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Ataídes diz que só assina acordo sobre emenda se recursos forem operacionalizados pela União

O senador Ataídes Oliveira (PSDB) disse que só assinará a ata da reunião da bancada federal dessa quarta-feira, 18, se os recursos para os municípios forem operacionalizados diretamente pela União e não pelo governo do Tocantins. Na reunião ficou definido que 40% de uma das emendas impositivas de bancada, no valor de R$ 163 milhões, irá para Araguaína e Gurupi e os outros 60% serão divididos entre os demais 137 municípios. Ataídes explicou que sua posição é por conta das eleições estaduais de 2018.

Na Câmara, a ata já foi assinada por seis deputados, o mínimo exigido. Só Carlos Gaguim (Podemos) e Irajá Abreu (PSD) não assinaram. Contudo, no Senado são necessárias as assinaturas de dois dos três senadores. Conforme prefeitos disseram ao blog, Kátia Abreu não quer assinar o documento e Ataídes impõe esta condição.No caso dos 40% de Araguaína e Gurupi, os recursos serão operacionalizado pelo Ministério da Integração Nacional. A ideia era que o restante fosse executado pelo governo do Tocantins. Como 2018 é ano eleitoral, Ataídes não concorda com isso e acha até que, por ser ano de pleito, a aplicação dos recursos poderia ficar prejudicada.

Prefeitos disseram ao blog que os recursos iriam para o governo do Estado e de lá para os municípios porque não haveria como um ministério fazer esse rateio entre mais de uma centena de cidades. Além disso, dizem que foram os prefeitos que preferiram na reunião da bancada dessa quarta que o Estado operacionalizasse os recursos e lembraram que a coordenação será da Associação Tocantinense dos Municípios (ATM).

– Matéria atualizada às 17h46

Fonte: Portal CT

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Dodge aponta Geddel como ‘líder de organização criminosa’ e diz que há provas para investigar Lúcio Vieira Lima

Em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a manutenção da prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e afirmou que ele parece ter assumido a posição de um “líder de organização criminosa”.

Em outro parecer, a PGR pediu a abertura de inquérito para apurar a participação do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, em crimes relacionados ao ex-ministro e disse que “mais do que indícios, há prova” da participação de Lúcio (leia mais ao final desta reportagem). O inquérito foi autorizado pelo ministro Edson Fachin, do STF.

A manifestação de Raquel Dodge foi enviada após a defesa de Geddel pedir a liberdade provisória do ex-ministro. Ele foi preso no dia 8 de setembro, três dias após a Polícia Federal (PF) apreender mais de R$ 51 milhões em um imóvel que teria sido emprestado por um amigo ao peemedebista.

Após a prisão, a PF encontrou as digitais de Geddel no apartamento e nas malas e caixas onde o dinheiro estava guardado.

À época da prisão relacionada aos mais de R$ 51 milhões, Geddel estava em prisão domiciliar, devido às suspeitas de que estava atuando para obstruir as investigações da Operação Cui Bono, que apura fraudes na Caixa Econômica Federal. O ex-ministro foi vice-presidente do banco público.

Ao defender a manutenção da prisão preventiva (quando não há prazo para a soltura), a procuradora-geral da República afirmou que Geddel “prosseguiu na prática criminosa” ao manter o dinheiro não declarado em um apartamento.

“Sua conduta criminosa violou, a um só tempo, as condições que lhe foram impostas para a concessão da prisão domiciliar e a confiança que o Poder Judiciário lhe depositou”, afirmou Raquel Dodge.

“Portanto, em um primeiro momento, Geddel Quadros Vieira Lima violou a ordem pública e pôs em risco a aplicação da lei penal ao embaraçar investigação de crimes praticados de organização criminosa. Num segundo momento, passados nem dois meses do primeiro [crime], reiterou a prática criminosa (reiteração delitiva) ao ocultar mais de cinquenta milhões de reais de origem criminosa”, justificou a PGR.

Para Raquel Dodge, Geddel se aproveitou da prisão domiciliar para continuar no cometimento de crimes. “Fez muito em pouco tempo”, disse a procuradora.

Ao contestar os argumentos apresentados pela defesa de Geddel para a concessão de liberdade provisória, a PGR disse que “não há registro histórico no Brasil” de apreensão maior do que a dos mais de R$ 51 milhões.

Segundo ela, ao que tudo indica, a quantia é oriunda do desvio de dinheiro público e foi ocultada “ilicitamente”.

“Trata-se de valor monumental que explicita a gravidade concreta do crime, em detrimento de bens juridicamente protegidos pelo direito penal: o patrimônio público, a honestidade no trato da coisa pública, a fé publica, a publicidade dos atos administrativos, a higidez do sistema de controle e fiscalização do dinheiro público, a regularidade na administração da justiça e, também, a credibilidade do sistema de justiça”, defendeu.

‘Organização criminosa’

A procuradora-geral também citou a investigação da existência de uma organização criminosa no alto escalão da República e que, segundo ela, seria integrada, entre outros, por Geddel e pelo deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também está preso em Brasília.

“A elevada influência desta organização criminosa evidencia-se, aos olhos da nação, em seu poder financeiro: ocultou R$ 52 milhões em um apartamento de terceiro, sem qualquer aparato de segurança, em malas que facilitaram seu transporte dissimulado. Este dinheiro seria apenas uma fração de um todo, ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido”, afirmou.

Para Raquel Dodge, a liberdade provisória ou a prisão domiciliar pretendidas por Geddel são “absolutamente incompatíveis” com os critérios para a eficiência da persecução penal.

“Mesmo em crimes de colarinho branco, são cabíveis medidas cautelares penais com a finalidade de acautelar o meio social, notadamente porque a posição assumida por Geddel Quadros Vieira Lima parece ter sido a de líder de organização criminosa”, complementou a PGR.

Fonte: G1

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Relatório da PF indica 46 ligações por Whatsapp entre Aécio e Gilmar entre fevereiro e maio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e um número registrado como sendo do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fizeram 46 ligações via Whatsapp entre fevereiro e maio de 2017, segundo relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo e tornado público no sistema da Corte no último dia 11. A maior parte dos contatos ocorreu entre março e maio, período em que o tucano já estava sendo investigado na Suprema Corte sob suspeita de receber propina da JBS.

O laudo traz informações sobre ligações e documentos encontrados em cinco dispositivos eletrônicos que estavam em posse de Aécio Neves e foram apreendidos na operação Patmos da PF, no dia 18 de maio. São três celulares, um tablet e um computador.

A informação sobre o parecer da PF foi dada primeiramente pelo site Buzzfeed e depois confirmada pelo UOL.

Afastado do Senado por decisão da Primeira Turma do STF desde setembro, Aécio Neves retornou à Casa na última quarta-feira (18), um dia após a maioria dos senadores revogar a decisão da Corte. A decisão foi possível graças a um entendimento do próprio STF do último dia 11, de que medidas cautelares aplicadas a parlamentares pelo Supremo deveriam ser autorizadas pelas Casas Legislativas. A votação no STF terminou com 6 votos a 5, com Gilmar Mendes entre os vencedores.

“Contatos frequentes”

No relatório, a PF destaca que Gilmar Mendes é relator de quatro dos sete inquéritos que investigam o tucano no STF.

“No material analisado, embora sem conteúdo probatório correlacionado aos fatos sob investigação (Operação Patmos), destacam-se os registros verificados nos aparelhos celulares utilizados pelo Senador Aécio Neves, nos quais se evidencia os seus contatos frequentes com o Ministro do STF, Gilmar Mendes, relator de quatro inquéritos em que ele aparece como investigado”, diz conclusão do relatório da PF.

Das 46 ligações, 38 foram registradas em um aparelho de Aécio e outras oito em um segundo modelo periciado. O terceiro celular apreendido não contém registros de ligações entre o senador e o ministro do STF.

As ligações e tentativas de ligações feitas via WhatsApp, no entanto, não foram interceptadas pela PF. Sem contar com a gravação na memória interna do celular de Aécio, não foi possível saber o conteúdo das conversas.

Fonte UOL

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Ex-prefeito de Taipas é condenado a devolver o valor de R$ 11,7 mil ao município

O juiz Jossanner Nery Nogueira Luna condenou o ex-prefeito de Taipas, Rainel Rodrigues Pereira a ressarcir ao município o valor R$ 11.711,00. O montante deverá ser corrigido com juros de mora de 1% ao mês, desde o ano do dano, mais e a correção monetária pelo INPC, conforme a sentença proferida na segunda-feira (16/10).

O ex-prefeito foi denunciado com base em acórdão do Tribunal de Contas do Estado (TCE)  apontando a quitação de despesas fictícias com base em notas fiscais consideradas falsas durante seu mandato entre 1997 e 2000.

Segundo a ação, os órgãos da receita do Governo do Distrito Federal e do Governo do Tocantins certificaram a inidoneidade de notas fiscais no valor de R$7.384,00 de uma empresa de auto peças, outra no valor de R$1.510,83, de uma empresa de cirurgia e ainda de uma terceira no valor de R$ 2.817,00, de uma papelaria.

O juiz apontou a presença do dolo (intenção de cometer a infração) do ex-prefeito por não ter prestado contas, de ofício, ao fim de seu mandato e, quando instado a apresentá-las em meio a uma Tomada de Contas Especial instaurada pelo Tribunal de Contas do Estado também não o fez.  Além disso, o juiz afirma que o ex-gestor está em local incerto e não sabido, sendo revel no processo judicial.

Para o juiz o processo contém provas da prática de atos de improbidade, por omissão por parte do ex-prefeito ao descumprir os princípios da “moralidade administrativa, de forma consciente, demonstrando o dolo”.

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Caixas e aparelho de som são furtados de igreja em Araguaína

Caixas e aparelho de som foram furtados da igreja Assembleia de Deus na madrugada desta terça-feira (17) em Araguaína. O caso foi registrado na Rua Mutum, no setor Maracanã. O pastor percebeu o furto na manhã desta terça-feira (17), por voltas das 8h, quando chegou ao local e encontrou uma das janelas aberta.

Segundo a Polícia Militar, nenhum dos vizinhos da igreja percebeu a movimentação durante a noite. A corporação realiza buscas pelo suspeito do crime.

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Mulher deixa de trabalhar por quatro dias para procurar pássaro de estimação

A assessora jurídica Ádana Santos, que mora em Palmas, deixou de ir ao trabalho por quatro dias para procurar pela calopsita de estimação, Princesa, que estava desaparecida desde o dia 9 deste mês. Uma moradora da capital encontrou a ave na tarde desta terça-feira (17) e devolveu à dona.

“Tirei quatro dias para ficar dia e noite colando cartazes. Toda a quadra sabia. Eu fui em presidentes de quadras, nas casas dos presidentes para estar nos grupos para divulgar, muita gente compartilhou”. Ela afirma que apesar de ter sido uma decisão dela faltar ao trabalho, o emprego continua garantido. “Eles souberam da situação e entenderam.”

Outra estratégia que Ádana usou para procurar a Princesa, foi um carro de som, com um anúncio nada comum. “Ele emitia o som de uma calopsita para atrair a Princesa.”

Princesa, de um ano e oito meses, desapareceu depois de se assustar com outra ave. “Eu tinha acabado de chegar em casa e ela estava vindo para mim quando um gavião apareceu e tentou pegá-la”, conta.

A ave foi encontrada por uma senhora que viu o apelo de Ádana durante uma reportagem exibida pela TV Anhanguera. “Ela me ligou logo depois. Corri para buscá-la. Estou muito feliz.” Após ser encontrada, Princesa foi levada ao veterinário para uma consulta geral e passa bem.

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Quarto suspeito de participar da morte de empresário em Palmas é preso no Pará

Foi preso na manhã desta terça-feira (17) mais um suspeito de envolvimento na morte do empresário Janiscleiton Batista. A vítima foi encontrada carbonizada em abril deste ano próximo da Praia dos Buritis, em Palmas, dentro de um veículo. O suspeito é Rômulo Silva Araújo, de 19 anos. Ele foi detido no Pará e foi transferido para a Casa de Prisão Provisória de Palmas. As informações são da Secretaria de Segurança Pública.

Na época do crime, um irmão da vítima disse que Batista foi sequestrado e que os suspeitos ligaram para a família pedindo dinheiro. A prisão do quarto suspeito foi feita após investigações da Delegacia Estadual de Investigações Criminais. Araújo seria o executor do crime.

Outros três suspeitos de envolvimento no crime foram presos: Tiago dos Santos Bezerra, Ailton Reis da Silva e Clara Lúcia Ribeiro Gama.

Entenda

Segundo a parentes, o empresário Janiscleiton Batista trabalhava com mídias visuais e desapareceu após sair de casa para fazer um orçamento no setor Taquari, região sul da capital. O irmão dele contou que criminosos fizeram várias ligações para a família pedindo dinheiro e ameaçavam matar o empresário.

“Começaram a ligar para todos da família ameaçando e dizendo que se botasse polícia iria matar, ameaçando bem e batendo nele. Sei que judiaram bastante do meu irmão” contou Maxuel Batista.

Por volta das 16h30 de sexta-feira, 7 de abril, a família decidiu pagar o resgate. Foi quando a polícia prendeu a mulher, que iria pegar o dinheiro. Logo, o outro suspeito também foi capturado, mas eles não confessaram o paradeiro do empresário.

As buscas seguiram pela noite, mas o corpo só foi encontrado na manhã do dia seguinte. A vítima estava dentro do carro, que também foi incendiado.

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Milícias antijihadistas reconquistam Raqqa, ‘capital’ do Estado Islâmico na Síria

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma coalizão antijihadista liderada por milícias curdas e apoiada pelos Estados Unidos, anunciaram que assumiram o controle de boa parte da cidade de Raqqa, um reduto dos jihadistas no nordeste da Síria. “Ocupamos 100% da cidade de Raqqa, mas nossos homens estão realizando as últimas operações de limpeza de remoção de minas e localizando possíveis terroristas escondidos”, disse por telefone Talal Silo, porta-voz das FDS.

Depois de quatro meses de difíceis combates, a coalizão conseguiu retirar o autodenominado Estado Islâmico (EI) daquela que era sua capital “de fato” na Síria desde 2014. As negociações tripartidas entre os líderes tribais da cidade, as FDS e um grupo de cerca de 400 jihadistas que ainda permaneciam na cidade possibilitaram um acordo de rendição. E isso para evitar novas mortes entre os estimados 4.000 civis que o EI mantinha como escudos humanos.

As FDS conseguiram retomar o hospital da cidade na manhã desta terça-feira, enquanto o EI lançava seus últimos ataques no estádio, último ponto da cidade que tinha sob seu poder. “Cerca de 32 terroristas morreram, e o restante se rendeu no estádio”, diz Silo, sem detalhar o número daqueles que se entregaram. Os jihadistas resistiram ao cerco imposto nos últimos 20 dias em um território de dois quilômetros quadrados.

“Foram dias intensos de negociações com o EI, porque, chegando a este ponto, muitos civis poderiam morrer”, afirmou, de Raqqa, em uma mensagem de Whastapp, o miliciano curdo Raman S., das Unidades de Defesa do Povo (YPG). “Embora existam muitos feridos, acabar com eles teria nos arrastado a uma longa guerra nas ruas devido tanto à trilha de explosivos que deixaram como à eficácia de seus franco-atiradores”, diz. Na segunda-feira, percorreram as redes sociais imagens chocantes de uma centena de civis que, desesperados e entre lágrimas, haviam conseguido escapar do EI.

Desde 6 de junho, início da fase final da Operação Ira do Eufrates, destinada a expulsar o EI da cidade, 1.873 civis foram mortos, segundo estimativa dos ativistas da chamada Raqqa está Sendo Silenciosamente Massacrada– que conta uma dúzia de informantes nas zonas de combate. Outros 250.000 residentes foram forçados a abandonar suas casas rumo a áreas mais seguras no norte e no noroeste do país devido a combates e bombardeios intensos, de acordo com dados da ONU. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos estima que 80% da cidade foi destruída sob a troca de tiros de artilharia e ataques de combatentes da coalizão internacional.

Com esta derrota, o EI perde toda a presença ao norte do Eufrates depois de ter sido expulso esta semana pelo Exército regular sírio de seu reduto em Al Mayadin, uma cidade localizada no sudeste do país e região onde serviços de inteligência internacional acreditam que parte da cúpula do EI e seu líder Abu Bakr al-Baghdadi estejam escondidos. Foi a mediação dos idosos de Raqqa, preocupados com a sorte dos civis, que forçou uma saída negociada. Pelo menos 275 jihadistas sírios e seus familiares foram deslocados para um paradeiro desconhecido durante o fim de semana.

A coalizão internacional demonstrou insatisfação com o acordo, opondo-se, em particular, a qualquer saída dos jihadistas estrangeiros. “Não apoiamos nenhum acordo que permita que os terroristas do EI escapem de Raqqa sem enfrentar a justiça para reaparecer mais tarde em outro lugar”, disse o general de brigada Jonathan Braga, chefe de operações da coalizão.

Estima-se que pelo menos 5.500 combatentes ocidentais, incluindo cerca de 200 espanhóis, se juntaram às fileiras do EI desde 2014. Localizá-los é um dos objetivos de mais de mil combatentes das forças especiais francesas, britânicas e americanas enviadas ao norte da Síria. “Estão determinados a acabar com todos os jihadistas estrangeiros antes que voltem a atacar em seus países de origem”, afirma Abu Samra, pseudônimo de um combatente insurgente instalado no norte do país. Ele também afirma que, nas últimas semanas, várias famílias de jihadistas estrangeiros foram retiradas de Raqqa através da Turquia.

À medida que o suposto califado do EI colapsa vertiginosamente na Síria, a frente no leste do país fica dividida pela linha que marca o Eufrates. Ao norte estão as FDS com o apoio da aviação da coalizão. Ao sul, estão as tropas regulares da Síria e seus aliados sob a proteção dos caças russos nos esforços para expulsar o EI do deserto e de Deir Ezzor. À medida que o Governo de Damasco acumula vitórias e a frente insurgente perde terreno e coesão, teme-se que os dois blocos, liderados pelos EUA e pela Rússia, respectivamente, se choquem no Eufrates.

Fonte: El Pais

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Secretária de Temer diz que mudança no combate ao trabalho escravo é ‘retrocesso inaceitável’

A Secretária Nacional de Cidadania, Flávia Piovesan, disse à BBC Brasil que as mudanças que acabam de ser adotadas pelo governo de Michel Temer no combate ao trabalho escravo são um “retrocesso inaceitável”.

Ela, que é também presidente da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), afirmou que o órgão não foi consultado sobre a alteração – e que está “perplexa”. “Digo que é inaceitável e que temos que lutar pela revogação dessa portaria em caráter de urgência, porque realmente os danos são acentuados, as violações de direitos são gravíssimas”, criticou.

Piovesan ressaltou, ainda, que a portaria é ilegal, pois contraria a Constituição e o Código Penal Brasileiro. Ela afirmou corroborar a orientação do secretário de Inspeção do Trabalho do ministério, João Paulo Ferreira Machado, para que os auditores não sigam as novas regras.

Em choque com o que prevê o Código Penal, a portaria publicada nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho restringe a definição de escravidão, o que na prática dificulta a libertação de trabalhadores explorados.

Enquanto a legislação penal prevê que qualquer uma dessas quatro situações configuram situação análoga à escravidão – trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes ou jornada exaustiva -, a portaria exige a presença das duas primeiras para que os auditores possam enquadrar as empresas como exploradores de trabalho escravo.

A portaria estabelece também que as fiscalizações do Ministério do Trabalho agora terão que ser obrigatoriamente acompanhadas pela polícia. Além disso, determina que uma empresa só poderá entrar para a lista suja do trabalho escravo por determinação do ministro do Trabalho, atualmente Ronaldo Nogueira, tirando essa decisão das mãos dos técnicos da pasta.

As mudanças são uma solicitação antiga da bancada ruralista – e ocorrem na semana em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara analisa a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no âmbito da operação Lava Jato.

Em nota, o Ministério do Trabalho afirmou que a portaria “aprimora e dá segurança jurídica à atuação do Estado Brasileiro” no combate ao trabalho escravo. “A partir de agora, uma investigação criminal será aberta de forma simultânea à emissão do auto de infração; a Polícia Federal estará inserida nas ações; e as multas terão aumentos que, em alguns casos, chegarão a 500%”, disse ainda o posicionamento.

Parte do governo Temer desde o impeachment de Dilma Rousseff, Piovesan sairá em duas semanas para assumir uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

“A única coisa que posso dizer, nesse ritual de saída de governo, é que eu fiz o meu melhor. Realmente, eu não contive energia. Da minha parte, me posicionei com integridade”, disse.

BBC Brasil – Qual sua avaliação sobre as recentes mudanças do governo no combate ao trabalho escravo?

Flávia Piovesan – Fiquei perplexa e surpresa com a publicação da portaria. Na condição de secretária nacional da Cidadania e sobretudo na condição de presidente da Conatrae (Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo), queria expressar minha profunda preocupação com essa portaria porque ela simboliza retrocessos inaceitáveis na luta pela prevenção, erradicação e fiscalização do trabalho escravo. Lamentavelmente, fomos todos aqui da Conatrae e da secretaria surpreendidos.

Sobre a minha avaliação, em primeiro lugar, a portaria viola frontalmente a Constituição, viola a legislação nacional, o artigo 149 do Código Penal, e os tratados de direitos humanos ratificados pelo Brasil, sobretudo os tratados da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Pela legislação penal brasileira, o trabalho escravo avilta a dignidade humana. E aí que é importante ter inclusive alusão à jornada exaustiva e condições degradantes. São componentes que a nossa legislação prevê, e a portaria vai na contramão e reduz drasticamente o alcance conceitual de trabalho escravo. Ou seja, o trabalho forçado só vai ser caracterizado se houver cerceamento da liberdade.

Não bastando isso, uma segunda preocupação é esvaziar a autonomia dos auditores fiscais, que têm agora que atuar acompanhado da polícia.

BBC Brasil – A portaria inviabiliza o combate ao trabalho escravo?

Piovesan – Inviabiliza. E até nesse ponto queria aplaudir e dizer que corroboro a manifestação do secretário de Inspeção do Trabalho do ministério (João Paulo Ferreira Machado), que tal como nós expressou a sua perplexidade. Ele pleiteia a revogação e, ao final, orienta os auditores o manter as práticas, afastando a incidência da portaria.

Queria também lembrar que o Brasil foi condenado (pela Corte Interamericana de Direitos Humanos) no caso da fazenda Brasil Verde. Foi o primeiro caso em que houve condenação por afronta ao direito de não ser submetido à escravidão. E, na decisão, a corte expressa a proibição absoluta e universal da escravidão.

Se há direitos humanos relativos, há dois que não são: o direito a não ser submetido à escravidão e à tortura. Nada pode flexibilizar. É absoluto, é irrevogável.

Fonte: BBC

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ESPORTE

Pressão sobre árbitro na consulta ao vídeo renderá amarelo e até expulsão 8

A comissão de arbitragem da CBF já decidiu que jogadores e técnicos que tentarem pressionar os árbitros quando consultarem o vídeo em campo serão punidos com cartão amarelo e até expulsão. Ainda não há data definida para a implantação do sistema de árbitro de vídeo no Brasileiro que estava previsto para a 29a rodada. Há entraves técnicos que atrasam a novidade.

É uma preocupação da confederação o excesso de reclamações de jogadores e treinadores em cima dos juízes. E, por isso, a CBF nem queria que houvesse uma televisão no gramado para consulta do árbitro, além do que ficará em uma sala separada. Mas o protocolo da Fifa estabelece que o juiz de campo tem que ter a possibilidade de tirar dúvida em uma tela.

A ideia é posicionar uma tela no meio do campo, entre os dois bancos de reservas. Tradicionalmente, há ali um foco de pressão das comissões técnicas dos dois times sobre o juiz naquele ponto. Por isso, haverá uma linha em volta da tela onde será proibido o acesso de jogadores e treinadores.

”A área ali é restrita ao árbitro. Haverá essa linha demarcatória proibindo o acesso. Se chegar um jogador nesta área, levará o amarelo. Se um técnico entrar, será excluído. Não tem nem discussão”, afirmou Sergio Correa, membro da comissão de arbitragem responsável pelo projeto do árbitro de vídeo.

A intenção da tela no campo é para caso o árbitro de campo tenha dúvida ou necessidade de interpretar um lance. O outro juiz ficará em uma sala como um bunker, isolada, sem acesso para ninguém. E estará proibido de interpretar, por exemplo, se foi pênalti. Isso só poderá ser feito pelo árbitro no gramado.

”Quando houver um lance, ele (árbitro em campo) pode fazer interpretação na tela. Ele pode pedir essa revisão”, contou Corrêa. A intenção da CBF é deixar a atuação do árbitro de vídeo restrita a lances claros, mas, obviamente, haverá uma subjetividade em decidir quais são esses casos. Então, o árbitro de campo que decidirá.

Instrutores da CBF já treinaram 64 árbitros para atuar com vídeo no CT de Águas de Lindóia. Outros 50 passarão pelo mesmo procedimento. Há ainda ajustes e testes a fazer no sistema, inclusive em relação às condições técnicas de certos estádios.