e que uma pessoa que vive com demência ainda pode fazer muitas coisas de que gosta e pelas quais é apaixonada.”
Marinker, por sua vez, descreve o projeto como seu “maravilhoso canto do cisne”.
“Estou no estágio inicial [da doença], então preciso aproveitar ao máximo essa fase e me preparar da melhor maneira possível para o estágio intermediário”, diz Marinker, com uma risada irônica.
“Talvez eu consiga chegar ao fim desta [apresentação], ou talvez simplesmente caia duro!”
Reportagem adicional de André Biernath.

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Série sobre Belchior refaz o percurso angustiado e enigmático do artista em roteiro que se alimenta dos silêncios


O ator Luiz Carlos Vasconcelos interpreta Belchior (1946 – 2017) na série ‘Alucinação’, na fase em que o cantor viveu sumido entre o Uruguai e o Sul do Brasil
Reprodução / Vídeo
♫ CRÍTICA DE SÉRIE
Título: Alucinação
Direção: Eduardo Albergaria
Roteiro: Daniel Dias e Eduardo Albergaria
Cotação: ★ ★ ★
♬ Antonio Carlos Belchior (26 de outubro de 1946 – 30 de abril de 2017) morreu há nove anos como esfinge que ninguém conseguiu entender. As maiores pistas para decifrar o enigma estão no cancioneiro angustiado legado pelo cantor, compositor e músico cearense. São composições de letras poéticas que expuseram o peso da cabeça de um artista que pareceu ter almejado um lugar sagrado através da música.
Série que estreia no Canal Brasil dois meses antes do 80º aniversário do artista, “Alucinação” investe nessa tese ao mostrar os anseios, lacunas e tormentos da vida de Belchior enquanto refaz, em quatro episódios, parte do percurso acidentado de um artista de temperamento introspectivo, por vezes nublado.
Com pouca ação, o roteiro construído por Daniel Dias com Eduardo Albergaria – diretor dessa série cujos quatro episódios serão exibidos semanalmente aos sábados pelo Canal Brasil (o primeiro foi ao ar em 29 de agosto) – vai na contramão da adrenalina e da tensão dos produtos audiovisuais, investindo em tempos lentos em que imperam olhares e silêncios tradutores dos estados d’alma das personagens.
A base do roteiro é a biografia “Belchior – Apenas um rapaz latino-americano” (2017), escrita pelo jornalista Jotabê Medeiros e publicada quatro meses após a morte do cantor, interpretado na série pelos atores Caian Zattar (na juventude nos anos 1960 e ao longo da áurea década de 1970), Luiz Carlos Vasconcelos (nos últimos dez anos de vida do artista) e Márcio Levi (na infância, aos dez anos) em diferentes fases de existência presumivelmente sempre inquieta.
Com narrativa que vai e vem no tempo, a série “Alucinação” alterna cenas de Belchior nos anos 1960 e 1970 com flashes da vida itinerante do artista e da companheira Edna Prometheu pelo Uruguai e pelo Sul do Brasil, período em que Belchior se retirou da vida pública. Nessa fase, que foi de 2007 até 2017, ano da morte do artista, o arisco cantor é interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos enquanto a também enigmática Edna é vivida por Isabela Garcia.
Nesse período estranho em que nada fez muito sentido para o público de Belchior, o casal dependeu da bondade de estranhos e viveu fugindo, cúmplice, sem pouso fixo. Dessa fase, a cena em que Belchior cai no choro ao tentar tocar um violão deixa entrever dores que possivelmente consumiam a alma do artista.
No quarto e último episódio, entra em cena o Belchior da infância, vivido por Márcio Levi, em tentativa do roteiro de montar um quebra-cabeça que nunca fecha. A cena em que o garoto, à beira de riacho, ouve da mãe – Dolores (1921 – 2011), interpretada pela atriz Ana Luiza Rios – fábula sobre a morte é especialmente interessante.
Produzida por Leonardo Edde e Eduardo Albergaria para a Urca Filmes, a série “Alucinação” teve que ignorar o cancioneiro de Belchior – por questão jurídica – na trilha sonora montada por Amaro Freitas e Plínio Profeta (gênio do piano, Amaro participa do último episódio como um pianista que explica ao então menino Belchior a liberdade que pode ser exercida através da música).
Contudo, houve autorização para que a canção “Mucuripe” (1972) – parceria de Fagner com Belchior – fosse tocada ao vivo na série em cena que acaba em tensão entre Belchior e Fagner, interpretado pelo ator Vinicius Cater. É a cena que reconstitui a famosa briga dos artistas, na casa de Amelinha (Luana Martins), por conta de um casaco doado por Fagner a Belchior e repassado por este para a namorada – o que enraiveceu Fagner. A cena deixa no ar a impressão de que o casaco não foi exatamente a causa do ataque de fúria de Fagner…
Para quem desconhece a vida de Belchior antes da fama e antes mesmo da aproximação do futuro cantor no fim dos anos 1960 com a turma que ficou conhecida na mídia como Pessoal do Ceará, a série mostra no primeiro episódio a vida monástica de Belchior – então conhecido como Frei Sobral – em Mosteiro em Guaramiranga (CE), no interior do Ceará.
Belchior desistiu logo da vida de seminarista e a série “Alucinação” insinua que, após tentar ser médico, a música seria o caminho trilhado pelo cantor e compositor para ser abençoado e conquistar um lugar no altar da música brasileira.
Belchior nunca foi santo, mas, entre silêncios e olhares que dizem muito, os quatro episódios de “Alucinação” expõem um artista em busca da (con)sagração. E que talvez tenha preferido sumir ao se deparar com a realidade de que, em 2007, o mercado já lhe negava o status de divindade da música brasileira. Status que, a rigor, Antonio Carlos Belchior somente conseguiu quando se retirou definitivamente de cena, vítima do rompimento de uma veia que talvez não tenha aguentado o peso da cabeça e do coração do artista.
O ator Caian Zattar interpreta Belchior na juventude nos anos 1960 e ao longo da década de 1970 na série ‘Alucinação’, do Canal Brasil
Reprodução /Vídeo

Fonte: G1 Entretenimento

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Finda a ‘Equilibrium tour’, Anitta anuncia agenda do show carnavalesco que fará no verão, em janeiro, por oito cidades


Anitta fará oito apresentações dos ‘Ensaios da Anitta’ ao longo dos fins de semana de janeiro
Reprodução / X Anitta
♫ NOTÍCIA
♬ Mal Anitta cumpriu a agenda do show da “Equilibrium tour”, a artista já promove a turnê carnavalesca que fará por oito cidades do Brasil ao longo de janeiro de 2027, em pleno verão. O já tradicional “Ensaios da Anitta” terá em 2027 o tema “É festa no Brasil!”.
O cronograma da turnê carnavalesca prevê oito shows nos fins de semana de janeiro, em rota que começará por Belém (PA), em 9 de janeiro, e terminará em São Paulo (SP) em 31 de janeiro. No caminho, a artista fará “Ensaios da Anitta” em Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).
As vendas iniciarão na terça-feira, 1º de setembro, para clientes com o cartão do patrocinador da turnê. Na quarta-feira, 2 de setembro, as vendas abrirão para o público em geral.
♪ Eis a agenda da turnê 2027 dos “Ensaios da Anitta”:
♩ 09/01/27 – Belém (PA)
♩ 10/01/27 – Recife (PE)
♩ 16/01/27 – Belo Horizonte (MG)
♩ 17/01/27 – Brasília (DF)
♩ 23/01/27 – Campinas (SP)
♩ 24/01/27 – Rio de Janeiro(RJ)
♩ 30/01/27 – Curitiba (PR)
♩ 31/01/27 – São Paulo (SP)

Fonte: G1 Entretenimento