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Em audiência, Amastha diz que revisão deve ser “resultado de amplo debate da participação popular”

Na abertura da 3ª Audiência Pública de Revisão do Plano Diretor de Palmas, o prefeito Carlos Amastha (PSB) ressaltou que a discussão traçará o futuro da cidade, razão pela qual a importância da participação da sociedade. “O futuro dessa cidade vai estar estampado nesta revisão. A discussão que estamos fazendo nesse momento é sobre para onde estamos indo. Que esse documento seja resultado de um amplo debate, da participação popular”, disse.

Na audiência foi apresentado o relatório preliminar com as diretrizes para o desenvolvimento sustentável de Palmas para os próximos anos. Diretrizes para questões como preservação dos recursos hídricos, arborização urbana, zoneamento urbano, desenvolvimento econômico, paisagem urbana, desenvolvimento social, foram apresentadas pelos técnicos da revisão do Plano Diretor e posteriormente debatidas com os participantes.

Diretrizes
As diretrizes foram construídas a partir das contribuições da comunidade, ocorridas nas reuniões setoriais, e dos estudos técnicos da equipe de revisão do Plano. “Percebemos que o que a sociedade quer é uma cidade mais barata, menos quente, e com mais oferta de água”, disse a Engenheira Ambiental, Ariela Cavalcante.

Representantes da sociedade civil organizada, de órgãos públicos, como Tribunal de Contas e Ministério Público Estadual, associações de moradores, dentre outros, participaram do evento, que aconteceu das 8 às 13 horas, no Auditório da Associação Tocantinense de Municípios (ATM). Segundo a prefeitura cerca de 460 pessoas  estiveram presentes.

Câmara Municipal
Os vereadores da Câmara de Palmas participaram do evento. Após a audiência, será elaborado um projeto de lei, que passará pela aprovação da população, e posteriormente, enviado para votação do Legislativo.

O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Serviços Regionais, Ricardo Ayres, avalia de forma positiva a realização das audiências. “A Audiência é importante para que possamos escutar a sociedade, naquilo que ela tem como interesse e sugestão para o desenvolvimento da nossa cidade, e fazer de Palmas um ambiente planejado, competitivo e de oportunidades”, disse.

Segundo o presidente da Casa, vereador José do Lago Folha Filho (PSD), “o momento é de grande importância e precisa da participação de todos, essa discussão é antiga e vai impactar a vida de muitos moradores que aguardam a regularização de sua moradia” explica.

Para o vereador Filipe Fernandes (PSDC), a sociedade precisa participar e discutir o Plano Diretor de Palmas. “A Câmara de Palmas está presente neste momento, dando notoriedade e transparência para esta discussão, juntamente com a população”.

Estiveram presentes na audiência os vereadores Jucelino (PTC), Gerson Alves (PSL), Vanda Monteiro (PSL), Etinho (PTB) e Moisemar Marinho (PDT), além do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB).

Ação do MPE
Enquanto a prefeitura dá andamento na revisão do Plano, o Ministério Público Estadual (MPE) busca na Justiça a concessão de liminar para que seja suspenso os trabalhos. Segundo a promotora Kátia Chaves Gallieta, dentre as irregularidades no processo estão a inexistência de divulgação do processo, ausência de participação popular e falta de publicidade dos atos e documentos.

Kátia Gallieta discorre na ação que em setembro de 2015 o prefeito Carlos Amastha deu início à revisão do Plano Diretor em um evento restrito aos alunos do curso de arquitetura da Universidade Luterana (Ulbra). Na ocasião, o presidente do Instituto de Planejamento Urbano (Ipup) apresentou um projeto denominado “Palmas Sustentável”, incluindo desde então a expansão urbana, sendo esta uma das questões mais polêmicas e objeto da ação.

Além do pedido liminar de suspensão das audiências públicas, o MPE também pede que seja promovida a efetiva participação popular; regularização do Conselho de Desenvolvimento Urbano e Habitação, obedecendo-se aos critérios de diversidade e proporcionalidade de seus integrantes e que seja declarada a nulidade de todas as ações de trabalho realizadas antes do lançamento do Site da Revisão.

PortalCT

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SLIDE

Professores recebem centavos de salário após Amastha cortar ponto de grevistas

A ameaça do prefeito Carlos Amastha quanto ao corte de ponto dos professores grevistas foi concretizada. Na sexta-feira (29), a prefeitura de Palmas efetuou o pagamento aos servidores da educação e o jornal Primeira Página obteve acesso à vários desses contracheques, que variam entre 0,31 centavos a R$ 29,00 de salário mensal.

A medida adotada pelo prefeito Carlos Amastha vem mesmo com a recomendação do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública em não cortar o ponto dos professores, mas a prefeitura insistiu na posição informando que “não há como pagar por quem não trabalhou”.

Em nota divulgada para a imprensa local, a prefeitura destacou que “não cortar os pontos dos faltosos, seria um desrespeito aos mais de 14 milhões de sofríveis desempregados do país, à honra de mais de 11.000 servidores públicos municipais, à dignidade dos demais servidores da educação que ordeiramente cumpriram suas jornadas de trabalho e principalmente à decência de 300.000 palmenses que esperam a moralidade, a ética e a honestidade da coisa pública”.

Como a ameaça de corte de ponto já vinha sendo passada desde o início da greve, os professores começaram a mobilizar uma campanha de doação de alimentos ainda na semana do dia 18, quando vários pontos de coleta da Capital começaram a receber alimentos, como a Assembleia Legislativa, Câmara Municipal, escolas da Capital e a sede do Sindicato dos professores.

Reposição
De um lado, o Executivo Municipal afirma que as aulas não serão repostas, uma vez que a prefeitura conseguiu manter o funcionamento das escolas durante o período de paralisações. Órgãos como o Ministério Público Estadual contestam essa afirmação, bem como diversos pais de alunos, que chegaram a realizar encontros na capital ao longo da greve para discutir o assunto.

A greve dos profissionais da educação começou no dia 05 de setembro, e seguiu até o ultimo dia 26, na terça-feira, quando em assembleia geral da categoria, foi decidido por votação a suspensão da greve por tempo indeterminado. Em nota oficial, o SINTET (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins) afirmou que irá continuar buscando diálogo com os
gestores.

O jornal Primeira Página acionou a prefeitura de Palmas para comentar a questão, mas até o fechamento da edição não houve retorno par parte da assessoria de imprensa.

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MUNDO SLIDE

Sem antecedentes criminais, atirador de Las Vegas matou 58 com ‘chuva de tiros’ 33

Stephen Paddock, autor dos disparos que matou 58 pessoas e deixou mais de 500 feridos em um festival de música country em Las Vegas na noite de domingo (1) não tinha antecedentes criminais e, segundo a polícia local, vínculos com organizações terroristas foram descartados a princípio.

A polícia chegou a chamar o atirador de “uma pessoa perturbada com a intenção de causar baixas em massa”. O ataque é considerado o maior tiroteio em massa da história dos Estados Unidos.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, foram encontrados “mais de dez fuzis” no quarto onde Paddock estava hospedado desde o dia 28 de setembro, localizado no 32º andar do Mandalay Bay Hotel. Foi do quarto que o atirador fez os disparos e se suicidou, após o ataque.

O atirador abriu fogo contra uma multidão de cerca de 40 mil pessoas que assistiam ao festival de música country Route 91 Harvest Festival às 22h locais (2h de Brasília). Em vídeos feitos no momento do ataque é possível ouvir rajadas como uma “chuva de tiros” sobre a plateia.

Apesar de o Estado Islâmico ter reivindicado a responsabilidade pelo atentado, afirmando que Paddock teria se convertido ao islã “alguns meses atrás”. Até o momento, o FBI informou não haver indícios de nenhuma conexão com terrorismo internacional.

A polícia caracterizou sua ação como a de um “lobo solitário”. O atirador não tinha antecedentes criminais, sendo uma multa de trânsito em Las Vegas a única infração registrada em seu nome. No entanto, ele foi descrito por Lombardo como “uma pessoa perturbada com a intenção de causar baixas em massa”.

Pura maldade

Em discurso realizado na manhã desta segunda-feira, o presidente Donald Trump chamou o ato de “pura maldade“. “Um atirador assassinou brutalmente 50 pessoas e feriu centenas. Foi um ato de pura maldade”, disse Trump, que afirmou que o FBI e o departamento de Segurança Interna já se uniram à polícia de Las Vegas na investigação do ataque.

Morador de Mesquite, cidade de 17.400 habitantes do Estado de Nevada, Paddock era um caçador licenciado, tinha 64 anos e vivia em uma vila de aposentados. Ele possuía licença para pilotar aviões pequenos e possuía duas aeronaves, segundo a NBC. Ele também gostava de frequentar cassinos e comer burritos, de acordo com seu irmão, Eric Paddock.

Acredita-se que Marilou Danley vivia com ele. Ela foi apontada como sua namorada por Eric Paddock.

Ao WOFL-Channel 35, o irmão se disse “estupefato” com o crime. “Não podemos entender o que aconteceu”, afirmou. À CBS,  Paddock também afirmou que o irmão atirador não possuía nenhuma afiliação religiosa e afiliação política.

A participação de Danley no crime foi descartada pelos investigadores que apuram o caso –de acordo com o xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, ela foi localizada fora dos EUA nesta segunda-feira.

De acordo com o jornal britânico Telegraph, Paddock morava na na vila de aposentados desde junho de 2016, tendo vivido anteriormente em Reno e Henderson, em Nevada, em Melbourne, na Flórida, e em diversas cidades da Califórnia.

Na manhã desta segunda-feira, armas e munições também foram encontradas na casa de Paddock, em Mesquite. A polícia, no entanto, afirmou que “nada de incomum” foi constatado no local –o porte de armas é permitido nos EUA.

De acordo com a polícia, o atirador teria se suicidado após o atentado.

O maior tiroteio em massa da história dos EUA

O número superior a 50 mortos posiciona o atentado como maior tiroteio em massa da história dos Estados Unidos, ultrapassando as 49 vítimas mortas no atentado a uma boate de Orlando no ano passado.

Cerca de 40 mil pessoas assistiam ao festival de música country, chamado Route 91 Harvest Festival. No momento dos tiros, às 22h locais (2h de Brasília), o cantor Jason Aldean se apresentava. Horas depois, Aldean informou que ninguém de sua equipe saiu ferido.

Testemunhas afirmaram que os tiros duraram mais de dez minutos, enquanto as pessoas corriam para se proteger.

O Ministério das Relações Exteriores e o Consulado do Brasil em Los Angeles informaram que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

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ENTRETERIMENTO

‘Não dá mais para esperar 3 horas em camarim de TV’, diz Evandro Mesquita

Evandro Mesquita está ofegante enquanto anda por uma rua da Gávea. O cantor de 65 anos não quer se atrasar para a sessão de psicanálise – afinal, é sua primeira em 15 anos.

“É uma reciclagem. Vou voltar a fazer com a mesma pessoa com quem fazia nos anos 1980, era uma pessoa maneira.”

Mesquita, que passou décadas atuando na TV, deu um tempo para lançar o álbum “Aventuras II”, uma continuação de um dos primeiros projetos da Blitz, em 1982.

Ao lado, ele fala de vida, de morte, de tempo e de lama.

Quando você foi mais feliz?
Fui pro Xingu e fiquei 16 dias. Foi a viagem da minha vida.

Foi preciso estudar música?
O meu pai fazia violão clássico de hobby. Eu tentei fazer, mas não tinha muita paciência para os exercícios. Queria logo Beatles, um Roberto Carlos, pra impressionar as amiguinhas do colégio.

Televisão ou música?
Eu dei até uma desacelerada de televisão. Depois de nove anos de “A Grande Família”, me convidaram para fazer “Malhação”, mas eu não quis. Quis focar na música. Fazem piada que sempre que eu entro num programa, ele acaba depois.

Você cansou de fazer música em algum momento?
Não, não, eu vivo procurando esses momentos. Tem fase que vem mais. Fico meio agoniado quando não estou compondo e criando.

Em que momento você está?
Estou num momento pós-parto. Deu uma alegria, apesar da contramão da nossa composição, de não seguir uma modinha.

Foram dois anos para lançar o CD. É bom trabalhar com calma?
É. De seis meses para cá a gente começou a convidar os colegas. Encontros com Zeca Pagodinho no aeroporto. Ele disse “Já curti, não precisa nem contar o que é”. Encontrei os Paralamas dentro de um avião. Foi tudo na amizade, sem taxímetro profissional ligado.

O que a idade trouxe?
Depois dos 60 anos não tem mais tempo para esperar três horas no camarim. O tempo passa mais devagar no palco.

Qual é seu maior investimento?
Aos 17 anos, com a primeira graninha comprei um terreno em Friburgo, em que não chegava carro, agora só vai carro 4X4. Ainda tenho esse sítio, e o lugar continua igual.

Como é tocar no Rock in Rio 32 anos depois?
Porra, o primeiro foi alucinante. Tocar com o equipamento do Queen. Ver três Maracanãs de gente. Mesmo na lama, tinha um clima de fim de ditadura, de festa. É um momento parecido. Estamos na lama de novo, por mais que agora seja figurativa.

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ESPORTE

Kazim é testado na vaga de Jô e recebe apoio no Corinthians 25

Sem o artilheiro Jô no fim de semana diante do Cruzeiro, o técnico Fábio Carille não fez mistério e testou o turco Kazim no comando de ataque na atividade desta quinta-feira, no CT Joaquim Grava. No trabalho em campo reduzido, o camisa 18 atuou junto aos titulares, anotou um gol e recebeu um importante apoio público no Corinthians.

Entrevistado depois da atividade, o zagueiro Fabián Balbuena saiu em defesa de Kazim, que recebeu críticas, especialmente, depois da derrota por 1 a 0 para o Atlético-GO. Em 24 partidas, o atacante anotou apenas dois gols com a camisa corintiana.

“Não só o Kazim, mas todo mundo que entra a gente tem plena confiança no trabalho e não nos preocupamos. É apoiar ele para ajudá-lo a fazer um bom trabalho”, destacou o defensor.

“Estamos em uma reta muito importante do torneio e temos que manter o rendimento alto. Seja Kazim, Jô ou Carlinhos, temos confiança de que fará um bom trabalho”, declarou Balbuena.

Um dos líderes do atual elenco corintiano, o zagueiro paraguaio destacou os treinamentos de Kazim para ressaltar a confiança no turco. Nesta quinta-feira, por exemplo, o turco se destacou pela movimentação e oportunismo ao anotar um gol na atividade.

“Logicamente, a gente sente quando um jogador se machuca, ainda mais alguém como o Jô. Mas, como disse, temos a tranquilidade de que o Kazim treina bem e está forte com o grupo. Temos confiança nele, que sabe o funcionamento do time, e estamos tranquilos”, finalizou Balbuena.

Fábio Carille terá mais dois dias de preparação antes do compromisso de domingo com o Cruzeiro. Kazim, alçado ao posto de titular nesta quinta, e os companheiros retornam às atividades na tarde desta sexta-feira, novamente no CT Joaquim Grava.

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ESPORTE

Veteranas se aposentam da seleção e iniciam movimento de boicote no futebol

Passada a confirmação de que Vadão é o novo técnico da seleção brasileira feminina, enfim se iniciou um movimento que já era aguardado desde a demissão de Emily Lima. Enquanto a craque Marta não se posicionava (agora ela já o fez, sem sair do muro), outras jogadoras que já têm seu nome na história do futebol feminino do Brasil iniciaram um movimento de boicote à equipe. Nas últimas horas, três delas anunciaram que não defendem mais a equipe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O boicote foi iniciado na quarta por aquela que talvez seja a maior centroavante da história do futebol feminino do Brasil: Cristiane. Com quatro Olimpíadas no currículo, ela recorreu às redes sociais para anunciar sua aposentadoria. “É a decisão mais difícil que tomei na minha vida profissional até hoje. Pensei durante muitos dias, não me manifestei até agora. Falei com minha família, com meus amigos, escutei vários pedidos para que eu pensasse, mas eu não vejo outra alternativa por todos os acontecimentos e por coisas que já não tenho forças para aguentar. Hoje, se encerra meu ciclo na seleção brasileira”, anunciou em seu Instagram.

Nesta quinta, outra jogadora de renome fez o mesmo: a meia Francielle, de apenas 27 anos, que atua no futebol da Noruega. Atleta da seleção brasileira nas últimas três edições dos Jogos Olímpicos, ela citou a decisão de Cristiane para explicar que estava seguindo o mesmo caminho. “Torço para quem for ficar colha bons frutos, se é que é possível ainda”, disse ela, também no Instagram.

Horas depois, uma terceira atleta ampliou o movimento: a lateral-esquerda Rosana, do PSG, de 35 anos. “Diante das circunstâncias e adversidades dos últimos acontecimentos, sinto que as atletas não têm voz, e querer expor um ponto de vista mexe com a vaidade e ego de muitos. Muito se pede para que as atletas se manifestem e reivindiquem. E sim, acho que deveríamos fazer isso, mesmo depois de uma tentativa fracassada como no pedido de permanência da comissão da Emily”, escreveu Rosana na mesma rede social.

Ela continuou: “Entendo que muitas meninas ali, junto com os seus familiares têm um sonho. E protestando algo, têm medo que esse sonho seja abortando abruptamente, por não saberem a força que teriam juntas. Sempre me posicionei, por vezes, somente internamente, outras em público. Me posicionava, porque sempre pensava no que eu poderia ganhar e não perder. Sim. Sofri retaliação, e o sonho ficou no modo abstrato. Mas deixei de ser conivente com o errado. E é por isso, que estou abdicando mais uma vez de um sonho. Não temos força e nem voz. E isso, um dia cansa. Fica aqui o meu desejo para que pessoas que amam e tratam a modalidade com carinho e respeito, ocupem cargos de expressão dentro do futebol feminino brasileiro, e que as atletas ganhem corpo e voz, na briga incessante pela modalidade.”

Entre as pessoas envolvidas com atletas do futebol feminino, a expectativa é que, nas próximas horas, mais atletas sigam o mesmo caminho. Na primeira passagem de Vadão pela seleção, a equipe recebeu o maior investimento de sua história, mantendo uma seleção permanente, e mesmo assim foi eliminada nas oitavas de final do Mundial de Clubes e ficou apenas na quarta colocação nos Jogos Olímpicos do Rio.

Vadão não agradava à enorme parte das jogadoras e foi substituída por Emily Lima, que, por sua vez, rapidamente ganhou a confiança do grupo, abrindo as portas da seleção para novas jogadoras. Ela, entretanto, foi demitida após quatro derrotas, sendo três para a Austrália (duas delas em amistosos este mês) e uma para os Estados Unidos. Antes, havia sido campeã de um torneio amistoso em São Paulo.

Antiga capitã da seleção, Juliana Cabral foi uma das críticas da decisão. “Voltamos ao futebol da individualidade, ligação direta e ao churrasco”, postou no Twitter, cobrando mais atitude das jogadoras. “Hora de as atletas se manifestarem. Chega de medo de retaliação.”

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BRASIL SLIDE

Operação da PF mira filhos de Romero Jucá por suposto desvio de 32 milhões dos cofres públicos

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação que tem como alvos dois filhos e duas enteadas do líder do Governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá. Nove mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva buscam indícios para desvendar uma organização criminosa suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público.

As investigações apontam a um suposto desvio de 32 milhões de reais dos cofres públicos com a venda superfaturada da Fazenda Recreio, em Boa Vista, que foi comprada pela Caixa Econômica Federal em 2013. Segundo o diário O Globo, tanto o filho do peemedebista, o ex-deputado Rodrigo Holanda Jucá, como as duas ex-enteadas Ana Paula Surita Macedo e Luciana Surita Macedo, filhas da ex-mulher de Jucá e prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), estão registrados como proprietários da fazenda. Após a compra, o local foi destinado à construção do empreendimento Vila Jardim, do programa Minha Casa Minha Vida.

A casa de Rodrigo, em uma área nobre de Boa Vista, foi vasculhada pelos agentes. O ex-deputado já é investigado na Operação Lava Jato. Segundo denúncia da Procuradoria Geral da República contra Romero Jucá, o delator Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, teria negociado e pago propina de 150.000 reais por meio de doação oficial a Rodrigo, quando foi candidato a vice-governador de Roraima em 2014. Melo Filho, também denunciado, esclareceu em sua delação que o pagamento foi para atender Jucá e não por interesse da empresa na candidatura do filho.

Os agentes também estiveram na casa da prefeita de Boa Vista, que não é alvo da operação. Na fazenda mora Luciana Surita, ex-enteada de Jucá, cujo marido foi preso em flagrante por posse ilícita de um fuzil de caça 7,62 e uma pistola 45, além de munições. Marina, filha do senador, e a ex-enteada Ana Paula foram levadas para depor coercitivamente na superintendência da PF em Brasília. Também são alvos de condução e buscas, segundo divulgou a Folha, Hamilton José Pereira, Elmo Teodoro Ribeiro e Francisco José de Moura Filho, ligados à CMT Engenharia.

Romero Jucá, sem relação direta com esta última operação, mas protagonista de numerosos escândalos, alertou os jornalistas que ninguém iria intimidá-lo. Pouco depois lançou uma nota na qual qualifica a operação de mais um “espalhafatoso capítulo” em relação aos acontecimentos dos últimos anos. “Como pai de família carrego uma justa indignação com os métodos e a falta de razoabilidade. Como senador da República, que respeita o equilíbrio entre os poderes e o sagrado direito de defesa, me obrigo a, novamente, alertar sobre os excessos e midiatização”, disse. “Recebo essa agressão a mim e a minha família como uma retaliação de uma juíza federal, que, por abuso de autoridade, já responde a processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Tornarei público todos os documentos que demonstrarão a inépcia da operação de hoje”, ameaçou.

A operação foi batizada de Anel de Giges, uma legenda contida em A República, de Platão. O anel permite ao seu proprietário ser invisível e garantir sua impunidade apesar dos seus crimes, o que leva ao filósofo a se questionar se os homens são bons por escolha própria ou porque temem ser descobertos e punidos.

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MUNDO

Vulcão Popocatépetl entra em atividade após terremoto no México

“Imagine uma garrafa de refrigerante. Pense o que aconteceria se a agitássemos com força e a abríssemos. Ao fazer isso, todo o gás acumulado sairia voando”, explica a este jornal o diretor do Centro Nacional de Prevenção de Desastres (Cenapred), Hugo Delgado. Algo parecido aconteceu com o vulcão Popocatépetl depois do terremoto que abalou o centro do México no dia 19 de setembro e causou mais de 330 mortes. O terremoto também moveu as entranhas do colosso de mais de 5.400 metros de altura, que na quarta-feira amanheceu com uma fumarola de dois quilômetros, com vapor d’água e cinzas, lembrando ao centro do país que ele está mais vivo do que nunca. E a apenas 60 quilômetros da capital.

Embora o órgão encarregado de monitorar o vulcão explique que a atividade está dentro dos parâmetros habituais e em uma fase mínima de risco, reconhece que o terremoto precipitou a erupção. “Antes dos tremores tínhamos visto manifestações indicando que estava havendo acumulação de material magmático na cratera. Portanto, sabíamos que isso iria acontecer, mas havíamos previsto que seria em outubro. O mais provável era que o tremor tenha feito com que acontecesse antes”, explica o diretor do órgão e doutor em vulcanologia.

O vento decidiu que a chuva de cinzas se deslocasse em direção a Morelos, justamente uma das regiões mais afetadas pelo terremoto. E os especialistas alertam que, embora esteja em uma fase dois de emergência e devam ser seguidas apenas as recomendações básicas (não se aproximar da cratera), isso pode piorar as condições em que se encontram alguns prédios danificados pelo terremoto. “Recomendamos não deixar as cinzas se acumularem nos telhados mais instáveis, porque com as chuvas intensas eles podem ficar mais pesados e desabar”, explica Delgado.

Embora os técnicos do Cenapred insistam que a atividade é habitual e que não determinaram uma relação direta com o terremoto de uma semana atrás, existem antecedentes de que um fenômeno sísmico forte pode aumentar a atividade do vulcão. Delgado explica que depois de um tremor de magnitude semelhante ao de 19 de setembro, ocorrido em 15 de junho de 1999, o Popocatépetl experimentou uma das fases mais eruptivas de sua história. Isso aconteceu um ano depois, em dezembro de 2000.

A erupção da quarta-feira começou por volta das três da manhã e emitiu fragmentos incandescentes, que voaram entre 600 metros e um quilômetro de distância, sobre as encostas do vulcão. Tudo dentro do perímetro de segurança de 12 quilômetros. Essa atividade continuou por mais de seis horas e fez cair cinzas nas aldeias de Ecatzingo e Atlautla, no Estado do México, e em Atlatlahuacán, Ocuituco, Oaxtepec, Jiutepec e Yautepec, em Morelos.

O Popocatépetl, que na língua náuatle significa “montanha fumegante”, é monitorado 24 horas por quatro câmeras de vídeo que transmitem toda a sua atividade ao vivo. Em um raio de 100 quilômetros vivem cerca de 27 milhões de pessoas e, portanto, sempre que o vulcão entra em erupção todos os alarmes são ligados. Os habitantes do centro do país se perguntam se a natureza pode dar uma trégua.

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ENTRETERIMENTO

Hugh Hefner se considerava feminista, mas mulheres discordavam

“Feministas se opõem a você por tratar mulheres como objetos”, questionou um repórter da “Vanity Fair” em 2010, se dirigindo a Hugh Hefner, fundador da “Playboy”, morto nesta quarta-feira (27).

“Elas são objetos!”, respondeu o empresário. “A ‘Playboy’ lutou pelos direitos das mulheres, inclusive pelo direito aos contraceptivos.”

O diálogo resume o motivo de uma longa e conflituosa relação de Hefner com o movimento feminista, que ele dizia defender.

Em 1963, a jornalista Gloria Steinem trabalhou por duas semanas como coelhinha na Playboy Club em Nova York e denunciou as condições da boate —as garçonetes tinham que passar por um exame vaginal, usar saltos desconfortáveis e roupas tão apertadas que era difícil respirar.

O que motivou Steinem a fazer a denúncia foi uma série de artigos que Hefner vinha publicando mensalmente na “Playboy”, que ele chamava de “proclamação emancipatória da revolução sexual”. A jornalista discordava que esse modelo de “emancipação” fosse positivo para as mulheres.

A resposta à denúncia de Steinem não foi agressiva. Hefner disse que não tinha problema com o artigo dela, publicado na revista “Show”, e o exame íntimo foi abolido.

Nos anos 1970, porém, novas polêmicas vieram. Uma secretária vazou uma correspondência em que ele dizia estar interessado na tendência “irracional e emotiva” das “feministas militantes”.

“Essas mulheres são nossas inimigas naturais. É hora de brigar com elas. Quero um artigo devastador, que destrua [as militantes]”, afirmou, referindo-se a uma manifestação de 300 feministas em frente à Mansão Playboy, que tinha ocorrido na época.

“Elas são intransigentes em sua oposição à sociedade romântica de meninos e meninas que a ‘Playboy’ promove.”

Uma biografia escrita por Steven Watts relata que Hefner exigia que as “coelhinhas” com quem ele se relacionava fossem fiéis, mas ficava irado quando elas insinuavam que ele deveria fazer o mesmo por elas.

NA MANSÃO

A mais famosa oposição aos hábitos controversos da Mansão Playboy veio de Holly Madison, coelhinha da “Playboy” e moradora da Mansão de 2001 a 2008.

Ela diz que, quando se mudou para a casa, descobriu que fazer sexo com Hefner era tratado como obrigação, e que não era incomum drogar ou embebedar as mulheres para facilitar a abertura sexual.

“Eu sabia que acontecia algo assim. Não sou idiota. Mas as meninas nunca admitiam isso entre elas, e nunca falávamos sobre esses problemas”, disse em entrevista ao “Buzzfeed” em 2015 —em mais de uma ocasião, Hefner negou a veracidade do relato de Madison.

Madison reconhece que via muitas vantagens em morar lá, e gostava da exposição midiática, mas acabou saindo da casa quando percebeu que Hefner era “verbalmente abusivo”, controlando sua aparência e a criticando.

“Hef gosta de cercar de pessoas que dizem ‘sim’. Ele tem muitos amigos que trata bem. Tem uma cultura de todo mundo o tratar como um cara muito legal, uma veneração à personalidade dele, pela qual eu me encantei por muito tempo”, disse.

A definição que Hefner dava da mulher como uma “coelhinha” também enfureceu feministas por mais de uma geração.

“Uma mulher se parece com uma coelhinha. Ela é feliz, brincalhona. [A coelhinha] nunca é sofisticada, uma mulher que não se pode ter. Ela é jovem, interessante, simples… Como a sua vizinha. Não estamos interessados na mulher misteriosa, difícil, a femme fatale”, dizia Hefner.

“A menina da ‘Playboy’ não está vestida, não tem calcinha. Ela está pelada, bem lavada com sabão e água, e está feliz.”

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BRASIL SLIDE

STF adia conclusão de julgamento sobre aplicação da Ficha Limpa antes de 2010

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quinta-feira (28) a conclusão do julgamento sobre a aplicação da regra da Lei da Ficha Limpa a políticos condenados por abuso de poder político e econômico na campanha antes de 2010, quando a lei passou a vigorar.

No momento em que a presidente do STF, Cármen Lúcia, encerrou a sessão desta quinta, o placar estava 5 a 3 pela aplicação da lei antes de 2010. Faltam os votos dos ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

O julgamento será retomado na próxima quarta-feira (4). A decisão depende da maioria de 6 votos entre os 11 ministros e deverá ser aplicada por todos os tribunais do país.

Os ministros votaram na análise de uma ação que discute por qual prazo deve ficar inelegível um político condenado antes da vigência da lei.

A Ficha Limpa, de 2010, determina que a condenação impede o político de se candidatar por oito anos; a lei anterior prevê prazo de apenas três anos.

O julgamento começou em 2015, com dois votos contrários à aplicação do prazo de oito anos da Ficha Limpa para condenações anteriores a 2010.

Naquela época, os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram pela inelegibilidade por três anos, sob o argumento de que a Ficha Limpa não podia retroagir.

Na ação, um candidato a vereador de Nova Soure (BA) nas eleições de 2012 recorreu contra decisão da Justiça Eleitoral que rejeitou seu registro de candidatura com base na Ficha Limpa.

Ele foi condenado por abuso de poder econômico e compra de votos em 2004 e cumpriu o prazo de três anos de inegibilidade.

Em 2008, o candidato concorreu novamente ao cargo, foi eleito e exerceu o mandato, mas em 2012, teve a candidatura negada com base no novo prazo de oito anos de inelegibilidade da Ficha Limpa.

A defesa do político argumenta que o novo prazo da Lei da Ficha Limpa só se aplica a partir da vigência da lei e não pode retroagir.

Os votos dos ministros

Veja como argumentaram os ministros, por ordem de votação:

  • Ricardo Lewandowski – Quando votou na ação, em 2015, o relator, Ricardo Lewandowski, ressaltou que, antes da Ficha Limpa, nas condenações por abuso de poder político ou econômico em campanha, a lei eleitoral já definia que a inelegibilidade era uma sanção, cujo prazo era de três anos. “A aplicação do novo regime jurídico de inelegibilidade encontra um óbice insuperável de estatura maior, qual seja, o direito constitucional de preservação da coisa julgada, em face de lei superveniente”, disse Lewandowski à época.
  • Gilmar Mendes – Ao votar em 2015, Gilmar Mendes também disse que era preciso fazer uma ressalva na aplicação da lei, para não alcançar condenações anteriores. “Como vem a ideia de aplicação de uma penalidade, sanção ou restrição de direito, a segurança jurídica recomendaria que houvesse essa ressalva”, disse à época. “Uma coisa é mudar os prazos de inegibilidade. Agora, outra é a questão que se tem uma sentença que diz que a inelegibilidade é de tantos anos”, afirmou Mendes nesta quinta.
  • Luiz Fux – Na retomada do julgamento nesta quinta, o ministro Luiz Fux abriu a divergência. Ele foi favorável à aplicação do prazo de oito anos também para políticos condenados antes de 2010. Assim, aqueles condenados antes da sanção da lei naquele ano, numa das hipóteses de inegibilidade, também ficariam impedidos de concorrer na disputa de 2018. Para o ministro, o prazo de inelegibilidade não é uma punição para o político condenado, mas uma “condição de moralidade”.
  • Alexandre de Moraes – Depois de Fux, o ministro Alexandre de Moraes votou contra a aplicação a casos anteriores. Disse que isso significaria retroagir uma punição e comprometeria a segurança jurídica. “Afeta diretamente a segurança jurídica e é um desrespeito à coisa julgada”, afirmou.
  • Edson Fachin – O ministro votou pela aplicação da lei a casos anteriores. Disse que a própria Constituição prevê a análise da vida pregressa no momento de a Justiça Eleitoral aprovar uma candidatura. “Trata-se de fato do passado que se projeta para o presente. Preencher condições para se admitir candidatura não é sanção. Quem se candidata a um cargo, a um emprego, precisa preencher o conjunto dos requisitos. Como a Constituição se refere à vida pregressa, isso significa que fatos anteriores ao momento da inscrição da candidatura podem ser levados em conta. Se o passado não condena, pelo menos não se apaga”, afirmou.
  • Luís Roberto Barroso – O ministro também votou pela aplicação da Ficha Limpa a condenações anteriores. “Essa lei precisa ser interpretada de forma consentânea com essa percepção de que é preciso mudar a realidade tal como ela vem sendo exercida no Brasil. Lei que quer criar tempo em que não seja normal nomear dirigentes de estatais para desviar dinheiro para políticos e seus partidos”, afirmou.
  • Rosa Weber – A ministra também seguiu Fux, argumentando que o político deve preencher os requisitos da lei em vigor na época do registro de candidatura. “O foco é a coletividade, buscando-se a soberania popular, e a concretização do estado democrático de direito. Presentes essas balizas, eu tenho que a aplicação das inelegibilidades, que hoje se encontram fatos pretéritos, não se configura direito adquirido ou coisa julgado”, afirmou.
  • Dias Toffoli – Em seu voto, Dias Toffoli também votou por aplicar a Ficha Limpa em condenações anteriores. “O momento de aferição da inelegibilidade é no registro da candidatura. Então pouco importa o que foi lá atrás, não se está apontando coisa julgada”, disse.

Fonte G1