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ESPORTE SLIDE

Borja desencanta, Palmeiras bate a Ponte e vê Corinthians a 9 pontos

As conversas sobre chance de título se arrefeceram. No entanto, o Palmeiras, enfim, aproveitou um tropeço do líder Corinthians. Na noite desta quinta-feira, a equipe alviverde venceu a Ponte Preta por 2 a 0, no Estádio do Pacaembu, e diminuiu a diferença para o arquirrival. Agora, com os gols de Keno e Miguel Borja, nove pontos separam os dois adversários na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

O triunfo desta quinta, marcado pelo primeiro gol de Borja desde 21 de junho, deixa o Palmeiras na terceira posição com 50 pontos após 29 rodadas de Série A. O Corinthians, que ficou no 0 a 0 com o Grêmio, soma 59. Os gaúchos, depois da igualdade em Itaquera, foram a 50 e só se encontram na segunda colocação pelo saldo de gols.

A Ponte Preta, em contrapartida, parece destinada a brigar contra a zona de rebaixamento até o fim da temporada. O time de Campinas, com apenas 32 pontos somados, ocupa a 17ª colocação, a primeira dentro da região mais indesejada da tabela.

Embalado por duas vitórias sob o comando do interino Alberto Valentim, o Palmeiras possui um duelo direto pela frente no fim de semana. Domingo, a partir das 17h (de Brasília), a equipe alviverde encara o Grêmio, que deve levar um time alternativo à Arena em Porto Alegre. A Ponte, encrencada na tabela, recebe o Avaí no mesmo dia, mas às 19h.

Quem foi bem: Keno

Mais uma vez, Keno aproveitou a chance dada por Alberto Valentim. O atacante participou decisivamente da vitória desta quinta-feira: abriu o placar na primeira etapa e fez a bola chegar a Miguel Borja no segundo gol. Vai ficar difícil tirar o camisa 27 do time titular.

Quem foi mal: Rodrigo

O experiente zagueiro foi decisivo para o Palmeiras anotar o 1 a 0. Rodrigo errou o domínio e permitiu a Keno chegar inteiro na dividida dentro da área. O palmeirense levou a melhor no “pé de ferro” e teve toda a liberdade para tocar no contrapé de Aranha.

Fonte: UOL

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MUNDO SLIDE

Por que 20 anos não foram suficientes para que Mercosul e UE concluíssem tratado comercial

A dois meses da data estimada por Mercosul e União Europeia para concluir as negociações de um tratado de livre-comércio, o processo, iniciado há quase vinte anos, corre novamente o risco de ser paralisado.

O problema desta vez é o desejo do presidente francês, Emmanuel Macron, de atualizar o mandato concedido pelos governantes europeus à Comissão Europeia (braço Executivo do bloco) para negociar com o bloco sul-americano, uma ideia que ele defenderá nesta quinta-feira, em uma cúpula em Bruxelas.

Se os líderes europeus concordarem com a ideia, as negociações deverão ser suspensas até que o novo mandato seja emitido, um processo que poderá demorar mais de dois anos.

“Levará alguns anos só para negociar (entre os países europeus) o que será esse novo mandato e apresentar à outra parte (Mercosul), que também precisa aceitar os termos. Depois (o novo mandato) tem que ser aprovado pelos governos dos 28 (membros). E quando tudo isso for feito, teremos que recomeçar (as negociações) do zero”, explicou Edita Hrdá, diretora para América Latina no Serviço Europeu de Ação Exterior, quem lidera as negociações, à BBC Brasil.

20 anos de desencontros

Os representantes europeus não questionam a necessidade de atualizar um mandato concedido há vinte anos, quando comércio digital, transferência de dados, desenvolvimento sustentável, aquecimento global e cibercrime ainda não eram temas relevantes nas relações bilaterais.

No entanto, devido à pressão do tempo, preferem usar “maneiras criativas” para introduzi-los nas negociações sem que seja necessário mudar oficialmente o atual mandato, afirmou outro executivo que participa do processo, que pediu anonimato porque não está autorizado a se pronunciar sobre o assunto.

Durante os quase vinte anos em que as negociações com o Mercosul avançaram, recuaram, foram suspensas (em 2012) e relançadas (em 2016), a UE foi capaz de concluir tratados comerciais com Japão, Canadá, Colômbia, Peru, América Central e está a ponto de finalizar a modernização de seu acordo com México.

No caso do Mercosul, os europeus lidaram durante anos com um bloco internamente dividido, lembra Eleonora Catella, conselheira comercial da associação empresarial europeia Business Europe.

“No passado, o Mercosul teve problemas políticos e havia diferenças entre o nível de abertura que queria cada país. Hoje vemos que esses países, pela primeira vez, estão na mesma página com alto nível de ambição.”

Segundo o executivo europeu que participa das negociações, o bloco sul-americano “não é mais difícil que outros” países com os quais a União Europeia concluiu acordos recentemente.

O Mercosul está disposto a fazer concessões em matéria de serviços, indústria e licitação pública, os setores mais importantes para a UE, assegura a fonte.

Catella concorda: “O problema agora é o contexto interno em países europeus: a Alemanha ainda não formou governo e na França há um novo presidente”.

Estratégia

A representante dos empresários europeus não descarta que a manobra de Macron na cúpula desta semana seja uma estratégia para ganhar tempo frente à pressão dos agricultores franceses, descontentes com a oferta de abertura para carnes e etanol sul-americanos apresentada pela UE na última rodada de negociação com o Mercosul, no início do mês, em Brasília.

“A agricultura sempre foi um ponto sensível nessas negociações. Tem havido muitos protestos. Os agricultores temem o impacto de uma maior concorrência. Macron foi eleito recentemente, está tentando acalmar a situação”, afirma também Pieter Cleppe, diretor do centro de reflexão Center for Open Europe em Bruxelas.

Ele acredita que a pressão do lobby agrícola europeu, mais forte na França e na Irlanda, mas apoiado por outros nove países, é um problema recorrente nas negociações entre europeus e sul-americanos.

“Em qualquer negociação comercial, o tipo de exportação determina que tipo de lobby sairá ao ataque. No caso do Mercosul, temos o maior exportador de carne e maior produtor de etanol e de commodities (o Brasil). Não é surpresa que os agricultores peçam protecionismo”, diz Cleppe.

Agricultura como vilã

Associações europeias de agricultores, como a poderosa Copa-Cogeca, afirmam que o acordo com o Mercosul causaria perdas de até 7,8 bilhões de euros para o setor agrícola da UE.

Na França, primeiro produtor agrícola europeu e segunda potência da zona euro, o setor enfrenta uma grave crise. Sua participação na economia nacional caiu pela metade desde 1980 e representa hoje 1,5 por cento do PIB, uma porcentagem que sobe para 3,6 por cento incluindo a indústria agroalimentar.

“O lobby agrícola é muito forte em qualquer parte do mundo. É de sua natureza. A alimentação é um setor estratégico. Na Europa esse lobby é muito bem organizado e usa argumentos fortes”, observa o analista do Center for Open Europe.

Se a agricultura europeia desaparecer em consequência da concorrência do Mercosul, o bloco passaria a depender de importações, afirmam os produtores europeus.

“Mas o exemplo da Nova Zelândia mostra que a abertura do mercado agrícola pode, ao contrário, levar a um aumento na produção local”, observa Cleppe.

Os agricultores europeus também argumentam que seus competidores sul-americanos não estão submetidos às mesmas regras e padrões sanitários e de qualidade impostos na UE e mencionam fraudes como as denunciadas no Brasil pela operação Carne Fraca.

Essa tese é refutada pela Comissão Europeia, que destaca que um eventual tratado comercial harmonizará regras e sistemas de controle.

Para Cleppe, o interesse do lobby agrícola europeu prevalece porque falta organização dos lobbies dos setores mais interessados no acordo, não só industrial ou de serviços, mas também de consumidores.

“O lobby de consumidores deveria pressionar pela abertura comercial, porque o interesse dos consumidores deve estar em primeiro lugar – e para os consumidores é bom ter mais opções”, defende o analista.

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MUNDO SLIDE

Maduro diz que governadores eleitos que não se subordinarem à Assembleia Constituinte não podem assumir seus cargos

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (19) que aqueles que foram eleitos como governadores nas últimas eleições regionais, mas não se subordinarem à Assembléia Nacional Constituinte (ANC), não assumirão os cargos.

“Quem não jurar e se subordinar à Assembleia Nacional Constituinte, não pode assumir seu cargo. Chamem como quiserem, é uma decisão da Assembléia Constituinte plenipotenciária. Ou respeitam ou respeitam. É simples assim”, disse.

Nas eleições realizadas após vários meses de protestos contra o governo, o chavismo venceu em 18 dos 23 estados e a oposição, em 5.

Nesta quarta, a Assembleia Constituinte, integrada exclusivamente por membros da situação, aceitou o juramento dos chavistas que se elegeram, mas os cinco opositores que venceram as eleições em outros estados se negaram a participar do ato.

Os resultados da eleição foram anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, acusado de atuar em favor do governo, e não foram reconhecidos pela coalizão opositora MUD. Também foram questionados pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Nesta terça, os 12 países da América que integram o chamado “Grupo de Lima” exigiram a realização urgente de uma “auditoria independente” de todo o processo eleitoral venezuelano.

Nesta quinta, Maduro também disse que alguns dos governadores eleitos da oposição estavam relacionados aos protestos de abril e julho no país, em que pelo menos 120 pessoas morreram, e ameaçou com sua destituição e prisão se usassem seu novo cargo para incentivar atos violento.

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ENTRETERIMENTO

U2: no 1º de 4 shows em SP, baterista usa camisa com ‘censura nunca mais’ e Bono cita Cazuza e Renato Russo

O U2 fez na noite desta quinta-feira (19), no Estádio do Morumbi, o primeiro de quatro shows em SP da turnê de 30 anos do disco “The Joshua Tree”. A banda de Bono lucra com a nostalgia, mas ao mesmo tempo mostra como o que criou no disco continua atual.

Em resumo, o roteiro do U2 é: um bloco de músicas mais antigas, “The Joshua Tree” na íntegra e um bloco de músicas mais novas. Houve dois fatos fora do script marcantes para o Brasil: Bono citou os “heróis” Renato Russo e Cazuza ao tocar um trecho de “Heroes”, de David Bowie, e o baterista Larry Mullen Jr. usou uma camisa com a estampa “censura nunca mais.

O som do U2 envelheceu pouco, já que o que sobrou do rock hoje tem uma influência enorme da banda – vide Coldplay, The Killers ou Imagine Dragons. Toda turnê megalomaníaca com músicas para cantar como se fossem hinos de igreja deve um pouquinho ao U2 e tem em sua raiz “The Joshua Tree”.

A banda vai tocar ainda no sábado (21), no domingo (22) e na quarta-feira (25). Esta é a quarta turnê do U2 no Brasil (após 1998, 2006 e 2011.

A abertura foi de Noel Gallagher’s High Flying Byrds. Enquanto Bono homenageou Cazuza e Renato Russo, Noel dedicou música a Gabriel Jesus.

“The Joshua Tree” tem músicas que estariam em qualquer turnê de todo jeito, como “With or Without You”, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” e “Where the Streets Have No Name”. Mas tem outras menos óbvias, como “Red Hill Mining Town”, que nunca tinha sido tocada ao vivo antes dessa turnê.

No disco de 1987, Bono estava encantado com a literatura, as paisagens e o blues e gospel dos EUA. Ao mesmo tempo, estava horrorizado com a violência, a ganância e a era Reagan. A nova era Trump foi um dos motivos para relembrar o disco, segundo a banda.

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SLIDE

Dona de casa morre em acidente minutos depois de deixar os filhos na escola

A dona de casa, Vanessa Ribeiro Lima, de 21 anos, morreu em um acidente minutos depois de deixar os filhos na escola. Ela estava em uma motocicleta quando foi atingida por um carro ao atravessar um cruzamento de Gurupi. Segundo a Polícia Militar, a vítima não respeitou a sinalização do local.

A mulher que dirigia o carro, não teve o nome divulgado, estava no sentido contrário e acabou atropelando a vítima.

O acidente foi entre a rua 7, esquina com a avenida Ceará. O Samu foi acionado, mas chegando ao local a jovem havia morrido. O corpo de Vanessa foi levado para o Instituto Médico Legal de Gurupi.

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SLIDE

Por telefone, bombeiro ajuda salvar bebê de 20 dias que se engasgou com leite

A bebê Mirela Sales, de apenas 20 dias, foi salva na tarde desta quinta-feira (19) em Palmas graças a uma ligação da mãe ao Corpo de Bombeiros. As duas estavam em casa, quando a bebê mamou e as duas adormeceram. Cassiane Sales Macêdo disse ao G1 que quando acordou a filha estava roxa e com leite saindo pelo nariz e boca.

“Olhei para o lado e fiquei desesperada. Peguei minha filha no colo e sai correndo a procura da minha sogra. Eu estava desesperada, não sabia nem para que número ligar. Ligamos para a polícia e lá passaram o número dos Bombeiros. Eu falei com o atendente e minha sogra foi fazendo os procedimentos”, conta a mãe.

Quem ajudou no socorro foi o sargento Thiago Lira Fontes. (Ouça o áudio)

Mãe da criança: Moço, moço, minha filha está engasgada, ela só tem 18 dias.

Bombeiro: A senhora faz o seguinte, vai colocar a sua filha em uma das suas mãos com a face virada para baixo, a senhora vai dar umas palmadinhas entre as escapulas dela tá?!

Bombeiro: Dá uma, duas, três, quatro, da cinco palmadinhas. Vira era de novo, soprano na boca dela, mas de vagar tá, pega a boca e o nariz ao mesmo tempo tá.

Cassiane foi passando os procedimentos para a sogra. Depois de repetir a ação, a aposentada Josefa Sales, entregou a criança a mãe e conversou bastante emocionada com o bombeiro. “Com que eu falo? Muito obrigada moço”.

Sales contou que esse não é o primeiro atendimento que fez, via telefone, com crianças que engasgam e isso fez ele transmitir calma. “Com os anos, vamos adquirindo mais experiência. Falei para a Cassiane ficar calma e que tudo ia ficar bem e deu certo. A Mirela está bem”, comemorou.

O bombeiro garante que se emociona a cada novo caso. “Na hora a gente precisa manter a calma para que a pessoa do outro lado se tranquilize. Mas quando baixo o telefone, não tem como conter a emoção. A equipe chora, pois sabemos que salvamos uma vida e que cumprimos nosso papel social. Me realizo muito nessa profissão”.

Cassiane diz que agora está aliviada, pois esse é o segundo susto que mãe e filha enfrentam. Ela teve problema de pressão alta e Mirela nasceu antes do previsto. “Fiquei onze dias internada e a Mirela ficou três dias na UTI. Mas agora temos essa nova oportunidade e só quero curtir e muito a minha filha”.

Ela disse que não tem palavras para agradecer o bombeiro. “Ele é um abençoado, só tenho motivos para agradecer a existência dele. Thiago salvou a nossa menina”.

Em resposta, o bombeiro diz que pretende conhecer e família e a bebê Milena. “Sem dúvida, preciso conhecer eles. Por esses dias está um pouco corrido, mas quero ver o rostinho dela”.

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SLIDE

Suspeito de matar universitário em Araguaína será julgado em júri popular

O jovem Hiago Pereira da Silva, de 24 anos, será levado a júri popular pela morte do universitário Fabrício Martins. O crime ocorreu em maio deste ano em Araguaína, norte do Tocantins. Os dois eram colegas de trabalho. O suspeito foi denunciado por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, mediante dissimulação e meio cruel. O julgamento ainda não tem data marcada.

O estudante Fabrício Martins Teixeira, de 23 anos, desapareceu na sexta-feira, 19 de maio, em Araguaína, norte do Tocantins. Um dia após o sumiço, a motocicleta dele foi encontrada abandonada em uma rua no Jardim Paulista.

Conforme investigação da Polícia Civil, o crime foi cometido porque supostamente Silva fez um vídeo de Martins com as partes íntimas à mostra dentro da empresa em que eles trabalhavam.

Depois disso, a vítima teria cobrado dinheiro para não entregar Silva ao patrão.

“Fabrício saiu de casa por volta das seis horas da tarde. Ele estava tendo um embate com o autor. Ele cobrava uma importância de R$ 4 mil devido a um vídeo produzido na empresa, aonde o autor teria filmado o Fabrício no banheiro com as partes íntimas à mostra. Tendo conhecimento de que esse vídeo foi produzido, Fabrício questionou e o autor disse que tinha deletado. O Fabrício disse: ‘Olha, você fez isso dentro da empresa, você vai me pagar porque senão vou te levar no RH da empresa e você vai perder o emprego”, informou o delegado Rerisson Macedo.

A ossada de Fabrício foi encontrada no dia 3 de junho debaixo de uma ponte. O delegado que investiga o caso, disse que o cadáver foi reconhecido por causa das roupas que Fabrício tinha ganhado da mãe no mesmo dia do desaparecimento.

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ENTRETERIMENTO SLIDE

Dupla Zezé Di Camargo e Luciano será atração principal do Réveillon de Palmas

A dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano é a primeira atração confirmada do Réveillon 2017 de Palmas. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (19) nas redes sociais. A festa neste ano deve ser na Praia das Arnos, na região norte da capital. A escolha do local, inclusive, gerou polêmica entre a população.

Um vídeo feito pela dupla foi divulgado pela prefeitura. “Aí galera de Palmas, Tocantins, olha que honra: passar o réveillon com vocês”, diz o cantor Zezé Di Camargo. “Isso mesmo, dia 31 de dezembro vamos estar aí com vocês fazendo um grande show. Zezé Di Camargo, Luciano e você”, completou Luciano.

O show da dupla, conforme a Prefeitura de Palmas, será a atração principal. As demais apresentações ainda estão sendo definidas.

Festa

A festa de Réveillon foi transferida para a Praia das Arnos neste ano. A decisão foi para que a festa marque também a entrega de uma reforma que está sendo realizada no local desde 2014.

Tradicionalmente, a festa da virada é realizada na praia da Graciosa, que fica na região oeste, próximo à saída para Paraíso do Tocantins.

Enquete realizada pelo G1, mostrou que 50,36% dos palmenses preferem a Graciosa como palco da festa. A votação teve participação de mais de 14,3 mil internautas.

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POLITICA SLIDE TOCANTINS

Prestação de contas de secretários a deputados mostra piora da situação fiscal do Estado

Durante audiência pública realizada na Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle, na manhã desta quarta-feira, 18, o Executivo apresentou dados fiscais do 2º quadrimestre de 2017. O resultado não é satisfatório, pois o Tocantins voltou a extrapolar o limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), gastando 50,27% da Receita Corrente Líquida (RCL) com pessoal. Com a implementação da data-base e outros direitos dos servidores, a folha de pagamento, que em abril fechou em R$ 296 milhões, saltou para R$ 320 milhões em setembro.

Confira o resumo dos números do Estado mostrado aos deputados

A apresentação das contas do Executivo foi feita pelos secretários de Estado do Planejamento, Davi Torres, da Administração, Geferson Barros e da Fazenda, Paulo Antenor. Conforme os gestores, a frustação total de receitas de janeiro a agosto é de 19%. Estava previsto a arrecadação de R$ 7,356 bilhões, mas entrou nos cofres públicos do Palácio Araguaia apenas R$ 5,959 bilhões, ou seja 81%. Nesse cálculo, a frustação da arrecadação de recursos advindos do tesouro (FPE, ICMS e demais impostos) foi de 8%, ou seja, R$ 347 milhões.

Comparando o segundo quadrimestre de 2016 com o segundo quadrimestre de 2017, houve o crescimento de despesas liquidadas de todos os poderes no valor de R$ 451 milhões, ou seja, 7,8%. Conforme o relatório apresentado pelos secretários, o total de gastos nos primeiros oito meses do ano passado foi de R$ 5,744 bilhões e neste ano, de R$ 6,195 bilhões. Desse valor, R$ 3,931 bilhões (63%) foram utilizados para pagamento de folha de pessoal e encargos sociais.

De acordo com o secretário de planejamento, David Torres, no balanço entre receita e despesa, o Estado, portanto, já apresenta um déficit orçamentário de R$ 236,446 milhões. Apesar do saldo negativo, o gestor argumentou que o dado fiscal está “dentro da meta estimada e aprovada pela assembleia no ano passado”.

Folha de pessoal
Em setembro, os gastos com pessoal chegaram a R$ 320.337.038,42 milhões. Para o secretário da Administração, Geferson Barros, o que impacta a folha hoje são conquistas dos servidores, como data-base, incorporação de direitos dos militares e o aumento do salário mínimo no início do ano. Esses direitos elevaram as despesas com pessoal sobre a Receita Corrente Líquida em 50,27% no período de quatro meses.

Segundo informou o dirigente da Secad, do total gasto com pessoal em setembro, 81% foi destinado ao pagamento de servidores efetivos e 2,64% a comissionados. Sobre os contratos temporários, o gestor alegou que o impacto na folha seria mínimo, correspondendo a 15,4% do total.

O secretário alertou ainda que o governo terá dificuldade de pagar os salários de novembro e dezembro, além do 13º dos servidores. Segundo ele, não há possibilidade de enquadrar o Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal no ano que vem se houver novos implementos, inclusive da data-base de 2018.

Problema sem solução
Com o cenário fiscal apresentado durante a audiência, os parlamentares não pouparam críticas à situação econômica do Estado, associando as dificuldades financeiras à falta de planejamento do Executivo.

“Saí da audiência pública [de prestação de contas] com a certeza de que o governo é incapaz de apresentar alternativa ao caos financeiro instalado no Tocantins”, criticou o deputado Zé Roberto (PT).

Para o petista, um dos problemas do Estado é a despesa com pessoal, devido aos “privilégios” de algumas categorias que ganham acima da média. Zé Roberto criticou ainda o fato dos técnicos do governo apresentarem os problemas, “mas nenhuma solução”.

Paulo Mourão (PT) quis saber como o governo pretende, por exemplo, realizar concursos e dar posse a novos procuradores e policiais militares. “Como isso será feito? Será que estão brincando conosco? Ou será que anunciam [o concurso da PM] porque o ano que vem é eleitoral?”, questionou.

Mourão voltou a criticar o pequeno valor destinado a investimentos. “Da Receita Corrente Líquida prevista de R$ 7,5 bilhões, apenas 1,2% é para investimentos. Serviços da dívida são de 6,8%. Está sendo previsto investimento da ordem de R$ 200 bilhões dos quais vão ter R$100 milhões para pagar. E vai pagar em juros e serviços da dívida R$ 500 milhões, observem só a situação. É preocupante”, lastimou.

O parlamentar ainda afirmou que não vê nenhum ato do governo no sentido de fazer o enquadramento do Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Desde 2013 o Estado está desenquadrado na LRF, com 51,69%; e em 2014 com 50,93%; em 2015 com 52,28%; e em 2016 com 48,34%, uma redução que ocorreu em função da repatriação e não em função da eficiência econômica. E já estourou novamente este ano para 50,27%”, apontou.

As críticas foram feitas também pelos deputados Alan Barbiero (PSD), José Augusto Pugliese (sem partido) e Eduardo Siqueira Campos (DEM). Como forma de economizar recursos públicos, Eduardo Siqueira sugeriu que o governo entregue os imóveis alugados, “já que prédios não faltam na Praça dos Girassóis”.

Ao rebater as críticas, a líder do governo na Casa, Valderez Castelo Branco (PP), garantiu que os técnicos do Executivo apresentaram “com verdade e transparência” o relatório econômico-financeiro do segundo quadrimestre deste ano.

“É verdade que alguns números são desfavoráveis neste momento, mas quero lembrar que tudo o que foi apresentado é fruto da crise pela qual passa o país. Ressalto também que o governo Marcelo Miranda vem trabalhando desde o início do mandato no sentido de corrigir as distorções que oneram a folha de pagamento”, concluiu.

Por sua vez, os secretários alegaram que medidas estão sendo tomadas e que as despesas já foram reduzidas “consideravelmente”.

Desligamento voluntário
Os representantes do governo garantiram a implantação do programa de desligamento voluntário e de aposentadoria incentivada, sob a alegação de que contribua para a diminuição das despesas. Foi defendida também pelos secretários a ideia de não alterar os valores do orçamento de 2018 em relação ao deste ano.

Para Mourão, o programa não resolverá os problemas financeiros do Estado. “Como se a culpa desse descontrole de gestão fosse somente os gastos com os servidores. Não podemos aceitar isso em hipótese alguma. Isso é culpa de má gestão, de previsibilidade de receita, de falta de eficiência e eficácia de gestão”, afirmou.

“Não adianta eu criar PDV diante dessas gravidades. Se eu comparar setembro de 2016 a agosto de 2017 a folha de ativo já está em R$ 4,992 bilhões e a folha de inativo e pensionistas já está R$ 4,218 bilhões, o que quer dizer que ano que vem, essa folha vai superar, vai ser maior do que a dos ativos. Isso é grave”, observou.

Segundo David, o decreto de contingenciamento não será mais feito, visto que os já realizados não surtiram o efeito esperado devido aos demais Poderes não fazerem o mesmo para reduzir despesas. “Em função da frustração de despesas, hoje o Tocantins depende muito do Fundo de Participação dos Estados (FPE)”, afirmou.

Presidida pelo presidente da Comissão, deputado José Bonifácio (PR), a audiência contou com a participação da maioria dos parlamentares, entre eles o presidente do Legislativo, Mauro Carlesse (PHS). (Com informações da Ascom da AL, do Sisepe e do deputado Paulo Mourão)

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POLITICA SLIDE TOCANTINS

Marcelo recebe Carlesse por 1h, mas deputado nega que impeachment esteve na pauta

Em meio ao estremecimento acirrado pelo desengavetamento do pedido de impeachment, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), conversou por cerca de uma hora, na manhã desta quinta-feira, 19, com o governador Marcelo Miranda (PMDB), em audiência no Palácio Araguaia. A assessoria dele, contudo, insiste que a conversa girou exclusivamente em torno de soluções para o trecho da TO-387, conhecido como “curva da morte”, que liga o Tocantins ao município goiano de Montevidiu.

Carlesse havia garantido a líderes políticos e moradores de Palmeirópolis, Paranã, São Salvador e Jaú, que conversaria com Marcelo para discutir possíveis soluções ao trecho. Conforme sua assessoria, o presidente relatou a Marcelo que a “curva da morte” é conhecida assim pelos inúmeros acidentes já registrados, que já mataram nove pessoas.

O governador garantiu que vai determinar aos técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) a realização de estudos no local, no sentido de encontrar uma solução para o problema.

Antes da reunião com o chefe do Executivo, Carlesse apresentou no plenário um requerimento, em regime de urgência, no qual solicita ao governo intervenções emergenciais no trecho, no prazo de 60 dias. Em sua justificativa, o parlamentar anexou ofícios das Câmaras Municipais das quatro cidades, além de vários boletins de ocorrência que atestam os acidentes.

Impeachment
Carlesse recebeu no dia 4 o parecer da Procuradoria do Legislativo favorável à admissibilidade do pedido de impeachment, mas até agora não anunciou se vai receber o processo e colocá-lo em tramitação, ou não.

Pessoas próximas de Carlesse insistiram que o assunto não entrou na pauta desta quinta e afirmaram que o encontro dos dois demonstraria que não existe afastamento entre eles por causa de matérias conflitantes. “Não é em função dessas matérias que dois líderes de Poderes vão deixar de dialogar”, defendeu um aliado