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Ex-ministro de Lula, José Dirceu, estará em Palmas para lançar livro

Com novo local para o lançamento do livro “Zé Dirceu – Memórias volume 1” em Palmas, o ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu, estará na Capital na próxima terça-feira, 4, a partir das 19h, no Sindicato dos Trabalhadores em Eletricidade no Estado do Tocantins (Steet), na Quadra 103 Norte , Rua NO 09, número 35.

De acordo com informações do PT Tocantins, o livro tem 554 páginas e conta a trajetória de José Dirceu desde a década de 1960, em sua militância estudantil, o exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a vida clandestina no Brasil nos anos 1970, a volta à legalidade com a anistia, em 1979, e sua ascensão no Partido dos Trabalhadores, no qual se tornou presidente e maior responsável pela eleição de Lula à Presidência da República.

Ainda segundo a organização, durante o lançamento serão disponibilizados livros para venda e Dirceu fará, além do debate sobre ditadura e a redemocratização do Brasil até os dias atuais, um momento de autógrafos em uma noite dedicada a cultura ao som da artista tocantinense Nacha Moreto cantando músicas do Tributo a Mercedes Sosa.

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TOCANTINS

Dracma investiga ex-prefeitos Valderez e Valuar por contrato suspeito com empresa

A deputada estadual Valderez Castelo Branco e o ex-prefeito Valuar Barros estão na mira da Polícia Civil. A Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (DRACMA) iniciou fase de inquirição de pessoas envolvidas na investigação que apura supostos crimes contra a Administração Pública praticados no município de Araguaína nas gestões dos ex-prefeitos citados.

De acordo com a Polícia Civil do Tocantins, mandados de intimação foram expedidos para a inquirição dos envolvidos, dentre eles o ex-prefeito Valuar Barros, a ex-prefeita Valderez Castelo Branco e os sócios da empresa Data Traffic S/A (empresa de engenharia de trânsito e fiscalização eletrônica). As inquirições ocorrerão nos próximos
15(quinze) dias.

“O inquérito foi instaurado por força de requisição do Ministério Público Estadual visando apurar irregularidades na contratação de empresa de engenharia de trânsito e fiscalização eletrônica no município de Araguaína pelo valor de R$7.672.649,00 milhões”, informa a Polícia Civil.

Procurada pelo T1 Notícias, a deputada Valderez informou que nos autos do processo em questão, a juíza Milene de Carvalho Henrique julgou em outubro de 2017, improcedente os pedidos em relação à deputada Valderez Castelo Branco. “Considerando que este fato ocorreu no ano de 2009, afasto a responsabilidade de Valderez Castelo Branco, uma vez que esta já tinha repassado a gestão municipal ao réu Félix Valuar. A análise das provas não revela a configuração de ato de improbidade pela ausência de demonstração do elemento subjetivo (dolo)”, diz a Juíza na decisão.

O T1 não conseguiu contatar Valuar Barros. O espaço está aberto para que se manifeste.

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TOCANTINS

Sindicatos criticam projeto do TJ de extinguir cargo de oficial de Justiça e escrivão

Sindicatos de categorias de servidores, como a Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins (Fesserto) e a Força Sindical-TO, repudiaram o projeto do Tribunal de Justiça (TJ-TO) de extinguir o cargo de oficial de justiça e escrivão do quadro. A proposta, contida no projeto de Lei Complementar 10/96, e o art. 27 da Lei n°2409 (PCCR), prevê ainda a unificação de comarcas, com a criação de circunscrições judiciárias.

Para as entidades, a proposta é descabida e trará impactos negativos tanto aos servidores, bem como ao serviço prestados. “A Fesserto condena ainda a maneira que a proposta foi apresentada, sem ao menos ter sido discutida com a categoria, de forma antidemocrática”, ressalta o presidente das entidades, Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão).

Para o líder sindical é lamentável que uma medida com tal envergadura seja proposta desta forma, como se tivesse sido feita na calada da noite, às escuras e escondido dos representantes da categoria dos profissionais envolvidos.

A Fesserto e Força Sindical-TO reiteram que nunca se furtou em debater as questões ligadas ao funcionalismo, sempre esteve aberta a dialogar sobre mudanças no âmbito do trabalho, mas espera que o tema seja amplamente discutido para que se chegue a um consenso e, definitivamente, não traga prejuízos para os trabalhadores.

“O comando do TJ-TO (Tribunal de Justiça do Tocantins) não pode menosprezar e ignorar seus funcionários. Magistrados só conseguem trabalhar por que o Judiciário do Estado é bem servido de profissionais”, ressaltou Carlão.

Em pauta

O projeto está previsto para entrar em pauta nesta quinta-feira, 28, em sessão administrativa do Tribunal de Justiça.

Procurados pelo T1, o TJ-TO não se manifestou sobre as críticas ao Projeto.

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SLIDE TOCANTINS

“Gestão da OAB será voltada para o advogado”, diz Gedeon após vencer eleição na OAB

“Fizemos uma campanha limpa e propositiva. Quero agradecer a cada advogado e advogada que confiou em mim e em todos do nosso grupo. A partir de agora a competição eleitoral acaba e a gestão estará voltada a todos os advogados e advogadas do Tocantins, independentemente de ideologia ou posicionamento. A OAB será do advogado e para o advogado”, garantiu Gedeon Pitaluga, eleito na tarde desta quarta-feira, 28, o novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Tocantins.

Gedeon destacou o trabalho realizado por todos da Chapa OAB Independente e o comprometimento de cada um com a eleição, com uma lembrança especial a sua vice, Janay Garcia. “Esta não é minha primeira eleição, mas de longe é a que teve mais empenho, garra e dedicação de todos da chapa. Janay foi uma grande amiga nesta batalha. Enfrentamos juntos todos os desafios com muita garra e por isso tenho que agradecê-la em especial. Quero agradecer também a todos os nossos amigos da chapa OAB Independente, pois conquistamos essa vitória juntos”, afirmou.

O presidente eleito da OAB agradeceu aos adversários na eleição, Célio Henrique e Juvenal Klayber e fez uma avaliação sobre o processo eleitoral. “Foi uma grande disputa. Enfrentamos um combate sem muita estrutura, mas não nos faltou esforço e coragem. Meus amigos Juvenal e Célio foram bons adversários na eleição e têm meu total respeito”, disse.

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ENTRETERIMENTO

Morre Stephen Hillenburg, criador do Bob Esponja, aos 57 anos

Stephen Hillenburg, criador do personagem Bob Esponja, morreu aos 57 anos de idade. De acordo com a Variety, ele sofria de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa do sistema nervoso, que acarreta paralisia motora progressiva e irreversível.

“Estamos incrivelmente tristes com a notícia da morte de Steve Hillenburg após sua batalha contra a ELA”, diz comunicado da Nickelodeon desta terça-feira (27). “Ele era um amigo querido e um parceiro criativo de todos. Bob Esponja tinha um senso de humor único e uma inocência que trouxe alegria para muitas gerações de crianças e famílias em todos os lugares”.

O animador deixa sua esposa, Karen Hillenburg, e um filho, Clay.

Hillenburg nasceu em 21 de agosto de 1961 em Oklahoma, nos Estados Unidos. Em 1984, ele se formou na faculdade, onde estudou biologia marinha e posteriormente deu aulas sobre o assunto na Orange County Marine Institute.

O interesse pela vida marinha e o amor pela ilustração fizeram com que unisse suas duas paixões na hora de criar personagens e desenhos. Em 1987, começou a estudar animação experimental e mergulhou no setor artístico.

Entre 1993 e 1996, ele trabalhou como diretor de criação da animação “A Vida Moderna de Rocko”. Com o fim do desenho, boa parte desta equipe se reuniria posteriormente para formar o time que idealizou Bob Esponja, cujo primeiro episódio de “Bob Esponja” foi ao ar nos Estados Unidos em 1º de Maio de 1999.

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ENTRETERIMENTO

“Aquaman” é melhor filme da DC desde “Cavaleiro das Trevas”, dizem críticos

As primeiras reações a “Aquaman” foram postadas por críticos norte-americanos nas redes sociais na noite da segunda-feira (26), e parece que o universo cinematográfico da DC finalmente conseguiu voltar às graças da imprensa especializada.

Anteriormente, a franquia inspirada nos quadrinhos da DC só angariou boas críticas com “Mulher-Maravilha” (2017). Títulos como “O Homem de Aço” (2013), “Batman vs. Superman” (2016), “Esquadrão Suicida” (2016) e “Liga da Justiça” (2017) não agradaram.

O jornalista Tom Jorgensen, do podcast da “IGN”, foi um dos mais empolgados: “‘Aquaman’ é o melhor filme da DC desde ‘O Cavaleiro das Trevas'”, escreveu, se referindo ao filme do Batman dirigido por Christopher Nolan em 2008.

“James Wan entrega um épico divertido, cheio de grandes emoções, incríveis visuais submarinos, ação excitante, e muitas risadas. A DC deveria entregar as rédeas do seu universo a ele, pois ele provou que pode endireitar esse barco”, completou.

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MUNDO

Casa Branca divulga relatório sobre mudança climática que contraria políticas de Trump

A Casa Branca do presidente americano, Donald Trump, que se definiu por uma tendência a desdenhar conclusões científicas e apresentar seus próprios fatos, divulgou na sexta-feira (23) um relatório científico que contraria diretamente suas próprias políticas sobre a mudança climática.

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BRASIL

Roraima: governo eleito quer recurso federal para atender venezuelanos Comente

A solução para a migração de venezuelanos passa por mais investimentos federais em Roraima, por maior controle na entrada dos refugiados, por programas de acolhimento em outros estados brasileiros e de devolução dessas pessoas para o país de origem. A avaliação é do governador eleito de Roraima, Antônio Denarium (PSL), em entrevista à Agência Brasil.

Para o governador eleito, a crise migratória é “muito séria” e está sobrecarregando os serviços públicos de Roraima, especialmente as redes de saúde, educação e segurança pública. “O governo federal tem de olhar de forma diferenciada a migração no estado de Roraima, trazendo mais recursos para atender a esse pessoal”, afirmou.

Segundo Denarium, entram no Brasil, por Roraima, de 800 a 1.000 venezuelanos ao dia, e boa parte não tem formação adequada para conseguir emprego. “Roraima está vivendo um caos. É preciso ter consciência que, em um estado com 500 mil habitantes, não vão caber 32 milhões de venezuelanos. Então, esse problema da migração de venezuelanos não é só de Roraima. É um problema do Brasil”, afirmou.

O governador eleito defende que o governo brasileiro faça um plano de retorno dos venezuelanos, contratando empresas de ônibus para levá-los à Venezuela e pagando as despesas no trajeto. “Eu sou favorável a fazer um plano de ação para que o governo brasileiro possa auxiliar os que desejam voltar para a Venezuela”, afirmou.

Há levantamentos, segundo Denarium, indicando que cerca de 2 mil venezuelanos querem retornar para a comunidade de origem, mas não têm dinheiro para custear a viagem. “Os indígenas não têm a menor condição de serem inseridos no mercado de trabalho. Então, seria muito importante que o Brasil fizesse o trabalho de devolução para a Venezuela, onde eles têm as comunidades indígenas de onde vieram”, argumentou.

Bolsonaro manifestou-se ontem contrário à proposta do governador eleito de Roraima. Para o presidente eleito, os venezuelanos não são mercadorias para serem devolvidos. Ele defendeu um controle mais rígido na entrada dos venezuelanos no Brasil e a criação de campos de refugiados.

Para Denarium, é preciso endurecer o controle na fronteira de Roraima com a Venezuela e restringir o acesso de refugiados. Segundo ele, seria necessário cobrar cartão de vacinação e atestado de bons antecedentes, para evitar a entrada de doenças e de criminosos. “Como eles estão vindo como refugiados, não precisam apresentar documentos, simplesmente passam pela fronteira”, explicou.

Esse procedimento, disse Denarium, traz para o país doenças sob controle, como sarampo e poliomielite, criminosos, drogas e armas ilegais. “Com a entrada dos venezuelanos, a maioria dos furtos e assassinatos aqui tem envolvimento de venezuelanos. Então a segurança pública também está comprometida, além de entrar no Brasil drogas, traficantes e armas, o que é um problema muito grave”, argumentou.

O governador eleito disse ter se reunido no Ministério dos Direitos Humanos e discutido a interiorização dos venezuelanos, que já vem ocorrendo. Estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal, têm recebido grupos de venezuelanos.

A proposta é aprimorar essa medida, pagando uma bolsa para as famílias que acolherem os venezuelanos. “A ideia é R$ 300 por mês, por venezuelano acolhido. Então, se uma família lá de Santa Catarina absorver uma família de venezuelanos, com quatro pessoas, receberia uma bolsa de R$ 1.200, por seis meses. Esse é o período ideal para introduzir os venezuelanos na sociedade local e no mercado de trabalho”, afirmou Denarium.

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MUNDO

Sem dinheiro e em forte recessão, argentinos comem pão amanhecido para manter carne 37

A quatro quadras da Casa Rosada, o palácio presidencial, no centro de Buenos Aires, um trabalhador da construção civil organiza o almoço de sua equipe de 25 pessoas.

Em vez de ir buscar sanduíches em algum lugar por perto, ele coloca dois enormes pedaços de carne e linguiças dentro da pá de uma escavadeira mecânica de 90 centímetros de altura que serve de churrasqueira improvisada.

“É um luxo do qual nós não estamos dispostos a abrir mão”, diz Carlos, um dos trabalhadores no intervalo, que pagará 135 pesos (US$ 3,80) pela refeição servida sem salada nem mesmo prato. “Sem o nosso churrasco de fim de semana, nós não sobreviveríamos.”

Os argentinos estão dispostos a sacrificar bastante em meio à recessão mais longa em 17 anos: desde comprar pão amanhecido até renunciar a massas de marcas de primeira linha. Mas não abrem mão da carne bovina.

Na Argentina, o sexto maior país produtor de gado, o churrasco está tão arraigado nos hábitos culinários e sociais que o consumo se mostra resiliente ao aperto do cinto. Os argentinos devoraram seus famosos cortes de carne grelhada a uma taxa anualizada de 57,7 quilos por pessoa nos dez primeiros meses do ano, nível um pouco superior ao dos últimos dois anos, segundo dados compilados pela câmara da indústria e comércio de carnes (a CICCRA). A queda registrada em setembro não durou muito, já que o consumo voltou a subir em outubro.

Os dados mostram que a Argentina ainda é muito mais carnívora do que países muito mais ricos em uma base per capita. A conclusão não surpreende, considerando a maciez e o sabor da carne do país, cujo gado é criado no pasto.

Mas isto acontece em um momento em que a projeção é de a economia ter uma contração de 2% neste ano, com uma inflação de cerca de 40%, um índice de desemprego perto de 10% e uma desvalorização de quase 50% do peso, a maior entre as moedas de mercados emergentes. Não surpreende, portanto, que a confiança do consumidor seja a menor desde a posse do presidente Mauricio Macri, no fim de 2015.

Outros itens básicos estão sendo duramente atingidos.

O consumo de pão caiu 40% em setembro em relação a agosto, segundo uma organização que representa 300 padarias, em parte devido ao aumento dos custos depois que Macri reduziu os subsídios à energia.

“Esta crise é a pior que já vi em meus 76 anos”, disse Daniel Insua, conselheiro e ex-presidente de uma associação de padeiros, por telefone. “Muitos dos nossos membros estão voltando a usar forno a lenha porque sai mais barato do que usar gás natural.”

O consumo de gasolina premium também caiu porque as pessoas estão optando pelo combustível comum, mais barato, e os consumidores estão escolhendo opções mais baratas de massas, arroz e refrigerantes. Mas não há muitos indícios de que estejam procurando proteínas mais baratas.

“Algumas pessoas, principalmente os aposentados, estão comprando menos carne, mas continuam comprando”, disse Delfina Porcel, que tem um açougue e uma mercearia no bairro de Constitución, em Buenos Aires. “A maioria parou de comprar tomate ou alface, mas não carne de vaca.”

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MUNDO

Por que a civilidade ainda é importante na política

Independentemente de sua afinidade partidária, é difícil negar que a política tenha se tornado menos civilizada nessa última década.

Talvez graças às redes sociais, que nos deram acesso mais direto aos pensamentos das pessoas no poder, nunca antes um presidente dos EUA foi tão regularmente descrito por oponentes como “desonesto”, “louco”, “psicótico” ou “mentiroso”.

Até que ponto essa onda de insultos prejudica a imagem de um político diante do público? Ou simplesmente fortalece sua base de apoio?

Tomemos como exemplo um episódio que intensificou as divisões políticas dos EUA: a audiência na qual o juiz Brett Kavanaugh, nomeado para a Suprema Corte, respondeu a acusações de agressão sexual.

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Na ocasião, Christine Blasey Ford acusou Kavanaugh de tentativa de estupro em um forte testemunho. Kavanaugh adotou um tom agressivo contra Ford. Após a audiência, ele defendeu seu discurso, classificando-o como “lúcido” e “muito emotivo”.

Posteriormente, pesquisas de opinião da consultoria Gallup mostraram que não houve mudança na percepção de americanos que eram a favor ou contra a confirmação de Kavanaugh na Suprema Corte americana. Mas houve uma forte queda no número de pessoas indecisas. Kavanaugh foi confirmado no cargo pouco mais de uma semana depois.

Ou seja, no clima de hostilidades atual, talvez não seja mais necessário puxar o freio no tom do discurso.

Jeremy Frimer, da Universidade de Winnipeg, e Linda Skitka, da Universidade de Illinois, em Chicago, exploraram se isso é verdade. Seus resultados, publicados recentemente no periódico Journal of Personality and Social Psychology, um dos mais importantes do meio, são surpreendentes.
Princípio de Montagu

Frimer e Skitka examinaram duas hipóteses. A primeira foi chamada de “Princípio de Montagu”, em homenagem à aristocrata inglesa do século 18, Lady Mary Wortley Montagu, que proferiu a famosa frase: “civilidade não custa nada e compra tudo”. Por esse princípio, a indelicadeza prejudica a percepção que se tem de um político.

A segunda é a “hipótese da carne vermelha”. O insulto pessoal seria como “jogar carne” – ou satisfazer – seus apoiadores. Por essa lógica, apoiadores perceberiam comentários incivilizados como críticas autênticas e honestas que representam seus próprios sentimentos. Na polarização política atual, essa estratégia apelaria para a falta de confiança que que os fãs obstinados de políticos têm sobre seus adversários.

Frimer e Skitka conduziram uma série de experimentos, incluindo análises da influência dos tuítes de Donald Trump em pesquisas de opinião pública e questionários online. Curiosamente, os pesquisadores concluíram que quanto mais agressiva era a linguagem de Trump, menor a aprovação dos participantes. E em casos em que ele demonstrava respeito, sua imagem melhorava.

Uma parte crucial do resultado mostrou que o “princípio de Montagu” – e não o da “Carne Vermelha” – se provou verdadeiro até mesmo entre os apoiadores de Trump.

E isso valia inclusive quando o político respondia a críticas contra sua imagem – uma situação em que teoricamente ele estaria mais justificado a reagir à altura. De forma geral, parece que o público prefere que políticos evitem uma linguagem rude e que não respondam a insultos.