Categorias
ENTRETERIMENTO

Pai da filha de Hayden Panettiere lamenta morte de ex: ‘Foi uma parte importante da minha vida’


Wladimir Klitschko e Hayden Panettiere
Reprodução/Instagram/REUTERS
Wladimir Klitschko se pronunciou nesta segunda-feira (17) sobre a morte da atriz Hayden Panettiere, mãe de sua filha Kaya, hoje com 11 anos. Em uma mensagem emocionada, o ex-boxeador ucraniano afirmou que a artista teve um papel importante em sua vida.
“O anúncio da morte trágica de Hayden me entristece profundamente. Ela deixou este mundo cedo demais. Hayden, embora não fosse mais minha parceira, foi uma parte importante da minha vida e a mãe da nossa filha, Kaya”, escreveu.
Relembre a vida e a trajetória da atriz Hayden Panettiere, que morreu aos 36 anos
A atriz americana conhecida por seus papéis em séries de TV como “Nashville” e “Heroes” morreu aos 36 anos no domingo (16).
Klitschko afirmou que a atriz enfrentou períodos difíceis ao longo da vida, mas destacou que isso não diminui sua trajetória profissional. Ele também disse que fará questão de manter viva a memória da ex-companheira para a filha.
Morte de Hayden Panettiere: o que se sabe e o que falta saber sobre o caso
“Ela construiu uma carreira incrível graças ao seu imenso talento, ao mesmo tempo em que enfrentou os lados mais sombrios de uma indústria extremamente exigente. Nada apagará os momentos que compartilhamos nem o lugar que ela ocupou em nossas vidas. À nossa filha, Kaya, sempre falarei de sua mãe com respeito e farei questão de que ela se lembre de quem ela foi”.
O ex-atleta ressaltou ainda que a morte da atriz ocorreu cedo demais e pediu respeito à privacidade da família neste momento.
Hayden Panettiere se assumiu bissexual em biografia meses antes de morrer: ‘Eu tinha medo’
Famosos lamentam morte de Hayden Panettiere aos 36 anos: ‘Orando pela sua filha’
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Laura Cardoso já foi dubladora e emprestou a voz a Betty, de ‘Os Flintstones’; relembre


Laura Cardoso foi a voz de Betty, de “Os Flintstones”, na década de 1960.
Divulgação.
Laura Cardoso, que morreu nesta segunda-feira (17), aos 98 anos, deixou uma trajetória que vai muito além dos grandes papéis na televisão.
Em uma faceta menos conhecida da carreira, a atriz também trabalhou como dubladora e emprestou a voz à Betty Rubble, esposa de Barney no clássico desenho “Os Flintstones”, na década de 1960.
Laura assumiu a personagem depois de Nícia Soares, primeira dubladora de Betty no Brasil.
‘Eu amava fazer a Betty’
Em 2020, durante uma participação no “Conversa com Bial”, Laura relembrou o trabalho de dublagem e falou com carinho sobre a personagem.
“Eu amava fazer a Betty. Era muito bom de se fazer, a dublagem teve um tempo maravilhoso, um tempo de acerto, de fazer texto e imagem muito bem feita”, disse.
Initial plugin text
Famosos prestam homenagem
Em seu Instagram, o ator e diretor Miguel Falabella foi um dos primeiros a prestar suas condolências à amiga.
“Eu a conheci na virada dos anos 80 e, desde então, tive com ela uma amizade linda, divertida e respeitosa. Fizemos teatro, televisão, muita festa e exercitamos juntos a implantação de um ambiente solar no trabalho. Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno. Para mim, era sempre um privilegio estar com ela e assisti-la debruçar-se sobre algumas personagens, te amo, Laura! Muito mesmo! Até um dia!”
Initial plugin text
Tony Ramos
Em entrevista ao vivo à GloboNews, Tony Ramos lamentou a morte de Laura Cardoso e destacou a importância da atriz. “Ela era a rainha da televisão”, afirmou, emocionado.
O ator também manifestou carinho pela família de Laura e disse que, mesmo à distância, estava em orações por ela e pelos familiares.
Tony Ramos se emociona ao falar de Laura Cardoso
Fabiana Karla
A atriz Fabiana Karla lamentou a perda da colega: “Não estava preparada para uma despedida assim… Tentei dormir novamente, imaginando que quando acordasse isso seria um sonho e eu estaria enganada… Mas infelizmente…Você partiu…”
Initial plugin text
Natallia Rodrigues
Initial plugin text
Barbara Bruno
Initial plugin text
Trajetória
Laurinda de Jesus Balleroni nasceu em 1927 e começou a atuar aos 15 anos. Ela estreou na TV com 25, em 1952, em “Tribunal do Coração”, da TV Tupi.
Desde então, trabalhou em mais de 60 novelas, sendo a atriz com mais títulos na carreira do país. Seu último trabalho na TV foi na novela “A Dona do Pedaço”, em 2019, e no filme “Dona Rosinha”, de 2025.
A atriz estreou na TV Globo em 1981, na novela “Brilhante”, a convite do diretor Daniel Filho. E acabou contratada dois anos depois, quando atuou no folhetim “Pão Pão, Beijo Beijo”. Em 1993, Laura Cardoso viveu um de seus papéis mais emblemáticos na TV, Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, em “Mulheres de Areia”.
Laura Cardoso interpretou Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires) na novela ‘Mulheres de Areia’ (1993)
Bazilio Calazans/TV Globo
No ano seguinte, outro papel reforçou o talento da atriz e até hoje segue como um de seus personagens mais lembrados, Dona Guiomar, de “A Viagem”.
Na vida pessoal, Laura Cardoso foi casada com o ator e diretor Fernando Balleroni, com quem permaneceu de 1949 até a morte dele, em 1980.
Laura Cardoso grava cena de Caetana em “O outro lado do paraíso”
Globo/Raquel Cunha
O casal teve três filhos: Fátima, Fernanda e José, que morreu apenas três dias após o nascimento. Viúva aos 58 anos, Laura chegou a dizer em entrevistas que nunca pensou em se casar novamente, por não ter encontrado outro amor. Ao longo da vida, também se tornou avó e bisavó.
Ao longo de décadas de carreira, Laura Cardoso colecionou indicações e prêmios por suas atuações na TV, no teatro e no cinema. Entre eles, cinco troféus da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), prêmio Oscarito, do Festival de Gramado, por sua contribuição ao cinema brasileiro, e em 2006, foi laureada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Ordem do Mérito Cultural, por sua contribuição à cultura brasileira.
Morre aos 98 anos a atriz Laura Cardoso

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Laura Cardoso inaugurou ‘Calçada da Fama’ dos Estúdios Globo


Laura Cardoso inaugurou ‘Calçada da Fama’ dos Estúdios Globo
A atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu nesta segunda-feira (17) em São Paulo. A informação foi divulgada em seu perfil oficial no Instagram, na madrugada desta terça-feira (18).
No ano passado, Laura inaugurou a Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em Curicica, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro — por ocasião do 30º aniversário do complexo de gravações da emissora. Veja como foi.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp
Laura Cardoso inaugura Calçada da Fama dos Estúdios Globo
Fabio Rocha/TVGlobo
Grandes nomes eternizados
No evento, também foram eternizados Tony Ramos, Renato Aragão, Antonio Piranga, Nathalia Timberg, Walcyr Carrasco, Neusa Borges, Rosamaria Murtinho, Ari Fontoura, Betty Faria e Serginho Groisman.
Em etapas posteriores, gravaram seus nomes na Calçada Susana Vieira, Luiz Fernando Guimarães, Tony Tornado, Marcos Caruso, Nívea Maria, Zezé Motta, Daniel Filho, Dedé Santana, Osmar Prado, Arlete Salles, Regina Duarte, Walter Carvalho, Vera Fischer, Irene Ravache e Othon Bastos, na 2ª leva; e Suely Franco, Elizabeth Savala, Aguinaldo Silva, Wolf Maya, Jayme Monjardim, Glória Menezes e Benedito Ruy Barbosa, na 3ª — Léa Garcia, Chico Anysio, Milton Gonçalves e Tarcísio Meira também foram homenageados in memoriam.
Famosos lamentam morte de Laura Cardoso: ‘Eterna’
Inauguração da Calçada da Fama nas celebrações dos 30 anos dos Estúdios Globo
Manoella Mello/TV Globo
Adeus a Laura Cardoso
De acordo com Fátima Cardoso, filha da atriz, Laura faleceu na noite desta segunda-feira (17), após se sentir mal em sua residência, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, por volta das 23h20. A atriz deixa 2 filhas, netas e bisneto.
A cerimônia de velório da atriz acontecerá nesta terça-feira, entre 8h e 14h, no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.
Laurinda de Jesus Balleroni nasceu em 1927 e começou a atuar aos 15 anos. Ela estreou na TV com 25, em 1952, em “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. Desde então, trabalhou em mais de 60 novelas, sendo a atriz com mais títulos na carreira do país. Seu último trabalho na TV foi na novela “A Dona do Pedaço”, em 2019, e no filme “Dona Rosinha”, de 2025.
A atriz estreou na TV Globo em 1981, na novela “Brilhante”, a convite do diretor Daniel Filho. E acabou contratada 2 anos depois, quando atuou no folhetim “Pão Pão, Beijo Beijo”.
Em 1993, Laura Cardoso viveu um de seus papéis mais emblemáticos na TV, Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, em “Mulheres de Areia”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Laura Cardoso comentou fake news sobre sua morte em entrevista ao Fantástico: ‘Eu já morri umas duas vezes’; relembre


Fernanda Montenegro, Laura Cardoso e Lima Duarte celebram parceria na TV
Em 2018, a atriz Laura Cardoso participou de uma reportagem no Fantástico ao lado de Fernanda Montenegro e Lima Duarte. Os três estavam no elenco de O Outro Lado do Paraíso e, pela primeira vez, contracenavam juntos no mesmo núcleo.
Na ocasião, Laura contou como se sentiu ao ser vítima de uma notícia falsa sobre sua própria morte.
“É horrível. É horrível a sensação, porque envolve a tua família, as pessoas que te conhecem. É terrível”, afirmou Laura.
Laura Cardoso contou ao Fantástico que já havia sido vítima de fake news sobre sua morte
Reprodução/TV Globo
Em seguida, contou que aquela não era a primeira vez que isso acontecia:
“Você, Laura Cardoso, morreu. Eu já morri umas duas vezes.”
Laura Cardoso contou ao Fantástico que já havia sido vítima de fake news sobre sua morte
Reprodução/TV Globo
Quase oito anos depois daquela entrevista, a notícia da morte de Laura Cardoso, desta vez verdadeira, foi divulgada nesta terça-feira (18). A atriz morreu aos 98 anos. A informação foi publicada em seu perfil oficial no Instagram durante a madrugada. Segundo uma das filhas, Fátima Cardoso, Laura passou mal em casa, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, e morreu por volta das 23h20 de segunda-feira (17).
LEIA TAMBÉM:
Laura Cardoso: relembre a trajetória de mais de oito décadas da atriz, que morreu aos 98 anos
Famosos lamentam morte de Laura Cardoso aos 98 anos: ‘Eterna’
Uma carreira de mais de sete décadas
Laura Cardoso começou a atuar aos 15 anos e estreou na televisão aos 25, em 1952, na novela Tribunal do Coração, da TV Tupi. Ao longo da carreira, participou de mais de 60 novelas e se tornou a atriz com mais títulos na televisão brasileira. Seu último trabalho na TV foi em A Dona do Pedaço, em 2019. Em 2025, participou do filme Dona Rosinha.
Na Globo, estreou em 1981, em Brilhante, e foi contratada dois anos depois. Entre seus personagens mais marcantes estão Dona Isaura, de Mulheres de Areia, e Dona Guiomar, de A Viagem. Em O Outro Lado do Paraíso, viveu Caetana.
Em 2018, era justamente a parceria entre Laura, Fernanda e Lima que dava o tom da reportagem do Fantástico. Na novela, os personagens Josafá e Mercedes, interpretados por Lima Duarte e Fernanda Montenegro, viviam um amor maduro, enquanto Laura fazia parte do mesmo núcleo. Era a primeira vez que os três grandes nomes contracenavam juntos.
Fernanda Montenegro, Laura Cardoso e Lima Duarte em entrevista ao Fantástico em 2018
Reprodução/TV Globo
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico
Ouça os podcasts do Fantástico
ISSO É FANTÁSTICO
O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Laura Cardoso: relembre a trajetória de mais de oito décadas da atriz, que morreu aos 98 anos


Laura Cardoso: relembre a trajetória da atriz
Laura Cardoso construiu uma das carreiras mais longas e importantes da dramaturgia brasileira. Ao longo de mais de oito décadas, atuou no rádio, no teatro, no cinema e na televisão e acompanhou diferentes fases da história da cultura do país.
A atriz morreu aos 98 anos nesta terça-feira (18), em São Paulo. A morte foi confirmada por sua família nas redes sociais.
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, em 13 de setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, Laura era filha de imigrantes portugueses.
Ainda criança, já gostava de brincar de representar. Aos 6 anos, costumava se fantasiar com uma amiga e encenar histórias na rua.
Aos 15 anos, decidiu transformar a brincadeira em profissão. Em 1942, começou a atuar em radionovelas na Rádio Cosmos, em São Paulo.
Laura Cardoso
Reprodução/Instagram
Pioneira da televisão
Laura Cardoso chegou à televisão nos primeiros anos do meio no Brasil. Em 1952, estreou no programa “Tribunal do Coração”, da recém-inaugurada TV Tupi.
A partir daí, passou por diferentes emissoras, como Tupi, Record, Excelsior, Bandeirantes e Cultura. Também participou de teleteatros e novelas durante as primeiras décadas da televisão brasileira.
Entre os trabalhos desse período estão “Um Lugar ao Sol” (1959) e “Ídolo de Pano” (1975).
A atriz também manteve uma relação próxima com o teatro. Em 1990, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz por “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu”. Três anos depois, recebeu novamente o prêmio por “Vereda da Salvação”.
Chegada à Globo
Em 1981, Laura Cardoso estreou na Globo, convidada pelo diretor Daniel Filho. Seu primeiro trabalho na emissora foi a novela “Brilhante”, de Gilberto Braga. Na trama, interpretou Alda Sampaio, mãe da protagonista Luiza, personagem de Vera Fischer. Na emissora, Laura Cardoso fez mais de 60 novelas .
Depois, passou por duas novelas da TV Bandeirantes e retornou à Globo. Na emissora, trabalhou em produções de Walther Negrão, como “Pão-Pão, Beijo-Beijo” (1983), “Livre para Voar” (1984) e “Fera Radical” (1988).
A parceria com Negrão se repetiria diversas vezes ao longo da carreira.
Personagens que marcaram gerações
Nos anos 1990, Laura Cardoso participou de novelas que se tornaram clássicos da televisão brasileira.
Em “Rainha da Sucata” (1990), de Silvio de Abreu, e “Felicidade” (1991), de Manoel Carlos, consolidou a presença na televisão.
Depois, esteve em “Mulheres de Areia” (1993), como Isaura, mãe das gêmeas Raquel e Ruth, interpretadas por Gloria Pires.
No ano seguinte, viveu Guiomar em “A Viagem”. A personagem era uma mulher que recebia a influência de um espírito, em uma das tramas sobrenaturais mais lembradas da novela.
Em 1995, Laura interpretou Sinhana, mãe de João, Jerônimo e Duda na segunda versão de “Irmãos Coragem”. No mesmo ano, foi a cigana Soraya em “Explode Coração”, **a primeira novela gravada no Projac, complexo de estúdios que mais tarde passaria a ser conhecido como Estúdios Globo.**
‘Chocolate com Pimenta’ e outros sucessos
Laura também se destacou em personagens de tom mais leve.
Em “Chocolate com Pimenta” (2003), interpretou a avó Carmem, integrante do núcleo caipira da novela de Walcyr Carrasco.
A atriz lembrava com carinho das gravações e dizia que muitas cenas provocavam risadas entre o elenco.
Na Globo, ainda participou de produções como “A Padroeira” (2001), “Esperança” (2002), “Hoje é Dia de Maria” (2005), “O Profeta” (2006), “Duas Caras” (2007) e “Caminho das Índias” (2009).
Em “Caminho das Índias”, viveu Laksmi Ananda, uma matriarca indiana. A novela venceu o Emmy Internacional de Melhor Telenovela.
Em 2012, interpretou Doroteia no remake de “Gabriela”. Depois, esteve em “Flor do Caribe” (2013), “Império” (2014), “Boogie Oogie” (2014), “Sol Nascente” (2016) e “O Outro Lado do Paraíso” (2017).
Seu último trabalho em uma novela foi “A Dona do Pedaço”, de 2019.
Teatro e cinema
A carreira de Laura Cardoso não ficou restrita à televisão.
No teatro, trabalhou com alguns dos principais diretores brasileiros e recebeu dois Prêmios Shell de Melhor Atriz.
No cinema, participou de mais de 20 filmes. Entre os trabalhos estão “Imitando o Sol” (1964), “Terra Estrangeira” (1995), “Através da Janela” (2000) e “Copacabana” (2001).
Por “Através da Janela”, recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.
Em “Copacabana”, ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (hoje Prêmio Grande Otelo) por sua atuação.
Prêmios e homenagens
Laura Cardoso foi reconhecida diversas vezes pelo trabalho no teatro, no cinema e na televisão.
Entre os prêmios recebidos estão três troféus Grande Otelo (Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), quatro prêmios APCA, dois Prêmios Shell e dois Troféus Imprensa.
Em 2002, recebeu o Troféu Mário Lago pelo conjunto da obra na televisão.
Quatro anos depois, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, uma das principais homenagens do governo brasileiro a personalidades que contribuíram para a cultura nacional.
Em 2023, Laura comemorou mais de 80 anos de carreira.
Últimos trabalhos
Mesmo depois de décadas de carreira, Laura Cardoso continuou ligada à atuação.
Em 2025, aos 97 anos, participou do curta-metragem “Dona Rosinha”, no qual interpretou uma idosa abandonada pela filha. Foi seu último trabalho no cinema.
No mesmo ano, foi homenageada com uma estrela na calçada da fama dos Estúdios Globo.
Laura Cardoso morreu aos 98 anos, deixando uma trajetória de mais de oito décadas e mais de 100 trabalhos em diferentes áreas da dramaturgia brasileira.
A atriz atravessou gerações de espectadores e acompanhou a transformação do rádio, do teatro, do cinema e da televisão no Brasil. Seu nome ficou associado ao pioneirismo e à longevidade de uma carreira dedicada à arte de representar.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Laura Cardoso morre aos 98 anos; veja FOTOS da carreira


Morre aos 98 anos a atriz Laura Cardoso
A atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos. A informação foi divulgada em seu perfil oficial no Instagram, na madrugada desta terça-feira (18). Relembre em fotos a carreira da atriz:
Laura Cardoso e Miguel Falabella em ‘A Viagem’
TV GLOBO / Bazilio Calazans
Laura Cardoso em foto de arquivo de Sol Nascente, em 10/10/2016
Globo/Sergio Zalis
Laura Cardoso interpreta Dona Sinhá em ‘Sol Nascente’ (2016)
Cesar Alves/Globo
Laura Cardoso, em imagem de arquivo de Mulheres de Areia
TV GLOBO / CEDOC
Laurinda de Jesus Balleroni nasceu em 1927 e começou a atuar aos 15 anos. Ela estreou na TV com 25, em 1952, em “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. Desde então, trabalhou em mais de 60 novelas, sendo a atriz com mais títulos na carreira do país. Seu último trabalho na TV foi na novela “A Dona do Pedaço”, em 2019, e no filme “Dona Rosinha”, de 2025.
A atriz estreou na TV Globo em 1981, na novela “Brilhante”, a convite do diretor Daniel Filho. E acabou contratada dois anos depois, quando atuou no folhetim “Pão Pão, Beijo Beijo”. Em 1993, Laura Cardoso viveu um de seus papéis mais emblemáticos na TV, Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, em “Mulheres de Areia”.
No ano seguinte, outro papel reforçou o talento da atriz e até hoje segue como um de seus personagens mais lembrados, Dona Guiomar, de “A Viagem”, onde contracenou com Miguel Falabella, que homenageou a atriz na madrugada desta terça em seu Instagram.
“Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno”, disse o ator.
Ao longo de décadas de carreira, Laura Cardoso colecionou indicações e prêmios por suas atuações na TV, no teatro e no cinema. Entre eles, cinco troféus da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), prêmio Oscarito, do Festival de Gramado, por sua contribuição ao cinema brasileiro, e em 2006, foi laureada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Ordem do Mérito Cultural, por sua contribuição à cultura brasileira.
Laura Cardoso: relembre a trajetória da atriz
Laura Cardoso visita casa em que morou e criou as filhas no litoral de SP
Memória Globo: Laura Cardoso – Perfil

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Laura Cardoso será velada na manhã desta terça-feira na Bela Vista, Centro de SP

Morre aos 98 anos a atriz Laura Cardoso
O corpo da atriz Laura Cardoso, de 98 anos, será velado nesta terça-feira (18), a partir das 08h da manhã, na região da Bela Vista, no Centro de São Paulo.
Segundo a família da atriz, que era um dos maiores nomes da televisão brasileira, a cerimônia começa às 08h da manhã, no Funeral Home, e vai até às 14h.
Laura Cardoso morreu na noite desta segunda-feira (17), em sua casa em São Paulo. A informação foi divulgada em seu perfil oficial no Instagram.
“Nossa grande estrela se despediu de nós 🌟❤️ Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, diz a publicação.
De acordo com Fátima Cardoso, filha da atriz, Laura faleceu após se sentir mal em sua residência, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, por volta das 23h20.
Famosos lamentam morte de Laura Cardoso: ‘Eterna’
Laura Cardoso visita casa em que morou e criou as filhas no litoral de SP
Memória Globo: Laura Cardoso – Perfil
Initial plugin text
Trajetória
Laurinda de Jesus Balleroni nasceu em 1927 e começou a atuar aos 15 anos. Ela estreou na TV com 25, em 1952, em “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. Desde então, trabalhou em mais de 60 novelas, sendo a atriz com mais títulos na carreira do país. Seu último trabalho na TV foi na novela “A Dona do Pedaço”, em 2019, e no filme “Dona Rosinha”, de 2025.
A atriz estreou na TV Globo em 1981, na novela “Brilhante”, a convite do diretor Daniel Filho. E acabou contratada dois anos depois, quando atuou no folhetim “Pão Pão, Beijo Beijo”. Em 1993, Laura Cardoso viveu um de seus papéis mais emblemáticos na TV, Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, em “Mulheres de Areia”.
No ano seguinte, outro papel reforçou o talento da atriz e até hoje segue como um de seus personagens mais lembrados, Dona Guiomar, de “A Viagem”, onde contracenou com Miguel Falabella, que homenageou a atriz na madrugada desta terça em seu Instagram.
“Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno”, disse o ator.
Initial plugin text
Ao longo de décadas de carreira, Laura Cardoso colecionou indicações e prêmios por suas atuações na TV, no teatro e no cinema. Entre eles, cinco troféus da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), prêmio Oscarito, do Festival de Gramado, por sua contribuição ao cinema brasileiro, e em 2006, foi laureada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Ordem do Mérito Cultural, por sua contribuição à cultura brasileira.
Laura Cardoso: relembre a trajetória da atriz

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Morre Laura Cardoso; reveja momentos marcantes da carreira da atriz

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Famosos lamentam morte de Laura Cardoso aos 98 anos


Laura Cardoso
Reprodução/Instagram
A morte de Laura Cardoso aos 98 anos, nesta segunda-feira (17), gerou uma série de publicações de amigos e famosos nas redes sociais se despedindo da atriz, uma das maiores referências da dramaturgia brasileira.
Em seu Instagram, o ator e diretor Miguel Falabella foi um dos primeiros a prestar suas condolências à amiga.
“Eu a conheci na virada dos anos 80 e, desde então, tive com ela uma amizade linda, divertida e respeitosa. Fizemos teatro, televisão, muita festa e exercitamos juntos a implantação de um ambiente solar no trabalho. Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno. Para mim, era sempre um privilegio estar com ela e assisti-la debruçar-se sobre algumas personagens, te amo, Laura! Muito mesmo! Até um dia!”
Initial plugin text
O comediante Marcelo Adnet disse: “Eterna ❤️”. O ator Erick Marmo, que contracenou com a atriz na novela “Gabriela” (2012), também se despediu da atriz. “Ah, não… 💔 Artista MARAVILHOSA com quem eu tive a honra de contracenar. Descanse em paz Dona Laura! 🙏 Uma fonte de inspiração com toda sua sabedoria e generosidade!”

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Mumford & Sons estreia no Rock in Rio 10 anos após auge do indie: ‘Hoje temos músicas melhores’


Ben Lovett (teclado), Marcus Mumford (voz) e Ted Dwane (baixo), do Mumford & Sons
Divulgação/Universal Music
O Mumford & Sons, banda que trouxe dedilhados de banjo e uma pegada folk ao rock alternativo britânico, está vivendo uma transição curiosa: de ídolos de festivais nos anos 2010 ao posto de quase um nome do “classic rock” para a Geração Z. Pois é, o tempo passa.
Em conversa com o g1, o vocalista Marcus Mumford e o baixista Ted Dwane falaram sobre a nova fase, as parcerias com nomes como Gracie Abrams e Hozier, e a saudade do público brasileiro. O reencontro acontece em 12 de setembro, no Palco Sunset do Rock in Rio, dez anos depois do show no Lollapalooza 2016. Até hoje, foi a única vinda pelo Brasil.
Naquela noite de 2016, a banda conquistou os fãs no festival paulistano misturando seu country indie rock levado no banjo (dos tempos de “Babel”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum em 2013) com um rock meio Coldplay, mais moldado para embalar multidões. Os morrinhos do Autódromo de Interlagos ficaram lotados de fãs pulando e cantando. Será que essa fase passou?
“Para ser honesto, sempre tive um pouco de vergonha de lançar discos, mas este é a minha coisa favorita que já fizemos”, explica Mumford. “Não somos uma banda que nega o passado, nós amamos o nosso passado e tocamos essas músicas toda noite. Mas também estamos ansiosos pelo que vem a seguir.”
O grupo é um trio desde 2021, após a saída do guitarrista Winston Marshall. Ele elogiou o livro no qual o jornalista conservador Andy Ngo escreve sobre o movimento Antifa, e se afastou após a repercussão negativa. A banda disse não responder mais perguntas sobre isso.
Ao lado do tecladista Ben Lovett, Mumford e Dwane vêm ao Rock in Rio após o lançamento de “Prizefighter”, sexto álbum deles, lançado em fevereiro. Produzido com Aaron Dessner, do The National, e gravado em dez dias em Nova York, o álbum chegou menos de seis meses após “Rushmere” (2025).
g1 — Como vocês passaram do maior hiato da história da banda para o intervalo mais curto entre discos na discografia de vocês?
Ted Dwane — É uma ótima pergunta. Acho que começou, obviamente, quando nos reunimos na casa do Marcus apenas para passar o tempo e começar a escrever música. Nós meio que montamos “Rushmere” como um disco que parecia um pensamento muito completo. Mas, de alguma forma, na mixagem e na finalização daquele álbum, nós simplesmente tivemos um fluxo de criatividade que continuou. Mais músicas estavam surgindo e não queríamos parar.
Acho que ficamos muito animados com o conceito de que, após um período de tempo fora (e, na verdade, mesmo sem esse tempo fora), nós sempre gostamos da ideia de sermos mais instantâneos com a forma como lançamos música. Então, em vez de esperar e fazer esses ciclos que historicamente fizemos, pareceu que seria gratificante sermos mais livres e manter o ritmo, trazendo as pessoas para o nosso mundo criativo o mais rápido que pudéssemos. Então, aqui estamos.
g1 — Hoje, muitos “feats” são construídos sobre estratégias de marketing para cruzar públicos. Mas as colaborações com Hozier e Gracie Abrams parecem vir de um lugar muito mais genuíno. Como surgiu a faísca criativa para essas parcerias específicas?
Marcus Mumford — Sim, essa é uma boa pergunta. Bem, foi algo majoritariamente relacional. A Gracie Abrams estava lá no dia em que começamos este disco, por acidente. O Aaron Dessner e a Gracie estavam em uma sala diferente no mesmo prédio, e eles desceram até nós enquanto estávamos trabalhando, apenas para dizer oi. O Aaron nos tocou algumas coisas. Ele nos mostrou e a Gracie disse: “Vocês têm que fazer algo nisso”. E então, naquela noite, eu mandei para ela por mensagem as letras em que eu estava trabalhando como uma ideia. E então ela se tornou como a fada madrinha deste disco. Foi muito natural pedir para ela cantar nele, e ela disse sim e quis cantar em “Badlands”, transformando aquela música em um dueto incrível que ela nunca seria originalmente.
E foi a mesma coisa com o Hozier: nós o conhecemos há 15 anos. Conhecemos o Aaron Dessner há 15 anos, o mesmo com o Bon Iver. Foi tudo bem relacional. A Gigi Perez também esteve em turnê conosco, ela cantou em “Icarus” e achamos que ela soava incrível, então pedimos para ela estar no disco. A única pessoa para quem ligamos do nada foi o Chris Stapleton, apenas porque sou um fã obsessivo dele há muito tempo e não conseguia parar de imaginá-lo cantando na primeira música do disco, que se chama “Here”. Então, sim, tudo veio de um lugar artístico.
A banda sempre foi muito colaborativa, mas nunca representamos isso em disco antes. Queríamos entrar no espírito de colaboração que o Aaron Dessner tem quando faz um disco. Ele envolve umas 10 pessoas, amigos, apenas por diversão, sem nenhum tipo de pensamento estratégico. O coração da nossa música é a colaboração.
Mumford and Sons fazem show no palco Onix do Lollapalooza 2016
Fábio Tito/G1
g1 — Você disse que o show de 2016 no Lollapalooza Brasil foi um dos momentos mais especiais da carreira da banda. O que você lembra daquela noite? Ela ainda se destaca como um dos seus shows favoritos?
Marcus Mumford — 100%. Nunca esquecerei aquela noite. Foi como a maior multidão para a qual já tocamos, eu acho. A multidão mais frenética para a qual já tocamos. Teve até uma invasão de palco, o que foi divertido e “picante”. E apenas a atmosfera, porque foi na pista de Fórmula 1 em São Paulo, certo? Você estava lá? Foi inesquecível, honestamente. E temos desejado voltar ao Brasil desde então. Estamos muito animados por finalmente conseguir. Acho que vamos nos divertir muito. Vai ser um bonito reencontro.
g1 — No Rock in Rio, vocês tocam em um dia com grandes atos pop como Maroon 5, Demi Lovato e um som bem brasileiro, o João Gomes — que faz uma mistura de folk do Nordeste com música eletrônica e pop. Como vocês se sentem com esse mix? Acham que compartilham o mesmo público?
Ted Dwane — Isso é uma das coisas que mais nos empolga em festivais. Tenho pensado nisso e é muito interessante ver, nos nossos próprios shows, como o perfil demográfico das pessoas que vêm a um show do Mumford & Sons é muito diverso e amplo. Isso é algo muito alegre.
“Amamos festivais desde sempre porque você toca para um público imenso e, muitas vezes, pessoas que podem nem conhecer a sua música. Eles são um ambiente único e hoje em dia são cada vez mais ecléticos.”
Acho que isso realmente representa os hábitos de audição das pessoas também. Desde que temos streaming, meu interesse musical sempre foi meio excêntrico e diverso, mas nunca tanto quanto agora, por causa do acesso a toda essa música que eu tenho. Então, sim, acho que vai ser muito divertido. Provavelmente faremos alguns novos amigos.
Ben Lovett, Marcus Mumford, Winston Marshall e Dwane Ted, do Mumford & Sons, banda vencedora do melhor álbum no Grammy 2013
Robyn Beck / AFP Photo
g1 — O que vocês sabem do Rock in Rio? Alguma cena vem à cabeça, como aquele coro do Freddie Mercury com o público?
Marcus Mumford — Sei que o Rio é uma das maiores cidades de música do mundo. Então, um festival lá… Obviamente nunca fomos ao festival, mas estávamos conversando com eles havia um tempo para acertar isso. A última vez que estivemos no Rio foi com o Florence + the Machine, eu acho. É uma das maiores cidades do mundo, uma das maiores cidades de música do mundo. Estamos muito animados. Vai ser um alívio finalmente voltar ao Brasil.
g1 — A trilha de “Ted Lasso” virou um tipo de refúgio para mim na pandemia. Eu ouvia e esquecia de tudo. Como foi criar isso?
Marcus Mumford — A trilha deu muito trabalho, porque fiz toda a composição com um cara chamado Tom Howe durante a covid, e tinha que ficar mandando as coisas de um lado para o outro porque eu estava em lockdown aqui, trabalhando de casa. Mas a música tema em si veio muito rápido. Isso foi fácil. A trilha sonora instrumental é que foi difícil.
Eu compus tudo em cima da imagem, então tive que assistir a tudo enquanto fazia a música e, para ser sincero, fiquei meio enjoado e não conseguia dizer se era engraçado ou não. Minha esposa me perguntou uma noite: “É bom?”, e eu respondi: “Eu realmente não sei. Tenho assistido tanto que não consigo dizer”. Então, quando se tornou esse sucesso massivo como série, fiquei surpreso. Pensei: “Que bom para eles, é muito legal”. Foi uma alegria trabalhar nisso. Amo o Jason Sudeikis, o elenco todo. Eles têm uma coisa muito especial nessa série, e estou muito animado para a próxima temporada. Tem sido uma alegria extra na minha vida, pela qual sou muito grato.
g1 — Toda vez que ouço o começo da música, eu começo a sorrir.
Marcus Mumford — Ah, que legal. Mas agora você pula a abertura?
g1 — Não, eu nunca pulo.
Marcus Mumford — Boa!
Mumford & Sons: Ted Dwane (baixo), Marcus Mumford (voz), Winston Marshall (guitarra) e Ben Lovett (teclado)
Divulgação
g1 — Para a Geração Z, o som dos anos 2000 e 2010 — incluindo o de vocês — está virando um tipo de “classic rock”, da mesma forma que os anos 70 e 80 eram para a nossa geração, ou talvez para a geração anterior à nossa. Como é ver essa mudança de percepção?
Marcus Mumford — Cara, que privilégio. Um privilégio enorme. Mas o que eu realmente espero é que esse pessoal consiga abraçar o “Prizefighter” como seu próprio disco. Que eles vivam o que alguns de nós experimentamos nos anos 2010, com músicas como “The Cave”, “I Will Wait” e “Little Lion Man”, e com um monte de outros artistas que estavam por aí naquela época. Espero que eles vivam isso por conta própria com músicas como “Rubber Band Man”, “The Banjo Song”, “Here”, “Shadow of a Man” e “Badlands”. Porque, para ser honesto, acho que hoje temos músicas melhores.
Não somos uma banda que nega o passado, nós amamos o nosso passado e tocamos essas músicas toda noite. Mas também estamos ansiosos pelo que vem a seguir. Apresentar esse novo disco para as pessoas… nunca estive tão animado.
“Para ser sincero, eu sempre tive um pouco de vergonha de lançar discos, mas este é meu favorito das coisas que já fizemos. Eu meio que não me importo com o que as pessoas pensam dele, porque estou tão feliz com o resultado que sinto que ele agora é do público.”
Mas o que eu espero é que as pessoas não sintam que perderam o bonde da nossa banda por não estarem lá nos anos 2010, porque elas podem viver o “Prizefighter” agora, nos anos 2020.
g1 — Por que você costumava sentir vergonha?
Marcus Mumford — Acho que estive em negação sobre ser um artista por muito tempo, sabe? E, honestamente, na maioria dos discos que já fizemos, eu ouvia seis meses depois e pensava: “Ah, eu teria mudado aquilo”. Acho que ficamos mais confortáveis em nossas próprias peles e melhores em nossos trabalhos. Agora ouço o “Prizefighter” e não mudaria nada. Isso não significa que todo mundo vai gostar, claro. Mas eu amo esse disco no fundo dos meus ossos e estou muito orgulhoso dele.
Eu me sinto menos inseguro. As pessoas podem pensar o que quiserem e isso é legal, o gosto existe na música e eu amo a música por isso. Estamos em um mundo onde você pode ouvir oito gêneros diferentes nos mesmos dez minutos. Foi assim que eu cresci também: os primeiros dois álbuns que comprei foram “Kind of Blue”, do Miles Davis, e “The Miseducation of Lauryn Hill”. Um disco de jazz e um de R&B. Eu era um garotinho bobo no sul de Londres. Talvez a música sempre tenha sido assim, mas nunca foi tão acessível quanto agora.
g1 — Talvez isso tenha a ver com a idade, porque eu me identifico: hoje não sinto mais vergonha e tenho muito mais confiança do que costumava ter. E acho fascinante que, para uma nova geração, vocês possam ser o R.E.M. ou o U2 deles. Bandas de rock como vocês, ou como o Arctic Monkeys, estão virando bandas de “dad rock”.
Marcus Mumford — É, isso é divertido. E é totalmente ok. Quando eu me apaixonei de verdade pelo Radiohead foi em “Hail to the Thief”, porque os discos anteriores eram todos do meu irmão mais velho. Não eram realmente os meus discos; eu ouvia e escutava eles. Mas quando “Hail to the Thief” saiu, o Radiohead virou a minha banda.
E aí eu pude voltar no catálogo e ouvir “Amnesiac”, “Kid A”, ir até “The Bends” e “Pablo Honey”, e tomar aqueles discos como meus também. Foi “Hail to the Thief” que foi a minha porta de entrada para aquela banda. E eles nunca pareceram ser a banda de mais ninguém a não ser minha. Sempre pareceram a minha banda, de “Hail to the Thief” em diante.

Fonte: G1 Entretenimento