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Polícia recaptura mais dois fugitivos do presídio de Miranorte; onze seguem foragidos

Mais dois fugitivos da Cadeia Pública de Miranorte foram recapturados pela Polícia Militar. Renê Noleto Leal e Henrique Weverton Ribeiro foram encontrados na região do Jalapão e levados para Porto Nacional. Com isso, onze criminosos seguem foragidos.

Os dois seriam parte do grupo que trocou tiros com policiais nesta terça-feira (31). As buscas seguem na região e além das viaturas, um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Ações Aéreas (Ciopar) ajuda no trabalho.

Testemunhas disseram que um guia e dois turistas chegaram a ser feitos reféns pelos criminosos durante o confronto, mas não ficaram feridos e foram liberados em seguida. A informação ainda não foi confirmada pela polícia.

Ao todo, 18 detentos escaparam da unidade pulando o muro, no domingo (29). Sete foram recapturados.

Para fugir, eles fizeram uma rebelião e atacaram os agentes penitenciários que estavam no local. O superintendente do sistema prisional Orleanes de Souza informou ao G1 que a fuga ocorreu após o banho de sol, por volta das 15h30 deste domingo.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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Siqueira Campos completa 90 anos nesta quarta-feira e realiza missa de celebração em Palmas

Ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal, José Wilson Siqueira Campos (Democratas) completa nesta quarta-feira, 1º de agosto, 90 anos de idade. Para comemorar, o político realiza uma missa de celebração a partir das 19h30, no Santuário Nossa Senhora de Fátima, localizado na 308 Sul, em Palmas.

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Com investimento de R$ 870 mil do Bird, Atlas Solarimétrico deve facilitar investimentos em energia solar no TO

O lançamento do Atlas Solarimétrico do Tocantins aconteceu na manhã desta terça-feira, 31, durante Workshop realizado no auditório do Palácio Araguaia. Empreendedores, professores universitários, acadêmicos, técnicos, gestores públicos e pessoas interessadas em energia solar fotovoltaica prestigiaram o evento.

O Atlas consolida as informações que vêm sendo monitoradas há mais de 30 anos no Estado e foi elaborado em parceria com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). O investimento total foi de R$ 874.713,87, oriundos da entidade financeira. O documento também mostra o potencial energético solar nos 139 municípios do Tocantins, através de um mapeamento feito pelo governo.

Segundo o governo do Estado, a programação de apresentação do Atlas abordou o potencial do Tocantins para aproveitamento solar na modalidade Concentradores Solares Parabólicos (CSP), política pública estadual de incentivo à geração de energia solar (programa Pró-Solar), além do incentivo da Prefeitura de Palmas para o setor e o papel do setor público na expansão da geração distribuída, o Palmas Solar.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Leonardo Cintra, defendeu que a apresentação do Atlas é apenas o passo inicial que o governo está dando. “O principal objetivo é trazer emprego, gerar renda e explorar de maneira sustentável a energia solar. Vamos aproveitar essa energia e transformar em benefício para a população, barateando custos, trazendo mais investimentos e renda para a população”, afirmou.

Presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e um dos participantes do evento, Rodrigo Lopes Sauaia avalia o Tocantins como um dos estados brasileiros com melhores índices de irradiação solar do País. “Tem a melhor irradiação solar do Norte do Brasil. Portanto, tem um enorme potencial para desenvolver e aproveitar a energia solar fotovoltaica como uma tecnologia que vem trazer não só energia elétrica, mas desenvolvimento, empregos, novas oportunidades de negócio, investimentos ao estado e contribuir também com a diversidade e a diversificação da matriz elétrica do Tocantins”, esclareceu.

Palmas Solar
Durante a divulgação do Atlas foi apresentado o Palmas Solar, que conta com vários projetos que estão sendo desenvolvidos pelo município. O secretário de Assuntos Estratégicos, Captação de Recursos e Energias Sustentáveis de Palmas, Fabio Frantz, apresentou os projetos que estão sendo desenvolvidos pelo município dentro do programa.

Entre as iniciativas citadas está a modernização da frota de táxi da Capital, que serão movidos a eletricidade; e a mudança da matriz energética dos prédios públicos com a implantação do Parque Solar, com investimentos na ordem de R$ 50 milhões, ocasionando uma redução na conta de energia no valor de R$ 1.400 mil/mês.

De acordo com o programa, aderindo ao Palmas Solar, o contribuinte recebe também incentivos, com descontos que chegam até 80% no Imposto Predial e Territorial Urbano por até cinco anos. Assim como também no Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) na primeira transferência de imóvel e no Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para a empresa responsável prestação de serviço contratada. (Com informações da Secom Tocantins e da Prefeitura de Palmas)

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Sucateado, projeto Nego D’água está parado há um ano; Gaia explica

Grande aliado na educação ambiental, além de incentivar pesquisas voltadas à qualidade de água no reservatório da Usina Hidrelétrica de (UHE) Lajeado, o projeto Nego D’água ganhou uma embarcação em 2007 que custou quase R$ 500 mil e foi viabilizada graças à intervenção de vários agentes políticos e administrativos, mas que está sem receber atividades há pelo menos um ano. Que a embarcação está ancorada no porto da Praia da Graciosa já ultrapassa dois anos.

As informações são do presidente interino da Associação de Conservação do Meio Ambiente e Produção Integrada de Alimentos da Amazônia (Gaia), Luís Hildebrando Ferreira Paz, que contabilizava investimento mensal de R$ 2 mil, ainda no início do projeto, incluindo salário do barqueiro e as contas fixas.

A associação Gaia é a responsável por gerir o uso da embarcação e por fazer com que o projeto continue existindo. Porém, ao T1 Notícias o presidente Hildebrando, relatou estar desmotivado por, vários anos, buscar parcerias e nunca receber um retorno positivo. “Hoje o projeto está parado porque o maior incentivador era a antiga Celtins. Depois que ela foi vendida, perdemos nosso patrocinador”, disse.

Questionado se não seria interessante buscar apoio junto aos parlamentares estaduais e/ou federais, Luís Hildebrando disse que ainda não havia cogitado a possibilidade, uma vez que haviam decidido “não envolver política”. “A princípio nunca quisemos envolver política, mas talvez seja uma saída. Certa vez um deputado prometeu ajuda, mas nunca chegou até nós”, salientou sem citar nomes.

Dificuldades

Há dois anos um profissional da Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ) vistoriou a embarcação e, conforme orçamento apresentado, seria necessário R$ 160 mil para fazê-lo voltar a rodar.

O valor exclui o fato de a embarcação ter sido alvo de vândalos há três meses, conforme relatou Hildebrando: “quebraram o vidro, entraram e danificaram internamente a embarcação”, descreveu. Mesmo com a invasão e a depredação do bem particular, a associação não procurou uma delegacia e não registrou boletim de ocorrência sobre o caso.

Além da dificuldade financeira enfrentada pela associação, Hildebrando também relatou que a Prefeitura de Palmas se recusou a continuar fornecendo energia elétrica à embarcação, o que levou ao abandono total da instalação. “Antes a gente desenvolvia atividades lá dentro, mas como é um barco pequeno e fechado, é muito quente e fica inviável trabalhar lá dentro”, enfatizou.

O presidente relatou ainda que a motorização da embarcação também se tornou um grande problema. “A motorização a gasolina inviabilizou os passeios. Por ser barco pesado, consume em torno de 30 a 50 litros/hora. O primeiro passeio que fizemos foi para Brejinho de Nazaré via fluvial, que leva umas 9 horas saindo de Palmas. Isso inviabilizou no processo para o qual ele foi feito”, alfineta, esclarecendo que o projeto visa despertar a consciência ambiental.

Parcerias

Mesmo desmotivado, Hildebrando garante que tem buscado parceria com a Faculdade Católica do Tocantins, mas que as negociações já se arrastam por pelo menos um ano.

O T1 Notícias entrou em contato com a Prefeitura de Palmas questionando sobre o fornecimento de energia à embarcação, mas o Executivo Municipal disse que “não há nenhum tipo de convênio ou termo com a ONG Gaia para manutenção da energia elétrica do barco Nego D’Água”, ou seja, “não havendo convênio ou termo de parceria, o município não tem condições legais para fazer qualquer repasse à instituição”.

A equipe de reportagem tentou contato com a Faculdade Católica, mas as ligações não foram atendidas.

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Dificuldade no acesso representa perigo e pode afastar turistas da Lagoa do Japonês

O acesso a uma das atrações turísticas mais visitadas no Tocantins, a Lagoa do Japonês, em Pindorama, região sudeste do estado, tem sido alvo de reclamações de turistas. O trecho de estrada que dá acesso ao local, após o município, apresenta perigo pela falta de sinalização, segundo relatam as fontes ouvidas pelo T1.

A jornalista Cejane Borges contou ao T1 que foi informada sobre um trecho da estrada que seria de 19 km de terra, “quando na verdade são 32 km. Lá é uma serra com despenhadeiro em que passa somente um carro por vez, com cascalho e terra. Faltam placas de alerta sobre o trânsito de veículos, enfim, o lugar é lindo, mas o acesso é perigoso”, relatou.

Ela conta que antes do passeio buscou se informar sobre o ponto turístico e acesso, mas presenciou outra realidade no caminho. “No Facebook da Lagoa mostra as belezas, sugere o que levar, mas em momento algum cita as dificuldades de acesso ou sugere que o carro seja traçado. Eu tenho um carro bem baixo”.

Segundo a jornalista, “no trajeto não tem placas, a estrada é de cascalho com pedras e na serra tem curvas sinuosas, que dão pra um despenhadeiro e abismo, sem contenção. Não existem placas ou informações dizendo que tem uma descida ou subida de serra. Além disso, na parte da serra é pista única” e completa “o lugar é lindo, mas precisam informar a realidade para o turista”, cobrou.

A publicitária Raquel Etges conta que o local é lindo e muito bem cuidado, mas alerta que a estrada de acesso apresenta perigo, o que pode acabar afastando os turistas. “A Lagoa é maravilhosa, muito bem cuidada e organizada, não há do que reclamar. O problema é a estrada”. Ela conta que foi informada que seu carro de passeio iria até o local, que a estrada estava ‘mais ou menos’, mas a experiência foi negativa. “A estrada estava bem ruim, muita pedra, cascalho, em meio a um despenhadeiro sem barra de proteção. O carro patinou, tentava subir e acabou indo bem devagar”, conta.

Um amigo da publicitária, que estava com a família, também passou pelo problema. “Quando o carro estava subindo, começou a descer. Ele estava com o filho de dois anos, parou para todo mundo descer porque ficou com muito medo”, relata. A publicitária também sentiu falta de placas de sinalização.

Em resposta

Procurada pelo T1, a responsável pelo local, Paula Antonioli, disse que a estrada que dá acesso a Lagoa é o principal problema enfrentando por eles. “Contamos com a ajuda da Prefeitura de Pindorama. Nós entramos com combustível e eles com a patrola” para fazer a manutenção da estrada a cada 6 meses. Segundo ela, o fluxo de carros em julho aumentou e a estrada piorou muito.

“Temos a preocupação de o turista deixar de ir ao local por causa da estrada. Procuramos a Prefeitura, para ajudar, pois sozinhos não damos conta”, argumenta. Ela não tem conhecimento sobre um possível projeto de asfaltamento e sinalização do local, por parte do poder público, mas garantiu que irá discutir melhorias após receber as reclamações.

O prefeito de Pindorama, Silvio Gás, afirma que tem conhecimento do potencial turístico que o local representa para o Município e que não mede esforços para trazer melhorias. “Fizemos manutenção há 20 dias, vamos fazer amanhã novamente, mas lá é uma serra, o acesso é difícil, carros pequenos podem patinar, mas a manutenção feita pela Prefeitura é contínua”, garante.

O prefeito relatou a dificuldade do Município para executar as melhorias pretendidas, conta que enviou ofício ao Governo pedindo ajuda com a manutenção da estrada vicinal e da rodovia que liga a capital a cidade e está elaborando um documento de política de turismo para obter arrecadação e investir em melhorias no local.

A Lagoa do Japonês fica localizada em uma fazenda privada. A entrada atualmente custa R$ 25 por pessoa.

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Um dos fugitivos de Miranorte é alvejado durante troca de tiros com PM

Um dos 13 reeducandos que continuam foragidos após fuga em massa ocorrida na Cadeia Pública de Miranorte, na tarde do último domingo, foi alvejado durante troca de tiros entre a Polícia Militar (PM) e um grupo de seis fugitivos. A informação preliminar e foi repassada pela PM que adiantou que o rapaz estava com colete a prova de balas e conseguiu fugir por entre o mato.

As buscas estão intensas na região de Pindorama, rumo o qual cinco dos seis encontrados conseguiram fugir em um veículo preto. O rapaz que foi alvejado ainda não foi encontrado.

Equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) dá apoio nas buscas utilizando o helicóptero da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Até o momento, cinco detentos foram presos e treze continuam à solta. Confira a lista de nome dos fugitivos.

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Bombeiros encerram Operação Praia com mais de 34 mil ações e 8 mortes por afogamento

O Corpo de Bombeiros encerrou, nesse final de semana, a Operação Praia 2018 em todo o Estado com um total de 34.512 ocorrências atendidas. Foram registrados 8 afogamentos com óbito neste julho de alta temporada, uma redução se comparado ao mesmo período, em 2017, quando foram registrados 10 afogamentos com mortes.

Na soma, já são, ao todo, 28 afogamentos com óbitos, no Estado, em 2018, conforme dados do próprio Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico Legal (IML) do Tocantins.

A ação atendeu 28 localidades, empregando 221 bombeiros militares, 15 viaturas e 11 embarcações. Também empregou 109 guarda-vidas civis contratados pelas próprias prefeituras e que atuaram em 39 praias de 34 municípios.

Para tornar o trabalho mais eficiente, a operação foi dividida em regionais nessas 28 localidades. Na regional de Palmas, foram atendidas as praias do Buriti, Caju, Prata, Graciosa, Arnos, Luzimangues, Segredo, Mirassol, Funil, e Paredão.

Já na regional de Araguaína, foram atendidas as praias de Filadélfia, Babaçulândia, e Palmeirante; a de Gurupi atendeu as praias de Sandolândia e Formoso do Araguaia; a de Porto Nacional atendeu Ponte Alta e Ipueiras; a de Colinas atendeu as parias em Juarina, Pau D’arco e Couto Magalhães; a regional de Araguatins atendeu as praias localizadas em Carrasco Bonito, Buruti, São Sebastião, São Miguel, Esperantina e Itaguatins. E, na regional de Dianópolis, foram atendidas as praias de Paranã e São Salvador.

As praias atendidas, exclusivamente, por guarda-vidas militares foram: Prata, Caju, Porto Nacional, Itacajá e Goiatins.

As atendidas por guarda-vidas civis e supervisionadas pelos Bombeiros foram: Segredo; Funil; Paredão; Filadélfia; Babaçulândia; Palmeirante; Sandolândia; Formoso do Araguaia, Ponte Alta; Ipueiras; Juarina, Pau D’arco; Couto Magalhães, Carrasco Bonito, Buriti; São Miguel; Esperantina; Itaguatins; Paranã e São Salvador.

Já as praias atendidas tanto por guarda-vidas bombeiro militares quanto por civis foram: Mirassol; Xambioá; Peixe; Araguacema; Lagoa da Confusão; Pedro Afonso; Araguatins; São Sebastião; Tupiratins e Miracema.

A ação atuou, ainda, em eventos tradicionais da temporada de praias no Estado como o Rally das Águas de Itacajá, Goiatins, Miracema do Tocantins e Pedro Afonso, além do Miracaxi 2018 também em Miracema.

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MUNDO

Relatório aponta manipulação em redes sociais durante processo eleitoral em 48 países

Um relatório do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mapeou iniciativas do que chamou de “manipulação do debate público” em todo o mundo. Os autores identificaram entre 2010 e 2018 campanhas que visaram influenciar os cidadãos em polêmicas políticas e eleições em 48 países, às quais chamaram de “cibertropas”.

As nações estão localizadas em todos os continentes, como Américas, África, Europa, Ásia e Oceania. São listados casos mais notórios, como os Estados Unidos (na eleição de Trump em 2016) e o Reino Unido (com o referendo de saída da União Europeia em 2016). O Brasil foi citado como um dos locais onde as “cibertropas” atuaram, tendo como referência as eleições de 2010. Os pesquisadores mapearam partidos e entidades privadas atuando para influenciar a disputa.

Crescimento

O levantamento identificou um crescimento de mais de 70% nas iniciativas de manipulação do debate político. Na edição anterior do inventário, divulgada em 2017, haviam sido registrados 28 casos em diferentes países. Em cada um desses países há pelo menos um órgão público ou partido político envolvido nesse tipo de mobilização em redes sociais.

Os autores creditam o crescimento à atuação em processos eleitorais, no caso de legendas, e de reação à difusão das chamadas notícias falsas, no caso de agências estatais. O emprego de recursos para influenciar agendas políticas online por partidos foi localizado em 30 dos 48 países. Já a atuação de governos muitas vezes esteve relacionada ao medo de interferências externas nas discussões promovidas na internet. Essas iniciativas envolvem também órgãos criados para combater as notícias falsas.

“Ao redor do mundo, agências governamentais e partidos políticos estão explorando redes sociais para difundir notícias falsas e desinformação, exercer censura e controlar e minar a confiança na mídia, nas instituições públicas e na ciência. Em um tempo em que o consumo de notícias é crescentemente digital, inteligência artificial, coleta e análise de dados e algorítimos – caixas-pretas – estão sendo alavancados para desafiar a verdade e a confiança: os pilares da sociedade democrática”, sintetizam os autores.

Meios de difusão

Entre os recursos mais utilizados estão os robôs (bots), contas automatizadas empregadas para repercutir uma ideia ou perfil (que pode ser de um político, partido ou fonte de informação). Outra são as equipes de comentário, grupos contratados para ampliar as interações de um determinado indivíduo ou coletivo e, assim, fazer com que suas publicações alcancem mais pessoas e sejam objeto de mais interações.

Mas os autores descobriram o uso crescente de anúncios pagos nas plataformas digitais como recurso das iniciativas de manipulação. No Google, aparecem de foma destacada nos resultados das buscas. No Facebook, aparecem tanto como publicidade quanto como “posts patrocinados”, em caso de uma publicação paga para obter maior alcance.

No Brasil, as eleições deste ano serão as primeiras em que esse tipo de “conteúdo impulsionado” poderá ser utilizado como canal de campanha por candidatos e partidos. Recentemente o Facebook anunciou algumas medidas com o intuito de rebater críticas quanto à falta de transparência nesse tipo de mensagem.

Além dos anúncios, outro canal de divulgação que vem ganhando espaço são as redes sociais de mensagens, como Whatsapp, Telegram e o chinês WeChat. Segundo o levantamento, em 20% dos países onde foram identificadas iniciativas de manipulação esses são os principais espaços de difusão dessas campanhas, especialmente em nações do Hemisfério Sul.

Negócio

O estudo identificou os diversos instrumentos adotados em campanhas de manipulação (como coleta e análise de dados, construção de perfis comportamentais, difusão segmentada e personalizada de mensagens e plataformas de análise com inteligência artificial) como um grande negócio. Desde 2010, os partidos listados teriam gasto R$ 1,87 bilhão com a contratação de serviços como esses. A maioria dessas ferramentas, concluíram os autores, foram empregadas na difusão de notícias falsas em eleições.

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ESPORTE

Com dois gols nos acréscimos, Bahia e Atlético-MG empatam na Fonte Nova

Foram três gols nos últimos dez minutos, o que fez com torcedores de Atlético-MG e Bahia fossem da euforia à tristeza em pouco tempo. No fim, após dois gols já nos acréscimos, o empate em 2 a 2, na Fonte Nova, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Resultado ruim para a equipe mineira, que vencia até os 49 minutos do segundo tempo e perdeu a terceira colocação para o Internacional.

O Atlético-MG chegou aos 27 pontos na quarta colocação, sete a menos que o líder Flamengo. Já o Bahia foi aos 17 pontos, um a mais que o Santos, que entrou na zona de rebaixamento. O time baiano também ultrapassou a Chapecoense e é o 15º.

Próximo jogo do Bahia será contra o Fluminense no Rio de Janeiro. O Atlético-MG receberá o Inter.
Quem foi bem: Yimmi Chará

Em uma partida de poucas boas jogadas, o colombiano Chará foi quem conseguiu apresentar algo diferente. Era a bola chegar nos pés do camisa 11 do Galo para algo acontecer. Foi dele a jogada para o gol de Matheus Galdezani. Com Ricardo Oliveira apagado e Luan muito recuado, Foi dele também o passe para o gol de Ricardo Oliveira.
Primeiro tempo se resumiu ao gol

Logo aos quatro minutos o Atlético abriu o placar. A boa jogada de Chará com a conclusão de Matheus Galdezani parecia ser o início de uma grande atuação. No entanto, o bom momento atleticano na primeira etapa ficou apenas nos minutos iniciais. Em desvantagem, o Bahia tomou conta da bola e ocupou o campo de defesa do Galo, que nem sequer conseguiu contra-atacar o adversário. O goleiro Victor foi amarelado aos 39 minutos, por fazer cera, o que indica como o Atlético teve dificuldade para jogar.

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ENTRETERIMENTO

Novo Missão: Impossível é o melhor filme da carreira de Tom Cruise

O agente secreto Ethan Hunt tem aceitado missões no cinema há 22 anos, e é de causar espanto que sua sexta aventura calhe de ser a melhor. Mais ainda: Missão: Impossível – Efeito Fallout é o melhor filme da carreira de Tom Cruise, ainda o maior astro de cinema do planeta. E não que ele já não tenha décadas de superlativos no currículo, da comédia teen Negócio Arriscado (1983) à biografia explosiva Feito na América (2017), passando por uma coleção de títulos ecléticos e sensacionais como A Cor do Dinheiro, Rain Man, Jerry Maguire, Colateral e No Limite do Amanhã, só para salpicar a memória. Missão: Impossível, que marcou sua estreia como produtor em 1996, era a série para chamar de sua. Chegar com tamanho fôlego no sexto filme já é um feito e tanto. Mas temos de aplaudir de pé quando a mistura resulta em um colosso de charme, inteligência, velocidade e diversão, o melhor que o cinema pop pode oferecer.

O segredo deste sucesso pode ser resumido em um fator decisivo: menos ego. Desde sua concepção, a série Missão: Impossível tem sido criação de Cruise, colaborando sempre com um cineasta diferente. O plano era simples: manter a coesão com seu protagonista, mas criando uma aventura sempre diferente. O problema é que Cruise, o produtor, sempre foi um sujeito meio mandão, e sua visão não raro entrava em choque com seu diretor. Em 1996, suas brigas com Brian De Palma foram lendárias, a ponto de o filme ser rodado sem um roteiro final em mãos, construído em torno das cenas de ação boladas por De Palma – o fato de ele ser um gênio ajudou o conjunto a se segurar. Quatro anos depois foi a vez de John Woo assumir o leme, e mais uma vez um diretor foi podado repetidamente por seu astro. Existe uma versão lendária de três horas de M:I:2 que provavelmente o público jamais vai assistir, mas ainda é possível enxergar um pouco do estilo operístico de Woo em algumas sequências.