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BRASIL SLIDE

Centrais sindicais descartam greve geral nesta semana 33

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) descartam a possibilidade de realização de uma greve geral no país nesta semana. “A ideia não é agravar com mais ingredientes de paralisação. A UGT não vai participar de greve geral. Não é caminho, não. Queremos ser protagonistas de uma solução”, afirmou o presidente Ricardo Patah.

Ele espera participar de um encontro com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, nesta semana para ajudar a negociar uma solução para o movimento dos caminhoneiros.

Em boatos que circulam no WhatsApp e nas redes sociais, a greve de 72 horas que os petroleiros realizarão a partir de quarta-feira (30) foi lida como uma convocatória para uma suposta paralisação geral. A CUT, central à qual a FUP (Federação Única dos Petroleiros) é filiada, lembra, porém, que os petroleiros vêm fazendo atos de protesto desde abril, que a greve já estava planejada e não teria ligação com a paralisação dos caminhoneiros.

A FUP convocou para esta segunda-feira (28) um dia de mobilização em todas as unidades da Petrobras no país. A ideia é que os petroleiros não assumam seus postos no turno da manhã, informou o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel. De acordo com ele, mobilizações do tipo já foram feitas neste domingo (27) em seis refinarias e duas fábricas de fertilizantes.

Segundo o líder sindical, essas mobilizações funcionam como um “esquenta” da paralisação que começará na quarta. A federação reivindica a demissão do presidente da companhia, Pedro Parente, a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis, o fim da importação de derivados de petróleo e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal.

A paralisação dos caminhoneiros entrará no oitavo dia nesta segunda-feira (28).

Na cidade de São Paulo, está prevista para esta segunda uma paralisação de motoristas de vans escolares. A previsão dos organizadores é que mil veículos participem do protesto. (Com Estadão Conteúdo)

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POLITICA SLIDE

Senado convoca sessão para votar urgência de projeto sobre fretes

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocou os senadores para uma sessão extraordinária nesta segunda-feira (28). O principal objetivo da antecipação do início dos trabalhos é votar a urgência do projeto de lei que cria preços mínimos para o frete, uma das reivindicações dos caminhoneiros em greve. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também antecipou para esta segunda a reunião com os líderes partidários. Maia quer concluir a votação dos destaques do cadastro positivo.

A aprovação do projeto (PLC 121/2017) que trata de fretes foi incluída no acordo firmado na quinta-feira com o governo federal. A iniciativa, do deputado Assis Couto (PT-PR), está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, mas pode ir direto ao Plenário em regime de urgência. O relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

O projeto cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, mediante tabela elaborada semestralmente por órgão competente, com valores por quilômetro rodado por eixo carregado e conforme a carga. Os parâmetros devem ser fixados sempre nos meses de janeiro e julho de cada ano.

<< Os principais pontos do acordo que ainda não acabou com a greve dos caminhoneiros

Os preços mínimos serão definidos levando-se em conta a oscilação e a importância do valor do óleo diesel e dos pedágios na composição dos custos do frete.

Até que o Executivo edite a tabela com os valores mínimos, o projeto estipula o valor de R$ 0,70 por quilômetro rodado para cada eixo carregado de carga geral e R$ 0,90 para carga perigosa ou refrigerada.

Ainda conforme o texto original da proposição, o processo de definição dos preços deve contar com a participação dos sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas, bem como dos representantes das cooperativas de transporte de cargas.

MPs

Além da urgência do projeto de lei do frete, os senadores têm na pauta seis medidas provisórias que trancam a pauta devem ser apreciadas antes da análise do projeto de lei que trata do frete. Chegaram ao Senado na quinta-feira (24) os PLVs 7/2018 e 11/2018 e a MP 819/2018, mas a pauta já estava trancada pelos PLVs 4, 8 e 10/2018 (veja quadro abaixo). Todas essas propostas só têm vigência até a próxima sexta-feira (1º).

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BRASIL SLIDE

Caminhoneiros voltam ao Planalto com pauta mais extensa e cobram promessas no papel

Brasília

Representantes de caminhoneiros autônomos que não assinaram o acordo com o governo na semana passada voltaram ao Palácio do Planalto neste domingo (27) para negociar uma pauta mais extensa e para avisar que a desmobilização só terá início quando as promessas forem publicadas no DOU (Diário Oficial da União).

“O setor vive de promessas há 19 anos, desde a greve de 1999 e, de fato, o setor nunca foi atendido como deveria. Nenhum acordo que firmarmos hoje terá validade sem antes isso se tornar público nos meios oficiais do governo”, disse Gilson Baitaca, presidente do MTG (Movimento dos Transportadores de Grãos).

“Não há desmobilização agora sem ter o que a categoria diz na rua. Estamos cansados de promessa e nenhuma efetividade. [Queremos] todos os itens da reunião de quinta-feira [24], os 10% de desconto da Petrobras [no preço do diesel, como prometido], permanecem mais a pauta que nós iremos apresentar hoje. Todos deverão estar publicados no Diário Oficial”, reforçou Carlos Alberto Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí (RS).

Além de quererem ver no papel os 12 itens prometidos pelo Planalto na semana passada, os caminhoneiros querem que o governo zere as alíquotas de PIS e Cofins e Cide do óleo diesel, edite uma medida provisória (que tem aplicação imediata, em vez do projeto que está no Senado) para regular os preços de fretes rodoviários, volte ao preço do diesel de julho de 2017 e o congele durante 90 dias.

No acordo firmado na quinta-feira (24), o governo federal se comprometeu em reservar 30% do frete da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para os caminhoneiros. No ano passado, a estatal gastou R$ 107 milhões com o frete.

Os caminhoneiros também pediram ao governo a reserva de cerca de um terço do transporte da Petrobras e dos Correios. Como são empresas de capital misto, o governo não poderia fazer a reserva imediatamente, mas pode ajudar a adotar a cota, segundo os grevistas.
1 31aminhoneiros bloqueiam rodovias em semana de protesto

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MUNDO

No meio do deserto, Irã parece construir mísseis de longo alcance sem chamar atenção 14

Quando uma explosão quase arrasou o centro de pesquisa de mísseis de longo alcance do Irã em 2011 e matou o cientista militar que o dirigia, muitos analistas de inteligência ocidentais a consideraram devastadora para as ambições tecnológicas de Teerã.

Desde então, houve poucos sinais de trabalho no país para obter um míssil capaz de alcançar significativamente além do Oriente Médio, e líderes iranianos disseram que não pretendem fabricar um.

Por isso, nesta primavera, quando uma equipe de pesquisadores de armamentos baseada na Califórnia revisou novos programas da TV estatal iraniana glorificando o cientista militar, esperavam uma aula de história com, no máximo, novos detalhes sobre um programa há muito adormecido.

Em vez disso, eles tropeçaram em uma série de pistas que os levaram a uma conclusão surpreendente: pouco antes de morrer, o cientista, general Hassan Tehrani Moghaddam, supervisionou o desenvolvimento de um segundo centro secreto, nas profundezas do deserto iraniano, que, segundo os pesquisadores, funciona até hoje.

Eles examinaram durante semanas fotos de satélite da instalação. Segundo disseram, o trabalho no local hoje parece se concentrar em motores avançados e combustível para foguetes, e muitas vezes é realizado na escuridão da noite.

É possível que a instalação esteja desenvolvendo apenas mísseis de médio alcance, que o Irã já possui, ou talvez um programa espacial extremamente sofisticado.

Mas uma análise das construções e das marcas no solo na instalação sugere fortemente, embora não prove, que está desenvolvendo tecnologia para mísseis de longo alcance, segundo os pesquisadores.

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BRASIL SLIDE

Caminhoneiros mantêm pressão por redução no diesel e não encerram greve

A reunião entre o governo federal, de São Paulo e representantes dos caminhoneiros neste domingo (27) não levou ao fim da paralisação porque os grevistas consideraram insuficiente o tempo de redução nos preços do diesel oferecido. Eles queriam 60 dias e o presidente da República, Michel Temer (MDB), não se comprometeu com este prazo, defendendo os reajustes mensais. Não foi fixado um prazo para término da paralisação.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o desconto no diesel até aumentaria dos anunciados 41 para 46 centavos. A proposta nem chegou a ser repassada para os caminhoneiros que já haviam deixado o Palácio dos Bandeirantes. Mas a ideia não agrada e 10% da categoria continua mobilizada no estado de São Paulo. Até ontem, eram 13 mil trabalhadores parados e hoje são 1,3 mil. Há 30 pontos de manifestação ao longo das principais rodovias que passam pelo estado.

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6 perguntas para entender a alta dos combustíveis
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Quem são e o que querem os caminhoneiros em greve?

O governador Márcio França (PSB) disse, em entrevista após a reunião, que as outras duas reivindicações foram atendidas: não cobrar o eixo levantado e fazer o desconto nas refinarias chegar às bombas. Ocorre que o preço do combustível é a principal demanda dos grevistas.

A continuação da greve coloca pressão sobre o Congresso Nacional. Senado e Câmara Federal têm na pauta projetos que podem reduzir o preço dos combustíveis seja via redução de impostos e outro cria um preço mínimo para o frete. O governador Márcio França sugeriu que a aprovação colocaria fim aos movimentos. Ele declarou que torce para que haja um acordo entre os parlamentares e a greve se encerre nos próximos dias.

No entanto, como a paralisação persiste, o fim da cobrança do pedágio por eixo suspenso só entrará em vigor na quinta-feira (31) em São Paulo. O governo federal informou que vai editar uma medida provisória para federalizar o desconto.
França transfere continuação da greve ao governo federal

O governador afirmou que acredita estar próximo a um acordo e disse que faltou somente garantir o desconto no preço do diesel por 60 dias. “Vou tentar falar (domingo) com o presidente e saber por que não é possível 60 dias. Mas compreendo que às vezes querem fazer e não é possível.”

França também negou que sua intermediação na greve esteja desagradando o governo federal. Argumentou que todos os envolvidos nas negociações são “políticos experientes” e entendem que a manutenção da situação prejudica a todos.

As negociações continuam nos próximos dias e não há expectativa de término neste domingo. O governador chegou a dar uma declaração de apoio aos caminhoneiros, ao dizer que, na ponta do lápis, os profissionais não conseguem, hoje, ter o mínimo de lucro. “Nenhuma manifestação dura tanto tempo se não houver um fundamento muito forte”, disse.

Esta é a segunda tentativa de acordo do governo de São Paulo com os grevistas. No sábado, França anunciou uma série de medidas para tentar agradar aos caminhoneiros e encerrar a paralisação, que já está em seu sétimo dia. No entanto, as condições do governo de SP não foram aceitas e as manifestações continuaram nas rodovias do estado, principalmente na Régis Bittencourt.

Em várias cidades pelo país, aeroportos continuam sem querosene e os problemas de abastecimento de insumos persistem.
No WhatsApp, greve continua

Segundo reportagem do Estadão Conteúdo, nos grupos de WhatsApp de caminhoneiros, a ordem é manter a paralisação, pelo menos, até terça-feira (29). Por ora, a maioria concordou em liberar as estradas e continuarem estacionados em pontos estratégicos.

Mas, nas últimas postagens, lideranças dos caminhoneiros começam a organizar novas paralisações a partir de amanhã, às 8 horas. Num vídeo que está circulando nos grupos de WhatsApp, representantes chamam, além dos caminhoneiros, veículos de passeio para parar as BRs. Além disso, uma manifestação em pontos estratégicos das principais capitais também está sendo organizada.

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ESPORTE

Na expectativa pela Copa do Mundo, Borja fala sobre evolução no Palmeiras: “Hoje tenho apoio de todos”

Miguel Borja está com a cabeça na Copa do Mundo. Mas a boa fase com a camisa do Palmeiras ainda é assunto. Em entrevista para a imprensa de seu país, o colombiano, que ainda na luta por uma vaga definitiva entre os 23 atletas que serão escolhidos pelo técnico Jose Pekerman, recordou da chegada ao futebol brasileiro e comentou sobre a evolução no Verdão.

– Eles (Palmeiras) vinham de ser campeões do Brasileirão com o Gabriel Jesus, que se movimentava pela frente, e eu sou um (camisa) 9 muito nove. Isso custa. O técnico (Cuca) foi campeão, podia fazer mudanças e buscar a opção de me colocar, mas eu o respeitei. Ele vinha de ganhar. Foi isso o que ocorreu no ano passado – afirmou Borja, em entrevista ao site Futbol Red.

– Era coisa mais dos torcedores, que falavam que tinha chegado o cara que resolveria os problemas, mas eu preciso dos outros dez, dos que sabem com a bola. No Atlético Nacional, eu precisava do Macnelly (Torres), do Guerra, de todos que poderiam me dar assistências para marcar. Desde o primeiro jogo, o professor Reinaldo (Rueda) demonstrou que confiava em mim, me deixou desde o primeiro dia os 90 minutos e eu pude responder. Quando cheguei (ao Palmeiras), não encontrei esse respaldo, mas hoje é diferente, tenho apoio de todos – completo.

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ENTRETERIMENTO

Sony compra 60% da gravadora EMI em negócio avaliado em cerca de US$ 2 bilhões

A gigante de entretenimento japonesa Sony anunciou nesta terça-feira (21) um acordo para comprar 60% da gravadora EMI Music Publishing do fundo Mubadala, de Abu Dhabi. A Sony já é acionista minoritária da gravadora e sua participação na empresa saltará para cerca de 90%.

O valor do negócio ainda não está fechado. Ele terá como base o valor de mercado da companhia em US$ 4,75 bilhões.

No comunicado da Sony, a empresa estima que ele será de aproximadamente a US$ 1,9 bilhão. Já o comunicado do Mubadala diz que a Sony poderá gastar US$ 2,3 bilhões para assumir a empresa.

2,1 milhões de músicas

A EMI se apresenta como a “segunda maior gravadora em receita”. Ela faturou US$663 milhões no ano fiscal encerrado em março de 2018. A companhia tem direitos autorais sobre cerca de 2,1 milhões de músicas, de canções clássica a hits atuais como “Happy”, de Pharrell Williams, e Chandelier, da cantora Sia.

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ENTRETERIMENTO

Will Smith cantará música da Copa do Mundo 2018 com Nicky Jam e Era Istrefi, diz revista

Will Smith se juntará a Nicky Jam e ao cantor de Kosovo Era Istrefi para lançar a música oficial da Copa do Mundo 2018, que acontece na Rússia, segundo o site da revista “Billboard”.

A canção será produzida por Diplo e lançada oficialmente na sexta-feira (25).

Entre as oficiais de anos passados estão “We are one (Ole ola)”, cantada por Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull para a Copa no Brasil, “Waka waka”, de Shakira, e “The cup of life”, de Ricky Martin.

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BRASIL

Justiça determina prisão, e João Cláudio Genu se entrega à polícia; ex-tesoureiro do PP está na Papuda

A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou a prisão do ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu. A TV Globo confirmou que ele se entregou a polícia nesta segunda-feira (21) e está no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para cumprir a pena de 9 anos e 4 meses.

Também condenado no processo do mensalão, Genu foi condenado em outubro do ano passado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), responsável pelos processos da Lava Jato em segunda instância.

Inicialmente, o juiz federal Sérgio Moro havia condenado Genu a 8 anos e 8 meses de prisão por corrupção passiva e associação criminosa. O ex-assessor do PP recorreu ao TRF-4, que aumentou a pena.

Genu recorreu, novamente ao TRF-4, mas teve o pedido negado. Com isso, foi decretada a prisão dele. Desde 2016 o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que a pena pode começar a ser cumprida após condenação na segunda instância da Justiça.

Suspeitas

Ao condenar o ex-tesoureiro do PP, Sérgio Moro escreveu na sentença que “a propina paga a João Cláudio de Carvalho Genu foi de pelo menos R$ 3.120.000,00”.

A vantagem indevida, acrescentou o juiz, foi acertada em contratos da Petrobras com a diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Crimes ‘graves’

Na decisão, a juíza Gabriela Hardt afirma: “Tratando-se de crimes de gravidade, inclusive corrupção e lavagem de dinheiro, com produto do crime não recuperado, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais”.

Em outro trecho da decisão, ela acrescentou que, “como se não bastasse, um dos condenados, recebeu vantagem indevida, com enriquecimento pessoal, enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470, em afronta aquela Corte Suprema e a ilustar a necessidade de iniciar o cumprimento da pena por seu efeito dissuasório”.

Gabriela Hardt conclui a decisão informando que a defesa de Genu já apresentou recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, o que não têm efeito suspensivo, ou seja, não impede a prisão do ex-tesoureiro do PP.

Na decisão, a magistrada pede que Genu seja transferido para Curitiba.

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ESPORTE

Alisson tem o gol no DNA desde o bisavô; a família nunca foi ao ataque

A série de reportagens do Tino Marcos com os jogadores da seleção traz nesta segunda-feira (21) a história de um goleiro.

Feitas com muito amor. Ela, a chuteira que naqueles velhos tempos surgia das mãos do tio Paulo. E ela, dez anos depois: a fofura que surgiu da união de Alisson e Natália.

Essa história começa em Novo Hamburgo, a menos de 50 quilômetros de Porto Alegre.

“Uma cidade de sapateiros, podemos dizer assim, de muitas fábricas de calçado”, conta Alisson.

A profissão do pai era fazer moldes de calçados. O tio concebia as chuteiras.

“Por muitos anos ali, quando a gente jogava na categoria de base, ele que fazia nossa chuteira. Chuteirinha de couro, mas era muito boa, muito confortável, diga-se de passagem”.

É uma família rara, não só porque faz chuteiras nem porque faz jogador de futebol, mas jogadores de futebol, mais exatamente…

“Goleiro”, diz Alisson.

“Goleiros”, corrige a mãe Magali.

“Tem o DNA de goleiro, acho”, afirma José, o pai.

A família Becker nunca foi ao ataque.

“Só se defende”, ri Magali.
outros perfis

Fred, o menino sonhador, sobreviveu ao pesadelo da acusação de doping
Ainda na barriga da mãe, Marquinhos já frequentava o Corinthians
Sóbrio e ponderado, Fernandinho abraça a chance de fazer um novo fim
Geromel, o ‘Agostinho Carrara’ da Seleção, é um craque da pipa
Era para ser Mateus, mas, no cartório, o pai bateu o martelo: Neymar Jr.

O bisavô, goleiro do time da cidade, nos anos 40; a mãe jogou handebol, goleira também, e o pai, nas peladas. Desde cedo, ele ensinou aos filhos o que um goleiro precisa ter.

“Na minha opinião, o goleiro tem que ser meio maluco. Ele não pode ter medo”, ensina seu José.

São 54 anos e as mãos ainda firmes. É frequentador assíduo das peladas de fim de semana. Seu Zé. Para ele ser feliz, bastam um par de luvas e um par de filhos com luvas.

Cinco anos de diferença.

“Alisson, desde pequeno, sempre queria fazer aquilo que eu fazia. Aonde eu ia, ele queria estar”, diz Muriel.

“Tracei os mesmos caminhos, era como se ele tivesse na minha frente, tivesse deixado uma linha, um rastro e eu fui seguindo aquele caminho ali”, diz Alisson.

Muriel, goleiro da base do Internacional e da Seleção Brasileira. Alisson, idem, idem. Muriel já era titular do time de cima do Inter, quando o caçula se tornou reserva dele, e começaram a disputar posição.

“Os dois estavam em alto nível assim e goleiro só joga um”, afirma Muriel.

“A gente sempre falou para eles ficarem focados, que tudo ia terminar bem”, lembra a mãe Magali.

“Isso acabou aproximando eles mais ainda”, conta o pai, seu Zé.

“Eu entrei no momento de lesão dele, foi uma infelicidade dele”, diz Alisson.

Não saiu mais.

“Lógico que fiquei muito triste pela lesão dele, mas quando eu comecei a jogar, ele ficou feliz pelo meu momento”.

Rapidamente, Alisson virou destaque e, aos 23 anos, o Inter o vendeu para a Roma. A despedida seria no campeonato gaúcho de 2016. No estádio do clube, quase um templo para ele.

“Foram longos 12 anos ali dentro, mais da metade da minha vida eu passei dentro do Beira-Rio”, lembra Alisson.

Deu tudo certo.

“Foi depois de um título, ele sendo capitão, erguendo o troféu, muito emocionante”, rememora Muriel.

E ainda não era tudo. Dizem que goleiro é a posição mais solitária do futebol. Mas se esquecem da baliza, a companheira de sempre a ser defendida. No último dia do Alisson no Beira-Rio, o estádio do Internacional, ele e ela precisavam de alguns minutos a sós. A festa do título já tinha terminado.

“Quando a gente viu, a gente sentiu falta dele”, diz Magali.

“Vieram falar que o Alisson estava lá no campo”, completa Muriel.

Os filhos de Muriel que avisaram.

“Vó, o dindo tá lá na goleira chorando. Nossa, aquilo apertou o coração. Ele ficou um tempo pensando, conversando, chorou bastante”, lembra a mãe Magali.

“Depois, meu irmão veio junto. As crianças vieram junto também, a Duda e o Francesco. Foi um momento que eu levo no meu coração, vou levar pra sempre”, diz Alisson.

Levou para Roma o desejo de repetir o sucesso daquele início de carreira. Mas foi surpreendido com a reserva em quase todos os jogos na primeira temporada. Mesmo assim, foi mantido por Tite como titular da Seleção.

E, em 2018, como titular absoluto da Roma, tornou-se um dos goleiros mais elogiados da Europa. Tem a felicidade de ter como treinador de goleiros na seleção o ídolo da infância, também gaúcho e formado no Inter.

“Com certeza, é a cobertura do bolo. É muito mais fácil pra mim poder depositar minha confiança e acreditar no que ele fala, ele sendo o Taffarel”.

O filho caçula da família de goleiros já conquistou um título fora dos campos: o mais bonito do colégio.

“Ele, nos seus 14, 15 anos teve a escolha do garoto da escola, ele foi escolhido. Ele fez um book, foi chamado para algumas fotos”, conta Magali.

O tio Paulo, o fabricante das chuteiras artesanais. Desde aqueles tempos até hoje, marido de Natália, pai de Helena, Alisson é grato à vida, à família, às origens