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ENTRETERIMENTO

Laerte: “Penso que qualquer manifestação da sensibilidade está sob perigo”

“Penso que qualquer manifestação da sensibilidade brasileira está sob perigo, nesse momento. Não chamaria só de intolerância, mas de ignorância truculenta – em outras palavras, fascismo”. É dessa forma que a quadrinista Laerte encara os ataques contra museus, artistas e até filósofas que vêm acontecendo pelo Brasil nos últimos meses.

Laerte está lançando “Baiacu” (Todavia), coletânea artística um tanto anárquica que reúne ilustrações, fotografias, poemas, HQs e textos em prosa que organizou com Angeli, parceiro com quem não atuava desde a década de 80. “Voltar a trabalhar com o Angeli foi voltar a produzir revista, editar, juntar gente, coisa que ele sempre fez muito bem. Acho que não existe nada que ‘permaneça’ entre uma experiência e outra… A água é outra, o moinho é outro, somos outras pessoas”, diz a quadrinista sobre o reencontro.

“Baiacu” nasce de uma residência artística de duas semanas que Laerte e Angeli capitanearam com dez colegas na Casa do Sol, sede do Instituto Hilda Hilst e antiga moradia da escritora. “A escolha [dos nomes], mais do que seleção, foi se dando sob diversos critérios: queríamos um grupo de artistas de força, que também contemplasse uma certa diversidade. Sem fazer dessa diversidade um cânone rígido, procuramos trazer gente de fora de São Paulo, de fora do Brasil, mulheres, homens, visões e maneiras variadas”.

PARA REAGIR A LUNÁTICOS E FASCISTAS, QUADRINISTA CRIA SÉRIE BRASIL MEDIEVAL

Dessa forma, nomes como a equatoriana Power Paola, o grego Ilan Manouach, o gaúcho Guazzelli e a carioca Laura Lannes, que hoje vive em Nova Iorque, trabalharam juntos, ainda que cada um assine de maneira independente suas criações que foram parar no livro ou na versão digital de “Baiacu”. No final, somaram-se ao material produzido na Casa do Sol textos de cinco escritores, dentre eles André Sant’Anna, Daniel Galera e Bruna Beber.

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ENTRETERIMENTO

Além da Globo, SBT também prepara série sobre Roger Abdelmassih

O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e quatro tentativas de estupro a 39 mulheres, será tema de duas séries de TV. Uma, já divulgada, está sendo produzida pela Globo e intitula-se “Assédio”. A outra, uma parceria do SBT com o canal A&E, deve ser gravada em 2018 e se chama “Bem-vindo ao Inferno”.

“Assédio” será inspirada no livro “A Clínica — A farsa e os crimes de Roger Abdelmassih” (editora Record), do jornalista Vicente Vilardaga, lançado em 2016. A série da Globo, em fase de gravação, trará Antonio Calloni no papel do médico e Monica Iozzi como uma de suas vítimas. O texto é de Maria Camargo com direção de Amora Mautner.

Segundo a colunista Patrícia Kogut, de “O Globo”, a série não tem previsão de exibição na TV, mas apenas em streaming, em uma nova plataforma que Globo e Globosat planejam lançar em 2018.

Já “Bem-vindo ao Inferno” se baseia no livro com o mesmo título (editora Matrix), lançado em 2015, que traz o relato de Vana Lopes, uma das vítimas do médico. O projeto foi originalmente oferecido à Record, mas a emissora não se interessou (uma das razões teria sido a palavra “inferno” no título).

A parceria do SBT com o A&E foi anunciada nesta sexta-feira (17) por Krishna Mahon, diretora de conteúdo original do grupo A&E Television, dono também do History. Em uma entrevista ao site Talk TV ela informou que a série, um projeto da produtora Panorâmica, será gravada em 2018.

Em contato com o blog, Krishna confirmou a informação e disse que planeja exibir o programa em 2019. O projeto depende de captação de recursos junto ao Fundo Setorial, da Ancine.

Comentários são sempre muito bem-vindos, mas o autor do blog publica apenas os que dizem respeito aos assuntos tratados nos textos.

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MUNDO

ISIS, Estado Islâmico ou Daesh? Um grupo extremista, muitos nomes

O grupo extremista que ocupou as manchetes nos últimos três anos – e que hoje vem perdendo suas posições na Síria e no Iraque – tem sido chamado por nomes diferentes por governos e meios de comunicação de todo o mundo. Isto fica claro em enunciados em inglês e português, por exemplo.

Para autoridades da ONU e dos Estados Unidos, o grupo é o “Isil”, um acrônimo em inglês para “Estado Islâmico do Iraque e do Levante” – que tem a versão também em português, “EIIL”.

O próprio grupo não usa esse nome desde junho de 2014, quando declarou a criação de um califado e reduziu seu nome para “Estado Islâmico” (com as siglas “IS” em inglês e “EI” em português), refletindo suas ambições expansionistas.

Desde então, a BBC adotou esse termo, mas caracterizando-o como o “grupo Estado Islâmico” ou o “autodenominado Estado Islâmico” e usando siglas em citações posteriores.

Outros veículos da imprensa continuaram a usar o termo “Isil” ou “Isis” – que se baseia em outras traduções, em inglês, do antigo nome do grupo, “Estado Islâmico do Iraque e da Síria” ou “Estado Islâmico no Iraque e al-Sham”. Neste caso, a sigla correspondente em português, ainda que não muito usada, é “EIIS”.

Mas o termo “Daesh” (ou Da’ish) também ganhou espaço, tanto no Oriente Médio como em lugares mais distantes – tem sido usada como uma forma de desafiar a legitimidade do grupo devido às conotações negativas da palavra.

“Daesh” é essencialmente uma sigla em árabe formada a partir das letras iniciais do nome anterior do grupo, também em árabe – “al-Dawla al-Islamiya fil Iraq wa al-Sham”. Embora não signifique nada como uma palavra, militantes do grupo se opõem ao seu uso.

Daesh também soa semelhante a um verbo árabe que significa pisar ou esmagar algo.

EI e Isis

A raiz das diferenças entre “Isil” e “Isis” está na palavra árabe “al-Sham”.

No começo, os meios de comunicação não tinham certeza de como traduzi-lo para o inglês, pois não estava imediatamente claro a que o grupo se referia.

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MUNDO SLIDE

Egito abrirá fronteira com Gaza por três dias

A passagem fronteiriça entre o Egito e a Faixa de Gaza, geralmente fechada, será aberta por três dias a partir de sábado (18), mas as autoridades limitarão a passagem aos casos humanitários registrados no ministério do Interior, segundo uma autoridade palestina.

O porta-voz do ministério de Interior da Faixa de Gaza, Iyad al Bozum, enclave governado pelo movimento islamita Hamas, afirmou à AFP que a passagem de Rafah, a única que liga o enclave com o mundo exterior e que não é controlada por Israel, será aberta no sábado.

Apenas os casos humanitários, registrados no ministério de Interior, terão autorização para atravessar a fronteira, o que diz respeito a cerca de 20 mil pessoas, acrescentou.

A passagem de Rafah está há quase dois anos quase que permanentemente fechada.

A Faixa de Gaza sofre um rígido bloqueio israelense há 10 anos. Israel anunciou três guerras contra o Hamas, que governa o enclave desde 2007.

Porém, em outubro, as faixas rivais palestinas, o islamita Hamas e o laico moderado Fatah, chegaram a um acordo de reconciliação que estipulou que o movimento islamita entregasse o poder relativo ao enclave à Autoridade Palestina, no dia 1º de dezembro.

A Autoridade Palestina retomou o controle no dia 1º de novembro, do lado palestino, nas passagens fronteiriças com Israel e Egito.

O acordo interpalestino foi estimulado pelo Egito e tem como objetivo concreto a abertura de maneira mais regular da fronteira.

O Egito receberá uma reunião interpalestina no Cairo, no dia 21 de novembro, para discutir as próximas etapas da reconciliação palestina.

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BRASIL

Deputados Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi deixam cadeia após decisão da Alerj

Os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, foram soltos nesta sexta-feira (17) após a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) revogar a prisão deles na tarde de hoje. Eles deixaram a cadeia por volta das 18h, pouco mais de uma hora após o fim da sessão parlamentar que decidiu pela revogação da prisão.

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região ), que determinou a prisão dos três parlamentares nesta quinta (16), informou que não foi notificado oficialmente da soltura e que não houve assinatura do desembargador responsável, Abel Gomes, em nenhum momento. Logo após a decisão da Alerj, o secretário da Mesa foi entregar a decisão da Alerj na cadeia para a soltura dos deputados e os parlamentares deixaram a prisão em um carro oficial da Alerj.

Segundo a assessoria de imprensa da Alerj, em outros dois casos de soltura de deputados (Alvaro Lins, em 2008, e José Nader no mesmo ano) o procedimento se deu desta forma. A Procuradoria da Casa entende que “a independência entre os Poderes pressupõe essa normativa”.

Em nota, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) informou que “recebeu no final da tarde desta sexta-feira resolução da Assembleia Legislativa que determina a soltura dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, que estavam na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica”. “Os três deputados foram soltos em cumprimento a determinação.”

Veja também:

Os peemedebistas se entregaram à Polícia Federal na tarde de ontem após o TRF-2 determinar a prisão preventiva deles. Os parlamentares, que são suspeitos de favorecer empresários de ônibus na Alerj, permaneceram detidos por volta de 24 horas.

A votação da Alerj foi encerrada com 39 parlamentares a favor da soltura, 19 contra e uma abstenção. Para a aprovação do parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que recomendou a libertação dos peemedebistas, eram necessários 36 votos (maioria simples).

A decisão do Legislativo fluminense reverte o que determinou na quinta-feira (16) os cinco desembargadores da Primeira Seção do TRF-2. A Corte mandou prender preventivamente os deputados a pedido do MPF (Ministério Público Federal), mas a decisão foi submetida à Alerj.

Os três peemedebistas passaram a noite na cadeia de Benfica, na zona norte, onde também estão detidos o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e outros condenados e réus da Lava Jato.

A Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio, apura o uso da presidência e outros postos da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os parlamentares são suspeitos de favorecer interesses de empresários no Estado, entre os quais representantes do setor de transporte público e empreiteiras, em troca de propina.

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SLIDE TOCANTINS

Buracos na BR-153 prejudicam motoristas e causam perigo no sul do estado

Buracos na BR-153 estão prejudicando os motoristas da região sul do estado. As obras de recapeamento foram iniciadas e em alguns locais a camada asfáltica até foi removida, mas os trabalhos estão parados. Veja vídeo.

O motorista José Carlos Silva diz que os problemas da rodovia se agravam ao chegar no Tocantins. “Depois de Porangatu já começa a ficar complicada a viagem. Aqui no Tocantins, em Talismã na divisa até Gurupi é bem complicado”, relata o motorista.

A situação é precária na maior parte dos trechos da rodovia no sul do estado. Os buracos tomam conta dos dois lados da pista e a mesma situação se repete nos acostamentos.

Com esses obstáculos, os motoristas precisam trafegar devagar e reclamam dos riscos de acidentes e dos prejuízos. “Muito buraco, ficar desviando e perigoso. A gente invade a contramão. Fora que danifica o veículo, toda hora é mola que quebra, é um pneu que estoura. É muito difícil”, reclama o motorista Ernani dos Santos.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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SLIDE

Grávida de quatro meses cai de moto em buraco de obra inacabada em avenida

Uma galeria de água fluvial inacabada está provocando acidentes e muito transtorno para moradores do setor Janaína, na região sul de Palmas. Um dos acidentes aconteceu com o frentista Josafá Barreira. Ele passava de moto pelo local com a enteada grávida de quatro meses e caiu em uma cratera. Por sorte, eles não tiveram ferimentos graves.

“Desviei do primeiro buraco, passei perto do outro e deslizou a roda da frente. Fui direto para dentro com minha enteada. Cheguei a pular e ela caiu no buraco com moto e tudo”, comentou o homem. (Veja vídeo)

Os moradores contam que as obras na Avenida JPQ começaram em julho deste ano, mas a empresa responsável não terminou o serviço e deixou as galerias abertas. Com as primeiras chuvas, os buracos estão virando crateras.

Uma galeria de água fluvial inacabada está provocando acidentes e muito transtorno para moradores do setor Janaína, na região sul de Palmas. Um dos acidentes aconteceu com o frentista Josafá Barreira. Ele passava de moto pelo local com a enteada grávida de quatro meses e caiu em uma cratera. Por sorte, eles não tiveram ferimentos graves.

“Desviei do primeiro buraco, passei perto do outro e deslizou a roda da frente. Fui direto para dentro com minha enteada. Cheguei a pular e ela caiu no buraco com moto e tudo”, comentou o homem. (Veja vídeo)

Os moradores contam que as obras na Avenida JPQ começaram em julho deste ano, mas a empresa responsável não terminou o serviço e deixou as galerias abertas. Com as primeiras chuvas, os buracos estão virando crateras.

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SLIDE TOCANTINS

Preço dos combustíveis não terá redução no TO mesmo após anúncio da Petrobras

O preço do combustível não terá redução no Tocantins mesmo após anúncio da Petrobras na manhã desta sexta-feira (17). Segundo o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Tocantins, essa redução não será aplicada no estado porque os últimos aumentos anunciados pela Petrobras não teriam sido aplicados aos postos. Só que o em alguns revendedores o aumento foi de até R$ 0,28 centavos nas últimas semanas.

A redução no preço nas refinarias e distribuidoras do país será de 3,8% na gasolina e de 1,3% no diesel. Desde o início de novembro a Petrobras anunciou quatro reduções nos combustíveis das refinarias de todos o país, mas os motoristas do Tocantins continuam não sentindo essas reduções no dia a dia.

A Petrobras muda diariamente o preço do combustível na refinaria, mas a decisão de repassar ou não o valor para o consumidor é dos postos de combustíveis. Em agosto, por exemplo, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, os preços atingiram o valor mais alto do ano.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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POLITICA

Matéria que trata do sepultamento em Taquaruçu é retirado de pauta; Léo Barbosa diz que texto seria rejeitado

Apresentada como Medida Provisória em maio deste ano, as novas normas para sepultamento no cemitério de Taquaruçu deveriam ter sido apreciadas na sessão desta quinta-feira, 16, da Câmara de Palmas, entretanto, o presidente da Casa de Leis, Folha Filho (PSD), atendeu pedido de vereadores da base e retirou a matéria da pauta. A decisão gerou críticas do oposicionista Léo Barbosa (SD), que previa a rejeição do texto pelo Plenário.

A matéria permite que as pessoas que residiam ininterruptamente em Taquaruçu nos dez anos anteriores ao óbito possam ser sepultadas nos cemitérios da localidade. A residência do falecido no distrito deve ser comprovada por faturas de energia, água, telefone, internet ou “outro documento idôneo”, narra o texto do Executivo.

Para o sepultamento, uma taxa de de 400 unidades fiscais de Palmas (UFIPs) será cobrada, que é um indexador usado como parâmetro de atualização do saldo devedor dos tributos, multas e penalidades. Em 2017, por exemplo, esta unidade é calculada em R$ 3,12, o que resultaria numa cobrança de R$ 1.248,00. Por outro lado, o texto isenta os familiares do falecido, se estes comprovarem receberem até dois salários mínimos ou renda por membro da família de até 60% da remuneração mínima legal.

Impasse continua
Em conversa com o CT, Léo Barbosa condenou o texto do Executivo e garante que vai manter a mobilização para reprová-la no Plenário. “Fiz uma força-tarefa para rejeitar o projeto, porque exigia, por exemplo, a residência mínima de dez anos, mais a questão do pagamento das UFIPs. Já percebendo que seria rejeitada, a base do governo pediu para retirar da pauta e o presidente tirou. O impasse continua, mas vamos nos manter vigilantes. Quando for pautada, a gente vai trabalhar para derrotá-la. Os critérios dela são desrespeitosos com quem tem familiar ou mora em Taquaruçu há menos de dez anos”, defendeu.

O oposicionista tentou ser cauteloso, mas manteve as críticas a Folha Filho. “Foi de forma arbitrária. Eles tem a presidência, e o presidente tem o poder de incluir ou retirar matéria da pauta. Não quero polemizar, é uma opção deles, mas sei que seria rejeitada, seguramente. Os vereadores tinham o mesmo entendimento de que dez anos é muito tempo”, disse Léo Barbosa, que defendeu o período mínimo de dois anos. Segundo o parlamentar, outros colegas concordam com a proposta.

Léo Barbosa lembra que a intenção era apresentar uma emenda para mudar o texto, o que alegou não ter sido possível. “Tramitou de forma muito rápida, e agora veio para ser votada. Não consegui”, comentou. O vereador afirma que ainda vai buscar a alteração das normas e avisa que, caso não consiga, vai continuar batalhando pela rejeição para, posteriormente, apresentar um Projeto de Lei que diminua o período mínimo de residência em Taquaruçu de dez para dois anos e deixe de cobrar 400 unidades fiscais para o sepultamento.

Votação só em 2018
Na avaliação de Léo Barbosa, a matéria será apreciada somente no ano que vem. “Não acredito que seja votada [em 2017], até porque o entendimento do Plenário é de rejeitar, e o presidente só quer votar se for para ganhar. Infelizmente aconteceu isto ontem [quinta-feira, 16], ficou claro. Retirou sem justificativa. Não quero criticá-lo, mas é uma medida que não posso concordar: tirar matéria de pauta porque sabe que vai perder”, reforçou.

Léo Barbosa defendeu que “a vontade do Plenário tem que ser respeitada” e calculou que o projeto seria rejeitado com cerca de 13 votos. Como exemplo, o oposicionista diz ter conseguido mudar a posição de Marilon Barbosa (PSB). O CT tentou falar com o pessebista, mas não obteve sucesso. Folha Filho também foi procurado, porém, deixou de atender as ligações. Por meio de porta-voz, a Câmara de Palmas explicou que é prerrogativa do presidente inserir ou retirar matérias da pauta, mas que não tem o poder de comentar o que levou a Mesa Diretora tomar tal decisão.

Transformada em PLC
Por se tratar de uma Medida Provisória apresentada no dia 25 de maio, a pauta do Legislativo deveria estar trancada desde o agosto. Entretanto, por um pedido do líder da Prefeitura de Palmas, vereador Major Negreiros (PSB), a matéria foi transformada em Projeto de Lei de Conversão (PLC), o que, segundo a assessoria da Câmara, faz com que o texto suba um grau e perca a qualidade de MP, por consequência, o prazo de validade e o poder de interromper o trabalho da Casa de Leis. A PLC precisou tramitar novamente por todas as comissões antes de ir ao Plenário.

Taquaruçu e o caso Iberê
Iberê Barroso e Silva, icônico jornalista vencedor de dois prêmios Esso e com passagens pelo Jornal do Brasil e Pasquim, faleceu em fevereiro deste ano. Era público que o carioca de nascença era apaixonado por Taquaruçu e que desejava, após a morte, ser sepultado no distrito da Capital. Entretanto, a Legislação de Palmas quase impediu que o seu sonho fosse realizado.

Portaria de 2013, primeiro ano do prefeito Carlos Amastha (PSB), restringe o auxílio funeral para quem possuir renda familiar maior que dois salários mínimos. O texto quase impediu com que Iberê Barroso fosse sepultado em Taquaruçu, já que o distrito só possui cemitério público, e o jornalista não se encaixava nas ressalvas da Legislação. O vencedor de dois prêmios Esso só foi enterrado conforme o seu desejo após intervenção dos colegas de profissão.

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SLIDE

Revoltados, pais denunciam que projeto simulou sexo para alunos de 12 a 14 anos de Palmas

O conteúdo de uma palestra sobre sexualidade ministrada na Escola de Tempo Integral Anísio Spínola Teixeira, no setor Bertaville, em Palmas, revoltou pais e professores, e gerou muita polêmica nas redes sociais. O fato teria ocorrido na terça-feira, 14, e foi denunciado ao Conselho Tutelar.

“Uma professora me ligou chorando dizendo que os palestrantes chamaram crianças de 12 a 14 anos à frente, colocaram camisinha no dedo delas e simularam sexo oral. Pegaram um gel lubrificante e passaram ensinando como se fazia sexo anal. Eu fui investigar nos grupos de WhatsApp e os pais confirmaram”, relatou o presidente da Associação dos Moradores do Setor Bertaville, Cézar Cruz, que também é policial militar.

O representante de bairro disse que chegou a conversar com o presidente da Fundação Municipal de Juventude, Nahylton Alen, e ele negou que a palestra tenha sido ministrada dessa forma. “Quando eu peguei a minha filha de 12 anos na escola, ela confirmou o que aconteceu. Ela estava lá e participou sem minha autorização. Eu acredito que foi o cúmulo do absurdo isso que fizeram”, criticou Cruz, ao acrescentar que já solicitou a transferência da filha para outra unidade de ensino.

Segundo ele, não é a primeira vez que acontece “essas coisas”. “Eu tenho ata de atos de pedofilia que ocorreram lá dentro, relato de caso de estrupo e tudo fica abafado”, criticou o presidente da associação de moradores, acrescentando que a situação da merenda da também estaria irregular. “A verba que vem do governo federal está sendo desviada para outros fins”, denunciou.

De acordo com o líder comunitário, representantes da prefeitura informaram que a palestra já havia sido ministrada em outras escolas e não houve reclamação. “Mas será que os pais ficaram sabendo?”, questionou Cruz. “As crianças não contam essas coisas para os pais e ainda mais sobre sexo. Muito raro, só quando chega numa situação crítica.”

Alguns pais foram ao Conselho Tutelar denunciar o caso, que será encaminhado ao Ministério Público para que haja uma investigação. O presidente disse que também vai fazer um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Infância e da Juventude.

Outro lado
Em entrevista ao CT, o presidente da Fundação Municipal de Juventude, Nahylton Alen, afirmou que vai apurar os fatos, mas adiantou que as informações que causaram revolta nos pais não fazem parte do conteúdo abordado na palestra.

O assunto que gerou a polêmica, segundo o presidente, teria partido de uma pergunta de um aluno. “Depois das palestras os alunos recebem um papel pelo qual podem perguntar aquilo que têm vontade de saber. Inclusive, é nessa hora que a gente consegue identificar os casos [de abuso sexual]. A gente tem aqui nos papeis escritos pelos alunos, por exemplo, ‘estou sendo violentada em casa, o que fazer? A quem procurar?’ E nessa escola parece que teve uma pergunta de um aluno a respeito de sexo anal. Mas não partiu da psicóloga”, justificou.

Segundo o representante da Prefeitura de Palmas, a palestra faz parte de um projeto que passou por sete escolas trabalhando três temas: sexualidade (que aborda abuso sexual), suicídio (que aborda automutilação), bem como prevenção das drogas. Segundo ele, a ETI Anísio Spindola Teixeira foi a última unidade de ensino a receber o projeto. “Em nenhuma das escolas que o projeto rodou a gente teve nenhum tipo de problema”, alegou.

“O que causa estranheza é que não foi a primeira edição desse projeto, não foi a primeira palestra. A gente tem todo material das outras escolas, falando sobre a metodologia da palestra, resguardada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Então, ninguém é doido, nem irresponsável ao ponto de fazer aquilo”, afirmou Alen. “A gente entende os pais. Você como pai e mãe recebe esse tipo de informação, você se revolta de fato. Mas nós passamos a manhã atendendo os pais, prestando esclarecimentos.”

Por fim, o gestor afirmou que está à disposição para demais explicações e ressaltou que os profissionais que ministraram as palestras são “altamente capacitados”.

Na Câmara
O caso, que gerou muita polêmica nas redes sociais, também teve repercussão na Câmara. O presidente da Associação de Moradores do Setor Bertaville, Cézar Cruz e mães de alunos se reuniram nesta manhã de quinta-feira, 16, com parlamentares relatando o ocorrido. O vereador Milton Neris (PP) conversou com o CT sobre o assunto e se mostrou indignado.

“Achamos absurdo, um conteúdo impróprio para crianças. Eu também tenho filho de 12 anos e ele brinca de carrinho ainda. Então, esses conteúdos, essas experiências, não são apropriadas para discutir com crianças dessa idade. Se há uma intenção da prefeitura de levar informação aos jovens que já começam a entrar numa vida sexual ativa, é preciso escolher o público e não assim deliberadamente”, criticou o parlamentar.

Para Neris, temáticas que “extrapolam” o conteúdo pedagógico definido no Plano Municipal de Educação, por meio de lei, precisa da participação da família dos alunos. “Nós não podemos de forma alguma deixar isso atacar a moral de nossas famílias. Eu tenho filhos, independente de ser vereador. Se fosse com meus filhos, eu estaria na mesma posição que os pais estão tendo de denunciar e de exigir respostas”, frisou.

Neris rebateu ainda o posicionamento do presidente da Fundação de Juventude. Segundo o vereador, como Alen não estava presente no momento da palestra, ele não teria elementos para afirmar que o assunto não foi abordado. “Quem está dizendo que ocorreu são os pais dos alunos que estavam presentes. No mínimo, algo de estranho aconteceu”, apontou.

Contudo, o pepista ponderou afirmando que não está acusando o secretário e disse que é necessário averiguar os fatos. De acordo com ele, os vereadores solicitaram ao presidente da Casa a realização de uma sessão extraordinária na Comissão de Políticas Públicas para que todos envolvidos, pais, associação, diretora e prefeitura, possam se manifestar e discutir o caso. Neris disse que representantes da Promotoria e do Juizado da Infância e do Adolescente também serão convidados.

“Se for constatado que aconteceu isso mesmo, que o prefeito possa punir porque não se pode admitir nas nossas escolas nada que vem desvirtuar o pensamento da família, aquilo que é a questão moral da família”, defendeu o parlamentar.

A sessão extraordinária deve ocorrer até quarta-feira, 22.